na Cultura de Soja Manejo de Plantas Daninhas 5/24/2011 Interferência das plantas daninhas em soja

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1 Manejo de Plantas Daninhas na Cultura de Soja Prof. Pedro J. Christoffoleti Interferência das plantas daninhas em soja Competição - perdas de produção de até 80% Redução na qualidade dos grãos Maturação desuniforme dos grãos Hospedam pragas e doenças Dificultam a operação da colheita 24/05/ O período de matocompetição nas culturas varia: Fatores que afetam o grau de interferência entre as culturas e as plantas daninhas (Adaptado de Bianchi, 1998) Kenezevic et al. (1999) época do estabelecimento da cultura em relação às infestantes Ambiente Período de convivência Vandevender et al. (1997) Plantas daninhas que emergem mais tarde do que as plantas de soja exercem menor impacto no rendimento final da cultura Cultivar Espaçamento Densidade Época de semeadura Soja Planta daninha Densidade Espécie Distribuição Agressividade Plantas daninhas que emergem mais cedo são melhores competidoras por recursos do ambiente Semeadura Colheita Grau de interferência (perdas de produção)? Matocompetição? Qualquer fator que diminua a competitividade da soja, aumenta o período de matocompetição 1

2 Estratégias de manejo em soja convencional Estratégias de manejo em soja Transgênica Dessecação Manejo de herbicidas na cultura Mato-competição Pós-colheita Dessecação Manejo de herbicidas na cultura Mato-competição Pós-colheita S VE VC V1 V2 V3 V4 V5 V6 V7 V8... R S VE VC V1 V2 V3 V4 V5 V6 V7 V8... R Pré-emergente Intervalo entre dessecação e semeadura Pós-precoce: C - Até 1 folha FL - Até 2 folhas G - Não perfilhada Pós-normal: C - Até 2 a 3 folhas FL - 4 a 6 folhas G - 1 a 3 perfilhos Pós-Tardia: C - Até 5 a 6 folhas FL - > 6 folhas G - > 3 perfilhos Rotação de culturas Intervalo entre dessecação e semeadura Pós-precoce: 1ª aplicação Pós-normal: 2ª aplicação Pós-Tardia: 3ª aplicação (?) Rotação de culturas A boa dessecação permite: Semeadura/germinação/emergência melhores Vantagem competitiva da soja sobre as plantas daninhas Utilização racional de máquinas e mão-de-obra 2

3 22/05/ :35 Falhas de bicos Melhor herbicida é a cultura bem implantada Em cultura mal implantada não há herbicida que proteja a produtividade 10 Negligência na dessecação resulta em cultura no mato Como evitar a emergência e matocompetição precoce das plantas daninhas? Falhas na dessecação Amendoim-bravo Pré-plantio Mato-competição S VE VC V1 V2 V3 V4 V5 V6 V7 V8... R1 Glyphosate isolado Planta rebrotada por falha na dessecação Pré-plantio S Matocompetição VE VC V1 V2 V3 V4 V5 V6 V7 V8... R1 Glyphosate + residual 3

4 22/05/ :45 Controle (%) - 28 DAA Controle (%) - 28 DAA Controle (%) - 28 DAA Controle (%) - 28 DAA Controle (%) - 28 DAA 22/05/ :45 Estratégia da mistura de glyphosate com residual: Vantagens Reduz o custo da tecnologia de aplicação Potencialmente aumenta o espectro de controle Vantagem competitiva da soja em relação à pl. daninha Soja transgênica glyphosate em pós-seletivo: Maior flexibilidade no tempo de aplicação Redução do número de aplicações Plantas daninhas em pós-precoce redução de doses Baixa cobertura de palhada permite germinação precoce das plantas daninha Condição ideal para uso de residual em associação com o glyphosate A Uma folha 90 Em áreas de alta infestação de plantas daninhas 1. Comece com o campo no limpo sem planta daninha 2. Semear soja em espaçamentos mais adensados 3. Usar herbicidas residuais associados ao glyphosate Glyphosate (g ha -1 ) B Duas folhas 4. Usar glyphosate na dose certa e no momento correto Glyphosate (g ha -1 ) 110 C Quatro folhas Plantas daninhas de difícil controle D Seis folhas Dose x estádio crescimento (tamanho adequado de aplicação) 2. Aplicações seqüenciais pode ser necessário para controle de novos fluxos, especialmente em soja com espaçamentos largos Glyphosate (g ha -1 ) Glyphosate (g ha -1 ) E Oito folhas e sete ramos laterais 16 Glyphosate (g ha -1 ) 4

5 22/05/ :45 Tolerância da trapoeraba ao glyphosate: Tolerância da corda-de-viola ao glyphosate Vargas et al. (2001) insensibilidade da EPSPs alvo do glyphosate Santos et al. (2001) diferenças morfológicas e fisiológicas implicam em menor translocação do glyphosate Monqueiro, I. grandifolia - tolerância ao glyphosate se deve a baixa translocação do herbicida Monqueiro & Christoffoleti (2002) absorção reduzida do glyphosate devido a composição química das ceras e maior metabolismo do herbicida Santos et al. (2002) grandes e numerosos grãos de amido, que torna mais lenta a translocação simplástica do glyphosate (C. difusa x C. Benghalensis) Procópio et al I cairica: grande espessura da cutícula da face adaxial e alto teor de cera epicuticular = Problemas de absorção de herbicida hidrofílicos Para minimizar riscos de seleção de plantas tolerantes e resistentes 1. Recomenda-se a rotação de culturas 2. Levantamento das infestações antes e após a dessecação Programas de controle em áreas de alta infestação de plantas daninhas (SEQUENCIAL) 3. Comece sempre com o campo limpo (2,4-D e outros para controle de folhas largas de difícil controle) 4. Dose correta do herbicida residual em mistura com o dessecante 5. No controle seletivo nunca aplique após a pl. daninha atingir 20 cm 4,0 L/ha 1,5 L/ha 1,0 L/ha 6. Fique atento para a necessidade de aplicações adicionais de glyphosate na cultura infestações tardias aumentam o banco de sementes no próximo ciclo 7. Limpeza de equipamentos no transporte entre campos 8. Necessidade de relatar falhas 19 24/05/

6 Programa de controle em área com alta infestação de trapoeraba (SEQUENCIAL) Programas de controle de daninhas em soja tolerante ao glifosato com uma única aplicação 4,0 L/ha 2,0 L/ha 1,5 L/ha Pré-emergente Glifosato Semeadura V3 V4 24/05/ /05/ Programa para controle daninha em soja convencional Programa para controle daninha em soja convencional em sistema direto PPI POS-Emergente Preparo do solo Semeadura V3 V5 24/05/ /05/

7 % da produção potencial (testemunha) Manejo de Plantas Daninhas para a Cultura de Milho Dessecação Pos-Emergente Semeadura V3 V5 24/05/ Prof. Associado Pedro Jacob Christoffoleti Área de Biologia e Manejo de Plantas Daninhas Departamento de Produção Vegetal USP - ESALQ A interferência das plantas daninhas na cultura do milho iniciase a partir dos 15 dias após a emergência Redução do rendimento pode ser > de 80% da produtividade potencial 120 V 2 V 7 KOZLOWSKI, L.A. - FEGA/PUCPR, Fazenda Rio Grande PR, Milho no limpo DAE O milho deve permanecer no limpo entre V2 e V7 ou 15 e 50 dias após a emergência O controle precoce das plantas daninhas evita perdas por mato competição 7

8 pré-emergente pós-emergente Recomendação Momento de aplicação Folhas largas Corda-de-viola (Ipomoea grandifolia) Caruru (Amaranthus spp) Picão-preto (Bidens pilosa) Leiteiro (Euphorbia heterophylla) Resistentes aos herbicidas inibidores da ALS Aplicação Milho V2 a V6 2 Principais plantas dainhas Folhas estreitas Capim-colchão (Digitaria horizontalis) Capim-colonião (Panicum maximum) Capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) Capim-carrapicho (Cenchrus equinatus) Capim-marmelada (Brachiaria plantaginea) Trapoeraba (Commelina benghalensis) 37,6 Evolução da importância das 5* principais Folhas Largas e Trapoeraba no milho nos últimos 10 anos 44,0 41,1 Verão Safrinha Total 41,1 50,8 46,2 48,7 54,3 51,4 Principais vantagens e desvantagens dos herbicidas residuais seletivos (pré-emergentes) Vantagens Evita a matocompetição precoce Permite programas de reaplicação em pós-emergência em caso de falhas ( escapes ) Amplo espectro de controle de plantas daninhas 2000/ / /10 * Picão Preto, Corda de viola, Leiteiro, Trapoeraba, Guanxuma Fonte: Desvantagens Depende de um levantamento prévio da infestação de plantas daninhas Eficácia do herbicida pode ser afetada pela palhada em áreas de plantio direto O herbicida sofre influência das variações nas condições edáficas e climáticas 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 32 8

9 K ow e a solubilidade em água de herbicidas aplicados na cultura de milho Diketonitrilo DKN herbicida Solubilidade em água Herbicidas K ow (mg/l = ppm) Pendimethalin ,3 Atrazine ,0 Isoxaflutole (DKN) 208 (2,5) 6,2 (326) S-metolachlor 3, Imazapic (imazapyr) 0,01 (1,3) (11.272) Amicarbazone Solo seco (Pró-herbicida) Solo úmido (Herbicida) Hidrólise não enzimática Isoxaflutole - IFT Kow = 208 Solubilidade em água = 6,2 ppm Diketonitrilo - DKN Kow = 2,5 Solubilidade em água = 326 ppm 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 33 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 34 Testemunha Protetores de plantas (safeners) X Efeito Fitotóxico de Herbicidas em Milho Safeners: Compostos que alteram a fisiologia das plantas, reduzindo a ação de herbicidas. Exemplos de protetores no Brasil Área tratada com isoxaflutole 60 DAT Anidrido naftálico: isoxaflutole em milho Benoxacor: metolachlor em milho Dietolathe, phorate e disulfoton: clomazone em algodão 24/05/2011 Efeito Pedro recarregável J. Christoffoleti 35 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 36 9

10 Principais Herbicidas pré-plantio para a Cultura de Milho (herbicidas dessecantes) Mistura de glyphosate + carfentrazone no controle de Ipomoea acuminata (Corda-de-viola) Herbicidas Formulação (g/l) Doses (L ou kg/ha) Amonium glufosinate 200 1,5 2,0 Carfentrazone-ethyl Glyphosate 360 1,0 5,0 Paraquat 200 1,5 3,0 Glyphosate 360 (2,0 L/ha) Glyphosate 360 (3,0 L/ha) Carfentrazone (0,05) + glyphosate (2,0 L/ha) + Dash (0,25%) 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 37 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 38 Testemunha glyphosate 720 g i.a./ha 10

11 glyphosate (720 g i.a./ha) + carfentrazone-ethyl (40 g i.a./ha) Principais Herbicidas pós-emergentes seletivos para a Cultura de Milho Herbicidas Formulação (g/l) Doses (L ou kg/ha) Atrazine + inertes ,0 6,0 Imazapic + imazapyr ,100 Mesotrione 480 0,3 0,4 Nicosulfuron 40 1,25 1,5 Tembotrione 420 0,240 Glyphosate (milho RR) 360 1,0 2,0 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 42 Qual é a dose correta? Estádios ideais de aplicação da planta daninha Melhor controle + mínimo de injúria para a cultura Dose depende: Espécies de planta daninha Capim-marmelada Leiteiro Estádio da planta daninha Tolerância da cultura controle injúria Aspectos econômicos e ambientais Capim-colchão Corda-de-viola 43 11

12 Estádios ideais de aplicação da planta daninha Trapoeraba Capim-pé-de-galinha Principais vantagens e desvantagens dos herbicidas pós-emergentes seletivos Vantagens Escolha do herbicida de acordo com a infestação Ajuste de doses de acordo com o estádio de crescimento Permite correções de escapes da pré-emergência Independe da presença de palhada na superfície do solo Desvantagens Necessidade de aplicação no estádio correto da planta daninha Seletividade de alguns herbicidas é dependente do híbrido Possibilidade de fitotoxicidade Possíveis interações negativas na seletividade para a cultura quando aplicado com outros defensivos 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 46 Herbicida seletivo x Tratamento seletivo Interações das condições que afetam a seletividade O correto é dizer que o tratamento é seletivo A seletividade é uma característica relativa As injúrias ocorrem sob certas condições ou se a dose é muito alta (erro de dose) Herbicida Clima Cultura Tecnologia de aplicação Tipo de solo Tratamento seletivo para a cultura 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 47 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 48 12

13 Questionamentos importantes para os herbicidas pósemergentes seletivos em milho Seletividade diferencial para os híbridos e variedades de milho (tolerância das plantas de milho). Época de aplicação do herbicida em relação ao estádio fenológico da cultura Estádio ideal de desenvolvimento da planta daninha para maior eficácia do herbicida (suscetibilidade da planta daninha). Utilização das sulfoniluréias em milho (nicosulfuron) Consultar lista de híbridos e variedades recomendadas para tratamento com o herbicida; Dose para cada híbrido ou variedade; Aplicação entre 2 a 6 folhas; Não deve ser misturado com inseticidas organofosforados; Observar o intervalo de 7 dias entre as adubações de cobertura nitrogenada e a aplicação do herbicida 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 49 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 50 Híbrido de milho e a sensibilidade ao nicosulfuron Peixoto & Ramos (2002) Híbridos letais parentais sensíveis. Híbridos intermediários tolerantes, porém dependendo da dose e fatores ambientais e de manejo podem apresentar ou não fitotoxicidade. Híbridos tolerantes parentais tolerantes, não exibem sintomas de fitotoxicidade ( fito oculta ). Callisto mesotrione Histórico Foi descoberto em em 1977 quando um biólogo da Zêneca observou que poucas plantas daninhas cresciam sob o arbusto ornamental escova de garrafa (Callistemon citrinus). Análise do solo na projeção da copa revelou a presença de leptospermone. Trabalhos de laboratório levaram a síntese de mesotrione (100 x mais ativo que o leptospermone) Registrado em 2002 para o controle de folhas largas e gramíneas anuais em milho Família Myrtaceae Orígem Oeste da Austrália 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 51 13

14 Vantagens do mecanismo de ação Tembotrione Velocidade de ação: Rápida absorção e translocação. Interferência imediata sobre o metabolismo da planta sensível. Interrupção imediata da matocompetição Mecanismo de ação inibição da biossíntese de caroteno Espectro de controle Folhas Largas: 4 6 folhas - Ideal 4 folhas Folhas Estreitas: 4 folhas 1 perfilho - Ideal 1 perfilho Mistura com atrazine - 2,0 L/ha Híbridos/cultivares - Não há restrição Óleo - Aureo 1,0 L/ha no tanque é recomendável para melhora da eficácia Adubação Nitrogenada: Sem restrição Adubo Foliar: Evitar mistura com sulfato de Zn 53 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 54 Considerações finais O melhor herbicida é a própria cultura (dianteira competitiva) O nível tecnológico e competitivo exige aplicação de herbicidas Porém, o herbicida não é a solução para o problema Necessidade de integrar as práticas culturais Manejo otimizado une medidas culturais, às características específicas das plantas daninhas e ao controle químico Dinâmica do BS e padrões de recrutamento das pl. daninhas condicionam a seleção de herbicidas no sistema produtivo Não há regra específica de quais herbicidas e quando aplicar Receitas resultam em erros que comprometem o manejo Parâmetros a serem considerados: Comunidade infestante e histórico de manejo adotado Disponibilidade de herbicidas Período de mato-competição Custo e impacto ambiental MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DE DE FEIJÃO Pedro J. Christoffoleti 24/05/2011 Pedro J. Christoffoleti 55 14

15 FEIJÃO NO BRASIL 3 safras distintas (SP) Feijão - 1 safra ( 46,4% da produção) Semeadura de agosto a outubro (feijão das águas) Feijão - 2 safra ( 39,0% da produção) Semeadura de fevereiro a abril (feijão das secas) Feijão - 3 safra ( 14,6% da produção) Semeadura de maio a julho (feijão de inverno) FEIJÃO NO BRASIL Adaptado de Stone e Sartorato, 1994 Manejo da vegetação CICLO DO FEIJOEIRO COMUM V 3 R 6 Dessecação Características do Feijoeiro x Plantas Daninhas - Baixa capacidade competitiva (Metabolismo C 3 ); - Sistema radicular superficial; - Porte baixo (± 50 cm); Phaseolus vulgaris L. - Hábito de crescimento (variedades tipo I, II e III) Vigna unguiculata L. - Crescimento inicial lento (até V3); - Brasil 3 épocas semeadura (região, clima, irrigação); 1ª ( águas ago/set) folhas largas, 2ª ( seca jan/fev) folhas estreitas, 3ª ( de inverno abr/mai) folhas largas. PCPI Período total de prevenção da interferência (PTPI) Mato-competição = perdas até 90%; Reduzem a qualidade dos grãos; Maturação desuniforme dos grãos; Hospedam pragas e doenças; Dificultam a operação da colheita; 15

16 Período Anterior a Interferência - PAI Período Crítico de Prevenção a Interferência - PCPI Kozlowski, ª folha trifoliolada a R 6 (Woolley et al., 1993) V 3 a R 8 (Ngouajio et al., 1997) 5% PAI 5% PAI PCPI PTPI (Fonte: Kozlowski, 2002) V 0 V 1 V 2 V 3 V 4 R 5 R 6 R 7 R 8 R 9 PC V 0 V 1 V 2 V 3 V 4 R 5 R 6 R 7 R 8 R 9 PC Período de Convivência e Controle Métodos de controle Condição A Condição B Físico e Mecânico Cultural Condição A - susceptibilidade a comunidade infestante Prováveis motivos: - cultura semeada em época inadequada; - espaçamento muito largo; - adubação deficiente; - cultivar com baixa competitividade Químico Controle da Interferência Condição B - susceptibilidade a comunidade infestante Provavéis motivos: - cultura bem implantada; 16

17 Controle químico CONTROLE QUÍMICO Pré plantio Pré emergente Pós emergente Dessecação Dessecação Pré-plantio ou manejo do solo Aplicação Pré-emergente Controle de gramíneas com pré-emergentes ( sucesso); Folhas largas, normalmente pós-emergentes com sintomas de fitointoxicação, com recuperação rápida sem afetar produção. Herbicidas registrados para a cultura do feijoeiro no Brasil, divididos por cores de alerta de resistência e algumas alternativas de rotação de mecanismos de ação. DESSECAÇÃO DE ÁREA PARA SEMEADURA Nome comum Nome comercial Mecanismo Dose p.c. Modo de Plantas controladas de Ação (L ou kg/ha) Aplicação* Imazamox Sweeper 70 DG ALS 0,04-0,06 POS Mono e Dico Bentazon + Imazamox Amplo FSII + ALS 1,0 POS Mono e Dico Clethodim Select 240 ACCase 0,35-0,45 POS Mono anuais e perenes Clethodim + Fenoxaprop-p-ethyl Podium S ACCase 1,0 POS Monocotiledôneas Diclofop-methyl Iloxan CE ACCase 3,0 POS Monocotiledôneas Fenoxaprop-p-ethyl Rapsode ACCase 1,0 POS Monocotiledôneas Fluazifop-p-butyl Fusilade 250 EW ACCase 0,5-1,0 POS Monocotiledôneas Haloxyfop-methyl Verdict R ACCase 0,3-0,4 POS Monocotiledôneas Quizalofop-p-ethyl Targa 50 CE ACCase 1,5-2,0 POS Monocotiledôneas Quizalofop-p-terfuyl Panther 120 CE ACCase 0,5-1,0 POS Monocotiledôneas Sethoxydim Poast ACCase 1,0-2,0 POS Monocotiledôneas Tetraloxydim Aramo 200 ACCase 0,375-0,5 POS Monocotiledôneas S-metholachlor Dual Gold 1,25 PRE Mono e Dico Pendimethalin Herbadox 500CE 1,0-3,0 PPI Mono e Dico Premelin 600 CE Inib. Cresc. 3,0-4,0 PRE Trifluralin Trifluralina Nortox Inicial 1,20-2,4 PPI Mono e Algumas Dico Trifl. Nortox Gold 1,8-2,4 PRE Acifluorfen-sódio Bazer Sol PROTOX 0,5 + 0,5 L POS Dico Fomesafen Flex PROTOX 0,9-1,0 POS Dico Flumioxazin Sumisoya PROTOX PREs e POSd Mono anuais e perenes Fluazifop-p-butyl + Fomesafen Robust ACCase + 0,8-1,0 POS Mono e Dico PROTOX Bentazon Basagran 600 FSII 1,20 POS Dico e ciperáceas Bentazon + Paraquat Pramato FS II + FS I 1,50-3,00 POS Mono e Dico Paraquat Gramoxone 200 FS I 1,5-3,0 PREs Mono e Dico Diquat Reglone FS I 1,0-2,0 PREs e POSd Dico Amônio-glufosinato Finale GS 1,80-2,00 POSd Mono e Dico BOA DESSECAÇÃO - PRIMEIRO PASSO DO BOM MANEJO *PRE = pré-emergência da cultura e plantas daninhas; POS = pós-emergência da cultura e plantas daninhas; PPI = pré-plantio incorporado; PREs = Pré-semeadura; PÓSd = dessecação 17

18 HERBICIDAS INDICADOS PARA CULTURA DE FEIJÃO NO BRASIL Nome técnico Paraquat 1 Nome comercial Gramoxone 200 Concentração Dose kg i.a.ha -1 L p.c.ha -1 Recomendação 200 0,2-0,4 1,0-2,0 Monocotiledôneas. anuais. 2,4-D amina Diversos - 0,7-1,1 - Dicotiledôneas anuais. 0,4-0,6 Paraquat + Diuron 1 Gramocil ,2-0,3 2,0-3,0 Sulfosate Zapp 480 0,48-0,96 1,0-2,0 Glifosate Paraquat + Diuron 1 com 2,4-D amina Sulfosate com 2,4-D amina Glifosate com 2,4-D amina Roundup e OM Gramocil FOCO NA DESSECAÇÃO 480 0,48-0,96 1,0-2,0 0,4-0,6 + 0,2-0,3 Diversos - 0,7-1,1 - Zapp 480 0,48-2,4 1,0-5,0 Diversos - 0,7-1,1 - Roundup 480 0,48-2,4 1,0-5,0 Diversos - 0,7-1,1 - Mono e dicotiledôneas anuais, exceto guanxumas, leiteiro, buva, poaia-docampo e maria-mole. Mono e dicotiledôneas anuais, exceto trapoeraba e poaia do campo. Mono e dicotiledôneas anuais, exceto trapoeraba e poaia do campo 2,0-3,0 Controle de mono e dicotiledôneas anuais. Mono e dicotiledôneas Mono e dicotiledôneas APLICAÇÃO DE PRÉ-EMERGENTE Ocorre após semeadura e antes da emergência Uso de herbicidas residuais S-metolachor, pendimenthalin, trifluralina Rodrigues & Almeida, 2005 S-metolachlor (1,25 L) Pendimenthalin (1,50 a 3,0 L) Trifluralina (3,0 a 6,0 L) Restrições em solos arenosos Graminicida na dose utilizada Preferencialmente em PPI Preferencialmente em PPI Algumas formulações em pré Rodrigues & Almeida, 2005 FITOTOXICIDADE INICIAL APLICAÇÃO DE PÓS-EMERGENTES Momento para aplicação: v2 a v5 Principais herbicidas utilizados: FLEX - fomesafen BASAGRAN - bentazon FUSILADE - Fluazifop-p-butil Kleffmann, 2006 APLICAÇÃO DE PRÉ-EMERGENTE PPI RESIDUAL NA DESSECAÇÃO INFORMAÇÃO SOBRE CULTIVARES???? Associação muito comum em tanque: FLEX - fomesafen BASAGRAN - bentazon FUSILADE - Fluazifop-p-butil 18

19 APLICAÇÃO DE PÓS-EMERGENTES Graminicidas Select (clethodim) - 0,35 a 0,45 L/ha Podium S (clethodim + fenoxaprop) - 1,0 L/ha Iloxan (diclofop) - 3,0 L/ha Starice (fenoxaprop) - 0,8 a 1,0 L/ha Verdict (haloxyfop) - 0,3 a 0,5 L/ha Targa (Quizalofop) - 1,5 a 2,0 L/ha Poast (sethoxydim) - 1,0 a 2,0 L/ha Aramo (tepraloxydim) - 0,375-0,5 L/ha APLICAÇÃO DE PÓS-EMERGENTES Latifolicidas Blazer (acifluorfen) - 0,5 + 0,5 L/ha (Seqüencial) Volt (acifluorfen + bentazon) - 1,2 a 1,5 L/ha Basagran (bentazon) - 1,2 L/ha Amplo (bentazon + imazamox) - 1,0 L/ha Pramato (bentazon + paraquat) - 1,5 a 2,5 L/ha Flex (fomesafen) - 1,0 L/ha Sweeper (imazamox) - 40 a 60 g/ha Piracicaba-SP AGO/2010 Piracicaba-SP AGO/2010 APLICAÇÃO DE PÓS-EMERGENTES ÚNICA OU SEQÜENCIAL (LATIFOLICIDAS) Alternaria oportunista FITOTOXICIDADE DE PÓS-EMERGENTE LATIFOLICIDA CULTURA FECHADA E-V2 V2 V3 V4 V5-Vn Aplicação única Aplicação Seqüencial FLORESCIMENTO Necrose e amarelecimento foliar Encarquilamento da borda da folha 19

20 DESSECAÇÃO DO FEIJOEIRO EM PRÉ-COLHEITA Porque? Possibilitar que as vagens sequem mais rapidamente e de forma uniforme VAGENS SECAS PERMITE PROCESSAMENTO E ENSACAMENTO DO FEIJÃO MAIS RÁPIDO Quando? Realizada quando 50% das folhas estiverem amarelas e/ou 70% da vagens secas. DESSECAÇÃO DO FEIJOEIRO EM PRÉ-COLHEITA MOMENTO ADEQUADO DESSECAÇÃO DO FEIJOEIRO EM PRÉ-COLHEITA HERBICIDAS UTILIZADOS Finale (amônio glufosinato) - 1,5 L/ha (Feijão grão) Finale (amônio glufosinato) - 2,0 L/ha (Feijão semente) Gramoxone (paraquat) - 1,5 a 2,0 L/ha (Sem recomendação) Reglone (diquat) - 1,5 a 2,0 L/ha (Recomendação) Glifosato - 4,0 L/ha (Sem recomendação) 20

21 Pedro J. Christoffoleti ESALQ USP Professor Associado Área de Biologia em manejo de plantas daninhas Christoffoleti, P.J. Principais regiões produtoras de algodão no país Manejo de Herbicidas para a Cultura do Algodoeiro Introdução Nova Fase da cotonicultura brasileira: Regionalização da produção condições edafo-climáticas favoráveis. Região dos cerrados Emprego de alta tecnologia Aumento significativo na produtividade e qualidade da fibra Objetivo do manejo de plantas daninhas Colheita no limpo Colheita no mato No entanto, a planta de algodão: Metabolismo do tipo C3 Pequena taxa de crescimento inicial Sensível a mato-competição - redução de até 90% da produção Mato-interferência começa 12 a 30 dias após a emergência 84 21

22 Herbicidas de pré-semeadura de manejo - PS manejo Herbicidas de pré-plantio Distribuição percentual de utilização de herbicidas de manejo para implantação da cultura do algodão em sistema de plantio direto no Brasil (2004) Fonte: SINDAG, A boa dessecação Distribuição percentual de utilização de herbicidas de manejo para implantação da cultura do algodão em sistema de plantio direto no Brasil (2004) Vantagem competitiva da cultura sobre as plantas daninhas (dianteira competitiva)

23 Semeadura Plantio direto em área de milheto Plantio direto em área de capim-braquiária Vantagem competitiva da cultura 89 Vantagem competitiva da cultura 90 Distribuição percentual de utilização de herbicidas préemergentes e ppi na cultura do algodão no Brasil (2004) Época 1 Pré, área total Possibilidades de uso do diuron Época 2 Pré, jato dirigido Semeadura de soja, milho, feijão, etc.??? Efeito residual para culturas em sucessão??? Fonte: SINDAG, Meia-vida 120 a 160 dias Possibilidade de resíduo para culturas em sucessão Depende da umidade após aplicação solo seco menor degradação solo úmido maior degradação microbiana Depende do teor de argila e M.O.S. solos argilosos e de alto teor de m.o.s. > residual solos arenosos não adianta aumentar a dose 92 23

24 Seletividade de posição do herbicida diuron Clomazone Necessidade do uso de safeners Superfície do solo Sementes de pl. daninhas germináveis Semente de algodão Região onde o herbicida permanece na solução do solo para proporcionar seletividade de posição Safeners: Compostos que alteram a fisiologia das plantas, reduzindo a ação de herbicidas Exemplos no Brasil: Anidrido naftálico: isoxaflutole em milho Benoxacor: metolachlor em milho Dietolathe, phorate e disulfoton: clomazone em algodão Distribuição percentual de utilização de herbicidas pósemergentes graminicidas na cultura do algodão no Brasil (2004) Distribuição percentual de utilização de herbicidas pósemergentes latifolicidas na cultura do algodão no Brasil (2004)

25 Trifloxysulfuron Envoke Pyritiobac Staple Aplicação em área total com no mínimo 5 folhas até 60 dias antes da colheita Controla ciperáceas e diversas folhas largas menores que 10 cm de altura Sempre existe algum grau de injúria (nunca aplicar antes de cinco folhas, ideal sete folhas) Siga cuidadosamente as recomendações de adjuvantes Não misture Envoke com outros herbicidas que não Staple, veja rótulo com relação ao inseticida a ser misturado Evitar a mistura com graminicidas Separar a aplicação de Envoke dos graminicidas (3 dias se o Envoke é aplicado antes e 5 dias se o Envoke é aplicado depois). Pode ser aplicado desde o estádio cotiledonar até 60 dias antes da colheita Duas aplicações por ano são permitidas Momento da aplicação é crítico para eficácia com as plantas daninhas entre 7 e 10 cm Guanxuma e caruru não podem ultrapassar 5 cm Não misturar com graminicidas (antagônico ao graminicida) Mesma recomendação do Envoke com relação a aplicação do graminicida Trifloxysulfuron - 9 meses de resíduo para culturas sensíveis (feijão) Tratamento seqüencial não promoveu incrementos de controle (Siqueri, s.d. Fundação MT) Distribuição percentual de utilização de herbicidas pósemergentes em jato dirigido na cultura do algodão no Brasil (2004) Jato dirigido (PÓSd) Principais herbicidas: prometryna (2,0) prometryna + MSMA (2,0 + 2,0) paraquat + diuron (2,0 a 3,0) MSMA 500 (3,0 a 5,0) amônio-glufosinato 200 (1,5 a 2,0) diuron + MSMA (8,0 a 10,0) atrazina ou ametrina (+ óleo) flumioxazin 500 (0,05) carfentrazone em mistura MSMA importante opção, isolado ou em combinação Altura diferencial entre algodão e plantas daninhas Sem capota de proteção pode causar danos ao colo das plantas (45 dias após semeadura)

26 Pós-emergência dirigida sem capota de proteção da base da planta - Importância do estádio fenológico das plantas de algodão - lignificação da base do caule da planta Possibilidade de injúria da base da planta Dano ao colo da planta devido a aplicação inadequada do PÓSd (MSMA) 7 internódios Não recomendado Caule não lignificado Altura do caule lignificado Altura da aplicação

27 10 internódios recomendado Barra com capota de proteção Altura da aplicação Altura do caule lignificado Anteparos de proteção na barra Protetores de barra

28 Destruição das soqueiras do algodoeiro Destruição mecânica das soqueiras Interromper o ciclo biológico de pragas e doenças da cultura durante a entressafra, principalmente o bicudo (Bianchini, 2005) Métodos mais utilizados de destruição dos restos culturais: manual mecânico químico (associado ao mecânico) Problemas com o método mecânico baixo rendimento operacional revolvimento do solo favorece a erosão compromete a adoção de sistemas conservacionistas 109 Problemas: - conservação de solos - baixo rendimento operacional 110 Alta eficácia do método mecânico Alta eficácia do método mecânico

29 Roçadeiras: complementar para o método químico (2,4-D) isolada é ineficaz Apesar da preocupação constante do mercado no lançamentos de novos equipamentos de destruição mecânica de soqueiras ainda pesa o baixo rendimento operacional e o revolvimento do solo Destruição química das soqueiras evita revolvimento do solo otimização de maquinários Bons resultados com integração: aplicações em pré-colheita (70% das maçãs abertas) métodos mecânicos (roçada) após colheita após brotação nova aplicação de herbicidas Herbicidas mais utilizados: glyphosate - opção para áreas não roçadas g e.a. ha -1 2,4-D opção para áreas roçadas, pode ter absorção foliar e residual no solo por 20 dias g e.a. ha -1 Fatores considerados na decisão do sistema adotado: tempo disponível para a execução das atividades custo final sistema de produção adotado Mais estudos são necessários nesta linha de manejo

30 Maturadores e desfolhantes/dessecantes Maturadores e desfolhantes/dessecantes Ação do maturador Maturadores produtos a base de ETEFON 100% das maças com maturidade fisiológica Desfolhantes cerca de 60% das maças abertas Alteram o balanço hormonal da planta Ácido abcísico (as folhas caem) Ação do desfolhante Dessecantes As folhas secam na planta Prejuízo na qualidade da fibra na colheita Glyphosate Manejo de plantas daninhas em algodão RR Em algodão convencional aplicar quando 60% das maçãs estão abertas, pelo menos 10 dias antes da colheita antecipada Em algodão RR aplicar quanto 20% das maçãs abertas e no máximo 14 dias antes da colheita Em algodão RR Flex 7 a 10 dias antes da colheita, independente do número de maçãs abertas Paraquat ou Diquat Variedades Roundup Ready: Aplicar até o 4º par de folhas ou até o 5º menor que uma moeda (não flex) Aplicações sequenciais podem ser feitas em intervalo de 10 dias Até duas aplicações dirigidas podem ser feitas Variedades Roundup Ready Flex Aplicar junto com o desfoliante ou após defolição, com pelo menos 80% das maçãs abertas Vazão de no mínimo 300 L/ha É possível aplicar até 7 dias antes da colheita Necessidade de herbicidas residuais Muitos trabalhos tem mostrado ser desnecessário, exceto em áreas de pl. daninhas resistentes

31 Manejo de plantas daninhas em algodão RR Manejo de plantas daninhas em algodão RR Mistura de tanque com herbicidas: Staple: melhor controle de corda de viola e trapoeraba, porém alguns sintomas de fitotoxicidade Maiores injúrias quando aplicado antes de um período mais frio e presença de orvalho, alta umidade relativa ou danos de trips Dual: Em mistura com glyphosate em algodão RR 2 a 4 folhas Algodão RR Flex antes do fechamento da cultura Envoke: Somente em algodão RR flex, entre a 5a e 12a folha Aumenta o controle de ciperáceas e corda de viola 121 Aplicação em jato dirigido com parceiros: Uso de residuais para evitar catação: Diuron, ametrina, S-metolachlor, etc. Importante para o manejo da resistência para evitar a produção de sementes resistentes ao glyphosate 122 Muito Obrigado Pedro J. Christoffoleti ESALQ USP ramal Perguntas? 19/05/ :

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