ALEM DO FRAGMENTO: O CAMPO DA PARTICULARIDADE COMO POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO DA HISTÓRIA MARIA C~LIA MARCONDES DE MORAES

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1 ALEM DO FRAGMENTO: O CAMPO DA PARTICULARIDADE COMO POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO DA HISTÓRIA MARIA C~LIA MARCONDES DE MORAES ANPOCS: GT EDUCAÇÃO E SOCIEDADE XVI ENCONTRO ANUAL DA ANPOCS CAXAMBU, MINAS GERAIS, DE 20 A 23 DE OUTUBRO DE 1992

2 -- ~ -- ALEM DO FRAGMENTO: O CAMPO DA PARTICULARIDADE COMO POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO DA HISTÓRIA MARIA CÉLIA MARCONDES DE MORAES ANPOCS: GT EDUCAÇÃO E SOCIEDADE XVI ENCONTRO ANUAL DA ANPOCS CAXAMBU, MINAS GERAIS~ DE 20 A 23 DE OUTUBRO DE 1992

3 AL~M DO FRAGMENTO: A PARTICULARIDADE COMO POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO DA HISTÓRIA- Maria Célia M. de Moraes* 1. INTRODUÇÃO Os problemas postos pela pesquisa histórica em educação - em nosso caso, a que se ocupa dos estudos das relações entre educação e política, buscando expressar suas mediações enquanto relação histór ica têm nos levado a pensar sobre a questão da História, suas relações com as demais ciências e com as ideologias, os desafios teóricos e metodológicos de seu estudo. Questões complexas que, todavia, nao podem ser ignoradas no processo da pesquisa. Nesse contexto, procuramos também acompanhar o debate contemporâneo sobre o próprio estatuto de cientificidade da História e as repercussoes metodológicas e pol íticas dos chamados "novos" par adigmas das Ciências Sociais e da Histór ia em particular na pesquisa historiográfica, sobretudo a referente a educação brasileira. Essas questões têm despertado pouco ou nenhum interesse nos pesquisadores desta área. Em alguns trabalhos, notadamente naqueles que se caracter izam pelo r igor no trato com o objeto de estudo, podemos encontrar uma crítica ao que chamamos "casos típicos": os que compreendem a realidade educacional em sua pura singularidade, como se subsistisse por si mesma, com leis e desenvolvimentos próprios e, no outro extremo, os que a entendem como mero reflexo ou consequência da estrutura econômica, percebendo de forma mecânica a articulação das práticas sociais. Neste úl timo caso, a real idade educacional perderia a sua especificidade na medida em que ficaria "borrada" na universalidade do processo. Todavia, o debate que atravessa as Ciências Sociais e a Histór ia é muito mais amplo e mais profundo. Coloca em questão o Doutora ~II'I Ci';ncia~ Humana~ <Educação) pl!la PUC/RJ. D~partam~nto di! Economia da univ~r~idad~ ~~d~ral ~lumin~n~~ <u~~). prof~~~ora do 1

4 estatuto de cientificidade dessas ci~ncias e, no limite, a pr6pria racionalidade. De fato, aqueles "casos típicos" têm como fundamento uma certa forma de razao, uma certa compreensao do conhecimento e da realidade. Faces opostas de uma mesma moeda, ambos compartilham do fetiche da razao positiva, instrumental, e da crença em sua ilimitada capacidade de efetivar a determinação completa do objeto, sua manipulação e controle. A crítica às duas abordagens, pertinente por certo, denuncia as explicações simplistas, a precariedade e os limites estreitos de um conhecimento que se enquadra dentro dos parâmetros dessa razão, mas que permanece muito aquém da riqueza de possibilidades que a realidade articula. Assim, diante de uma pesquisa que toma um aspecto da realidade educacional como mônada isolada, ou que a afirma como mero reflexo imediato da estrutura econômica, a crítica denuncia os limites de um conhecimento que, no primeiro caso nao chega a equacionar o problema e, no segundo o faz de modo profundamente equivocado. Contrapõe a essa abordagem um conhecimento dialético, h í st orico, e por isso mesmo capaz de compreender as articulações l6gicas do movimento do real e de realizar o trabalho de dissolver o t6pico, o aparente e o superficial. Portanto, um conhecimento profundamente racional. De uma lado, uma razao positiva que reduz a realidade aos limites da ciência; de outro, a crítica, a razão dialética que se propõe a ampliar o campo da ciência de modo a fazê-la se aproximar da riqueza do real (Machado, 1992:3). A discussão existente, dessa forma, aponta para diferentes planos e possibilidades do exercício da razão. Quer nos parecer, porem, que estamos agora diante de uma outra forma de fetiche, o da "desrazão". Diante dos imensos e instigantes desafios postos pela realidade contemporânea - época das ilusões perdidas e das esperanças frustradas vemos crescer um "irracionalismo estetizante" (Gi nzbur s, 1991: 23), uma certa ideologia compensatória, permeando sobretudo o discurso da História: já que o real não realiza as esperanças - como que em uma inversão 2

5 ca da proposta hegeliana não pode ser racional. As corisequências t eór icas, metodológicas e políticas desse fato, a nosso ver, sao extremamente graves. É urgente, portanto, estabelecer o diálogo entre a pesquisa histórica em Educa~o do ponto de vista de sua fundamenta~o e esse questionamento teórico e metodológico. Faremos, assim, o contraponto entre duas vertentes teóricas sobre a possibilidade do conhecimento da História: a) a que se situa no contexto da emergência dos chamados "novos" paradigmas das Ciências Sociais e da História em particular, nega a determinação ontológica do conhecimento, afirma um real f ragmentado e incompleto que impossibi 1ita a ex istência de totalidades significativas e que questiona, muitas vezes, o próprio estatuto de cientificidade da História. Uma vertente que se situa mui to p r óx ima ao cul to pós-moder no da indetermi nacâo total e está v inculada a emergência, nas últimas décadas, de novas formas de irracionalismo; b) a que se si tua no contexto de uma ontologia materialista e crítica (a exemplo da concepçao mar x í a na ), afirma a determina~o ontológica do conhecimento e indica a dupla problemática do objeto da História, a uma so vez ontológica e me t.odoloa í, Tal concepçao apresenta o campo da particular idade como possibilidade do conhecimento da História, uma História capaz de analisar e compreender total idades signi f icati vas, rati ficando sua inteligibilidade essencial. Assumimos esta segunda vertente como nossa. Na medida das i númeras i ncompreensões preconcei tos? - que cercam o pensamento marxiano hoje em dia, e necessário esclarecer, desde logo, que não se trata de defesa de posições fechadas, mas tão somente de uma proposta de discussão de questões teór icas e met.cdo Lós Icas contemporâneas e, a nosso ver, fundamentais, para a pesquisa em Ciências Sociais, sobretudo no campo da História. 2. A DESRAZÃO NO EF~MERO E NO FRAGMENTO Testemunhamos, já há alguns anos, a emergência de 3

6 novas perspectivas teóricas quanto nas Ciências Sociais e metodológicas tanto na História, de modo geral. Trata-se da chamada "revol ta micro-sociológica" ou da "pesquisa dos micro-fundamentos" da realidade histórica e social. Nesse contexto, nota-se o abandono dos chamados sistemas globais de interpretação, dos paradigmas absolutos, dos achatamentos de uma História totalizadora - entre os quais estariam incluidos o estruturalismo, o funcionalismo e o marxismo vulgar - bem como a recusa das propostas que acenavam com a possibilidade de transformação radical da sociedade capitalista e da criação de novas formas de relações sociais. Parafraseando um historiador, parece que os novos tempos teriam trazido a emancipação da utopia, isto é, do futuro, e também a libertação da doutrina, e portanto, do passado. O que restou foi o presente! (Juillard, 1985:247). Assim, entram em declínio as teorias e os saberes que referenciavam as propostas dessas ciências, até há poucas décadas passadas, e é nesse contexto de recusa teórica e metodológica que se instituiem os chamados "novos" paradigmas~. Ocorre, porém, que nesse processo, muitas vezes nao se separou o joio do t.r Lso, com sérias consequências para a pesquisa. Vejamos porque. Podemos perceber, nesse processo, a tendência de pensar a realidade histórica como se ela se estilhaçasse a cada passo, a ponto de ser vista "em migalhas" (Dosse, 1992) que se constituiriam em novos objetos que, por sua vez, demandar iam formas inédi tas de tratamento: fragmentos que, desligados do todo, poderiam ser vistos com mais precisão, "puros" em sua independência (Mor aes, 1991: 5). O mundo histórico, nessa perspectiva, tornar-se-ía um caleidoscópio de micro-objetos Z, sem um sentido que os poderia articular, sem utilizamo~ t~nd';ncia~ ~ da palavra. Z o conc~ito p~r~p~ctiva~ d~ paradigma m~todol~oica~ ~ Giannotti aponta para 05 ~noan05 d~ uma in5crita n~~5a nova hi5toriografia. At~ QU~ da Hi5tória não e~taria a55umindo o pr~conc~ito individu05 5ao 5inoularidad~~ 5~mpr~ dada~, como um contin~nt~ abraçando uma multiplicidad~ ~~taria op~rando, n~5~a cri tica, o pr~~5up05to cada fato ou cada individuo ~ ap~na5 um para ~i, no nao d~ ~~ntido d~ no m~tafi5ica ponto d~ a qu~ 5~ntido grand~5 Icuhnniano qu~ pod~ ~5tar mod~rna critica 05 fat05 e 05 forma apar~c~ndo ca t05? Nio do atomi5mo, ond~ d~ 50rt~ qu~ toda a 4

7 zacâo hierarquias causais, sem razao (Zaidan, 1989:22). O campo de investigação do histor iador, a duração, sofre todo um trabalho de decomposição, o tempo se desacelera em temporalidades heterogêneas, descontínuas e desarticuladas. Como aponta Jameson, o tempo se fragmenta "em uma série de present.es perpét.uos" (Jameson, 1985:26). Nesse contexto, vemos entrar em cena as "hist6rias de, uma nova historiografia que valoriza as est6rias do cotidiano, a sexualidade, a família, a mulher, a escola, a creche, os margi nais, os homossexuais, as prostitutas, a loucur a, as danças macabras, as festas, as pulsões rep r imidas do desejo e assim por diante. Aparecem como objetos, "o cotidiano e as id~ias de um moleiro perseguido pela Inquisição" (Carlo Ginzburg), "a festa sob a Revolução Francesa (Mona Ozouf), "a organização dos cardápios no s~culo XIX" (Jean-Pierre Aron), "a praia e o imaginário ocidental" (Alain Corbin) etc. Ou, ficando no âmbito da recente produção brasileira, ""a vida e a inteligência extra-terrestre ( )" (Eduardo Barcelos), "a festa da Penha" (Rachel Soihet), "a Farra do Boi e outras festas na Ilha de Santa Catarina" (Maria Bernadete Flores), "o imági nar io e o emocional nos fundamentos hist6r icos paulistas" (Daisy de Lacerda Abreu), "tessitura de destinos - mulher e educação" (Mar ia Cândida D. Reis) etc. Nos desencontros das "hist6r ias de entretanto, mui tos deixam de levar em conta as condições reais da existência social. Ao enfatizar os sonhos, os gestos, o imaginário, a sensibil idade, o humor, a representação, efetivam uma "leitura" do discurso verbal ou nao verbal que supoe a autonomia do" processo ideol6gico em relação às relações sociais com as quais se articula. A pertinência dos recortes efetivados no campo da cultura - um dos campos privilegiados pela nova historiografia raramente é questionada, as linhas de força e de fuga ficam tão atenuadas, que muitas vezes desaparecem da vista. Mediações e mediadores, cujo conhecimento e indispensável para a caracter í da cultura, no mais das vezes são simplesmente ignorados (Dosse, 1992:179). Não se trata, evidentemente, de criticar a escolha desses temas porque representariam o "avesso" de "condições reais" ou o (Giannot ti, 1993:a22). di~cur~o? 5

8 "periférico" de uma suposta temática "central". De forma alguma. Tais temas respondem a inquietações do tempo presente, a solicitações postas pela realidade social contemporânea e portanto merecem a atenção dos pesquisadores. Cada momento histórico tem suas perguntas próprias a fazer, questões específicas a colocar ao passado. As restr içõe.s a essa "Nova Histór ia" 3, ou a alguns de seus representantes 4 sem deixar de enfatizar o caráter heterogêneo dessa nova historiografia - não se referem a escolha da temática ou do objeto de estudo, mas a precar iedade de sua forma teór ica e metodológica de abordagem. Esse aspecto, a abordagem teórica e metodológica da nova historiografia, é do maior interesse para nossa discussão. Podemos nela identificar, entre outras, duas vertentes importantes, ambas expressando uma atitude desmobilizadora diante do social, um recuo desencorajado e desencantado frente ao político. A primeira afirma os elementos da revolução tecnológica - o inevitável fetiche do computador como o único recurso do historiador de hoje. Sobre esse aspecto Dosse afirma criticamente: "comout.er mai e e sempre. t.al e o dest.i no do hi st.or i edor, compu t.er tant.o a quantidade de trigo produzida em tal região quanto o numero 3 A ~xpr~~~ao Nova ~ aqui utilizada ~m um ~entido amplo resguardando seu carat~r extremamente heterog~neo incluindo nao - apena~ a Hist~ria das Mentalidades, ma~ toda a hi~toriografia que ~e preocupa com o homem comum ou com inarticulada~m, aquela qu~ p~r~egu~ a historia da cultura de um ponto de vi~ta antropol~gico sobr~tudo, a historiografia que prioriza o privado, ~ nao o p':-"blico, a micro, nao a macro- an;'li~e, d~sc~ntraliza o sujeito e d~sforra contra a razao. historiador~s da tradiçio mais alouns da Hl!w History anglo-sax';nica. - ~stilhaça o mundo dos objetos, ~m uma Estamos nos r~f erindo, notadament~, a dos Annal~s, na França, ~ a 4 Uma vez mais devemos al~rtar para o carater heterooeneo dessa nova historioorafia. Assim, nao obstante alouma~ caract~risticas g~rais que aproximam muitos dos historiadores contemporineos, ~ preci~o di~tinouir sobr~tudo de um ponto de vi~ta metodol~oico hi~toriadorl!s como carlo Ginzburg, Robert Darnton ou Michel vovelle, por exemplo, de outro~ como Philippe Arie~ e, no limit~, Mona Azouf, Evelyn~ patlaoean ou Alain Corbin. S~ria o m~~mo qu~ incluir em um m~smo marxismo M pl!n~adore~ tao difer~nte~ quanto 6

9 de i nvocações a Vi raem Mari a nos fest.ament.os ( sic) de tal e I dei a. aue nt.o o numero de roubos cometidos em t.e I lugar." (Dosse, 1992:188). De acordo com le Roy ladurie, "s6 h~ hist6ria cient.lfica quant.ificável" (le Roy ladurie, 1974:20). Não vamos aqui debater essa velha/nova perspectiva neopositivista, a fascinação pelo fato bruto tomado como ponto de partida e instância úl tima de i ntel igibi 1idade, a redução do real decomposto ao plano das descrições e sua expressao última em linguagem matemática. Uma vez mais, o discurso tecnicista oculta a pobreza metodológica, uma vez mais volta a cena a ilusão da cientificidade, so que agora mais sofisticada pelo recurso à informática. A nós nos interessa mais a outra vertente e, sobretudo, um certo irracionalismo que está em sua base. Nesse caso, estamos frente a uma história sem sentido, fragmentada em múltiplos segmentos, negação da racionalidade do real. Desse ponto de vista, a ca tegor ia de t.ot.e I i da de nada ma is ser ia do que uma das mu itas ilusões legadas pelo século XIX, tentativa fracassada de aplicar à intrincada rede dos atos humanos, uma racionalidade a priori, rígida em seus paradigmas tornados absolutos. Oualquer idéia de totalidade seria inadequada para dar conta dos fragmentos singularizados, sendo assim insuf iciente como categor ia e xp Iicati va da histor icidade do real. Al iás, o questionamento apresentado pela "Nova Histór ia" tem como pano de fundo a própria "crise" da modernidade, sobretudo a da "razão" moderna. Zaidan indica, nesse sentido, que o embate decisivo nao se dá entre velhos e novos paradigmas, ou entre marxismo e ecletismo, mas entre razão e desrazão (Zaidan, 1989:16). Os que afirmam a "desrazão" na (ou da) história partem do suposto de que o mundo social - chamado por alguns de "pós-moderno" - não só se apresenta de forma fr~gmentária mas, no limite, teria se desmater ializado passando a ser apenas signo, hiper-realidade ou simulacro. Criticando essa proposta, Rouanet afirma que: "Sob a imp1ac~vel luz neon da sociedade informatizada nao há mais cena - a real idade tornou-se 1i t.er e Iment:e 'obscena' pai e tudo e 7

10 transparência e visibilidade imediata. excluida a dimensão de interior idade. A obscenidade tradicional era o reino do ocu I t:o, do reprimido; hoje é a total visibilidade do que não tem mais segredo. H (Rouanet, 1987:233). ~ preciso salientar dois aspectos fundamentais dessa onda irracionalista. Por um lado, desaparece a possibilidade de uma determinação ontológica do conhecimento - na medida em que o real é compreendido como simulacro, transparência e visibilidade imediata, como um processo de significações múltiplas e sem referente -, por outro, perde-se o apoio de uma subjetividade racional que pudesse apreender a inteligibilidade desse processo. ~ assim que do ponto de vista dos próprios pressupostos, cami nha lado a lado à essa "nova" forma de pensar a Histór ia uma "filosofia do sujeito". Não a forma canônica do sujeito concebido pela filosofia moderna, mas de um sujeito desubstancializado, descentralizado, também fragmentado. Tal fato redefiniria a perspectiva racional do olhar da historiografia contemporânea, substituindo-a por uma multiplicidade de pontos luminosos de igual intensidade, que tudo elevaria ao estatuto de objeto do conhecimento (Zaida n, 1989: 22 ). são justamente as repercussoes desses dois aspectos - que apresentam um claro contorno irracionalista, um real sem referente e um sujeito fragmentado -, sobre a historiografia, que se constituem no principal desafio teórico e metodológico para os pesquisadores. Afinal, como lembra Rouanet, ao longo do tempo o irracionalismo so muda de rosto e nao de natureza: e sempre conformista, pois e incapaz de realizar o trabalho do conceito e o distanciamento do aparente. Se a fratura das vastas sínteses fechadas e o abandono dos paradigmas absolutos sao, sem dúvida, evidência de uma prática científica rigorosa, tomar seu contraponto como eixo teórico e metodológico se constitui, a nosso ver, um sério equívoco. De fato, o retorno à "crônica que certifica mas nao explica", à "narrativa", ao "relato do evento", vem substituindo, mais e mais, o direito e a obrigação de perguntar "por que"? (Cardoso, 1988:108). 8

11 e s Ainda que algumas pesquisas dessa nova historiografia reconheçam a plural idade das clivagens que atravessam uma sociedade e a diversidade dos códigos partilhados - o que é essencial, se o que se persegue e o conhecimento da Histór ia real alertamos, porem, para sua precariedade quando se trata de articulação entre eles e a prática mais abrangente soc í í '". Em outras palavras, a desconsideração de compreender das um a relações horizonte ontológico signi fica, mesmo para pesquisas sér ias e comprometidas com o conhecimento de uma questão educacional, por exemplo, a perda das determinações, conexoes e interrelações concretas. A perda, portanto, da possibilidade da crítica. As histór ias setor iais, dessa forma, se justi ficam e se legitimam na medida em que trazem a luz graves esquecimentos da historiografia tradicional reagindo, dessa forma, a sérios erros - teóricos, metodológicos e epistemológicos - do passado. Não se pode esquecer dos ma lef Lc Loe que a utilização de paradigmas absolutos trouxeram para a pesquisa. Proposições teóricas absolutizando aspectos universais da história acabaram por suprimir o singular, o específico, e através de explicações ingênuas e simplistas traçaram uma relação di reta de engendramento das formas histór icas (vale lembrar, a esse respeito, os "caminhos clássicos" e as aberra~es de um feudalismo no Brasil!). Na verdade, as "grandes sínteses" não só destrui ram e renegar am as si ngular idades, mas e Iimi naram qualquer possibilidade de História (Machado, 1992:10). O que não justifica, por certo, o caminho inverso de privilegiar o fragmento em sua "pura" individualidade! Concluindo essa parte, poderíamos afirmar que as "histórias de..." encontram seu sentido naquilo que foi e continua fundamental: Uos mecanismos que asseguram a exploração de uns homens 5 Vale lembrar, a e~~e re~peito, a propo~ta metodolcigica da teoria ~cdn~mica a açao racio~al. pr%~wor~ki bem e~~e ponto: Uma vez formada a~ preferênc:ia~, a~ pl!~~oa~ a~ têtn e atuam a partir dl!la~ num detl!rtninado in~tantl! do tetnpo: a força da economia neoc:l~~~ic:a re~ide em 5er capaz di! êj~.p-ªx.ª..l ª. ªlH~.liê_~. çi_ª- n!d.ffi. m.9m~.n:t&ºj;).ê~rv_?qq çq.ng.içº.~_. ê.9-º. ªê_ 9.11~.i. ~_ >.ª. ª.çiQ ºCq.LL~. (pn:e or~lti, j.9bb:10, grifo~ no~~o~). g~. t.udo ª.9-l!.!J_º. 9~LE! 9.J::...t9U. ª.ê_ 9

12 por out.r oe, e que nao agem eoment:e e t.r evee das r eau I ement.ecoee do t.r ebe I ho ou do salário, nem se fundament.am u ni ceme nt.e em el emetit.oe t i s i coe de coerçao, mas impregnam t.oda a nossa vida, as nossas formas de compreender a sociedade, a f emi l i e, o homem, a cu I t.ur e :" (Fontana, 1982:260). 3. O CAMPO DA PARTICULARIDADE: POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO DA HISTÓRIA Vejamos agora os principais aspectos da segunda vertente de compreensao da Histór ia que nos propomos a discuti r: a que se inspira em uma ontologia materialista e crí~ica e se contrapõe à que acabamos de apresentar. Par a esta perspectiva, a questão do objeto da Histór ia carrega em si uma dupla problemática que e, a uma so vez, ontológica e metodológica. Assim, o problema do ser se coloca para o historiador no interior da própria investigação, na medida em que a interpretação tem um fundo, um solo concreto, que abre o campo para totalizações sempre renovadas que caracterizam a dialética (Moraes, 1990: 8). Uma di nâmica que se expressa na ausência de sí ntese e na recusa do espírito de sistema. or a, qua ndo se fala em ontologia o que está em Jooo e a tessitura mesma do real, seu processo, o sentido de seu fazer-se e refazer-se, seu por-se e repor-se na história. Por isso mesmo, recusa-se, neste caso, tanto a idéia do conhecimento pontual (factual) da realidade, conhecimento de singularidades que em si e por si carregar iam sentido, quanto o conhecimento lógico-dedutivo p~ro, idealista e abstrato das grandes sínteses, como processo de conhecimento da realidade. Antes, acredita-se serem esses processos vazios pois, ou aglomeram fatos isolados e independentes, ou tratam abstratamente o ser não alcançando as suas especificidades. Evidentemente, nao se trata de afirmar que os fatos - a singularidade - não importam para o processo do conhecimento. Muito pelo contrário. Como realizar uma pesquisa histórica sem dar conta de fat.os? Sabe-se, entretanto, que sua importância reside justamente 10

13 em seu aspecto de ma ni f est acáo real e necessár ia de determi nações mais amplas, que e preciso revelar 6. t justamente nesse contexto que gostaríamos de discutir o campo da particularidade como poss~bilidade do conhecimento da Hist6ria. Como se sabe, do ponto de vista da dialética, o que importa conhecer é o ser real e, nesse sentido, a marcha de um conhecimento que se pretende rigoroso se configura como uma oscilação permanente entre as partes e o todo, entre o abstrato e o concreto, entre o si nou lar e o universal. são precisamente essas relações que o campo da particularidade permite explicitar em toda a sua amplitude, na medida em que e a expressão 16gica das categorias de mediação entre um polo e outro. Embora a questão das relações entre universalidade, particularidade e singularidade seja uma antiga preocupaçao do pensamento f ILossof ico ocidental o "termo médio" ar istotél ico já expressa tal preocupaçao Hegel foi o pr imei ro a colocar essas relações nao apenas no centro da 16gica, mas também como um problema da estrutura interna e do desenvolvimento do real. Isto e, como uma questão central do ponto de vista 16gico e onto16gico. De fato, a ontologia dialética teve em Hegel seu ponto de partida. Foi Hegel quem rompeu com o conceito esclerosado da velha 16gica libertando-o dos esquemas fixos e da rigidez da abstração e apontando para a "vida" do conceito, algo mais complexo, possibilidade de determinações que se expandem no desenvolvimento de contradições internas e que, s6 de modo concreto pode ser conhecido, isto e, como o coroamento e a síntese de uma longa e rica explicitação das determinações l6gicas. Hegel também demonstrou que as formas 16gicas nao sao um inv6lucro vazio, mas sim o reflexo do mundo objetivo e que portanto, as relações entre universal, particular e si ngular so na aparência Fogl! ao~ limitl!~ dl!~tl! trabalho di~cutir a~ propo~ta~ o "vinculo micro-macro", rl!cl!ntl!ml!ntl! rl!introduzido COIIIO c:anonico da!!oociologia, I! a "50Iução" I!nc:ontrada por 50ciologia nortl!-aml!ricana (a di! coll!man, 50brl!tudo) "Rational Action Thl!ory" a I!~colha racional do ponto di! Arquiml!dl!5 da tl!oria!!ooeial o papl!l di! I!ntrl! a~ conduta5 individuai5 I! 51!U5 I!fl!it05 5i5ttimic05. di! um uma atribuindo individuo pontl! rl!5gatar probll!ma el!rta a como tl!óriea 11

14 sao exclusivamente lógicas, constituindo-se, na verdade, como dissemos acima, em um problema da estrutura interna e do desenvolvimento do real. são claros, todavia, os contornos idealistas da filosofia hegeliana. Ao afirmar o espírito do mundo como demiurgo da história, Hegel, a rigor, concebe o real como o resultado do automovimento do pensamento - que abraça e aprofunda a si mesmo em si mesmo. É no terreno de um ),.9..9.Q universal como estrutura de interpretação e de expressao que a singularidade do indivíduo pode ser negada enquanto tal. Marx, por certo e nao obstante seu enorme interesse pela filosofia hegeliana, jamais escreveu uma Lógica. são, entretanto, inúmeras as referências em toda a sua obra, notadamente em suas análises do capital em geral, que indicam sua preocupaçao em esclarecer a forma concreta da relação entre universal, particular e singular, em cada caso, em cada situação social, tendo em vista uma determinada relação da estrutura econômica. E também, o que e decisivo, em descobrir em que medida e em que direção as transformações históricas modificam essa relação. De qualquer forma, para Marx, o conceito de universal sofre uma modificação e uma clar i f Lc acâo fundamentais. Mar x "destrói" as vár ias concepçoes ideal istas da universal idade colocando essa categor ia na perpectiva da ontologia mater ialista. Como lembra Lukács, Marx considera a universalidade uma abstração realizada pela própria realidade e so então se torna uma "justa idéia". Isto e, quando a ciência traduz adequadamente o desenvolvimento vital da realidade em seu movimento, em sua complexidade, em suas reais proporçoes (Lukács, 1968:97). Na epoca contemporânea, entre os pensadores que se inscrevem na tradição marxiana, foi Lukács quem retomou a questão da particularidade como busca do específico no campo da estética. Para ele, o particular e o conceito central da estética, pois a verdadeira arte nao fala nem de indivíduos tomados em sua singularidade, nem de indivíduos tomados em sua totalidade, enquanto humanidade. A verdadeira arte fala de indivíduos generalizados e de 12

15 generalidade de indivíduos particularizados: se representasse a totalidade dos homens não poderia responder aos anseios, às lutas e vivências concretas reais dos homens; se representasse homens puramente singulares, falaria de indivíduos excepcionais - Napoleão, Júlio Cesar etc. - e também se distanciaria da linha concreta. E: através de personagens sintetizados na particularidade que a verdadeira arte se realiza (Moraes, 1990:28). Nesse contexto, como indica Lukács, a particularidade e o itinerário complexo que vai do singular ao universal. O particular recorta, e campo, e especificação da universalidade e nesse sentido, nao se contrapõe a ela, mas e particularidade de uma mesma universalidade. Evidentemente que nao se trata de uma faixa de ligação amorfa e inarticulada entre um polo e outro. Ao contrário, trata-se de campo de mediações em todos os seus modos e formas, mediações necessárias produzidas pela própria realidade e postas por ela ao pensamento. Como se sabe, na perspectiva da dialética marxiana há uma anterioridade ontológica da realidade e, nesse sentido, as categorias não são categorias do pensamento mas uformas de ser. condições de existência det.erminadas U (Harx, 1973:235). O que não significa afirmar, por certo, que a realidade em sua complexidade e processual idade se expressa como tal. Se a essência estivesse no rosto do fenômeno, indica Mar x, não haver ia necessidade de ciência, pois de um só golpe teríamos a compreensao da realidade presente. Não há ciência sem o trabalho de triturar as significações vividas, as formas invertidas, estranhadas e fetichizadas da aparência imediata. Dentro dessa perspectiva, a singularidade abstrata o homem singular, a escola, o acontecimento político, a festa, o amor materno etc. encontra o seu sentido ao deixar entrever, nesse triturar de significações vividas, o campo de mediações na qual se engendra e se efetiva sua articulação com a universalidade. O indivíduo singular, ou uma instituição singular, etc., "pertencem" a sociedade por essa mediação que, uma vez eliminada faz aparecer, por um lado, a individualidade e, por outro, a sociedade: duas abstrações separadas por um abismo. 13

16 c Na dialética da particularidade, portanto, nao encontramos indivíduos ou mônadas isoladas, fragmentos autônomos de um mundo em deconstrução, mas conceitos abstratos, relativamente simples, ainda indetermi nados no momento de in í i ar o processo de investigação. Nesse processo, todavia, ganham inteligibilidade na medida em que vão sendo recolhidos no conjunto de determinações mais amplas e mais ricas do campo de mediações possíveis entre o singular e o universal. Nunca é demais destacar que recolher uma singularidade no conjunto de determinações mais amplas e mais ricas não significa, de modo algum, a perda do que lhe é específico, enquanto singularidade. Chamamos a atenção para esse ponto para demarcar nossa diferença em relação a uma certa tradição do marxismo que f ez da dialética um método em si mesmo, reduziu a contradição a simples antagonismos, estilizou e re i f í cou o real. Mais ainda, dentro do mais legítimo viés positivista, derivou o real do método e se aproximou dele a partir de uma visão mecanicista da história. Nesse contexto, suprimiu a singularidade subsumindo-a a uma universalidade a priori, convertida em uma banal coleção de "leis gerais" que sao aplicadas ou "enquadram", a torto e a direito, qualquer acontecimento ou ação social ou individual (Chasin, 1982:62 e Machado, 1992:15). Desse ponto de vista, é comum a af irmacâo de que, automaticamente, os atos individuais, quaisquer que sejam, "executam" posições de classe. Classes, naturalmente, previamente definidas, previamente dadas. Ao contr~rio, significa iluminar este "específico" ampliando sua inteligibilidade, de forma que aquilo que na individualidade parecia ao alcance da mao se converte agora em um infinito processo de aproximação. Por outro lado, nao se pode esquecer, também, que a singularidade nao se reduz ao indivíduo, podendo ser a classe, a escola, uma situação econômica ou política, um grupo etc., dependendo do ângulo do real tomado em consideração. Nesse processo, h~ também uma transitividade entre os três termos da relação sempre traduzi ndo a lógica do real de forma que o particular se transforma em universal e vice-versa, o si ngular em 14

17 particular e assim por diante. A cada ângulo enfocado do real universalidade. particularidade e singularidade se objetivam de formas distintas. Como se ve. estamos longe da concepçao apresentada anteriormente. Neste caso. o conhecimento tem um pano de fundo ont.olóç i co, isto e, uma realidade social que possui um sentido, inteligibilidade própria, articulações. interrelações, mediações que sao produzidas por seu próprio processo contradit6rio de engendramento. Também do ponto de vista do sujeito que conhece, nao encontramos o sujeito desubstancializado das propostas irracional istas. O sujei to que conhece e pensa está articulado à sociedade historicamente determinada que produz sua vida material e espiritual; um sujeito ativo que conhece porque trabalha e transforma o mundo, mundo que nao se acrescenta a ele pois é mundo desde sempre e mundo em transformação. No processo de investigação o sujeito traduz o movimento cont radi tór io que a real idade efetiva. Nesse sentido e que se af irma que o método e apenas uma forma de expressao, nao cr ia propriamente' nada. O papel do sujeito e o de uma reconstrução categorial que supoe o trabalho prévio da investigação das ciências emp í r icas e a matur ação histór ica do objeto. Um sujei to que, par a conhecer, deve realizar o trabalho crítico do pensamento despojando-se de seus preconceitos e considerações externas ao objeto. Deve, por outro lado, parafraseando Hegel, abdicar daquela desenvoltura que paira vaidosamente acima do conteúdo para mergulhar decididamente na lógica específica do objeto específico. 4. PALAVRAS FINAIS Como enfrentar o desafio da pesquisa concreta quando a realidade contemporânea se poe e se institui em fragmentos, engendrando uma lógica de diferentes intensidades? Como encontrar e expressar metodologicamente a lógica do real em um mundo no qual as linguagens tornaram-se "privadas" -"cada grupo passando a falar uma 15

18 eu riasa 1inaueoem privada própria" (Jameson, 1985: 18) as relações sociais parecem se desmaterializar e se reduzir a simulacro, pastiche, impostura? Por outro lado, como efetivar a pesquisa histórica em educa cão nesse contexto? Se a cr ise e o mergulho no fragmento sao traços peculiares a nossa epoca, é preciso enfrentá-ios correta e criticamente. A nosso ver, e ilusão pensar que uma renovaçao restr ita ao campo ep i et emo Loq i co dar ia conta dessa tarefa. Trata-se, ao contrário, de aceitar o desafio onto-metodológico que se poe diante do pesquisador: dar intel igibi 1idade aos fr agmentos, mediante uma ref undacâo do pensamento na História. Isto é, trata-se de resgatá-los de sua mudez imediata, de romper o silêncio de sua individualidade sensível fazendo aparecer a trama de mediações que permi te expressar, pelo conceito, sua própria singularidade, sua própria especificidade. BIBLIOGRAFIA BOLETIM DO HISTORIADOR, ANPUH/SP, são Paulo, n. 4, maio de CARDOSO, C. F., Ensaios racionalistas, Rio de Janeiro, Campus, CHASIN, J."Lukács: vivência e reflexão da particularidade, Ensaio, S Paulo, Ed. Ensaio, n. 9, ano IV, DOSSE, F., A história em migalhas. dos Annales a Nova História, são Paulo, Ensaio, Campinas, Editora da UNICAMP, FONTANA, J., Analisis del pasado y proyecto social, História, Barcelona, Crítica, GIANNOTTI, J. A., Trabalho e reflexão: ensaios para lima dialét.ica da sociabilidade, são Paulo, Brasiliense, GINZBURG, C., O aue i Jo e os vermes, são Paulo, Cia. das Letras, JUILLARD, J., La fallt.e~ ROllsseau, Paris, Le Seuil, LE ROY LADURIE, E., Fer r i t.oi re de l í hi s t.or i en, Paris, Flammarion, LUKÁCS, G., The ontology of social being, London, Merlin, Introdução a uma estética marxista, Rio de Janeiro, 16

19 Civilização Brasileira, MACHADO. G. Teoria econômica. falecias e ut.oo i ee, Ni t.e r ó L, UFF/ Departamento de Economia, Trabalho de Conclusão de Curso, mimeo, MARX, K., El Capital, Buenos Aires, Siglo XXI, Contribuição para a critica da economia oo l l t.i ce, Lisboa, Estampa, MORAES, M. C., O objeto da história. Ní t.e ro i, UFF/Departamento de Economia. Texto para Discussão, Programa de Mestrado, n. 3., mi rneo, Educação e polltica no pensamento de Francisco Campos. Rio de Janeiro, PUC/RJ. tese de doutorado Novos oer edi amee na História: um desafio para a razão?, Niterói, UFF/Departamnento de Economia, Texto para Discussão. Programa de Mestrado. n. 88. mimeo PRZEWORSKI, A., Marxismo e escolha racional. Revista Brasileira de Ciências Sociais. são Paulo. ANPOCS. n. 6, v. 3, fevereiro de ROUANET, S. P. As razoes do iluminismo, são Paulo, Cia. das Letras, ZAIDAN FILHO, M., A crise da rez eo histórica, Campinas. Papirus,

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