organização Benita Prieto 1ª edição

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5 organização Benita Prieto 1ª edição Rio de Janeiro Prieto Produções Artísticas 2011

6 2011 Organizadora Benita Prieto Direitos de publicação prieto produções artísticas Coordenação editorial: Benita Prieto Assistente editorial: Priscila da Cruz Vieira Revisão: Ana Letícia Leal Design de capa e projeto gráfico: Marcos Corrêa CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE BIBLIOTECÁRIA RESPONSÁVEL-LÚCIA FIDALGO-CRB7/4439 C759 Contadores de Histórias: um exercício para muitas vozes/ Organização Benita Prieto. - Rio de Janeiro: s. ed, p. ISBN A arte de Contar Histórias. 2. Contadores de Histórias. I. Prieto, Benita, org. II. Título CDD: ed.

7 Assim definido, o narrador figura entre os mestres e os sábios. Ele sabe dar conselhos: não para alguns casos, como o provérbio, mas para muitos casos, como o sábio. Pois pode recorrer ao acervo de toda uma vida (uma vida que não inclui apenas a própria experiência, mas em grande parte a experiência alheia. O narrador assimila à sua substância mais íntima aquilo que sabe por ouvir dizer). Seu dom é poder contar sua vida; sua dignidade é contá-la inteira. O narrador é o homem que poderia deixar a luz tênue de sua narração consumir completamente a mecha de sua vida. O Narrador. Walter Benjamin.

8 prosas...prosa de abertura 13 Contação de estória: vida e realidade Affonso Romano de Sant Anna... ) 19 Contar histórias é alimentar a humanidade da humanidade Carlos Aldemir Farias 25 Contos indígenas: uma experiência com narrativas dos primeiros povos brasileiros Daniele Ramalho 31 Negras histórias (a valorização da cultura oral afro-brasileira) Rogério Andrade Barbosa 37 DeusNumDé: dom da visão Edmilson Santini... ( 45 Vozes, corpos e textos nos vãos da cidade Júlio Diniz 49 Muitas vidas, muitas vozes, muitas histórias Júlio Diniz & Morandubetá 59 Impressões de uma contadora de histórias meu encontro com a arte narrativa Bia Bedran 67 A terceira margem da cena José Mauro Brant 73 A voz quente do coração do rádio Gilka Girardello 79 Contando na telinha Augusto Pessôa

9 85 Cinema: um griot cuja argila é o tempo e a estátua são os atores na fogueira da sala escura Paulo Siqueira 95 Blog, uma janela para o mundo Marcio Allemand 101 Paiquerê Piquiri Fiietó, um experimento com as linguagens Cléo Busatto 105 Duas histórias contadas nos múltiplos caminhos dos Role-Playing Games (RPG) Carlos Eduardo Klimick Pereira & Eliane Bettocchi Godinho 115 Como as histórias foram entrando na minha vida... Ana Luísa Lacombe 121 Da boca da noite para a acolhida na escola Almir Mota 127 Bibliotecas: vozes silenciadas? Nanci Gonçalves da Nóbrega 137 A contação de histórias vivenciada no chão da universidade: um quase relato de experiência Edvânia Braz Teixeira Rodrigues 143 Por onde passo, levo comigo os contadores de histórias Maria Helena Ribeiro 151 Narrativas na empresa Fernando Goldman 157 Fagulhas habitam multidões Célia Linhares

10 163 Nos caminhos da Maré Lene Nunes 169 Entre hospitais gerais e psiquiátricos: histórias humanas e literárias como um rio de caudaloso fio, tecendo redes de encontros na diversidade de afluências do viver saudável Kika Freyre 177 Contos na prisão: um espaço chamado liberdade Rosana Mont Alverne 185 Histórias em sinais Lodenir Karnopp 191 Palavras táteis AnaLu Palma... * 196 E eles foram felizes para sempre. Regina Machado 203 O ofício de viver contando histórias Cristiano Mota Mendes 209 O paciente como contador de sua própria história: o olhar de um médico homeopata Conrado Mariano...prosa final 215 As águas da memória e os guardadores da corrente de histórias Maria de Lourdes Soares... & 225 De quem são essas vozes

11 :prosa de abertura

12 Contação de estória: vida e realidade o

13 [Affonso Romano de Sant Anna] Vou arriscar uma definição. Mais uma. Já tentaram de várias maneiras dizer o que é que define essencialmente o ser humano. Uns dizem, homo faber, porque ele sabe produzir instrumentos industriais de trabalho ou de guerra; outros dizem homo economicus, porque conseguimos estabelecer uma sociedade baseada na economia, na qual viramos objeto de consumo; outros dizem homo ludens, como Huizinga, e assim estudam o jogo presente na guerra, na poesia, no direito, etc. E assim continuam as intermináveis classificações que vêm desde o homo sapiens até aquilo que levou Cassirer a dizer que o homem é animal simbólico ( homo simbolicus ), ou seja, nossa habilidade em forjar símbolos exprime nossas perplexidades e faz nossa história. Outro dia li um texto que falava do homo academicus, referindo-se a esses indivíduos com a cabeça ilhada dentro das universidades, falando um trobar clus moderno. Todas essas características são verdadeiras. E cada uma é uma maneira de entrar no mistério da natureza humana. Penso se nessa sequência se poderia introduzir um outro traço que nos caracteriza e que não é desprezível. Não vou mais usar a seródia palavra homo, isto já prescreveu depois que o feminismo botou por terra muitos preconceitos. Não dá para repetir aquela frase que, dizem, é de Monteiro Lobato: um país se faz com homens e livros. Bota mulher nisto. 13

14 Contadores de Histórias: um exercício para muitas vozes 14 Portanto, falemos de pessoas e de indivíduos incluindo aí necessariamente as mulheres. Então, digo: somos seres que contam e ouvem histórias. E nisto as mulheres, até mais que os homens, são as grandes contadoras de história: mães, babás, tias, avós, madrinhas... Podemos avançar um pouco mais e dizer: o ser humano é não apenas um ser que conta histórias e ouve histórias, mas sobretudo é um ser que faz história. Fazer história é a suprema audácia dos humanos. Os romancistas, os cineastas e os líderes sociais, por exemplo, operam isto mais claramente. Não se contentam em ser atores, querem também ser autores, protagonistas de seu tempo. Portanto, somos seres irremediavelmente históricos. Digo isto e penso: eis uma observação banal. Qualquer pessoa sabe disto, não é necessário ser um erudito para chegar a essa conclusão. Aliás, até os analfabetos, que alimentam seu imaginário de contações de estórias, sabem disto. Então, por que fazer essa observação? Primeiro por uma razão, digamos pleonasticamente, histórica. Ou seja, a contação de estórias passou a ser revalorizada de maneira notável nas últimas décadas, sobretudo a partir dos anos Uma diversificada bibliografia que permeia diversos ramos do conhecimento nos dá conta de uma verdadeira redescoberta da arte de contar histórias. Isto está até mesmo nos consultórios psicanalíticos, que utilizam a narratividade dos clientes como estratégia de tratamento, aperfeiçoando o que Freud há uns cem anos já praticara quando adotou a cura pela palavra, revalorizando assim a palavra falada capaz de destravar neuroses e traumas. E isto se tornou tão visível e notável que as universidades se voltaram para este fenômeno estudando o renascimento da contação de estórias em nossa cultura. Cursos de contadores de história se espalham por todas as partes, ao mesmo tempo em que, paralelamente, cursos sobre leitura, casas de leitura, secretarias de leitura e até mesmo Cátedras de Leitura (a exemplo da PUC Rio) começam a ser criados nas universidades. Quer dizer, a leitura e a contação de estórias não apenas estão na moda, mas estão irremediavelmente geminadas. E isto, surpreendentemente, ocorre dentro de uma sociedade televisiva altamente

15 tecnológica, em que o cinema, a TV, a internet e os novos suportes ocupam espaços imensos no nosso cotidiano. Isto sucede numa sociedade que, segundo alguns, rejubilando-se de cultuar a imagem, desprezaria a oralidade como se ela fosse um suporte primitivo e ultrapassado. Nesse sentido, assim como nos últimos cem anos alardearam tantas mortes em nossa cultura morte do autor, morte da arte, morte do homem, etc. seria de se esperar que tivesse ocorrido a morte da arte de contar estórias. Não ocorreu. Ocorreu o contrário. Anotemos que uma das falácias de nosso tempo, seduzido pela visualidade, foi dizer que uma imagem vale mais que mil palavras. Será? Ou se poderia dizer o contrário: uma metáfora, um hai-kai, uma estória valem mais que mil imagens? De qualquer forma, são afirmativas radicais que não ajudam muito a entender a riqueza do nosso contexto cultural. Penso, para efeito de raciocínio, nuns exemplos concretos, dentro da própria arte da visualidade: o cinema, por exemplo. Poderia citar o caso de um filme nacional, Narradores de Javé, de Eliane Caffé: aí toda uma comunidade recorre à narração para salvar-se do naufrágio no tempo e espaço, quando uma projetada represa expandisse suas águas sobre as casas da comunidade. A estória, a narratividade e a memória passaram a ser a barragem imaginária contra a destruição, a ilha de salvação do imaginário humano. A filmografia sobre o valor das estórias orais tornou-se mais rica nos últimos tempos. E isto é sintomático do que estou dizendo. Penso num outro filme: Balzac e a costureirinha chinesa, tirado do romance homônimo de Dai Sigie. De novo estão o cinema e o romance nos dizendo da importância da narrativa oral. Mais do que isto, dentro deste filme/romance há algo fascinante: uma personagem confessa gostar mais da narrativa de um determinado filme do que do filme propriamente dito. Eis o cinema prestando homenagem à contação de estórias como uma predecessora da arte de narrar. E assim poderíamos lembrar mais um filme, A camareira do Titanic, película que repousa sobre a inventiva capacidade de um personagem de ir incrementando sua estória falsa & verdadeira e assim aumentando cada vez mais sua plateia até transformar a sua estória num espetáculo à parte. Affonso Romano de Sant Anna 15

16 Contadores de Histórias: um exercício para muitas vozes 16 Anteriormente à modernidade, foram os românticos os responsáveis pela revalorização da memória oral das comunidades. Os romances foram uma recriação das narrativas orais. Por outro lado, os irmãos Grimm na Alemanha, o dinamarquês Hans Christian Andersen e os romancistas, como Alexandre Dumas, Walter Scott e José de Alencar, foram buscar nas lendas, na história, no folclore, o imaginário coletivo. E, na modernidade, ocorrem insólitas revalorizações da palavra. A arte contemporânea, depois de ter chegado ao abstracionismo, deu uma meia-volta em direção à palavra e institucionalizou a arte conceitual como uma das mais nítidas tendências do século XX. E isto se deu de tal forma que o discurso sobre os quadros ou obras passou a ser mais relevante que as próprias obras e a terem em relação a elas certa independência. (Tratei disto no livro O enigma vazio, editado pela Rocco). A indústria das novelas de televisão, o cinema, o teatro, as estórias em quadrinho e os romances continuam mais fortes que nunca. A publicidade tornou-se uma forma de narrar e de seduzir. Uma cidade é um livro, cheia de letras, como para o índio é a floresta. Disto tudo sobressai a palavra narratividade. Narramos sem saber que narramos e somos lidos até sem nos darmos conta de que nos estão lendo. Mais do que nunca torna-se urgente que as pessoas tenham consciência de que ler o mundo é uma tarefa contínua, desafiadora e propiciadora do sucesso pessoal e social. Somos estórias em movimento. Parábolas vivas. E quem conta estórias vive várias vidas numa só.

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18 Contar histórias é alimentar a humanidade da humanidade o

19 [Carlos Aldemir Farias] Se o ato de sonhar não é uma exclusividade dos humanos, contar histórias é uma arte milenar exclusiva das sociedades humanas. Foi graças à tradição oral que muitas histórias se perpetuaram, sendo transmitidas de uma geração para outra. Tudo começou em uma caverna, quando os primeiros caçadores e coletores se reuniram em volta das chamas da fogueira para contar histórias uns aos outros, sobre suas aventuras na luta pela sobrevivência, para dar voz à percepção fenomenológica dos eventos naturais e sobrenaturais, e, assim, entrar em conformidade com a ordem social e cósmica. Algumas dessas histórias ficaram registradas nas paredes das cavernas e ainda resistem às intempéries acontecidas durante os milhares de anos. As conquistas de uns povos por outros, a passagem da caça à agricultura, as migrações e as guerras foram difundindo e transformando as histórias das diferentes tradições culturais em elementos reconhecidos pelo corpo social, no qual o contador de histórias exercia o papel de guardião da memória e as narrativas formavam a enciclopédia do saber coletivo das sociedades. Até hoje, em diferentes grupos sociais espalhados pelo planeta, por exemplo, indígenas, comunidades rurais, ribeirinhas e remanescentes de quilombos, predominam as formas orais de comunicação; a cultura é transmitida por meio da oralidade. Essas sociedades têm um conhecimento espetacular, pois desenvolveram um tipo de discurso argumentativo por meio das narrativas. No decurso do processo histórico, as histórias ancestrais, somadas a tantas outras, foram recriadas em função das circunstâncias e passaram a ser contadas pelas amas, 19

20 Contadores de Histórias: um exercício para muitas vozes 20 pelos avôs e pais, no calor da família. Séculos depois, a invenção da imprensa salvou do esquecimento muitas dessas histórias tradicionais que continuam sendo recontadas em diferentes espaços sociais, como escolas, universidades, teatros e encontros de contadores. Outras se perderam, talvez para sempre ou, quem sabe, as carreguemos adormecidas dentro de nós sem saber. Narrar uma história é um modo de estruturar o mundo em função das nossas ações individuais. Implica um trabalho de organização da memória individual, feito a partir da acumulação e organização de dados de uma experiência não necessariamente vivida, visto que a memória é uma reorganização de ideias, impressões, subjetividades, afetos e conhecimentos adquiridos no vivido, na leitura, no imaginado. O ato de narrar requer um domínio do tempo narrativo, que corresponde a uma enunciação verbal do passado. Todos os contadores mantêm, por meio de suas histórias, um elo entre passado e presente, real e sobrenatural, possível e impossível, razão e imaginação. Por que é importante contar e ouvir histórias? Porque quando fazemos isso alimentamos duas das mais importantes características dos seres humanos: a imaginação criativa e a oratória. Somente os humanos dizem era uma vez... Somente nós fazemos isso: contamos a nossa história, a dos outros, escrevemos histórias, acrescentamos detalhes, criamos situações que não aconteceram de fato, imaginamos outros mundos, outros seres, outras paisagens, outras formas de ver e viver neste e em outros mundos imaginados. Os outros animais vivem e experimentam alegrias e dores, mas não sabem contar o que sentem. Não criam nem imaginam situações, não contam para os outros o seu passado. O mais fascinante é que usamos o recurso do antropomorfismo, ou seja, atribuímos formas e características humanas aos entes naturais e sobrenaturais. Nesse mundo mágico, as plantas, os animais e os humanos dialogam; as fábulas são bons exemplos disso. Mas há, também, outras razões para ouvir e contar histórias. A primeira é que, quando as ouvimos, despertamos para situações que não tínhamos pensado antes. Dessa forma, ampliamos nossos conhecimentos, o que nos permite rever e reelaborar

21 alguns valores. A segunda é que as histórias mantêm sempre aceso o farol da imaginação, da criatividade, da curiosidade, da ludicidade. Elas despertam o espírito juvenil que existe em qualquer pessoa, seja criança ou adulto. Quem sabe muitas histórias, certamente é porque ouviu, leu ou contou. Assim, dispõe de mais conhecimentos para enfrentar situações novas durante o seu percurso de vida, uma vez que, ao contrário da maioria das formulações científicas, as histórias rejeitam verdades unívocas e permitem soluções múltiplas. É bom lembrar que, embora nenhum de nós vá viver para sempre, as histórias conseguem, pois enquanto restar uma única pessoa que saiba contá-las, elas não morrerão. Na condição de animais gregários, atualizamos dia após dia o ato de narrar. Talvez para entender quem somos ou para tomar consciência de que existimos. Para Clarissa Pinkola Estés, as histórias que as pessoas contam entre si criam um tecido forte que pode aquecer as noites espirituais e emocionais mais frias 1. Somente elas revelam a aptidão peculiar e preciosa que os humanos possuem em obter êxito nas tarefas mais árduas. Fornecem, também, as instruções essenciais que precisamos para ter uma vida útil, necessária, irrestrita, significativa. Segundo Joseph Campbell, contamos histórias para entrar em acordo com o mundo, para harmonizar nossas vidas com a realidade 2. Sempre que me perguntam porque gosto tanto de histórias, costumo afirmar que o meu interesse por essas narrativas ancestrais nasceu na infância, pois cresci à sombra dessa tradição dos meus antepassados no litoral sul do estado do Rio Grande do Norte, nordeste do Brasil. Desde cedo fui marcado na alma por uma heráldica narrativa que permanece até hoje. As histórias sempre estiveram presentes na minha vida, seja por meio dos contos narrados pelos contadores tradicionais do lugar onde nasci ou pelos vários livros de literatura lidos e relidos por mim ao longo dos anos. Hoje, nos momentos em que olho para trás, relembro o quanto as histórias permaneceram na minha memória, alimentaram a minha imaginação de emoções extraordinárias e tiveram uma ressonância na minha formação pessoal e profissional. Na minha tenra idade nunca achei necessário dizer obrigado por aquelas porções de Carlos Aldemir Farias O dom da história: uma fábula sobre o que é suficiente. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p O poder do mito. Palas Athena, 1998

22 Contadores de Histórias: um exercício para muitas vozes afetos literários emanados dos sábios contadores, que dedicaram parte de seu precioso tempo às crianças. Considero um privilégio ouvir histórias, essa sensação de maravilhamento diante do espetáculo da imaginação humana. Para mim não existe um afeto poético maior. Se pudesse voltar no tempo não teria palavras para agradecer por aqueles momentos mágicos. Sou grato a todos os contadores que, com suas legiões de personagens, iluminaram a minha vida. 22

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24 Contos indígenas: uma experiência com narrativas dos primeiros povos brasileiros o

25 [Daniele Ramalho] Ninguém respeita aquilo que não conhece. 1 Wabuá Xavante No ano de 1500 os europeus chegaram ao território que hoje chamamos de Brasil. Havia aqui cerca de mil povos indígenas cuja população foi drasticamente reduzida e que hoje se concentra em cerca de 280 etnias, que falam 160 línguas um Brasil que certamente precisamos conhecer. No ano de 2000 comecei a contar histórias indígenas. Havia alguns anos da primeira visita ao Museu do Índio do Rio de Janeiro. Ficava admirada com a riqueza da cultura daqueles que foram os primeiros habitantes de nossa terra e perplexa com nosso desconhecimento sobre sua realidade apesar de terem se passado mais de quinhentos anos do primeiro contato. Yawanawá, Xavante, Enawenê-Nawê, Fulni-ô, Apurinã, Kuikuro, Mehinaku. Pesquisei diversas histórias e escolhi para estarem em Contos indígenas aquele que seria meu primeiro espetáculo com este tema narrativas das etnias bororo ( Subida para o céu ), kaxinawá ( A lenda da lua cheia ) e nambikwara ( O menino e a flauta ). A primeira conta a origem dos animais e das estrelas, a segunda mostra a origem da lua e da menstruação das mulheres e a terceira narra a origem dos alimentos e da flauta sagrada Wairu, que só pode ser vista pelos homens. As perguntas eram muitas: Por que contar histórias indígenas em nossa sociedade? Como colaborar para difundir a tradição destes povos? Como utilizar versões dos mitos tradicionais e fazer com que alguns de seus símbolos possam ser apreendidos por pessoas de outra formação cultural? Como abordar temas como sexualidade e morte, que para nossa sociedade são tabus, e que nas histórias indígenas são tratadas com naturalidade? De que modo eu deveria contá-las? Frase que norteia o trabalho do Instituto das Tradições Indígenas, para o qual trabalhei no projeto Rito de Passagem.

26 Contadores de Histórias: um exercício para muitas vozes 26 Divido com você que me escuta algumas reflexões após 11 anos de trabalho com a cultura indígena brasileira. Meu primeiro passo foi perceber que não há uma cultura indígena no Brasil, mas muitas, já que há grandes diferenças entre o modo de vida das etnias encontradas em nosso território. Como sugeriu Lévi-Strauss, para que haja uma compreensão dos mitos indígenas o melhor é entendê-los em seus próprios termos, ou seja, compreendendo o pensamento de quem os produz 2. Fui buscar então maiores informações sobre as etnias e mitos que escolhi. Procurei referências que indicassem a que rituais se referiam, a que se destinavam e com que finalidade. Dois deles preparavam os jovens para a iniciação ritual que marcava sua passagem para a vida adulta. Esta pesquisa foi fundamental para guiar algumas escolhas na construção do trabalho. Citarei um exemplo. No mito kaxinawá O menino e a flauta conto a origem da flauta wairu, que apenas aos homens é permitido ver. Como na historia o menino e seu pai escutam o som da flauta, poderia ter sido o meu primeiro impulso usar uma flauta durante a narração. Com a pesquisa compreendi que, se a história trata exatamente da flauta wairu como um tabu para as mulheres, nada mais coerente do que eu, como mulher, não usar o instrumento na contação. Resolvi a questão reproduzindo o som da música ritual com minha voz. Mais que preciosismo, para mim este é um exemplo claro de como a pesquisa é importante no respeito às tradições do povo cuja história desejamos apresentar. Durante o longo período em que coletei versões dos mitos, encontrei muitas diferenças nas adaptações. Achei preciosidades como a coleção Morená, da escritora e ilustradora Ciça Fittipaldi, cujas versões uso no espetáculo. As narrativas dos mitos nos chegam normalmente em livros de antropólogos, escritores e pesquisadores que conviveram com povos indígenas. Há casos em que são narradas em português pelos indígenas onde costumam se perder detalhes importantes em função das histórias não serem recolhidas na língua de origem do narrador. Há casos também em que os mitos são gravados ou escritos na língua indígena, e, posteri- 2. Claude Lévi-Strauss revolucionou a antropologia através do estruturalismo, com importantes estudos sobre a análise de ritos e mitos

27 ormente, traduzidos o que costuma apresentar melhores resultados. A importância de encontrar várias versões de uma mesma história é a possibilidade de perceber o quanto foi preservado da essência daquela narrativa e o quanto há de adaptação do autor, que muitas vezes adultera ou corrige o conteúdo do mito para que o seu teor primitivo não entre em atrito com as normas sociais de conduta de nossa cultura. Após o contato de nossa sociedade com os povos indígenas, foram criados projetos que visam registrar sua história mítica como, por exemplo, nas publicações utilizadas nas escolas indígenas ou em livros publicados por escritores indígenas que, em diversos estilos literários, revelam a tradição ancestral. É a palavra dos antigos que fala do tempo em que o mundo foi criado apresentada pela nova geração, que mesmo após incorporar à sua cultura inovações como o uso da internet, luta para manter vivo o pensamento e o modo de vida harmônico de seu povo. Assim, apesar de terem sofrido mudanças significativas em seu imaginário, eles encontram meios de manter a sua identidade e reverenciar a sabedoria ancestral. Voltando a Contos indígenas : optei por trabalhar no espetáculo com a corporalidade como um meio de contar as histórias. Sempre me saltava aos olhos a maneira como os indígenas narram seus mitos. Um exemplo: na época em que trabalhei no projeto Rito de Passagem, do Instituto das Tradições Indígenas /IDETI, durante uma conversa com Seu Joaquim Yawanawá, ouvi-o narrando em pano (sua língua de origem) o trecho de uma história. Eu não entendia o significado do que ele dizia, mas era impressionante o vigor e intensidade com que me contava os fatos; os gestos que fazia. Era como se revivesse na frente de sua ouvinte cada personagem e acontecimento. Sei que há outras possibilidades, mas neste trabalho optei por uma forte presença da corporalidade para, de algum modo, trazer ao imaginário do público um encantamento e uma espécie de sentido ritual que considero bastante adequados para uma narração mítica. Como abordava três etnias diferentes, acabei optando por uma pesquisa mais genérica sobre referências corporais dos povos, encontrando uma corporalidade Daniele Ramalho 27

28 Contadores de Histórias: um exercício para muitas vozes 28 única, que permeasse todo o espetáculo. No começo da construção do espetáculo Contos indígenas, eu e André Masseno, diretor do trabalho, utilizamos fotografias de pessoas dos povos abordados em ações físicas cotidianas. Reproduzimos estas ações num treinamento corporal, codificadas em partituras físicas, que depois foram devidamente esquecidas. Posteriormente, na composição das narrativas propriamente ditas, os gestos e movimentos foram reaparecendo. E o corpo encontrado se refletiu também na sonoridade. Aprendi palavras e cantos das etnias cujas histórias escolhi em sua língua original, aprendi sons que os indígenas fazem em seu cotidiano e, aos poucos, codifiquei um modo diferenciado de abordar o som nas narrativas. E qual é a importância de contar mitos indígenas hoje? Sabemos que as narrativas míticas ajudam a compreender uma sociedade, trazendo sua visão sobre a ordem do mundo, suas regras de convívio o que não só fortalece seu sentido de grupo, como carrega a sua memória. As histórias também preparam os indígenas para rituais de passagem. Trazem a conexão entre mundo material e espiritual e falam de um encantamento que pode nos conectar novamente com a magia da vida gerando uma nova compreensão de nossa existência através de uma ancestralidade viva. Gosto muito de Joseph Campbell quando ele diz que os mitos...ensinam a se voltar para dentro... e...nos permitem uma leitura das mensagens que o mundo nos emite. As narrativas indígenas podem, portanto, nos conectar para além da internet e gerar uma real ligação com o outro e com a sociedade. Sabemos que os mitos se referem a questões arquetípicas, tratando de símbolos que acessam emoções e imagens simbólicas que constituem a condição humana o que nos leva a pensar que somos todos iguais! O africano Amadou Hampátê Bâ disse referindo-se à tradição dos mitos de iniciação peuls que Um conto é um espelho onde qualquer um pode descobrir a sua própria imagem. 3 Por outro lado, o mito traz um caráter específico da cultura a que pertence ou seja, trata da identidade de um povo; aquilo que o faz único o que sugere que somos todos diferentes! Acredito que esta dicotomia presente nas narrativas míticas é que pode gerar reflexões que nos levem a ter maior tolerância com a diversidade cultural e 3. Amadou Hampátê Ba foi escritor, historiador, poeta e contador de histórias nascido no Mali; um grande defensor da tradição oral africana.

29 fazer com que encontremos modos de convívio mais harmônicos com outras pessoas e culturas na grande aldeia global em que nos encontramos. É preciso, então, ver a oralidade como uma atitude diante da realidade, ligada a uma visão de mundo e à vontade de comunicação com o outro. Espero, de verdade, que possamos dar voz à tradição indígena de nosso país; que as histórias destes povos possam gerar respeito à riqueza da diversidade cultural brasileira e que elas sejam, cada vez mais, contadas e escutadas por todos e para todos, gerando mais compreensão e interação entre os povos. Leituras Inspiradoras u O poder do mito. Joseph Campbell. Pallas Athena, u Subida pro céu. Ciça Fittipaldi. Melhoramentos, u O menino e a flauta. Ciça Fittipaldi. Melhoramentos, u Memória e construção de identidades. Maria Teresa Toríbio Brittes Lemos e Nilson Alves de Moraes (Orgs.). 7 Letras, u Mito e significado. Lévi-Strauss. Edições 70, Daniele Ramalho 29

30 Negras histórias (a valorização da cultura oral afro-brasileira) o

31 [Rogério Andrade Barbosa] Eu me lembro muito bem... Tanto o meu pai quanto a minha mãe me contavam histórias antes de eu dormir. As narrativas de meu pai, que era escritor, tinham um sabor especial, pois eram em capítulos inventados por ele mesmo, recheados de aventuras mirabolantes, que se sucediam a cada noite. Foi assim que iniciei meus primeiros passos pelo fantástico mundo da contação de histórias. Depois vieram os livros que despertaram em mim, desde cedo, a vontade de viajar. Mais tarde, trabalhei durante dois anos como professor-voluntário a serviço das Nações Unidas na Guiné-Bissau, África. Ali, me encantei com as apresentações dos griots e com a diversidade dos contos tradicionais africanos, tema de inspiração para muitos de meus livros. Essa experiência foi também importante para minha atuação como contador de histórias e pesquisador da cultura oral afro-brasileira e africana. Nos últimos anos, graças aos movimentos organizados e, sobretudo, depois da lei /2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura africanas e afro-brasileiras nas escolas de ensino fundamental e médio, público e particular, a literatura de raízes negras, nem sempre valorizada anteriormente, tem sido destaque em nosso panorama editorial. Também, pudera! Nós, brasileiros, somos frutos da união entre diversos povos e crescemos convivendo com uma rica pluralidade de culturas. Os versos da canção de um violeiro das barrancas do Rio São Francisco, em Minas Gerais, resumem a questão: 31

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