Integração: contribuições de projeto de engenharia de produção à promoção do desenvolvimento local sustentável

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1 31 de Julho a 02 de Agosto de 2008 Integração: contribuições de projeto de engenharia de produção à promoção do desenvolvimento local sustentável Resumo Julia das Neves Dias (CEFET/RJ) Fernando Oliveira de Araujo (CEFET/RJ) As Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) têm como meta-diretriz a oferta à sociedade de atividades de ensino, pesquisa e extensão, de forma integrada e indissociável. O presente estudo, apoiado pelo Programa PIBIC/ CNPq e realizado no âmbito do Núcleo de Empreendedorismo e Tecnologias Sociais (NETS) do CEFET/RJ, analisa as contribuições da engenharia de produção para o estreitamento do fosso social de uma região menos favorecida da Baixada Fluminense (RJ). Para a identificação das características sócio-econômico-culturais e educacionais da região, foram realizadas pesquisas bibliográficas, entrevistas e parcerias com atores locais, além de levantamento de campo, no sentido da obtenção e análise de dados primários. Como desdobramentos da pesquisa, evidenciam-se, em adição a uma maior integração da IFES à região, a formalização de uma tecnologia social orientada ao fomento do comportamento empreendedor e o desenvolvimento de ações extensionistas estruturadas e conjuntas com diversos atores visando à sustentabilidade social local. Abstract The Federal Institutions of Superior Education (IFES) have as line of direction offer to the society activities of education, research and extension. The present study, supported for the Program PIBIC/CNPq and carried through in the scope of the Nucleus of

2 Entrepreneurship and Social Technologies (NETS) of the CEFET/RJ, analyzes the contributions of the industrial engineering for the nip of the social ditch of a less favored region of the Baixada Fluminense, Rio de Janeiro State. For the identification of the social-economic-cultural and educational characteristics of the region, beyond bibliographical research, interviews and partnerships with local actors had been carried through, in addition of a survey, in the direction of the attainment and analysis of primary data. As unfoldings of this research, they are proven, in addition to a bigger integration of the IFES to the region, the constitution of a social technology guided to the promotion of the entrepreneur behavior and the development of extension actions structuralized and joint with diverse actors aiming to the local social sustainability. Palavras-chaves: desenvolvimento local sustentável; indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão; tecnologia social; comportamento empreendedor IV CNEG 2

3 1. INTRODUÇÃO 1.1. DESCRIÇÃO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA A unidade de ensino descentralizada (UnED) de Nova Iguaçu do CEFET/RJ está situada na Unidade Regional de Governo (URG) de Vila de Cava. Esta URG é composta por seis bairros que se encontram em situação de extrema fragilidade social. Segundo um diagnóstico sócio-econômico-cultural local, elaborado por Dias & Araujo (2007), um dos principais problemas a ser enfrentado na região é a aparente inexistência de meios para geração de trabalho & renda para os moradores. A literatura disponível sobre a região é bastante escassa. Assim, a maioria das informações utilizada na análise e discussão deste artigo foi obtida através de pesquisa junto aos habitantes, por meio de questionários sócio-econômicos-culturais e entrevistas informais, semi-estruturadas. Os dados primários são alarmantes e ratificam a carência de recursos financeiros, educacionais e de infra-estrutura revelada pelas visitas de campo e entrevistas. No sentido do enfrentamento da situação de pobreza extrema evidenciada na região, buscou-se a constituição de uma rede de relacionamentos entre uma gama de instituições locais com o intuito de prover amplas discussões e reflexões acerca da realidade local, além de propor soluções baseadas em suas competências. A rede de instituições locais engloba o CEFET/RJ instituição federal de ensino, pesquisa e extensão, entidades paroquiais, centros comunitários da URG, ONGs locais, além de moradores voluntários. Fruto da interação destas instituições desenvolve-se uma tecnologia social (TS) como instrumento relevante para identificar, formalizar e compartilhar soluções éticas baseadas na horizontalidade e no diálogo entre atores, orientada em reduzir o fosso social da região. Acredita-se que há a possibilidade de reaplicar essa TS baseada no conhecimento local e acadêmico para outras comunidades, desde que haja o comprometimento das partes envolvidas. Nesse sentido, destaca-se a necessidade de as Universidades, através de atividades extensionistas, contribuírem para o desenvolvimento local sustentável. IV CNEG 3

4 1.2. OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Fomentar a reflexão teórica, no âmbito da Engenharia de Interesse Social 1, das possibilidades de contribuição da engenharia de produção, enquanto campo do conhecimento relevante à implementação de soluções dialógicas e viáveis orientadas à promoção do desenvolvimento local sustentável OBJETIVOS ESPECÍFICOS Compartilhar com as comunidades local e acadêmica, dados sócio-econômicoculturais e educacionais provenientes de levantamento de campo (survey) da região de Vila de Cava, município de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Identificar possíveis conhecimentos, metodologias ou técnicas presentes na região, capazes de serem caracterizadas como tecnologias sociais, com possibilidade de replicação em outras comunidades. Suscitar a reflexão teórica e apresentar resultados práticos da contribuição da Engenharia de Produção na promoção do desenvolvimento local sustentável QUESTÕES-PROBLEMA Com base na descrição da situação-problema, almeja-se investigar: 1. Em que medida a aplicação de técnicas e conhecimentos específicos da engenharia de produção pode ser contributiva para fomentar soluções viáveis orientadas à promoção do desenvolvimento local sustentável? 2. A região estudada apresenta conhecimentos, metodologias ou técnicas capazes de serem caracterizadas como tecnologias sociais? 1 A Engenharia de Interesse Social (EIS) é uma linha de pesquisa multidisciplinar que visa analisar e direcionar as contribuições da engenharia no atendimento das necessidades sociais, em especial das comunidades mais carentes, fomentando a apropriação de soluções técnicas e/ ou tecnológicas para a promoção do desenvolvimento social sustentável. IV CNEG 4

5 3. O CEFET/RJ UnED/NI teria condições de contribuir para o fomento ao comportamento empreendedor de moradores da região de Vila de Cava visando à geração de trabalho & renda? 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. TECNOLOGIAS SOCIAIS Na visão de Longo (1996), tecnologia é conjunto organizado de todos os conhecimentos científicos, empíricos ou intuitivos, empregados na produção e comercialização de bens e serviços. Inegavelmente, a evolução tecnológica destaca-se como um pilar notável do desenvolvimento, mas autores como Dagnino, Brandão & Novaes (2004) sinalizam que a tecnologia convencional (TC) desenvolvida e utilizada pela empresa privada de países centrais não é adequada à realidade dos países periféricos. Segundo os mesmos autores, a TC não tem conseguido resolver, podendo mesmo agravar, os problemas sociais e ambientais. Dagnino (2004) questiona até que ponto essa tecnologia convencional, assentada numa perspectiva de acumulação capitalista, poupa trabalho humano mais do que seria conveniente, considerando que o lucro das empresas depende de uma constante redução da mão-de-obra incorporada ao produto, ou do tempo de trabalho socialmente necessário para produzir mercadorias. Apesar do notável predomínio da TC, há, em menor escala, uma tecnologia em que as dimensões humanas e sociais estão em primeiro plano: a Tecnologia Social (TS). A TS consiste em uma tecnologia orientada à solução de problemas sociais, satisfazendo as necessidades básicas das pessoas de modo simples, com baixo custo de aplicação e uso intensivo de mão-de-obra. Para Dias, Mariano & Araujo (2008) a TS é capaz de satisfazer as necessidades básicas dos indivíduos, de forma simples, extensiva em recursos financeiros e intensiva na apropriação de mão-de-obra. Lassance & Pedreira (2004) revelam que a dimensão local (aplicam-se a pessoas, famílias, cooperativas, associações) das TSs, que a princípio seria uma vantagem, revela-se também uma dificuldade para que tais tecnologias sejam vistas em termos de um projeto nacional. Assim, sinaliza-se que as tecnologias sociais não devem ser vistas apenas como boas práticas, pois deixam de ser enxergadas no horizonte das políticas. IV CNEG 5

6 De forma complementar, os mesmo autores afirmam que há tecnologias que ao mesmo tempo são agrícolas, ecológicas, econômico-solidárias, promovem a segurança alimentar e representam modelo de negócio com planejamento de expansão; porém, justamente por serem multissetoriais, precisariam de um amplo leque de articulação entre as organizações da sociedade e várias áreas governamentais para garantir a plena realização de todas as suas dimensões. Bava (2004) considera que as tecnologias sociais, mais do que a capacidade de implementar soluções para determinados problemas, podem ser vistas como métodos e técnicas que permitam impulsionar processos de empoderamento das representações coletivas da cidadania para habilitá-las a disputar, nos espaços públicos, as alternativas de desenvolvimento que se originam das experiências inovadoras e que se orientem pela defesa dos interesses das maiorias e pela distribuição de renda. Rutkowski (2005) indica que o desenvolvimento dessas tecnologias ocorre através de metodologias participativas, associando conhecimentos populares e técnico-científicos, uma vez que para redirecionar os benefícios gerados pela ciência e tecnologia de maneira a contribuir para redução das desigualdades econômicas, sociais é fundamental que se conheçam as necessidades daqueles que serão os usuários das tecnologias. Essa indicação ressalta a importância do caráter participativo da TS e permite considerar a metodologia utilizada no projeto Integr Ação, discutido em tópicos subseqüentes, como uma tecnologia social. Assim, evidencia-se que é possível e necessário que as Universidades contribuam com o conhecimento técnico-científico voltado para o desenvolvimento das comunidades entorno, não somente através do ensino, mas também por meio de pesquisa e extensão PRÁTICAS EXTENSIONISTAS NO SENTIDO DO ESTREITAMENTO DO FOSSO SOCIAL DE REGIÕES MENOS FAVORECIDAS No que tange a produção de conhecimento científico e tecnológico, o FORPROEX (2006) evidencia a necessidade de se concretizar a indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão enquanto eixo de formação do estudante, sendo a implementação de medidas de flexibilização curricular um meio privilegiado para alcançá-la. Nesse sentido, é necessário que a Universidade não se limite em formar profissionais com excelência técnica, IV CNEG 6

7 mas também auxiliar no desenvolvimento da sociedade, considerando seu potencial para, através da educação, contribuir para proporcionar transformações sociais. As Universidades Públicas, por exemplo, através de atividade extensionista, devem e têm como missão desenvolver projetos que promovam o desenvolvimento local das comunidades entorno e fomentem a inclusão social de parcelas ditas fragilizadas da população. Por outro lado seria insuficiente a Universidade incentivar atividades de intervenção se os docentes e discentes não se conscientizassem da necessidade de promover o desenvolvimento local sustentável. Assim, é importante considerar que o pensamento dos engenheiros (e de outros profissionais também) do século XXI, possibilite uma visão mais solidária e abrangente da sociedade. Quanto à aderência aos propósitos extensionistas, destaca-se a relevância da Engenharia de Interesse Social (EIS) enquanto área de pesquisa multidisciplinar. Na prática, isso ocorre na medida em que a EIS promove a interconectividade entre distintos atores, com fins à interdisciplinaridade e o compartilhamento do conhecimento científico aplicado para a sociedade. A democratização do conhecimento é ratificada por Lessa (2005) que afirma que o Brasil do futuro deve incluir todos os brasileiros nos benefícios da sociedade moderna. De forma complementar, o autor destaca que o engenheiro como profissional do fazer 2 se sobressai por sua pluralidade e a adaptabilidade e pode contribuir para esse objetivo. Para que essa transformação possa ocorrer de forma sustentável a horizontalidade nos relacionamentos e o diálogo entre atores sociais são tidos como uma características essenciais da intervenção local NÚCLEO DE EMPREENDEDORISMO E TECNOLOGIAIS SOCIAIS NETS No sentido de contribuir para que o CEFET/RJ UnED/NI consolide-se como ator relevante para o encurtamento das distâncias sócio-econômicas e educacionais observadas, em geral, na Baixada Fluminense e, particularmente, na região entorno da Unidade Nova Iguaçu, um grupo de pesquisadores do Departamento de Engenharia de Produção da referida instituição implementa em 2007, o Núcleo de Empreendedorismo e Tecnologias Sociais (NETS). 2 A caracterização do engenheiro enquanto profissional do fazer é uma tipologia proposta por Lessa. IV CNEG 7

8 O NETS surge sob uma perspectiva dialógica e pluralista, orientada em contribuir para a cooperação entre docentes e discentes de todos os níveis de ensino 3 da UnED/NI, respeitando a tradição da Instituição, enquanto espaço para formação humana, científica e tecnológica e tendo compromisso irrestrito com a excelência no ensino, pesquisa e extensão. O referido núcleo visa atuar como agente catalisador do comportamento empreendedor nos âmbitos intra-universitário e comunitário, além de atuar como facilitador à identificação, desenvolvimento e replicação de tecnologias de interesse social. Iniciativas como o referido espaço acadêmico multidisciplinar orientado à prática do ensino, pesquisa e extensão, constituído por alunos, professores e pesquisadores comprometidos com o desenvolvimento local sustentável são evidências tangíveis de que as Instituições de Ensino Superior têm potencial para transformar a realidade social de comunidades menos favorecidas. Segundo Araujo (2007), o envolvimento dos alunos em iniciativas extensionistas cria um espaço diferenciado para a aprendizagem. Assim, para além do potencial de transformação da realidade local, o núcleo visa contribuir para o desenvolvimento acadêmico e de competência crítica dos discentes. 3. METODOLOGIA 3.1. CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA As características da pesquisa a ser desenvolvida neste trabalho são as seguintes: a. Análise descritiva dos atuais princípios e fundamentos referentes a: tecnologias sociais; políticas públicas em educação; práticas universitárias extensionistas; desenvolvimento sustentável; desenvolvimento humano; desenvolvimento local. b. Ampla pesquisa bibliográfica que ajude a formulação da relação de existência entre os conceitos associados à indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão e desenvolvimento local sustentável. c. A pesquisa realizada se propõe formular uma relação entre os conceitos de IFES e as possibilidades de desenvolvimento local sustentável, via interação dialógica e horizontal com atores regionais relevantes. A pesquisa desenvolvida pode classificada, com base nos aspectos supracitados, em: a. Segundo a natureza: a pesquisa caracteriza-se como pesquisa básica posto que procura a aquisição de conhecimento da natureza sem finalidades práticas ou imediatas [Jung, 2003 #161]. 3 O CEFET/RJ oferece cursos de nível médio-técnico, além de bacharelados plenos em engenharia e pósgraduação stricto sensu. IV CNEG 8

9 b. Segundo os objetivos: pode ser caracterizada como uma pesquisa exploratória, devido ao fato que busca desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e idéias existentes, tendo em vista a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores [SELLTIZ, C #174]. c. Segundo a abordagem: caracteriza-se parte como uma pesquisa qualitativa na medida em que (diagnóstico sócio-econômico-cultural e ambiental): [...] não procura enumerar e/ou medir os eventos estudados, nem emprega instrumental estatístico na análise dos dados. Parte de questões e focos de interesse mais amplos, que vão se definindo à medida que o estudo se desenvolve, procurando compreender os fenômenos segundo a perspectiva dos sujeitos, ou seja, dos participantes da situação em estudo. [MARTINS, G. de A #160] apud [Rodrigues, Maria das Graças Villela #40] Parte como pesquisa quantitativa, na medida em que se provê uma análise instrumental dos dados primários obtidos por meio de questionário especificamente desenvolvido d. Segundo os procedimentos: define-se como uma pesquisa bibliográfica, associada a um survey. Quanto ao primeiro procedimento, está elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos de revistas, de dissertações de mestrado, além de material disponibilizado na Internet [Rodrigues, Maria das Graças Villela #40]. Em relação ao segundo procedimento, foi desenvolvido um questionário contendo perguntas abertas e fechadas, baseado na interação de atores locais, e inspirado em modelos oficiais de coleta e análise de dados para tratamento estatístico. Adicionalmente, foram realizadas visitas de campo orientadas e encontros mensais com habitantes, socialmente engajados, da comunidade estudada LIMITAÇÕES DO MÉTODO A pesquisa sofre influência de fatores subjetivos como a sensibilidade do grupo de pesquisa aos problemas enfrentados pela comunidade, além da proposta de intervenção adotado, que extrapola a prática assistencialista culturalmente impregnada na realidade local. Outro obstáculo identificado foi a escassez de publicações acerca da região estudada. Por fim, a coleta de dados só foi possível com o auxílio de parceiros locais, pois se diagnosticou que os pesquisadores sofreriam com a resistência cultural dos moradores. Mesmo com a ajuda das lideranças comunitárias o instrumento de pesquisa, como etapa de uma futura intervenção local foi acolhido com desconfiança pelos moradores, já que há um histórico de promessas políticas não cumpridas ETAPAS DA PESQUISA As etapas realizadas desde o início da pesquisa até a proposta do projeto Integr Ação, alaborado para fomentar o desenvolvimento local, estão sintetizadas na Tabela 01, abaixo Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Visitas de campo x x x x Reuniões com a comunidade x x x x x x x x x x IV CNEG 9

10 Formulação do instrumento de pesquisa x x x x x x x Estudos dirigidos x x x x x Coleta de dados x x x Análise de dados x x Elaboração de propostas para desenvolvimento local. Projeto Integr Ação x Formulação do material de divulgação e fichas de inscrição Período de inscrições x x Monitoramento das inscrições x x Preparação de recursos (equipe técnica, metodologia, ementa...) para os cursos Tabela 01 Cronograma do projeto de pesquisa e implementação do projeto Integr Ação x x x x x Os encontros periódicos com a comunidade revelaram-se indispensáveis para que o processo de desenvolvimento da proposta ocorresse de forma participativa. A dialogicidade e a horizontalidade são tidas como características básicas da intervenção local e a preservação da discussão transparente das finalidades do desenvolvimento são essenciais para que os moradores da comunidade sejam atores desse processo. 4. DISCUSSÃO Com a intenção de dar início ao processo de aproximação e reconhecimento da situação sócio-econômico e cultural da região entorno à Unidade de Ensino Descentralizada de Nova Iguaçu do CEFET/RJ, duas comunidades foram visitadas, com o apoio da Paróquia Santa Rita: Adrianópolis e Bairro Amaral. Ambas apresentam uma série de problemas sociais e ambientais. As visitas de campo aos bairros da região evidenciaram problemas de infra-estrutura notórios como a ausência de saneamento básico, resultando na presença de línguas negras nas ruas; o predomínio de vias não asfaltadas; a obtenção de parcela da energia elétrica através de ligações clandestinas e; o abastecimento débil de água que, em geral, é proveniente de poços artesianos. Outro ponto sensível a se observar é a precariedade do transporte público, uma vez que a linha de ônibus que deveria atender a comunidade não o faz regularmente. A questão se torna ainda mais agravante tendo em vista que a região não oferece postos de trabalho suficientes. Essa situação, portanto, cria uma demanda maior pelo transporte, já que a grande maioria dos moradores que trabalham, o fazem em municípios afastados da comunidade. Apesar da notável situação de pobreza das comunidades, a violência local é discreta e se restringe a eventuais brigas devido ao excesso etílico e/ ou consumo de drogas ilícitas. Os dados obtidos com o levantamento de campo Dias & Araujo (2007) indicam que a média de idade é 19 anos, e 38,98% dos habitantes situam-se na faixa etária de 15 a 20 anos. IV CNEG 10

11 Apesar desse grande percentual de jovens, 57,14% dos habitantes já têm filho e 43,08% moram com os cônjuges. A maioria da população, 88,14% possui residência própria quitada, e 67,27% das residências possuem quatro ou cinco moradores (Gráfico 01), dentre os quais, apenas um ou dois contribuem para a renda domiciliar. Gráfico 01 Número de co-residentes Fonte: Dias & Araujo (2007) No entanto, a faixa de renda da população concentra-se entre 1 e 2 salários mínimos e 20,69% ganham até 1 salário mínimo, o que evidencia a fragilidade econômica da região (Gráfico 02). Apenas 15,25% participam do bolsa-família, projeto de auxílio do Governo Federal. A ajuda do Estado existe, mas demonstra-se insuficiente para atender as necessidades de toda a população, pois, 47,46% afirmam não participar desse tipo de projeto por não terem sido contemplados. Figura 02 Estratificação de renda domiciliar da população local Fonte: Dias & Araujo (2007) Outro ponto nevrálgico tange a situação atual de trabalho dos moradores. O desemprego atinge quase metade dos moradores da comunidade, 49,15% e apenas 10,17% trabalham com carteira assinada (Gráfico 03). A insuficiente absorção do mercado de trabalho pode ser considerada um dos motivos para que a maioria da população (72,88%) declare ter IV CNEG 11

12 interesse em possuir negócio próprio. Ainda assim, apenas uma pequena parcela, 12,28%, possui ou já possuiu seu próprio negócio. Gráfico 03 Situação atual de trabalho da população local Fonte: Dias & Araujo (2007) Mais da metade dos habitantes, 58,18%, possui conhecimentos adquiridos informalmente ao longo da vida, São pessoas que sabem cozinhar, costurar, consertar aparelhos eletrônicos. Essas atividades já representaram uma fonte de renda para 59,38% dos moradores, e, 71,43% ainda utilizam esses conhecimentos para gerar renda. O Gráfico 04 se refere aos aspectos educacionais. 44,07% da população possui o ensino médio e, 88,89% dos moradores locais cursaram os estudos em escola pública. No entanto, apenas 21,82% dos entrevistados concluíram o nível de escolaridade e 36,36% continuam estudando. Gráfico 04 Nível de escolaridade da população local Fonte: Dias & Araujo (2007) O nível de escolaridade não foi completado por 41,82% dos moradores, dentre os quais 52,00% não puderam completá-lo devido à necessidade de trabalhar (Gráfico 05). Ainda IV CNEG 12

13 assim, é grande o número de respondentes que participaram de cursos de capacitação profissional, 50,85%. O curso mais procurado é Informática, 46,34%. Gráfico 05 Motivos alegados para não ter completado o nível de escolaridade Fonte: Dias & Araujo (2007) O diagnóstico ambiental revela que 100% das residências estão ligadas a rede elétrica e 93,10% recebem a coleta de lixo, no entanto 80,70% das residências não estão ligadas a rede coletora de esgoto (Gráfico 06) e 82,76% não estão ligadas a rede de abastecimento de água. Supostamente, a proximidade com a Reserva Biológica de Tinguá poderia estimular o extrativismo. No entanto, apenas 8,47% dos respondentes declararam realizar essa prática. Dentre estes, a maior parte, 80%, realizam extrativismo semanalmente, sendo que 75% retiram flora. Gráfico 06 Residências ligadas a rede coletora de esgoto Fonte: Dias & Araujo (2007) IV CNEG 13

14 Ainda nas questões ambientais, apenas 11,11% das residências reciclam, reutilizam e/ou reduzem algum tipo de resíduo sólido. Sendo 66,67% referente à prática da reciclagem e 40,00% referente ao resíduo sólido alumínio. Quanto à experiência comunitária, 62,71% acreditam que a comunidade tem potencial para se desenvolver. No entanto, 91,38% desconhecem a existência de qualquer projeto ou iniciativa local para geração de trabalho & renda, o que evidencia a carência de ações desse tipo (Gráfico 07). Gráfico 07 Existência de projetos ou iniciativas locais para gerar trabalho & renda Fonte: Dias & Araujo (2007) A receptividade e a viabilidade de implantação de um projeto social na região estão disponíveis nos dados referentes à disponibilidade e interesse de participação nesse tipo de ação, que representam 81,36% e 84,75%, respectivamente (Gráfico 08). Gráfico 08 Interesse de participação em um projeto social Fonte: Dias & Araujo (2007) IV CNEG 14

15 Quanto aos cursos que despertariam interesse, informática destaca-se com 18,49%. Geração de trabalho & renda e empreendedorismo é preferência de 20,16% dos habitantes. Esse resultado é justificável, pois, como citado anteriormente, a maioria dos habitantes, 72,88% demonstra interesse em ter negócio próprio, o que motivou a equipe de pesquisa a desenvolver um projeto de qualificação empreendedora da comunidade. Com o auxílio desses dados primários, nos meses de dezembro de 2007 e janeiro de 2008, elaborou-se propostas para promover o desenvolvimento da comunidade entorno do CEFET/RJ UnED/NI. Assim, evidenciada a carência da população local, desenvolveu-se uma proposta de projeto que visa uma maior integração da instituição com a comunidade. 5. CONCLUSÕES Os resultados do levantamento no entorno do CEFET/RJ UnED/NI, indicam que os bairros próximos a instituição encontram-se em situação de extrema fragilidade sócioeconômica. Com base nesses dados, entre os meses de novembro de 2007 e janeiro de 2008, pesquisadores do NETS desenvolveram a Metodologia (Tecnologia Social) Integr Ação. A tecnologia Integr Ação (Figura 01) se consiste em uma metodologia de intervenção orientada à promoção do desenvolvimento local sustentável. Apresenta como pilares fundamentais de sua constituição a horizontalidade, dialogicidade, responsabilidade social e ética dos atores envolvidos, englobando uma IFES, o setor produtivo, e organizações comunitárias, como ONGs e entidades paroquiais. IV CNEG 15

16 Etapa 01: Etapa 02: Desenvolvimento de relacionamentos com base Diagnóstico plural e na Horizontalidade, Dialogicidade, Transparência multidisciplinar da e Responsabilidade Sócio-Ambiental situação local Etapa 03: Programa Integr Ação de formação cidadã, baseada no fomento ao comportamento empreendedor, orientada à transformação social e à geração de trabalho & renda. As capacitações são desenvolvidas com base na metodologia CAV Ciclos de Aprendizagem Vivencial., inspirada na pedagogia da autonomia de Paulo Freire Etapa 04: Formação de cidadãos multiplicadores da metodologia, dotados de consciência crítica sócioambiental, com ampla capacidade de intervenção e transformação da comunidade ONGs Capacitações t1 t2 t3 t4 t5 Universidade Entidades Paroquiais Diagnóstico Sócio-Econômico- Ambiental e Cultural da Realidade Formação Contextual e Geral Empreendedorismo e Gestão Educação Ambiental para Geração de Trabalho & Renda Empreendedores de Interesse Social Cidadãos Tecnologia Integr Ação Núcleo de Empreendedorismo e Tecnologias Sociais (NETS) Figura 09 - Metodologia Integr Ação Fonte: NETS (2008) A tecnologia Integr Ação é uma metodologia replicável que apresenta-se como uma alternativa à geração de trabalho & renda, na medida em que se fomenta o comportamento empreendedor, através de um programa de capacitações de nove semanas destinado à comunidade. A estrutura do projeto Integr Ação: CEFET de portas abertas para a comunidade apresenta-se em três módulos integrados realizados em 6 (seis) horas de aula semanais ministradas através de dois encontros, durante 09 (nove) semanas, totalizando uma carga horária de 30 (trinta) horas de curso. Ao longo do projeto, serão oferecidos aos participantes conhecimentos nas áreas de Educação Ambiental e Empreendedorismo & Gestão, além de uma formação geral e contextual. Na primeira etapa entram 40 (quarenta) alunos, para o módulo de Formação Geral e Contextual, depois a turma é subdividida em duas e todos fazem dois cursos, alternadamente, conforme se pode observar na Tabela 02, abaixo. Capacitações 1s 2s 3s 4s 5s 6s 7s 8s 9s Formação contextual e geral ( ) Empreendedorismo e Gestão ( ) - Educação ambiental para trabalho & renda ( ) - Tabela 02 Estrutura dos cursos do programa Integr Ação IV CNEG 16

17 A comunidade participa ativamente de todas as etapas do projeto. Dessa forma, o diálogo e a transparência no relacionamento das partes visam compatibilizar as demandas sociais com as oportunidades oferecidas pelo projeto. Ao fornecer capacitação aos moradores, tenciona-se resgatar a sua dignidade e conscientizar que são vetores de transformação da realidade local. 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS E SUGESTÕES DE INVESTIGAÇÕES FUTURAS No que tangem os resultados preliminares do diagnóstico da comunidade entorno do CEFET/RJ UnED/NI, destaca-se a importância da intervenção local estar baseada na dialogicidade, assegurando que o desenvolvimento local ocorra de forma horizontal. Nesse sentido, é importante não limitar a pesquisa à revisão de literatura. Visitas de campo, entrevistas com lideranças da região e um instrumento de pesquisa (questionário sócioeconômico e cultural) contribuíram na tentativa de traçar um perfil local mais próximo da realidade. Outro resultado relevante identificado foi a flexibilidade da engenharia de produção, enquanto campo do conhecimento capaz de utilizar os recursos técnicos de diversas áreas do conhecimento para fomentar soluções acerca de problemas reais da sociedade. Como sugestão de investigações futuras recomenda-se aplicar a Tecnologia Social Integr Ação em outras realidades e avaliar sua efetividade sócio-econômica e cultural para a promoção do desenvolvimento social sustentável. Aderente as premissas da Tecnologia Integr Ação é válido ressaltar a necessidade de a intervenção ocorrer de forma ética, privilegiando as práticas dialógicas, com a participação ativa da comunidade em questão. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALBUQUERQUE, P.P. Autogestión. In: Antonio David Cattani (Organizador), pp.39-46, Altamira-OSDE-UNGS, Buenos Aires, Disponível em: <http://www.riless.org/biblioteca.shtml>. Acesso em: 30 nov ARAUJO, F.O. Proposta para formalização e implementação do Núcleo de Empreendedorismo e Tecnologias Sociais (NETS). Rio de Janeiro: Centro Federal de Educação tecnológica Celso Suckow da Fonseca, ASSEBURG, H.B. & GAIGER, L.I. A economia solidária e a redução das desigualdades, Disponível em: <http://www.ecosol.org.br/txt/desigualdades.pdf>. Acesso em: 29 nov IV CNEG 17

18 AZEVEDO, A. Inovação Tecnológica em Empreendimentos Autogestionários: Utopia ou Possibilidade?. In: IX Colóquio Internacional sobre Poder Local, Salvador, BARTHOLO, R. A Pirâmide, a Teia e as Falácias: Sobre modernidade industrial e desenvolvimento social. In: LIANZA & ADDOR Tecnologia e desenvolvimento social e solidário. 1 ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, BAVA, S.C. Tecnologia social e desenvolvimento local. In: FBB, Tecnologia social: uma estratégia para o desenvolvimento. Rio de Janeiro, BOBBIO, N; MATTEUCI, N & PASQUINO, G. Dicionário de Política; Vol.1 11 a. Edição. Editora Universidade de Brasília; São Paulo, BUARQUE DE HOLANDA, Sergio. Raízes do Brasil. 26 ed. São Paulo: Cia das Letras, 1995 DAGNINO R. A tecnologia social e seus desafios. In: FBB, Tecnologia social: uma estratégia para o desenvolvimento. Rio de Janeiro, DIAS, J.N; NASCIMENTO, A.M; ARAUJO, F.O. Autogestão em empreendimentos solidários: uma proposta de tecnologia social? Anais do IV Encontro Mineiro de Engenharia de Produção. Ouro Preto: FMEPRO, ; ARAUJO, F.O. Engenharia de Interesse Social: pesquisa e extensão da prática da engenharia de produção enquanto campo do conhecimento contributivo à promoção do desenvolvimento local sustentável. Relatório Parcial de Iniciação Científica. Diretoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Rio de Janeiro: Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, ; BRANDÃO F.C. & NOVAES H.T. Sobre o marco analítico-conceitual da tecnologia social. In: FBB. Tecnologia social: uma estratégia para o desenvolvimento. Rio de Janeiro, DORNELES, S.B. Autogestão: uma alternativa para o desenvolvimento regional. Disponível em: <http://www.urisantiago.br/nadri>. Acesso em: 30 nov EID,F. Descentralização do estado, economia solidária e políticas públicas: construção da cidadania ou reprodução histórica do assistencialismo? In: XI Congresso da Federação Internacional de Estudos sobre América Latina e Caribe FIEALC, Osaka, Japão, Série Sociedade Solidária - Vol & PIMENTEL, A. E. B. Planejamento do Desenvolvimento Local e Economia Solidária. In: LIANZA & ADDOR Tecnologia e desenvolvimento social e solidário. 1 ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, FORNARI JUNIOR, C.C.M.; ESTIVAL, K.G.S. & SILVA, E.E. Desenvolvimento de Tecnologias Sociais: Implantação de Cooperativa no Município de Ilhéus/BA. In: IV Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social, Rio de Janeiro, set/2007 FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL. Tecnologia social: uma estratégia para o desenvolvimento. Rio de Janeiro, IV CNEG 18

19 GAIGER, L.I. A economia popular solidária no horizonte do terceiro setor. In: Istr s fourth international conference, Dublin, GUERRA, A. C.; LIRA, R. G. B.; OLIVEIRA, B. A. M. & TOLEDO, D. A. C. Associação de Pequenos Produtores Rurais de Minduri: Um Exercício de Autogestão? In: IV Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social, Rio de Janeiro, set/2007. GUIMARÃES,V.N; KOROSUE, A. & CORRÊA, F.Z.M. Autogestão em Santa Catarina: uma tecnologia social emergente. Disponível em: <http://www.ocyt.org.co/esocite/ponencias_esocitepdf/civ1brs038.pdf>. Acesso em: 25 nov ITS, Reflexões sobre a construção do conceito de tecnologia social. In: FBB, Tecnologia Social: uma estratégia para o desenvolvimento. Fundação Banco do Brasil, Rio de Janeiro, RJ, JANNUZZI, P. M. Indicadores Sociais no Brasil. Campinas, SP: Editora Alínea, LASSANCE A.E. & PEDREIRA J.S. Tecnologias sociais e políticas públicas. In: FBB, Tecnologia social: uma estratégia para o desenvolvimento. Rio de Janeiro, LECHAT, N. M. P. As raízes históricas da economia solidária e seu aparecimento no Brasil, II Seminário de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares, Unicamp, São Paulo, LESSA, C., A Engenharia no Desenvolvimento Nacional. In: LIANZA, S. & ADDOR, F. (Orgs). Tecnologia e desenvolvimento social e solidário. 1 ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, LIANZA, S. & ADDOR, F. (Organizadores). Tecnologia e desenvolvimento social e solidário. 1 ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, & RUTKOWSKI, J.E. Sustentabilidade de empreendimentos solidários:que papel espera-se da tecnologia?. In: FBB. Tecnologia social: uma estratégia para o desenvolvimento. Rio de Janeiro, LISBOA, A. M. Desordem do trabalho, economia popular e exclusão social. Algumas considerações. Disponível em: <http://www.ecosol.org.br/bib.htm>. Acesso em: 25 nov LONGO, W.P., Conceitos Básicos sobre Ciência e Tecnologia. Rio de Janeiro, FINEP, v.1. Disponível em: <http://www.finep.gov.br/o_que_e_a_finep/conceitos_ct.asp#indicet>. Acesso em: 10 fev MOREIRA, V.; BARBOSA, F.A. & FARIAS, I.Q. Empreendedorismo Social e Economia Solidária: Um Estudo de Caso da Rede de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável da Comunidade do Grande Bom Jardim. Disponível em: <http://www.unioeste.br/projetos/casulo/files/emp_soc_ec_sol.pdf>. Acesso em: 04 mar IV CNEG 19

20 NASCIMENTO, C. Autogestão e economia solidária. Temporaes: Universidade de São Paulo. Vol.1. São Paulo: Humanitas Publicações, Disponível em: <http://www.milenio.com.br/ifil/rcs/biblioteca/nascimento.htm>. Acesso em: 29 nov OLIVEIRA, R. Há Muito de Política na Decisão Técnica. In: LIANZA, S. & ADDOR, F. Tecnologia e desenvolvimento social e solidário. 1 ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, RATTNER, H. Economia solidária Por que?. In: Revista Espaço Acadêmico n 44, jan/2005. Disponível em: <http://www.espacoacademico.com.br/044/44rattner.htm>. Acesso em: 09 fev RIBEIRO, A. C. T. O desenvolvimento local e a arte de resolver a vida. In: LIANZA, S. & ADDOR, F. Tecnologia e desenvolvimento social e solidário. 1 ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, RIBEIRO, L.C.Q. & SANTOS JUNIOR, L.A. Associativismo e participação social: tendências da organização popular no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Observatório de Políticas Urbanas: IPPUR: FASE, RUFINO, S. Engenharia e Autogestão: um processo em construção. IV Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social, Rio de Janeiro, set/2007. RUTKOWSKI, J.E. Rede de tecnologias sociais: pode a tecnologia proporcionar desenvolvimento social?. In: LIANZA, S & ADDOR,F. Tecnologia e desenvolvimento social e solidário. 1 ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, SILVA, C. R. O. Metodologia e Organização do projeto de pesquisa (Guia Prático). Cefet- CE, Disponível em: < Acesso em: 10 fev SINGER, P. Desenvolvimento capitalista e desenvolvimento solidário. Estudos avançados 18 (51), Políticas públicas para a Economia Solidária no Brasil. In: LIANZA, S. & ADDOR, F. Tecnologia e desenvolvimento social e solidário. 1 ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, Globalização e desemprego. SP: Contexto, In: LISBOA. Desordem do trabalho, economia popular e exclusão social. Algumas considerações.. & KRUPPA S.M.P. Senaes e a economia solidária democracia e participação ampliando as exigências de novas tecnologias sociais. In: FBB, Tecnologia social: uma estratégia para o desenvolvimento. Rio de Janeiro, TENÓRIO, F. G. (Re)Visitando o conceito de Gestão Social. In: LIANZA, S. & ADDOR, F. Tecnologia e desenvolvimento social e solidário. 1 ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, IV CNEG 20

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