Perguntas e Respostas Frequentes - FAQ

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1 Perguntas e Respostas Frequentes - FAQ Módulo Exportação Módulo Importação Revisado e Ampliado Base Legal: Portaria Secex nº 10, de 24/05/2010. Portaria Secex nº 25, de 27/11/2008. Decreto nº 6.759, de 06/02/2009 (Regulamento Aduaneiro Brasileiro)

2 MÓDULO EXPORTAÇÃO - TEMAS / ITENS 1 - Aspectos Administrativos e Operacionais da Saída de Mercadorias Habilitação de Empresa Exportadora Registro / Credenciamento Tratamento Administrativo e Documentos Utilizados Despacho Aduaneiro Regimes Aduaneiros Especiais Tratamento Tributário da Saída de Mercadorias Imposto de Exportação I.E Outros Impostos, Taxas e Contribuições Aspectos Fiscais e Financeiros da Saída de Mercadorias Isenção de Pagamento Incentivos Fiscais Financiamentos Barreiras Externas Barreiras Tarifárias Barreiras Não-Tarifárias Operações Cambiais Contrato de Câmbio Prazos para Liquidação Custos Operacionais do Contrato de Câmbio Aspectos Administrativos e Operacionais da Exportação de Serviços Outros Aspectos Comerciais Relevantes Referentes à Exportação ÍNDICE POR PALAVRAS-CHAVE 2

3 1 - Aspectos Administrativos e Operacionais da Saída de Mercadorias 1.1. Habilitação de Empresas Exportadoras Sendo apenas registrada no mercado interno uma empresa pode ser habilitada como exportadora? Sim. Até mesmo quando não atua diretamente no mercado interno, ou seja, na área de produção, como uma trading, uma empresa pode ser habilitada como exportadora. O primeiro passo para que uma empresa se habilite a exportar é, após os trâmites necessários quanto à abertura de cadastro na Junta Comercial do Estado, é efetuar a inscrição no Registro de Exportadores e Importadores (REI), da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), e no Registro de Rastreamento da Atuação de Intervenientes Aduaneiros (RADAR), da Secretaria da Receita Federal. O credenciamento é gerenciado pelo SISCOMEX, que é um instrumento que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior. Base Legal: Portaria SECEX nº 10, de 24/05/2010; Instrução Normativa SRF nº. 650, de 12/05/2006, alterada pela IN RFB nº. 847, de 12/05/2008 e pela IN RFB de 01/03/2010; Ato Declaratório Executivo Coana nº 3, de 1/06/ A empresa interessada em exportar produtos ao mercado externo, precisa necessariamente incluir esta atividade no contrato social? Quais os procedimentos? Sim. O representante da empresa deverá se dirigir à junta comercial de sua localidade e proceder a alteração no campo referente ao objetivo da atividade comercial, no contrato social, especificando a inclusão de operação da atividade de exportação e/ou importação. As juntas comerciais são órgãos locais com funções executoras e administradoras dos serviços de registro de empresas, a quem incumbe à execução de Registro de Empresas Mercantis e são subordinadas administrativamente ao governo da unidade federativa de sua jurisdição e, tecnicamente, ao DNCR - Departamento Nacional de Registro de Comércio, da Secretaria de Comércio e Serviços, do MDIC. Resumindo: a empresa deverá incluir a atividade de exportação e importação em seus atos constitutivos - declaração de Firma Individual, Contrato Social, Estatuto, etc. Base Legal: Lei nº , de 18/11/1994, com alterações posteriores; Decreto nº , de 30/01/1996, com alterações posteriores A legislação brasileira pode permitir ao profissional autônomo como: artista plástico e artesão exportar suas próprias obras, ao invés de efetuar por empresa exportadora especializada? Sim. Pessoas físicas também podem exportar mercadorias desde que as mesmas sejam cadastradas junto à Secretaria de Comércio Exterior, ou a entidades por ela credenciadas. Base Legal: Portaria SECEX 10, de 24/05/ Após os trâmites necessários de inclusão no REI, RADAR e SISCOMEX, quais os procedimentos da empresa exportadora com relação à obtenção da senha de acesso no Sistema? Após o credenciamento / habilitação de empresa exportadora nos cadastros REI / RADAR e no SISCOMEX, efetuado pelo exportador ou por intermédio de representante credenciado, o próximo passo é dirigir-se a uma repartição da Secretaria da Receita Federal, a fim de obter a senha (vinculada ao CPF / CNPJ) de acesso ao Sistema. Base Legal: Portaria SECEX 10, de 24/05/

4 Quando o Siscomex solicita a inserção, no cadastramento da empresa, da atividade comercial, o que caracteriza a atividade principal de um estabelecimento comercial exportador/importador? Atividade principal, conceitualmente, é a atividade de produção de bens ou serviços destinada a terceiros, que traz maior contribuição para a geração do valor adicionado da unidade de produção. Como prática geral, toma-se a receita operacional da atividade como aproximação do conceito de valor adicionado. No caso das entidades sem fins lucrativos, é a atividade de maior representação da função social da entidade. Portanto, na prática, define-se como atividade principal a que gera maior receita operacional para o estabelecimento.já as atividades secundárias são aquelas de produção de bens ou serviços, destinadas a terceiros, exercidas na mesma unidade de produção, além da atividade principal. O valor adicionado da atividade secundária deve ser inferior ao que resulta da atividade principal. Base Legal: Lei n , de 10/01/2002; Lei nº 8.934, de 18/11/ 1994; Lei nº 4.886, de 09/12/ Como obter licença de importação ou exportação de espécies da Flora brasileira? A Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção CITES, assinada pelo Brasil em 1975, estabelece um modelo jurídico internacional para regular de forma eficaz o comércio de espécies da fauna e flora prevenindo-as do perigo de extinção, quando a ameaça for o comércio internacional. E para tanto, atribui aos países produtores e consumidores sua parte na responsabilidade comum e estabelece mecanismos necessários para garantir a exploração não prejudicial das populações. Com base nos procedimentos propostos pela Convenção, o Governo Brasileiro por meio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - Ibama incorporou em seus procedimentos para a avaliação e emissão de Licenças de Exportação/Importação. O serviço é constituído por dois módulos: um externo e outro interno. Utilizando o módulo externo o usuário solicitará a licença. O módulo interno é de acesso exclusivo do Ibama para análise das solicitações e emissão das licenças. O acesso ao Serviço - Requerimento CITES somente estará disponível para as pessoas físicas e jurídicas que possuem Comprovante de Registro (em pelo menos uma das atividades relacionadas na tabela abaixo ou em pelo menos duas em caso de inclusão, no mesmo requerimento, de produtos da fauna e da flora) e Certificado de Regularidade Válidos nos Serviços On-Line do IBAMA. Base Legal: Decreto n , DE 21/09/ Como obter selo de certificação de produtos orgânicos? A Instrução Normativa Mapa nº. 50, instituiu o selo único oficial do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica - SBACO, que estabelece os requisitos para a sua utilização nos produtos orgânicos. Somente poderão utilizar o selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica os produtos orgânicos oriundos de unidades de produção controladas por organismos de avaliação da conformidade credenciados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O selo será utilizado conforme modelos instituídos nos Anexos I, II e III da Instrução Normativa em apreço. Base legal: Instrução Normativa Mapa nº. 50, de 5/11/2009; Decreto nº , de 27/12/

5 Como é feito o cadastramento de acesso ao Sistema de Registro de Informações de Promoção - SISPROM? O cadastramento para ter acesso ao Sistema de Registro de Informações de Promoção - Sisprom, o representante legal da empresa, organizadora de feira, associação, entidade ou assemelhada deve entrar na página eletrônica do Sistema, endereço: escolher a opção Novo Usuário e inserir os dados solicitados. Ao final, deve imprimir o formulário SOLICITAÇÃO DE ACESSO AO SISPROM, disponível na última tela do cadastramento, e juntamente com este encaminhar a documentação descrita nessa última tela ao Denoc/ Secex, no caso de interesse em promoção de produtos ou de produtos e serviços, ou ao Decos/SCS, no caso de somente serviços. Após análise dos dados e documentos fornecidos e aprovação do cadastro, o representante legal receberá mensagem eletrônica informando sua senha de acesso. Base Legal: Lei nº 9.481, de 13 de agosto de 1997; Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009; Portaria MDIC nº 89, de 14 de abril de 2009; Instrução Normativa SRF nº 188, de 6 de agosto de Como funciona o registro de informações de promoção de destinos turísticos brasileiros? O registro no Sisprom das operações relativas à promoção de destinos turísticos brasileiros é feito pela Embratur Instituto Brasileiro do Turismo (localizada no SCN, Quadra 2, Bloco G CEP , Brasília - DF), de maneira que os interessados devem se dirigir àquele órgão, atendendo as condições por ele disciplinadas. A Portaria Conjunta Embratur/Secex nº 15, de 18 de junho de 2009, disciplina as normas complementares necessárias à execução do disposto no Decreto nº 6.761, de 2009, relativamente à promoção de destinos turísticos brasileiros. Base Legal: Portaria Conjunta Embratur/Secex nº 15, de 18/06/2009; Lei nº 9.481, de 13 de agosto de 1997; Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009; Portaria MDIC nº 89, de 14 de abril de 2009; Instrução Normativa SRF nº 188, de 6 de agosto de Aspectos Administrativos e Operacionais da Saída de Mercadorias 1.2. Registro/Credenciamento Após levantamento preliminar sobre a viabilidade de inserção de empresa no comércio exterior, gostaria de saber quais as modalidades de habilitação no Siscomex, para a efetivação de credenciamento de empresa? O procedimento de cadastramento e habilitação para operação no Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex, que é o sistema de processamento e controle administrativo das operações de comércio exterior, pode ocorrer em quatro modalidades, a saber: a) ordinária, para pessoa jurídica que atue habitualmente no comércio exterior; prazo do procedimento de habilitação: até 30 (trinta) dias; b) especial, para órgãos da administração pública direta, autarquias e fundações públicas e outras instituições extraterritoriais; prazo do procedimento de habilitação: 10 (dez) dias; c) simplificada, para pessoas físicas e jurídicas que atuem eventualmente no comércio exterior ou na Zona Franca de Manaus, ou para as pessoas jurídicas que exerçam atividades sem fins lucrativos; prazo do procedimento de habilitação: 10 (dez) dias; d) restrita, para pessoa física ou jurídica que tenha operado anteriormente no comércio exterior, exclusivamente para realização de consulta ou retificação de declaração; prazo do procedimento de habilitação: 10 (dez) dias; e 5

6 e) especial, para órgão da administração pública direta, autarquia e fundação pública, órgão público autônomo, organismo internacional e outras instituições extraterritoriais. Deferido o pedido de habilitação no Siscomex, a unidade executora do procedimento providenciará a comunicação ao interessado, pessoa física responsável pela pessoa jurídica, sobre a habilitação no Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros (RADAR). Base Legal: Portaria SECEX nº 10, de 24/05/2010; Instrução Normativa SRF nº. 650, de 12/05/2006, alterada pela IN RFB nº. 847, de 12/05/2008 e pela IN RFB de 01/03/ Além do REI / SISCOMEX / RADAR existe algum outro registro de habilitação, na esfera governamental, que o exportador deva efetuar? Não. Os principais registros federais de cadastro e habilitação no âmbito do comércio exterior são: o Registro de Exportadores e Importadores; o Sistema de Comércio Exterior e o Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros. A propósito, caso as empresas não tenha condições, ou interesse, de efetuar os registros de suas operações de exportação no Siscomex, poderão recorrer a outros órgãos que os façam, tais como os bancos autorizados a operar câmbio, as sociedades corretoras de câmbio, os despachantes aduaneiros e os órgãos da administração direta e indireta que atuam no comércio exterior, os quais estão autorizados a efetuar esses registros, desde que por conta e ordem dos exportadores. Base Legal: Portaria SECEX nº 10, de 24/05/2010; Instrução Normativa SRF nº. 650, de 12/05/2006, alterada pela IN RFB nº. 847, de 12/05/2008 e pela IN RFB de 01/03/ Sendo produtor rural (sem CNPJ), como obter credenciamento de pessoa física para exportar? A inscrição no REI continua sendo a condição básica, mediante a qual o interessado obtém credenciamento para processar o Siscomex. O procedimento de habilitação de pessoa física, qualificada como produtor rural, pecuarista, artesão, artista ou assemelhado, para a prática de atos no Siscomex, será executada mediante requerimento do interessado na modalidade simplificada e será formalizada com a apresentação dos seguintes documentos: I cópia do documento de identificação; II instrumento de mandato do representante e cópia de seu documento de identificação, quando for o caso; III nota fiscal de produtos rurais, quando for o caso; e IV cópia da carteira de artesão, quando for o caso. Após o deferimento da ficha de habilitação no Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros (RADAR), a unidade executora do procedimento de habilitação da pessoa física da SRF efetuará o cadastro do representante legal diretamente no Siscomex. Base Legal: Portaria SECEX nº 10, de 24/05/2010; Instrução Normativa SRF nº. 650, de 12/05/2006; alterada pela IN RFB nº. 847, de 12/05/2008 e pela IN RFB de 01/03/2010; Ato Declaratório Executivo Coana nº. 3, de 1º/06/2006, retificado no DOU de 7/6/2006, Seção I, pág Existe legislação específica para a constituição de empresa Comercial Exportadora? Sim. As operações efetuadas por empresa comercial exportadora caracterizam, principalmente por exportar produtos de diferentes fornecedores, redução de custos operacionais, estoques que permitam regularidade no fornecimento etc. Será considerada Empresa Comercial Exportadora aquela que obtiver Certificado de Registro Especial, expedido pelo Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX) e pela Secretaria da Receita Federal (SRF). A empresa que pleitear o registro especial deverá satisfazer os seguintes requisitos: 6

7 Possuir capital mínimo estipulado; Constituir-se sob forma de ações; Não haver sido punida, em decisão administrativa final, por infrações aduaneiras, de natureza cambial, de comércio exterior ou de repressão ao abuso do poder econômico. Portanto, a legislação que rege as empresas Comercial Exportadora não é a mesma que rege empresas exportadoras. Base Legal: Portaria 25, de 27/11/2008; Decreto-Lei nº , de 1972; Resolução CMN nº 1.928, de 26/05/ Qual a diferença entre Trading Company e Empresa Comercial Exportadora? A constituição da empresa comercial exportadora comum é regida pela mesma legislação utilizada para a abertura de qualquer empresa comercial ou industrial assumindo qualquer forma societária. A empresa comercial exportadora, que deseja ser considerada uma Trading Company, baseada no Decreto-Lei 1.248/72, deverá observar os requisitos da Portaria Secex nº 10, de 24/05/2010, para a obtenção do Certificado de Registro Especial. Base legal: Decreto-Lei 1.248/72; Portaria Secex nº 10, de 24/05/ Os certificados sanitários destinados ao trânsito de produtos referentes à alimentação animal podem ser assinados pelo estabelecimento produtor? Sim. Os certificados sanitários destinados ao trânsito interestadual do produto, destinado à alimentação animal, serão assinados pelo técnico responsável ou credenciado pelo estabelecimento produtor. As empresas sob Inspeção Federal deverão apresentar a Divisão de Nutrição Animal e Agrostologia - DNAGRO, num prazo de 30 (trinta) dias, os nomes dos seus técnicos responsáveis e/ou credenciados com seus respectivos números do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREA ou Conselho Regional de Medicina Veterinária - CRMV. Os estabelecimentos sob inspeção federal deverão providenciar a confecção dos certificados sanitários de acordo com o modelo apresentado no anexo da Instrução Nº. 3, de 17/07/1974. Os certificados sanitários serão em 3 (três) vias, sendo que a primeira acompanhará a mercadoria, a segunda permanecerá de posse da firma produtora e a terceira deverá ser encaminhada ao Setor Estadual da DNAGRO, juntamente com a estatística mensal de produção. Os certificados sanitários terão numeração própria, a partir de 0001 até 9999, para cada SIF Serviço de Inspeção Federal. As empresas que possuírem estabelecimentos em Estados diferentes, deverão comunicar a DNAGRO o credenciamento do técnico para assinatura dos certificados sanitários, que deverá, obrigatoriamente, residir no Estado em que estiver(em) localizado(s) o (os) SIF(s); O técnico responsável pela formulação dos produtos poderá ser o mesmo para todos os SIFs de uma mesma empresa, mesmo localizados em Estados diferentes. Os certificados sanitários destinados ao comércio internacional deverão, obrigatoriamente, ser assinados por técnico da Inspeção Federal. Base Legal: Instrução Normativa Mapa nº 3, de 16/07/1974; Lei nº 6198, de 26 de dezembro de A inscrição de produtores no Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos - SISBOV é obrigatória? Não. Primeiramente, recordo que a denominação do Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos - SESISBOV, passou a se chamar: Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos - SISBOV. 7

8 A adesão de produtores rurais e demais segmentos da cadeia produtiva de bovinos e bubalinos à referida norma é voluntária. Todos os segmentos da cadeia produtiva de bovinos e bubalinos, que optarem voluntariamente a serem provedores de carne destinada a mercados que exijam a identificação individual dos animais, ficam sujeitos às regras estabelecidas à normas do SISBOV, bem como sujeitos a restrições no comércio para mercados exigentes de rastreabilidade, quando não atenderem as regras estabelecidas na legislação. Base Legal: Instrução Normativa Nº. 65, DE 16/12/2009; Lei nº , de 24/11/2009; Decreto nº , de 30/03/ Sendo produtor do setor canavieiro, gostaria de saber se é obrigatório o cadastramento no Sistema de Acompanhamento da Produção Canavieira-SapCana? Sim. A Instrução Normativa Mapa nº. 52, instituiu, no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Sistema de Acompanhamento da Produção Canavieira - SAPCana, integrado por um cadastro obrigatório de unidades industriais produtoras de açúcar e etanol, cooperativas de produção e comercialização desses produtos e empresas comercializadoras de etanol, instaladas no território nacional, e pelo registro de suas informações de produção e comercialização. É requisito para o cadastramento da unidade industrial produtora no SAPCana a comprovação da existência da instalação fabril e da regular constituição e registro da pessoa jurídica que a operar. Por empresa comercializadora de etanol, entende-se aquela caracterizada como pessoa jurídica controlada diretamente ou indiretamente por dois ou mais produtores ou cooperativas de produtores de açúcar e etanol. Base Legal: Instrução Normativa MAPA nº 52, de 12/11/2009; Lei nº 6.404, de 15/12/ Quais os requisitos/documentos necessários para o cadastramento no Sistema de Acompanhamento da Produção Cnavieira-SapCana? Para o cadastramento as empresas deverão apresentar originais ou cópias autenticadas dos seguintes documentos: I - requerimento de cadastramento (disponível na página eletrônica do MAPA) da pessoa jurídica interessada, assinado por responsável legal ou preposto, acompanhado do documento de identificação do firmador e, em se tratando do preposto, também do instrumento público de procuração; II - documentos submetidos ao Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins (Contrato ou Estatuto Social atualizado), acompanhados de certidão com o histórico de todas as alterações dos atos constitutivos; III - comprovante de inscrição e de situação ativa no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), emitido nos 30 (trinta) dias antecedentes ao protocolo do requerimento de cadastramento; IV - documentos que demonstrem a eleição ou designação dos administradores ou diretores da empresa, devidamente registrados, e respectivos documentos de identidade e de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas do Ministério da Fazenda; V - licenças de operação concedidas pelos órgãos ambientais competentes, com referência a unidades industriais; e VI - outros documentos considerados necessários a critério do MAPA. Base Legal: Instrução Normativa nº. 52, de 12/11/

9 Os requisitos para o Registro no Sistema de acompanhamento da Produção Canavieira SAP? Cana, exigidos para empresa comercializadora de produtos derivados da cana-de-açúcar são os mesmos de empresas produtoras? Não. O cadastramento de empresa comercializadora de etanol, exclusivamente de sua matriz, será realizado mediante a apresentação dos originais ou cópias autenticadas dos seguintes documentos: I - demonstração de que, pelo menos, duas pessoas jurídicas produtoras ou cooperativas de produtores de açúcar e/ou etanol, necessariamente cadastradas no SAP/Cana, sejam suas controladoras, diretas ou indiretas, mediante apresentação de certidão simplificada do Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins; II - comprovação de um capital social mínimo de R$ ,00 (dez milhões de reais) e de sua completa integralização pelos sócios/acionistas, mediante apresentação de certidão simplificada do Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins na qual conste o capital social mínimo acima referido; III - cópia do Balanço Patrimonial levantado nos últimos 30 (trinta) dias; IV - apresentação da Declaração de Informações Econômico-Fiscais de Pessoas Jurídicas (DIPJ) do último exercício se houver; V - as seguintes certidões, válidas, da sede da empresa e de suas filiais: a) Certidão Conjunta Receita Federal e Dívida Ativa da União; b) Certidão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS); c) Certidão relativa a contribuições previdenciárias; e d) Certidão Tributária com a Fazenda Estadual (Dívida Ativa Estadual); VI - apresentação da Declaração de Imposto de Renda de Pessoas Físicas (DIRPF) ou da Declaração de Informações Econômico-Fiscais de Pessoas Jurídicas (DIPJ) dos sócios/acionistas, do último exercício: a) que sejam produtores de etanol, cadastrados no SAPCana; ou b) que detenham, pelo menos, 5% das suas quotas ou ações. Base Legal: Instrução Normativa nº. 52, DE 12/11/ Como obter a Green Buildings ou Certificação Leed? A certificação de Edifícios Verdes é realizada por entidades não governamentais como a USGBC ( United States Green Building Council ), que desenvolveu um sistema de classificação chamado Leed ( Leadership in Energy and Environmental Design ) que é mundialmente aceito e reconhecido. No Brasil, recentemente, foi criado o Green Building Council Brasil (www.gbcbrasil.org.br), entidade responsável pela adaptação dos critérios do Leed para as condições e realidades brasileiras. Para obter a certificação Leed de uma edificação, primeiramente, o projeto deve ser registrado junto ao US- GBC para indicar se atenderá a todos os pré-requisitos exigidos para atingir uma determinada pontuação. A certificação só será efetivada após a construção do prédio e a confirmação de que os pré-requisitos foram atendidos. Referências: USGBC; U.S. Green Building Council; Green Building Council Brasil Para obter a Certificação Leed ou Edifício Verde a empresa necessitaria alcançar certa classificação. Como funciona essa pontuação? De acordo com o número de pontos obtidos por uma determinada edificação, esta poderá ser certificada em 9

10 uma das seguintes classificações: Platinum ( platina ), Gold ( ouro ) ou Silver ( prata ). As pontuações do Leed são divididas nos seguintes grupos: - Sustainable Sites Sustentabilidade da localização; - Water Efficiency Eficiência no uso da água; - Energy & Atmosphere Eficiência energética e os cuidados com as emissões para a atmosfera; - Materials & Resources Otimização dos materiais e recursos naturais a serem utilizados na construção e operação da edificação; - Indoor Environmental Quality Qualidade dos ambientes internos da edificação; - Innovation & Design Process Inovações empregadas no projeto da edificação. As pontuações e pré- -requisitos de uma certificação Leed dependem do tipo de empreendimento, conforme lista a seguir: - New Construction (Prédios novos) - Nesta categoria, a certificação é realizada considerando o terreno e a edificação como um todo. Geralmente são prédios de utilização de uma única empresa ou entidade como: corporações, universidades, escolas, hospitais, etc.; - Existing Buildings (Prédios existentes) - Nesta categoria, a certificação é realizada com base na performance de operação e na melhoria desta em edificações existentes; - Commercial Interiors (Interiores de edificações comerciais) - nesta categoria, a certificação é realizada somente para os inquilinos de áreas de escritórios em melhorias de instalações existentes ou novas edificações. Referências: USGBC; U.S. Green Building Council; Green Building Council Brasil O que é e para que serve o Registro de Venda de exportação? O Registro de Venda (RV) é o conjunto de informações que caracterizam a operação de exportação de produtos negociados em bolsas internacionais de mercadorias ou de commodities, por meio de enquadramento específico. O preenchimento do RV é prévio ao Registro de Exportação (RE) a que ele se vincula e, por conseqüência, anterior ao embarque da mercadoria. Base Legal: Portaria Secex nº 10, de 24/05/2010 (Anexo N ); Artigo 171 do Regulamento Aduaneiro Brasileiro(Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009) Quais são os produtos sujeitos à apresentação do Registro de Venda na exportação? Os produtos sujeitos a apresentação do Registro de Venda RV são: carnes e miudezas; peixes e crustáceos; café, chá, mate e especiarias; preparações de carnes de aves; álcoois; fumo (tabaco) e cigarros; sal, enxofre, terras e pedras; gesso, cal e cimento; peles e couros; madeira e obras; pérolas e pedras preciosas ou semipreciosas; e armas e munições. Base Legal: Portaria Secex nº 10, de 24/05/ Como obter o registro especial de empresa comercial exportadora? As empresas Comerciais Exportadoras só podem operar no comércio exterior após a obtenção do certificado de registro especial, concedido pelo Departamento de Normas e Competitividade no Comércio Exterior (DE- NOC) em conjunto com a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB.). Para a obtenção do registro, a empresa deverá encaminhar correspondência ao DENOC/CGNF, informando a denominação social da empresa, número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ -, endereço, telefone e fax, indicando, também, os estabelecimentos que irão operar como empresa comercial exportadora, devidamente acompanhada, para cada estabelecimento, dos seguintes documentos: Base Legal: Decreto-Lei nº /72 Portaria Secex nº 10, de 24/05/2010; Portaria n 6, de 20/04/2010; Decreto nº , de 04/02/10. 10

11 O que é e como funciona o Sistema de Registro de Informações de Promoção (SISPROM)? O Sisprom ou Sistema de Registro de Informações de Promoção, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior MDIC, é um sistema de benefícios com redução a zero da alíquota do imposto sobre a renda no pagamento de despesas com promoção de produtos brasileiros. O benefício visa incentivar os exportadores brasileiros a promoverem seus produtos e serviços no exterior em razão da desoneração tributária sobre pagamentos ao exterior de despesas com pesquisa de mercado, participação em exposições, feiras e eventos semelhantes, inclusive com propaganda realizada no âmbito dos eventos. Também são registradas no SISPROM as remessas para pagamento de promoção de destinos turísticos brasileiros e do Brasil. Todos os procedimentos exigidos são efetuados diretamente pelos usuários no endereço eletrônico do SISPROM, medida que simplifica e agiliza a obtenção da redução a zero do IR. Base Legal: Lei nº 9.481, de 13 de agosto de 1997; Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009; Portaria MDIC nº 89, de 14 de abril de 2009; Instrução Normativa SRF nº 188, de 6/08/ de agosto de De que maneira a empresa é habilitada à redução zero do Imposto de Renda IR, em pagamento de despesa devida no exterior, relativa à promoção comercial no âmbito do Sistema de Registro de Informações de Promoção - SISPROM? Para ser habilitada ao acesso ao Sistema de Registro de Informações de Promoção - SISPROM, o representante de empresa, organizadora de feira, associação, entidade ou assemelhada deverá solicitar credenciamento no próprio sistema e apresentar cópia autenticada de documento que expresse o poder de representação (estatuto ou contrato social em vigor da pessoa jurídica representada ou procuração ou documento de efeito equivalente): I quando se tratar de pesquisa de mercado ou promoção de produtos brasileiros, a documentação deverá ser encaminhada ao Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior - DEPLA, da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. II quando se tratar de pesquisa de mercado ou promoção de serviços brasileiros, a documentação deverá ser encaminhada ao Departamento de Políticas de Comércio e Serviços - DECOS, da Secretaria de Comércio e Serviços, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Base Legal: Lei nº 9.481, de 13 de agosto de 1997; Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009; Portaria MDIC nº 89, de 14 de abril de 2009; Instrução Normativa SRF nº 188, de 6 de agosto de Como registrar operação no Sistema de Registro Informações de Promoção SISPROM? Para registrar a operação no SISPROM, o interessado deverá preencher o Registro de Promoção (RP) no módulo P (produto) ou módulo S (serviço), conforme o caso. Na hipótese de registro efetuado por organizadora de feira, associação, entidade ou assemelhada, é necessário: I discriminar, se houver, cada uma das representadas que efetuar pagamento com a utilização da alíquota zero do imposto sobre a renda e respectiva participação em valor nas despesas; II - para cada representada que efetuar pagamento, fornecer original ou cópia autenticada de procuração ou documento de efeito equivalente que expresse o poder de representação, juntamente com cópia autenticada 11

12 do estatuto ou contrato social ou documento equivalente que comprove que o outorgante da representação tem poderes para conceder a outorga. Após cumpridas as formalidades, o RP será efetivado. Base Legal: Lei nº 9.481, de 13 de agosto de 1997; Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009; Portaria MDIC nº 89, de 14 de abril de 2009; Instrução Normativa SRF nº 188, de 6 de agosto de O registro no Sistema de Registro de Informações de Promoção SISPROM - pode ser efetuado posteriormente ao pagamento da despesa com promoção ao beneficiário no exterior? Não, todas as operações relativas à promoção de produtos e serviços brasileiros com redução à zero da alíquota do Imposto de Renda - IR tem que ser registradas no SISPROM antes do pagamento ao exterior. Base Legal: Lei nº 9.481, de 13 de agosto de 1997; Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009; Portaria MDIC nº 89, de 14 de abril de 2009; Instrução Normativa SRF nº 188, de 6 de agosto de Quem pode efetuar registro de operações com redução a zero do imposto de renda no SISPROM? O representante ou procurador legal de empresa organizadora de feira, associação, entidade/assemelhada, devidamente cadastrado no SISPROM, após comprovar o poder de representação por meio de cópia autenticada de estatuto ou contrato social em vigor da pessoa jurídica representada ou procuração ou documento de efeito equivalente (art. 2º da Portaria MDIC nº 89, de 2009). Base Legal: Lei nº 9.481, de 13 de agosto de 1997; Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009; Portaria MDIC nº 89, de 14 de abril de 2009; Instrução Normativa SRF nº 188, de 6 de agosto de Quais as entidades credenciadas a emitir a certificação de origem para produtos exportados para Israel? O Certificado de Origem é o documento destinado a declarar que as mercadorias cumpram com as disposições sobre origem estabelecidas no Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Estado de Israel, a fim de que possam se beneficiar do tratamento preferencial estabelecido no referido Acordo. A Circular Secex nº 29, de 29 de maio de 2009 torna pública, na forma do Anexo, a lista de entidades autorizadas pela Secretaria de Comércio exterior a emitir os Certificados de Origem no âmbito do Acordo firmados entre o Brasil e o Estado de Israel. As entidades autorizadas são, em geral, as confederações, federações e associações de classe, câmaras de comércio, etc. Base Legal: Portaria Secex nº 10, de 24/05/2010; Portaria Secex nº 8, de 3 de maio de 2010; Circular Secex nº 29, de 29/05/ Qual é o prazo legal para a efetivação do Registro de Exportação (RE)? De acordo com a Portaria Secex nº 10, de 24/05/2010, os registros de exportação (RE), serão efetivados no prazo máximo de 30 dias corridos, contados a partir da data de seu registro no Siscomex, desde que apresentado de forma adequada e completa, o qual poderá ser prorrogado, se expressamente motivado. Base Legal: Lei nº /99; Portaria Secex nº 10, de 24/05/2010 (art. 185). 12

13 1 - Aspectos Administrativos e Operacionais da Saída de Mercadorias 1.3. Tratamento Administrativo e Documentos Utilizados Ao iniciar a atividade de exportação, observa-se que no processo existem vários documentos requeridos/utilizados. Quais os principais documentos e os responsáveis por suas emissões? Os documentos de exportação devem ser emitidos pelo exportador, em inglês ou no idioma do país importador. No processo de exportação, é necessária uma série de outros documentos, que são exigidos para o transporte de mercadorias. Independente do meio de transporte, os documentos para embarque de mercadorias ao exterior serão os mesmos. Além dos documentos de registro eletrônico relativos ao credenciamento do exportador junto aos órgãos governamentais, os principais são: Fatura Pro Forma: Documento que inicia a negociação. É o manifesto de intenção de realização da operação comercial (emitido pelo exportador); Fatura Comercial: Documento necessário ao desembaraço aduaneiro pelo importador, contém todos os elementos da transação efetuada, bem como das características da mercadoria (emitido pelo exportador); Registro de Exportação (RE): Documento eletrônico que tem a finalidade de registrar as operações comercial, fiscal, cambial e aduaneira (emitido pelo exportador no Siscomex); Comprovante de Exportação (CE): Documento emitido pela Secretaria da Receita Federal que consubstancia a operação de exportação e que comprova o efetivo embarque da mercadoria; Romaneio (Packing List): Lista na qual se relaciona descrição detalhada dos produtos a serem embarcados (emitido pelo exportador) Nota Fiscal: Documento que acompanha a mercadoria no mercado interno a nota fiscal precisa ser liberada pela Secretaria da Receita Federal para o embarque ao exterior (emitida pelo exportador); Conhecimento de Embarque (marítimo, aéreo, rodoviário, ferroviário): Documento que atesta o recebimento da carga, as condições de transporte e a obrigação de entrega da mercadoria ao destinatário. Aceito pelos bancos como garantia de que a mercadoria foi embarcada (emitido pela empresa transportadora); Declaração de Despacho de Exportação (DDE): Obtida por meio eletrônico, é o procedimento fiscal mediante o qual se processa o desembaraço aduaneiro da mercadoria destinada ao exterior, seja ela exportada a título definitivo ou não. 13

14 Certificado (Origem; Fitossanitário; Inspeção etc.): Documento utilizado pelo importador habilitando-o a beneficiar-se de isenção ou redução do imposto de importação, seja por força de acordos comerciais ou por exigências impostas pela legislação. A emissão de certificados pode estar vinculada a exigências administrativas, sanitárias etc. (emitido por entidades credenciadas pela SECEX/MDIC); Contrato de Câmbio: Documento que formaliza as operações de troca de moeda estrangeira por moeda nacional quando se exporta mercadorias. No âmbito externo eqüivale à nota fiscal (contratado pelo exportador a banco autorizado pelo Banco Central a operar câmbio); Base Legal: Decreto nº , de 06/02/ Quais os órgãos no Brasil responsáveis pela emissão de Fatura Visada ou Carimbo Visa e quais os procedimentos para exportação de produtos do vestuário? A exportação de produtos têxteis (confecções/vestuário) está sujeita ao controle de cotas apenas quando destinadas aos Estados Unidos/Porto Rico, Canadá e países da União Européia. Na União Européia o setor têxtil tem sido sistematicamente protegido e, desde 1987, está em vigor um acordo, no âmbito do acordo Multifibras, que estabelece restrições quantitativas para a importação da maior parte da pauta de produtos têxteis, independentemente das margens preferenciais e contingentes tarifários previstos no SGP. Nesse sentido, o primeiro passo a ser dado por uma empresa que pretenda exportar confecções para esses países é saber, junto ao DECEX, se o produto que está sendo negociado se sujeita ao controle de cotas. Em caso positivo, será preciso a apresentação de um carimbo Visa que deverá ser aposto na fatura comercial no caso de exportações para os EUA e Porto Rico, e de Licença de Exportação (LE) e Certificado de Origem para a União Européia e o Canadá. A emissão dos documentos está sujeita a autorização do DECEX, nas agências do Banco do Brasil. Base Legal: Acordo de Vistos entre e o Governo do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América, relativo a têxteis e artigos têxteis, de 19/10/ Na exportação brasileira destinada a Argentina como se dá processo de certificação de origem, de modo a poder beneficiar das isenções ou reduções tarifárias? O documento que autentica a origem de um produto no âmbito do MERCOSUL é o Certificado de Origem. A legislação que dispõe sobre o Certificado de Origem do MERCOSUL esclarece que é considerado originário da região, qualquer produto que possua pelo menos 60% de valor agregado regional. Base Legal: Dec. nº 5.455, de 02/06/2005; Acordo de Complementação Econômica nº Qual o procedimento utilizado no Brasil para o envio ao exterior de amostras para análise? As amostras poderão ser enviadas ao amparo da legislação que dispõe sobre a Declaração Simplificada de Exportação DSE. O despacho aduaneiro de exportação será processado com base em declaração formulada mediante a utilização dos modelos de formulários da DSE e Folha Suplementar dos Anexos VI e VII. A legislação contempla a exportação de amostras, realizadas por pessoas físicas ou jurídicas, sem cobertura cambial e sem finalidade comercial, cujo valor não ultrapasse US$ 1, (mil dólares dos Estados Unidos da América) ou o equivalente em outra moeda. Base Legal: Instrução Normativa SRF nº 611, de 18/01/2006; Alterada pela IN SRF nº 680, de 02/11/2006; nº. 720 de 12/02/2007; nº. 741 de 03/05/2007; nº. 846 de 12/05/2008; e nº. 908 de 09/01/

15 1.3.5 Na exportação de confecções (moda praia) para os Estados Unidos o procedimento apropriado poderá ser feito por meio do Registro de Exportação Simplificado? Não. A exportação de têxteis (confecções) para os Estados Unidos da América está atrelada a limites contingenciados. Por se tratar de produto nesta condição a operação não poderá ser realizada mediante a utilização do Registro de Exportação Simplificado RES. Não se aplicam, também, ao RES Exportação, as operações vinculadas ao Regime Automotivo ou sujeitas à incidência do imposto de exportação ou, ainda, a procedimentos especiais. Base Legal: COM. DECEX nº. 25/98; Circ. BCB nº 2.836, de 08/09/98; Carta-Circular BCB nº 2.947, de 06/12/2000; Circular BCB nº 2.967, de 11/02/2000; Carta-Circular BCB nº 2.816, de 21/09/ Quais as mercadorias contempladas na exportação em consignação? A exportação em consignação implica a obrigação de o exportador comprovar dentro de prazos, contados da data do embarque, o ingresso de moeda estrangeira, pela venda da mercadoria ao exterior, na forma da regulamentação cambial, ou o retorno da mercadoria: As mercadorias classificadas nos capítulos 2 a 13 e 23 da NCM/SH têm prazo até 180 (cento e oitenta) dias; e as demais até 360 (trezentos e sessenta) dias. Poderá ser concedida pelo DECEX/MDIC, desde que devidamente justificada, uma única prorrogação por prazo, no máximo, idêntico ao originalmente autorizado. Todos os produtos da pauta de exportação brasileira são passíveis de venda em consignação, exceto aqueles relacionados no Anexo S da Portaria Secex nº 10, de 24/05/2010. Base Legal: Portaria SECEX nº 10, de 24/05/2010 (Anexo S ; art. 199) Existe no Brasil lista de produtos cuja exportação esteja proibida no âmbito dos produtos florestais? Sim. A exportação de mercadorias classificadas como dos produtos e subprodutos oriundos da flora brasileira, nativa ou exótica, é regulamentada respeitando as demais legislações que regulamentam as exportações brasileiras. As categorias de exportação levam em consideração a origem, natureza, espécie, quantidade, qualidade, grau de industrialização e outras, consoantes à política de preservação e conservação dos recursos naturais renováveis, são elas: I - Livre: refere-se a mercadoria sem restrição a sua comercialização. Todavia, devem ser observadas as normas gerais e/ou tratamentos administrativos que orientam a sua exportação. II - Limitada: refere-se a mercadoria sujeita a procedimentos especiais ou a contingenciamento, observado, no que couber, as normas gerais e/ou tratamento administrativos que orientam a sua exportação. III - Suspensa: refere-se a mercadoria impedida temporariamente de ser exportada. IV - Proibida: refere-se a mercadoria cuja saída do território nacional é vedada, considerando-se como tal aquela que assim esteja prevista em lei e tratados ou convenção internacional firmado pelo Brasil. As mercadorias que têm sua exportação limitada, suspensa ou proibida, em virtude de legislação ou em decorrência de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, estão relacionadas no anexo da Portaria IBAMA nº 83, de 15/10/1996. Base Legal: Portaria IBAMA nº 83, de 15/10/

16 O que é e quais as finalidades do Memorando de Exportação? O Memorando de Exportação é um documento vinculado à legislação estadual, criado com a finalidade de estabelecer controle das operações de mercadorias contempladas com a desoneração do ICMS, nas vendas de mercado interno conduzidas com fim específico de exportação. Esse documento deve ser emitido pelo exportador e entregue ao fabricante/fornecedor acompanhado de uma cópia do Conhecimento de Embarque e do Comprovante de Exportação, do extrato completo do RE (com todos os campos devidamente preenchidos) e da Declaração de Exportação. A Secretaria da Receita Federal divulgou, por meio do Convênio ICMS 107, de 26/12/2001, modelo do Memorando de Exportação. Base Legal: Convênio ICMS nº. 84, de 25/09/ Quais os procedimentos referentes à emissão de nota fiscal, de empresa que vende produtos à empresa comercial exportadora? A nota fiscal é o documento que deve acompanhar a mercadoria desde a saída do estabelecimento do exportador até a chegada no local de embarque. É emitida em moeda nacional, com base na conversão do preço FOB em reais, pela taxa de compra do dólar americano do dia de sua emissão. Na exportação indireta, que é quando uma empresa entrega seus produtos à outra, com a finalidade de exportação, a nota será emitida em nome da empresa que efetuará a operação de exportação. A emissão da nota fiscal é fundamental para que o exportador tenha acesso aos incentivos fiscais da exportação, tais como o IPI e o ICMS. Os impostos que forem devidos, bem como os benefícios fiscais de qualquer natureza, auferidos pelo produtor-vendedor, com os acréscimos legais cabíveis, passarão a ser de responsabilidade da empresa exportadora no caso de não se efetivar a exportação dentro do prazo de cento e oitenta dias, contados da data da emissão da nota fiscal pela vendedora, na hipótese de mercadoria submetida ao regime extraordinário de entreposto aduaneiro na exportação; Base Legal: Decreto nº. 6759, de 05/02/2009; Decreto nº , de 25/06/ Na exportação FOB é necessário apresentação de Certificado de Apólice de Seguro? Não. A apresentação do Certificado de Apólice de Seguro só é obrigatória na modalidade de exportação (CIF) - Custo, Seguro e Frete. Nessa modalidade todas despesas, inclusive seguro marítimo e frete, até a chegada da mercadoria no porto de destino designado correm por conta do vendedor. Base Legal: Decreto nº. 6,759; Regulamento Aduaneiro Brasileiro; Incoterms Qual é, no Brasil, a regulamentação para a exportação de produtos vegetais orgânicos? No objetivo a identificar a exportação de produtos orgânicos, a Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) e a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) implementaram normas a serem adotadas quando do preenchimento do Registro de Exportação (RE) no Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX). Agora basta informar o código no campo 2.a do RE (Enquadramento da operação) e o nome da certificadora no campo 11. Todos os demais campos devem ser preenchidos normalmente, inclusive os referentes aos códigos NCM e Naladi/SH (campos 10.a e 10. c). Base Legal: Resolução CAMEX nº. 13, de 08/07/

17 Como obter certificação para exportação de capacetes para condutores e passageiros de motocicletas? A certificação dada a capacetes para condutores e passageiros de motocicletas é do tipo certificação compulsória, que é regulamentada por lei ou portaria de um órgão regulamentador, como por exemplo o INMETRO. A compulsoriedade dá prioridade às questões de segurança, saúde e meio ambiente, assim os produtos listados nas regulamentações apenas podem ser comercializados com a certificação. Para obter a certificação de produto, é necessário contatar um dos Organismos de Certificação de Produto credenciados pelo Inmetro. A lista dos Organismos de Certificação encontra-se disponível no sítio do Instituo. Base Legal: Resolução Contran nº /02/2008; Portaria INMETRO 392, de 25/10/2007; NBR nº Empresa de grande porte pode utilizar o Registro de Exportação Simplificado? Sim. O Registro de Exportação Simplificado foi criado a fim de facilitar as empresas que realizam operações de exportação não superior a US$ 20 mil, independente de sua classificação de porte. Os benefícios, entre outros, da utilização do RES, em relação ao Registro de Exportação (RE) são: o número de campos para o preenchimento ser bastante reduzido; e a formalização da operação na parte cambial ocorrer mediante assinatura de simples boleto, por parte dos exportadores. Base Legal: Portaria SECEX nº 10, de 24/05/2010; Comunicado DECEX nº 25, de 24/09/ Quais os requisitos e as exigências, quanto a certificação do café para exportação? As exportações de café no Brasil estão sujeitas ao Registro de Venda RV. O exportador obriga-se a apresentar à SECEX, informações ou documentação comprobatória das operações. A ANVISA, Órgão Anuente, publicou regulamento técnico para fixação de identidade e qualidade para café torrado, o MAPA aprovou o regulamento técnico de identidade e de qualidade para a classificação do café beneficiado em grão, cru, e o MDIC publicou portaria que trata sobre a emissão dos certificados de origem do café, exigidos por força do Acordo Internacional do Café. Base Legal: Portaria SECEX nº 10, de 24/05/2010; Resolução Anvisa 277, de 22/09/2005; Instrução Normativa MAPA nº. 8, de 11/06/2003; Portaria MDIC 141, de 11/04/ Empresa interessada em exportar charutos, gostaria de saber se existe algum procedimento especial para efetuar a operação? Não. A exportação de charutos e cigarrilhas, contendo fumo (tabaco), é livre, ou seja, o tratamento administrativo é normal e não há qualquer restrição à saída da mercadoria. Ao produto não incide o Imposto de Exportação. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é de 30% (trinta por cento). Não é admissível a exportação em consignação, a exportação do produto poderá ser financiada, se de interesse do exportador, pelo PROEX em até seis meses. Base Legal: Portaria MDIC nº 58, de10/04/2002; MICT 369/ Pretendo exportar produtos destinados à higiene pessoal para o Mercosul e o importador exigiu documento chamado Declaração de Livre Venda. Como obter esse documento? Este Certificado tem por objetivo mostrar no país importador que o produto não está sujeito a qualquer restrição comercial (patentes, exclusividade na distribuição, etc.), fitossanitária e de natureza semelhante no 17

18 país de origem. É utilizado, também, no país importador, para proceder ao registro de um produto para efeito de comercialização e participação em concorrências públicas. Este certificado, que é solicitado por vários países, como regra geral não tem modelo padronizado. No caso específico do MERCOSUL existem normas e requisitos técnicos para produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. Base Legal: MERCOSUL/GMC/RES. Nº. 24/1995 e 26/ Quando da exportação de medicamentos o importador solicitou a emissão de Certificado de Não Objeção. Como obter o documento? O Certificado de Não Objeção para Exportação é documento expedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, do Ministério da Saúde, quando exigido pela autoridade sanitária do país importador, que autoriza a exportação de substâncias constantes das listas C1 (outras substâncias sujeitas a controle especial), C2 (retinóides), C4 (anti-retrovirais) e C5 (anabolizantes) da Portaria SVS/MS n.º 344/98. Base Legal: Portaria ANVISA nº 344, de 12/05/1998; atualizada pela Resolução RDC nº 98, de 20/11/2000; Resolução RDC nº 178, de 17/05/2002; Resolução RDC nº 18, de 28/01/ Minha empresa é fabricante de vinho, que é aprovado e certificado pelo Ministério da Agricultura e pela ANVISA. Estamos viabilizando a exportação do produto para o Japão. O registro e a aprovação no Ministério da Agricultura é pré-requisito para o mercado japonês? Sim. Este é o primeiro passo dado pelo exportador para que o produto seja introduzido no mercado internacional. Produtos classificados como alimentos e bebidas têm rigoroso controle sanitário. No Brasil esses produtos passam por análises físico-químicas e/ou microbiológicas de registro, orientação e controle de exportação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Ministério da Saúde, de acordo com a legislação, regulamento técnico e normas referentes aos Padrões de Identidade e Qualidade fixados. Sendo o Japão um dos mais rigorosos países em termos de controle de padrões saudáveis e de qualidade, o produto passará por novas análises de comprovação de conformidade e/ou adequação daquele país, conforme a Lei Sanitária de Alimentos - (Food Sanitation Law) e outros regulamentos estabelecidos para a importação de produtos devido a motivos de manutenção de saúde e ordem públicas. Vale lembrar que, a alfândega japonesa funciona como autoridade máxima local e é responsável pelo controle do cumprimento de todas as leis que regulam as exportações e importações do país. O Órgão responsável pela certificação e homologação de produtos é a Japan External Trade Organization JETRO. Base Legal: Resolução ANVISA RDC nº 286, de 28/10/2005; Dec , de 05/09/1997, 5.305, de 14/12/2004; Lei 7.678, de 08/11/1998, , de 12/11/2004; IN MAPA nº 2, de 02/02/2006; nº 5, de 06/05/2005, nº 12, de 24/05/2006, nº 2 de 27/01/2005; Portaria MAPA nº 2.535, de 24/10/2003; Dec. nº 3.029, de 16/04/ Minha empresa está registrada com um nome, porém, quero criar outro e uma marca mais competitiva para lançar no mercado internacional. Onde posso registrar essa mudança e como registrar a criação de logomarca? O registro de marcas e patentes no Brasil é de responsabilidade do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Para obter o registro ou proceder a mudança de uma marca, logomarca ou patente, é necessário formular o pedido ao instituto que o examinará com base nas normas legais estabelecidas pela Lei da Propriedade Industrial e normas correlatas A marca fantasia descrita no contrato social, registrada nas juntas comerciais não garantem direitos sobre o uso da marca. Somente o registro do nome, marca e logomarca no INPI garante a sua proteção. O mesmo 18

19 vale para as invenções, elas estarão protegidas somente quando possuir a patente. Base Legal: Lei 9.279, de 14/05/1996; Lei , de 16/02/ Gostaria de saber se é permitido implantar criadouro de pássaros silvestres com a finalidade de venda no mercado interno e de exportação? Sim. Os criadouros com fins econômicos e industriais serão enquadrados nas categorias de Criadouro de Espécimes da Fauna Silvestre Brasileira e Exótica para fins Comerciais - pessoa jurídica e pessoa física. O interessado em implantar criadouro com fins econômicos de animais da fauna silvestre brasileira deverá protocolar carta-consulta na Superintendência do IBAMA onde pretende instalar o empreendimento, preencher e assinar formulário padrão de Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Naturais e anexar: a) cópia dos documentos de identificação da pessoa física (Identidade e CPF) e da pessoa jurídica, no caso de empresa (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica -CNPJ, Contrato Social atualizado, CPF e Identidade do dirigente); b) localização do empreendimento e forma de acesso, com croqui da localização do criadouro na propriedade; c) objetivo da criação e sistema de manejo; e d) estimativa da quantidade inicial de matrizes e reprodutores, com nome popular e científico da (s) espécie(s) e sua procedência. Base Legal: Lei nº 5.197, de 03/01/1967; Lei nº 9.605, de 12/02/1998; Decreto nº 3.179, de 21/09/1999; Portaria IBAMA nºs. 117 e 118, de 15/10/1997; Portaria IBAMA nº 93, de 07/07/1998; Instrução Normativa nº 01, de 15/05/ Qual a diferença entre a exportação direta e indireta? Na Exportação Direta o exportador conduz todo o processo, desde os primeiros contatos com o importador até a conclusão da operação de venda. Nesse caso, o exportador cuida de todos os detalhes, desde a comercialização e entrega do produto até a cobrança, o produto exportado é faturado pelo próprio produtor ao importador. Embora mais ambiciosa a modalidade pode ser a mais lucrativa e propiciar um maior crescimento no mercado internacional, embora com mais riscos. Na Exportação Indireta, o produtor utiliza os serviços de uma outra empresa, cuja função é encontrar compradores para os seus produtos. Esta modalidade requer a participação de uma empresa mercantil, que adquire mercadorias de indústrias ou produtores no mercado interno para posterior exportação. Referências: Quais os procedimentos necessários para a obtenção de certificação para o mercado internacional de produtos de origem animal, impróprios para o consumo humano? O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal - DIPOA, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, estabelece a seguinte orientação, em razão da necessidade de padronização do processo de emissão de certificação sanitária para exportação de produtos de origem animal, não comestíveis, farinha de carne e osso, casco e chifre moídos: a) Matéria prima sem controle do Serviço de Inspeção Federal - SIF em caso de exportação de matérias primas produzidas por estabelecimento não vinculados ao SIF/DIPOA, para países importadores que não façam exigências sanitárias particulares, deve ser utilizado para trânsito nacional o modelo de Certificação de Inspeção Sanitária Modelo E (CIS E/DSA) que servirá de base para a emissão do Certificado 19

20 Sanitário Internacional, estabelecido pelo Departamento de Saúde Animal DSA, a ser emitido pelos Serviços Veterinários de Fronteira (Vigiagro) junto às fronteiras internacionais propriamente ditas e Estações Aduaneiras Interiores - Eads. No CIS E/DSA deve ser especificado, quando necessário, qual tratamento a que foi submetida a matéria prima e inserida declaração sobre a finalidade de uso. No caso particular da exportação de peles, aparas e raspas (produtos não submetidos ao curtimento) como matéria prima, inclusive para produção de gelatina para consumo humano, como também de couro e derivados (produtos já submetidos ao curtimento), sem o controle de rastreabilidade previsto na Resolução nº 5/2003/DIPOA, para países que aceitam a certificação brasileira, deve ser adotado o modelo de Certificado de Origem anexo, estabelecido pelo Departamento de Saúde Animal DSA em Fevereiro de 2006, a ser emitido pelo Vigiagro. b) Matéria Prima com controle do SIF: para produtos originários de estabelecimento sob controle veterinário do SIF/Dipoa, as matérias primas podem ser expedidas com o Certificado Sanitário Internacional (CSI) quando a sua movimentação for feita de forma direta (v.g. em caminhão ou container ) desde o estabelecimento produtor até ao estabelecimento importador, sem a necessidade de transbordo, ou acompanhadas de Certificado Sanitário de Trânsito Interno (CSTI) ou Guia de Trânsito (GT) emitidos pelos Serviços de Inspeção Federal SIF junto aos estabelecimentos exportadores, para serem desdobrados pelo Vigiagro no correspondente Certificado Sanitário Internacional (CSI) c) Matéria Prima produzida sobre controle do SIF, mas que antes da exportação passou por alguns estabelecimento fora do circuito do SIF: no caso de produtos originários de estabelecimentos sob controle do SIF que tenham sido submetidos a manipulação ou armazenamento em unidades não submetidas ao controle Veterinário do SIF/Dipoa, com o objetivo de formação de carga/partida, as vias originais dos CSTIs ou GTs das matérias-primas a serem exportadas devem estar mencionadas e anexadas ao certificado modelo CIS- -E/DSA que acompanhou a mercadoria até o ponto de expedição do produto (Eads e postos de fronteiras) para mercado internacional. No posto de fronteira o Fiscal Federal Agropecuário do VIGIAGRO, com formação médico-veterinária, responsável pelas inspeções documental e física da matéria-prima, deve verificar a quantidade do produto a ser embarcado e realizar se for o caso, o controle do saldo de matéria-prima a ser mencionando no verso do CSTI ou da GT, emitido pelo SIF/Dipoa. Caso o embarque não envolva a totalidade da mercadoria descrita na CSTI ou GT, o FFA deve registrar na primeira via de tal documento as informações referentes à exportação a ser realizada conforme carimbo modelo o indicado Anexo e retida uma fotocópia da via carimbada no processo de exportação com devolução ao interessado do documento original para uso no momento da exportação do saldo produto. Uma vez exportado a totalidade da matéria-prima a via original do CSTI ou GT, onde estão descritas as quantidades expedidas, deve ser juntada e arquivada no processo de exportação final. Base Legal: Circular MAPA Nº. 19, de 26/04/2006; Resolução Dipoa nº 5/ Existe no Brasil algum regulamento relativo ao padrão de classificação de frutas in natura (mamão) para exportação? Sim. A Instrução Normativa nº. 4, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, estabelece o Regulamento Técnico do Mamão, definindo o seu padrão oficial de classificação, com os requisitos de identidade e qualidade, a amostragem, o modo de apresentação e a marcação ou a rotulagem. Base Legal: Instrução Normativa Mapa nº 4, de 22/01/ Quais são os requisitos fitossanitários para a exportação de cebola ao Mercosul? A Instrução Normativa Mapa nº. 74, tendo em vista o disposto no Decreto nº , de 12/04/1934, o Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, as Decisões nºs. 06/96 e 20/02 do Conselho do Mercado Comum e as Resoluções 52/02 e 08/09, aprovou os requisitos fitossanitários do Substandard Requisitos fitossanitários Allium cepa (cebola), segundo o país de destino e origem para os Estados Partes do Grupo Mercado Comum. Base Legal: Instrução Normativa MAPA nº. 74, de 28/12/2009; Decreto nº , de 12/04/

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