Entre a fonte e o objeto: o estatuto da imagem na história e na história da arte

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Entre a fonte e o objeto: o estatuto da imagem na história e na história da arte"

Transcrição

1 Entre a fonte e o objeto: o estatuto da imagem na história e na história da arte MARIA EURYDICE DE BARROS RIBEIRO Professora do Departamento de História e do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (HIS/IdA). Foram os medievalistas, não por acaso, os primeiros a incorporarem as imagens no corpus de suas pesquisas. A natureza das suas fontes manuscritos iluminados colocou-os face às imagens visuais, obrigando-os a um diálogo com os historiadores da arte. O estabelecimento deste diálogo exigiu e exige o reconhecimento da autonomia epistemológica da história da arte que não é, como pretendem alguns, um ramo da história. Fez-se necessário reconhecer e aceitar que as imagens visuais, fonte para o historiador, constituem o objeto dos historiadores da arte, não se encaixando, necessariamente, nas temporalidades da história. A importância deste trabalho interdisciplinar vem servindo de inspiração ao Programa de Estudos Medievais - PEM. Desde 1998, o projeto Representação do Espaço na Idade Média vem reunindo alunos de graduação e pós-graduação dos cursos de história e de artes visuais em torno da leitura e análise do mapa-múndi de Ebstorf (século XIII). Os critérios que nortearam a escolha do tema (mapas-múndi medievais) basearam-se na exigüidade de trabalhos que versem sobre a história da cartografia no Brasil e na riqueza das legendas e imagens da carta de Ebstorf. O diálogo com a história da arte, em particular com Erwin Panofsk, permitiu identificar que os mapas-múndi medievais desenvolveram um programa iconográfico que lhes é próprio. Graças a análise iconográfica deste programa, concluiu-se que a categoria tempo, tão preciosa aos historiadores, não poderia ser usada com a mesma liberdade no mapa/fonte da história e objeto de arte. Partindo do pressuposto TEXTOS DE HISTÓRIA, vol. 15, nº 1/2,

2 MARIA EURYDICE DE BARROS RIBEIRO sugerido por Aby Warburg de que o tempo linear não é próprio à história da arte, buscou-se situar o tempo das imagens na memória. Ao perceber que as imagens sobrevivem e enxergar nas mesmas o testemunho da época, Warburg fincou um ponto de confluência onde, a história da arte e a história podem dialogar. Foi considerando essas premissas metodológicas que o grupo analisou as imagens de Ebstorf como sobrevivências culturais alojadas na memória. O MAPA-MÚNDI DE EBSTORF O mapa-múndi de Ebstorf é bastante conhecido e citado nos livros de história da cartografia pela sua beleza e dimensões. Trata-se de uma carta mural desenhada a partir dos mapas anteriores, que repete o mesmo traçado cartográfico e discurso geográfico demonstrando a sobrevivência das representações iconográficas e do sistema de crenças que os sustenta. A carta ficou conhecida pelo nome do mosteiro (Ebstorf) que abrigou o seu original. Por muito tempo, sua datação e autoria permaneceram desconhecidas. Levantou-se a hipótese de que os Beneditinos do Mosteiro de São Miguel, próximo a Lüneburgo, teriam se apossado do manuscrito Otia Imperialia de Gervásio de Tilbury e feito o desenho da carta com base no mesmo. Discordando que o mapa-múndi tenha sido obra de vários monges, Ivan Kupcik, com base na unidade dos caracteres e da pintura, afirmou que o escriba e o pintor teriam sido a mesma pessoa. Finalmente, Armin Wolf, em estudo apresentado em Paris, em 1987, datou-a por volta de 1239 e atribuiu sua autoria ao próprio Gervásio de Tilbury. Destruída, em 1943, durante o bombardeio de Hanover, o mapa-múndi de Ebstorf é considerado o maior mapa-múndi medieval de que se tem notícia. Distinguia-se das cartas medievais do mesmo grupo (mapas ecumênicos) pela profusão das cores: dezesseis nuances na primeira versão. De forma circular e medindo três metros e meio de diâmetro, sua elaboração consumiu trinta folhas de pergaminho. A reprodução de dois fac-símiles, no século XIX, permitiu que o mapa pudesse ser conhecido nos tempos atuais. O primeiro foi executado por Ernst Sommerbrodt, em Hanovre (1841) e o segundo por Konrad Miller em Stuttgart (1896). A pesquisa apoiou-se no fac-símile de Miller que se encontra na Biblioteca Nacional de Paris, Departamento de Cartas e Planos, com a referência Ge AA

3 ENTRE A FONTE E O OBJETO: O ESTATUTO DA IMAGEM NA HISTÓRIA... Gervásio de Tilbury, autor presumível do mapa-múndi, era inglês e nasceu provavelmente em De família nobre, foi, conforme o costume do seu tempo, destinado à carreira eclesiástica. Esteve na corte da Inglaterra integrando o grupo de clérigos originários das ilhas britânicas que cercavam Henrique, o Jovem Rei, filho de Henrique Plantageneta. O trabalho deste grupo de clérigos distinguiu-se, então, pela recuperação das lendas e narrativas que desagradavam ao clero erudito e que passaram a ser usadas na educação dos príncipes e dos aristocratas laicos. Foi neste contexto que Gervásio concebeu os Otia Imperialia, - Divertimentos para um Imperador - 1. O manuscrito deveria ser dedicado ao Jovem Rei de quem Gervásio chegou a ser conselheiro. A morte prematura deste e a rebelião que estourou na Inglaterra contra o rei obrigou Gervásio a deixar a Inglaterra em Após uma passagem pela Itália de Guilherme II, O Bom, fixou-se na corte de Oto IV de Brunswick, a quem ofereceu o manuscrito concluído por volta do final de 1214 e início de A obra é considerada uma espécie de enciclopédia de maravilhas do mundo e da natureza, contada em pequenas histórias e enquadrando-se na literatura dirigida aos príncipes. Gênero próprio da época, os Otia Imperialia contextualizam-se na cultura de formação de costumes onde o riso, e o fazer rir, são também visados 2. Gervásio permaneceu na Alemanha até a morte do imperador recolhendo-se na abadia de Ebstorf, em 1223, onde passou os últimos anos de sua vida. Foi aí que concebeu e elaborou a grande carta mural que teve como modelo uma carta menor que havia sido anexada ao manuscrito entregue ao Imperador Oto de Brunswich. Gervásio de Tilbury morreu em Os Otia Imperialia alcançou grande sucesso. Trinta versões chegaram até os nossos dias. Segundo J.R. Caldwell, o exemplar de trabalho de Gervásio é o que se encontra, atualmente, na biblioteca do Vaticano. O manuscrito e o mapa se apóiam em uma tríplice tradição literária: judaico-cristã (bíblica), greco-latina (renovada pela política Carolíngia) e popular, (onde os elementos celtas se confundem com os orientais importados da Índia e do mundo muçulmano). Redigida entre , a narrativa obedece as normas da época: começa pela criação e estrutura do universo e prossegue com a disposição dos elementos, a criação dos seres animados, o pecado original, os primeiros homens e sua genealogia, concluindo com o dilúvio. Em seguida, Gervásio volta-se para a divisão do mundo segundo Orósio: Ásia, Europa e África, descrevendo as regiões, as cidade, as montanhas e os rios. Finalmente os fatos são classificados segundo as leis da natureza. TEXTOS DE HISTÓRIA, vol. 15, nº 1/2,

4 MARIA EURYDICE DE BARROS RIBEIRO Gervásio de Tilbury buscou imprimir ao seu mapa um sentido amplo, que o tornasse compreendido como uma configuração do mundo. No desenho, a carta tem forma circular e foi orientada para o oriente como todas as demais que a precederam. Ebstorf, todavia, distinguia-se das cartas anteriores ao substituir, visivelmente, a letra T por uma cruz que, nas margens do desenho cartográfico, é figurada pela cabeça, mãos e pés do Cristo crucificado. Destaca-se, ainda, pela riqueza iconográfica e número de legendas por meio das quais a fidelidade ao manuscrito é preservada. A representação do começo da história da humanidade é também mais rica: Adão e Eva aparecem provando do fruto proibido. É farta a representação de animais e bestas fantásticas que permitem identificar a tradição popular e folclórica, assim como dos povos que fizeram com que os historiadores se referissem a Ebstorf como uma carta etnográfica. As montanhas, os rios e as cidades são representados e, seguidamente, acompanhados pelas respectivas legendas. As referências bíblicas são intercaladas pelas representações do maravilhoso tais como a salamandra insensível ao fogo, os vulcões da Sicília, o combate de escaravelhos, os costumes dos golfinhos, as cegonhas e as sereias. Inserida nessa profusão de imagens Jerusalém triunfa no centro. O Santo Sepulcro é representado de forma magnífica: triunfante, sentado em seu próprio sarcófago, o Cristo vitorioso aparece indiferente aos soldados que dormem aos seus pés. A análise iconográfica da carta constata que a narrativa visual produzida pelo mapa-múndi ignora o tempo. Personagens e cenas de épocas distantes se misturam. O sagrado e o profano são representados como parte de uma mesma realidade sem que haja fronteira entre a vida e a morte. Tal forma de representar o mundo revela que os medievais, rompendo com os antigos, deixaram de ver o mundo como um todo harmonioso. Face à imensa variedade de imagens que a carta oferece, vou me deter, inicialmente, nas imagens bíblicas do Paraíso e da Arca de Noé que assinalam, respectivamente, o início e a conclusão da primeira parte da narrativa de Gervásio. Em seguida, analisarei as representações do Cristo: o corpo crucificado que se sobrepõe à carta e o Santo Sepulcro expressando a ressurreição. Enquanto as imagens do Antigo Testamento remetem o cristão para a perda do paraíso e a aliança de Deus com Noé, as do Novo Testamento apontam para o sentido impresso na história da humanidade: o da salvação. 84

5 ENTRE A FONTE E O OBJETO: O ESTATUTO DA IMAGEM NA HISTÓRIA... O TEMPO DA HISTÓRIA: A TRADIÇÃO BÍBLICA E A PATRÍSTICA. O DIÁLOGO TEXTO/ IMAGEM Os mapas-múndi medievais eram orientados para o Oriente. É lá, no alto da carta, em conformidade com o texto bíblico (Gn 2,8) que o Paraíso ganha forma, simbolizado pela expulsão de Adão e Eva, em alusão ao pecado original. A direita, com enquadramento próprio, pintado de branco, com fundo azul celestial, é possível identificar o Éden pela presença dos quatro rios e das árvores. É da árvore da esquerda que o casal colhe e prova o fruto vermelho. No tronco da mesma uma serpente, sinuosamente, com rosto feminino, dirige-se a Eva. O homem e a mulher estão nus. Fora da moldura, na parte superior, duas legendas confirmam o conteúdo da imagem. A primeira faz referência clara ao oriente, situando o Paraíso além do mar Cáspio e do Cáucaso, próximo à Índia, enquanto a segunda o associa a árvore da vida: paradisus et lignea vitae. Na parte inferior, é possível ler a palavra Índia. Um pouco mais abaixo, separadamente, as letras identificam a parte superior da carta: a Ásia. O dialogo da imagem com o manuscrito é harmônico remetendo, ao mesmo tempo, as fontes bíblicas relativas à criação da humanidade, cuja história tem como ponto de partida um único casal: Adão e Eva. Os Santos Padres da Igreja e os teólogos buscaram, nos primeiros séculos do cristianismo, a interpretação mais propícia à criação e a expulsão do casal primitivo do paraíso. O significado da palavra adão, em hebraico, significa homem, no sentido coletivo, isto é, o gênero humano. Segundo o Gênese (Gn 1,27) Deus criou o homem e a mulher. Mas, a partir da segunda narrativa da criação no gênese a palavra adão tomou um sentido mais restrito. Adão recebe de Deus uma companheira, nomeada inicialmente de ishshah, isto é mulher, que foi retirada do homem, ish. A nomeação de Eva só ocorre após a expulsão do paraíso. (Gn.3,1-19) Em hebraico, Eva - havvah, é interpretado como uma forma do verbo hayah, cujo significado é viver. De acordo com narrativa bíblica, Adão se deixou influenciar por Eva e desobedeceu a ordem divina. Ambos comeram o fruto da árvore do conhecimento e foram, por isso, expulsos por Deus do Paraíso. 32 TEXTOS DE HISTÓRIA, vol. 15, nº 1/2,

6 MARIA EURYDICE DE BARROS RIBEIRO O Paraíso. Fonte: Mapa-múndi de Ebstorf, fac símile, Ge AA 21 77, Departamento de Cartas e Planos, Biblioteca Nacional de França /BNF. A primeira parte da narrativa de Gervásio de Tilbury é concluída pelo dilúvio.curiosamente, não há legendas no mapa que façam quaisquer referências ao dilúvio ou aos elementos iconográficos que constituem a representação. Isto é: a arca, a pomba com o ramo de oliveira, os animais que se encontram mais abaixo, próximos da imagem da arca. Consta apenas a indicação do local: Monte Ararat. Apesar da inexistência de legendas, a relação texto bíblico/imagem está implícita. A arca foi situada nas proximidades da Mesopotâmia. Segundo a tradição, a primeira versão do mito do dilúvio foi fundamentada na tradição babilônica, associada às grandes inundações do Eufrates. Tal como na Bíblia, o mito se refere a um herói que construiu uma arca e abrigou nela os membros da sua família e um casal de cada espécie animal. A narrativa bíblica, sendo monoteísta, rompeu com o mito, situou-o em um local (Monte Ararat) e atribuiu ao dilúvio historicidade, incluindo-o entre os textos que se baseiam na idéia da aliança de Deus com o homem. Segundo o Antigo Testamento, Deus, embora enfurecido com a maldade humana, resolveu poupar parte da humanidade. Por esta razão, escolheu Noé, 86

7 ENTRE A FONTE E O OBJETO: O ESTATUTO DA IMAGEM NA HISTÓRIA... personagem central da narrativa, a quem protege e aconselha (Gen-6, 19-22). A arca de Noé tornou-se o símbolo da proteção divina concedida aos justos. A forma em berço permite pensar em uma nova vida, representação que ganha força na imagem da pomba trazendo no bico o ramo de oliveira, símbolo da paz e da fecundidade, remetendo à idéia de um novo começo após a destruição do mundo. A Arca de Noé Fonte: mapa-múndi de Ebstorf. BNF. O TEMPO DAS IMAGENS O mapa-múndi de Ebstorf não é uma obra de arte no sentido atual do conceito, nem Gervásio de Tilbury foi um artista. A obra não resultou de um ato de criação. Não é original e o seu autor não a desenhou ou escolheu as suas cores livremente. As legendas e as imagens transmitem um discurso, autorizado pela Igreja, objetivando a reflexão dos monges do mosteiro de Ebstorf onde a carta foi exposta. Embora na Idade Média a palavra arte TEXTOS DE HISTÓRIA, vol. 15, nº 1/2,

8 MARIA EURYDICE DE BARROS RIBEIRO não existisse e nem exista um consenso quanto ao seu uso histórico, o suporte do mapa original (trinta folhas de pergaminho) e a quantidade dos pigmentos utilizados na pintura (dezesseis matizes) permitem considerar o mapa-múndi de Ebstorf um objeto de arte 4. Trata-se de uma arte institucionalizada, submetida aos cânones da Igreja e que cumpre uma função pedagógica. Mas, Ebstorf é, também, um documento, uma fonte, um testemunho que permite conhecer as relações sócio-culturais da sua época. A história que o mapa-múndi transmite é a história da humanidade que culmina com a salvação. A narrativa das legendas impressa nas imagens não obedece a uma seqüência, entrelaçando-se com outras narrativas e ignorando o tempo da história. De acordo com a narrativa do manuscrito de Gervásio, a história da humanidade começa no Paraíso. Gervásio desenhou, no topo do mapa, a cena da expulsão de Adão e Eva, perante a qual qualquer cristão é capaz de reconhecer o pecado original. A noção de pecado original decorre mais das traduções e interpretações posteriores do que do texto bíblico em si. Alguns teólogos afirmam que a Bíblia não faz referência ao pecado original 5. Para outros, os Pais da Igreja teriam feito uma leitura literal do episodio, mas a Igreja ao longo dos séculos mostrou-se flexível com as leituras alegóricas. Os teólogos, grosso modo, reconhecem que Adão e Eva foram criados por Deus e que perderam sua integridade primitiva porque erraram transmitindo esta falta a sua descendência 6. Segundo o Novo Testamento, a idéia do que ficou conhecido no Ocidente por pecado original foi desenvolvida bem mais tarde, por Paulo, que caracterizou o gesto de Adão e Eva como pecado da carne. No século V, Agostinho referiu-se ao pecado original como desobediência. O pensamento agostiniano rompeu com a concepção clássica do cosmo, inaugurando uma visão dualista que marcou profundamente o pensamento medieval. Tanto o Antigo como o Novo Testamento insistem na reconciliação do homem com Deus graças a vinda do Messias. Segundo Agostinho, a maior obra de Deus não é a criação, mas a redenção e a vida eterna. Só Cristo salva o mundo do mundo. Graças a essa transformação, a noção de cosmos se cindiu em duas noções opostas: a civitas Dei e a civitas terrena, essa última próxima da noção de civitas diaboli (De Civitate Dei XVII,16) 7. A história que Gervásio de Tilbury narra é a história da criação e salvação dos homens, razão pela qual a imagem de Cristo crucificado sobrepõe-se ao 88

9 ENTRE A FONTE E O OBJETO: O ESTATUTO DA IMAGEM NA HISTÓRIA... traçado TO revelando a influência da Patrística, em particular de Agostinho. A sobreposição das imagens evidencia que o tempo das imagens bíblicas referentes ao Antigo Testamento é o tempo da memória. Memória que foi integrada a ancestralidade de Jesus. Paulo, na Epístola aos Romanos, precisa a noção de pecado original e, sublinhando o significado maior da redenção, estabelece um paralelo entre Adão e Jesus. (Romanos V, 12-19). O apelo constante à memória foi a forma encontrada pelos judeus para assegurar o conhecimento do passado ao povo que viveu parte da sua história no exílio. A narrativa bíblica, desses episódios contidos no Gênese oferece uma reflexão sobre a condição humana. Condição, essa, que Deus ordenou aos antigos hebreus a não esquecer. A memória foi essencial à fé de Israel e a sua própria existência. Essa memória, herdada da tradição judaica, é essencial ao cristianismo. Foi a ela que Gervásio apelou quando desenhou a carta de Ebstorf. Recorrendo aos esquemas oferecidos pela geometria e pela geografia clássicas, ele desenvolveu um programa iconográfico buscando ordenar o mundo segundo as concepções contidas nas Escrituras Sagradas. A articulação entre o discurso bíblico e a imagem obedece, implicitamente, a uma ordem, a uma classificação. As informações são transmitidas graças ao recurso à arte da memória que remete Ebstorf aos mapas anteriores. A arte da memória, nos tratados de retórica, é uma técnica que permite lembrar o discurso, suas diferentes partes e articulação entre as mesmas. A influência que o Ad Herenium, tratado concebido no século I, a.c., exerce sobre as cartas medievais é notória permitindo problematizar as relações entre a imagem, as legendas e a cultura. Ao tomar o corpo (de Cristo crucificado) como modelo para traçar o mapa do mundo, Gervásio recorreu a uma das orientações contidas nos diferentes procedimentos da arte da memória cuja herança clássica foi assegurada aos medievais por Agostinho nas Confissões (Livro X, VIII) 8. A imagem/símbolo do corpo é a melhor adjuvante mnemônica. Dentre os princípios gerais da mesma, o primeiro passo consiste em guardar na memória uma série de lugares, dentro dos quais são guardadas as imagens. Formavase, na memória, uma arquitetura (corpo) em que em cada cômodo (membro) guardava imagens. Para encontrá-las, era necessário percorrer todo o edifício da memória, interrogando o conteúdo de cada divisão. (Confissões VIII, 12) 9. TEXTOS DE HISTÓRIA, vol. 15, nº 1/2,

10 MARIA EURYDICE DE BARROS RIBEIRO As partes do corpo foram tomadas ao longo da Idade Média como medidas e referências do espaço. Bakhtin 10, chama atenção que as partes altas da cintura para cima sempre estiveram associadas as funções positivas do corpo, enquanto que as partes inferiores eram vistas de forma negativa ou mesmo pejorativa. Acrescente-se que, na tradição bíblica, o alto e o baixo, a esquerda e a direita possuem significados próprios implicando também na função que possuem no cosmo. O que se encontra no alto assim como o que se encontra à direita (à direita do Pai) possuem conotações superiores. Conseqüentemente, o mundo inferior, abaixo, foi, desde sempre, associado ao inferno (donde a queda) e a esquerda aos ímpios e traidores. Mapa-múndi de Ebstorf. Fonte: BNF, Ge AA (No alto a cabeça, dos lados as mãos, no centro o umbigo e abaixo os pés). Foi tendo estas referências que Gervásio desenhou na cabeça a Ásia, onde encontra-se à direita, o Paraíso; no braço direito a Europa, os povos reais e imaginários; no braço esquerdo os antípodas; nos pés, a África. 90

11 ENTRE A FONTE E O OBJETO: O ESTATUTO DA IMAGEM NA HISTÓRIA... No centro, no umbigo, Jerusalém Celeste. A representação torna-se explícita: sentado em seu sarcófago, Cristo glorioso, em branco e dourado ressuscita. A história da humanidade encontra o seu sentido. Mapa múndi de Ebstorf (Jerusalém) Fonte BNF, Ge AA NOTAS 1 O manuscrito original em latim encontra-se na Biblioteca do Vaticano, (Vat. Lat. 933).Foi considerado o manuscrito mais confiável por Annie Duchesne, paleógrafa, que editou as traduções do latim para o francês arcaico. A única edição integral do manuscrito é de autoria de Leibniz, datando do início do século XVIII. A Monumenta Germaniae Historia publicou algumas passagens em A pesquisa baseou-se na edição feita por Annie Duchesne, Gervais de Tilbury, Le Livre des Merveilles (Troisième Partie). Paris: Les Belles Lettres, DUCHESNE, Annie. Gervais de Tilbury. Le livre des merveilles. Paris: Belles Lettres, VIGOUROOX, F. Dictionaire de la Bible. Tome 5, Paris: Letouzey et Ané, SCHMITT, Jean-Claude. Der Blick auf die Bilder. Wallstein Verlag, TEXTOS DE HISTÓRIA, vol. 15, nº 1/2,

12 MARIA EURYDICE DE BARROS RIBEIRO 5 FOUILLOUX, Danielle et al. Dictionaire Culturel de la Bible. Paris: Cerf, VIGOUROOX, F. Op.cit. 7 AGOSTINHO. La Cité de Dieu. Paris: Institut d Études Augustiniennes, AGOSTINHO. Confessions. Paris: Belles Lettres, Idem. 10 BAKHTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: HUCITEC/UnB, RESUMO: A proposta da pesquisa é demonstrar de que forma o historiador pode utilizar as imagens como fonte, dialogando com a história da arte, cujas bases teóricas e concepções do tempo vêm rompendo, seguidamente, com a linearidade. O estudo se deteve na análise iconográfica das principais imagens bíblicas do mapa-múndi de Ebstorf, procurando demonstrar que as imagens concebidas dentro de um programa iconográfico possuem um tempo que nem sempre coincide com o tempo da história. Em Ebstorf todos os tempos se confundem, remetendo ao tempo futuro da salvação, representado pela imagem do Cristo ressuscitado no centro. ABSTRACT: This research proposes to demonstrate how the historian has ulilized images as source, conversing with the history of art, whose theoretical basis and time concepts are constantly breaking the lineal structure. This study focused in the iconographic analysis of the main biblical images from Ebstorf s world-map, striving to demonstrate that images developed within an iconographic program enjoy time that not always correlate to time in history. In Ebstorf, all times are mixed up, reporting to the time of the future (salvation), represented by the image of the resurrected Christ in the center. 92

A LIÇÃO DAS GENEALOGIAS

A LIÇÃO DAS GENEALOGIAS A LIÇÃO DAS GENEALOGIAS Gn 5 1 Esta é a lista dos descendentes de Adão. Quando criou os seres humanos, Deus os fez parecidos com ele. 2 Deus os criou homem e mulher, e os abençoou, e lhes deu o nome de

Leia mais

Aula 5.1 Conteúdo: As grandes Religiões de matriz ocidental Judaísmo Cristianismo Islamismo ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDO E HABILIDADES

Aula 5.1 Conteúdo: As grandes Religiões de matriz ocidental Judaísmo Cristianismo Islamismo ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDO E HABILIDADES CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Aula 5.1 Conteúdo: As grandes Religiões de matriz ocidental Judaísmo Cristianismo Islamismo 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO

Leia mais

O CÂNON Sagrado compreende 46 Livros no ANTIGO TESTAMENTO e 27 Livros no NOVO TESTAMENTO.

O CÂNON Sagrado compreende 46 Livros no ANTIGO TESTAMENTO e 27 Livros no NOVO TESTAMENTO. Ao contrário do que parece à primeira vista, a Bíblia não é um livro único e independente, mas uma coleção de 73 livros, uma mini biblioteca que destaca o a aliança e plano de salvação de Deus para com

Leia mais

Mosaicos #2 Um Novo e superior Testamento Hb 1:1-3 Introdução: Se desejamos compreender o hoje, muitas vezes precisaremos percorrer o passado.

Mosaicos #2 Um Novo e superior Testamento Hb 1:1-3 Introdução: Se desejamos compreender o hoje, muitas vezes precisaremos percorrer o passado. 1 Mosaicos #2 Um Novo e superior Testamento Hb 1:1-3 Introdução: Se desejamos compreender o hoje, muitas vezes precisaremos percorrer o passado. Neste sentido a Carta aos Hebreus é uma releitura da lei,

Leia mais

Introdução à Bíblia e ao Novo Testamento

Introdução à Bíblia e ao Novo Testamento Introdução à Bíblia e ao Novo Testamento A palavra Bíblia deriva do grego: ta biblía; plural de: ton biblíon. E significa "livros" Logo descobrimos que a Bíblia é uma coleção de livros! Nós, cristãos,

Leia mais

Teologia Bíblica de Missões SEFO 2013

Teologia Bíblica de Missões SEFO 2013 Teologia Bíblica de Missões SEFO 2013 1 ª Aula Fabio Codo Fábio Codo - http://teologiaaservicoevangelho.wordpress.com Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Madureira Campo de Mogi das Cruzes

Leia mais

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES Introdução ao tema A importância da mitologia grega para a civilização ocidental é tão grande que, mesmo depois de séculos, ela continua presente no nosso imaginário. Muitas

Leia mais

I. A decadência espiritual da sociedade - O Sal Se tor vers. 1-5

I. A decadência espiritual da sociedade - O Sal Se tor vers. 1-5 ESTUDO 09-6:1-13 A MANIFESTAÇÃO DA IRA E DA GRAÇA DE DEUS : Existem aspectos no Evangelho de Cristo que são extremamente duros, e ao mesmo tempo consoladores. Quando pensamos na seriedade do pecado diante

Leia mais

Juniores aluno 7. Querido aluno,

Juniores aluno 7. Querido aluno, Querido aluno, Por acaso você já se perguntou algumas destas questões: Por que lemos a Bíblia? Suas histórias são mesmo verdadeiras? Quem criou o mundo? E o homem? Quem é o Espírito Santo? Por que precisamos

Leia mais

Colégio Pedro II Departamento de Desenho e Artes Visuais

Colégio Pedro II Departamento de Desenho e Artes Visuais Colégio Pedro II Departamento de Desenho e Campus São Cristóvão II Coordenador pedagógico de Disciplina: Shannon Botelho 7º ano. TURMA: NOME: nº ARTE PÁLEO-CRISTÃ OU DAS CATACUMBAS Surgiu com os primeiros

Leia mais

LIÇÃO 1 A SUPERIORIDADE DE CRISTO Cristo é superior a tudo e a todos, portanto, reina sobre tudo e todos Hebreus 1.1-2.18; 5.1-10

LIÇÃO 1 A SUPERIORIDADE DE CRISTO Cristo é superior a tudo e a todos, portanto, reina sobre tudo e todos Hebreus 1.1-2.18; 5.1-10 LIÇÃO 1 A SUPERIORIDADE DE CRISTO Cristo é superior a tudo e a todos, portanto, reina sobre tudo e todos Hebreus 1.1-2.18; 5.1-10 1. Pesquise cinco passagens no Antigo Testamento que anunciem o Messias,

Leia mais

LIÇÃO 2 Informação Básica Sobre a Bíblia

LIÇÃO 2 Informação Básica Sobre a Bíblia LIÇÃO 2 Informação Básica Sobre a Bíblia A Bíblia é um livro para todo a espécie de pessoas novos e idosos, cultos e ignorantes, ricos e pobres. É um guia espiritual para ensinar as pessoas como ser-se

Leia mais

Deus criou o universo do nada! E o ponto de partida é:

Deus criou o universo do nada! E o ponto de partida é: Aula 1 18/02/2015 Deus criou o universo do nada! E o ponto de partida é: No principio, criou Deus os céus e a terra (Gn 1.1) O verbo hebraico bãrã, criou, denota o conceito de iniciar alguma coisa nova.

Leia mais

História/15 6º ano Turma: 2º trimestre Nome: Data: / / RECUPERAÇÃO FINAL 2015 HISTÓRIA 6º ano

História/15 6º ano Turma: 2º trimestre Nome: Data: / / RECUPERAÇÃO FINAL 2015 HISTÓRIA 6º ano História/15 6º ano Turma: 2º trimestre Nome: Data: / / 6ºhis302r RECUPERAÇÃO FINAL 2015 HISTÓRIA 6º ano Aluno(a), Seguem os conteúdos trabalhados no 2º trimestre. Como base neles você deverá iniciar seus

Leia mais

Esperança em um mundo mal Obadias 1-21. Propósito: Confiar em Cristo independente do mundo em que vivemos.

Esperança em um mundo mal Obadias 1-21. Propósito: Confiar em Cristo independente do mundo em que vivemos. Esperança em um mundo mal Obadias 1-21 Propósito: Confiar em Cristo independente do mundo em que vivemos. Introdução Obadias É o livro mais curto do Antigo Testamento. Quase nada se sabe sobre o autor.

Leia mais

O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros.

O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros. O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros. A Torá é o texto mais importante para o Judaísmo. Nele se encontram os Mandamentos, dados diretamente

Leia mais

TRADIÇÃO. Patriarcado de Lisboa JUAN AMBROSIO / PAULO PAIVA 2º SEMESTRE ANO LETIVO 2013 2014 1. TRADIÇÃO E TRADIÇÕES 2.

TRADIÇÃO. Patriarcado de Lisboa JUAN AMBROSIO / PAULO PAIVA 2º SEMESTRE ANO LETIVO 2013 2014 1. TRADIÇÃO E TRADIÇÕES 2. TRADIÇÃO JUAN AMBROSIO / PAULO PAIVA 2º SEMESTRE ANO LETIVO 2013 2014 1. TRADIÇÃO E TRADIÇÕES 2. A TRANSMISSÃO DO TESTEMUNHO APOSTÓLICO 3. TRADIÇÃO, A ESCRITURA NA IGREJA Revelação TRADIÇÃO Fé Teologia

Leia mais

Como a Bíblia foi composta? Escrito por Felipe de Aquino

Como a Bíblia foi composta? Escrito por Felipe de Aquino Os textos da Bíblia começaram a ser escritos desde os tempos anteriores a Moisés (1200 ac). Escrever era uma arte rara e cara, pois se escrevia em tábuas de madeira, papiro, pergaminho (couro de carneiro).

Leia mais

18 Estudos Bíblicos para Evangelismo e Discipulado

18 Estudos Bíblicos para Evangelismo e Discipulado LIÇÃO 1 - EXISTE UM SÓ DEUS 18 Estudos Bíblicos para Evangelismo e Discipulado A Bíblia diz que existe um único Deus. Tiago 2:19, Ef. 4 1- O Deus que Criou Todas as coisas, e que conduz a sua criação e

Leia mais

São Paulo ganha dos companheiros. São atribuías a S.Paulo 14 cartas. Umas são dele mesmo: Romanos, 1 e 2 aos Corintios, a Filemom, aos Gálatas, aos

São Paulo ganha dos companheiros. São atribuías a S.Paulo 14 cartas. Umas são dele mesmo: Romanos, 1 e 2 aos Corintios, a Filemom, aos Gálatas, aos No Antigo Testamento são citadas algumas cartas, como no 2ºMacabeus, capi.1º. Mas é no Novo Testamento que muitas cartas foram conservadas como parte integrante da revelação de Deus. No Novo Testamento

Leia mais

Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e Ele passou a ensiná-los dizendo... Mateus 5.

Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e Ele passou a ensiná-los dizendo... Mateus 5. Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e Ele passou a ensiná-los dizendo... Mateus 5.1-2 E na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha

Leia mais

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO Cumprimentos Sobre a importância do tempo Desejos HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO Introdução História reconstituição do passado, por meio de fatos relevantes, ordenados cronologicamente. A história

Leia mais

Diferença entre a Bíblia Católica e a Protestante

Diferença entre a Bíblia Católica e a Protestante Diferença entre a Bíblia Católica e a Protestante Hugo Goes A Bíblia é formada por duas partes: o Antigo Testamento e o Novo Testamento. Em relação ao Novo Testamento, não há nenhuma diferença entre a

Leia mais

O ARCO-ÍRIS. Usado em tantas fotos, admirado quando aparece no céu, usado em algumas simbologias... e muitas vezes desconhecido sua origem.

O ARCO-ÍRIS. Usado em tantas fotos, admirado quando aparece no céu, usado em algumas simbologias... e muitas vezes desconhecido sua origem. Origem do Arco-Íris O ARCO-ÍRIS Usado em tantas fotos, admirado quando aparece no céu, usado em algumas simbologias... e muitas vezes desconhecido sua origem. Quando eu era criança, e via um arco-íris,

Leia mais

REFORMA E CONTRARREFORMA. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista de Montes Claros

REFORMA E CONTRARREFORMA. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista de Montes Claros REFORMA E CONTRARREFORMA Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista de Montes Claros INTRODUÇÃO A Reforma Religiosa e o Renascimento ocorreram na mesma época e expressam a grande renovação de ideias

Leia mais

O texto nomeia os 11, mais algumas mulheres, das quais só menciona Maria, com os irmãos de Jesus. Aqui aparece um fato curioso e edificante.

O texto nomeia os 11, mais algumas mulheres, das quais só menciona Maria, com os irmãos de Jesus. Aqui aparece um fato curioso e edificante. Aula 25 Creio na Igreja Católica.1 Frei Hipólito Martendal, OFM. 1. Leitura de At 2, 1-15. Ler e explicar... Dia de Pentecostes (=Quinquagésima) é o 50º dia depois da Páscoa. Os judeus celebravam a Aliança

Leia mais

O PAI É MAIOR DO QUE O FILHO

O PAI É MAIOR DO QUE O FILHO O PAI É MAIOR DO QUE O FILHO O PAI É MAIOR DO QUE O FILHO Vós ouviste o que vos disse: Vou e retorno a vós. Se me amásseis, ficaríeis alegres por eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que eu. João

Leia mais

Momento com Deus Crianças de 10 a 11 anos NOME: DATA: 14/04/2013 AULA 02: O DILÚVIO

Momento com Deus Crianças de 10 a 11 anos NOME: DATA: 14/04/2013 AULA 02: O DILÚVIO Momento com Deus Crianças de 10 a 11 anos NOME: DATA: 14/04/2013 AULA 02: O DILÚVIO Versículo para Decorar: 1 Toda vez que o arco-íris estiver nas nuvens, olharei para ele e me lembrarei da aliança eterna

Leia mais

PALAVRA DE DEUS NA CATEQUESE. Conselho Inter-paroquial de Catequese São Miguel de Guizande, 30 de Outubro de 2007

PALAVRA DE DEUS NA CATEQUESE. Conselho Inter-paroquial de Catequese São Miguel de Guizande, 30 de Outubro de 2007 PALAVRA DE DEUS NA CATEQUESE Conselho Inter-paroquial de Catequese São Miguel de Guizande, 30 de Outubro de 2007 ESCUTA ISRAEL Mim Sol Ré Mim Sh ma Israel, Adoshem Elokhenou, Adoshem Ehad (2x) Sol Ré Dó

Leia mais

Antiguidade século IV. Arte Bizantina

Antiguidade século IV. Arte Bizantina Antiguidade século IV Arte Bizantina Na Antiguidade, além da arte Egípcia e Grega, também encontram-se a Romana, Paleocristã e Bizantina... Enquanto os romanos desenvolviam uma arte colossal e espalhavam

Leia mais

Aspetos inclusivos e exclusivos na fé nova-apostólica

Aspetos inclusivos e exclusivos na fé nova-apostólica Igreja Nova Apostólica Internacional Aspetos inclusivos e exclusivos na fé nova-apostólica Depois de, na última edição, termos abordado os aspetos inclusivos e exclusivos no Antigo e no Novo Testamento,

Leia mais

AS QUESTÕES OBRIGATORIAMENTE DEVEM SER ENTREGUES EM UMA FOLHA À PARTE COM ESTA EM ANEXO.

AS QUESTÕES OBRIGATORIAMENTE DEVEM SER ENTREGUES EM UMA FOLHA À PARTE COM ESTA EM ANEXO. ENSINO FUNDAMENTAL Conteúdos do 6º Ano 1º/2º Bimestre 2015 Trabalho de Dependência Nome: N. o : Turma: Professor(a): Fernanda Data: / /2015 Unidade: Cascadura Mananciais Méier Taquara História Resultado

Leia mais

Lembrança da Primeira Comunhão

Lembrança da Primeira Comunhão Lembrança da Primeira Comunhão Jesus, dai-nos sempre deste pão Meu nome:... Catequista:... Recebi a Primeira Comunhão em:... de... de... Local:... Pelas mãos do padre... 1 Lembrança da Primeira Comunhão

Leia mais

Sugestões de avaliação. História 6 o ano Unidade 1

Sugestões de avaliação. História 6 o ano Unidade 1 Sugestões de avaliação História 6 o ano Unidade 1 5 Nome: Data: Unidade 1 1. Existem vários modos de explicar as origens da humanidade. As imagens a seguir mostram duas formas bem distintas e conhecidas.

Leia mais

IGREJA DE CRISTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA ESCOLA BÍBLICA

IGREJA DE CRISTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA ESCOLA BÍBLICA IGREJA DE CRISTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA ESCOLA BÍBLICA MÓDULO I - O NOVO TESTAMENTO Aula IV - Introdução ao Novo Testamento e o caráter Literário dos evangelhos A ORIGEM DO NOME A expressão traduzida

Leia mais

Catequese sobre José O pai adoptivo de Jesus

Catequese sobre José O pai adoptivo de Jesus Catequese sobre José O pai adoptivo de Jesus S. José modelo e protector de todos os pais materialdecatequese.webnode.pt 1 A terra de José (Mapa) O seu país era a Palestina e a aldeia onde morava chamava-se

Leia mais

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO Domingo XXXIV e último NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO Solenidade LEITURA I 2 Sam 5, 1-3 «Ungiram David como rei de Israel» Leitura do Segundo Livro de Samuel Naqueles dias, todas as tribos

Leia mais

Tríduo Pascal - Ano C

Tríduo Pascal - Ano C 1 A celebração da Missa Vespertina da Ceia do Senhor inaugura o Sagrado Tríduo Pascal, o coração do ano litúrgico, no qual celebramos a morte, sepultura e a ressurreição de Jesus Cristo. Trata-se de um

Leia mais

Uma leitura apressada dos Atos dos Apóstolos poderia nos dar a impressão de que todos os seguidores de Jesus o acompanharam da Galileia a Jerusalém,

Uma leitura apressada dos Atos dos Apóstolos poderia nos dar a impressão de que todos os seguidores de Jesus o acompanharam da Galileia a Jerusalém, Uma leitura apressada dos Atos dos Apóstolos poderia nos dar a impressão de que todos os seguidores de Jesus o acompanharam da Galileia a Jerusalém, lá permanecendo até, pelo menos, pouco depois de Pentecostes.

Leia mais

CONSELHOS EVANGÉLICOS

CONSELHOS EVANGÉLICOS CONSELHOS EVANGÉLICOS 1- RAZÃO TEOLÓGICA 1.1. Fato de Vida na Igreja A vivência da virgindade-pobreza-obediência de Jesus Cristo é fato de vida que existe na igreja desde suas origens. O estado religioso:

Leia mais

Recomendação Inicial

Recomendação Inicial Recomendação Inicial Este estudo tem a ver com a primeira família da Terra, e que lições nós podemos tirar disto. Todos nós temos uma relação familiar, e todos pertencemos a uma família. E isto é o ponto

Leia mais

No princípio era aquele que é a Palavra... João 1.1 UMA IGREJA COM PROPÓSITOS. Pr. Cristiano Nickel Junior

No princípio era aquele que é a Palavra... João 1.1 UMA IGREJA COM PROPÓSITOS. Pr. Cristiano Nickel Junior No princípio era aquele que é a Palavra... João 1.1 UMA IGREJA COM PROPÓSITOS Pr. Cristiano Nickel Junior O propósito é que a Igreja seja um exército com bandeiras Martyn Lloyd-Jones No princípio era aquele

Leia mais

O RENASCIMENTO FOI UM MOVIMENTO CULTURAL, OCORRIDO NO INÍCIO DA IDADE MODERNA E QUE FEZ RENASCER A CULTURA GRECO-ROMANA

O RENASCIMENTO FOI UM MOVIMENTO CULTURAL, OCORRIDO NO INÍCIO DA IDADE MODERNA E QUE FEZ RENASCER A CULTURA GRECO-ROMANA O RENASCIMENTO FOI UM MOVIMENTO CULTURAL, OCORRIDO NO INÍCIO DA IDADE MODERNA E QUE FEZ RENASCER A CULTURA GRECO-ROMANA IDADE ANTIGA CULTURA GRECO-ROMANA ANTROPOCÊNTRICA ANTROPO = Homem CÊNTRICA = centro

Leia mais

A arte da Europa Ocidental no início da Idade Média

A arte da Europa Ocidental no início da Idade Média Natal, RN / /2014 ALUNO: Nº SÉRIE/ANO: TURMA: TURNO: 7º D V DISCIPLINA: TIPO DE ATIVIDADE: PROFESSOR (A): HISTÓRIA DA ARTE TEXTO COMPLEMENTAR - III 1º trimestre TATIANE A arte da Europa Ocidental no início

Leia mais

ARTES AVALIAÇÃO. Aula 3.2 - AVALIAÇÃO

ARTES AVALIAÇÃO. Aula 3.2 - AVALIAÇÃO Aula 3.2-2 1. A Anunciação é uma das obras mais conhecidas de Leonardo da Vinci. Feita por volta do ano de 1472, ela retrata uma das cenas bíblicas mais famosas de todos os tempos. Escreva nas linhas abaixo

Leia mais

O Deus testemunhado por Jesus Cristo o Pai. Objetivos 12/4/2012. Identidade e relevância da cristologia. Cláudio Ribeiro

O Deus testemunhado por Jesus Cristo o Pai. Objetivos 12/4/2012. Identidade e relevância da cristologia. Cláudio Ribeiro O Deus testemunhado por Jesus Cristo o Pai Cláudio Ribeiro Objetivos Avaliar a doutrina de Trindade suas raízes, premissas fundamentais, ênfases e mudanças no contexto global da história da Igreja e as

Leia mais

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens Para pensar o livro de imagens ROTEIROS PARA LEITURA LITERÁRIA Ligia Cademartori Para pensar o Livro de imagens 1 1 Texto visual Há livros compostos predominantemente por imagens que, postas em relação,

Leia mais

TRADUÇÃO Hope Gordon Silva Regina Aranha

TRADUÇÃO Hope Gordon Silva Regina Aranha TRADUÇÃO Hope Gordon Silva Regina Aranha 7 João Desfrutando João ao máximo Pode-se resumir o fato mais relevante de toda a história em quatro palavras: Jesus Cristo é Deus! A maior declaração da Bíblia

Leia mais

«Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo:...»

«Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo:...» «Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Ambiente Este texto (já lido no II Domingo de Páscoa) situa- nos no cenáculo, no próprio dia da ressurreição. Apresenta-nosnos a comunidade

Leia mais

Liderança e Gestão- Intervenção do diretor

Liderança e Gestão- Intervenção do diretor Liderança e Gestão- Intervenção do diretor A escola é, por definição, um espaço de ensino e de aprendizagem. Um palco onde os atores principais, alunos e professores, protagonizam a aventura do saber.

Leia mais

PROVA BIMESTRAL História

PROVA BIMESTRAL História 6 o ano 4 o bimestre PROVA BIMESTRAL História Escola: Nome: Turma: n o : Observe a imagem e responda às questões 1 e 2. REPRODUÇÃO 1. Cite dois elementos presentes na imagem que representam a Igreja católica.

Leia mais

EXISTE O INFERNO? Introdução

EXISTE O INFERNO? Introdução EVANGELISMO PESSOAL EXISTE O INFERNO 1 EXISTE O INFERNO? Introdução A. Um dos temas religiosos mais carregados de emoção é o tema do Inferno. Que sucede depois da morte física? Há algo mais além do túmulo

Leia mais

a. Na Idade Média, a principal riqueza que um homem poderia possuir era a terra. No texto, identifique

a. Na Idade Média, a principal riqueza que um homem poderia possuir era a terra. No texto, identifique Atividade extra Vivendo a vida do seu jeito Questão 1 A agricultura para consumo era, no feudalismo, a atividade principal. O comércio, muito reduzido. As terras não tinham valor de troca, de mercado,

Leia mais

Assunto: Estudo das várias leis que estavam em operação no tempo de Cristo. 1) Lei Romana = Lei que os cidadãos obedeciam

Assunto: Estudo das várias leis que estavam em operação no tempo de Cristo. 1) Lei Romana = Lei que os cidadãos obedeciam Lição 1 Leis no tempo de Cristo Assunto: Estudo das várias leis que estavam em operação no tempo de Cristo 1) Lei Romana = Lei que os cidadãos obedeciam 2) Lei Civil do A.T. = Tinha a ver com os costumes

Leia mais

CATEQUESE. Sua Santidade o Papa Bento XVI Vaticano - Audiência Geral Sala Paulo VI Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013

CATEQUESE. Sua Santidade o Papa Bento XVI Vaticano - Audiência Geral Sala Paulo VI Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013 CATEQUESE Sua Santidade o Papa Bento XVI Vaticano - Audiência Geral Sala Paulo VI Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013 Queridos irmãos e irmãs, O Natal do Senhor ilumina mais uma vez com a sua luz as trevas

Leia mais

Daniel fazia parte de uma grupo seleto de homens de Deus. Ele é citado pelo profeta Ezequiel e por Jesus.

Daniel fazia parte de uma grupo seleto de homens de Deus. Ele é citado pelo profeta Ezequiel e por Jesus. Profeta Daniel Daniel fazia parte de uma grupo seleto de homens de Deus. Ele é citado pelo profeta Ezequiel e por Jesus. O livro de Daniel liga-se ao livro do Apocalipse do Novo Testamento, ambos contêm

Leia mais

ENSINO RELIGIOSO. Símbolos Religiosos

ENSINO RELIGIOSO. Símbolos Religiosos SÍMBOLOS RELIGIOSOS Símbolos são imagens que identificam ou representam algo, como também comunicam de maneira resumida e única, ideias, conceitos, mensagens, avisos, e muito mais. Se analisarmos o nosso

Leia mais

Pérola de Grande Valor é um volume de escrituras

Pérola de Grande Valor é um volume de escrituras C A P Í T U L O 3 8 Pérola de Grande Valor Pérola de Grande Valor é um volume de escrituras escrito por profetas. Há cinco partes em Pérola de Grande Valor: o livro de Moisés, o livro de Abraão, Joseph

Leia mais

OS LEVITAS Dicionário Internacional de Teologia Novo Testamento,

OS LEVITAS Dicionário Internacional de Teologia Novo Testamento, OS LEVITAS Vamos ao um breve estudo sobre os levitas, que há muito tempo, nas igrejas evangélicas e até mesmo nos templos católicos, é um título dado aos instrumentistas e cantores. Biblicamente falando,

Leia mais

A Família que Vence 1

A Família que Vence 1 A Família que Vence 1 Requisitos para Vencer Quem é meu inimigo A quem obedeço Comprometimento Treinamento Espírito de Prontidão Vigilância Fé 2 Ameaças à Família Mudança no Conceito de Família A Emancipação

Leia mais

EQUIPAS DE JOVENS DE NOSSA SENHORA O PAPEL DO CASAL ASSISTENTE

EQUIPAS DE JOVENS DE NOSSA SENHORA O PAPEL DO CASAL ASSISTENTE EQUIPAS DE JOVENS DE NOSSA SENHORA O PAPEL DO CASAL ASSISTENTE A experiência de um casal cristão que acompanha a equipa traz aos seus membros uma riqueza complementar à que caracteriza a presença do padre.

Leia mais

LISTA DE EXERCÍCIOS 01

LISTA DE EXERCÍCIOS 01 LISTA DE EXERCÍCIOS 01 01 - (Unicamp 2014) Desde o período neolítico, os povos de distintas partes do mundo desenvolveram sistemas agrários próprios aproveitando as condições naturais de seus habitats

Leia mais

Gr.Bíblico. Evangelho de. Nossa Senhora Conceição. São Mateus Ano litúrgico A

Gr.Bíblico. Evangelho de. Nossa Senhora Conceição. São Mateus Ano litúrgico A Evangelho de São Mateus Ano litúrgico A O Segundo Envangelho O TEMPO DE JESUS E O TEMPO DA IGREJA Este Evangelho, transmitido em grego pela Igreja, deve ter sido escrito originariamente em aramaico, a

Leia mais

Objetivo: Compreender o que é a Bíblia e como foi organizada.

Objetivo: Compreender o que é a Bíblia e como foi organizada. Capítulo 1: A Bíblia e Como ela foi Organizada Objetivo: Compreender o que é a Bíblia e como foi organizada. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção

Leia mais

Sumário. Prefácio...3. 1. As evidências da ressurreição de Cristo...5. 2. Se Jesus está vivo, onde posso encontrá-lo?...15

Sumário. Prefácio...3. 1. As evidências da ressurreição de Cristo...5. 2. Se Jesus está vivo, onde posso encontrá-lo?...15 1 Sumário Prefácio...3 1. As evidências da ressurreição de Cristo...5 2. Se Jesus está vivo, onde posso encontrá-lo?...15 Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera Ministério de Grupos Pequenos Março

Leia mais

I Tessalonicensses 4:13~18; a descrição do encontro

I Tessalonicensses 4:13~18; a descrição do encontro Arrebatamento (continuação) #70 Vamos agora, ver em detalhes a descrição do encontro de Jesus com a Igreja e a transformação dos nossos corpos para corpos gloriosos, iguais ao de Jesus. I Tessalonicensses

Leia mais

Profissão Solene de Ir. Lúcia. Mosteiro de Uberaba S. Pedro e S. Paulo 28.06.2015.

Profissão Solene de Ir. Lúcia. Mosteiro de Uberaba S. Pedro e S. Paulo 28.06.2015. Profissão Solene de Ir. Lúcia. Mosteiro de Uberaba S. Pedro e S. Paulo 28.06.2015. Caríssimos Irmãos e Irmãs: Esta celebração dos Apóstolos Pedro e Paulo nos leva, indiscutivelmente, à reflexão sobre a

Leia mais

Livres do poder do pecado.

Livres do poder do pecado. Disciples of Christ Church Ministerio vida com vida Pra Rosana Costa 1 Livres do poder do pecado. Romanos 6:7 (NTLH) Pois quem morre fica livre do poder do pecado. Introdução: Temos sido impactados pelo

Leia mais

REIS BONS E REIS MAUS

REIS BONS E REIS MAUS Bíblia para crianças apresenta REIS BONS E REIS MAUS Escrito por: Edward Hughes Ilustradopor:Lazarus Adaptado por: Ruth Klassen O texto bíblico desta história é extraído ou adaptado da Bíblia na Linguagem

Leia mais

JESUS CRISTO PADECEU SOB PÔNCIO PILATOS, FOI CRUCIFICADO, MORTO E SEPULTADO

JESUS CRISTO PADECEU SOB PÔNCIO PILATOS, FOI CRUCIFICADO, MORTO E SEPULTADO JESUS CRISTO PADECEU SOB PÔNCIO PILATOS, FOI CRUCIFICADO, MORTO E SEPULTADO 25-02-2012 Catequese com adultos 11-12 Chave de Bronze Como se deu a entrada messiânica em Jerusalém? No tempo estabelecido,

Leia mais

(Do they never come back? Nero Redivivus and The Apocalypse of John)

(Do they never come back? Nero Redivivus and The Apocalypse of John) Hans Josef Klauck Texto: Eles nunca voltarão? Nero Redivivo e o Apocalipse de João (Do they never come back? Nero Redivivus and The Apocalypse of John) 1. INTRODUÇÃO O autor faz uma comparação entre o

Leia mais

CARNE UM LIVRETE SOBRE CRESCIMENTO ESPIRITUAL PARA CRISTÃOS FAMINTOS

CARNE UM LIVRETE SOBRE CRESCIMENTO ESPIRITUAL PARA CRISTÃOS FAMINTOS CARNE UM LIVRETE SOBRE CRESCIMENTO ESPIRITUAL PARA CRISTÃOS FAMINTOS 2 SÉRIE CRESCIMENTO CRISTÃO Por Jerry Dean e Frank Hamrick editora batista regular CONSTRUINDO VIDAS NA PALAVRA DE DEUS Rua Kansas,

Leia mais

COMO SE TORNAR UM CRISTÃO FIEL. Apêndice 5. A Igreja de Jesus: Organização

COMO SE TORNAR UM CRISTÃO FIEL. Apêndice 5. A Igreja de Jesus: Organização 274 Apêndice 5 A Igreja de Jesus: Organização A maneira exata como a igreja se organiza é de pouco interesse para muitos. No entanto, organização é um assunto de importância vital. A organização da igreja

Leia mais

PESCOLA VICENTINA SÃO VICENTE DE PAULO

PESCOLA VICENTINA SÃO VICENTE DE PAULO PESCOLA VICENTINA SÃO VICENTE DE PAULO Disciplina: Ensino Religioso Professor(a): Rosemary de Souza Gelati Paranavaí / / 6º ANO Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em que eu confio (Sl 90,2) OS

Leia mais

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares Walter Benjamin - Questões de Vestibulares 1. (Uem 2011) A Escola de Frankfurt tem sua origem no Instituto de Pesquisa Social, fundado em 1923. Entre os pensadores expoentes da Escola de Frankfurt, destaca-se

Leia mais

COLÉGIO CEC CENTRO EDUCACIONAL CIANORTE ED. INFANTIL, ENS. FUNDAMENTAL E MÉDIO - SISTEMA ANGLO DE ENSINO. Aluno (a): Série:

COLÉGIO CEC CENTRO EDUCACIONAL CIANORTE ED. INFANTIL, ENS. FUNDAMENTAL E MÉDIO - SISTEMA ANGLO DE ENSINO. Aluno (a): Série: COLÉGIO CEC CENTRO EDUCACIONAL CIANORTE ED. INFANTIL, ENS. FUNDAMENTAL E MÉDIO - SISTEMA ANGLO DE ENSINO Aluno (a): Série: Nº. Data: / /2012 Professor(a): Rosilene Ardengui 7º Ano CALIGRAFIA TÉCNICA OU

Leia mais

www.projeto-timoteo.org 2ª edição Como Viver a Plenitude de Deus Projeto Timóteo Apostila do Aluno

www.projeto-timoteo.org 2ª edição Como Viver a Plenitude de Deus Projeto Timóteo Apostila do Aluno Como Viver a Plenitude de Deus Projeto Timóteo 1 Apostila do Aluno Como Viver a Plenitude de Deus Projeto Timóteo Coordenador do Projeto Dr. John Barry Dyer Equipe Pedagógica Marivete Zanoni Kunz Tereza

Leia mais

Dez Mandamentos. Índice. Moisés com as Tábuas da Lei, por Rembrandt

Dez Mandamentos. Índice. Moisés com as Tábuas da Lei, por Rembrandt Dez Mandamentos Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. (Redirecionado de Os dez mandamentos) Ir para: navegação, pesquisa Nota: Para outros significados, veja Dez Mandamentos (desambiguação). Moisés

Leia mais

ARTE PALEOCRISTÃ PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS. Arte Paleocristã Arte Bizantina Arte Islâmica - ESPIRITUALIDADE

ARTE PALEOCRISTÃ PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS. Arte Paleocristã Arte Bizantina Arte Islâmica - ESPIRITUALIDADE Arte Paleocristã Arte Bizantina Arte Islâmica ARTE PALEOCRISTÃ ARTE PALEOCRISTÃ Também chamada de Arte das Catacumbas, desenvolveu-se dentro do Império Romano, quando surgiram os primeiros núcleos cristãos.

Leia mais

Caracterização Cronológica

Caracterização Cronológica Caracterização Cronológica Filosofia Medieval Século V ao XV Ano 0 (zero) Nascimento do Cristo Plotino (204-270) Neoplatônicos Patrística: Os grandes padres da igreja Santo Agostinho ( 354-430) Escolástica:

Leia mais

1ª Leitura - Gn 1,20-2,4a

1ª Leitura - Gn 1,20-2,4a 1ª Leitura - Gn 1,20-2,4a Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança. Leitura do Livro do Gênesis 1,20-2,4a 20Deus disse: 'Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pássaros

Leia mais

Estudo 9 Laicato e Clero. Em Marcha, 2014.2 IGREJA METODISTA ASA NORTE 406

Estudo 9 Laicato e Clero. Em Marcha, 2014.2 IGREJA METODISTA ASA NORTE 406 Estudo 9 Laicato e Clero Em Marcha, 2014.2 IGREJA METODISTA ASA NORTE 406 Roteiro 1- Introdução 2- Fundamento Bíblico 3- Conclusão 1. Introdução Parceria e participação da Igreja. 1. Texto de referência

Leia mais

Como Ler a Bíblia Biblicamente

Como Ler a Bíblia Biblicamente Como Ler a Bíblia Biblicamente Joe Morecraft, III Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto 1 A sua visão sobre Deus determinará como você lê a Bíblia. A hermenêutica 2 procede da teologia. O Senhor Deus

Leia mais

Newton Bignotto. Maquiavel. Rio de Janeiro

Newton Bignotto. Maquiavel. Rio de Janeiro Newton Bignotto Maquiavel Rio de Janeiro Introdução No ano em que nasceu Maquiavel, 1469, Florença vivia um período agitado. Embora ainda fosse formalmente uma república, a cidade era de fato administrada

Leia mais

Considerações sobre o Evangelho de João

Considerações sobre o Evangelho de João 1 Considerações sobre o Evangelho de João. O Evangelho de João nasceu do anúncio vivo, da memória de homens e mulheres que guardavam e transmitiam os ensinamentos transmitidos por Jesus.. O chão = vida

Leia mais

Enquadramento Histórico

Enquadramento Histórico Enquadramento Histórico Aquilo que os cristãos conhecem de Paulo resume-se a dois ou três momentos da sua vida: a conversão na estrada de Damasco, o discurso no areópago de Atenas, o martírio na cidade

Leia mais

DEVOÇÃO MARIANA NA IDADE MÉDIA ATRAVÉS DA ARTE DE GIOTTO: ADORAÇÃO DOS REIS MAGOS E EPIFANIA

DEVOÇÃO MARIANA NA IDADE MÉDIA ATRAVÉS DA ARTE DE GIOTTO: ADORAÇÃO DOS REIS MAGOS E EPIFANIA DEVOÇÃO MARIANA NA IDADE MÉDIA ATRAVÉS DA ARTE DE GIOTTO: ADORAÇÃO DOS REIS MAGOS E EPIFANIA ANTONIO, Jacqueline Rodrigues (UEL) VISALLI, Angelita Marques (UEL) INTRODUÇÃO: Este trabalho traz uma análise

Leia mais

LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA, EXPRESSÃO E RELIGIÃO NO BRASIL Rev. Augustus Nicodemus Lopes APRESENTAÇÃO CARTA DE PRINCÍPIOS 2011

LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA, EXPRESSÃO E RELIGIÃO NO BRASIL Rev. Augustus Nicodemus Lopes APRESENTAÇÃO CARTA DE PRINCÍPIOS 2011 LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA, EXPRESSÃO E RELIGIÃO NO BRASIL [SLIDE 1] CAPA [SLIDE 2] UM ASSUNTO ATUAL APRESENTAÇÃO CARTA DE PRINCÍPIOS 2011 Os conceitos de liberdade de consciência e de expressão têm recebido

Leia mais

Lição 01 O propósito eterno de Deus

Lição 01 O propósito eterno de Deus Lição 01 O propósito eterno de Deus LEITURA BÍBLICA Romanos 8:28,29 Gênesis 1:27,28 Efésios 1:4,5 e 11 VERDADE CENTRAL Deus tem um propósito original e eterno para minha vida! OBJETIVO DA LIÇÃO Que eu

Leia mais

Estudo 18 Misericórdia quero e não holocaustos. Em Marcha, 2015.1 IGREJA METODISTA ASA NORTE 406

Estudo 18 Misericórdia quero e não holocaustos. Em Marcha, 2015.1 IGREJA METODISTA ASA NORTE 406 Estudo 18 Misericórdia quero e não holocaustos Em Marcha, 2015.1 IGREJA METODISTA ASA NORTE 406 Roteiro 1- Introdução 2- Fundamento Bíblico 3- Conclusão 1. Introdução Voce entende por que a misericórdia

Leia mais

SIMULADO 4 JORNAL EXTRA ESCOLAS TÉCNICAS HISTÓRIA

SIMULADO 4 JORNAL EXTRA ESCOLAS TÉCNICAS HISTÓRIA SIMULADO 4 JORNAL EXTRA ESCOLAS TÉCNICAS HISTÓRIA QUESTÃO 01 De uma forma inteiramente inédita, os humanistas, entre os séculos XV e XVI, criaram uma nova forma de entender a realidade. Magia e ciência,

Leia mais

Lição 10. Como entender a realidade da morte? Texto Bíblico: 1Coríntios 15.20-28; 43-58

Lição 10. Como entender a realidade da morte? Texto Bíblico: 1Coríntios 15.20-28; 43-58 Lição 10 Como entender a realidade da morte? Texto Bíblico: 1Coríntios 15.20-28; 43-58 Introdução: O Apóstolo Paulo estava trabalhando algumas discrepâncias doutrinárias na Igreja de Corinto e, especificamente,

Leia mais

Carta de Paulo aos romanos:

Carta de Paulo aos romanos: Carta de Paulo aos romanos: Paulo está se preparando para fazer uma visita à comunidade dos cristãos de Roma. Ele ainda não conhece essa comunidade, mas sabe que dentro dela existe uma grande tensão. A

Leia mais

A Busca. Capítulo 01 Uma Saga Entre Muitas Sagas. Não é interessante como nas inúmeras sagas que nos são apresentadas. encontrar uma trama em comum?

A Busca. Capítulo 01 Uma Saga Entre Muitas Sagas. Não é interessante como nas inúmeras sagas que nos são apresentadas. encontrar uma trama em comum? A Busca Capítulo 01 Uma Saga Entre Muitas Sagas Não é interessante como nas inúmeras sagas que nos são apresentadas em livros e filmes podemos encontrar uma trama em comum? Alguém, no passado, deixouse

Leia mais

Jesus declarou: Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo. (João 3:3).

Jesus declarou: Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo. (João 3:3). Jesus declarou: Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo. (João 3:3). O capítulo três do Evangelho de João conta uma história muito interessante, dizendo que certa noite

Leia mais

AGOSTINHO DE HIPONA E TOMÁS DE AQUINO (3ª SÉRIE, REVISÃO TESTÃO)

AGOSTINHO DE HIPONA E TOMÁS DE AQUINO (3ª SÉRIE, REVISÃO TESTÃO) AGOSTINHO DE HIPONA E TOMÁS DE AQUINO (3ª SÉRIE, REVISÃO TESTÃO) PERÍODOS DA FILOSOFIA MEDIEVAL 1º Patrística: século II (ou do V) ao VIII (Agostinho de Hipona). 2º Escolástica: século IX ao XV (Tomás

Leia mais

Porque Deus mandou construir o tabernáculo?

Porque Deus mandou construir o tabernáculo? Aula 39 Área da Adoração Êxodo 19:5~6 Qual o significado de: vós me sereis reino sacerdotal? Significa que toda a nação, não parte, me sereis reino sacerdotal, povo santo, nação santa. Israel era uma nação

Leia mais

Um domingo além da razão

Um domingo além da razão Um domingo além da razão Leon Tolstói Confissão Minha pergunta - aquela que aos 50 anos quase me levou ao suicídio - era a mais simples das perguntas que habitam a alma de qualquer ser humano... uma pergunta

Leia mais

Se Jesus ressuscitou, onde estão as testemunhas?

Se Jesus ressuscitou, onde estão as testemunhas? Se Jesus ressuscitou, onde estão as testemunhas? 1 Coríntios 15.1-11 1. Irmãos, quero lembrar-lhes o evangelho que lhes preguei, o qual vocês receberam e no qual estão firmes. 2. Por meio deste evangelho

Leia mais

Alaice Mariotto Kater. Catequese Infantil EDITORA AVE-MARIA

Alaice Mariotto Kater. Catequese Infantil EDITORA AVE-MARIA Alaice Mariotto Kater Catequese Infantil EDITORA AVE-MARIA Apresentação Nos diz a Palavra de Deus:...E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar

Leia mais