O COMPORTAMENTO DAS VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS NA FALA DE NOVA IGUAÇU-RJ

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1 Universidade Federal do Rio de Janeiro O COMPORTAMENTO DAS VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS NA FALA DE NOVA IGUAÇU-RJ FABIANE DE MELLO VIANNA DA ROCHA Fevereiro de 2013 Faculdade de Letras/UFRJ 1

2 O COMPORTAMENTO DAS VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS NA FALA DE NOVA IGUAÇU-RJ FABIANE DE MELLO VIANNA DA ROCHA Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculasda Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Mestre em Letras Vernáculas (Língua Portuguesa). Orientadora: Profa. Dra. Sílvia Figueiredo Brandão Rio de Janeiro Fevereiro de

3 O Comportamento das Vogais Médias Pretônicas na Fala de Nova Iguaçu-RJ Fabiane de Mello Vianna da Rocha Orientadora: Profa. Dra. Sílvia Figueiredo Brandão Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em LetrasVernáculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitosnecessários à obtenção do título de Mestre em Letras Vernáculas (Língua Portuguesa). Examinada por: Orientadora, Professora Doutora Sílvia Figueiredo Brandão Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ Professora Doutora Carolina Ribeiro Serra Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ Professora Doutora Maria Jussara Abraçado de Almeida Universidade Federal Fluminense UFF Professora Doutora Christina Abreu Gomes Suplente Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ Professora Doutora Monica Tavares Orsini Suplente Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ Rio de Janeiro

4 VIANNA DA ROCHA, Fabiane de Mello. O comportamento das vogais médias pretônicas na fala de Nova Iguaçu/ Fabiane de Mello Vianna da Rocha. Rio de Janeiro: UFRJ/ Faculdade de Letras, XI, 224 f.: il.; 31cm. Orientadora: Sílvia Figueiredo Brandão Dissertação (Mestrado) UFRJ/ Faculdade de Letras / Programa de Pós- Graduação em Letras Vernáculas (Língua Portuguesa), Referências Bibliográficas: f Pretônicas. 2 Análise Variacionista. 3. Análise de itens Lexicais. I. Brandão, Sílvia Figueiredo. II. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras, Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas (Língua Portuguesa). III. Título. 4

5 RESUMO O Comportamento das Vogais Médias Pretônicas na Fala de Nova Iguaçu/RJ O presente estudo, vinculado à linha de pesquisa Língua e Sociedade: Variação e Mudança, propõe-se a analisar o comportamento das vogais médias pretônicas na fala de Nova Iguaçu-RJ, com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista (cf. LABOV, 1972, 1994, 2001) e da Fonologia de Uso (cf. BYBEE, 2001,2002), aliando-se as perspectivas neogramática e difusionista. Objetiva-se avaliar influências sociais, estruturais e lexicais nos processos de alçamento/manutenção de timbre na pauta acentual em questão. O corpus que serve de base à investigado inclui dados extraídos das entrevistas que constituem as amostras do Projeto Estudo comparado dos padrões de concordância em variedades africanas, brasileiras e europeias. Os inquéritos, do tipo DID (Diálogo Informante e Documentador), foram efetuados com dezoito indivíduos naturais do Município de Nova Iguaçu, distribuídos por sexo, faixa etária e nível de escolaridade. Obteve-se um total de dados, referentes a /e/ e a /o/. Para a análise, controlaramse, além das referidas variáveis sociais, onze variáveis estruturais, bem como a frequência de itens lexicais. Embora os resultados indiquem o predomínio da manutenção de timbre e a relevância sobretudo de fatores estruturais para o alçamento, verificou-se que, em alguns vocábulos que apresentam contextos favoráveis à implementação dessa regra, as vogais médias não são alçadas. Por outro lado, em outros itens lexicais, o processo se legitima, apesar de o ambiente fonético não ser propício ao alçamento. Acredita-se que o alçamento/manutenção das vogais médias, apesar das suas fortes motivações linguísticas e sociais, apresenta características de fenômenos que se enquadram numa perspectiva difusionista. Palavras-chave: vogais médias; contexto pretônico; alçamento; variação. Rio de Janeiro Fevereiro de

6 ABSTRACT The behavior of mid unstressed vowels in the speech of Nova Iguaçu (RJ). This study, related to the research area Language and Society: Variation and Change, examines the behavior of mid unstressed vowels in the speech of Nova Iguaçu (Rio de Janeiro), based on the theoretical and methodological framework of Variationist Sociolinguistics (cf. LABOV, 1972, 1994, 2011) and Usage-Based Phonology (cf. BYBEE, 2001,2002), allied to Neogrammarian and Diffusionist views. The main purpose of this work is to evaluate the social, structural and lexical constraints of vowel raising. The sample is composed of data extracted from oral interviews that belong to the Project Estudo comparado dos padrões de concordância em variedades africanas, brasileiras e europeias. The interviews were carried out with 18 speakers born in Nova Iguaçu, divided by sex, age grading and level of education. We also controlled 12 structural constraints and the frequency of some lexical items. We analyzed tokens of /e/ and tokens of /o/. The results show the preference for the maintenance of the vowel tone and the relevance of structural constraints to vowel raising. In some lexical items, despite the structural constraints that favored vowel raising, we verified that mid vowels did not raise. Instead, in other lexical items there was vowel raising, although there was not the phonetic environment that favors vowel raising. Despite strong social and linguistic constraints for vowel raising, we believe that this phenomenon can be characterized in a diffusionist perspective. Keywords: mid vowels; pretonic syllable; vowel raising; variation. Rio de Janeiro Fevereiro de

7 SINOPSE Análise do comportamento das vogais médias pretônicas na fala de Nova Iguaçu/RJ, com ênfase no processo de alteamento. Estudo variacionista e análise de itens lexicais numa perspectiva difusionista. 7

8 Esta pesquisa foi parcialmente financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 8

9 DEDICATÓRIA A todos aqueles que me incentivam a perseguir meus objetivos e me ajudam a ser feliz todos os dias: família, amigos, noivo, e, principalmente, Deus. 9

10 AGRADECIMENTOS Por vezes, recebemos dádivas da vida e deixamos de agradecer pelos mais variados motivos. Em momentos como este, contudo, essa oportunidade nos é oficialmente concedida e o desejo de dizer muito obrigada a todos aqueles que nos fazem evoluir como seres humanos, se destaca. Por isso, agradeço, primeiramente a Deus, por ter me abençoado, me cercando de pessoas maravilhosas e me dando capacidade e persistência para realizar meus objetivos. A meus pais, Sônia Regina e José Antônio, e irmão, Fábio, por todo o amor, educação, respeito, dedicação e respaldo que me forneceram e fornecem sempre que necessário. À minha avó, Candida, por cada oração feita em prol da realização dos meus sonhos. A meu noivo, Vitor, por ser meu eterno amigo e companheiro de todas as horas, dando-me força quando me encontro vulnerável e toda a felicidade que sempre desejei. A meus amigos de dentro e de fora da Universidade, que sempre me escutam, aconselham, apoiam, ajudando-me a prosseguir. A todos os meus professores, sobretudo, os de língua portuguesa, que despertaram em mim, não só o gosto pela disciplina, mas também o desejo de fazer a diferença na vida das pessoas. À minha orientadora, professora Dra. Sílvia Figueiredo Brandão, por ter me auxiliado durante esse tempo. Quando meu único desejo era seguir na área acadêmica, a ela recorri e, com sua paciência e dedicação incomparáveis, ela me acolheu e ajudou, permitindo-me concluir esta investigação. A todos aqueles que, direta ou indiretamente, contribuíram para esta conquista: Muito obrigada! 10

11 SUMÁRIO LISTA DE QUADROS, FIGURAS E TABELAS INTRODUÇÃO O SISTEMA VOCÁLICO DO PORTUGUÊS DO BRASIL VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS NOS FALARES DA REGIÃO SUDESTE Um falar do Espírito Santo Falares de Minas Gerais Um falar de São Paulo Falares do Rio de Janeiro Quadro Comparativo PRESSUPOSTOS TEÓRICOS Sociolinguística Variacionista Trajetória das mudanças sonoras Perspectiva neogramática Perspectiva difusionista O modelo dos Exemplares METODOLOGIA Etapas de trabalho Perfil da comunidade Constituição do Corpus Descrição das variáveis Variáveis dependentes Variáveis linguísticas Variáveis extralinguísticas ANÁLISE VARIACIONISTA Observações preliminares A pretônica /e/ A pretônica /o/ Síntese preliminar dos resultados ANÁLISE DOS ITENS LEXICAIS Considerações iniciais Pretônica /e/ Pretônica /o/ CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA ANEXOS Distribuição das variantes pelos itens lexicais com pretônica /e/ Distribuição das variantes pelos itens lexicais com pretônica /o/

12 LISTA DE QUADROS, FIGURAS E TABELAS a) Lista de Quadros Quadro 1 Continuum do alteamento de /e/ em contexto inicial de vocábulo segundo Brandão et al (2012, pág. 250) 64 Quadro 2 Quadro comparativo sobre a análise das mudanças segundo os modelos neogramático e difusionista Quadro 3 Exposição comparativa entre itens lexicais com a pretônica /E/, por 78 realizações fonéticas categóricas, na fala mineira Quadro 4 Exposição comparativa entre itens lexicais com a pretônica /O/, 79 por realizações fonéticas categóricas, na fala mineira Quadro 5 Itens lexicais em que, na fala de belo Horizonte, se verifica a 82 elevação da pretônica /E/ em ambientes fonéticos aparentemente desfavoráveis Quadro 6 Variantes das médias pretônicas /e/ e /o/ 89 Quadro 7 Fatores componentes da variável Natureza da vogal da sílaba 91 subsequente Quadro 8 Fatores componentes da variável Nasalidade da vogal alvo 94 Quadro 9 Fatores componentes da variável Modo de articulação da 95 consoante precedente à vogal alvo Quadro 10 Fatores componentes da variável Modo de articulação da 95 consoante do ataque da sílaba seguinte à vogal alvo Quadro 11 Fatores componentes da variável Ponto de articulação da 96 consoante precedente à vogal alvo Quadro 12 Fatores componentes da variável Ponto de articulação da 96 consoante seguinte à vogal alvo Quadro 13 Fatores componentes da variável Tipo de sílaba 98 Quadro 14 Fatores componentes da variável distância entre a vogal alvo e 99 outra vogal alta (tônica ou pretônica) no vocábulo Quadro 15 Localização da vogal alvo no vocábulo 100 Quadro 16 Fatores componentes da variável Natureza da atonicidade da vogal 101 alvo Quadro 17 Classe do vocábulo 102 Quadro 18 Rodada selecionada para /e/ 111 Quadro 19 Rodada selecionada para /o/

13 b) Lista de Figuras Figura 1 Projeto ALiB: médias anteriores e posteriores consideradas em conjunto na fala de 25 capitais brasileiras Figura 2 Localização de Nova Venécia, no Espírito Santo Figura 3 Localização de Machacalis, Piranga e Ouro Branco, em Minas 36 Gerais Figura 4 Localização da cidade de São José do Rio Preto, em São Paulo 47 Figura 5 Localização da cidade do Rio de Janeiro 56 Figura 6 Estado do Rio de Janeiro, com as Regiões Norte e Noroeste em 62 destaque Figura 7 Divisão Regional do Estado do Rio de Janeiro 86 Figura 8 Segmentação político-administrativa da Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro 88 13

14 c) Lista de Tabelas Tabela 1 Índices de alçamento e abaixamento de médias pretônicas na fala de Nova Venécia, Espírito Santo, segundo Celia (2004) Tabela 2 Índices de alçamento e abaixamento de /e/ e de /o/, de acordo com o traço de altura da vogal tônica, em Celia (2004) Tabela 3 Tabela 3: Índices de abaixamento de /e/ e de /o/, de acordo com o traço de altura da vogal tônica, em Celia (2004) Tabela 4 Índices de alçamento de /e/ e de /o/ em função da nasalidade da vogal alvo, em Celia (2004) Tabela 5 Índice de alçamento das pretônicas médias, de acordo com a estrutura silábica, em Celia (2004) Tabela 6 Distribuição dos casos de manutenção, alçamento e abaixamento em entrevistas, nos estudos de Almeida (2008) e de Dias (2008) Tabela 7 Distribuição das ocorrências de alçamento e abaixamento da pretônica média anterior, por tipo de vogal tônica em Almeida (2008) e Dias (2008) Tabela 8 Distribuição das ocorrências de alçamento e abaixamento da pretônica média posterior, por tipo de vogal tônica em Almeida (2008) e Dias (2008) Tabela 9 Distribuição das ocorrências de alçamento e abaixamento da pretônica anterior, de acordo com o modo de articulação da consoante precedente, em Almeida (2008) e Dias (2008) Tabela 10 Distribuição das ocorrências de alçamento e abaixamento na pauta pretônica posterior, de acordo com o modo de articulação da consoante seguinte, em Almeida (2008) e Dias (2008) Tabela 11 Índices de aplicação da regra de alçamento na fala feminina culta de São José do Rio Preto, com base em Silveira (2008) e Carmo (2009) Tabela 12 Índices de alçamento de /e/ e de /o/ por influência da tonicidade da vogal anterior assimiladora em Silveira (2008) e Carmo (2009) Tabela 13 Índices de alçamento das vogais pretônicas /e/ e /o/ de acordo com o ponto de articulação das consoantes precedente e seguinte, em Silveira (2008) Tabela 14 Índices de alçamento das vogais pretônicas /e/ e /o/ de acordo com o ponto de articulação das consoantes precedente e seguinte, em Carmo (2009) Tabela 15 Índices de alçamento das vogais pretônicas /e/ e /o/ de acordo com o cruzamento entre ponto e modo de articulação da consoante precedente, em Carmo (2009) Tabela 16 Índices de alçamento das vogais pretônicas /e/ e /o/ de acordo com o cruzamento entre ponto e modo de articulação da consoante seguinte, em Carmo (2009). Tabela 17 Distribuição de vogais pretônicas de acordo com as diferentes variantes de uma mesma variável dependente, propostas em Yacovenco (1993) Tabela 18 Índices de manutenção e alçamento de vogais pretônicas médias em função do tipo de vogal tônica, em Yacovenco (1993) Tabela 19 Índices de manutenção e alçamento em função do segmento precedente à vogal pretônica alvo, em Yacovenco (1993)

15 Tabela 20 Índices de manutenção e alçamento em função do segmento subsequente à vogal pretônica alvo, em Yacovenco (1993) Tabela 21 Índices de manutenção e alçamento, em função do grau de atonicidade das vogais médias pretônicas, em Yacovenco (1993). Tabela 22 Distribuição das ocorrências de manutenção, alteamento e abaixamento em Silva (1995) Tabela 23 Índices de alteamento da média anterior por tipo de estrutura silábica, segundo Brandão et al (2012, pág. 247). Tabela 24 Índices percentuais das variantes de /e/ e /o/ em contexto pretônico em falares da Região Sudeste. Tabela 25 Distribuição das ocorrências de alçamento e manutenção da vogal /e/ Tabela 26 Distribuição das ocorrências de elevação e manutenção de timbre nos casos de ataque vazio em Nova Iguaçu (Vogal /e/) Tabela 27 Redistribuição das ocorrências de alçamento e manutenção da vogal /e/ Tabela 28 Índices de alçamento de /e/, de acordo com o tipo de vogal contígua em Nova Iguaçu Tabela 29 Índices de alçamento de /e/, de acordo com modo de articulação da consoante precedente em Nova Iguaçu Tabela 30 Índices de aplicação de [e] por Modo de articulação da consoante precedente (Yacovenco, 1993, pág.151) Tabela 31 Índices de alçamento, de acordo com o modo de articulação da consoante seguinte em Nova Iguaçu Tabela 32 Índices de aplicação de [e] por Modo de articulação da consoante subsequente (Yacovenco, 1993; pág.153) Tabela 33 Índices de alçamento de /e/, de acordo com a classe dos vocábulos, em Nova Iguaçu Tabela 34 Ocorrências de alçamento de /e/ em numerais, de acordo com o item lexical em que a vogal alvo se apresenta Tabela 35 Ocorrências de alçamento de /e/ em conjunções, de acordo com o item lexical em que a vogal alvo se apresenta Tabela 36 Ocorrências de alçamento de /e/ em advérbios, de acordo com o item lexical em que a vogal alvo se apresenta Tabela 37 Índices de alçamento de /e/, de acordo com a nasalidade da vogal alvo em Nova Iguaçu Tabela 38 Índices de alçamento de /e/, de acordo com o ponto de articulação da consoante precedente em Nova Iguaçu Tabela 39 Índices de aplicação de [e] porponto de articulação da consoante precedente (Yacovenco, 1993; pág.151) Tabela 40 Índices de alçamento e manutenção de /e/, de acordo com o ponto de articulação da consoante seguinte em Nova Iguaçu Tabela 41 Índices de aplicação de [e] por ponto de articulação da consoante subsequente (Yacovenco, 1993; pág.152) Tabela 42 Índices de alçamento /e/, de acordo com123 a faixa etária dos informantes em Nova Iguaçu

16 Tabela 43 Distribuição das ocorrências pelas variantes de /o/ em Nova Iguaçu 122 Tabela 44 Distribuição das ocorrências pelas variantes média fechada e alta de /o/ em Nova Iguaçu Tabela 45 Distribuição das ocorrências de manutenção e de alçamento de /o/, por tipo de sílaba, na fala de Nova Iguaçu, Tabela 46 Distribuição das ocorrências de elevação e manutenção de timbre, de acordo com o item analisado em Nova Iguaçu Tabela 47 Distribuição das ocorrências de vogal /o/ por variante considerada em Nova Iguaçu Tabela 48 Índices de alçamento de /o/, de acordo com o tipo de vogal contígua em Nova Iguaçu Tabela 49 Índices de alçamento de /o/, de acordo com o modo de articulação da consoante precedente em Nova Iguaçu Tabela 50 Índices de aplicação de [o] por Modo de articulação precedente (Yacovenco, 1993; pág.159) Tabela 51 Índices de alçamento e manutenção de /o/, de acordo com o modo de articulação da consoante seguinte em Nova Iguaçu Tabela 52 Índices de aplicação de [o] por Modo de articulação subsequente (Yacovenco, 1993; pág.153) Tabela 53 Índices de alçamento de /o/, de acordo com o tipo de sílaba em Nova Iguaçu Tabela 54 Índices de alçamento e manutenção de /o/, de acordo com a distância entre a pretônica e outra vogal alta da palavra em Nova Iguaçu Tabela 55 Índices de alçamento de /o/, de acordo com a classe dos vocábulos em Nova Iguaçu Tabela 56 Ocorrências de alçamento e manutenção de /o/ em numerais, de acordo com o item lexical em que a vogal alvo se apresenta Tabela 57 Ocorrências de alçamento e manutenção de /o/ em conjunções, de acordo com o item lexical em que a vogal alvo se apresenta Tabela 58 Índices de alçamento e manutenção de /o/, de acordo com a Escolaridade dos informantes em Nova Iguaçu Tabela 59 Índices de alçamento de /o/, de acordo com ponto de articulação da consoante precedente em Nova Iguaçu Tabela 60 Índices de aplicação de [o] por Ponto de articulação precedente (Yacovenco, 1993; pág.159) Tabela 61 Índices de alçamento de /o/, de acordo com o ponto de articulação da consoante seguinte em Nova Iguaçu Tabela 62 Índices de aplicação de [o] por Ponto de articulação precedente (Yacovenco, 1993; pág.159) Tabela 63 Índices de alçamento de /o/, de acordo com o sexo dos informantes em Nova Iguaçu Tabela 64 Índices de alçamento de /o/, de acordo com a Nasalidade da vogal alvo em Nova Iguaçu Tabela 65 Índices de alçamento de /e/ e de /o/, em Nova Iguaçu, de acordo com a Escolaridade dos informantes

17 Tabela 66 Índices de alçamento de /e/ e de /o/, de acordo com a faixa etária 138 dos informantes em Nova Iguaçu Tabela 67 Índices de alçamento de /e/ e de /o/, de acordo com o Sexo dos 138 informantes em Nova Iguaçu Tabela 68 Número de itens lexicais com ocorrências (semi)categóricas e 143 variáveis das variantes de /e/ pretônico Tabela 69 Distribuição das variantes [i] e [e] entre os itens iniciados pelas 144 formas /des/, /es/ e /en/ Tabela 70 Itens lexicais com pretônica /e/ categoricamente alçada na fala de 147 Nova Iguaçu Tabela 71 Casos categóricos de manutenção de timbre em presença de vogal 152 alta contígua na fala de Nova Iguaçu Tabela 72 Itens lexicais de comportamento variável em presença de uma vogal 152 alta contígua Tabela 73 Distribuição das variantes de /e/ em itens de comportamento 153 frequentemente variável na fala de Nova Iguaçu Tabela 74 Número de itens lexicais com ocorrências (semi)categóricas e 154 variáveis das variantes de /o/ pretônico Tabela 75 Distribuição da variante [ ] na fala de Nova Iguaçu 155 Tabela 76 Casos categóricos de alçamento em /o/ na fala de Nova Iguaçu 158 Tabela 77 Itens lexicais de comportamento variável em presença de uma vogal alta contígua Tabela 78 Distribuição das variantes de /o/ em itens de comportamento frequentemente variável na fala de Nova Iguaçu Tabela 79 Distribuição das variantes média fechada e alta de /e/ e /o/ na fala de cada informante

18 1. INTRODUÇÃO Segundo Camara Jr (1970), na língua portuguesa os fonemas vocálicos variam em número a depender da posição do segmento quanto ao acento. Grosso modo, em sílabas tônicas, sete segmentos são capazes de opor significado: /a e i o u/. Nos contextos átonos, em virtude da anulação de alguns dos traços fonológicos responsáveis pela oposição em presença do acento, esse número se reduz por neutralização a cinco, quatro e três fonemas, que se apresentam, respectivamente, nas pautas pretônica, postônica não-final e final. Na pauta pretônica, a alternância entre segmentos médios (abertos e fechados) tanto na série anterior quanto na posterior, não implica mudança de significado entre itens lexicais, sendo restrita ao plano fonético. Nesse sentido, dos cinco fonemas atuantes nessa posição (/a E i O u/), dois são resultado da neutralização entre médias: os tradicionalmente denominados arquifonemas /E/ e /O/. Além desse processo, ocorre ainda o alteamento, que culmina em uma neutralização esporádica, que permite que vogais médias e altas coatuem em certos itens e contextos. Em se tratando de uma regra variável em nossa língua, a elevação em contexto átono vem sendo alvo de diversos estudos, que visam, sobretudo, ao estabelecimento de condicionamentos estruturais para sua aplicação. A maioria dessas análises focaliza, sobretudo, os casos em que o processo se legitima, abstraindo a existência de irregularidades e acentuando o interesse em estudar o fenômeno. Vinculada à linha de pesquisa Língua e Sociedade: Variação e Mudança, esta dissertação, tem por objetivo principal investigar, quantitativa e qualitativamente, a variação no âmbito das vogais médias pretônicas na fala de Nova Iguaçu/RJ, ressaltando, principalmente, o alteamento ou alçamento, suas motivações e restrições. Partindo do pressuposto de que, a depender da série, comportamentos peculiares são encontrados, analisam-se, em separado, as vogais /e/ e /o/ com base nos fundamentos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista (cf. Labov, 1972, 1994, 2001) e da Fonologia de Uso (cf. Bybee, 2001, 2002), a fim de verificar em que medida as variantes dos segmentos em questão resultam de influências sociais e estruturais e da existência de singularidades nos níveis lexical e idioletal. Em linhas gerais, os oito capítulos em que se desenvolve a pesquisa, almejam não só retratar os comportamentos encontrados, mas também, fundamentar a análise e 18

19 postular tendências com base nos resultados e nos itens que integram os corpora. Nesse sentido, o capítulo 2 apresenta questões acerca do sistema vocálico do PB, com base nas perspectivas de Camara Jr (1970) e Bisol (2001). Trata-se de uma breve exposição que envolve a comparação entre sílabas acentuadas e átonas e ressalta as semelhanças e diferenças entre as duas propostas. Assim, através de pares mínimos, discute-se o caráter fonológico das vogais em nossa língua, focalizando, sobretudo, os processos de neutralização e debordamento decorrentes da atonicidade. Ainda que se reconheça a importância da variação na pauta pretônica para a determinação dos falares do Norte e do Sul do país, o capítulo 3 concentra-se em descrever alguns estudos sobre o fenômeno variável em questão em outras localidades da Região Sudeste, a fim de estabelecer relações entre distintos dialetos de uma mesma Região. Nesse sentido, não só focaliza outras áreas do Estado do Rio de Janeiro (cf. YACOVENCO, 1993; SILVA, 1995), mas também destaca resultados divulgados em investigações sobre as pretônicas médias nos Estados do Espírito Santo (cf. CÉLIA, 2004), Minas Gerais (cf. ALMEIDA, 2008; DIAS, 2008) e São Paulo (cf. SILVEIRA, 2008; CARMO, 2009). Os pressupostos teórico-metodológicos desta investigação são descritos no capítulo 4. Inicialmente, abordam-se preceitos elementares da Sociolinguística Variacionista (WEINREICH, LABOV, & HERZOG, 1968) e apresentam-se, de forma sucinta, os confrontos relativos à análise da mudança sonora, tendo em vista, principalmente, as perspectivas neogramática e difusionista (cf. BYBEE, 2001, 2002). Ponderados esses aspectos, discute-se, ainda, a relevância do léxico para a variação na pauta pretônica, através de alguns estudos sobre a fala mineira. No quinto capítulo, descreve-se a metodologia empregada neste trabalho, justificando a escolha da comunidade de fala, descrevendo o perfil dos informantes e, também formulando hipóteses para as variáveis independentes postuladas. Mais especificamente, consideram-se como variantes das vogais médias pretônicas na fala de Nova Iguaçu, além das vogais médias (abertas e fechadas) e altas, os casos de ditongação. Como variáveis independentes, tem-se, no nível extralinguístico, a faixa etária, o sexo e a escolaridade dos informantes. No nível estrutural, são considerados onze grupos de fatores, a fim de avaliar a influência de aspectos como a qualidade da vogal contígua, as características articulatórias dos segmentos adjacentes à vogal alvo, o tipo de sílaba em que a pretônica se insere e a classe gramatical dos vocábulos de cujo corpo a vogal média faz parte, para a aplicabilidade da regra em questão. 19

20 Com o intuito de tratar estatisticamente os dados, realizaram-se rodadas com apoio no pacote de programas Gold Varb X. O capítulo 6 versa sobre elas, focalizando a melhor rodada de cada série. Além disso, descreve sucintamente, as modificações efetuadas nas amostras e nos grupos de fatores até a etapa final da investigação. Assim, expõem-se os resultados obtidos na análise variacionista, conforme a natureza da vogal analisada. A partir das propostas de Bybee (2001) e Oliveira (2008), o capítulo 7 analisa os itens lexicais que compõem os corpora, visando ao estabelecimento de regularidades também no plano lexical. Trata-se de uma tentativa de testar hipóteses e indicar tendências estruturais/lexicais e idioletais, focalizando, sobretudo, as pretônicas em itens lexicais que, embora apresentando contextos altamente favorecedores da elevação ou da manutenção, apresentam comportamento inverso ao esperado, de forma ora sistemática, ora variável. Em suma, encerrando esta investigação, o capítulo 8 apresenta algumas conclusões a respeito dos resultados obtidos, sintetizando-os e apresentando a(s) interpretação(ões) julgada(s) mais coerente(s) tendo em vista as amostras consideradas. 20

21 2. O SISTEMA VOCÁLICO DO PORTUGUÊS DO BRASIL Mattoso Camara Jr (1977), em seus estudos a respeito do vocalismo do Português do Brasil, observa que os fonemas vocálicos variam em número de acordo com a tonicidade da sílaba. Assim, em sua proposta, existem, para os contextos tônico, pretônico, postônico não-final e final, respectivamente, sete, cinco, quatro e três fonemas vocálicos. Em sílaba tônica, há sete vogais distintivas em nossa língua / /, perfeitamente comprováveis em vocábulos como s/ /co, s/ /co, s/ /co, s/ /co,s/ /co, s/ /co e s/ /co, que se opõem quanto ao sentido apenas pela alternância desses segmentos. Nos demais contextos, contudo, ocorre o chamado processo de neutralização. Através dele, alguns segmentos distintivos em sílaba tônica deixam de se opor em outros ambientes. Dessa maneira, em sílaba pretônica, o número inicial de sete elementos distintivos se reduz para cinco, devido à neutralização entre as vogais médias anteriores / / e entre as vogais médias posteriores / /. Tal fato se comprova em palavras como pesar e morar, cujas pronúncias abertas ou fechadas das vogais (p[ ]sar ou p[e]sar e m[ ]rar ou m[ ]rar, respectivamente) não implicam mudança de sentido como ocorre em contexto tônico: são apenas variantes de um mesmo elemento fonológico, os chamados arquifonemas /E/ e /O/: Apesar de se perder a oposição entre as vogais médias, esta persiste, em contexto pretônico, entre as vogais altas, médias e baixa (r/e/maria X r/i/maria, r/o/maria X r/u/maria, r/a/maria), como mostra o seguinte esquema: 21

22 Em sílaba postônica final, observa-se o ponto máximo da neutralização, segundo Camara Jr: o número inicial de sete vogais tônicas se reduz a três fonemas vocálicos, já que se perde a oposição entre vogais médias e altas, restando apenas o contraste entre as altas /I/ e /U/ e a baixa /a/. Tal neutralização se comprova, por exemplo, em palavras como porto e pente. Nelas, as pronúncias média-fechada [o] e [e] e alta reduzida [ ] e [ ] 1 não implicam mudança de sentido, limitando-se apenas a uma variação linguística. Dessa forma, representa-se a neutralização entre médias e altas em posição átona final, pelos arquifonemas /I/, para as anteriores, e /U/, para as posteriores, e estes contrastam com o fonema /a/ nesse mesmo contexto( pont/u/, pont/a/ e pent/i/) Assim, observam-se as seguintes mudanças entre os fonemas vocálicos nos contextos tônico, pretônico e postônico final, respectivamente: Essa redução representa, segundo Bisol (2003; pág. 268), a elevação gradual da vogal média (, > e, o > i, u) que ocorre de acordo com o grau de enfraquecimento da sílaba: as pretônicas são relativamente menos fortes do que as tônicas e as átonas postônicas são as mais fracas. Fica, pois, o sistema das primeiras com cinco vogais enquanto as finais se reduzem a um sistema de três vogais. 1 Não costumam ocorrer, em contexto postônico final, as pronúncias abertas [ ] e [ ] no PB. 22

23 Ainda para Camara Jr (1977), no contexto postônico não-final, encontrado em palavras proparoxítonas, ocorre apenas o processo de neutralização entre as médias e a alta posteriores, persistindo o contraste entre a média anterior resultante de neutralização e a alta homorgânica. Baseado em palavras como fósforo e abóbora, cujas pronúncias variam (fósf[u]ro ~ fósf[o]ro e abób[u]ra ~ abób[o]ra) sem que a alternância afete o sentido, o autor postula a presença do arquifonema /U/ nesse contexto como resultado da neutralização supracitada. Por outro lado, a presença de pares análogos (pares de vocábulos que se alternam em sentido pela comutação de mais de um segmento como tráfego e tráfico) comprova a permanência da oposição entre o segmento médio anterior /E/ e a vogal alta anterior [i]. Assim, tem-se: A respeito da proposta de Camara Jr (1977), Bisol (2003; pág. 269) defende que o português se classifica como uma língua de registro terciário, sete vogais, que se reduz a registro secundário, cinco vogais, no subsistema da pretônica e a registro primário, três vogais, no subsistema da átona final. O quadro proposto por Camara Jr para as vogais postônicas não-finais, segundo a estudiosa, seria apenas uma demonstração intermediária da neutralização das vogais pretônicas e da incompletude desse processo nas postônicas finais. Concordando com a proposta do estruturalista a respeito da neutralização das pretônicas, Bisol (2003) apresenta, assim, apenas uma outra interpretação desse processo apontado pelo autor nos contextos postônicos. Fundamentada em estudos recentes, a pesquisadora afirma que o processo de neutralização das vogais átonas finais ainda apresenta flutuações caracterizadas pela ocorrência das variantes [e,o] em dialetos da Região Sul do país. Embora seja evidenciada a realização das vogais médias como altas em todo os dialetos brasileiros, alguns ainda apresentam certa resistência, 23

24 indicando que (o processo de neutralização) não chegou a sua completude: verde ~ verdi; solo ~ solu. Todavia, tendo em vista que para muitas variedades de fala é regra geral, tome-se por exemplo, o dialeto carioca (Câmara Jr., 1977) ou Porto Alegre (Vieira, 2002), essas flutuações sinalizam um processo de mudança em direção ao subsistema mais simples. (p. 271) Assim, embora se observem, ainda, realizações médias [e, o] das vogais átonas finais, a predominância do alteamento desses segmentos na maior parte dos dialetos do país indica uma tendência ao seu desaparecimento, e sua ocorrência não anula o processo fonológico de neutralização. Em outras palavras: é possível afirmar que no português brasileiro, como um todo, a neutralização da átona final é um processo em andamento no que diz respeito à opção pela vogal alta, uma vez que a variação permanece em certas comunidades. Notese, todavia, que a neutralização entendida como perda do traço distintivo entre vogais médias e altas é uma regra geral nesta posição, e que a preferência à realização da vogal alta tende a generalizar-se. O contraste fonológico fica restringido a três vogais, independentemente do alofone que se realiza. (p. 271). Enfatizados esses pontos, em sua observação a respeito das vogais postônicas não-finais, Bisol (2003) aponta algumas contradições na proposta de Camara Jr (1977): a neutralização da postônica não-final, na versão mattosiana, reduz o sistema da série posterior, criando um conjunto assimétrico, não-natural /a, u, e, i/ que na fonologia do português dificilmente se justificaria como contexto de regra e que não corresponde a nenhuma mudança de registro identificável. (BISOL, 2003: 272) Em defesa de sua proposta, a pesquisadora se utiliza da fisiologia da linguagem como referência para justificar a maior incidência de alteamento das posteriores, de estudos estatísticos de pesquisas recentes (como a de Vieira por ela citada) e de argumentos de ordem fonológica, reconhecendo que, na Língua Portuguesa, tal fato merece especial atenção por suas semelhanças com o que ocorre na sílaba postônica final: As vogais /o,u/ estão mais próximas uma da outra do que as vogais /e, i/; a elevação de /e/ na postônica não-final também se manifesta, mas em contextos diferenciados, não estando, pois, a realização como alta restrita à vogal /o/: /o/ =[u], mais frequente quando precedido de uma labial; e /e/= [i], quando precedido por uma contínua coronal [s z]; 24

25 muitas proparoxítonas são termos técnicos, o que favorece a preservação de uma pronúncia mais antiga, talvez em função do uso restrito a uma comunidade homogênea, dificultando a generalização; assim como na pretônica, não faltam exemplos que apontam para a relação entre as vogais neutralizadas e as preservadas, seja /o/ seja /e/: perolar < pérula ~ pérola; as postônicas final e não final apresentam traços idênticos no que diz respeito a características que identificam neutralizações: o contraste entre médias e altas é mantido na pretônica e na tônica; o traço anulado é o que diferencia médias de altas; o resultado é um sistema de cinco vogais variando com um de três vogais. Assim, Bisol (2003) procurou mostrar que a neutralização entre médias e altas anteriores e posteriores ocorre nos dois contextos postônicos. No entanto, no postônico não-final a resistência à generalização da realização das vogais médias fechadas como altas é maior: Em síntese, para Bisol: o que os resultados da análise estatística apontam é qu, na pauta da postônica não final, a elevação de ambas as vogais vem ocorrendo, semelhantemente ao que ocorre na átona final, embora ainda não se tenha manifestado como regra geral em nenhuma variedade do português brasileiro, diferentemente do que ocorre com a pauta final. (p ) o português brasileiro conta com duas regras de neutralização e não três como se vinha postulando. Trata-se de um sistema vocálico de sete vogais que se manifesta plenamente em posição tônica e dois subsistemas átonos de cinco e três vogais. O sistema de cinco vogais tem sua plenitude na pretônica e o sistema de três vogais na átona final. Na postônica não-final, flutuam os dois sistemas átonos, o de cinco e o de três vogais.(p.275) 25

26 3. VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS NOS FALARES DA REGIÃO SUDESTE Inúmeras são as abordagens a respeito da variação atuante no sistema vocálico do PB. Tais análises, mais concentradas nas posições átonas, enfatizam, sobretudo, as médias pretônicas, mediante a complexidade da flutuação fonética verificável nesse ambiente. Dessa temática ocuparam-se, numa perspectiva quer fonética, quer fonológica, Câmara Jr. (1970, 1977), Bisol (1981, 2003), Yacovenco (1993), Callou et al (1986, 1991), Cardoso (1999), Viegas (2001), Silva (1991), Schwindt (2002), Brandão; Cruz (2005), Marques (2006), Hora; Santiago (2006), Oliveira (2008), dentre vários outros que constam da Bibliografia deste estudo. Conforme esclarece Brandão, em texto ainda inédito (BRANDÃO, 2013, no prelo), embora se trate de um tema já focalizado por filólogos (como Paul Teyssier, Serafim da Silva Neto, Antenor Nascentes) e dialectólogos (como Amadeu Amaral, Mário Marroquim, José Aparecida Teixeira), e de a variação em contexto pretônico ser um fenômeno muito antigo em nossa língua, as abordagens sobre as vogais nessa pauta acentual intensificaram-se a partir da década de 1970, por conta do desenvolvimento, no Brasil, de estudos na linha Sociolinguística Variacionista. Pautadas em informações históricas e ou na fala de algumas localidades específicas, as primeiras pesquisas já almejavam descrever e fundamentar a latente diversidade linguística que se verifica no PB. Com a possibilidade de explicar tal diversidade a partir da aliança entre fatores estruturais e sociais, os estudos de cunho variacionista já permitem esboçar um quadro geral das motivações que presidem à implementação das variantes. Pode-se dizer que, em meio aos diversos fatores que concorrem para a variação das pretônicas, a maior frequência de uma ou de outra variante na fala das principais áreas geográficas do Brasil parece confirmar a distinção básica entre os dialetos do Norte e do Sul do país, conforme a proposta de Nascentes (1953). Confirmam, também, tal diferenciação dados recém divulgados do Projeto Atlas Linguístico do Brasil-ALIB (MOTA; CARDOSO, 2013, inédito, pág.5-6) referentes a 25 capitais de estado 2 : Em termos percentuais, encontram-se, no conjunto de capitais da região Nordeste, aproximadamente, 60% para as vogais médias pretônicas abertas. Por outro lado, as capitais das regiões Norte e Centro-Oeste situam-se em uma posição intermediária, com maior frequência das médias abertas (36%, no Norte, e 27,5%, no Centro-Oeste) do que nas capitais do Sul e Sudeste 2 Não foram analisadas a fala de Palmas, capital do estado de Tocantins, recentemente criada, bem como a de Brasília, pelo mesmo motivo. 26

27 (percentuais abaixo de 10%), mas com menor frequência do que nas do Nordeste. Os percentuais de vogais médias pretônicas fechadas, consideradas conjuntamente as anteriores e posteriores, são: 64%, na região Norte; 72,5%, na Centro-Oeste; 90,5 %, na Sul; 91,4 %, na Sudeste; e apenas 39,3 %, na Nordeste. Cf. Tabela 01. REGIÕES VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS ABERTAS FECHADAS Norte % % Nordeste ,7 % ,3 % Sul 176 9,5 % ,5 % Sudeste 210 8,6 % ,4 % Centro Oeste ,5 % ,5% Tabela 01 -Vogais médias pretônicas: resultados das capitais As autoras, mais adiante, acrescentam uma observação, em que aludem também a resultados advindos de estudos sociolinguísticos: A predominância de vogais fechadas no Pará tem sido observada por alguns pesquisadores, como se lê em Freitas (2003, p. 114), citando Nina (1991) e Vieira (1983) 3 : Os resultados de Nina (1991) sobre a variedade de Belém, capital paraense, e os indícios apontados por Vieira (1983), no seu glossário sobre variedades do Médio Amazonas e do Tapajós, regiões do Noroeste do estado, juntam elementos que levam a supor que, em relação à realização das vogais médias pretônicas, os falares do Pará aproximam-se mais dos falares do Sul e Sudeste. As capitais que integram as regiões Norte e Centro-Oeste, no entanto, apresentam comportamento distinto com relação às vogais médias pretônicas, verificando-se: (i) no Norte, a maior frequência das vogais médias fechadas em Belém (com mais de 90%) e Macapá (com 57,4% para as anteriores e 68,2% para as posteriores) e diferença menos significativa entre abertas e fechadas, em Manaus, Rio Branco, Porto Velho e Boa Vista; (ii) no Centro-Oeste, índices mais elevados de vogais médias fechadas em Campo Grande (85% para [e] e 76% para [o]) e Cuiabá (com 74% para [e] e 72% para [o]), registrando-se, em Goiânia, 61% para [e] e 57% para [o]. (MOTA; CARDOSO, 2013, inédito, pág. 6-7) Com base nos resultados apresentados na tabela 01, Brandão (2013) elaborou o mapa seguinte, que permite melhor visualizar a distribuição das variantes [e o] e [ ] pelo território brasileiro. 3 Os trabalhos citados são, respectivamente: NINA, Terezinha. Aspectos da variação fonético-fonológica na fala de Belém. Rio de Janeiro: UFRJ, 1991 e VIEIRA, Maria de Nazaré. Aspectos do Falar Paraense: fonética, fonologia e semântica. Belém: UFPA,

28 Figura 1: Projeto ALiB: médias anteriores e posteriores consideradas em conjunto na fala de 25 capitais brasileiras Fonte: BRANDÃO(2013) com base em MOTA; CARDOSO (2013, inédito) Segundo Teyssier (1980, pág ), em posição pretônica, o brasileiro conservou o antigo timbre de e e o dizendo pegar com [e] e morrer com [o]. A realização dessas pretônicas, fechada no Centro-Sul, é aberta no Norte e no Nordeste. É notório ressaltar, no entanto, o equívoco de defender que a presença de uma vogal implica a exclusão da outra, sobretudo nas localidades que integram a Região Norte já que, conforme ressalta Silva (1991, pág.320): mesmo os relatos mais antigos sobre as pretônicas nordestinas revelam realizações fechadas ao lado das abertas. Em se tratando de um estudo que focaliza parte da fala fluminense, concentrando-se em dados da Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, considera-se interessante abordar investigações de cunho sociolinguístico sobre a fala dos quatro Estados que integram a Região Sudeste. Nesse sentido, a fim de estabelecer um quadro comparativo sobre o fenômeno variável em foco com base em resultados propostos não só para outras áreas do Estado do Rio de Janeiro, mas também para São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais, justifica-se essa restrição. Assim, serão descritos aspectos concernentes às pronúncias capixaba, mineira e paulista, respectivamente, para, ao final, focalizar o Estado do Rio de Janeiro. 28

29 3.1 Um falar do Espírito Santo No que concerne ao fenômeno variável no Estado do Espírito Santo, conhece-se apenas a pesquisa de Celia (2004) sobre o Município de Nova Venécia. Figura 2: Localização de Nova Venécia, no Espírito Santo Fonte: pt.wikipedia.org A autora focaliza a fala capixaba culta, em que predominam as vogais médiofechadas [e] e [o], respectivamente com 70% e 57% de frequência -, restringindo os dados a nove informantes do sexo feminino, de nível superior de escolaridade, residentes no supracitado município. Analisa ocorrências de vogais pretônicas, a partir das quais efetiva um confronto significativo entre os fenômenos do alteamento e do abaixamento de /E/ e de /O/, estabelecendo, para cada um, condicionamentos linguísticos e extralinguísticos. A Tabela 1 proporciona uma visão geral dos índices encontrados para os dois processos focalizados na referida amostra, Tabela 1: Índices de alçamento e abaixamento de médias pretônicas na fala de Nova Venécia, Espírito Santo, segundo Celia (2004) Alteamento Abaixamento Perc. Oco. Perc. Oco. Pretônica /e/ 14% 240/ % 250/1548 Pretônica /o/ 20% 259/ % 212/904 29

30 Como se depreende dos resultados expostos acima, embora ambos os fenômenos se mostrem pouco influentes na fala da comunidade, o abaixamento se destaca no âmbito da vogal tanto anterior quanto posterior, em comparação com o alçamento. Nesse sentido, Celia (2004) entende que o dialeto capixaba pode ser interpretado como uma área de transição entre os falares do Sul e do Norte do Brasil, uma vez que nele se percebe a flutuação entre as pronúncias médias baixas, médias fechadas e altas. Tal comportamento parece resultar, principalmente, da assimilação do traço de altura da vogal da sílaba seguinte, independentemente da sua tonicidade, como ilustram as tabelas adiante. Tabela 2: Índices de alçamento e abaixamento de /e/ e de /o/, de acordo com o traço de altura da vogal tônica, em Celia (2004) Vogal pretônica Vogal tônica Alçamento Vogal anterior Vogal posterior Perc. Oco. p.r. Alta anterior 36% 156/ Alta posterior 17% 8/46.27 Média anterior e posterior 6% 45/ Baixa 5% 31/ Alta anterior 32% 96/ Alta posterior 18% 7/37.55 Média anterior e posterior 19% 94/ Baixa 14% 62/ Tabela 3: Índices de abaixamento de /e/ e de /o/, de acordo com o traço de altura da vogal tônica, em Celia (2004) Vogal pretônica Vogal tônica Abaixamento Vogal anterior Vogal posterior Perc. Oco. p.r. Alta anterior e posterior 2% 10/ Média alta anterior e posterior 6% 33/ Média baixa anterior e posterior 79% 68/86.98 Baixa 25% 139/ Alta anterior e posterior 7% 16/ Média alta anterior e posterior 9% 24/ Média baixa anterior e posterior 63% 51/80.94 Baixa 33% 121/

31 Por essa razão, tanto as realizações altas quanto as baixas em Nova Venécia são relacionadas, principalmente, ao processo de harmonização vocálica. Dito de outra forma, enquanto o alteamento das vogais médias pretônicas, assim como nos demais dialetos, tem como principal fator favorecedor a presença de uma vogal alta na sílaba seguinte, (...) o abaixamento das médias (...) tem como principal favorecedor a presença de uma vogal baixa na sílaba seguinte. (CELIA, 2004, pág.105). Aliadas a essa variável, quanto ao processo de elevação, ressaltam-se, ainda, o travamento por consoante nasal, o tipo de atonicidade da vogal, a estrutura da sílaba em que se encontram e, ainda, as consoantes que as cercam. Por outro lado, no que tange ao abaixamento, sobressaíram apenas o fato de a vogal ser uma átona permanente ou eventual e, ainda, o ponto de articulação das consoantes adjacentes. A fim de melhor retratar cada um desses aspectos, serão, primeiramente, descritas as variáveis referentes ao alçamento, para, posteriormente, serem discutidas as características relacionadas ao outro processo. Na medida em que os resultados encontrados para a harmonização já foram devidamente apresentados, a Tabela 4 focaliza a influência da nasalidade/oralidade da vogal alvo no processo de elevação. Tabela 4: Índices de alçamento de /e/ e de /o/ em função da nasalidade da vogal alvo, em Celia (2004) Pretônica /e/ Pretônica /o/ Perc. Oco. P.R. Perc. Oco. P.R. Oral 11% 179/ % 192/ Nasal 30% 61/ % 67/ Com base nesses resultados, Celia (2004, pág. 105), postula comportamentos contrários, a depender da natureza da vogal alvo. Em consonância com outras abordagens sobre o tema, a autora afirma que a nasalidade da vogal pretônica é fator bastante relevante na aplicação da regra de alteamento. As vogais nasais tendem a favorecer o alteamento de E, enquanto O alteia mais quando oral. No que se refere à atuação do tipo de sílaba em que se insere a vogal alvo e à aplicação da regra de alçamento, a investigação considera o contraste entre presença e ausência de travamento. Cumpre salientar, todavia, que esses dados não contemplam vogais médias iniciais nem os casos de coda preenchida por /S/ ou /N/, por seu caráter comprovadamente categórico ou semicategórico. Tal exclusão restringe os dados às 31

32 ocorrências de coda preenchida por /R/, ambiente que, em contraste com as sílabas abertas, se mostra pouco influente tanto para /e/ quanto para /o/: Tabela 5: Índice de alçamento das pretônicas médias, de acordo com a estrutura silábica, em Celia (2004) Pretônica /e/ Pretônica /o/ Perc. Oco. P.R. Perc. Oco. P.R. Sílaba aberta 16% 211/ % 215/ Sílaba travada 6% 29/ % 44/ Assim, percebe-se que a estrutura da sílaba em que se encontra a vogal pretônica também é um fator relevante para o alteamento. As sílabas abertas CV favorecem o alteamento e as sílabas travadas CVC o inibem (CELIA, 2004, pág. 105). Restam, ainda, três variáveis que contribuem para a passagem de uma vogal média a alta na norma capixaba em foco. São elas: a atonicidade da vogal pretônica e o ponto de articulação das consoantes precedente e seguinte. Mais precisamente, os dados revelam que As vogais átonas permanentes são o ambiente favorecedor da aplicação da regra de alteamento tanto de Ε (.60) quanto O, (.71) que também se mostrou favorecido pela vogal de atonicidade casual variável (.58). As consoantes que favorecem o alteamento de E são a palatal (.69) e bilabial precedentes (.60) e a velar seguinte (68). Já para O, mostraram-se favorecedoras a palatal (.56) e a velar (.67) precedentes, além da labiodental seguinte (59). Destaca-se, no entanto, que, para os casos referentes à redução vocálica, os ambientes que mais sobressaíram, de fato, correspondem a itens como maioria (.83) e Caetano (.90), em que precedendo a vogal alvo não há consoante alguma. Além disso, casos como campeonato e teoria, em que se verifica a ausência de segmento consonantal sucedendo a vogal alvo, também parecem determinar o alçamento, atingindo, respectivamente, os índices.95 e.94. (CELIA, 2004, pág. 69) Este comportamento é perfeitamente esperado, na medida em que é uma tendência da língua portuguesa a redução dos hiatos. Cumpre, agora, salientar as características que se mostraram determinantes para a ocorrência da média baixa. A respeito desse processo, Celia (2004, pág. 106) enfatiza: 32

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