METODOLOGIA DO ENSINO DO FUTEBOL DE SALÃO. Osvaldo Tadeu da Silva Junior

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1 METODOLOGIA DO ENSINO DO FUTEBOL DE SALÃO Osvaldo Tadeu da Silva Junior

2 MÉTODOS/ESTILOS DE ENSINO FERREIRA (1986): do grego méthodos, "caminho para chegar a um fim". Caminho pelo qual se atinge um objetivo. Programa que regula previamente uma série de operações que se devem realizar, apontando erros evitáveis, em vista de um resultado determinado; processo ou técnica de ensino. Formado por meta, que é sinônimo de "para", e hodos, similar a "caminho". Isso equivale a dizer que é o caminho para, ou ainda sugere a idéia de prosseguimento. LIBÂNEO (2002) afirma que método de ensino é a ação do professor, ao dirigir e estimular o processo de ensino em função da aprendizagem dos alunos, quando utiliza intencionalmente um conjunto de ações, passos, condições externas e procedimentos.

3 GUIA E DESCOBERTA Método de descoberta (tentativa-e-erro): é adotado para que a criança com diferentes níveis de desenvolvimento possa explorar individualmente meios apropriados de aprender uma habilidade. Ao fazer isso, a criança pode acomodar seu nível atual de funcionalidade e depois evoluir no domínio de uma habilidade. Este tipo de estilo inclui repetição (ou prática), tentativa e erro, situações de desafio, de modo a levar o sucesso aos alunos. Ao longo do programa a instrução individualizada é dada com o objetivo de atender as necessidades e habilidades individuais de cada criança.

4 COMANDO O método de comando: todos os alunos recebem um modelo uniforme e eles devem alcançá-lo ou pelo menos demonstrar uma competência mínima; O padrão de movimento eficiente ou correto é modelado e explicado e os alunos devem aproximar-se deste padrão através da prática em tarefas com atividades específicas; O feedback é corretivo e auxilia os alunos a se aproximarem dos padrões mínimos da idade apropriada (nenhum feedback pode atrasar mais do que 2 segundos); Todos participam da mesma atividade;

5 CRIATIVIDADE MOTORA Criatividade motora: neste método o aluno descobre o próprio espaço; escolhe o próprio tempo de início e fim; move-se no próprio rítmo; descobre movimentos em respostas às próprias questões através do processo criativo; o professor move-se pela sala; oferece palavras e frases de aceitação; observa e mostra interesse; reforça iniciativas.

6 GRUPOS DE APRENSIZAGEM COOPERATIVA Grupos de aprendizagem cooperativa: os alunos são encorajados a assumir o papel de instrutor, demonstrando uma habilidade ou corrigindo o outro; podem ainda funcionar como auxiliares nas manobras físicas e como motivador. Pode ser feito aos pares ou grupos

7 NÍVEL DE COMPETÊNCIA Nível de competência dos indivíduos ou educação física adaptada individualizada: esta instrução ou método é designada para os casos de deficiências múltiplas e complexas do ponto de vista de função e comportamento. Identifique comportamentos específicos que precisam ser mudados e cuidadosamente defina todos os componentes destes comportamentos. Observe, anote, e analise todos os comportamentos a serem mudados. Selecione e aplique estratégias específicas para alcançar as mudanças nos comportamentos. Considere o seguinte quando selecionando estratégias:. Sinais que chamam atenção, iniciam e param uma atividade. Rotinas para fazer a transição de uma atividade para a outra. Estratégias para superar comportamentos desruptivos

8 Métodos mais utilizados para o ensino dos esportes Método parcial ou analítico

9 Esse método consiste em ensinar uma destreza motora por partes para, posteriormente, uni-las entre si. A destreza motora pode ser subdividida segundo o modo pelo qual as partes serão ligadas posteriormente (XAVIER, 1986). Se o método for adotado para o fundamento de chute, vejamos quais dos seus detalhes devem ser ensinados:

10 a perna de apoio, com uma pequena inclinação na articulação do joelho, deverá estar ao lado da bola; a ponta do pé de apoio apontará para o local onde deverá ser chutada a bola; se o objetivo do chute for um percurso rasteiro para a bola, esta deverá ser atingida na parte superior; se for desejada uma trajetória parabólica ou alta, deverá ser atingida próximo ao solo; a parte superior do tronco deverá ser inclinada em direção à bola, porém com o peso corporal recaindo sobre a perna de apoio.

11 Método global ou método complexo Para XAVIER (1986), o método global ou método complexo consiste em ensinar uma destreza motora apresentando o seu conjunto. No caso dos fundamentos do chute ou do arremesso, esses deverão ser ensinados sem a intervenção inicial do professor. Isto é, primeiramente haverá a execução do gesto de modo completo, e, se for necessário, o responsável pela aula contribuirá nas próximas repetições desse fundamento.

12 Método misto Para XAVIER (1986), esse método consiste na sincronia dos métodos global-parcial-global; Primeiramente acontece a execução do gesto como um todo; Em seguida, o gesto é parcializado com o objetivo de proceder a "correções" do movimento ou dos movimentos; Finalmente, volta-se à prática completa dos movimentos.; Desse modo, a segunda parte servirá, com base no que foi observado no primeiro momento, para que o professor faça a demonstração do exercício e, assim, a partir da terceira parte, aconteça o gesto completo.

13 Método global em forma de jogo ou método de Confrontação Para entendermos esse método, basta que haja a prática do desporto ou da modalidade como um todo; Isto é, parte-se do princípio de que se aprende um desporto através do próprio jogo;

14 Método Recreativo Sem dúvida, esse é o método, se não o mais em voga na atualidade, o mais popular adotado na iniciação dos esportes; A adoção desse método se faz presente em todas as realidades e níveis dos esportes; É possível que os elementos técnicos ou táticos, abordados de uma maneira lúdica, ou seja, recreativa, propiciem ao docente um melhor aprendizado do esporte. Já no alto nível, tem o seu efeito "antiestressante", ou seja, diminuem o nível de ansiedade, que é muito importante no sentido de contribuir na rotina de treinamento

15 Método transfert Método proposto por Bayer (1994), na Europa, com jogadores de handebol. Adotando-o, poderemos trabalhar mais de uma modalidade desportiva na mesma atividade, associando-se gestos técnicos desses esportes. Assim, ao se trabalhar a condução do futsal ou a progressão do handebol, por exemplo, estaremos exercitando e desenvolvendo em nossos alunos os eixos corporais inferior e superior, além de estarmos desenvolvendo o raciocínio rápido, as percepções óculopedais e óculo-manuais em uma só atividade; Trata-se de um excelente método no sentido de estimular nos alunos as percepções de espaço, a inteligência para outros elementos presentes num contexto durante o jogo;

16 Método da cooperação-oposição As noções de companheiro e adversário são básicas para o ensino e o entendimento da estrutura funcional do jogo; Assim, deve-se, através desse meio, dar ênfase aos valores de cooperação entre os praticantes que, para acontecer o jogo ou a competição, precisam do adversário, e este deverá ser visto como um "cooperador ; Esse método, assim, enfatiza o significado de jogar "com" em detrimento do jogar "contra ; As duas situações são imprescindíveis no processo educacional.

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