A DEFESA DO INTERESSE PÚBLICO: PRAZOS ESPECIAIS E RECURSO NECESSÁRIO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A DEFESA DO INTERESSE PÚBLICO: PRAZOS ESPECIAIS E RECURSO NECESSÁRIO"

Transcrição

1 A DEFESA DO INTERESSE PÚBLICO: PRAZOS ESPECIAIS E RECURSO NECESSÁRIO 1. Introdução O tema proposto para estudo transita entre o direito processual e o direito constitucional, já que os dispositivos do Código de Processo Civil que serão doravante analisados deverão sê-lo sob a luz dos princípios constantes da Carta Política de É sob este aspecto, em particular, que serão geradas as discussões, especialmente para tentar definir até que ponto estariam sendo vulnerados os princípios da igualdade, do acesso à justiça (art. 5º da CF/88), da entrega de uma solução rápida do litígio (art. 125, inc II do CPC) e a defesa do interesse público. Torna-se oportuno, aqui, trazer à lembrança as palavras de SÉRGIO FERRAZ que, em seu artigo Privilégios processuais da Fazenda Pública e princípio da isonomia, publicado na Revista de Direito Público nº 53-54, ensina que a estrutura do Direito processual reflete o regime constitucional, argumentando para tanto que o processo (...) surge como um instrumento afiançador da realização das garantias constitucionais. em seguida. Aí está, portanto, a razão da proposta de análise dos artigos mencionados 2. As normas dos artigos 188 e 475 do Código de Processo Civil Brasileiro e disposições assemelhadas encontradas em leis especiais. As disposições acerca da concessão de prazo especial para a Fazenda Pública e o Ministério Público já haviam sido estendidas às autarquias e fundações de direito público, por força do disposto na Lei nº 9.469, de 10 de julho de Há ainda julgados no sentido de que também aos institutos de previdência caberá o prazo especial. Vejamos a redação atual do art. 188 do Código de Processo Civil: Art Computar-se-á em quádruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. 1 1 Artigo com redação original restabelecida, por força de liminar concedida, em 22 de abril de 1.999, na ADin nº

2 O art. 277 caput do CPC, em sua parte final, tratando do procedimento sumário, dispõe que sendo ré a Fazenda Pública, os prazos contar-se-ão em dobro. Além do prazo especial, previsto nos artigos mencionados, a lei processual pátria traz outro privilégio às pessoas ali enumeradas, que é o chamado reexame necessário. Diz o art. 475 do CPC, em sua redação atual, dada pela Lei nº , de 26 de dezembro de 2.001: Art Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal, a sentença: II proferida contra a União, o Estado, o Distrito Federal, o Município, e as respectivas autarquias e fundações de direito público; III que julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública (art. 585, n. VI) 1º. Nos casos previstos neste artigo, o juiz ordenará a remessa dos autos ao tribunal, haja ou não apelação; não o fazendo, deverá o presidente do tribunal avocá-los. 2º. Não se aplica o disposto neste artigo sempre que a condenação, ou o direito controvertido, for de valor certo não excedente a 60 (sessenta) salários mínimos, bem como no caso de procedência dos embargos do devedor na execução de dívida ativa do mesmo valor. 3º. Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em jurisprudência do plenário do Supremo Tribunal Federal ou em súmula deste Tribunal ou do tribunal superior competente. As leis especiais também trazem dispositivos assemelhados. No que concerne ao reexame necessário da decisão proferida em primeira instância, a Lei do Mandado de Segurança (Lei nº 1533/51) dispõe, em seu art. 12, que: Art. 12. Da sentença, negando ou concedendo o mandado, cabe apelação. Parágrafo único. A sentença que conceder o mandado, fica sujeita ao duplo grau de jurisdição, podendo, entretanto, ser executada provisoriamente. A Lei da Assistência Judiciária (Lei nº 1.060/50) traz disposição acerca da concessão de prazo em dobro para o defensor público, em seu artigo 5º, 5º., verbis: caput, o seguinte: Art. 5º. (...) 5º. Nos Estados onde a Assistência Judiciária seja organizada e por eles mantida, o Defensor Público, ou quem exerça cargo equivalente, será intimado pessoalmente de todos os atos do processo, em ambas as instâncias, computando-se-lhes em dobro todos os prazos. E a Lei de Execução Fiscal (Lei nº 6830/80) dispõe, em seu art. 34,

3 Art. 34. Das sentenças de primeira instância proferidas em execuções de valor igual ou inferior a 50 (cinqüenta) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional ORTN só se admitirão embargos infringentes e de declaração. Verifica-se, portanto, o cuidado do legislador no estabelecimento de regras especiais no que concerne à resposta e recurso, quando a parte for a Fazenda Pública, o Ministério Público (ainda quando este funcione no caso na condição de custos legis, como tem sido reiteradamente decidido), ou quando hipossuficiente, cuja defesa estiver cometida a defensor público, seja este detentor de cargo público ou particular que exerça função equivalente. 3. Extensão do prazo especial às autarquias, fundações públicas e institutos de previdência. No que concerne à precisão da linguagem dos artigos do CPC, temos que o benefício do prazo especial foi estendido às autarquias, fundações públicas (Lei nº 9.469/97, outorgando-lhes o mesmo benefício disposto nos arts. 188 e 475 do CPC), institutos de previdência e Câmara dos Deputados (RT 638/94), não se aplicando, porém, às empresas públicas e sociedades de economia mista. O fato de não haver o legislador estendido tal benefício a estas últimas pode ser compreendido se atentarmos para o que dispõe o art. 173, 2º, da Constituição Federal de O legislador constituinte não quis estender às empresas públicas e sociedades de economia mista os privilégios fiscais que não pudessem ser concedidos às empresas privadas, pois a criação desses dois entes paraestatais se dá nas excepcionais hipóteses de atuação direta do Estado no domínio econômico, setor que é reservado à iniciativa privada por força de princípios constitucionais. Por analogia, pode-se concluir que se as empresas públicas e sociedades de economia mista não deveriam merecer privilégios fiscais não extensíveis ao setor privado, tampouco deveriam contar com privilégios processuais que a este também não pudessem ser oferecidos. O artigo 188 do CPC teve sua redação modificada pela MP , de dezembro de Em janeiro de 1999, o conteúdo desta MP foi dividido entre as MPs e 1798, sem alteração da redação do artigo. Na reedição da MP , de 02 de junho de 2 Art (...) 2º. As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado.

4 1999, não mais constava a modificação ao art. 188, restando, portanto, revigorada, a sua redação anterior Razões da existência de norma especial, no que concerne aos prazos Tradição no direito brasileiro e normas assemelhadas encontráveis em legislações estrangeiras. No Brasil, o art. da Lei de obrigava o juiz a conceder ao réu preso o prazo de mais sessenta dias, para que pudesse preparar a sua defesa, o que foi mantido no Regulamento 737, de 1850, em seu artigo 739, e repetido na Consolidação das leis do Processo Civil. Com a Constituição da República de , aos estados foi cometida a tarefa de legislar sobre normas processuais, e alguns estados mantiveram o privilégio de prazo concedido ao réu preso. A regra foi ampliada no código de 1939, concedendo ao réu preso prazo em dobro para recorrer. O prazo especial concedido para a Fazenda Pública surgiu, primeiramente, em Minas Gerais, no artigo 32 do Código de Processo. A regra foi posteriormente adotada pelo CPC de 1939, sendo estabelecido prazo em quádruplo para a contestação e em dobro para recurso. Em 1964, o Professor ALFREDO BUZAID apresentou ao Ministro da Justiça Anteprojeto de reforma do Código de Processo Civil, no qual seriam extintos os prazos especiais. Porém, em nome da tradição no direito brasileiro, a proposta foi rejeitada, assim como as posteriores emendas apresentadas à Câmara dos Deputados. Hoje, após várias Medidas Provisórias, o dispositivo que trata do prazo especial àquelas pessoas foi mantido naquela redação trazida acima. No direito comparado, disposições semelhantes são encontradas no CPC português (art. 486, 3º), no argentino (art. 338, 2ª parte), no colombiano (art. 119), e no da Costa Rica (art. 209) Defesa de interesses coletivos e supra-individuais. 3 Comentário ao art. 188, encontrado no Código Civil/Código de Processo Civil/Constituição Federal da Editora

5 Tanto a Fazenda Pública como o Ministério Público e, agora, as autarquias e fundações mantidas pelo Poder Público, por força da lei, são responsáveis pela gerência e administração de assuntos que respeitam ao interesse público. Aqueles que são defensores do prazo especial afirmam que a Fazenda Pública e o Ministério Público, por exemplo, representam no processo direitos públicos, de toda a coletividade, sendo, assim, supra-individuais. Ademais, conforme lição de NELSON NERY JÚNIOR, quem litiga contra a Fazenda Pública ou o Ministério Público não está enfrentando o particular, mas o próprio povo. Há doutrinadores, no entanto, a exemplo de CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO 4, que enxergam tal comportamento do legislador como resquício de uma... ditadura getuliana, de visíveis moldes fascistas, porque obsessivamente voltados à tutela do Estado.... Ressalta o autor, ainda, o pouco interesse que o tema desperta nos doutrinadores, mostrando que são raros os que se manifestam contrários à justificativa apresentada pelo legislador ordinário e ao entendimento esposado pelos tribunais e pelos autores em geral Aparelhamento funcional e volume de serviço. Argumento utilizado pelo Senador ACIOLLY FILHO, relator dos Projetos apresentados ao Senado para a modificação dos artigos, é o seguinte: são inúmeras as dificuldades, de todos conhecidas, da Administração Pública para aparelhar-se em tempo para promover a sua defesa em juízo. A burocracia emperra a máquina administrativa. Daí a necessidade de concessão de maiores prazos à Fazenda Pública ou ao Ministério Público para contestação ou recurso. Tem razão, em parte, o ilustre relator-geral. No entanto, ressalva que se faz é que, mais do que a gestão do interesse público, o Estado compromete-se com o fornecimento de serviços básicos, com os quais se garante a estabilidade das relações sociais e a efetividade do exercício dos direitos fundamentais do cidadão. Não deve ser atribuído a este último o prejuízo resultante da carência funcional, que fatalmente redunda no excessivo volume de serviço. Ademais, os argumentos segundo os quais a Fazenda Pública, o Ministério Público, as autarquias e fundações públicas, por gerirem interesses coletivos, necessitam Revista dos Tribunais, 2 ed., em sua obra A reforma da reforma, 2 ed., São Paulo : Malheiros, 2002.

6 desse prazo especial, limitam-se ao campo teórico, já que o que se vê, na prática, é a repetição das petições, já gravadas em arquivos de computador, com a mesma estrutura, modificando-se apenas o nome da parte litigante, sem que os procuradores dessas entidades se atenham à análise acurada de cada caso que lhes é apresentado para a defesa ou impugnação. 5. O interesse público. A Constituição Federal de 1988 menciona expressamente quais são os princípios diretores da Administração Pública Direta, Indireta ou Fundacional, quais sejam, os da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (art. 37, caput). Em seguida, a Constituição do Estado de São Paulo, promulgada em 05 de outubro de 1989, dispõe, em seu art. 111, que a administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes do Estado, obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade, finalidade, motivação e interesse público (sem destaques no original). Ao mencionar o interesse público, o que fez a Constituição Paulista foi declarar de forma expressa um dos dois princípios fundamentais do direito administrativo já que este, nos dizeres de DI PIETRO 5, carrega uma bipolaridade. Razão disso é que à Administração Pública cabe promover o equilíbrio entre os direitos dos administrados e as prerrogativas da Administração. Assim sendo, seus princípios fundamentais são a legalidade e a supremacia do interesse público sobre o particular. Este último, também chamado de princípio da finalidade pública, liga-se de forma estreita à idéia de bem comum, como veremos no item seguinte. De qualquer forma, trata-se, o interesse público, de conceito jurídico indeterminado, porque localizado dentro da esfera da discricionariedade administrativa. Explica-se. A discricionariedade existe porque é impossível ao legislador prever todos os aspectos dos atos objetos de sua atividade legislativa, no sentido de fixar-lhe toda e qualquer diretiva. Assim sendo, a lei fixa elementos vinculados do ato, que respeitam à competência daquele que o vai praticar, da forma como deverá ser executado e da sua finalidade. Tudo o mais pertence à esfera de discricionariedade do agente. 5 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 5 ed., São Paulo : Atlas, 1995, p. 62.

7 No caso específico do interesse público, este não é perfeitamente determinável. Na realidade, sua determinação pertence mais ao campo político, e não ao legislativo. Por pertencer ao campo político e por encontrar-se dentro da esfera de discricionariedade do agente administrativo, sua determinação comporta as mais variadas interpretações. Assim, de acordo com a época, a sociedade, as necessidades que se apresentam, esta ou aquela situação poderão apresentar-se como sendo de interesse público, ou não. Caberá, portanto, ao agente, de forma discricionária (e não arbitrária), definir o seu alcance O interesse público e o bem comum. MARITAIN trata em sua obra Les droits de l'homme et la loi naturelle das razões que levam as pessoas a reunirem-se em sociedade, inserindo, nesse estudo, comentários acerca do bem comum. Que o ser humano é gregário por natureza, disso não nos resta maiores dúvidas. E assim é devido à procura pela satisfação de suas inúmeras necessidades vitais, as quais não é capaz de suprir por si mesmo. Daí deriva a vontade de reunir-se, de associar-se a seus pares. Essa vontade é uma vontade política, pois envolve a decisão de entregar parcela de poderes de autodeterminação, autogestão e autotuela, que lhe são próprias, à autoridade legítima, porque consentida, para que esta gerencie as suas necessidades e a dos demais constituintes dessa sociedade. Esse conceito de autoridade difere daquele descrito por Hobbes, porque a lei que advém da autoridade não é absoluta, não assume aquele caráter divino segundo o qual se torna incontestável, não restando aos cidadãos nada mais senão obedecê-la. A autoridade de que se trata aqui se aproxima mais do conceito de Locke 6, porque, como dito, a razão de sua legitimidade reside no fato de que é uma autoridade reconhecida e consentida pelos administrados, que a admitem porque lhes parece a melhor alternativa para verem promovida 6 "Os que estão unidos em um corpo, tendo lei comum estabelecida e judicatura - para a qual apelar - com autoridade para decidir controvérsias e punir os ofensores, estão em sociedade civil uns com os outros. (...) Sempre que, portanto, qualquer número de homens se reúne em uma sociedade de tal sorte que cada um abandone o próprio poder executivo da lei da natureza, passando-o ao público, nesse caso e somente nele haverá uma sociedade civil ou política. (...) E por este modo os homens deixam o estado de natureza para entrarem no de comunidade, estabelecendo um juiz na Terra, com autoridade para resolver todas as controvérsias e reparar os danos que atinjam a qualquer membro da comunidade." em "Segundo tratado sobre o governo", Abril Cultural, 1978, pp. 67-8

8 a manutenção do bem comum, ainda que com a utilização de alguma forma de repressão. Isto porque, para a consecução do bem comum, não raras vezes faz-se mister o uso do poder de polícia. MARITAIN 8 : O bem comum 7 possui três características essenciais, delineadas por 1) ele é distributivo, pois se distribui entre as pessoas e ajuda se desenvolvimento. Aqui, fazse patente o caráter humanista do bem comum, já que é "...o próprio objetivo de uma sociedade orientada para os princípios humanos, é o resultado prático da aplicação dos Direitos Naturais" 9 ; 2) ele é o fundamento da autoridade dentro de uma sociedade, porém é uma autoridade dirigida a homens livres. Isto significa que o objetivo visado é, em última análise, o bem-estar e a satisfação das necessidades de todos os participantes de uma sociedade, de forma o mais igualitária possível, sendo que, para isso, deve-se saber quais dessas necessidades são primordiais e devem ser supridas (porque ligadas diretamente ao interesse público, em geral), e quais aquelas mais voltadas para a satisfação de interesses individuais, ainda que possam parecer, à primeira vista, travestidas de necessidades públicas; 3) ele possui uma moralidade que lhe é intrínseca, a qual abrange a justiça e a retidão moral. Em razão disso mesmo será afastado todo e qualquer ato político injusto e imoral, porque vulnera o bem comum em si mesmo. 7 "La fin de la societé est le bien commun de celle-ci, le bien du corps social. Mais si on ne comprenait pas que ce bien du corps social est un bien commun des personnes humaines, comme le corps social lui-même est un tout de personnes humaines, cette formule, à son tour, conduirait à d'autres erreurs, de type étatiste ou collectiviste. Le bien commun de la cité n'est ni la simple collection des biens privés, ni le bien proprie d'un tout qui (comme l'espèce par example à l'égard des individus ou comme la ruche à l'égard des abeilles) rapport à soi seule et se sacrifie les parties; c'est la bonne vie humaine de la multitude de personnes, c'est à dire de totalités à la foi charnelles et spirituelles, et principalement spirituelles, bien qu'il leur arrive de vivre plus souvent dans la chair que dans l'ésprit. La bien commun de la cité est la communion dans le bien-vivre; il est donc commun au tout et aux parties, je dis aux parties comme étant elles-mêmes des touts, puisque la notion même de personne signifie totalité; il est commun au tout et aux parties, sur lesquelles il se reverse et qui doivent bénéficier de lui. Sous peine de se dénaturer lui-même, il implique et exige la reconaissance des droits fondamentaux des personnes (et celle des droits de la societé familiale, òu les personnes sont engagées plus primitivement que dans la societé politique); et il comporte lui-même comme valeur principale la plus haute accession possible (c'est-à-dire compatible avec le bien du tout) des personnes à leur vie de personne et à leur liberté d'épanouissement, - et au communications de bonté qui à leur tour en procèdent." MARITAIN, Jacques et Raïssa. Oeuvres complètes, v. VII, Cercle d'études Jacques et Raïssa Maritain, 1988, p op. cit., p MOREIRA, Edson Fábio Garutti, O humanismo e a burocracia no Brasil de hoje, Instituto Jacques Maritain do Brasil, 1999, em

9 Feitas tais considerações, mostra-se clara a relação que existe entre o interesse público e o bem comum. Residem as dificuldades, conforme já assinalado, na determinação exata das necessidades gerais que deverão ser supridas, já que, não raras vezes, em virtude da própria estrutura social e governamental brasileiras, encontramos distorções no conceito de interesse e necessidade públicos O interesse público e a isonomia. O art. 5º da Constituição Federal de 1988 trata da igualdade de todos perante a lei, no caput e no inciso I. Em juízo, da mesma forma deve-se preservar a igualdade entre os litigantes, para que cada um possa defender seus interesses da melhor forma. E também de maneira a evitar o cerceamento de defesa. Para tanto, o Código de Processo Civil Brasileiro traz regra expressa no artigo 125, inc. I, determinando ao magistrado a direção do processo assegurando às partes igualdade de tratamento. Ora, se se entendesse de forma estrita a igualdade assegurada pela Constituição Federal, ipsis literis, o que aconteceria, na verdade, seria um autêntico desrespeito ao princípio da isonomia. Isto porque existirá eventualmente, entre os litigantes, desigualdades de condições tão marcantes que, fosse assegurada a garantia da isonomia com igualdade de armas e de condições, o princípio assinalado na Carta restaria inócuo. Daí porque dar tratamento isonômico às partes significa tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida das suas desigualdades." 10 Prova disso é o Código de Defesa do Consumidor que, reconhecendo a hipossuficiência do consumidor, prevê expressamente esse "tratamento desigual", na medida em que este último, em juízo, carece de conhecimentos técnicos bastantes acerca dos conflitos resultantes das relações de consumo. Então, para a consecução da justiça nas relações de consumo, o CDC prevê, por exemplo, a inversão do ônus da prova (art. 6º, inc. VII). Essa desigualdade é invocada para dar sustentação à constitucionalidade das regras dos artigos 188 e 277 in fine do Código de Processo Civil, que tratam dos prazos especiais concedidos à Fazenda Pública e ao Ministério Público. Assim, em virtude, principalmente, da deficiência numérico-funcional, do volume de serviço cometido aos 10 NERY JÚNIOR, Nelson. Princípios do processo civil na constituição federal. 4 ed. ver., aum. e atual., São Paulo : Revista dos Tribunais, 1997, p. 40.

10 procuradores, e pela própria natureza dos interesses defendidos, estaria justificado esse prazo especial, constante dos artigos enumerados. Da mesma forma existe previsão expressa de concessão de prazo em dobro ao defensor público, para a prática de qualquer ato processual, na Lei de Assistência Judiciária (art. 5º, 5º da Lei 1060/50). No entanto, apesar de ser dispositivo de lei, o que se vê são acirradas discussões acerca da aplicação desse dispositivo aos advogados particulares que são inscritos para a prestação de assistência jurídica à população carente, nos Estados onde não foi implantada a Defensoria Pública. Ora, a assistência jurídica à população carente é também assunto da órbita do interesse público, estreitamente ligada ao acesso à justiça que a Constituição de 1988 trouxe aos cidadãos. No entanto, sendo a assistência prestada por advogados particulares, argumenta-se que, por isso, restaria desconfigurada a necessidade do prazo especial. Cabe aqui uma ponderação. Um dos argumentos dos defensores do cabimento da regra que dispõe sobre prazos especiais é que, ao procurador público e ao ministério público não cabe a faculdade de escolha das causas a defender, ao contrário dos advogados particulares, que poderiam, em razão da falta de tempo, do acúmulo de serviço, ou mesmo por não ter interesse, recusar-se a patrocinar esta ou aquela causa. Ao que se dá a seguinte resposta: aos advogados particulares inscritos para a prestação de assistência jurídica tampouco é permitido, pelas regras do convênio firmado entre PGE/OAB recusar-se a patrocinar causas, senão por motivo justificado. Afinal de contas, assumindo o compromisso de atuar pela assistência jurídica, o advogado particular cumpre com isso um munus público; consequentemente atua em defesa do interesse público a lembrar que a Constituição Federal assegura expressamente que o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos (art. 5º, inc. LXXIV). Assim, se a decisão for pela propriedade e pelo cabimento das regras processuais que concedem prazos especiais nos casos enumerados, é mister a extensão da regra contida no art. 5º, 5º da Lei 1060/50 aos advogados prestadores de assistência jurídica aos financeiramente hipossuficientes. Quanto à questão processual do reexame necessário, sua razão de ser também reside na defesa do interesse público. No entanto, vemos que a regra pela qual a decisão necessariamente é remetida à instância superior à do órgão prolator vem sendo mitigada. Tome-se como exemplo os dispositivos constantes da Lei Orgânica da Advocacia-

11 Geral da União, bem como do Instituto nacional do Seguro Social, que permitem a renúncia ao recurso em casos nos quais as decisões já estão pacificadas. Razão disso é a conscientização de que, muitas vezes, os recursos sobem à instância superior sem a menor condição de procedibilidade e admissibilidade. Isso representa gastos com pessoal e com material, o acúmulo de serviço e a pletora nos tribunais e contribui para o crescimento dos débitos. Assim, de que forma se pode argumentar que o reexame necessário deve ser adotado de forma absoluta, sendo que há normas que prevêem a sua exclusão, em nome da defesa do interesse público? O erário público periclitará mais com a insistência na subida do recurso, manifestamente inócuo, pelos gastos que isso representa, bem como pelo malferimento à efetividade judicial. Essa orientação agora foi adotada pelo Código de Processo Civil na última reforma, trazida pela Lei nº /2001, que exclui a obrigatoriedade do reexame necessário nos parágrafos segundo e terceiro do artigo 475. Assim, embora o legislador tenha incluído na lei processual dispositivo acerca da concessão de prazo especial às pessoas ali enumeradas, em teoria, os argumentos dos que são simpáticos às suas razões, procedem. Dificuldades materiais, carência funcional, grande volume de serviços, defesa do interesse público, são argumentos válidos. No entanto, como dito no início, as dificuldades materiais e o volume de serviço são argumentos que dão à questão caráter meramente acadêmico, pois sabemos que, na verdade, o que se vê nos foros são repetições de peças montadas em computador, sem análise caso a caso. Da carência funcional também já foi tratado e, faz-se conveniente repetir, não é ao cidadão que deve ser cometido o ônus da inefetividade da Justiça, submetendo-o à espera prolongada para ver reconhecido judicialmente interesse seu que já é legalmente reconhecido. Ademais, CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO 11, o já mencionado crítico desse comportamento, enxerga-o como uma verdadeira afronta ao princípio constitucional da isonomia. Com efeito, assevera: A par da marca do Estado autoritário em que foi gerada, essa linha peca pelo confronto com a garantia constitucional da isonomia, ao erigir o Estado em uma superparte (a) com maiores oportunidades de vitória que seus adversários na causa e (b) com maiores oportunidades nos processos 11 Em sua obra já mencionada, p. 128

12 em geral, do que outros entes igualmente ligados ao interesse público, posto que não estatais (pequenas fundações, sociedades beneficentes, Santas Casas de Misericórdia etc). Infelizmente, um prestigioso tribunal já sumulou a teses de que o art. 475, inc. II do Código de Processo Civil foi recepcionado pela vigente Constituição Federal (Súmula 10 TRF-3ª Reg.). E no que respeita ao interesse público, esta é a parte mais complicada do problema. Figurando o interesse público dentro da esfera de discricionariedade administrativa, mas sendo a supremacia do interesse público princípio basilar da administração pública e a consecução do bem comum garantia de ordem constitucional, remete-se a decisão à esfera judicial, e o que teremos será uma decisão que trata da resolução de conflito entre princípios, mais do que entre regras, e esse item será tratado mais adiante O interesse público e o acesso à justiça. Nesse ponto, pedimos vênia para adotar a lição trazida por CAPPELLETTI 12, que tratou com tanta propriedade do tema. O autor localiza o acesso à justiça entre os direitos humanos mais básicos, dentro de um sistema jurídico moderno, que respeita a igualdade e que garanta o efetivo exercício dos direitos. Novamente lembramos que o acesso à justiça tem guarida na Constituição Federal, no art. 5º que, para torná-la efetiva, previu a utilização de mecanismos tais como a defesa do consumidor (inc. XXXII), a inafastabilidade da apreciação do Poder Judiciário de lesão ou ameaça a direito (inc. XXXV), a garantia do contraditório e da ampla defesa aos litigantes (inc. LV), a propositura de ação privada nos crimes de ação pública quando esta não for intentada no prazo legal (inc. LIX), o mandado de segurança (inc. LXIX), o mandado de injunção (inc. LXXI), assistência jurídica integral (inc. LXXIV), o habeas data e o habeas corpus gratuitos (inc. LXXVII). Afirma o autor em seu livro que... o direito ao acesso efetivo tem sido progressivamente reconhecido como sendo de importância capital entre os novos direitos individuais e sociais, uma vez que a titularidade de direitos é destituída de sentido, na ausência de mecanismos para sua efetiva reivindicação. 13. O autor reconhece, ainda, que a existência de disparidades no tratamento processual das partes em litígio, o que vulnera de forma inconteste o acesso à justiça. Nesse 12 CAPPELLETTI, Mauro. Acesso à justiça. Trad. de Ellen Gracie Northfleet, Porto Alegre : Fabris, Op. cit. pp

13 sentido, o enfoque sobre o acesso o modo pelo qual os direitos se tornam efetivos também caracteriza crescentemente o estudo do moderno processo civil. A discussão teórica, por exemplo, das várias regras do processo civil e de como elas podem ser manipuladas em várias situações hipotéticas pode ser instrutiva, mas, sob essas condições neutras, costuma ocultar o modelo freqüentemente irreal de duas (ou mais) partes em igualdade de condições perante a corte, limitadas apenas pelos argumentos jurídicos que os advogados possam alinhar. E continua, dizendo que os juristas precisam, agora, reconhecer que as técnicas processuais servem a funções sociais. Para tanto, combate a idéia limitada de que a ciência do direito se basta: os operadores devem instruir-se em questões de fundo filosófico, sociológico, psicológico, pois, afinal, o direito é uma ciência humana, que para que bem funcione, exige o conhecimento das condutas e reações humanas em cada caso, o comportamento social nas mais variadas situações e, é claro, o interesse social, público, que vigora naquele exato momento em que o direito está sendo aplicado. O acesso à justiça já teve seu reconhecimento como direito humano fundamental numa sociedade. Sua relação estreita com o atendimento do interesse público e a satisfação do bem comum também não deixa dúvidas. Da mesma forma não resta dúvidas de que o processo serve à consecução dos objetivos colocados na Constituição Federal e, na medida em que as normas procedimentais mais comprometam do que promovam o exercício e o alcance dos direitos, devem ser repensadas e, após análise e constatação dos interesses sociais que estão sendo desatendidos, devem ser modificadas O interesse público e a efetividade da justiça. A partir do momento em que se estabeleceu que a autotutela não mais era admitida, e a defesa dos interesses foi entregue ao Poder Judiciário, uma das maiores preocupações senão a maior surgidas entre os advogados, os juristas, e na sociedade em geral, é a questão relativa à efetiva aplicação da justiça nos casos levados a Juízo. Em nome da efetividade da justiça foram adotados mecanismos como, por exemplo, os arts. 273 e 461 do CPC. O primeiro trata da chamada tutela antecipada, e o segundo, da tutela específica nas obrigações de fazer e não fazer. Outros, como a Lei de Arbitragem (Lei 9307/96) e a Lei que

14 disciplinou os Juizados Especiais Cíveis e Criminais também tiveram como motivação, entre outras, a promoção de uma justiça mais rápida e efetiva. No entanto, a despeito dos esforços dispendidos pelos legisladores e doutrinadores em geral, temos que a justiça brasileira não é efetiva, na medida em que ainda não é capaz de entregar o direito ao seu detentor dentro de um espaço de tempo pequeno e sob um baixo custo. A questão custos processuais não será tratado neste momento. A questão tempo, por outro lado, tem estreita ligação com o objeto do presente estudo. É patente, nos meios jurídicos, que o que ocorreu nos últimos tempos foi uma ordinarização dos processos, conforme expressão cunhada por OVÍDIO BAPTISTA DA SILVA 14. Em vista disso, as ações judiciais percorrem um caminho longo, até a decisão final, dentro do processo de conhecimento e, não fosse isso suficiente, o vencedor da demanda é submetido a outra longa espera porque, na maior parte das vezes, inocorre o adimplemento voluntário da obrigação reconhecida em sentença, devendo lançar mão do também demorado processo de execução. Esta é uma apertada síntese daquilo que ocorre no cotidiano forense, com raríssimas exceções, e esse caminho a ser percorrido leva anos ou, muitas vezes, chega a décadas. Disso resulta o atual descrédito da sociedade na justiça, o que leva a parte, com freqüência, a desistir de parte daquilo que pleiteia, sendo "vencida pelo cansaço", como forma de abreviar o seu padecimento. Tal situação é claramente traduzida na infeliz expressão, comum nos meios forenses, de que, no mais das vezes, "é preferível um mau acordo a uma boa demanda", já que, vencido pelo cansaço, o litigante "vitorioso" vê-se praticamente "obrigado" a "engolir" uma proposta reduzida, no meio do caminho, porque premido pelas necessidades do momento (de dinheiro, de alívio), não lhe restando mais ânimo para investir tempo e recursos na longa caminhada processual. Quando o litigante é um daqueles enumerados nos arts. 188, 277 e 475 do CPC, a parte já tem consciência, ab initio, de que além de um longo caminho que tem pela frente para percorrer, ao ver reconhecido o seu direito, este lhe será entregue sob a execrável forma de precatórios, sendo certo, neste ponto, que o estado poderá aplicar-lhe o "calote" sem que com isso venha a sofrer qualquer conseqüência. 14 in Curso de processo civil: processo de conhecimento, v. 1, São Paulo : Revista dos Tribunais, 2000, pp

15 Ou seja, mais uma vez, em nome da defesa do interesse público, paradoxalmente é o próprio interesse público que sofre duros golpes. Porque uma justiça inefetiva, que causa o descrédito na prestação jurisdicional, que se traduz em gastos vultosos para a manutenção da máquina funcional que dê conta da defesa do Estado em juízo, que assoberba os tribunais de recursos onde são combatidas teses há muito ultrapassadas, e que deixa de entregar ao cidadão aquilo que, muitas vezes, a lei mesma diz que lhe cabe, na realidade, é um "tiro no próprio pé" O interesse público e os recursos ex officio. O Código de Processo Civil Brasileiro dispõe, no art. 475, que: Art Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal, a sentença: II proferida contra a União, o Estado, o Distrito Federal, o Município, e as respectivas autarquias e fundações de direito público; III que julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública (art. 585, n. VI) 1º. Nos casos previstos neste artigo, o juiz ordenará a remessa dos autos ao tribunal, haja ou não apelação; não o fazendo, deverá o presidente do tribunal avocá-los. 2º. Não se aplica o disposto neste artigo sempre que a condenação, ou o direito controvertido, for de valor certo não excedente a 60 (sessenta) salários mínimos, bem como no caso de procedência dos embargos do devedor na execução de dívida ativa do mesmo valor. 3º. Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em jurisprudência do plenário do Supremo Tribunal Federal ou em súmula deste Tribunal ou do tribunal superior competente. Disposições assemelhadas, tratando da obrigatoriedade de confirmação da sentença pelo tribunal, são encontradas no art. 12 da Lei 1533/51 (Mandado de Segurança), cujo parágrafo único dispõe sobre o reexame necessário da sentença que concede o mandado, e no art.34, caput, da Lei n 6830/80 (Execução Fiscal), que limita a admissibilidade de recurso, em execuções de valor igual ou inferior a 50 ORTN, às hipóteses de embargos infringentes e de declaração. Da mesma forma, ainda, os dispositivos contidos na Lei nº 2.664/55 (dispõe sobre ações judiciais decorrentes de atos das Mesas das Câmaras do Congresso Nacional e da Presidência dos Tribunais Federais art. 1º, 2º), na Lei 6.739/79 (dispõe sobre a matrícula e o registro de imóveis rurais e dá outras providências art. 3º, par.

16 Ún.), e Lei nº 8.437/92 (em processo cautelar, com sentença proferida contra pessoa jurídica de direito público ou seus agentes art. 3º). Por força da promulgação da Lei nº , o art. 475 do CPC, inc. I, teve em sua redação incluídas expressamente as autarquias e fundações de direito público da União, dos Estados, do Distrito Federal e do Município, reiterando o que antes já dispunha a Lei nº 9.469, de 10 de julho de Foi retirada da redação do art. 475 o antigo inciso I, que impunha o reexame necessário das sentenças que anulavam o casamento. Tal regra teve origem na época de entrada em vigor do Código, em Naquela época, inexistia o divórcio, aprovado posteriormente, em 1977 (Lei 6.515/77), que tem o condão de dissolver o vínculo conjugal. Quando o casal se separava, fazia-o através do desquite, que hoje corresponderia à separação judicial. Destarte, naquela época, a única forma de dissolução do vínculo conjugal era através do pedido de anulação do casamento. Assim, o reexame necessário das sentenças que anulam o casamento encontram aí a sua justificativa, pois servia como uma forma de proteção do interesse público, na preservação da família formada pelo casamento, para evitar que eventuais fraudes pudessem levar ao desfazimento do vínculo nascido do matrimônio. Suprimido o antigo inciso I, nos casos dos atuais incisos do art. 475, o reexame necessário é estabelecido em benefício das pessoas jurídicas de direito público. Aliás, sequer se trata, o reexame necessário ou a remessa ex officio (denominação dada pelo TFR) de recurso. Senão, vejamos: e já mencionados. O princípio tantum devolutum quantum appellatum não inibe a apreciação das demais questões quando processo sobe ao órgão ad quem, por força, inclusive, de remessa ex officio que, indubitavelmente, não é recurso e, sim, obrigatoriedade imposta ao magistrado de submeter ao duplo grau de jurisdição o decisum proferido (RSTJ 6/59 sem destaques no original). Da mesma maneira, aplica-se aos dispositivos contidos nas leis especiais Merece comentário a atual redação dos incisos do art. 475 do CPC. O inciso I, em sua redação atual, incluiu, nas hipóteses de obrigatoriedade do reexame necessário, o Distrito Federal e as pessoas jurídicas de direito público integrantes da administração descentralizada da União, dos Estados do Distrito Federal e dos Municípios. Em resumo, o que pretende o atual inciso I é submeter ao reexame necessário as sentenças

17 proferidas contra a Fazenda Pública, abrangendo apenas as pessoas jurídicas de direito público, excluindo-se as pessoas jurídicas de direito privado, ainda que paraestatais (empresas públicas e sociedades de economia mista). No que concerne à nova redação do inciso II, o legislador substituiu os termos sentença que julgar improcedente a execução de dívida ativa por sentença que julgar procedentes os embargos à execução de dívida ativa. A respeito disso, ensina CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO 15 : No dizer da justificativa do projeto, trata-se de mero aperfeiçoamento redacional, porque seria impróprio falar em improcedência da execução ( procedentes ou improcedentes serão sempre os embargos do executado, não a execução propriamente dita ). Mas a sentença que julga procedentes os embargos de mérito opostos à execução está a julgar improcedente a demanda do exeqüente, ou seja, a julgar improcedente a própria execução; a Comissão deve ter partido do falso pressuposto de que inexiste mérito no processo executivo, talvez iludida pelo fato de o mérito desse processo (ou seja, a pretensão deduzida pelo exeqüente) não ser julgado ali mas no processo dos embargos. De qualquer forma, vê-se que a intenção do legislador foi prestigiar o princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado, vez que nas decisões proferidas contra a União, o Estado, o Município e, agora, as autarquias e fundações públicas, o resultado é desfavorável, em primeira análise, ao interesse público, do qual cuidam essas entidades. Tanto é assim que há súmula do STJ onde se vê ser inadmissível a reformatio in pejus em face da Fazenda Pública 16. Procede essa argumentação. No entanto, a crítica que se faz é à sua aplicação de maneira absoluta. Senão, vejamos: há casos vários, tratando especialmente de matéria tributária e previdenciária, nos quais as decisões já se encontram pacificadas nos tribunais e que, no entanto, por força do reexame necessário disposto na lei processual e nas leis especiais, novamente serão reapreciadas. E novamente somos remetidos ao conflito existente entre a defesa do interesse público, na remessa ex officio e a defesa do interesse público na entrega de uma justiça rápida, justa, eficaz e ao menor custo, com o mínimo de desgaste. 15 p Súmula 45 do STJ: No reexame necessário, é defeso, ao Tribunal, agravar a condenação imposta à Fazenda Pública.

18 Ademais, a própria Lei nº 9.469/97, já mencionada, cuidou de prever a possibilidade de afastar a obrigatoriedade da propositura de ações e da interposição de recursos, bem como da realização de acordos, dependendo do valor discutido em Juízo 17, ou quando a controvérsia estiver sendo iterativamente decidida pelo STF ou pelos Tribunais Superiores 18. Obviamente, haverá sentenças, mormente as prolatadas em casos novos, que desafiarão a reapreciação da matéria pelo Tribunal ad quem. No entanto, não podemos nos esquecer que, naqueles casos reiterados, cujo mesmo teor é submetido dia após dia aos Tribunais superiores, o reexame necessário se mostra inócuo, senão até perigoso. Não custa mencionar de novo o custo da manutenção do litígio, para ambas as partes - mais ainda para o Estado -, o desgaste pessoal e funcional, o descrédito. Sem falar que, em matéria previdenciária, em casos onde, não raro a parte requerente tem idade avançada, a resolução final do litígio, nos casos onde seja vitoriosa, será entregue, não àquele que propôs a ação, mas aos seus herdeiros e sucessores... Em matéria tributária, então, perante a atual conjuntura econômica que aflige o setor, as empresas precisam dispor de seu capital para investir em aquisição e implementação de material e de tecnologia, contratação de pessoal, pagamento de despesas; às vezes, ainda, necessitam de uma Certidão Negativa de Débito que, ante um 17 Lei nº 9469/97. "Art. 1º. O Advogado-Geral da União e os dirigentes máximos das autarquias, das fundações e das empresas públicas federais poderão autorizar a realização de acordos ou transações, em juízo, para terminar o litígio, nas causas de valor até R$ ,00 (cinqüenta mil reais), a não-propositura de ações e a nãointerposição de recursos, assim como o requerimento de extinção das ações em curso ou de desistência dos respectivos recursos judiciais, para a cobrança de créditos, atualizados, de valor igual ou inferior a R$ 1.000,00 (um mil reais), em que interessadas essas entidades na qualidade de autoras, rés, assistentes ou opoentes, nas condições aqui estabelecidas." 1º. Quando as causas envolverem valores superiores ao limite fixado no caput, o acordo ou a transação, sob pena de nulidade, dependerá de prévia e expressa autorização do Ministro de Estado ou do titular da Secretaria da Presidência da República a cuja área de competência estiver afeto o assunto, no caso da União, ou da autoridade máxima da autarquia, da fundação ou da empresa pública. 2º. Não se aplica o disposto neste artigo às causas relativas ao patrimônio imobiliário da União." "Art. 2º. O Advogado-Geral da União e os dirigentes máximos das autarquias, fundações ou empresas públicas federais poderão autorizar a realização de acordos, homologáveis pelo Juízo, nos autos dos processo ajuizados por essas entidades, para o pagamento de débitos de valores não superiores a R$ ,00 (cinqüenta mil reais), em parcelas mensais sucessivas até o máximo de trinta." (...) "Art. 3º. As autoridades indicadas no caput do art. 1º poderão concordar com pedido de desistência da ação, nas causas de quaisquer valores desde que o autor renuncie expressamente ao direito sobre o que se funda a ação (art. 269, inciso V, do Código de Processo Civil)." 18 "Art. Não havendo Súmula da Advocacia-Geral da União (arts. 4º, inciso XII, e 43, da Lei Complementar nº 73, de 1993, o Advogado-Geral da União poderá dispensar a propositura de ações ou a interposição de recursos judiciais quando a controvérsia jurídica estiver sendo iterativamente decidida pelo Supremo Tribunal Superior ou pelos Tribunais Superiores."

19 processo pendente, não raras vezes, não pode ser expedida, a demora processual causa inafastável temor. Não é de todo execrável a idéia de se submeter a lide às instâncias processuais superiores, quando está em jogo o interesse público. Porém, certo seria que tal se desse através da interposição efetiva de recurso ou, caso se entenda pela preservação da chamada remessa ex officio, que ela se restrinja às causas cujo assunto ainda não estiver pacificado, e onde não haja o periculum in mora, capaz de vulnerar o exercício efetivo dos direitos e trazer prejuízos irreparáveis à parte vencedora. E se é verdade que o reexame necessário serve também para suprir uma falha funcional, na medida em que os Procuradores daqueles entes não contam com tempo bastante para promover uma defesa apropriada, em todas as instâncias, que seja então aumentado o número de funcionários públicos prestadores de tal função e não, repita-se, entregar o ônus da demora ao cidadão que procura a justiça. Certamente, os gastos que representaria o alargamento do quadro de procuradores públicos não será maior do que aqueles destinados à manutenção, "ad aeternum", de lides insubsistentes. 6. Princípios e regras no direito constitucional. Em vista do que foi trazido até agora no bojo deste estudo, faz-se oportuno deter a atenção sobre o funcionamento e a convivência entre os princípios e as regras no direito constitucional pátrio. JOSÉ JOAQUIM GOMES CANOTILHO 19, renomado constitucionalista lusitano, traz em sua obra primoroso estudo acerca do sistema jurídico português, que se apresenta como um "sistema aberto de regras e princípios", em que muito se identifica com o sistema brasileiro. Estabelecida, neste aspecto, a identidade entre os sistemas português e brasileiro, faz-se necessário esclarecer em que constituem as regras e os princípios, em que diferem e como serão resolvidos os conflitos surgidos entre um e outro, na apreciação de um caso real. Para o autor, tanto as regras quanto os princípios são espécies do gênero norma. Diferem, no entanto, no que concerne ao grau de abstração (mais elevado, em se tratando de princípios; menos elevado, em se tratando de regras), ao grau de determinabilidade (maior nas regras, que podem ser aplicadas de forma direta, do que nos

20 princípios que, por possuírem conteúdo mais vago, "carecem de mediações concretizadoras"), ao caráter de fundamentalidade no sistema das fontes do direito (já que os princípios encontram-se em posição hierárquica preponderante, dentro dos sistemas jurídicos estudados, exercendo uma função estruturante), à proximidade da idéia de direito (em que os princípios se encontram mais próximos do direito natural e do ideal de justiça, do que as regras, que podem ser "normas vinculatvas com um conteúdo meramente funcional") e à sua natureza normogenética (sendo os princípios entendidos como fundamentos das regras). Conforme adverte o autor, a distinção entre princípios e regras é tarefa complexa e, devido a essa complexidade, não é raro confrontar-se com a dificuldade de se determinar em que esfera ocorrem os conflitos que sã submetidos à apreciação do Poder Judiciário. Deve-se ter em mente, ao analisar o caso concreto, a preocupação pela detecção dos conflitos que eventualmente ocorram entre regras, entre princípios, ou entre regras e princípios. Isto porque, conforme o caso, como veremos a seguir, as conseqüências serão diversas em uma e em outra situação Conflitos entre regras. Feitas as distinções entre regras e princípios, ainda que de maneira superficial, passa-se, em primeiro lugar, à análise daquilo que ocorre quando suscitado um conflito entre as regras que serão eventualmente aplicadas em um determinado caso concreto. Em virtude, principalmente, de seu reduzido grau de abstração e de sua maior determinabilidade, se comparadas aos princípios, as regras são "normalmente aplicadas de forma peremptória, num "tudo-ou-nada". Dados os fatos, as regras devem ser aplicadas de forma implacável, consideradas as exceções por elas próprias estabelecidas." 20 Ou seja: em havendo conflitos entre as regras, apenas uma delas poderá ser efetivamente ao caso concreto, excluindo-se a outra regra, seja em virtude de sua posição hierarquicamente superior, seja porque norma superior assim o determina Conflitos entre princípios. 19 "Direito constitucional e teoria da constituição", pp e ss. 20 Oscar Vilhena Vieira, "A constituição e sua reserva de justiça", p. 198

CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO Rafael Carvalho Rezende Oliveira 2ª para 3ª edição

CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO Rafael Carvalho Rezende Oliveira 2ª para 3ª edição A 3ª edição do livro CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO foi atualizada com o texto do PL de novo CPC enviado pelo Congresso Nacional à sanção presidencial em 24.02.2015. Em razão da renumeração dos artigos

Leia mais

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Os direitos fundamentais previstos na Constituição brasileira de 1988 são igualmente garantidos aos brasileiros e aos

Leia mais

PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual.

PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual. PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Legitimidade - art. 499 CPC: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual. Preposto é parte? Pode recorrer? NÃO.

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR NOVO CPC: PERSPECTIVAS PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA DO SÉCULO XXI

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR NOVO CPC: PERSPECTIVAS PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA DO SÉCULO XXI » Pedro Henrique Meira Figueiredo NOVO CPC: PERSPECTIVAS PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA DO SÉCULO XXI O ano de 2010 marcou a comunidade jurídica com a divulgação dos tão esperados anteprojetos do novo Código

Leia mais

LEI Nº 10.259, DE 12 DE JULHO DE 2001.

LEI Nº 10.259, DE 12 DE JULHO DE 2001. LEI Nº 10.259, DE 12 DE JULHO DE 2001. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Dispõe sobre a instituição dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais no âmbito da Justiça Federal. Faço saber que o Congresso Nacional

Leia mais

VI pedido de reexame de admissibilidade de recurso especial.

VI pedido de reexame de admissibilidade de recurso especial. PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, 2013 - COMPLEMENTAR Estabelece normas gerais sobre o processo administrativo fiscal, no âmbito das administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos

Leia mais

O NOVO DIVÓRCIO À LUZ DA PROBLEMÁTICA PROCESSUAL

O NOVO DIVÓRCIO À LUZ DA PROBLEMÁTICA PROCESSUAL O NOVO DIVÓRCIO À LUZ DA PROBLEMÁTICA PROCESSUAL Vinícius Paulo Mesquita 1) Notas Introdutórias Com a promulgação da E.C. 66/10, a chamada PEC do Divórcio, a doutrina pátria passou a sustentar em sua grande

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO LUIZ FUX PRESIDENTE DA COMISSÃO DE ELABORAÇÃO DO NOVO CPC MEMORIAL PELA FAZENDA NACIONAL

EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO LUIZ FUX PRESIDENTE DA COMISSÃO DE ELABORAÇÃO DO NOVO CPC MEMORIAL PELA FAZENDA NACIONAL EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO LUIZ FUX PRESIDENTE DA COMISSÃO DE ELABORAÇÃO DO NOVO CPC MEMORIAL PELA FAZENDA NACIONAL Resumo: Anteprojeto de elaboração do novo CPC. Prerrogativas processuais da Fazenda

Leia mais

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Legitimidade ativa (Pessoas relacionadas no art. 103 da

Leia mais

Curso Resultado. Jurisprudência ordenada por matérias e assuntos Processo Civil

Curso Resultado. Jurisprudência ordenada por matérias e assuntos Processo Civil Curso Resultado Jurisprudência ordenada por matérias e assuntos Processo Civil Atualizado em 18 de dezembro de 2015 Sumário Ação coletiva / civil pública Ação contra seguradora Ação de adjudicação compulsória

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO ACRE 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Rio Branco. Decisão

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO ACRE 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Rio Branco. Decisão fls. 1 Autos n.º 0708777-72.2013.8.01.0001 Classe Ação Civil Pública Autor Defensoria Pública do Estado do Acre Réu Estado do Acre Decisão Trata-se de Ação Civil Pública, com pedido de tutela antecipada,

Leia mais

A Constituição Federal, em seu art. 5º, LXXVI, confere a gratuidade do registro civil de nascimento aos reconhecidamente pobres.

A Constituição Federal, em seu art. 5º, LXXVI, confere a gratuidade do registro civil de nascimento aos reconhecidamente pobres. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO CONVERTIDO EM PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. REGISTRO DE NASCIMENTO. AVERBAÇÃO DE PATERNIDADE RECONHECIDA VOLUNTARIAMENTE. GRATUIDADE. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. A Constituição

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI N o 10.259, DE 12 DE JULHO DE 2001. Vigência Regulamento Dispõe sobre a instituição dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais no

Leia mais

XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso

XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso 2ª Fase OAB - Civil Juquinha Junior, representado por sua genitora Ana, propôs ação de investigação de paternidade

Leia mais

Honorários advocatícios

Honorários advocatícios Honorários advocatícios Os honorários advocatícios são balizados pelo Código de Processo Civil brasileiro (Lei de n. 5.869/73) em seu artigo 20, que assim dispõe: Art. 20. A sentença condenará o vencido

Leia mais

LEI Nº 7.347, DE 24 DE JULHO DE 1985.

LEI Nº 7.347, DE 24 DE JULHO DE 1985. LEI Nº 7.347, DE 24 DE JULHO DE 1985. Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio-ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Estado KWY editou norma determinando a gratuidade dos estacionamentos privados vinculados a estabelecimentos comerciais, como supermercados, hipermercados, shopping

Leia mais

PARECER Nº, DE 2011. RELATOR: Senador LUIZ HENRIQUE

PARECER Nº, DE 2011. RELATOR: Senador LUIZ HENRIQUE PARECER Nº, DE 2011 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 244, de 2011, do Senador Armando Monteiro, que acrescenta os arts. 15-A, 15-B e 15-C à Lei nº 6.830, de 22 de

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO Acórdão 10a Turma PODER JUDICIÁRIO FEDERAL CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA. PRESCRIÇÃO. PRAZO INICIAL. O processo do trabalho guarda perfeita simetria ao processo administrativo tributário posto

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DE 1988

CONSTITUIÇÃO DE 1988 CONSTITUIÇÃO DE 1988 Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,

Leia mais

AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso.

AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso. AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso. Por que se diz instrumento: a razão pela qual o recurso se chama agravo de

Leia mais

PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA.

PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA. PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA. VOTO DE VISTA: FAUZI AMIM SALMEM PELA APROVAÇÃO DO RELATÓRIO, COM AS SEGUINTES

Leia mais

Associação dos Advogados de São Paulo - AASP CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DEFINITIVO E PROVISÓRIO. Prof. Luís Eduardo Simardi Fernandes @LuisSimardi

Associação dos Advogados de São Paulo - AASP CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DEFINITIVO E PROVISÓRIO. Prof. Luís Eduardo Simardi Fernandes @LuisSimardi Associação dos Advogados de São Paulo - AASP CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DEFINITIVO E PROVISÓRIO Prof. Luís Eduardo Simardi Fernandes @LuisSimardi INTRODUÇÃO - TÍTULO EXECUTIVO - DINAMARCO: Título executivo

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL : Fábio é universitário, domiciliado no Estado K e pretende ingressar no ensino superior através de nota obtida pelo Exame Nacional, organizado pelo Ministério da

Leia mais

COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA

COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA Fabiano Samartin Fernandes * BREVE HISTÓRICO Os Juizados Especiais foram criados pela Lei n. 9.099, de 26 de setembro de 1995, inspirados diretamente

Leia mais

BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE A RPV. (Requisição de Pequeno Valor)

BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE A RPV. (Requisição de Pequeno Valor) BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE A RPV (Requisição de Pequeno Valor) Hugo Soares Porto Fonseca O caput do art. 100 da Constituição Federal 1 determina que os pagamentos de valores devidos pelas Fazendas Federal,

Leia mais

PARECER Nº, DE 2012. RELATOR: Senador PAULO PAIM

PARECER Nº, DE 2012. RELATOR: Senador PAULO PAIM PARECER Nº, DE 2012 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS, em caráter terminativo, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 39, de 2007, do Senador Alvaro Dias, que Acrescenta o art. 879-A ao Decreto-Lei nº 5.452,

Leia mais

Exposição. 1. Município de Londrina ajuizou execução fiscal em face de Alessandro

Exposição. 1. Município de Londrina ajuizou execução fiscal em face de Alessandro APELAÇÃO CÍVEL N. 638896-9, DA COMARCA DE LONDRINA 2.ª VARA CÍVEL RELATOR : DESEMBARGADOR Francisco Pinto RABELLO FILHO APELANTE : MUNICÍPIO DE LONDRINA APELADO : ALESSANDRO VICTORELLI Execução fiscal

Leia mais

EXMO. SR. DR. JUIZ FEDERAL DA VARA FEDERAL DA COMARCA DE CAMPINAS SP.

EXMO. SR. DR. JUIZ FEDERAL DA VARA FEDERAL DA COMARCA DE CAMPINAS SP. EXMO. SR. DR. JUIZ FEDERAL DA VARA FEDERAL DA COMARCA DE CAMPINAS SP. A AÇÃO CIVIL PÚBLICA COMO VIA PROCESSUAL ADEQUADA A IMPEDIR E REPRIMIR DANOS AO CONSUMIDOR A ação civil pública, disciplinada pela

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli APELAÇÃO CÍVEL Nº 550822-PE (2001.83.00.010096-5) APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA ENTIDADE APDO : LUZIA DOS SANTOS SANTANA ADV/PROC : SEM ADVOGADO/PROCURADOR

Leia mais

UMA CRÍTICA À TEORIA DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO: A possibilidade jurídica do pedido como questão de mérito

UMA CRÍTICA À TEORIA DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO: A possibilidade jurídica do pedido como questão de mérito 563 UMA CRÍTICA À TEORIA DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO: A possibilidade jurídica do pedido como questão de mérito Rafael Arouca Rosa (UNESP) Introdução Dentre as mudanças propostas no anteprojeto do novo Código

Leia mais

Comentário a Acórdão do Supremo Tribunal Federal sobre o princípio da Inafastabilidade da Prestação Jurisdicional

Comentário a Acórdão do Supremo Tribunal Federal sobre o princípio da Inafastabilidade da Prestação Jurisdicional Comentário a Acórdão do Supremo Tribunal Federal sobre o princípio da Inafastabilidade da Prestação Jurisdicional Universidade de Brasília Disciplina: Teoria Geral do Processo II Professor: Dr. Vallisney

Leia mais

OBRIGAÇÃO DE FAZER REFERENTE À ANOTAÇÃO DE CARTEIRA DE TRABALHO E SUA EXECUÇÃO ESPECÍFICA

OBRIGAÇÃO DE FAZER REFERENTE À ANOTAÇÃO DE CARTEIRA DE TRABALHO E SUA EXECUÇÃO ESPECÍFICA 113 OBRIGAÇÃO DE FAZER REFERENTE À ANOTAÇÃO DE CARTEIRA DE TRABALHO E SUA EXECUÇÃO ESPECÍFICA INTRODUÇÃO Márcio Toledo Gonçalves* As presentes linhas cuidam de brevíssimas considerações acerca da anotação

Leia mais

Site Jurídico S.O.S Estagiários (www.sosestagiarios.com) Trabalhos Prontos Gratuitos LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA

Site Jurídico S.O.S Estagiários (www.sosestagiarios.com) Trabalhos Prontos Gratuitos LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA Nos primórdios da sociedade romana, surgiu o instituto da arbitragem como forma de resolver conflitos oriundos da convivência em comunidade, como função pacificadora

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010.

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. Dispõe sobre a divulgação de dados processuais eletrônicos na rede mundial de computadores, expedição de certidões judiciais e dá outras providências. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

APOSENTADORIA ESPECIAL DO POLICIAL CIVIL

APOSENTADORIA ESPECIAL DO POLICIAL CIVIL APOSENTADORIA ESPECIAL DO POLICIAL CIVIL José Heitor dos Santos Promotor de Justiça/SP Silvio Carlos Alves dos Santos Advogado/SP A Lei Complementar Paulista nº. 1.062/08, que disciplina a aposentadoria

Leia mais

Direito Constitucional Peças e Práticas

Direito Constitucional Peças e Práticas PETIÇÃO INICIAL RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL ASPECTOS JURÍDICOS E PROCESSUAIS DA RECLAMAÇÃO Trata-se de verdadeira AÇÃO CONSTITUCIONAL, a despeito da jurisprudência do STF a classificar como direito de petição

Leia mais

PARECER DECRETO CALL CENTER

PARECER DECRETO CALL CENTER PARECER DECRETO CALL CENTER PARECER DECRETO 6.523/2008 Elizabeth Costa de Oliveira Góes Trata-se de parecer com vistas a analisar a aplicabilidade do Decreto 6.523/2008, de 31 de julho de 2008, no que

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Município Beta instituiu por meio de lei complementar, publicada em 28 de dezembro de 2012, Taxa de Iluminação Pública (TIP). A lei complementar previa que os proprietários

Leia mais

ART. 543-C DO CPC - FIM DOS REPETIDOS RECURSOS ESPECIAIS

ART. 543-C DO CPC - FIM DOS REPETIDOS RECURSOS ESPECIAIS ART. 543-C DO CPC - FIM DOS REPETIDOS RECURSOS ESPECIAIS Rénan Kfuri Lopes- Advogado, Professor, Palestrante, Pós- Graduado em Direito Processual Civil e Direito de Empresa, Membro do Instituto Brasileiro

Leia mais

E O IUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO, AINDA EXISTE???

E O IUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO, AINDA EXISTE??? E O IUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO, AINDA EXISTE??? Esta é uma antiga discussão que, até a presente data, perdura em hostes trabalhistas. Existe o ius postulandi na Justiça do Trabalho? A Carta

Leia mais

Autarquia. Administração Indireta. Figura sujeita a polemicas doutrinárias e de jurisprudência. Ausente na estrutura do Executivo Federal

Autarquia. Administração Indireta. Figura sujeita a polemicas doutrinárias e de jurisprudência. Ausente na estrutura do Executivo Federal Administração Direta Fundação Publica Direito Público Consórcio Público Direito Público Fundação Publica Direito Privado Empresa Pública Consórcio Público Direito Privado Sociedade Economia Mista Subsidiária

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Com fundamento na recente Lei n. 1.234, do Estado Y, que exclui as entidades de direito privado da Administração Pública do dever de licitar, o banco X (empresa pública

Leia mais

Introdução Origem e Utilização

Introdução Origem e Utilização Precatórios Introdução Origem e Utilização PRECATÓRIOS: ORIGEM E UTILIZAÇÃO Descrição e Histórico Precatórios: são ordens judiciais de pagamento objeto de decisões finais proferidas contra entidades governamentais

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO CONTROLE

DIREITO ADMINISTRATIVO CONTROLE DIREITO ADMINISTRATIVO CONTROLE Atualizado em 12/11/2015 CLASSIFICAÇÕES E SISTEMAS DE CONTROLE CLASSIFICAÇÕES DO CONTROLE Quanto ao posicionamento do órgão controlador: Externo: exercido por um ente que

Leia mais

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 2ª TURMA RECURSAL JUÍZO C

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 2ª TURMA RECURSAL JUÍZO C JUIZADO ESPECIAL (PROCESSO ELETRÔNICO) Nº201070510020004/PR RELATORA : Juíza Andréia Castro Dias RECORRENTE : LAURO GOMES GARCIA RECORRIDO : UNIÃO FAZENDA NACIONAL V O T O Dispensado o relatório, nos termos

Leia mais

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1.

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1. Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA Índice 1. Anotações de Aula 1. ANOTAÇÕES DE AULA DIREITO TRIBUTARIO NO CTN Art. 155-A CTN.

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA GABINETE DO DESEMBARGADOR JOSÉ RICARDO PORTO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA GABINETE DO DESEMBARGADOR JOSÉ RICARDO PORTO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA GABINETE DO DESEMBARGADOR JOSÉ RICARDO PORTO DECISÃO MONOCRÁTICA REMESSA NECESSÁRIA N. 011.2010.000052-7/001 CABACEIRAS. Relator : Des. José Ricardo

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL João e José são pessoas com deficiência física, tendo concluído curso de nível superior. Diante da abertura de vagas para preenchimento de cargos vinculados ao Ministério

Leia mais

DESTAQUE DOS PONTOS MAIS RELEVANTES DA REFORMA DO JUDICIÁRIO PEC Nº 358, DE 2005

DESTAQUE DOS PONTOS MAIS RELEVANTES DA REFORMA DO JUDICIÁRIO PEC Nº 358, DE 2005 DESTAQUE DOS PONTOS MAIS RELEVANTES DA REFORMA DO JUDICIÁRIO PEC Nº 358, DE 2005 REGINA MARIA GROBA BANDEIRA Consultora Legislativa da Área I Direito Constitucional, Eleitoral, Municipal, Direito Administrativo,

Leia mais

D E C I S Ã O. Vistos.

D E C I S Ã O. Vistos. D E C I S Ã O Vistos Trata-se de mandado de segurança impetrado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos ECT pretendendo a concessão de liminar nas modalidades initio litis e inaudita altera pars

Leia mais

Nesses termos, pede deferimento. Uberaba/MG,

Nesses termos, pede deferimento. Uberaba/MG, MERITÍSSIMA JUÍZA DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE UBERABA/ MINAS GERAIS. Autos n. 701. Secretaria cível BANCO xxxx., já qualificado nos autos epigrafados da AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA

Leia mais

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO. PROJETO DE LEI N o 637, DE 2011 I - RELATÓRIO

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO. PROJETO DE LEI N o 637, DE 2011 I - RELATÓRIO COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO PROJETO DE LEI N o 637, DE 2011 Altera a Lei nº 6.830, de 22 de setembro de 1980, para incluir o segurogarantia dentre os instrumentos de garantia nas ações de execução

Leia mais

Ambos os recursos de estrito direito têm a sua causa de pedir prevista na Constituição Federal

Ambos os recursos de estrito direito têm a sua causa de pedir prevista na Constituição Federal Interposição: perante o órgão prolator da decisão Recurso Especial Nomenclatura: REsp Competência: Superior Tribunal de Justiça STJ Prazo para interposição 15 dias; Recurso Extraordinário Nomenclatura:

Leia mais

Incidência ou não do ITBI sobre o valor do bem excedente ao do capital integralizado

Incidência ou não do ITBI sobre o valor do bem excedente ao do capital integralizado Incidência ou não do ITBI sobre o valor do bem excedente ao do capital integralizado Kiyoshi Harada* Grassa séria controvérsia doutrinária e jurisprudencial quanto à questão de saber se incide ou não o

Leia mais

Direito Constitucional Dra. Vânia Hack de Ameida

Direito Constitucional Dra. Vânia Hack de Ameida 1 Controle da Constitucionalidade 1. Sobre o sistema brasileiro de controle de constitucionalidade, é correto afirmar que: a) compete a qualquer juiz ou tribunal, no primeiro caso desde que inexista pronunciamento

Leia mais

RECURSO ORDINÁRIO: O artigo 895 parece ser taxativo, em suas alíneas a) e b) ao afirmarem que é cabível o recurso de revista quando:

RECURSO ORDINÁRIO: O artigo 895 parece ser taxativo, em suas alíneas a) e b) ao afirmarem que é cabível o recurso de revista quando: RECURSO ORDINÁRIO: Está previsto no artigo 893 da Consolidação das Leis do trabalho e é disciplinado no artigo 895 da mesma lei. Pode ser interposto, no prazo de 8 dias, tanto das sentenças terminativas,

Leia mais

R E L A T Ó R I O. A Senhora Ministra Ellen Gracie: 1. Eis o teor da decisão embargada:

R E L A T Ó R I O. A Senhora Ministra Ellen Gracie: 1. Eis o teor da decisão embargada: EMB.DECL.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.572-8 BAHIA RELATORA EMBARGANTE(S) ADVOGADO(A/S) EMBARGADO(A/S) ADVOGADO(A/S) : MIN. ELLEN GRACIE : TELEMAR NORTE LESTE S/A : BÁRBARA GONDIM DA ROCHA E OUTRO(A/S)

Leia mais

O SENADO FEDERAL resolve:

O SENADO FEDERAL resolve: PROJETO DE RESOLUÇÃO DO SENADO Nº 27, DE 2015 Altera o inciso II do caput do art. 383 do Regimento Interno do Senado Federal para disciplinar, no âmbito das comissões, a arguição pública dos indicados

Leia mais

ADI, ADC, ADO e ADPF. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Med. Liminar) - 1946. Brasília, 27 de maio de 2014-18:23

ADI, ADC, ADO e ADPF. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Med. Liminar) - 1946. Brasília, 27 de maio de 2014-18:23 Brasília, 27 de maio de 2014-18:23 ADI, ADC, ADO e ADPF AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Med. Liminar) - 1946 Origem: DISTRITO FEDERAL Entrada no STF: 21/01/1999 Relator: MINISTRO SYDNEY SANCHES Distribuído:

Leia mais

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO SILVA SANTOS

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO SILVA SANTOS fls. 122 Processo: 0135890-46.2012.8.06.0001 - Apelação Apelante: Sindicato dos Guardas Municipais da Região Metrolitana de Fortaleza - SINDIGUARDAS Apelado: Município de Fortaleza Vistos etc. DECISÃO

Leia mais

SENTENÇA (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO) RELATÓRIO

SENTENÇA (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO) RELATÓRIO SENTENÇA (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO) RELATÓRIO ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO, qualificada nos autos, interpôs embargos declaratórios à sentença de fls. 181/182, que extinguiu

Leia mais

PARECERES JURÍDICOS. Para ilustrar algumas questões já analisadas, citamos abaixo apenas as ementas de Pareceres encomendados:

PARECERES JURÍDICOS. Para ilustrar algumas questões já analisadas, citamos abaixo apenas as ementas de Pareceres encomendados: PARECERES JURÍDICOS Partindo das diversas obras escritas pelo Prof.Dr. AURY LOPES JR., passamos a oferecer um produto diferenciado para os colegas Advogados de todo o Brasil: a elaboração de Pareceres

Leia mais

PROCESSO: 0000108-40.2010.5.01.0482 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma

PROCESSO: 0000108-40.2010.5.01.0482 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma Multa de 40% do FGTS A multa em questão apenas é devida, nos termos da Constituição e da Lei nº 8.036/90, no caso de dispensa imotivada, e não em qualquer outro caso de extinção do contrato de trabalho,

Leia mais

APELAÇÃO CÍVEL Nº 0008220-49.2010.4.03.6100/SP EMENTA

APELAÇÃO CÍVEL Nº 0008220-49.2010.4.03.6100/SP EMENTA APELAÇÃO CÍVEL Nº 0008220-49.2010.4.03.6100/SP. EMENTA AÇÃO ORDINÁRIA. PIS/COFINS. RECOLHIMENTO NA FORMA DAS LEIS Nº 10.637/02 E 10.833/03. EXCEÇÃO ÀS PESSOAS JURÍDICAS REFERIDAS NA LEI Nº 7.102/83. SITUAÇÃO

Leia mais

1ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS PROCESSO Nº

1ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS PROCESSO Nº 1ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS PROCESSO Nº: 0024926-66.2013.4.02.5151/01 RECORRENTE: PAULO ROBERTO DE CARVALHO HEITOR RECORRIDO: UNIÃO FEDERAL JUÍZO DE ORIGEM: 03º JUIZADO ESPECIAL FEDERAL

Leia mais

Projeto de Lei nº DE 2011. (Do Sr. Arnaldo Faria de Sá)

Projeto de Lei nº DE 2011. (Do Sr. Arnaldo Faria de Sá) Projeto de Lei nº DE 2011. (Do Sr. Arnaldo Faria de Sá) Disciplina a obrigatoriedade de manifestação e os efeitos da participação dos órgãos consultivos da advocacia pública em processos administrativos

Leia mais

OBSERVAÇÕES E EFEITOS DA MODULAÇÃO DAS ADIS 4357 E 4425 NO CÁLCULO DOS ATRASADOS EM AÇÕES CONTRA A FAZENDA PÚBLICA SEM PRECATÓRIO EXPEDIDO.

OBSERVAÇÕES E EFEITOS DA MODULAÇÃO DAS ADIS 4357 E 4425 NO CÁLCULO DOS ATRASADOS EM AÇÕES CONTRA A FAZENDA PÚBLICA SEM PRECATÓRIO EXPEDIDO. OBSERVAÇÕES E EFEITOS DA MODULAÇÃO DAS ADIS 4357 E 4425 NO CÁLCULO DOS ATRASADOS EM AÇÕES CONTRA A FAZENDA PÚBLICA SEM PRECATÓRIO EXPEDIDO. Bernardo Rücker No último dia 25 de maio de 2015, o Plenário

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO fls. 163 SENTENÇA Processo nº: 1020203-79.2015.8.26.0053 Classe - Assunto Procedimento Ordinário - Anulação de Débito Fiscal Requerente: Comercial Móveis das Nações Sociedade Ltda. (Lojas Marabraz) Requerido:

Leia mais

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL Ana Victoria de Paula Souza Souza, Ana Victoria de Paula. O tribunal de justiça do Estado de São Paulo e o julgamento por e-mail.

Leia mais

Nº 11/CSMPF GAB/MC PROCESSO Nº : 1.00.001.000097/2006-99

Nº 11/CSMPF GAB/MC PROCESSO Nº : 1.00.001.000097/2006-99 Nº 11/CSMPF GAB/MC PROCESSO Nº : 1.00.001.000097/2006-99 INTERESSADO : Doutor Igor Nery Figueiredo RELATORA : Conselheira MARIA CAETANA CINTRA SANTOS ASSUNTO : 22º Concurso Público para Provimento de Cargos

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Nº 5301 -PGR-RG MANDADO DE SEGURANÇA Nº 30.585 IMPETRANTE : ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS AMB : ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES FEDERAIS DO BRASIL AJUFE : ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES FEDERAIS DO RIO DE JANEIRO

Leia mais

QUATRO PERGUNTAS E QUATRO RESPOSTAS SOBRE O AMICUS CURIAE *

QUATRO PERGUNTAS E QUATRO RESPOSTAS SOBRE O AMICUS CURIAE * QUATRO PERGUNTAS E QUATRO RESPOSTAS SOBRE O AMICUS CURIAE * Cassio Scarpinella Bueno SUMÁRIO: 1) O que é amicus curiae?; 2) O amicus curiae é previsto no direito brasileiro?; 3) Qual é a função primordial

Leia mais

Instituição essencial à Justiça EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE ITABUNA/BA

Instituição essencial à Justiça EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE ITABUNA/BA EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE ITABUNA/BA DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA, por seu órgão de execução, no exercício de suas atribuições funcionais,

Leia mais

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM?

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? A Justiça Militar Estadual por força de expressa vedação contida no art. 125, 4º, da CF/88, não tem competência

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE TEOFILÂNDIA ESTADO DA BAHIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE TEOFILÂNDIA ESTADO DA BAHIA Processo n.º 170/2015 PREFEITURA MUNICIPAL DE TEOFILÂNDIA Referência: Pregão n.º 009/2015 Assunto: Impugnação aos Termos do Edital DECISÃO Trata-se de IMPUGNAÇÃO AO EDITAL interposta pela empresa PLUS

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO PROCESSO CCR/PP/249/2013 MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO ORIGEM: PTM DE SANTARÉM/PA PRT DA 8ª REGIÃO PROCURADOR OFICIANTE: DR. VITOR BAUER FERREIRA DE SOUZA INTERESSADO 1: ALFA SUPERMERCADO LTDA INTERESSADO

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01/2015 R E S O L V E:

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01/2015 R E S O L V E: ESTADO DO PARANÁ INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01/2015 O Desembargador Fernando Wolff Bodziak, 2º Vice-Presidente e Supervisor-Geral dos Juizados Especiais, no uso de suas atribuições legais e CONSIDERANDO o

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL

PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL RELATOR: JUIZ FEDERAL RELATÓRIO Cuida-se de pedido de uniformização de jurisprudência que tem por objeto divergência entre julgado da 2ª Turma Recursal do Rio de Janeiro e acórdão proferido pela Turma

Leia mais

08/11/2012 PLENÁRIO : MIN. GILMAR MENDES

08/11/2012 PLENÁRIO : MIN. GILMAR MENDES Decisão sobre Repercussão Geral Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 08/11/2012 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.505 RIO DE JANEIRO RELATOR RECTE.(S) ADV.(A/S) RECDO.(A/S)

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal )1( oãdróca atneme86242 DE-SM Diário da Justiça de 09/06/2006 03/05/2006 TRIBUNAL PLENO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBARGANTE(S) : UNIÃO ADVOGADO(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBARGADO(A/S) : FERNANDA

Leia mais

Ações Possessórias. Grace Mussalem Calil 1 INTRODUÇÃO

Ações Possessórias. Grace Mussalem Calil 1 INTRODUÇÃO Ações Possessórias 131 INTRODUÇÃO Conceito: Grace Mussalem Calil 1 Há duas principais teorias sobre a posse: a Subjetiva de Savigny e a Objetiva de Ihering. Para Savigny, a posse é o poder físico sobre

Leia mais

ARTIGO: O direito à saúde e a judicialização da política

ARTIGO: O direito à saúde e a judicialização da política ARTIGO: O direito à saúde e a judicialização da política Carlos Roberto Pegoretti Júnior 1 RESUMO: Os entes políticos, por vezes, encontram-se no pólo passivo de demandas judiciais referentes à entrega

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Agravo de instrumento - efeito ativo Edino Jales * I - Intróito: A par da reforma que se vem empreendendo no processo civil brasileiro, a qual, proficuamente, está sendo desenvolvida

Leia mais

Coordenação Geral de Tributação

Coordenação Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação Geral de Tributação Solução de Consulta nº 98 Data 3 de abril de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF DANO MORAL. PESSOA FÍSICA.

Leia mais

SUMÁRIO NOTA DO AUTOR À TERCEIRA EDIÇÃO

SUMÁRIO NOTA DO AUTOR À TERCEIRA EDIÇÃO SUMÁRIO NOTA DO AUTOR À TERCEIRA EDIÇÃO... 15 PREFÁCIO... 17 INTRODUÇÃO... 19 Capítulo I FLEXIBILIZAÇÃO... 21 1.1. Definição... 21 1.2. Flexibilização da norma... 23 1.3. Flexibilizar a interpretação e

Leia mais

PARECER Nº, DE 2012. RELATOR: Senador ARMANDO MONTEIRO I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2012. RELATOR: Senador ARMANDO MONTEIRO I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2012 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 39, de 2007, do Senador Alvaro Dias, que Acrescenta o art. 879-A ao Decreto-Lei nº 5.452, de 1º

Leia mais

CAP 01 - Princípios...15

CAP 01 - Princípios...15 Sumário CAP 01 - Princípios...15 1.1. PRINCÍPIOS BÁSICOS:...16 1.1.1. Princípio da Supremacia do Interesse Público Sobre o Privado...16 1.1.2. Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público...16 1.2.

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA 14ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL EM SÃO PAULO - SP

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA 14ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL EM SÃO PAULO - SP EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA 14ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL EM SÃO PAULO - SP PROCESSO nº DISTRIBUIÇÃO POR DEPENDÊNCIA AO PROCESSO nº 90.0042414-3 MARÍTIMA SEGUROS S/A, pessoa jurídica de

Leia mais

02579887423 MI 4208 MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

02579887423 MI 4208 MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A UNIÃO DOS ADVOGADOS PÚBLICOS FEDERAIS DO BRASIL UNAFE, pessoa jurídica de direito privado, sem fins econômicos, associação civil

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS Atualizado em 03/11/2015 4. Competência Material Ratione Materiae: Divide-se em competência da Justiça Estadual, Federal, Eleitoral e Militar (não falamos da Justiça

Leia mais

Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso

Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso A respeito da idade de ingresso das crianças, no ensino fundamental de 9 anos de duração, ocorreram acaloradas discussões na esfera educacional

Leia mais

A propositura da ação vincula apenas o autor e o juiz, pois somente com a citação é que o réu passa a integrar a relação jurídica processual.

A propositura da ação vincula apenas o autor e o juiz, pois somente com a citação é que o réu passa a integrar a relação jurídica processual. PROCESSO FORMAÇÃO, SUSPENSÃO E EXTINÇÃO DO FORMAÇÃO DO PROCESSO- ocorre com a propositura da ação. Se houver uma só vara, considera-se proposta a ação quando o juiz despacha a petição inicial; se houver

Leia mais

O FIM DA ISENÇÃO: O PAGAMENTO DA COFINS PELOS ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA Danielle Becker 1

O FIM DA ISENÇÃO: O PAGAMENTO DA COFINS PELOS ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA Danielle Becker 1 O FIM DA ISENÇÃO: O PAGAMENTO DA COFINS PELOS ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA Danielle Becker 1 RESUMO O artigo refere-se á análise da decisão proferida, no mês de setembro de 2008, pelo Supremo Tribunal Federal

Leia mais

Petição Inicial. OBS: todas as petições iniciais obedecem aos mesmos requisitos, seja ela de rito ordinário, sumário, cautelar procedimento especial.

Petição Inicial. OBS: todas as petições iniciais obedecem aos mesmos requisitos, seja ela de rito ordinário, sumário, cautelar procedimento especial. Petição Inicial A Petição inicial é a peça por meio da qual o autor provoca a atuação jurisdicional do Estado. A sua redação deverá obedecer a determinados requisitos estabelecidos no artigo 282 do CPC.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.092.127 - SP (2008/0220476-5) RECORRENTE RECORRIDO REPR. POR : AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL LTDA : MARIA CAROLINA SULETRONI E OUTRO(S) : SÉRGIO MELONE OLGAS - ESPÓLIO : NIVEA

Leia mais

AÇÃO DE EQUIPARAÇÃO DE AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO

AÇÃO DE EQUIPARAÇÃO DE AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA EM... brasileiro (a), casado (a), portador (a) da Carteira de Identidade RG nº..., expedida pela SSP/SP, inscrito (a) no

Leia mais

Poder Judiciário do Estado da Paraíba Tribunal de Justiça Gabinete do Desembargador Marcos A. Souto Maior

Poder Judiciário do Estado da Paraíba Tribunal de Justiça Gabinete do Desembargador Marcos A. Souto Maior Poder Judiciário do Estado da Paraíba Tribunal de Justiça Gabinete do Desembargador Marcos A. Souto Maior DECISÃO APELAÇÃO CIVEL N 048.2003.001021-8/001 CUITEGI RELATOR: Juíza Maria das Neves do Egito

Leia mais

Controle de Constitucionalidade. Desenvolvido por :

Controle de Constitucionalidade. Desenvolvido por : Controle de Constitucionalidade Desenvolvido por : Prof. Raul de Mello Franco Júnior e-mail: raul@mp.sp.gov.br Página: www.raul.pro.br Versão para Impressão www.tonirogerio.com.br Conceito Controlar a

Leia mais