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1 Guia de Estudos Ari Mundi Conselho de Segurança das Nações Unidas - CSNU Lara Lemos Bia Santiago

2 Sumário: 1. Carta de Apresentação 2. Conselho de Segurança das Nações Unidas 2.1 Contexto Histórico 2.2 Composição e Funcionamento 3. Crise na Crimeia 3.1 Histórico do Conflito 3.2 Como o mundo se posiciona em relação à crise na Ucrânia 4. Referências Bibliográficas

3 1. Carta de Apresentação: Queridos Delegados, É com grande prazer que damos as boas-vindas aos senhores Ari Mundi Sentimo-nos privilegiadas em poder compartilhar com os senhores essa experiência tão gratificante que é simular um organismo internacional de tamanha relevância para o âmbito mundial. O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) é um órgão da Organização das Nações Unidas cujo mandato é zelar pela manutenção da paz e da segurança internacional. Nele, é possível discutir assuntos de extrema importância para a segurança internacional de maneira prática e tomando medidas cabíveis para manutenção da paz mundial. Sendo o único órgão do sistema internacional capaz de adotar decisões obrigatórias para todos os Estados-membros da ONU, podendo inclusive autorizar intervenção militar para garantir a execução de suas resoluções. Os senhores Delegados irão simular a crise na Crimeia no Conselho de Segurança das Nações unidas, gostaríamos de lembrar aos senhores que a simulação ocorrera no dia 20 de Março de 2014, sendo fatos posteriores a essa data desconsiderados. Portanto, agora vocês terão a oportunidade de fazer a historia acontecer e fazendo a diferença decidindo ao futuro da Crimeia e Ucrânia. É importante salientar que, mesmo com a disponibilização de um guia de estudos que oriente o funcionamento do comitê e sirva de ponto de partida para uma análise sobre o tema em questão, é imprescindível um aprofundamento por parte dos senhores, que não devem se ater apenas às informações contidas neste guia. É de fundamental importância que cada delegado estude com afinco e procure entender o posicionamento do seu país em relação ao tema aqui em pauta. Lembramos ainda que a dinâmica do comitê não depende exclusivamente do nosso papel como diretores, mas principalmente da interação entre os senhores delegados. Esperamos que esse seja não só um momento de aprendizado, mas principalmente de enriquecimento pessoal. Temos a certeza de que o resultado final será o melhor possível. As diretoras, Lara Lemos e Bia Santiago

4 2. Conselho de Segurança das Nações Unidas 2.1 Contexto Histórico: A Organização das Nações Unidas foi criada ao término da II Guerra Mundial com o objetivo de garantir a paz no mundo através do bom relacionamento entre os países. E, embora não tenha atingido seus objetivos em alguns casos, apresenta fundamental importância na tentativa de amenizar as desigualdades sociais e conflitos no mundo. O horror causado pelas duas grandes guerras foi o principal motivo da fundação da ONU em 24 de outubro de O Presidente Norte-Americano Franklin Roosevelt foi quem criou o nome apresentado pela primeira vez em 1942 na Declaração das Nações Unidas pela qual26 países se comprometiam a lutar contra o Eixo (aliança entre Itália, Alemanha e Japão na II Guerra Mundial). Criada na Conferência de San Francisco (Conferência das Nações Unidas sobre a Organização Internacional), a ONU contava a princípio com 51 estados membros. Atualmente ela conta com 192 Estados soberanos e com diversos organismos autônomos, sendo constituída por seis órgãos principais sendo o Conselho de Segurança das Nações Unidas um desse órgãos de acordo com o estabelecimento pela Carta da ONU. O Conselho de Segurança das Nações Unidas tem a responsabilidade principal de manter a paz e a segurança internacional. Ele é organizado de forma a funcionar continuamente, e um representante de cada um dos seus membros tem que estar presente a todo momento na Sede da ONU. Em 31 de janeiro de 1992, a primeira Reunião de Cúpula do Conselho foi convocada na Sede, com a presença de Chefes de Governo e Estado de 13 de seus 15 membros e dos Ministros de Relações Exteriores dos dois restantes. O Conselho pode se reunir em outros lugares que não sejam a Sede da ONU; em 1972, realizou uma sessão em Adis Abeba (Etiópia), e no ano seguinte na Cidade do Panamá (Panamá). 2.2 Composição e Funcionamento: Quando uma informação sobre uma ameaça à paz é levada ao Conselho, sua primeira ação é, normalmente, recomendar as diferentes partes que tentem alcançar a paz por meios pacíficos. Em alguns casos, o próprio Conselho realiza investigações e mediações. O Conselho pode nomear representantes especiais ou solicitar que o Secretário-Geral da ONU o faça, ou usar seus bons ofícios. O Conselho pode também estabelecer princípios para uma solução pacífica. Quando um litígio conduz à luta, a primeira preocupação do Conselho é para trazê-lo para um fim o mais rapidamente possível. Em muitas ocasiões, o Conselho emitiu instruções de cessar-fogo que foram fundamentais na prevenção de maiores

5 hostilidades. O Conselho também envia forças de paz para ajudar a reduzir tensões em áreas problemáticas, manter forças em disputa separadas e criar condições de calma nas quais soluções pacíficas possam ser alcançadas. O Conselho pode tomar medidas como sanções econômicas (ao exemplo dos embargos comerciais) ou ações militares coletivas. Se o Conselho de Segurança toma ações preventivas ou adota sanções contra determinado Estado-Membro da ONU, ele pode também ser suspenso do exercício de seus direitos e privilégios pela Assembleia Geral por recomendação do Conselho. Um Estado-Membro que tenha violado persistentemente os princípios da Carta da ONU pode ser expulso das Nações Unidas pela Assembleia, também por recomendação do Conselho. Um Estado-Membro das Nações Unidas, mas que faça parte do Conselho de Segurança, pode participar, sem direito a voto, das discussões do Conselho, quando este considere que os interesses desse país podem ser afetados. Membros e nãomembros das Nações Unidas que fizerem parte de uma disputa sendo discutida no Conselho são convidados a participar, sem direito a voto, nas discussões do Cons elho; o órgão da ONU estabelece as condições para a participação de um Estado nãomembro. A Presidência do Conselho é rotativa e muda mensalmente, seguindo a ordem alfabética (em inglês) dos nomes dos países.

6 3. A Crise na Crimeia: 3.1 Histórico do conflito: O que é a Crimeia? A Crimeia é uma república autônoma da Ucrânia, localizada em uma península no Mar Negro. A região já pertenceu à Rússia, e foi anexada pela Ucrânia em 1954 o então líder soviético Nikita Khrushchev, que era de origem ucraniana, deu a região como presente. Diferente do resto da Ucrânia, a maioria da população na região é de origem russa. Qual o papel da Rússia na crise? Com a intensificação das tensões separatistas, o Parlamento russo aprovou, a pedido do presidente Vladimir Putin, o envio de tropas à Crimeia para normalizar a situação. Tropas sem identificação, mas claramente russas algumas em veículos com placas registradas na Rússia tomaram a Crimeia, dominando bases militares e aeroportos. A Rússia justificou o movimento dizendo se reservar o direito de proteger seus interesses e os de seus cidadãos em casos de violência na Ucrânia e na região da Crimeia. A escalada militar fez com que diversos oficiais do exército ucraniano se juntassem ao governo local pró-russo. Outros abandonaram seus postos. No dia 4 de março, o novo governo da Crimeia anunciou que assumiu o controle da península, e deu um ultimato para que os últimos oficiais leais à Ucrânia se rendessem. Segundo a Ucrânia, mais de 30 mil soldados russos já foram enviados à região. Os Estados Unidos estimam o efetivo russo na região em 20 mil militares. A Rússia nega ter efetivo militar na região superior ao de seu posto fixo em Sebastopol. Qual a reação do governo da Ucrânia? O novo governo ucraniano, pró-união Europeia, criticou os movimentos separatistas e classificou a aprovação de intervenção militar russa como uma declaração de guerra. Logo em seguida, o governo convocou todas suas reservas militares para reagir a um possível ataque russo. O país também pediu apoio do Conselho de Segurança da ONU para frear a crise na península e defender sua integridade territorial. Para o governo da Ucrânia, o Parlamento da Crimeia é ilegal e não tem legitimidade para declarar independência. Kiev também não reconheceu o resultado

7 do referendo, que aprovou a reintegração a Moscou, nem do tratado assinado entre Crimeia e Rússia confirmando a adesão. Qual a reação dos países ocidentais? Os Estados Unidos e outros países ocidentais exigem que a Rússia recuasse suas tropas na Crimeia. Os EUA também ameaçaram a Rússia com sanções, suspenderam as transações comerciais com o país e cancelaram um acordo de cooperação militar com Moscou. Outros países do ocidente pressionaram a Rússia por uma saída diplomática. A escalada de tensão também levou a uma ruptura entre as grandes potências, com o G7 condenando a ação e cancelando uma reunião com o governo de Moscou. EUA e União Europeia realizaram sanções contra indivíduos russos e ucranianos envolvidos no processo, que tiveram seus bens no exterior congelados e foram impedidos de entrar nos EUA e na UE. A Rússia respondeu com sanções contra integrantes do governo norte-americano. Em meio à crise, a Comissão Europeia divulgou um plano de ajuda de pelo menos 11 bilhões para a Ucrânia. Os EUA também anunciaram um pacote de assistência técnica e econômica ao país em uma demonstração de apoio ao novo governo, no valor de US$ 1 bilhão. A Crise Em novembro de 2013, o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych anunciou em comunicado oficial que havia desistido de assinar um acordo de livrecomércio com a União Europeia, preferindo priorizar suas relações com a Rússia. No dia 21 do mesmo mês, milhares de pessoas foram às ruas protestar contra a decisão, o que resultou em repressão violenta e dezenas de manifestantes mortos. No dia 22 de fevereiro, Yanukovich deixou a capital do país, Kiev, e foi afastado da presidência pelo Parlamento do país. Foram convocadas eleições para maio deste ano e um governo interino foi montado. Na Crimeia, o parlamento local foi tomado por um comando pró-rússia, que nomeou um novo premiê e aprovou sua independência e posterior anexação à Federação Russa. O governo é considerado ilegítimo pela Ucrânia, que pede às forças internacionais que não o reconheçam. Com as tensões, o Parlamento russo aprovou o envio de tropas à Crimeia. Os EUA e outros países ocidentais posicionam-se a favor da Ucrânia e anunciaram pacotes bilionários de ajuda ao país, além de impor sanções e exigir que a Rússia retire imediatamente o contingente militar enviado. O governo da Casa Branca acusa, ainda,

8 a Rússia de violar o Memorando de Budapeste, por interferir diretamente nas fronteiras ucranianas. O movimento russo levou o presidente dos EUA, Barack Obama, a pedir a Putin o recuo das tropas na Crimeia. Para Obama, Putin violou a lei internacional com sua intervenção. Os EUA também ameaçaram a Rússia com sanções, e suspenderam as transações comerciais com o país, além de um acordo de cooperação militar. A Rússia respondeu afirmando que o estabelecimento de sanções também afetaria os EUA. A União europeia também disse que poderia impor sanções, sendo criticada por Moscou, que ameaçou uma retaliação. A Ucrânia convocou todas suas reservas militares para reagir a um possível ataque russo e afirmou que se trata de uma "declaração de guerra". Segundo o país, mais de 30 mil soldados russos já foram enviados à região. Os Estados Unidos estimam o efetivo russo na região em 20 mil militares. Em meio à crise, o Ocidente pressionou a Rússia por uma saída diplomática. A escalada de tensão também levou a uma ruptura entre as grandes potências, com o G7 condenando a ação e cancelando uma reunião com a Rússia. O Referendo No dia 16 de março, mesmo com forte oposição da ONU, foi realizado o referendo popular na Crimeia que decidiria pela separação da península da Ucrânia e anexação ao território russo, opção que acabou por vencer com mais de 95% dos votos. No entanto, uma pesquisa feita antes da invasão revelou que apenas 42% dos habitantes eram favoráveis ao desmembramento, o que levantou suspeitas na comunidade internacional de que o resultado do referendo possa ter sido manipulado. EUA e União Europeia reiteraram que a votação nunca será reconhecida pela comunidade internacional. Após o referendo, o governo de Moscou anunciou que consideraria a Crimeia como parte de seu território a partir de terça-feira. Nesta quarta, por unanimidade, o Tribunal Constitucional da Rússia considerou legal a assinatura do tratado que anexa a Crimeia a seus territórios pelo presidente Vladimir Putin. A Crimeia sempre foi parte da Rússia nos corações e mentes das pessoas, declarou Putin em um pronunciamento em Moscou, após a assinatura.

9 O Novo Presidente Poroshenko é um bilionário proprietário do grupo Roshen Chocolates, de um canal de televisão e de várias fábricas. O novo presidente disse que quer restaurar a paz na região leste do país onde separatistas pró-rússia ainda estão em conflito com as forças do governo interino, mas deixou claro que não vai negociar com os que qualificou como terroristas que querem transformar a Ucrânia em um Estado sem lei."o objetivo deles é transformar o leste da Ucrânia em uma Somália. Eu não vou permitir que ninguém faça isso ao nosso Estado e espero que a Rússia apoie essa minha abordagem, afirmou o novo presidente." O chanceler russo, Sergei Lavrov, disse que seu país está aberto para o diálogo com Poroshenko, mas deixou claro que é necessário que o uso da força contra os separatistas seja suspenso.o novo presidente ucraniano afirmou que espera se reunir com os líderes russos no início do mês que vem, após um viagem para a Polônia onde ele vai se encontrar com o presidente americano, Barack Obama, e líderes europeus. Em sua campanha, Poroshenko também havia prometido fortalecer os laços com a União Europeia.Poroshenko afirmou que vai apoiar a realização de uma eleição parlamentar ainda em O magnata também afirmou que nunca vai reconhecer o que ele chamou de "ocupação da Crimeia" pela Rússia. No total, 18 candidatos disputaram a eleição presidencial,vista como uma votação crucial para unir o país.o presidente americano, Barack Obama, afirmou que a eleição na Ucrânia foi um "passo importante para avançar com os esforços do governo ucraniano para unificar o país".

10 3.2 Como o mundo se posiciona em relação à crise na Ucrânia Ucrânia Um governo temporário foi formado no país depois que o presidente Viktor Yanukovych sofreu um impeachment pelo parlamento sob a acusação de ter sido responsável pela morte de mais de cem manifestantes durante os protestos que ocorreram no país desde novembro de Ao assumir como presidente, Olexandr Turchynov disse estar aberto ao diálogo com a Rússia, que foi acusada pelas autoridades interinas de enviarem tropas à Crimeia, onde teriam assumido o controle dos aeroportos e dos pontos de entrada na península. O novo governo não aceita uma eventual separação da Crimeia e diz que a preocupação manifestada pela Rússia, de que russos que vivem na Ucrânia estão em risco de sofrerem agressões - é um "pretexto para invadir o país". No entanto, Kiev alega que não tem planos de entrar em combate aberto com os russos. A Ucrânia divulgou um comunicado em que pede que observadores internacionais sejam levados ao país para "dissipar qualquer preocupação sobre atividades militares irregulares e o tratamento dado a todos os ucranianos, independentemente do grupo étnico a que pertencem ou o idioma falado por eles". "Queremos manter um bom diálogo e boas relações com o povo russo", disse o ministro interino de Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Deshchytsya, depois de um encontro com o ministro francês Laurent Fabius na quarta-feira. Rússia "Queremos resolver esse conflito pacificamente. Não queremos lutar com a Rússia." O governo russo acredita que o acordo político firmado no dia 21 de fevereiro, com o objetivo de acabar com a violência no país, não foi cumprido. O acordo previa a formação de um governo de união nacional, a adoção da constituição de 2004 (com uma redução dos poderes presidenciais) e a realização de eleições para a presidência no final do ano. Mas, desde então, o presidente Viktor Yanukovych foi afastado pelo Parlamento e as eleições foram marcadas para o próximo dia 25 de março. Segundo o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, para resolver o problema, o previsto no acordo do dia 21 de fevereiro precisa ser honrado. Os russos ainda consideram Yanukovych o presidente legítimo da Ucrânia. Além disso, Moscou diz que não enviou soldados à Ucrânia alega que as forças pró-rússia vistas na Crimeia são mobilizadas localmente, mas diz que se reserva ao direito em último caso de lançar uma ofensiva se a população de origem russa estiver ameaçada.

11 "Se nós tomarmos tal decisão, será apenas para a proteção de cidadãos ucranianos", disse o presidente, Vladimir Putin. Por fim, o país diz que uma eventual decisão sobre enviar observadores internacionais para a Ucrânia é exclusiva das autoridades ucranianas. União Europeia O bloco concedeu uma ajuda de 11 bilhões de euros à Ucrânia, enquanto vem, ao mesmo tempo, considerando abertamente sanções a indivíduos e empresas russas, mas teme que isso possa prejudicar suas relações com o país, que é seu terceiro maior parceiro comercial. Os europeus são os maiores investidores do mercado russo. Além disso, os países do continente dependem de Moscou para se abastecer de óleo e gás. Em teoria, eles poderiam recorrer à Noruega para compensar uma retaliação russa. No entanto, passar a comprar gás e óleo dos noruegueses sairia mais caro para os europeus. Alemanha Tem sido a principal ponte de diálogo com a Rússia, de onde vem um terço de suas importações de óleo e gás. A chanceler Angela Merkel vem fazendo comentários públicos comedidos sobre a situação, também porque a Alemanha está muito próxima geograficamente da Ucrânia e um conflito armado na região pode lhe custar caro. A impressão de que a Alemanha está tentando proporcionar opções aceitáveis à Rússia antes que sanções possam ser adotadas ficou clara em uma declaração do ministro do exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier, após seu encontro com o chanceler russo, Sergei Lavrov, em Genebra. Steinmeier evitou dizer claramente que os russos precisavam recuar. Em vez disso, disse que o país precisava apresentar mais garantias ao Ocidente acerca de suas intenções, ou então enfrentar as consequências. Eu acho que, se não vermos em breve passos decisivos rumo a um acordo internacional ( ) então penso que a discussão entre os líderes da Comissão Europeia será, de fato, na direção de medidas a ser tomadas, disse. França A França em assumindo um posicionamento mais firme, em contraponto à postura alemã. O ministro de Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, disse à emissora BFMTV que sanções podem ser divulgadas se a Rússia não mostrar que está disposta a mudar sua posição. Grã-Bretanha

12 Publicamente, o primeiro-ministro David Cameron ameaçou a Rússia com sanções políticas, econômicas e diplomáticas. No entanto, um documento levado por uma autoridade do governo britânico mostra que essa reação tem limites. Registrado por um fotógrafo freelancer, o papel traz menções diretas ao assunto, dizendo que o Reino Unido pode se unir a outros países na proibição de concessão de vistos e de viagens de autoridades russas, mas que "não deve, por agora, apoiar sanções comerciais ou fechar o centro financeiro de Londres aos russos". Estados Unidos É o país que vem sendo mais duro contra a Rússia. O secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou que Moscou vem criando pretextos para uma invasão, e o presidente Barack Obama afirmou que a ocupação da Crimeia coloca a Rússia do lado errado da história. O país já suspendeu conversas sobre possíveis acordos comerciais com os russos, mas isso tem pouco impacto porque os Estados Unidos não estão nem entre os dez maiores parceiros comerciais dos russos. Por isso, depende dos europeus para fazer uma pressão econômica. Os Estados Unidos querem instaurar uma missão de observação internacional na Crimeia e, em troca, pedem que as tropas da Rússia voltem às suas bases. O ministro russo Lavrov respondeu que a oferta só pode ser aceita por autoridades da Ucrânia e da Crimeia. China O país, segundo maior parceiro comercial da Rússia, mantém-se distante das polêmicas em torno do conflito. O presidente Xi Jinping classificou a situação como "complicada e sensível" e disse estar preocupado com o impacto global e regional da crise. Mas Jinping também afirmou que confia na capacidade russa de mediar uma saída e que apoia qualquer proposta que leve ao fim do conflito. Brasil No comunicado do governo brasileiro sobre o conflito, o Itamaraty lamentou a deterioração do quadro político no país e as mortes geradas por isso. Ao mesmo tempo, a nota dá indícios de que o Brasil não tem a intenção de se envolver na questão ao dizer que a a crise política na Ucrânia deve ser equacionada pelos próprios ucranianos. Índia Apesar dos apelos da Ucrânia para que o país se manifeste em apoio ao novo governo em Kiev, a Índia não assumiu qualquer posicionamento público sobre o conflito.

13 Apesar de sua relação comercial com os russos não ser tão relevante, o país deve à antiga União Soviética sua vitória sobre o Paquistão no conflito de Síria Em 6 de março, a agência estatal de notícias síria Sana informou que o presidente Bashar al Asad enviou uma mensagem a Putin expressando sua solidariedade. Asad reiterou o "respaldo da Síria ao ponto de vista racional de Putin, que favorece a paz e busca estabelecer um sistema global de apoio à estabilidade e de combate ao extremismo e ao terrorismo", segundo a agência. A Rússia tem em Tartus, na Síria, seu único porto militar no mar Mediterrâneo, um ponto estratégico. Além disso, Moscou é um dos principais fornecedores de armamentos ao governo sírio e, junto com a China, votou contra uma resolução da ONU contra Damasco em Israel Apesar da profunda inimizade com a Síria, um aliado da Rússia, Israel segue como um dos poucos países ocidentais que se negam a criticar publicamente o Kremlin por suas ações na Crimeia. "Temos boas relações com os americanos e os russos", disse há algumas semanas Avidgdor Lieberman, chanceler de Israel em entrevista à emissora israelense Canal 9. "Por isso não vejo motivos para nos metermos nisso." Lieberman cresceu na Moldávia quando ela era parte da União Soviética. Vários membros do governo vêm dessa ou de outras ex-repúblicas soviéticas ou da própria Rússia. E 1 milhão de habitantes de Israel (10% da população) vieram da antiga União Soviética. E Putin foi o primeiro líder russo a visitar Israel. Venezuela Em fevereiro, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse que seu país estava pensando em aumentar sua presença militar em vários países, incluindo Venezuela, Cuba e Nicarágua, segundo a agência de notícias russa RIA Novosti. Em 2008, durante visita a Moscou, o então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, manifestou apoio a essa presença das Forças Armadas russas no território venezuelano ao dizer que elas seriam recebidas "calorosamente". A Venezuela também comprou armamento da Rússia, que é o segundo maior exportador de armas do mundo, atrás dos Estados Unidos.

14 4. Referencias Bibliográficas: nto_paises_rb dos_rb

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