Cooperativismo Social no Brasil: Conceitos, Desafios e Propostas

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1 Cooperativismo Social no Brasil: Conceitos, Desafios e Propostas LEONARDO PINHO COORDENADOR COOPERATIVISMO SOCIAL UNISOL BRASIL DIRETOR DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SAÚDE MENTAL (ABRASME) EXECUTIVA DA REDE ESTADUAL DE SAÚDE MENTAL E ECOSOL KATIA LIANE RODRIGUES PINHO PÓS GRADUANDA CIÊNCIA E TECNOLOGIA UFSCAR E COORDENADORA DA OFICINA DE PAPEL ARTESANAL NOT/ CANDIDO FERREIRA REDE DE SAÚDE MENTAL E ECONOMIA SOLIDÁRIA

2 Definição: são empreendimentos formados por pessoas em situação de desvantagem por condições físicas, mentais e situações sociais específicas e têm por objetivo promover a inclusão social e econômica dessas pessoas.

3 Público Pessoas com transtorno mental; Pessoas que fazem uso prejudicial de álcool e outras drogas; Pessoas presas ou egressas do Sistema Penitenciário; Pessoas com deficiência física, mental e/ou sensorial; Adolescentes e jovens, em idade adequada ao trabalho, que estejam em situação de risco ou vulnerabilidade sociais, em especial aqueles que estão cumprindo medidas socioeducativas e aqueles egressos do Sistema Socioeducativo. As iniciativas de cooperativismo social devem ter composição mista, com a participação dos diferentes segmentos incluídos na lei 9867/1999

4 Objetivos perseguir bens gerais para a comunidade, por meio da promoção humana e da integração social dos cidadãos; gerenciar serviços sociais, de saúde e educacionais; atuar em diferentes atividades - entre as quais: agricultura, industrial, comercial ou serviços gerando trabalho como meio de inclusão e ressocialização das pessoas em desvantagens temporárias ou permanentes; garantir os direitos de todo ser humano, a começar pela qualidade do cuidado pelo estado; responder às necessidades sociais, complementarmente à atuação do estado, de maneira qualificada por meio de profissionais capacitados para tanto.

5 Momentos Importantes: SEMINÁRIO - ECONOMIA SOLIDÁRIA E AS COOPERATIVAS SOCIAIS: INCLUSÃO, RESSOCIALIZAÇÃO E TRABALHO DIGNO promovido pela UNISOL Brasil 2007 Presença de diversos Ministérios e da Secretaria Geral da Presidência

6 Momentos Importantes

7 II Congresso Nacional da UNISOL Brasil aprova a criação de Setoriais, cria-se o único Setorial de Cooperativismo Social nas Centrais de Cooperativas. Momentos Importantes

8 Momentos Importantes Conferência Temática realizada entre a IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial e a II Conferência Nacional de ECOSOL maio de 2010

9 Momentos Importantes O Relatório Final da IV Conferência Nacional contemplou o conjunto dessas propostas, bem como, foi enriquecida com propostas de projetos e empreendimentos de todo o país, tendo sido aprovado no ponto Trabalho, Geração de Renda e Economia Solidária, páginas 111 a 116, tendo como seus eixos: Educação e Capacitação para o Trabalho Direitos Relacionados ao Trabalho Estímulo ao Cooperativismo e Economia Solidária Inserção no Mercado Formal de Trabalho Estratégias para geração de renda Financiamento e incentivos para o trabalho

10 Momentos Importantes II Encontro Nacional de Experiências de Iniciativas de Geração de Trabalho e Renda, realizado no Rio de Janeiro dezembro de 2011 Presença de Diversos Ministérios e experiências intersetoriais que constroem o cooperativismo social e a Inclusão Social pelo Trabalho

11 Momentos Importantes I Encontro do Mercosulsobre Cooperativas Sociais A iniciativa foi organizada pela UNISOL Brasil, em parceria com a Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (RECM) e o projeto Promoção dos Movimentos Cooperativos do Cone Sul (PROCOOPSUR)

12 Fotos I Encontro do Mercosul de Cooperativismo Social

13 I Encontro Nacional da RAPS O I Encontro Nacional da RAPS em dezembro de 2013 que mobilizou mais de 5000 pessoas de todo o Brasil teve um eixo para discussões, trocas de experiência e capacitações sobre Autogestão no Trabalho.

14 Assinatura PRONACOOP - Social Dilma assina durante a ExpoCatadores o Decreto n de 20/12/2013, que Institui o Programa Nacional de Apoio ao Associativismo e Cooperativismo Social - Pronacoop Social

15 DESAFIOS

16 Marco Legal Lei nº 9.867, de 10 de novembro de 1999, dispõe sobre a criação e o funcionamento de Cooperativas Sociais, visando à Integração Social dos Cidadãos. 1. Que a Lei de Cooperativas Sociais nº9.867, de 11 de novembro de 1999, seja regulamentada por meio de instrumentos normativos que se apliquem (Decreto, Portarias e/ou Projeto Lei). 2. Que a Lei de Cooperativas Sociais garanta a proporcionalidade dos membros das iniciativas de cooperativismo social, tendo como princípio que a maioria dos sócios cooperados deve ser de pessoas em situação de desvantagem

17 Políticas Públicas Possibilitar a criação de uma Política Nacional de Fomento, Financiamento Apoio para iniciativas de cooperativismo social. Avançar na formação para o trabalho - formação profissional e aumento da escolaridade dos participantesde iniciativas do cooperativismo social e na qualificação para gestão do empreendimento. Garantir às iniciativas de cooperativismo social acesso a programas governamentais que tenham como propósito promover a qualidade dos produtos, desenvolvimento tecnológico e inovação. Garantir acesso aos Fundos e Compras Públicas como estratégia de consolidação das iniciativas de cooperativismo social. Garantir a aprovação do Sistema Nacional do Comércio Justo e Solidário para a certificação das iniciativas de cooperativismo social.

18 Portas de Saída: Autonomia e Ampliação da Cidadania Portas de Entrada Portas de Saída 1. Rede de Proteção Social (CRAS) e outros equipamentos e programas de atendimento e acolhimento; 2. Atenção primária; Atenção de urgência e emergência; Atenção psicossocial ex. Programa Saúde da Familia, UBS, CAPS. Processo de Mediação/ Incubação 1. Mercado Formal de Trabalho (ACESSUAS/TRABALHO Centros de Apoio ao Trabalhador) 2. ECOSOL: Cooperativismo e Associativismo (Programa de Inclusão Produtiva e Politicas de ECOSOL, Cooperativismo Social)

19 Tributários Isenção dos tributos federais, estaduais e municipais as cooperativas sociais, nos moldes do que ocorreu com o Mei (Micro Empreendedor Individual); Criar incentivos tributários as empresas que apóiem o Cooperativismo Social.

20 Compras Públicas Que a Lei de Licitações possa dar benefícios as cooperativas sociais no processo licitatório, nos moldes do que já ocorre com as empresas que estão no Simples Nacional; Garantir acesso aos Fundos e Compras Públicas como estratégia de consolidação das iniciativas de cooperativismo social; Criação de Programas Municipais/ Estaduais e Federal de Compras Públicas de Cooperativas Sociais.

21 Benefícios Sociais e Previdenciários Que as pessoas em desvantagem tenham seus direitos garantidos e possam ser cooperativadas e que não percam o benefício no teto de até 5 salários mínimos e que a Previdência Social crie um programa especial para os trabalhadores e trabalhadoras do cooperativismo social no sentido de assegurar a manutenção do beneficio enquanto permanência na cooperativa social.

22 Criação do Bolsa Trabalho Criar bolsa de formação/ incubação para o trabalho para usuários/empreendedores/ associados com definição de critérios e limitação de tempo assegurando a sustentabilidade do percurso formativo e de incubação. O processo formativo e de incubação deverá ser desenvolvido de forma a garantir a efetiva inclusão dos usuários/empreendedores/associados como sóciocooperados.

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