HARTOG, François. Evidência da História: o que os historiadores veem. Belo Horizonte: Autêntica Editora,

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1 HARTOG, François. Evidência da História: o que os historiadores veem. Belo Horizonte: Autêntica Editora, Luiz Henrique Bonifacio Cordeiro 2 Os debates sobre o fazer histórico são perenes desde que à historiografia foram impostos métodos para dar-lhe o rigor que uma disciplina séria deve possuir. François Hartog, historiador francês, membro do Centre Louis Gernet de Recherches Comparées sur les Sociétés Anciennes e Centre de Recherche Historique, além de membro-fundador da Association des Historiens da França, titular da cadeira de historiografia antiga e moderna da École de Hautes Études de Sciences Sociales (EHESS - França), é um nome central nos debates da historiografia atual, com erudição singular. Com tese sobre a escrita do outro a partir de Heródoto 3, Hartog é estudioso da escrita da história na antiguidade e das formas históricas de temporalização, sendo um dos responsáveis por trazer ao centro do debate historiográfico a questão do tempo, que é fundamental para o trabalho do historiador, mas muitas vezes é negligenciada ou pouco refletida; ainda neste campo, o referido autor produziu o conceito de "regimes de historicidade" 4, bastante difundido desde então. 1 Recebido em 07/10/2013. Aprovado em 19/11/ Mestrando em História Política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Licenciado em História pela Universidade de Pernambuco - Campus Mata Norte. Membro do Leitorado Antiguo grupo de ensino, extensão e pesquisa da UPE; desenvolve pesquisa acerca do caráter político das comédias de Aristófanes. 3 Le Miroir d'hérodote. Essai sur la représentation de l'autre. Paris: Gallimard, Na obra ora resenhada, o autor discute brevemente os "regimes de historicidade", reconhecendo que atualmente eles possuem um lugar privilegiado nas reflexões historiográficas, tornando-se uma das problemáticas a serem abordadas pelos historiadores, exatamente porque "nossas relações com ele deixaram de ser evidentes" (HARTOG, 2011, p. 201), pois reconhece-se que há diversos modos de temporalidades. A obra em que Hartog detém-se a esse debate é: Régimes d'historicité. Présentisme et expériences du temps. Paris: Le seuil, 2002.

2 Luiz Henrique Bonifácio Cordeiro O livro ora resenhado, Evidência da História: o que os historiadores veem, publicado originalmente na França em 2005 e traduzido para o Brasil em 2011, trata de questões chave para o trabalho do historiador, como as formas de escrever a história, a importância do tempo, o tipo de escrita que se impõe aos documentos e quem deve se impor (o documento, a escrita ou o escritor). Ainda na parte introdutória, Hartog (2011, p. 14) é claro ao defender que a evidência do historiador é aquela que busca o 'por que', o 'como se dá' a visão do fato, unindo o que em Homero é representado por energeia (a visão do fato), evidentia (como pensar o fato) e evidence (testemunho, isto é, a fonte). Refletir sobre o estatuto da evidência na História é refletir sobre a própria História. Hartog afirma que a evidência, que tem a ver com a narrativa do historiador, nunca será completa. A primeira parte do livro apresenta e discute como foi vista e feita a história na antiguidade greco-romana. Hartog relaciona o que questiona nessa primeira parte à segunda, observando uma íntima relação entre memória, escrita e instituição. Todavia, é lembrado que a falta de cientificidade dos antigos está no fato deles não refletirem sobre a evidência da qual tratavam, sem formulação de regras para a produção. Hartog afirma que a relação do historiador com a História é como a do aedo com Minemosyne 5, promovendo uma visão dos acontecimentos como instrumento para conhecê-los melhor. O historiador, a partir de Heródoto, transforma-se em figura subjetiva, imiscui-se com seu conhecimento. No século IV a. C., historiador e filósofo 'trocam figurinhas', ação para o bem da História; todavia, fazem com que essa torne-se a história moralizante, a 'mestra da vida', ação importante para a historiografia antiga. Os gregos são inventores do historiador mais do que da própria história, pelo foco narrativo e pelo ato de identificar-se no texto. É também com os gregos que o historiador filosofa sobre seu fazer; incessantemente, a produção historiográfica passa por uma revisão filosófica feita pelos próprios historiadores, que rebuscam sempre a questão da memória, mostrando que a história é filosófica. 5 Deusa grega da memória, que dá voz ao aedo, revelando-lhe os segredos da memória. 535

3 Resenha: Evidência da história Na relação história-memória, Hartog considera a história como um processo. O tempo do qual ela se serve só recentemente passou a ser visto como vetor para o progresso e é o princípio organizador dos objetos de que trata a história, estando imiscuído à evidência do historiador. Entretanto, o tempo faz parte de uma relação problemática com a memória e com o indivíduo, pois as lembranças nem sempre são justapostas. Hartog (2011, p. 26) denomina "cultura da memória" à relação entre História e Memória; o historiador é o novo Heródoto, ao tentar ser "senhor da imortalidade" (da memória). Contrapondo-se a essa imortalidade e a esse poder da memória, o autor afirma que "se a história e a memória tiveram, de saída, um projeto comum, suas relações efetivas foram complexas, mutáveis e conflitantes". Contra Heródoto, Tucídides defendia que a memória seria sempre falível, exatamente pela sua confusão com o tempo. A busca da memória, contudo, é como uma busca das origens, intrínseca à vida humana, além de permitir compreender escolhas, sendo fundamental ao processo da história. Ir em direção aos primórdios é formular escolhas, esboçar rupturas. A evidência, então, pode ser relativa, ampla, complexa... A história é produzida através de narrativas, isto é, não se pode desvalorizar a boa articulação das palavras. Igualmente, a importância da palavra não deve ser negligenciada ao se observar as sociedades grega e romana, pois os oradores e sua eloquência foram fundamentais nessas sociedades e é a partir dessa importância que a história ocidental começou a ser escrita. Por isso, para Cícero, a cidade romana só se formou, saindo da vida 'selvagem', graças à força da palavra. Nessa relação entre fala e ação a palavra política foi de fundamental importância nas cidades antigas, mas enquanto há as falas que vêm depois da ação, imortalizando-a, há, paradoxalmente, as que controlam ou agem a partir de uma escolha sobre a situação. Hartog afirma que, como o orador, que tenta se perpetuar, o historiador visa a dar uma sobrevida a sua obra e, consequentemente, a si. Além disso, ele conclui que a eloquência busca a paz, mas floresce em meio a distúrbios.

4 Luiz Henrique Bonifácio Cordeiro A escrita da história é como a eloquência do orador, passível de ocorrências. No entanto, não é possível captar o tempo como ocorreu, por olhar a partir do presente; é preciso reconstituí-lo, por isso, o resultado será sempre diferente do ocorrido: será sempre uma recriação, por isso, pode-se afirmar que o historiador é passível de narrativas. A narrativa, que é uma montagem, dá à história o status de independente, e Hartog (Ibidem, p. 61) apresenta a etimologia dessa independência. Na etimologia da palavra e do fazer História, em Tucídides, estando ligado ao verbo historien (investigar) como o policial, que reconstitui, o histor é tomado por testemunha, não aquele que viu diretamente, mas aquele que dá seu parecer. Em um segundo sentido, mais inclinado a Heródoto, que também recorre à historie (procedimento de investigação), como oráculo, estando ligado ao verbo semainein (revelar), o histor esclarece a verdade para que se saiba viver com ela. Ao contrário do que a priori possa parecer, historien e semainein se complementam na prática historiográfica. A história funciona, nesse sentido, como uma autópsia à medida que impõe uma crítica ao testemunho da fonte e apresenta, por fim, um 'parecer'. A história trata, em suma, de um fato morto. O histor faz a autópsia do fato, por isso um sentido 'melancólico' da história, que sempre busca saber por que aconteceu; nunca age para evitar a catástrofe; aparece depois. Esse presente utiliza-se do passado, que já não existe de fato, para refletir sobre suas próprias incertezas. "Convocado como modelo, o passado é naturalmente um passado constituído por fragmentos escolhidos" (Ibid., p. 69). Com a investigação, Tucídides impõe à história um status de verdade, afastando-se do projeto promovido por Heródoto, que, segundo aquele, falha ao querer revelar o que acha que deve ser revelado. Para Tucídides é preciso imprimir uma rigorosa crítica. Hartog se apropria dos posicionamentos tucidideanos valorizando que, ao se afastar dos poetas que miram exclusivamente ao passado, o historiador parte do e para o presente. Em Tucídides, opsis (a vista) vale mais do que akoe (o ouvido), em prol de um conhecimento claro e distinto: "Não só o que vi, pessoalmente, aquilo que 537

5 Resenha: Evidência da história outros dizem ter visto, mas a condição de que essas visões (tanto a minha quanto as outras) resistam a uma rigorosa crítica" (HARTOG, 2011, p. 79). O histor que em Heródoto é revelador, em Tucídides se porta como "avalista em um litígio" (Ibidem, p. 81); ou seja, os indícios encontrados, que em Heródoto são recebidos a partir da imaginação, em Tucídides são testemunhas passíveis de questionamento. Sobre esse impasse entre os posicionamentos contrastantes entre os historiadores gregos, Hartog afirma que "impunha-se a existência de Tucídides para que Heródoto pudesse aparecer como mentor" (Ibid., p. 84), já que foi com esse que, com justa medida, ficou o título de pai da história, apesar de ter sido com o outro que a história passou a exercer uma crítica. Heródoto e Tucídides não rompem com a tradição de apresentar dois polos antagônicos dos indivíduos de que tratam ao impor sua autópsia, enquanto Políbio, historiador do século II a.c., não pretende apresentar categorias ou justiçamentos, mas o movimento e o momento da movimentação, representando um Mediterrâneo globalizado, ao buscar causas e mostrar-se presente. Ele defendia, segundo Hartog (Ibid., p. 103), "que não houvesse separação entre fazer a história e fazer história, pelo fato de que, provavelmente, ele se tornou historiador porque já não podia ser um homem de ação". Políbio inaugura, segundo Hartog (Ibid., p. 107), a sunopsis, "capacidade de ver em conjunto, de abranger em um só golpe de vista". A prática historiográfica, com Políbio, estreia uma nova fase por não se limitar a investigar (historien) ou a revelar (semainein); esse autor passa a unir a ação à palavra, impondo universalidade e dinamicidade ao trabalho da história. É com Políbio que abre-se o caminho para os historiadores romanos, que passam a valorizar a retórica e o acontecimento, tendo boa receptividade em seu tempo. O maior destaque ressaltado pelos historiadores romanos foi então as transformações em prol de um conhecimento verossímil. A segunda parte do livro 6 é, na verdade, uma continuação dos debates e temas empreendidos na primeira, mas localizados em autores chave da 6 Evidência nos Tempos Modernos.

6 Luiz Henrique Bonifácio Cordeiro historiografia do XIX e do XX. O primeiro capítulo 7 inicia-se com uma observação arqueológica do olhar do historiador, onde Hartog afirma que desde a antiguidade até o século XIX houve vários regimes historiográficos em consequência dos diversos posicionamentos dos historiadores, que acreditavam produzir veridicamente por incluírem-se em sua observação, não se afastando seu presente da produção e por portarem-se como decifradores desse presente. Buscando o passado, desfalecido por si só, a história visa a refletir sobre a vida; nas palavras de Hartog (HARTOG, 2011, p. 148), "evoca-se o fluxo das coisas". Aos que são pessimistas e consideram a história idealista e presa ao mundo das ideias, Hartog responde que não enxergam atuação de seu tempo em tudo o que produz 8. Nosso autor salienta, no entanto, que a visibilidade real na história não é imediata, mas gradativa, por gerar fundamental preocupação com a vida e dar importância à morte para que essa preocupação prevaleça: a história é, nesse sentido, um exercício fúnebre que prima pela vida; é o que ele chama de "visibilidade invisível" 9, onde os arquivos são mortos, mas, a partir do olhar do historiador, transformam-se em vozes para a história. Outro regime de visibilidade do XIX aparece como uma "ilusão", a partir de Fustel de Coulanges, que luta para impor uma 'história-ciência'. Esse autor visa a ver os fatos e, para não cair na visibilidade iludida, defende que se feche os olhos ao presente. No entanto, Hartog (Ibid., p. 159) afirma que "[...] ao opor um visível ilusório a um real que se deve aprender a ver, [...], ele não deixa de depender de um pressuposto de método: o historiador - em nome de sua competência - é aquele que, entre o visível e o invisível, "encontra os fatos" e consegue "vê-los" ou vê as coisas como elas são". Ao contrapor Thierry, Michelet e Coulanges, discordando ou não deles, Hartog (Ibid., p. 161) reconhece que todos pretendem estabelecer continuidade 7 O olhar do historiador e a voz da história, p Hartog faz referência direta ao teórico francês do XIX Augustin Thierry (Ibid., p. 149). 9 O teórico responsável pela ideia de história que vai de encontro à de Thierry é Jules Michelet (Ibid., p. 151). 539

7 Resenha: Evidência da história para a história em sua complexidade de real 10, o que lhe permite a afirmação de que "[...] o "realismo" é plural, e a visão não se limita a ser uma questão de ótica [...]". Há, nesse sentido, a intencionalidade de fazer emergir uma observação da ação humana no tempo, independente de como seja essa observação. Esse posicionamento é ratificado pelos Annales, com Lucien Febvre e Fernand Braudel, entre outros, que valorizam a complexidade da vida humana. Ao discutir o lugar da narrativa, Hartog reconhece que ela teve vários sentidos ao longo da trajetória da história como conhecimento. Já depois de bem consolidada a história social dos Annales 11, que se contrapunha à narrativa, como ao indivíduo e ao acontecimento, é em Paul Ricoeur, no entanto, que há reflexão profunda acerca da relação entre a narrativa e a história. Ricoeur, segundo Hartog (HARTOG, 2011, p. 175), ao desbravar o "mistério do tempo", conclui que "seria impossível existir história sem um vínculo, por mais tênue que fosse, com a narrativa". Seria mais sensato falar em "eclipse da narrativa", parafraseando Ricoeur (Ibid., p. 177), e reconhecer que o acontecimento é como uma "variável da intriga": "com funções diversas, ele pertence a todos os níveis [...]" (Ibid., p. 183). A narrativa se configura como aspecto intrínseco ao saber histórico ao voltar à tona por nunca ter desaparecido. Hartog afirma que o que mudou foram as maneiras de usá-la. A discussão sobre sua epistemologia, no entanto, é recente, além de ser responsável por recolocar o historiador no trabalho que produz, devido a questionamentos centrais: o que faço? o que vejo? como faço? Com olhar em perspectiva sobre a evidência, Hartog afirma que os objetos da história podem ser observados de fora dela. A partir de Claude Lévi-Strauss, com o "olhar distanciado" do estruturalismo, foi possível ao historiador dar passos mais largos, dialogando com a linguística e a etnologia. Nesse sentido, o historiador 10 Literalmente, "reatar o fio da tradição" (MICHELET apud HARTOG, 2011, p. 161), que quer significar um elo entre passado e presente. 11 Para Hartog, os Annales abandonam a narrativa em prol do contrário do que era cultivado naquela história metódica do XIX, ao valorizar o social e o global: "sob seu microscópio, o acontecimento deixa de ser "visível", legível" (Ibid., p. 176), e o deixa devido ao social, que trabalha com o tempo das estruturas. Entende-se, daí, que acontecimento e narrativa são inerentes um ao outro.

8 Luiz Henrique Bonifácio Cordeiro forneceu "uma arquitetura lógica a desenvolvimentos históricos que podem ser imprevisíveis, sem nunca serem arbitrários" (Ibid., p. 191). Se no início do livro os historiadores gregos, que diríamos aqui os inauguradores da escrita da história foram considerados uma espécie de testemunha enquanto pesquisadores, na parte final, o lugar reservado à testemunha é colocado em xeque, para que se produza reflexão e posicionamento também neste aspecto. Propõe-se um retorno à testemunha, entendendo-a como a fonte, fazendo, a partir daí, um aprofundamento epistemológico da discussão sobre a própria história. Com firmeza, Hartog (Ibid., p. 203) afirma: "a testemunha não é um historiador, e o historiador se ele pode ser, em caso de necessidade, uma testemunha não deve assumir tal função; e sobretudo ele só é capaz de começar a tornar-se historiador ao manter-se à distância da testemunha". Refletir sobre a testemunha e sobre o testemunho é refletir sobre o que vê ou sobre o que escreve o historiador. Hartog faz-nos ver que há testemunhas diversas, mais e menos experientes, talvez mais ou menos importantes ele dá o exemplo das vítimas do Holocausto. Sobre a condição da testemunha na escrita da história hoje, Hartog faz observações sem pretender encerrar o debate. Primeiramente, reconhece que vivemos em um período em que a "economia midiática" gera o "imperativo do ao vivo" (HARTOG, 2011, p. 209), onde tende-se a acreditar que a testemunha não mente, tende-se a ouvir as singularidades. Em segundo lugar, o imediatismo e o sucesso da testemunha fazem com que se amplie a noção do que vem ela a ser. Em terceiro lugar, paradoxalmente, a "impossibilidade do testemunho" (Ibid., p. 211); sobre esta última observação, Hartog afirma que há um espaço entre o que foi e o que poderia ter sido um acontecimento, o que permite afirmar que a testemunha permite uma reconstituição e não uma reconstrução. Testemunha-se o que já não se pode ver e uma testemunha é apenas um dos caminhos possíveis a se seguir. Teria a testemunha alguma autoridade? Ela é importante para o estabelecimento de uma tradição, no entanto, é necessário interrogá-la, fazer a autópsia, tal como o historiador grego, ou entendê-la como um auctor (fiador) 541

9 Resenha: Evidência da história latino. O que não se pode é calar o historiador perante a testemunha. O "paradigma do vestígio", questão premente do XX, faz Hartog mobilizar mais uma vez Ricoeur, com a narrativa, que depende do testemunho, que por sua vez deve possuir credibilidade e que está ligado à memória e à sua tradição. Outra observação: "a testemunha de hoje em dia é uma vítima ou o descendente de uma vítima" (Ibid., p. 227); nasce a dúvida entre o que seria autêntico e o que seria real ou verdadeiro. Reconhece-se a "questão da urgência a dar testemunho e da transmissão" (Ibid., p. 228). Hartog propõe que se valorize mais os arquivos com os quais se trabalha e se lhes compreenda mais a fundo, para que se possa julgá-los como convém na prática historiográfica. O próprio ato de 'julgar' é tema de reflexão, pois o historiador não deve se portar como absoluto, nem deixar ser 'absolutizado' pelo objeto. A crise atual, entendida como o momento de reflexões variadas de que é objeto a própria história, contudo, é tida por Hartog como um momento de transformações Essas são questões do último capítulo: Conjuntura do final de século: a evidência em questão? p

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