SOMESB Sociedade Mantenedora de Educação Superior da Bahia S/C Ltda. FTC - EaD Faculdade de Tecnologia e Ciências - Ensino a Distância

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2 HISTORIOGRAFIA 1

3 Historiografia SOMESB Sociedade Mantenedora de Educação Superior da Bahia S/C Ltda. Presidente Gervásio Meneses de Oliveira Vice-Presidente William Oliveira Superintendente Administrativo e Financeiro Samuel Soares Superintendente de Ensino, Pesquisa e Extensão Germano Tabacof Superintendente de Desenvolvimento e>> Planejamento Acadêmico Pedro Daltro Gusmão da Silva FTC - EaD Faculdade de Tecnologia e Ciências - Ensino a Distância Diretor Geral Diretor Acadêmico Diretor de Tecnologia Diretor Administrativo e Financeiro Gerente Acadêmico Gerente de Ensino Gerente de Suporte Tecnológico Coord. de Softwares e Sistemas Coord. de Telecomunicações e Hardware Coord. de Produção de Material Didático Waldeck Ornelas Roberto Frederico Merhy Reinaldo de Oliveira Borba André Portnoi Ronaldo Costa Jane Freire Jean Carlo Nerone Romulo Augusto Merhy Osmane Chaves João Jacomel EQUIPE DE ELABORAÇÃO/PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO: PRODUÇÃO ACADÊMICA Gerente de Ensino Jane Freire Autor (a) Sandra Regina Barbosa da Silva Supervisão Ana Paula Amorim Coordenação de Curso Jorge Bispo PRODUÇÃO TÉCNICA Revisão Final Carlos Magno Equipe Ana Carolina Alves, Cefas Gomes, Delmara Brito, Ederson Paixão, Fabio Gonçalves, Francisco França Júnior, Israel Dantas, Lucas do Vale, Marcus Bacelar e Yuri Fontes Editoração Fabio José Pereira Gonçalves Ilustração Fabio José Pereira Gonçalves, Francisco França Júnior, Yuri Fontes Imagens Corbis/Image100/Imagemsource copyright FTC EaD Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei de 19/02/98. É proibida a reprodução total ou parcial, por quaisquer meios, sem autorização prévia, por escrito, da FTC EaD - Faculdade de Tecnologia e Ciências - Ensino a Distância. 2

4 Sumário POSITIVISMO, MARXISMO E A REVOLUÇÃO DOS ANNALES 07 POSITIVISMO E MARXISMO E SEUS DESDOBRAMENTOS NA ESCRITA DA HISTÓRIA A Historiografia no Século XIX 08 O Historiador e a Chamada Objetividade: Uma História sem paixões Positivismo: um Modelo filosófico e suas Influências na Escrita da História e na Educação Considerações Acerca do Marxismo na Historiografia A REVOLUÇÃO PROPOSTA PELOS ANNALES A Historiografia no Século XX: a Revolução dos Annales Novos Pressupostos para a Escrita da História A Influência dos Annales para o Historiador Atual A NOVA HISTÓRIA CULTURAL E A HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA 38 HISTÓRIA NOVA E HISTÓRIA CULTURAL Abertura de Novas Possibilidades de Fontes, Novos Objetos, Novos Problemas, Novas Abordagens O Caráter Interdisciplinar da História: a Descrição Densa da Antropologia: por uma Interpretação da Cultura Nova Historia Cultural e a Narrativa Histórica

5 Historiografia Os Modos de Escrever História: alguns Debates Existentes ao Redor da História e Narrativa e as Principais Tendências 46 OS PRINCIPAIS MARCOS E ATUALIDADE DA HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA A Historiografia Brasileira no Século XIX 62 A Geração de 30 e a Reinterpretação do Brasil 64 Historiadores Brasileiros da Nova História Cultural Historiografia e Livro Didático: Principais Tendências e Críticas Atividade Orientada 72 Glossário 74 Referências Bibliográficas 76 4

6 Apresentação da Disciplina Amigo (a) aluno (a), É com prazer que iniciamos nossos trabalhos na disciplina Historiografia, cujo objetivo principal é expressar a inteligibilidade da história em sua inserção nos contextos nacional e internacional. Consideramos a questão da historiografia e a educação como eixo norteador da disciplina. É notória a ampliação da área de estudos e de trabalho do professor/ historiador no mundo contemporâneo, a partir de elementos como novas fontes de pesquisa (eletrônicos e digitais, iconográficos), novos objetos de estudo (cotidiano, cultura, comportamento), novos campos de atuação (inserção em projetos culturais e de preservação do patrimônio artístico). Para tanto, faz-se necessário formar um docente capaz de levar para a sala de aula tanto as discussões sobre esses novos aspectos que estão sendo estudados pelo historiador atual, como questões ligadas à cidadania e ética. Diante dos fatos expostos, faz-se mister a reconstrução do estímulo à interdisciplinaridade dos conteúdos, à integração e interação com outras disciplinas, incentivando, sobretudo, o diálogo construtivo com as demais ciências, como os historiadores do Annales realizaram. Deste período, trabalharemos com os modelos de escrita da história a partir história tradicional, passando pelo movimento dos Annales durante as décadas de 30 a 60, até a transição para a Nova História nos anos 70 e seus desdobramentos na Nova História Cultural tendência atual. Tomando como ponto de partida o impacto da virada lingüística sobre a historiografia e as discussões acerca do retorno da narrativa, esta disciplina propõe, a partir dos textos que se seguem, introduzir os debates em torno das relações entre História e narrativa. Esperamos que o estudo desta disciplina resulte numa renovação do conceito de pesquisa em história, considerando-a como uma atitude investigativa a ser formada e na perspectiva de um ensino articulado à pesquisa, possibilitando novas formas aos elementos curriculares, como a não memorização dos conteúdos, e sim a apreensão compreensiva, permitindo ao aluno uma caminhada como sujeito de sua própria história. Sucesso nessa nova caminhada! Profª. Sandra Regina Barbosa da Silva 5

7 Historiografia 6

8 POSITIVISMO, MARXISMO E A REVOLUÇÃO DOS ANNALES POSITIVISMO E MARXISMO E SEUS DESDOBRAMENTOS NA ESCRITA DA HISTÓRIA O que é a historiografia? Podemos defini-la rapidamente como a história da história, como a história vem sendo escrita ao longo dos séculos. Ou seja, nada mais que a história do discurso um discurso escrito e que se afirma como verdadeiro. O discurso historiográfico diz respeito às opções tradições interpretativas, opções de correntes teóricas, opções de recortes, ângulos, escalas de observação por parte do historiador. Na segunda metade do século V a.c. na Grécia Antiga o historiador Heródoto (aproximadamente a.c.), também conhecido como o pai da História fez relatos de uma História parecida com o conceito atual. Heródoto fez longas explanações e descreveu rios, povos exóticos e costumes estranhos. Foi expulso, por motivos políticos, de Halicarnasso e viveu por um tempo no Egito e na Mesopotâmia. Dizia que a opes (observação) e o aço (o ouvir dizer) são as fontes essenciais, mas não únicas das inquirições historiográficas. Na Grécia Antiga, os poetas e escultores humanizaram os deuses e levaram para a mitologia um repensar de histórias. Formou-se uma fronteira entre a lenda e o real, o religioso e o profano e, nesse cenário, observam-se as histórias convertendo-se em História. A Grécia foi dominada pelos romanos e é com Políbio (208 a.c.?-122 a.c.?) que se estuda a expansão romana de 221 a 146 a.c. num quadro alargado às dimensões mundiais da conquista. A sua história é a última obra da historiografia grega e a primeira da historiografia romana que se compraz em narrar tanto as conquistas como as virtudes. As invasões germânicas e a cristianização conjugaram os seus efeitos para encerrar o capítulo romano da historiografia. O homem medieval, a partir do século XII, mostra as características de uma historiografia ocidental. É aos monges de Saint Dinis que os reis da França confiam o encargo de escrever histórias, como as Cruzadas. Durante as Cruzadas, (momento militar), nasce à crônica, e nasce da guerra santa. A Igreja confia aos novos clérigos, à historiografia do medievo. 7

9 Em pleno século XV nasce uma nova historiografia. Os homens da Historiografia Renascença, os humanistas, lançam olhares sobre os historiadores gregos e romanos. A consciência histórica se afirma. Os filósofos iluministas lançaram as bases da historiografia e o momento da filosofia sobre a História. Nesse momento há uma reflexão sobre o objeto da historiografia. A ela cabe descrever de maneira global o percurso da natureza e das sociedades humanas. Podemos analisar o pensamento de David Hume ( ), filósofo e historiador escocês, responsável pelo fenomenismo, o qual afirma: História é o lugar onde a imutável natureza dos homens se cruza com a poeira dos acontecimentos. Vemos aí a historiografia das luzes abrindo atalhos para o século XIX. A HISTORIOGRAFIA NO SÉCULO XIX O pensamento do século XIX não foi apenas influenciado por mudanças econômicas e sociais, também deve ser compreendido de acordo com o momento em que se encontravam a filosofia e a ciência. No século XVIII, Kant havia desenvolvido importantes reflexões sobre as possibilidades e limites da razão. Neste mesmo século, diferentes linhas filosóficas interpretaram o pensamento kantiano, entre elas encontra-se o Positivismo. No século XIX, Comte formaliza as idéias positivistas. Quando Comte falou da importância do conhecimento científico não estava apenas defendendo uma orientação epistemológica, estava apresentando uma maneira de pensar e de realizar as transformações sociais. O pensamento positivista poderia garantir a organização racional da sociedade, dizia ele. O pensamento de Comte apresenta as seguintes preocupações fundamentais: uma filosofia da história na qual encontram-se as bases de sua filosofia positivista e as três fases da evolução do pensamento humano: o teológico, o metafísico e o positivo. Após passar pelos três estágios históricos, no estágio científico abandona-se a referência às causas últimas, ou seja, às não-observáveis. O século XIX foi influenciado pela Revolução Francesa, pelo triunfo da burguesia, pela consolidação dos Estados Nacionais e pela Revolução Industrial. O liberalismo e a ideologia liberal tentaram justificar a revolução antimonárquica e pró-burguesia. Como historiadores desta corrente, temos François Guizot ( ) e Augusto Thierry ( ), que explicaram os fatos históricos em função da visão burguesa. Eram formadores de ideais historiográficos liberais. O filósofo e matemático francês, Auguste Comte, ( ) criador do Positivismo, vê na historiografia a necessidade de dotar a História de método científico, técnico e objetivo. Sabemos que a História se faz a partir de documentos, e o historiador não deve somente interpretá-los, mas analisá-los, colocá-los em ordem para melhor compreensão, já que a História, em sentido geral, pode ser considerada Ciência em Construção, uma vez que a conquista de seu método científico ainda não é completa. Na concepção positivista, a história é submetida à metodologia das ciências exatas e biológicas. Das atitudes intelectuais derivadas ou próximas do ideal positivista das ciências sociais, nascem as teorias científicas do racismo e do preconceito social, como as que conseguem encontrar relações entre a medida do crânio e a delinqüência de negros e mulatos, ou mesmo de algumas etnias caucasianas. É também o caso do darwinismo social. 8

10 Ou então a obra de Alfredo Ellis Jr., em que a superioridade racial do paulista é dada pela ausência do elemento negro nos séculos iniciais e a influência das variações climáticas do planalto sobre a Raça de Gigantes. Ou ainda, como já foi colocado acima, os determinismos geográficos que explicam formações econômicas e sociais inteiras e, principalmente, o caráter nacional pelas determinações do clima e/ ou do relevo. O historiador alemão Leopold Van Ranke ( ) é considerado o fundador da historiografia contemporânea e do moderno método historiográfico crítico de pesquisa em História. A concepção positivista da história se assenta em uma teoria que concebe o conhecimento histórico como o reflexo da objetividade dos fatos históricos. Segundo Adam Schaff, 1987 cabe a Leopold Von Ranke e não a Auguste Comte o lugar de figura mais expressiva do Positivismo. Como se sabe, Ranke dizia caber ao historiador não a apreciação do passado, ou a instrução de seus contemporâneos, mas apenas, e tão somente, dar contas do que realmente se passou (Wie es eigentlich gewesen). A função do historiador seria a de recuperar os eventos e suas interconexões através da documentação e fazerlhes a narrativa. A história se limitaria a documentos escritos e oficias de eventos políticos. O historiador, para eles, narra fatos realmente acontecidos, tal como eles se passaram. E quais eram estes fatos narráveis? a) os eventos políticos; b) administrativos; c) diplomáticos; d) religiosos; Estes eventos, considerados o centro do processo histórico, dos quais todas as outras atividades eram derivadas, em seu caráter factual. O modelo dominante da disciplina história no século XIX, construído pelo historiador alemão Leopold Von Ranke ( ), privilegiava essencialmente a política relacionada ao Estado, enfatizando uma história narrativa com ênfase nos acontecimentos. Von Ranke baseava-se, principalmente, nos documentos diplomáticos para fazer a história do Estado e de suas relações exteriores. Esta história científica alemã, ou seja, o método histórico positivista contava com dois principais seguidores e formuladores-divulgadores, na França: Charles Langlois e Charles Seignobos, com seu manual de metodologia da história, Introduction aux études historiques, (Introdução aos Estudos Históricos) datado de (REIS, 2004). Podemos qualificar como principais traços do positivismo nesse manual: o apego ao documento, o esforço obsessivo em separar o falso do verdadeiro; o medo de se enganar sobre as fontes; o culto do fato histórico (que é dado nos documentos) e a falta de interpretação dos fatos históricos. O método de investigação e análise de fontes, dos historiadores da escola rankeana, (referente a Leopoldo Von Ranke) limitava-se apenas a considerar os documentos como expressão irrefutável do fato, da realidade. Eles diziam os documentos falam por si mesmos. Os fatos falam por si e o que pensa o historiador a seu respeito é irrelevante. Resumidamente, podemos afirmar que o trabalho do historiador seria reconstruir o passado descritivamente, através dos documentos, Tal como se passou, o fato passado, 9

11 que uma vez reconstituído, fala por si, a não se que aparecessem novos documentos que alterassem a sua descrição. A esse historiador não competiria o trabalho de problematizar, de construir hipóteses, de reler os fatos, ou seja, Historiografia a interpretação. O materialismo histórico é outra corrente da historiografia que surge com o socialismo e se desenvolve com a filosofia de Karl Marx ( ) e Friedrich Engels ( ). No século XIX, o proletariado toma consciência como classe social e os historiadores a interpretaram, colocando-a no centro de seu modelo. A História econômica nasce com a economia política burguesa, junto ao capitalismo e à Revolução Industrial. Para Karl Marx, a finalidade da História não é apenas interpretar os fatos, mas transformar a sociedade, já que para ele a História é a transformação da natureza humana. É na sociedade que se faz a história, com a finalidade de dar respostas a problemas concretos. A História deve centrar-se nas análises dos modos de produção existentes em cada etapa do desenvolvimento. Marx introduz conceitos básicos, entre eles, o conflito humano ou lutas de classes, que é resultante das desigualdades econômicas. O ponto chave das desigualdades é a sociedade industrial moderna, juntamente com o modo, a forma ideológica de manipular as idéias para que o povo não perceba o vínculo entre poder econômico e poder político e sua influência na qualidade de vida de todos (alienação política e cultural). Não há dúvida que a ideologia marxista influenciou sobremaneira a historiografia. (REIS, 2004). Sobre o marxismo falaremos mais adiante. O HISTORIADOR E A CHAMADA OBJETIVIDADE: UMA HISTÓRIA SEM PAIXÕES Abordando o tema da objetividade, parcialidade ou não do historiador, ao longo do texto faremos alguns contrapontos com o marxismo. O papel daquele que produz o conhecimento histórico, ou seja, o lugar ocupado pelo historiador na sociedade, torna-se fundamental no momento de sua produção historiográfica. Com isso, podemos aceitar que o conhecimento histórico apresenta-se de acordo com a perspectiva do historiador, que também é homem de seu tempo. Recapitulando, os principais traços do Positivismo são: a) apego ao documento b) esforço obsessivo em separar o falso do verdadeiro c) medo de se enganar sobre as fontes d) a falta de interpretação e) o culto do fato histórico que é dado bruto nos documentos Segundo Schaff, o pensamento historiográfico de Leopold Von Ranke é mais apropriado para se pensar o Positivismo no âmbito específico da História. Como sabemos, os fatos eram apresentados por esse historiador tradicional, como eles realmente aconteceram, já que este entendia que a História é objetiva. Os fatos existem objetivamente, 10

12 em si, brutos, e não poderiam ser recortados e construídos, mas, sim, apanhados em sua integridade, para se atingir a sua verdade objetiva, ou seja, eles deverão aparecer tais como são. Significa dizer que o historiador deve manter-se isento, imparcial, emocionalmente frio e não se deixar condicionar pelo seu ambiente sócio-político-cultural (contexto). Já adiantando o próximo assunto (marxismo), na historiografia marxista, a produção do conhecimento é fruto de um contexto social do qual carrega seus pressupostos. Dessa forma, para o materialismo histórico-dialético (marxismo) não existe verdade única em História, porque a mesma é resultante da postura do sujeito. O historiador deveria refletir/interpretar sobre e os fatos, tomando, assim, uma posição, e produzindo um conhecimento, embora parcial. Essa postura do historiador, para alguns, teria criado problemas ao caráter científico da história marxista. No Positivismo, portanto, o conhecimento é visto como reflexo do objeto. Aquele que conhece o sujeito se apresenta imune a paixões ou outro qualquer sentimento e convive com uma separação em relação àquele que é conhecido o objeto. Nesta concepção a história, enquanto objeto de estudo, é considerada como uma estrutura já dada, de fatores cujo conhecimento dependa apenas de descobrir e colecionar um grande número de acontecimentos com base em documentos confiáveis. Nesse modelo, baseado no Positivismo, o sujeito (historiador) reduz-se a captar o que ele, passiva, objetiva e acriticamente observa, sem emoção, sem interferência, e, conforme dito, sem paixão. Dessa forma, uma história científica, produzida por um sujeito que se neutraliza enquanto sujeito para fazer aparecer o seu objeto. Os historiadores seguidores da filosofia Positivista acreditavam que, se adotassem uma atitude de distanciamento de seu objeto, sem manter relações de interdependência, obteriam um conhecimento histórico objetivo, um reflexo fiel dos fatos do passado, puro de toda distorção e subjetividade. Dito de outra maneira, o sujeito, no processo de conhecimento, na perspectiva positivista, busca uma postura de neutralidade e os documentos históricos são julgados como objetos neutros pelo pesquisador. Imagina-se que o sujeito/historiador não interfere com sua postura teórica na pesquisa por ele desenvolvida. Considera-se, assim que os resultados obtidos com ela sejam neutros e imparciais. O resultado disso é que a sociedade, ao ser analisada do ponto de vista positivista, é perfeitamente enquadrada num princípio lógico de identidade que busca a ordem, o consenso, a estabilidade e a funcionalidade social: a proclamada Ordem e Progresso. Na concepção positivista, os historiadores e pesquisadores produzem a História como conhecimento, e o professor a repassa para o aluno. O sujeito da História é sempre o herói, o governante, aquele que se destaca na sociedade de classes. O homem comum não participa da construção do processo histórico, apenas os grandes heróis produziram os grandes feitos. (REIS, 2004). O positivismo busca justificar e consolidar a ordem social liberal-burguesa, uma ordem fortemente marcada pela luta de classes e pelas contradições sociais criadas pelo capitalismo. É principalmente nos setores econômico, político ou nos científicos, que a concepção positivista sustenta essa idéia de ordem e progresso. Nesse modelo de história, o historiador quer ver os fatos e não a sua própria idéia deles; melhor dizendo, somente escreve e pensa segundo os documentos, negando assim a especulação e a interpretação. O conhecimento verdadeiro, o da objetividade absoluta, conquistada pela imparcialidade, pela ausência de paixões ou de quaisquer a priori e pela extração do fato em si, contido nos documentos conceitue os principais elementos da historiografia positivista. O historiador reconstituiria o fato descritivamente, tal como se passou, e não caberia ao historiador, a problematização, a construção de hipóteses, a releitura dos fatos. 11

13 Para Thompson, um dos mais significativos representantes de um marxismo não-ortodoxo e que nisso expressa também o pensamento de outras linhas não comprometidas com o positivismo ou com o tradicionalismo Historiografia as evidências só podem informar (e significar) a partir de nossas perguntas, apesar de terem o poder de limitar todas as teorias, anulando a validade das que forem de encontro às mencionadas evidências. Os significados não são revelados pela evidência, portanto, mas pela interrogação de mentes atentas e desconfiadas, treinadas na articulação da lógica histórica, ou seja, no manejo adequado das evidências e as teorias na composição de um discurso explicativo coerente em que não haja predominância de nenhuma das duas. POSITIVISMO: UM MODELO FILOSÓFICO E SUAS INFLUÊNCIAS NA ESCRITA DA HISTÓRIA E NA EDUCAÇÃO Um dos principais referenciais teóricos do professor de história, especialmente no âmbito do ensino público, é o Positivismo, como foi dito, corrente de pensamento que se originou na França, no século passado, a partir das reflexões teóricas de Auguste Comte ( ), pensador cujas idéias influenciaram fortemente a inúmeros cientistas na grande área das ciências humanas e sociais aplicadas. Segundo Comte, a sociedade possui um ritmo evolutivo incompatível com a revolução violenta. Deste modo, ele concebe a sociedade sempre em termos harmônicos. Para este filósofo, a sociedade reflete os diversos estados da vida de um homem; dessa forma, uma vez que os organismos não podem mudar bruscamente, senão através de uma evolução paulatina. Como já foi afirmado aqui, tradicional é a característica de uma história de classe dominante (ou que em algum momento esteve no poder do Estado). No caso específico do Brasil do final do século XIX, o positivismo também é uma filosofia de elite política e social em ascensão na virada do século, daí o seu parentesco em termos de compromisso político muito próximo com os compromissos políticos da história factual, daí também decorrendo uma das raízes da confusão má interpretação da diferença entre história positivista e a história tradicional nas análises historiográficas e sobre o ensino da disciplina. Onde estão presentes as influências do Positivismo? Tanto na sua versão autoritária (Comte) quanto na versão liberal (Spencer), o positivismo está a serviço do conservadorismo e da reação. As apropriações da teoria para fins políticos, via de regra, conduzem a atitudes excludentes e concentradoras de poder, renda e saber. O positivismo terá seu período áureo na proclamação da República brasileira, inspirando o seu elitismo e autoritarismo, marcando a bandeira do país até os dias de hoje nos dizeres comtianos Ordem e Progresso. Comte defendia a idéia de ordem industrial e o progresso nela embutido. Seu lema é a ordem por base, o amor por princípio, o progresso por fim. O positivismo tende poderosamente, por sua natureza, a consolidar a ordem pública, através do desenvolvimento de uma sábia resignação. (MORAIS, 1983, p.31). Os ideais de ordem e progresso na educação aparecem sob forma de disciplina e educação, respectivamente, como processo evolutivo. Por progresso, entende-se que o aluno, como membro da sociedade, deve passar por fases evolutivas: o pensamento teológico, o metafísico e, por fim, o positivo. A superação da metafísica levaria o homem a fugir de especulações. A presença de planejamento visando ao alcance de objetivos também ilustra os ideais de ordem e progresso. O eurocentrismo é um dos pontos de contanto mais importantes desse parentesco. A história tradicional, bélica, aristocrática e eminentemente política é uma história em que os europeus falam de si mesmos ou dos outros povos sob o seu ponto de vista, que os olha 12

14 de cima, ou é a história de seus descendentes nos países conquistados. É uma história de conquistadores, para os quais a própria ciência da história é uma arma de dominação. Romântica, a história tradicional procura a sua lógica na ação dos indivíduos: os grandes homens são, a exemplo de Jesus Cristo (o grande divisor de águas da história), redentores de seus grupos. Não é tão diferente na doutrina positivista (excetuando-se a sua reserva quanto à importância dos grandes homens), para a qual a transformação da sociedade, da desordem para a ordem, parte da conversão pessoal e do convencimento cognitivo de cada um, desprezando-se as diferenciações de classe. Positivismo e educação O Positivismo influenciou de maneira considerável a sociedade nos séculos XIX e XX. Tendo em vista que a Educação é uma atividade social, também foi marcada por esta influência. Nas escolas, a influencia do positivismo se fez sentir com força devido à influência da Psicologia e da Sociologia, ciências auxiliares da Educação. A classificação das ciências proposta por Comte tem reflexos na educação em função da fragmentação do conhecimento e da especialização. O conhecimento fragmentado levou à elaboração de currículos multidisciplinares, restringindo qualquer tipo de relação entre diferentes disciplinas. Por meio da fundamentação e classificação das Ciências (Matemática, Astronomia, Física, Fisiologia e Sociologia), Comte acabou por exaltar e defender a superioridade das Ciências Exatas sobre as Ciências Humanas. De acordo com BOTTOMORE, 1988, uma vez submetido o domínio das ciências humanas às disciplinas da ciência empírica, cessará a anarquia intelectual e uma nova ordem institucional adquirirá estabilidade graças ao consenso (1988, p.291). Mesmo a Sociologia desenvolvida por Comte recebeu dele um caráter científico para o estudo dos fatos sociais. O positivismo admite apenas o que é real, verdadeiro, inquestionável, aquilo que se fundamenta na experiência. Deste modo, a escola deve privilegiar a busca do que é prático, útil, objetivo, direto e claro. Os positivistas se empenharam em combater a escola humanista, religiosa, para favorecer a ascensão das ciências exatas. As idéias positivistas influenciaram a prática pedagógica na área das ciências exatas, influenciaram a prática pedagógica na área de ensino de ciências sustentadas pela aplicação do método científico: seleção, hierarquização, observação, controle, eficácia e previsão. De forma marcante, o positivismo esteve presente no ideário das escolas e na luta a favor do ensino leigo das ciências e contra a escola tradicional humanista religiosa. O currículo multidisciplinar fragmentado é fruto da influência positivista. Positivismo na educação brasileira No Brasil esta influência aparece no início da República e na década de 70, com a escola tecnicista. Foi muito divulgado por intermédio do Apostolado Positivista que se incorporou ao movimento pela proclamação da república e da elaboração da constituição de O movimento republicano apoiou-se em idéias positivistas para formular sua ideologia da ordem e do progresso, graças particularmente à atuação de Benjamim Constant ( ). O positivismo de Comte chegou ao Brasil em meados do século XIX. As idéias positivistas encontraram boa receptividade entre muitos oficiais do exército. Com um currículo voltado para as ciências exatas e para a engenha-ria, a educação se distancia da tradição humanista e acadêmica, havendo uma certa aceitação das formas de disciplina típicas do positivismo. As palavras ordem e progresso que fazem parte da bandeira brasileira indicam clara-mente a influência positivista. Na década de 70 deste mesmo século, a escola tecnicista 13

15 teve uma presença marcante. A valorização da ciência como forma de conhecimento objetivo, passível de verificação rigorosa por meio da observação e da experimentação, foi importante para a fundamentação da Historiografia escola tecnicista no Brasil. Para esta escola o elemento primordial é a tecnologia. Na escola tecnicista, professores e alunos ocupam papel secundário dando lugar à organização racional dos meios. Professores e alunos relegados à condição de executores de um processo cuja concepção, planejamento, coordenação e controle, ficam a cargo de especialistas supostamente habilitados, neutros, objetivos, imparciais (SAVIANI, 1993, p.24). Portanto, pode-se perceber pelas palavras de Saviani que neutralidade e objetividade são típicas do positivismo. O Positivismo como doutrina sobre a sociedade e sobre as normas necessárias para reformar a sociedade foi um movimento que dominou uma parte significativa da cultura européia tanto no âmbito filosófico, historiográfico como político e pedagógico. A necessidade expressa por Comte de se estabelecer uma relação fundamental entre a ciência e a técnica concretizou-se de maneira significativa por gerações. Na educação houve contribuições significativas no campo do planejamento escolar, uso da tecnologia, ensino profissionalizante e aplicação do conhecimento científico. Por outro lado, uma concepção puramente profissionalizante pode afetar o talento intelectual do aluno. Segundo PAVIANNI, 1991, a concepção profissionalista dos cursos universitários é o principal entrave à existência de uma verdadeira formação universitária que tem a função de desenvolver a versatilidade intelectual da pessoa, de criar homens de mentalidade e sensíveis às necessidades dos outros homens de seu tempo (PAVIANNI, 1991, p.53). A educação, influenciada pelos ideais positivistas, carece de incentivo ao desenvolvimento do pensamento crítico. A educação tecnicista apoiada nos ideais positivistas não deve reduzir-se apenas ao ensino técnico, mas deve preocupar-se também em buscar a razão do próprio procedimento técnico. Aceitar a ciência como o único conhecimento, como queria o positivismo, é algo reducionista que perde uma considerável parcela de conhecimento que não estão no dado; fica prejudicada tanto a criação como a dedução. A história positivista, influenciada por Ranke, tende a projetar no Ensino de História o papel de formador de um cidadão cívico, enquanto os segmentos afinados com a idéia de conflito social, desigualdade social, etc., presentes em um amplo espectro marxista, desde Althusser até Thompson, vêem no ensino de história uma possibilidade de gestação de um senso crítico, isto é, de um cidadão revolucionário. Na educação cívica, os fatos históricos e os grandes homens são cuidadosamente reconstituídos para a instrução da juventude. Faz-se uma história comemorativa, que legitima os rituais cívicos, realizados nas datas (dia e mês) que coincidem com as do evento passado, quando os grandes heróis produziram os seus grandes feitos. (REIS, 2004) O positivismo, ao buscar as regularidades da vida social, encarando-as como se fossem naturais, universais e, portanto, não históricas (a-históricas), sob a ótica da neutralidade, supõe uma ciência, uma concepção e um conhecimento descomprometidos. A abordagem positivista implica uma metodologia fundamentada na aula expositiva onde os alunos são ouvintes passivos e contemplativos. O sujeito da aprendizagem é um receptáculo que deve registrar os conteúdos transmitidos pelo professor e reproduzi-los posteriormente de modo o mais fiel possível. Os conteúdos são apresentados como fatos prontos e acabados não passíveis de uma reflexão e interpretação por parte dos alunos. O conteúdo escolhido se refere à história factual e seqüencial. Subjacente a essa escolha seqüencial está o pressuposto de que só se entende o presente a partir dos fatos passados. Os trabalhados escolares na perspectiva positivista se referem, principalmente, a temas de conciliação, integração, consenso, 14

16 cordialidade e não violência, ou seja, os temas relacionam-se com a Ordem, pregada pelo Positivismo. Os temas que deixam aflorar a contradição, o conflito, as tensões e violências tendem a ser minimizados ou eliminados dos conteúdos apresentados em classe. Várias análises dos livros didáticos atestam que o conteúdo se refere a uma história abstrata, alienante e ideológica que expressa o interesse de classe dos grupos dominantes. Nossas últimas considerações Assim, os alunos e o professor, ideologicamente colocados como homens comuns, não se sentem sujeitos do processo histórico. Tampouco percebem que podem interferir na sociedade, no processo educacional e provocar mudanças que sejam frutos da vontade coletiva da sociedade da qual fazem parte. Os reflexos desta concepção de história nas escolas, como foi dito, são aulas expositivas nas quais a participação dos alunos se limita à contemplação passiva. Eles recebem, registram e reproduzem fielmente o conteúdo recebido, pois de outro modo terão seu desempenho escolar julgado insuficiente. Não interrogam, não dialogam, não interpretam. A compreensão do presente só é possível com o olhar voltado para o passado, e, além disso, este conhecimento só é possível a partir das vozes oficiais, isto é, dos documentos que emanem principalmente do poder público. Não é por outro motivo que a História do Brasil, por exemplo, é pensada sempre em termos de uma personificação que destaca heróis, como D. Pedro I, Tiradentes, Marechais, como Deodoro, etc. É como se o povo tivesse que assistir á história como a uma partida de futebol: torcendo mas sem poder interferir, uma vez que a história seria privativa de heróis, marechais, príncipes, etc. Dessa forma, essa história tradicional, influenciada pelo Positivismo, proporcionava apenas uma visão de cima, ou seja, concentrava sua atenção nos feitos dos grandes homens, estadistas, generais e também em personalidades eclesiásticas. Opondo-se ao modelo de história positivista, e questionando o paradigma tradicional dominante, e aproximando-se das ciências sociais, os historiadores da Escola dos Annales apresentaram um novo segmento para o conhecimento histórico. Os Annales, derrubando a arcaica tendência positivista do séc. XIX, fortemente ligada ao movimento das elites, substituída pela observação detalhada e metódica do cotidiano de uma época, de uma localidade, do sistema de valores, crença, atividades humanas. A riqueza do novo enfoque está cada vez mais presente no fazer histórico atual. É o que veremos no próximo Tema 2. CONSIDERAÇÕES ACERCA DO MARXISMO NA HISTORIOGRAFIA Sabemos que, também no século XIX, a humanidade, na sua constante busca de elaboração e reelaboração do conhecimento histórico, para além do Positivismo, viu surgir uma nova concepção de história o Materialismo Dialético. O impulso original marxista será a busca do fio condutor que explique a dinâmica das sociedades modernas, entendidas como sociedades industriais. Sob a liderança intelectual dos alemães Karl Marx e Friedrich Engels, na segunda metade do século XIX assistiu à emergência de uma nova compreensão do homem, da história e dos procedimentos metodológicos para a apreensão do conhecimento histórico. Os homens interagem nas condições exteriores a que estão submetidos, lutam pela transformação dessas condições que são construídas pelos sujeitos da História. Os homens fazem a História e determinam seu rumo. A nova receita, dada pelos fundadores do Materialismo Dialético, é a seguinte: 15

17 Historiografia a) as classes sociais, cuja luta constitui a própria trama da história, não se define pela capacidade de consumo e pela renda e sim pela sua situação no processo produtivo (uma concepção de história que tem como base o desenvolvimento do processo real da produção, concretamente a produção da vida material imediata); b) a correspondência entre forças produtivas e relações de produção, constituindo o principal objeto da história-ciência, ligada ao conceito de modo de produção e formação social (concebe a forma das relações humanas ligadas a este modo de produção e por ele engendrada, isto é, a sociedade civil nos seus diferentes estágios, como sendo o fundamento de toda sua história); c) a produtividade é a condição necessária da transformação histórica (se as forças produtivas não se modificam, a capacidade de criação da vida humana se imobiliza, e se elas se modificam tudo se move); (REIS, 2004) Para Marx e Engels, portanto, as relações sociais são essencialmente moldadas pelas condições materiais da existência humana. Uma história que trata da luta de classes no quadro do desenvolvimento das forças produtivas, portanto, a realidade histórica é estruturada em grupos de homens que ocupam lugares contraditórios no processo produtivo. Na literatura marxista é a chamada luta de classes. No caso do positivismo vocês viram anteriormente que o sujeito da História é sempre o herói, o governante, ou seja, o sujeito que destaca na sociedade de classes. Diferente do marxismo, o homem comum não participa da construção da história. Para a concepção marxista, os homens fazem a história, intervindo, condicionando na estrutura e pela estrutura econômico-social, melhor dizendo os homens transformam o mundo e a si próprios. A questão econômica tem grande importância, é a base da estrutura e a dinâmica da sociedade, e a chamada luta de classes é o motor da História na expressão de Marx, que pode ser vista no Manifesto Comunista. Como contraponto a isso, lembremos que o positivismo afirmava que numa sociedade dividida em classes, os indivíduos superiores formariam a classe dominante e as desigualdades sociais ganhavam, assim, justificativas em sintonia com o os interesses do capitalismo e da burguesia liberal do século XIX. Lembrem-se também que o pensamento positivista tinha como pressupostos básicos os conceitos de ordem propriedade, moral, família, religião, progresso, pátria e trabalho. Esses conceitos buscavam justificar a sociedade capitalista dividida em classes, a propriedade privada dos bens de produção, a hierarquia social, o individualismo e outros princípios que lhes são característicos. Em razão disso, é conveniente dar voz ao próprio Marx, a fim de que ele exponha as linhas gerais de seu pensamento. Em Uma Contribuição Crítica da Economia Política Marx diz: O modo de produção material da vida material condiciona o processo em geral de vida social, política e espiritual. Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina sua consciência. (...). Com a transformação da base econômica, toda a superestrutura se transforma, com maior ou menor rigidez (MARX, 1978, p. 30). Entretanto, embora colocasse as condições materiais a infraestrutura como pressuposto quase absoluto para as condições jurídico-políticas a superestrutura, Marx não se furtou de relativizar esta regra. Em Miséria da Filosofia, Marx tratou esta questão nos seguintes termos: O modo de produção, as relações nas quais as forças produtivas são desenvolvidas, não são de modo algum leis eternas, mas (antes) (...) correspondem a um desenvolvimento determinado dos homens e de suas forças produtivas e (...) uma mudança nas forças produtivas dos homens necessariamente enseja uma mudança em suas relações de produção. (MARX, 2001) 16

18 O marxismo, enquanto concepção de história esteve, especialmente a partir da hegemonização política da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas no Leste Europeu, submetido a uma leitura reducionista que impunha, à referida concepção, a responsabilidade pela versão dos debatidos estágios do desenvolvimento histórico. No Manifesto Comunista pode ser visto uma concepção evolutiva e continuísta da história, na qual o modo de produção capitalista é o resultado da sucessão dos modos de produção anteriores, por exemplo, o escravista. O próximo modo de produção, para Marx, traria a superação, exclusão da luta entre os homens, ou seja, não teria como motor a luta de classes: seria o modo de produção socialista e este evoluiria para o comunismo, o qual na visão marxista seria o modelo de sociedade justa, livre e comunitária. Segundo esta versão o pensamento marxista se assentaria exclusivamente no conceito de Modo de Produção. Um dos responsáveis por esta versão seria o ditador Stálin, que com a publicação, em 1938, do texto Sobre o Materialismo Histórico e o Materialismo Dialético, teria aberto caminho para uma versão sobre a concepção marxista da história que transformou-se pelo emprego do esquema unilinear das cinco etapas em uma vulgar filosofia da história, uma entidade metafísica que determinava, do exterior, o curso do devir histórico, não restando outro remédio aos dados concretos, salvo entrarem, bem ou mal, no dito esquema. A pesquisa histórica passava a ser ilustração das verdades consagradas. (CARDOSO, 1979, p.71). No sentido de contribuir para esta discussão epistemológica cuja importância acadêmica é indiscutível, é conveniente, mais uma vez, dar voz a Marx, a fim de que ele, pessoalmente, defina modo de produção : (...) em todas as formas de sociedade, é um modo de produção determinado e as relações por ele engendradas que determinam todos os outros modos de produção e as relações engendradas por estes últimos, como também seu nível e sua importância. É como uma luz geral onde estão mergulhadas todas as cores e que lhes modifica as tonalidades particulares. É como um éter particular que determina o peso específico de todas as formas de existência que dali emergem. (MARX, 1991, p.11) Com o início das críticas ao Stalinismo, a partir dos anos 50, conceitos como o de Modo de Produção, começaram a ser rediscutidos. Houve também, a partir daí, uma significativa troca de influências do marxismo com historiadores ocidentais em congressos internacionais de história. Destacaram-se, nesta fase, nomes como os de Witold Kula, na Polônia; Pierre Vilar, Charles Parain, J. Bouvier e Albert Soboul, na França; Eric Hobsbawm, Maurice Dobb, Cristopher Hill e R. Hilton, na Inglaterra; E.Sereni, na Itália, K. Takahashi, no Japão, etc. Do mesmo modo, nomes como os de Louis Althusser, Antonio Gramsci, George Lukács, Walter Benjamim, Agnes Heller, dentre outros, representaram etapas importantes da trajetória do pensamento marxista. Louis Althusser, de acordo com Flamarion, concretamente não contribuiu para a História, enquanto ciência, pois desconhecia a natureza do trabalho do historiador. Apesar disto tem seu mérito no fato de concentrar-se em temas fundamentais na epistemologia marxista, antes postos de lado. (CARDOSO, 1979, p.80) O conjunto das obras de Antonio Gramsci, por sua vez, representam um momento de revisão e questionamentos em relação ao marxismo. Gramsci reestuda e introduz conceitos como os de Estado, hegemonia, teoria política nas sociedades industrializadas do ocidente moderno, cultura, acumulação política em processos de longo curso, todos fundamentais para uma teoria de história, do ponto de vista marxista. O objetivo de Gramsci apontava 17

19 para uma crítica ao economicismo, reduzindo o papel não apenas da consciência de classe, como da própria luta de classes. A concepção materialista da história, portanto, pressupõe em primeiro Historiografia lugar que a experiência é o eixo central da história, enquanto, ao mesmo tempo, concebe uma identidade fechada e coletiva: os humanos experimentariam o mundo através da classe social a que pertencem. Enquanto ciência da história o marxismo, dá ênfase nas contradições e prioriza o estudo dos conflitos sociais. De acordo com Hobsbawm, 1982, esta seria a contribuição mais original de Marx para a historiografia, uma vez que as teorias anteriores (principalmente o positivismo) davam prioridade a harmonia, unidade, entre as diversas esferas sociais, ou melhor, entre as classes sociais. O marxismo no ensino da História Resumidamente, do ponto de vista do ensino de história referido a concepção marxista, pode-se dizer que os professores marxistas tendem a projetar no ensino de história um instrumento revolucionário capaz, justamente, de arrancar a tradição ao conformismo. Itacy Salgado Basso, sintetiza, no trecho seguinte, a metodologia didática articulada à concepção materialista da história: A metodologia de ensino e a seleção de conteúdos mediadas e articuladas à concepção materialista da história proporcionam ao aluno possibilidade de entender a sociedade em que vive e de ter consciência da sua posição nestasociedade, isto é, possibilidade de recuperar a sua memóriahistórica. Para que o aluno examine criticamente o papel da sociedade na sua própria formação, é preciso que se inicie esse aluno nos procedimentos da produção do conhecimento histórico (...). Partindo da análise da situação presente, professores e alunos procuram entender o passado... sob a luz da crítica da nossa sociedade. Só quando entendemos criticamente a sociedade burguesa, isto é, quando a entendemos como histórica, é que podemos compreender as sociedadesanteriores, o passado. (BASSO, 1989, p.7) 1 Questão [ ] Agora é hora de TRABALHAR Existiria a possibilidade de se conhecer o passado, tal como ele se apresentava? Ou o passado seria uma invenção, repleto de discursos e práticas? Para o historiador Durval Muniz Albuquerque o passado adquire sentido quando se relaciona com o presente. E para você, caro aluno? 18

20 2 Questão Após a leitura do trecho abaixo de Durval Muniz Albuquerque acerca da imaginação histórica, redija algumas considerações sobre a problemática apresentada. O conhecimento histórico torna-se, assim, a invenção de uma cultura particular, num determinado momento, que, embora se mantenha colado aos monumentos deixados pelo passado, á sua textualidade e á sua visibilidade, tem que lançar mão da imaginação para imprimir um novo significado a estes fragmentos. A interpretação em história é a imaginação de uma intriga, de um enredo para os fragmentos de passado que se tem na mão. Esta intriga para ser narrada requer o uso de recursos literários como as metáforas, as alegorias, os diálogos, etc. Embora a narrativa histórica não possa ter jamais a liberdade de criação de uma narrativa ficcional, ela nunca poderá se distanciar do fato de que é narrativa e, portanto, guarda uma relação de proximidade com o fazer histórico, quando recorta seus objetos e constrói, em torno deles, uma intriga. (ALBUQUERQUE, 1995, p. 11). 19

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