MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE AS CONDICIONALIDADES DE POLÍTICA ECONÓMICA

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE AS CONDICIONALIDADES DE POLÍTICA ECONÓMICA"

Transcrição

1 27 DE JUNHO DE 2012 MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE AS CONDICIONALIDADES DE POLÍTICA ECONÓMICA Nota: O idioma da versão original e oficial do Memorando em referência é o inglês. A presente versão em português corresponde a uma tradução do documento original e é da exclusiva responsabilidade do Governo português. Em caso de eventual divergência entre a versão inglesa e a portuguesa, prevalece a versão inglesa. Quarta Atualização Em conformidade com o Regulamento (UE) n.º 407/2010 do Conselho, de 11 de maio de 2010, que cria um Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF), em particular do seu Artigo 3 (5), a quarta atualização do Memorando de Entendimento sobre as Condicionalidades de Política Económica (MECPE) descreve as condições gerais de política económica, previstas na Decisão de Execução 2011/344/UE de 17 de maio de 2011, relativa à concessão de assistência financeira da União Europeia a Portugal 1. A primeira fração prevista ao abrigo do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira foi disponibilizada após a entrada em vigor do MECPE e do Contrato de Empréstimo. A Decisão de Execução do Conselho prevê que a disponibilização das restantes frações dependerá do resultado positivo das avaliações sobre o cumprimento das condições gerais de política económica, que terão lugar durante os três anos de vigência do programa. Estas avaliações medirão os progressos realizados no cumprimento dos critérios estabelecidos na Decisão de Execução do Conselho, no Memorando de Políticas Económicas e Financeiras (MPEF), no presente MECPE atualizado e nas Recomendações do Conselho ao abrigo do Procedimento relativo aos Défices Excessivos. A quarta avaliação trimestral, realizada em maio de 2012, avaliou o cumprimento das metas estabelecidas até ao final de março, bem como a necessidade e possibilidade de serem tomadas novas medidas. A presente atualização do MECPE reflete os resultados da quarta avaliação. As subsequentes avaliações trimestrais examinarão o cumprimento das metas estabelecidas para o final do trimestre precedente ou, se for caso disso, até à data da missão. Serão tomadas medidas adicionais, caso as metas não sejam cumpridas ou se antecipe o incumprimento das mesmas. As autoridades portuguesas comprometem-se a consultar a Comissão Europeia (CE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a adoção de políticas abrangidas pelo âmbito do presente Memorando, facultando-lhes um prazo suficiente para a respetiva avaliação. Em colaboração com as autoridades portuguesas, os técnicos da CE, BCE e FMI, irão monitorizar e avaliar os progressos na aplicação do programa, bem como acompanhar a evolução da situação económica e financeira. Os técnicos verificarão também se a 1 Numa declaração de 8 de abril de 2011, os Ministros do Eurogrupo e do Ecofin informaram que a assistência financeira da UE (Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira - MEEF) e da zona Euro (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira - FEEF) estaria subordinada ao cumprimento de um programa implicando rigorosas condições de política económica, negociado com as autoridades portuguesas, incluindo os principais partidos políticos, pela Comissão em articulação com o BCE e o FMI. Além da assistência da União Europeia ao abrigo do MEEF, Portugal contará ainda com empréstimos do FEEF. O Contrato de Empréstimo no âmbito da participação do FEEF especifica que a libertação das frações se encontra subordinada ao cumprimento das condições constantes deste Memorando.

2 aplicação e efeitos das medidas tomadas pelas autoridades portuguesas estão em conformidade com os compromissos assumidos em versões anteriores do Memorando de Entendimento, podendo, se tal não for o caso, voltar a inscrevê-las no MECPE posteriormente. Para o efeito, as autoridades portuguesas obrigam-se a prestar oportunamente todas as informações que lhes sejam solicitadas. Em domínios em que se antecipem riscos de atrasos significativos na implementação das políticas ao abrigo do programa, as autoridades portuguesas, em colaboração com a CE, BCE e FMI, comprometem-se a considerar a possibilidade de recorrer a assistência técnica. Antes do desembolso das parcelas, as autoridades portuguesas obrigam-se ainda a apresentar um relatório sobre o cumprimento das condições gerais de política económica. 1. Política orçamental Objetivo Em primeiro lugar, reduzir o défice das Administrações Públicas para um valor inferior a milhões de euros (4,5% do PIB) em 2012, o que deverá permitir alcançar o objetivo de défice de 3% do PIB em Em segundo lugar, repor o rácio dívida pública/pib numa trajetória descendente a partir de 2013 e, em terceiro lugar, no médio prazo, manter a consolidação orçamental até se atingir uma posição de equilíbrio orçamental, nomeadamente através da contenção do crescimento da despesa. Esta consolidação será alcançada através de medidas estruturais de elevado potencial, minimizando o seu impacto nos grupos mais vulneráveis. Política orçamental em 2012 Mantém-se o objetivo de um défice das Administrações Públicas de 4,5% do PIB para Começaram, no entanto, a materializar-se os riscos derivados das perspetivas macroeconómicas sobre os objetivos orçamentais, por via da alteração da composição do crescimento do PIB, baseando-se mais acentuadamente no contributo das exportações líquidas enquanto que o contributo da procura interna diminuiu, como se verifica pela acentuada redução do consumo privado e significativa deterioração do mercado de trabalho. Contudo, poupanças obtidas na reprogramação de fundos comunitários e nos pagamentos líquidos de juros, bem como uma rigorosa execução orçamental contribuirão para compensar evoluções menos favoráveis nestas rubricas. O Governo está empenhado em acompanhar de perto a evolução orçamental nos próximos meses. Os riscos de deterioração do cenário macroeconómico, serão acautelados no Orçamento do Estado para 2013 através da inclusão de uma dotação provisional, a fim de compensar o eventual impacto dos mesmos nas contas de O Governo compromete-se a reduzir o défice das Administrações Públicas para um valor inferior a milhões de euros (4,5% do PIB) em [T4-2012]. 2 Em 2012, as operações relacionadas com o plano de apoio e reestruturação do setor bancário no âmbito do Programa não serão tidas em conta para a avaliação do cumprimento do objetivo estabelecido no programa para o défice das Administrações Públicas. Por sua vez, se aquando da quinta avaliação se considerar que existem garantias suficientes para prevenir uma nova acumulação de pagamentos em atraso e que a estratégia para a liquidação das dívidas vencidas é pertinente, parte dos fundos remanescentes da transferência dos fundos de pensões dos bancos prevista em 2011 poderá ser utilizada para liquidar os pagamentos em atraso a fornecedores domésticos, podendo o objetivo para o saldo das Administrações Públicas em contas nacionais

3 1.2. Durante o ano, o Governo compromete-se a implementar rigorosamente a Lei do Orçamento do Estado para 2012, alterada pela Lei do Orçamento Retificativo. Em 2012, o desempenho será avaliado por referência às metas trimestrais (acumuladas) para o saldo das Administrações Públicas na ótica de caixa, estabelecidas no MPEF, conforme definido no MET, sem prejuízo dos objetivos do défice para 2012, baseados no Sistema Europeu de Contas Nacionais e Regionais na Comunidade (SEC 95). [T2, T3 e T4-2012] 1.3. As medidas abaixo elencadas, que representam 5,4% do PIB, face à estimativa de execução orçamental para o ano de 2011 (e mais de 6%, num cenário sem alteração de políticas), serão implementadas em conformidade com a Lei do Orçamento do Estado para 2012, alterada pela Lei do Orçamento Retificativo, salvo especificação em contrário. Globalmente, dois terços do esforço orçamental resultarão da redução das despesas e um terço do aumento das receitas. Despesa 1.4. Garantir, em 2012, uma redução em termos brutos dos salários no setor público, equivalente a, pelo menos, milhões de euros: i. reduzir os salários de todos os trabalhadores das Administrações Públicas em 2012, através das seguintes medidas: (i) suspensão do pagamento das prestações correspondentes aos 13.º e 14º. meses dos trabalhadores com salários acima de euros; (ii) suspensão progressiva equivalente, em média, a uma das duas prestações para os trabalhadores com salários entre 600 e euros. Reduções semelhantes aplicar-se-ão a todas as empresas do SEE, dentro e fora do perímetro de consolidação das Administrações Públicas, bem como a todas as entidades públicas, mesmo aquelas que não estejam integradas no perímetro de consolidação das Administrações Públicas; ii. reduzir os efetivos nas Administrações Públicas através das seguintes medidas: (i) limitação das admissões de pessoal visando atingir, no período , uma redução anual de trabalhadores permanentes de 2% (equivalentes a tempo inteiro) ao nível das administrações central, regional e local; (ii) redução do número de trabalhadores contratados a termo em áreas específicas da Administração Pública. iii. garantir condições para inverter eventuais desvios registados em 2011; iv. suspender todas as promoções em 2012; v. reduzir o custo orçamental global com sistemas de benefícios de saúde dos trabalhadores da administração pública (ADSE, ADM e SAD), com base nas medidas adiante apresentadas na secção Sistema de saúde ; vi. realizar poupanças com a reestruturação da administração pública, com base nas medidas adiante apresentadas na secção Administração Pública Reduzir as despesas com pensões (em termos brutos) em 2012, em pelo menos milhões de euros através das seguintes medidas: (i) suspensão do pagamento das prestações correspondentes aos 13.º e 14.º meses nas pensões acima de euros; (ii) suspensão progressiva equivalente em média a uma das duas prestações nas pensões entre 600 e euros; congelamento das pensões inferiores a 600 euros, com exceção das pensões mínimas que serão atualizadas. No caso dos pensionistas que acumulem mais do que uma pensão, os ser ajustado em conformidade.

4 referidos limites serão aplicados ao valor total das pensões recebidas. Estas regras aplicarse-ão às subvenções ou prestações pagas pelo governo que tenham a natureza de pensões, independentemente da sua designação Controlar os custos no setor da saúde, com base nas medidas adiante apresentadas na secção Sistema de saúde, garantindo uma poupança de cerca de milhões de euros Reduzir custos nas empresas do SEE classificadas no perímetro das Administrações Públicas, com base no Sistema Europeu de Contas SEC95, com vista a poupar, pelo menos, 500 milhões de euros através das seguintes medidas: i. assegurar uma redução média permanente de, pelo menos, 15% dos custos operacionais; ii. restringir remunerações e prestações acessórias (fringe benefits), em conformidade com o resto da administração pública; iii. racionalizar os planos de investimento a médio prazo. Para este objetivo contribuirão o aumento das taxas de cofinanciamento da UE autorizado para os países que beneficiem de um programa de ajustamento económico e a reprogramação dos fundos comunitários no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN); iv. as empresas do SEE deverão também aliviar a pressão sobre as contas públicas, através do aumento das receitas de atividades comerciais, bem como das tarifas e preços Reduzir custos na área de educação, com vista a uma poupança de 380 milhões de euros, através da racionalização da rede escolar, criação de agrupamentos escolares, diminuindo a necessidade de contratação de recursos humanos, centralizando o aprovisionamento, reduzindo e racionalizando as transferências para escolas privadas com contratos de associação e aproveitando melhor os fundos comunitários para financiar atividades na área da educação Reduzir as despesas de investimento em 200 milhões de euros, estabelecendo prioridades para os projetos de investimento e tirando partido das oportunidades de financiamento criadas pelos fundos estruturais da UE. Para este objetivo contribuirão o aumento das taxas de cofinanciamento da UE autorizado para os países que beneficiem de um programa de ajustamento económico e a reprogramação dos fundos comunitários no âmbito do quadro de referência estratégica nacional (QREN) Reduzir as prestações sociais (exceto as pensões) em, pelo menos, 180 milhões de euros, impondo condições de acesso mais rigorosas e baixando as prestações médias em casos específicos Reduzir em, pelo menos, 175 milhões de euros, as transferências para as administrações local e regional, no âmbito do contributo destes subsetores para a consolidação orçamental Melhorar o funcionamento da administração central, aumentando a eficiência, reduzindo e extinguindo serviços que não representem uma utilização eficaz dos fundos públicos, o que deverá permitir poupanças anuais de, pelo menos, 130 milhões de euros; estas medidas terão impactos orçamentais para além de Para o efeito, o Governo vai: i. reduzir o número de serviços, mantendo a qualidade na prestação do serviço público; ii. criar uma administração fiscal única e promover a utilização partilhada de serviços ao nível da administração pública em diferentes áreas;

5 iii. reorganizar a prestação de serviços da administração central a nível local e avaliar regularmente o custo/benefício dos diversos serviços públicos; iv. promover a mobilidade dos trabalhadores nas administrações central, regional e local; v. reduzir as transferências do Estado para Serviços e Fundos Autónomos; vi. vii. rever as políticas remuneratórias e as prestações acessórias (fringe benefits) das entidades públicas e das entidades que estabelecem com independência os seus regimes de remuneração; reduzir subsídios a produtores privados de bens e serviços Reduzir os custos com Serviços e Fundos Autónomos, bem como com as transferências e subsídios às empresas do SEE classificadas fora do perímetro das Administrações Públicas, com base no SEC95, em pelo menos, 90 milhões de euros. Serão pedidos a estas empresas esforços de ajustamento semelhantes aos exigidos às empresas integradas no perímetro de consolidação das administrações públicas, conforme acima descrito, nomeadamente: racionalização dos planos de investimento a médio prazo; redução média permanente de, pelo menos, 15% dos custos operacionais; restrição de remunerações e de prestações acessórias, aumento das receitas de atividades comerciais, bem como de tarifas e preços. Estes ajustamentos serão fundamentais para conter os riscos que estas empresas, atendendo à sua situação financeira, representam para as contas públicas em 2012, e nos anos seguintes. Receita Introdução de uma regra de congelamento de todos os benefícios fiscais, impedindo a introdução de novos benefícios fiscais ou o alargamento dos existentes. Esta regra aplicarse-á a todos os tipos de benefícios fiscais, temporários ou permanentes, a nível das administrações central, regional e local Aumento das receitas de IVA, através da racionalização da estrutura de taxas de IVA, garantindo uma receita adicional de, pelo menos, milhões de euros em 2012, nomeadamente através da transferência de categorias de bens e serviços das taxas de IVA reduzida e intermédia para taxas mais elevadas. Este valor inclui ainda a receita adicional resultante do aumento para a taxa normal do IVA aplicável ao gás e à eletricidade, que entrou em vigor em outubro de Aumento do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, para obter uma receita adicional de 265 milhões de euros em 2012 (tendo em conta a perda de rendimentos resultante da redução de salários e pensões no setor público, vide pontos 1.8 e 1.9 supra), através de: i. limitação e redução substancial (globalmente em dois terços) nas deduções à coleta das despesas de saúde; ii. iii. (i) eliminação da possibilidade de dedução dos encargos com a amortização do capital de créditos contraídos para aquisição de habitação, (ii) eliminação da possibilidade de dedução dos encargos com juros para novos créditos à habitação, (iii) eliminação faseada da possibilidade de dedução de encargos com rendas e juros de créditos contraídos para aquisição de habitação própria; convergência das deduções específicas das pensões e dos rendimentos do trabalho;

6 iv. definição de limites máximos progressivos para as deduções à coleta, que se aplicarão à maioria dos escalões, exceto aos dois escalões de rendimentos mais baixos, com limites menores a aplicar aos rendimentos mais elevados, sendo estas deduções eliminadas para os dois escalões de rendimentos mais elevados; v. revisão da tributação de rendimentos em espécie; vi. introdução de uma taxa adicional sobre os sujeitos passivos pertencentes ao último escalão de rendimentos e aumento da taxa aplicável às mais valias mobiliárias; vii. sobretaxa extraordinária sobre os rendimentos sujeitos a IRS auferidos em 2011 que será cobrada em Aumento das receitas do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas em, pelo menos, 330 milhões em 2012, através de: i. eliminação de todas as taxas reduzidas; ii. iii. iv. limitação à dedução de prejuízos fiscais de exercícios anteriores a 75% do lucro tributável; redução dos benefícios fiscais; aumento das taxas e da base tributável da derrama estadual sobre os lucros das empresas Aumento dos impostos especiais sobre o consumo, para obter uma receita adicional de, pelo menos, 200 milhões de euros em Em particular, através de: i. incremento do imposto sobre veículos, imposto sobre o tabaco e imposto sobre álcool e bebidas alcoólicas; ii. iii. introdução de um regime de tributação do consumo da eletricidade, em cumprimento da Diretiva 2003/96; indexação dos impostos especiais sobre o consumo à inflação subjacente Alteração da tributação sobre o património com vista a aumentar a receita em, pelo menos, 50 milhões de euros, através de uma redução significativa das isenções temporárias aplicáveis aos imóveis para habitação própria e permanente adquiridos a partir de 2012 e do aumento das taxas Reforço do combate à evasão e fraude fiscal e à economia informal nos diferentes impostos para obter uma receita adicional de, pelo menos, 175 milhões de euros. Entre outras medidas previstas nesta área, contam-se o reforço dos recursos afetos à inspeção tributária, o agravamento do quadro penal para os crimes fiscais mais graves e a introdução de um regime de transmissão eletrónica de faturas. Política orçamental em O Governo compromete-se a reduzir o défice das Administrações Públicas para um valor igual ou inferior a 3% do PIB. [T4-2013]. O Governo irá avaliar a margem de manobra orçamental de que dispõe para estimular a oferta de emprego através de alterações fiscais. De modo a garantir os efeitos positivos desta medida a longo prazo, para além do período de contração cíclica, o Governo avaliará ainda a possibilidade de efetuar uma redução específica, com impacto neutro no défice, da taxa social única (TSU) a cargo dos empregadores, equivalente a cerca de 0,5% do PIB. Esta medida poderá ser dirigida a

7 segmentos específicos, nomeadamente jovens e trabalhadores com baixos rendimentos. Propostas concretas para a introdução da redução da TSU, no âmbito do Orçamento do Estado para 2013, serão apresentadas aquando da Quinta Avaliação Durante o ano, o Governo compromete-se a implementar rigorosamente a Lei do Orçamento do Estado para Em 2013, o desempenho será avaliado através das metas trimestrais (acumuladas) para o saldo orçamental das Administrações Públicas na ótica de caixa, estabelecidas no Memorando de Políticas Económicas e Financeiras (MPEF), conforme definido no Memorando de Entendimento Técnico (MET), sem prejuízo dos objetivos do défice para 2013, apurado com base no Sistema Europeu de Contas (SEC 95). [T1, T2, T3 e T4-2013] As medidas abaixo elencadas constarão na Lei do Orçamento do Estado para 2013, sendo implementadas no âmbito da mesma [T4-2012], salvo especificação em contrário: Despesa Introdução de novas medidas na Lei do Orçamento do Estado para 2012, a fim de reduzir a despesa nas seguintes áreas: i. funcionamento da administração central: 500 milhões de euros. Planos detalhados serão apresentados e avaliados [T3-2012]; ii. despesas com pessoal: redução de trabalhadores permanentes de 2% (equivalentes a tempo inteiro) ao nível das administrações central, regional e local e redução do número de trabalhadores contratados a termo em áreas específicas da administração pública; iii. setor da saúde: 375 milhões de euros; iv. despesas de capital: 350 milhões de euros; v. transferências para as administrações local e regional: 175 milhões de euros; vi. racionalização do setor da educação e da rede escolar: 175 milhões de euros; vii. custos com Serviços e Fundos Autónomos e com as empresas do SEE: 175 milhões de euros; viii. sistemas de benefícios de saúde dos trabalhadores da administração pública: 100 milhões de euros; ix. congelamento de salários e pensões, exceto as pensões mais baixas O Governo reforçará ainda a aplicação da condição de recursos, definindo condições mais rigorosas de acesso aos apoios sociais, o que contribuirá para uma redução das despesas com prestações sociais de, pelo menos, 250 milhões de euros. As prestações sociais sofrerão também uma redução na sequência da implementação das medidas de reforma do sistema de prestações de desemprego, abaixo descrita na secção Mercado de trabalho e educação. Receita Introdução de novas medidas na Lei do Orçamento do Estado para 2012, a fim de aumentar as receitas nas seguintes áreas: i. redução de benefícios e deduções fiscais em sede de IRS: 175 milhões de euros; ii. alargamento da base tributável em sede de IRC e redução de benefícios e

8 iii. de deduções fiscais: 150 milhões de euros; impostos especiais sobre o consumo: 150 milhões de euros Atualização do valor patrimonial tributável de todos os imóveis para efeitos de tributação, para obter uma receita adicional de, pelo menos, 250 milhões de euros em As transferências da administração central para a administração local serão revistas para assegurar que as receitas adicionais sejam utilizadas na sua totalidade para a consolidação orçamental. Política orçamental em O Governo terá como objetivo alcançar, em 2014, um défice das Administrações Públicas, conforme estabelecido na Estratégia Orçamental de Médio Prazo definida em abril de As medidas necessárias para cumprir este objetivo serão definidas na Lei do Orçamento do Estado para [T4-2013] Durante o ano, o desempenho será avaliado por referência às metas trimestrais (acumuladas) para o saldo das Administrações Públicas na ótica de caixa, estabelecidas no Memorando de Políticas Económicas e Financeiras (MPEF), conforme definido no Memorando de Entendimento Técnico (MET), sem prejuízo dos objetivos do défice para 2014, apurado com base no Sistema Europeu de Contas (SEC 95). [T1 e T2-2014] No Orçamento do Estado para 2014, o Governo reforçará as medidas introduzidas em 2012 e 2013, nomeadamente com o objetivo de alargar as bases tributáveis e moderar as despesas primárias, com vista a colocar o rácio despesa pública/pib numa trajetória descendente. 2. Regulação e supervisão do setor financeiro Preservar a estabilidade do setor financeiro, manter a liquidez e apoiar uma desalavancagem equilibrada e ordenada do setor bancário; garantir adequado financiamento e fundo de maneio para os setores produtivos, ; reforçar a regulação e supervisão bancária; otimizar o processo de recuperação dos ativos transferidos do BPN para os três veículos de finalidade especial do Estado; racionalizar a estrutura do banco estatal Caixa Geral de Depósitos; reforçar o quadro jurídico da resolução de instituições de crédito; reforçar o Fundo de Garantia de Depósitos e Fundo de Garantia de Crédito Agrícola Mútuo; reforçar o enquadramento legal aplicável à insolvência de empresas e de pessoas singulares. Manter a liquidez no setor bancário 2.1. Incentivar os bancos a reforçar as suas reservas de capital numa base sustentável e a tirar partido do alargamento dos critérios de elegibilidade dos ativos de garantia em operações de refinanciamento do Eurosistema. O Banco de Portugal (BdP), em estreita colaboração com o BCE, continuará a acompanhar de perto a situação de liquidez das instituições bancárias e está em condições de tomar as medidas adequadas para manter suficiente liquidez do sistema. Acompanhar a emissão de obrigações bancárias garantidas pelo Estado, que foi autorizada até ao montante de 35 mil milhões de euros, em conformidade com as regras comunitárias em matéria de auxílios estatais. [Em curso] Desalavancagem do setor bancário 2.2.O sistema bancário deverá eliminar, a médio prazo, os desequilíbrios de financiamento.

9 Mantém-se o acompanhamento dos planos de financiamento dos bancos com o objetivo de reduzir o rácio empréstimos-depósitos para um valor indicativo de cerca de 120% em É ainda fundamental que o ritmo e a composição da desalavancagem não comprometam a concessão de crédito apropriado para apoio ao investimento produtivo e fundo de maneio nos setores privados da economia, em particular as PME. O processo de ajustamento orçamental e concomitante redução do financiamento do setor público são fundamentais para conciliar estes objetivos potencialmente contraditórios. O BdP continuará a adotar as medidas apropriadas para desincentivar a renovação sucessiva dos créditos de cobrança duvidosa, com vista a facilitar o ajustamento efetivo dos balanços dos bancos, em conformidade com as regras comunitárias em matéria de auxílios estatais. Neste contexto, o BdP deu instruções aos bancos para procederam à identificação do crédito reestruturado por dificuldades financeiras. O BdP lançou ainda inspeções on-site, incidindo sobre carteiras de crédito particularmente expostas a desenvolvimentos conjunturais. Estas inspeções serão usadas para elaborar as orientações apropriadas, se necessário. Estas medidas não deverão sobrecarregar nem pôr em risco as finanças públicas. O Ministério das Finanças, o BdP e outras partes interessadas deverão concluir, até ao final de julho 3, uma proposta para promover a diversificação das fontes de financiamento do setor empresarial. Continuarão a ser acompanhados de perto os planos de financiamento e de capitalização dos bancos, bem como a evolução geral do crédito. Existem condições para que o necessário processo de desalavancagem do setor bancário ocorra de forma gradual e ordenada, sendo fundamental que o ritmo e composição da desalavancagem sejam compatíveis com o quadro macroeconómico do Programa. [Em curso] Reservas de capital 2.3. Finalizar, até 30 de junho de 2012, o reforço de capital decorrente do exercício de recapitalização promovido pela Autoridade Bancária Europeia (EBA) para o cumprimento do rácio Core Tier 1 de 9% pelos principais grupos bancários, bem como a transferência parcial dos fundos de pensões dos bancos e o Programa Especial de Inspeções (PEI). Paralelamente, assegurar, até ao final de 2012, o cumprimento do objetivo do programa de um rácio de capital Core Tier 1 de 10% Acompanhar de perto o cumprimento dos prazos estabelecidos, a fim de serem oportunamente tomadas as medidas tidas por adequadas em caso de incumprimento dos mesmos. [Em curso] 2.5 Recursos do mecanismo de apoio à solvabilidade bancária (BSSF) continuam disponíveis para apoiar, se necessário, os bancos viáveis, em conformidade com as regras comunitárias em matéria de auxílios estatais. [Em curso] Caixa Geral de Depósitos (CGD) 2.6. Continuar a racionalização da estrutura do grupo estatal CGD, com o objetivo de reforçar a base de capital da sua atividade bancária. A alienação do negócio de seguros e de saúde do grupo, prevista para antes do final de 2012, deverá contribuir para satisfazer as necessidades adicionais de capital nesse ano, estando ainda em curso a venda de ativos não estratégicos do grupo. Disponibilizar à CGD recursos financeiros públicos, provenientes de outras fontes que não o mecanismo de apoio à solvabilidade bancária, em conformidade com as regras comunitárias em matéria de auxílios estatais. Monitorização da solvabilidade bancária 3 Benchmark estrutural constante do Memorando de Políticas Económicas e Financeiras.

10 2.7. O BdP continuará a monitorizar trimestralmente as necessidades potenciais de capital dos bancos, num cenário de stress, numa base prospetiva. Regulação e supervisão bancárias 2.8. O BdP continuará a reforçar a sua função de supervisão, bem como a otimizar os processos de supervisão e a desenvolver e implementar novas metodologias e ferramentas. Neste contexto, foram realizadas inspeções on-site, destinadas a analisar as carteiras de crédito dos bancos particularmente expostas a desenvolvimentos conjunturais. [Em curso] 2.9. O BdP está a reforçar o acompanhamento dos bancos, incluindo através de inspeções pontuais. [Em curso] O BdP continuará empenhado em manter uma estreita colaboração com os supervisores dos países terceiros dentro e fora da UE. [Em curso] Banco Português de Negócios Proceder à liquidação gradual em dinheiro dos créditos da CGD, garantidos pelo Estado, sobre os veículos de finalidade especial, de acordo com o calendário acordado com a CE, BCE e FMI. Os ativos recuperados, detidos pelos veículos de finalidade especial do Estado serão imediatamente utilizados para reembolsar a CGD. [Em curso] Externalizar a gestão dos ativos transferidos para os veículos de finalidade especial para uma entidade terceira especializada, que será incumbida de proceder à recuperação gradual dos ativos. Selecionar por concurso público a referida entidade, cujo contrato deverá prever incentivos adequados para otimizar a recuperação dos ativos. [Em curso] Quadro jurídico da resolução de instituições de crédito O quadro jurídico da intervenção precoce e resolução de instituições de crédito, bem como da garantia de depósitos foi reforçado, devendo ainda ser elaboradas as medidas necessárias à implementação. Serão, nomeadamente, tomadas as seguintes medidas: (a) criação do Fundo de Resolução, com vista a assegurar o respetivo regime de financiamento até julho de 2012; (b) finalização dos avisos do Banco de Portugal relativos aos planos de recuperação até ao final de julho de 2012 (c) adoção dos regulamentos relativos aos planos de resolução até ao final de outubro de 2012, na medida do possível em conformidade com as recomendações e modelos da Autoridade Bancária Europeia (EBA), em virtude do prazo previsto; (d) adoção das regras aplicáveis à criação e funcionamento de bancos de transição, em conformidade com as regras de concorrência comunitárias, até ao final de setembro de Dar prioridade na avaliação dos planos de recuperação e posteriores planos de resolução às instituições com importância sistémica O legislador acompanhará de perto o processo de adoção da Diretiva comunitária relativa à resolução de crises bancárias, comprometendo-se a alterar o enquadramento nacional assim que a Diretiva entrar em vigor. [Em curso] Enquadramento legal da reestruturação de dívidas de empresas e de particulares Lançar uma campanha de sensibilização do público para as ferramentas de reestruturação disponíveis. [Em curso] Monitorização do endividamento de empresas e de particulares

11 2.16. Continuar o acompanhamento do elevado endividamento de empresas e particulares através dos relatórios trimestrais. O relatório que avalia a coerência, eficácia e impacto gerais dos mecanismos existentes de apoio às PME deverá ser revisto até ao T Este relatório abordará as medidas destinadas a melhorar e implementar mecanismos de apoio para facilitar o acesso ao crédito, promover a internacionalização e melhorar a competitividade das PME, em conformidade com as regras da UE em matéria de concorrência. Estabelecer um enquadramento jurídico que permita às instituições financeiras proceder à reestruturação extrajudicial de dívidas de particulares. Finalizar as alterações ao procedimento extrajudicial de conciliação mediado pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI), uma entidade pública, com vista a facilitar a reestruturação extrajudicial de dívidas das PME viáveis. [Em curso] 3. Medidas orçamentais estruturais Objetivos Melhorar a eficiência da administração pública através da eliminação de redundâncias, simplificação de procedimentos e reorganização de serviços; regular a criação e o funcionamento de todas as entidades públicas, incluindo empresas do SEE, PPP, fundações e associações; recentrar as atividades destas entidades nos objetivos essenciais da política pública e melhorar a respetiva relação custo-eficiência e sustentabilidade orçamental; melhorar o processo orçamental, incluindo através da adoção das novas leis das finanças regionais e locais; melhorar a gestão de riscos, a responsabilização, o reporte e a monitorização em todas as áreas da administração pública. As medidas do Governo basearse-ão nas recomendações das missões de assistência técnica da UE/FMI. Quadro de Gestão Financeira Pública Reporte e monitorização 3.1. Publicar anualmente um relatório abrangente sobre riscos orçamentais, fazendo parte integrante do Orçamento do Estado. Este relatório identificará os riscos orçamentais gerais e as responsabilidades contingentes específicas às quais a Administração Pública possa estar exposta, incluindo as que decorram de Parcerias Público-Privadas (PPP), empresas do SEE e garantias prestadas aos bancos. Será disponibilizada assistência técnica, se necessário Publicar, anualmente um relatório sobre a despesa fiscal, fazendo parte integrante do Orçamento do Estado. Este relatório definirá uma metodologia precisa para estimar e avaliar a despesa fiscal, em conformidade com as melhores práticas internacionais e abrangerá as administrações central, regional e local. 3.3 Para fazer avançar a reforma do sistema de controlo orçamental, deverá ser apresentada, até ao T2-2012, uma proposta para reduzir a fragmentação orçamental Elaborar em colaboração com os técnicos da CE e do FMI, um documento específico, que será anexado ao Relatório do Orçamento do Estado, avaliando os progressos da reforma da gestão financeira pública e apresentando as etapas previstas para os três próximo anos. [T3-2012] 4 Pagamentos em atraso 4 Benchmark estrutural constante do Memorando de Políticas Económicas e Financeiras.

12 3.5 A lei relativa ao controlo de compromissos aplicar-se-á a todas as entidades da Administração Pública, incluindo entidades da Administração Regional e Administração Local e hospitais EPE. O Governo colaborará com estas entidades para garantir a implementação das alterações que se revelem necessárias nos respetivos sistemas até ao final de julho. Durante este processo, a Inspeção Geral de Finanças (IGF) verificará a conformidade do sistema de controlo de compromissos através de auditorias, seguindo uma abordagem baseada no risco. A IGF reforçará ainda a verificação dos pagamentos em atraso e sistemas de controlo de compromissos da Administração Local O montante dos pagamentos em atraso a fornecedores domésticos deverá sofrer uma redução significativa até ao final do período de vigência do programa. Uma parte significativa dos pagamentos em atraso será reduzida, de acordo com os critérios definidos na estratégia de pagamentos. [T3-2012] 3.7. Elaborar um documento descrevendo os procedimentos e unidades responsáveis pelo acompanhamento, controlo e auditoria do Programa de Apoio à Economia Local, acordado entre o Governo e os municípios com vista à regularização dos pagamentos em atraso [Julho de 2012]. A transparência na utilização da linha de crédito disponibilizada será assegurada através da publicação mensal dos montantes emprestados, desembolsados e utilizados para a regularização dos pagamentos em atraso e de outros passivos, relativamente a cada município. [T3-2012] Enquadramento orçamental 3.8. Publicar anualmente, em abril, um Documento de Estratégia Orçamental para as Administrações Públicas. Este documento, que especificará as previsões económicas e orçamentais de médio prazo a quatro anos e os custos de novas decisões políticas no mesmo horizonte temporal, estará em conformidade com o Pacto de Estabilidade e Crescimento. Os orçamentos incluirão a reconciliação das revisões das previsões orçamentais a quatro anos decorrentes das decisões políticas e das alterações dos parâmetros, como, por exemplo, decisões de política económica, alterações do cenário macroeconómico Proceder à revisão da Lei de Enquadramento Orçamental, tendo em conta as exigências do novo enquadramento orçamental comunitário e do Tratado sobre Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária (pacto orçamental). A revisão da lei terá igualmente em conta as alterações das leis das finanças regionais e locais. [T4-2012] Definir pormenorizadamente as características do enquadramento orçamental de médio prazo, incluindo a estratégia orçamental de médio prazo, processos de tomada de decisões e de definição de prioridades, regras de reporte, controlo de compromissos, e reservas de contingência apropriadas e regras de acesso às mesmas, após a revisão da Lei de Enquadramento Orçamental. [Abril de 2013] Quadro orçamental a nível regional e local O Governo compromete-se a garantir que as medidas para implementar o novo enquadramento orçamental a nível da Administração Central sejam também aplicadas a nível regional e local. Serão criadas estruturas adequadas de acompanhamento, reporte orçamental e controlo de compromissos. [Em curso] O quadro orçamental a nível local e regional será significativamente reforçado, em conformidade com as recomendações da Missão de Assistência Técnica do FMI/CE de julho de 2011 e o novo quadro de política orçamental da UE. Um projeto de proposta de

13 revisão da Lei das Finanças Regionais e da Lei das Finanças Locais será discutido com a CE/FMI/BCE até ao T e apresentado na Assembleia da República até ao T , prevendo entre outras medidas: i. Compatibilizar o quadro orçamental a nível local e regional com os princípios e normas da Lei de Enquadramento Orçamental revista, nomeadamente no que respeita à: (i) inclusão de todas as entidades relevantes no perímetro das administrações local e regional; (ii) adoção de um quadro plurianual de programação orçamental, definindo regras de despesa, equilíbrio orçamental e endividamento, bem como a adoção da orçamentação por programas; e (iii) interação com o Conselho das Finanças Públicas. A proposta de revisão prevê ainda: (i) a avaliação pelo Conselho das Finanças Públicas das projeções de receitas e planos orçamentais plurianuais das administrações locais e regionais; (ii) a criação de uma reserva de contingência no montante global de despesa, para fazer face a quebras imprevistas das receitas ou a projeções de despesas que se revelem erradas e (iii) a aplicação do quadro legal e institucional revisto das PPP (vide adiante). ii. Reforçar a responsabilidade orçamental, nomeadamente através de: i) exigências financeiras mais rigorosas impostas às empresas do setor empresarial local e regional e outras entidades públicas regionais e locais; ii) revisão do regime de transferências entre o Estado e as regiões autónomas e as autarquias; (iii) reforço do poder do Estado em matéria de fiscalização da execução orçamental e (iv) aplicação de limites de endividamento mais restritivos, aliada a um sistema de controlo a vários níveis, conforme recomendado pela Missão de Assistência Técnica, em julho de 2011, e seguindo as melhores práticas internacionais. iii. Reduzir o diferencial das taxas de imposto entre as Regiões Autónomas e o Continente e assegurar que as receitas adicionais daí decorrentes sejam prioritariamente utilizadas para a consolidação orçamental Criar um grupo de trabalho, incluindo representantes do Ministério das Finanças, das Regiões Autónomas e das autarquias locais, com vista à apresentação de uma proposta de orientações comuns para a elaboração de previsões de receitas, destinadas aos governos regionais e autarquias locais. [T3-2012] Proceder à identificação da informação necessária para a elaboração das previsões de receitas, conciliando, por um lado, a necessidade de preservar o sigilo fiscal e, por outro lado, a necessidade de garantir a elaboração de previsões de receitas fiáveis governos regionais e autarquias locais[t3-2012] O programa de assistência financeira à Região Autónoma da Madeira (RAM), que está em total conformidade com o Memorando de Entendimento (MECPE), será implementado. O Governo português irá acompanhar a implementação do programa e elaborar relatórios trimestrais que deverão estar concluídos antes das avaliações do MECPE. [Em curso] Parcerias Público-Privadas Concluir o estudo de avaliação dos custos e benefícios da renegociação dos contratos de PPP, no sentido de reduzir as obrigações financeiras do Estado [T2-2012]. Com base neste estudo, será elaborado um plano estratégico estabelecendo as medidas a tomar em 5 Benchmark estrutural constante do Memorando de Políticas Económicas e Financeiras.

14 relação às PPP e definindo o enquadramento para a celebração de futuros contratos de PPP. Por imperativos financeiros ou legais, o processo de renegociação de alguns contratos de PPP e de concessão foi iniciado antes da conclusão do estudo, As decisões finais quanto à renegociação dos restantes contratos serão tomadas uma vez concluído o estudo, em concertação com a CE, BCE e FMI. As Regiões Autónomas serão incentivadas a estabelecer um quadro para a avaliação dos riscos orçamentais decorrentes da celebração de contratos de PPP, de concessão ou de outros contratos de investimento público, bem como para o acompanhamento da respetiva execução. Aplicar-se-ão requisitos semelhantes aos exigidos a nível central. [T3-2012] Melhorar o Relatório Anual sobre Parcerias Público-Privadas e Concessões publicado pelo Ministério das Finanças, o qual deverá passar a incluir uma avaliação exaustiva dos riscos orçamentais com os contratos de PPP e de concessão, bem como informações e análises setoriais. O relatório anual incluirá ainda uma análise dos fluxos de crédito canalizados para as PPP e concessões através dos bancos (empréstimos e títulos, exceto ações) por setor de atividade, e uma avaliação de impacto sobre a atribuição de crédito e efeitos de crowding out. Esta última avaliação será elaborada em colaboração com o Banco de Portugal. [T3-2012] Setor Empresarial do Estado As empresas do SEE que desenvolvem atividades comerciais deverão atingir o equilíbrio operacional até ao final de 2012, designadamente através de uma redução substancial dos custos operacionais e do aumento das receitas. Para o efeito, a estratégia de restruturação do SEE atualmente em curso prevê a avaliação da estrutura de tarifas e da prestação de serviços por parte das empresas do Setor Empresarial do Estado, com objetivos quantificados de redução dos custos, incluindo, se necessário, medidas visando o realinhamento de salários, a redução de efetivos, e outras medidas adicionais que se revelem necessárias [T4-2012]. Um relatório de progresso deverá ser elaborado antes da Quinta Avaliação O Governo delineará, em concertação com os técnicos da CE, BCE e FMI, uma estratégia para fazer face ao elevado endividamento de todas as empesas do SEE, incluindo a Parpública. [Julho de 2012] Apresentar à Assembleia da República uma proposta de lei visando reforçar a governação do SEE, em conformidade com as melhores práticas internacionais. Esta proposta de lei incluirá uma avaliação da função acionista, dotando o Ministério das Finanças de um papel decisivo quanto a questões de ordem financeira do SEE, a nível central, local e regional, em estrita conformidade com a autonomia administrativa consignada na lei, contribuindo assim para reforçar os poderes de monitorização da administração central sobre o setor público empresarial. Serão também definidos os conteúdos dos relatórios financeiros e operacionais e a calendarização. As decisões adotadas a nível central para melhorar a eficiência destas empresas e reduzir os encargos financeiros abrangerão todas as empresas do SEE, tendo em conta as respetivas especificidades. Será ainda vedada às empresas do SEE classificadas no âmbito das Administrações Públicas a possibilidade de contrair novos empréstimos junto do setor privado [T2-2012]. Não serão criadas novas empresas do SEE até ser aprovada a nova lei Serão adotadas medidas equivalentes em matéria de resultados operacionais, endividamento, restruturação e governação relativamente às empresas do setor empresarial local e regional, em estrita conformidade com a autonomia administrativa consignada na lei. O relatório anual e relatórios trimestrais sobre o Setor Empresarial do Estado avaliarão os progressos realizados a nível central e local no cumprimento destes objetivos.

15 Relatórios anuais equivalentes serão elaborados pelas Regiões Autónomas. Os dados destes relatórios serão utilizados para a elaboração da análise dos riscos orçamentais constante do Orçamento do Estado. [T2-2012]

16 Privatizações O Governo está avançar com as privatizações ao abrigo da nova lei-quadro das privatizações. O plano de privatizações visa garantir uma antecipação de receitas de cerca de 5 mil milhões de euros até ao final do programa. A venda da GALP e da restante participação minoritária na REN, no mercado livre, foi adiada até as condições de mercado melhorarem. A privatização ou concessão da operadora de transporte ferroviário de mercadorias, subsidiária da CP, CP Carga, será concluída até ao segundo trimestre de Os concursos para a privatização da transportadora aérea nacional TAP e da gestora de aeroportos ANA-Aeroportos de Portugal serão lançados no terceiro trimestre de 2012, com o objetivo de finalizar estas duas transações no início de O processo de privatização dos Correios de Portugal (CTT) será lançado depois das alterações em curso à regulamentação do setor produzirem todos os seus efeitos, prevendo-se a sua conclusão em O Governo está a considerar a venda de um dos canais da estação pública de televisão RTP, bem como a celebração de contratos de concessão com operadores privados de transporte público em Lisboa e no Porto, após a conclusão da reestruturação das empresas de transporte público nestas cidades. A venda direta da área seguradora da CGD (Caixa Seguros) a um comprador final deverá realizar-se em O Governo irá delinear uma estratégia visando a entrada de capital privado e adoção de práticas de gestão privada na empresa Águas de Portugal (AdP). Esta estratégia incluirá uma análise do ambiente concorrencial e da regulamentação, bem como das consequências da operação a nível organizacional. [T4-2012] O Governo colaborará com as autarquias locais e os Governos Regionais na elaboração um inventário dos respetivos bens, incluindo imóveis, a fim de avaliar o seu potencial de privatização. [T3-2012] Administração fiscal O Governo concluirá os procedimentos de implementação da fusão da Direção-geral de Impostos, Direção-geral das Alfândegas e Impostos Especiais sobre o Consumo e Direção-Geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros numa única entidade, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), até ao T Na sequência das recomendações do Estudo sobre a possibilidade de alargar a fusão dos serviços de cobrança da Autoridade Tributária e Aduaneira com os da Segurança Social, o Governo irá [até ao final de agosto de 2012]: i. elaborar um projeto de proposta visando melhorar a troca de informação entre os serviços de cobrança da Autoridade Tributária e Aduaneira e da Segurança social, e ii. estudar modalidades para a eventual implementação das outras recomendações do grupo de trabalho, com vista a reforçar o controlo e facilitar o cumprimento das obrigações Após a criação da AT, a prioridade em 2012 será a fusão das funções centrais e de apoio e a redução do número de serviços locais. A reforma será intensificada em 2013 com vista à criação de uma estrutura organizada através de um modelo funcional. Neste âmbito, destaca-se designadamente a implementação das seguintes medidas: i. avaliação da experiência com as equipas de juízes tributários criadas para a resolução dos processos fiscais de valor superior a um milhão de euros e da

17 ii. iii. iv. necessidade de criar, no âmbito dos tribunais fiscais, secções especializadas com competência para o julgamento destes processos; [meados de novembro de 2012]; redução do número de serviços locais em, pelo menos, 20% por ano, em 2012 e 2013; [T e T4-2013]; aumento dos recursos destinados à inspeção na administração tributária para, pelo menos, 30% do total dos respetivos trabalhadores, maioritariamente através de reafetação interna de trabalhadores da administração fiscal e de outros serviços da administração pública, até ao T4-2012; elaboração de um projeto de proposta com base no relatório apresentado, incluindo medidas concretas e prazos de implementação, para resolver a questão dos processos instaurados para recuperação do IVA que contribuem para as pendências em atraso nas ações executivas; e avaliação da possibilidade de introduzir medidas transitórias aplicáveis aos processos pendentes nos tribunais, acautelando os riscos de fraude e evasão fiscais [20 de agosto de 2012]; v. publicação de relatórios trimestrais sobre taxa de recuperação, duração e custos relativos aos processos fiscais, a partir do T4-2012, no prazo de quatro meses após o final de cada trimestre O Governo adotará medidas visando a eliminação das pendências nos tribunais tributários, prosseguindo com a resolução dos processos de valor superior a um milhão de euros até ao T4-2012, com o apoio de equipas extraordinárias de juízes tributários O Governo elaborará, até ao T2-2012, uma proposta visando reforçar os poderes de inspeção e de cobrança coerciva da administração fiscal central, permitindo-lhe exercer o seu controlo sobre todo o território da República Portuguesa, incluindo no âmbito dos atuais regimes de isenção de impostos. Com base nesta proposta, será elaborado um projeto de lei que será apresentado na Assembleia da República até ao T A administração fiscal concluiu o plano estratégico para o combate à fraude e evasão fiscal para o período , tendo já aprovado importantes medidas para a respetiva implementação. O plano nacional de implementação da fatura electrónica será desenvolvido [T4-2012]. Serão ainda implementadas medidas para incentivar os consumidores finais a exigirem fatura, principalmente em atividades de difícil tributação. A CE, BCE e FMI serão consultados sobre as alterações que venham a ser introduzidas no regime da faturação. Um relatório de avaliação deste regime será elaborado até ao T A administração fiscal irá modernizar o quadro de gestão do cumprimento das obrigações fiscais, constituindo este um importante instrumento para combater o incumprimento. Uma unidade exclusivamente dedicada aos grandes contribuintes nas suas múltiplas valências deverá estar operacional até ao [T4-2012] 6. Administração Pública Administração central, regional e local Concluir o Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado 6 Benchmark estrutural constante do Memorando de Políticas Económicas e Financeiras.

18 (PREMAC), mediante a conclusão do processo de preparação, aprovação e publicação dos diplomas necessários até ao final de junho. O relatório final, que incluirá a orgânica dos serviços, respetivos mapas de pessoal e reafectação de recursos humanos, será apresentado no [T3-2012] Conforme previsto no Orçamento do Estado para 2012, todos os municípios deverão apresentar um plano para reduzir, em média, 15% dos seus cargos dirigentes e serviços até ao final de [T2-2012] Elaborar uma análise de custo/benefício detalhada de todas as entidades públicas e semipúblicas: i. Com base nos resultados desta análise das fundações, bem como nos resultados do censo obrigatório [T2-2012] e recomendações, a administração central, regional ou local, responsável por cada fundação ou pelo apoio financeiro à mesma tomará a decisão de a extinguir ou de a manter, em conformidade com a legislação em vigor (vide infra). [T3-2012] ii. A abordagem seguida para as fundações (incluindo um censo obrigatório e uma análise subsequente), aplicar-se-á também, com as adaptações necessárias, às associações, bem como a outras entidades públicas e semipúblicas, a todos os níveis da administração pública. [T4-2012] Regular por lei a criação e gestão de fundações, associações ou outras entidades públicas semelhantes pela administração central e local, facilitando a extinção de entidades públicas, quando tal se justifique. O Governo promoverá o cumprimento deste objetivo pelas Regiões Autónomas. [T2-2012] Reorganizar a estrutura da administração local. Existem atualmente 308 municípios e freguesias. O Governo reorganizará e reduzirá significativamente o número destas entidades. Estas alterações, que deverão entrar em vigor no início do próximo ciclo eleitoral local, contribuirão para melhorar a prestação do serviço público, aumentar a eficiência e reduzir custos. [T3-2012] Realizar um estudo para identificar potenciais duplicações de atividades e outras ineficiências entre a administração central, a administração local e serviços locais da administração central [T3-2012]. Com base nos resultados desse estudo, reformar o enquadramento atual, a fim de eliminar as ineficiências identificadas. [T4-2012] Serviços partilhados Desenvolver a utilização partilhada de serviços ao nível da administração central, implementando a totalidade dos projetos em curso e avaliando regularmente a possibilidade de maior integração: i. concluir a implementação do projeto de gestão de recursos financeiros partilhada (GeRFIP). [T1-2013] O GeRFIP será também implementado nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores [T4-2013]; ii. assegurar a plena implementação do projeto de gestão de recursos humanos partilhada (GeRHup), nos serviços e organismos do Ministério das Finanças até ao T4-2012, com exceção da Autoridade Tributária e Aduaneira onde a referida implementação deverá ficar concluída no final de janeiro de Outros Ministérios serão abrangidos em O GeRHup será implementado gradualmente na Região Autónoma da Madeira; iii. racionalizar a utilização das tecnologias de informação na administração central, através da implementação de serviços partilhados e redução do

19 número de serviços informáticos nos ministérios ou outras entidades públicas, em conformidade com o Plano global estratégico de racionalização e redução de custos com as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na Administração Pública. [T4-2012] Reduzir o número de serviços desconcentrados ao nível dos ministérios (por exemplo, finanças, segurança social, justiça). Estes serviços serão objeto de fusão em lojas do cidadão, passando a abranger uma área geográfica mais alargada e promovendo o desenvolvimento da administração eletrónica durante a vigência do programa. [T4-2013] Recursos humanos O Orçamento do Estado para 2012 promove a flexibilidade, adaptabilidade e mobilidade dos recursos humanos em toda a Administração Pública, nomeadamente através de oferta de formação e requalificação profissionais, quando necessário. Serão ainda reforçados os regimes de mobilidade, designadamente de mobilidade geográfica e as regras sobre a cessação do contrato de trabalho por mútuo acordo, enquanto instrumentos de gestão dos recursos humanos em toda a Administração Pública. [T2-2012] Limitar as admissões de pessoal na administração pública para obter, no período , decréscimos anuais de 2% (equivalentes a tempo inteiro) na administração central e de 2% (equivalentes a tempo inteiro) nas administrações local e regional. O Governo garantirá a aplicação desta medida a nível da administração local e promoverá as medidas necessárias para que as Regiões Autónomas apresentem planos semelhantes para cumprir a mesma meta. [Em curso] 3.42 O Governo vai realizar uma avaliação exaustiva das tabelas salariais da administração pública para identificar diferenças injustificadas de remuneração entre o setor público e o setor privado para qualificações equiparáveis [T4-2012]. Um estudo semelhante abrangendo as entidades classificadas fora do perímetro das Administrações Públicas será realizado posteriormente. [T2-2013] Sistema de saúde Objetivos Melhorar a eficiência e a eficácia do sistema de saúde, induzindo uma utilização mais racional dos serviços e o controlo da despesa; gerar poupanças adicionais na área dos medicamentos para reduzir a despesa pública global nesta área para 1,25% do PIB, até ao final de 2012, e para cerca de 1% do PIB em 2013; gerar poupanças adicionais nos custos operacionais dos hospitais e definir uma estratégia para regularizar os pagamentos em atraso. O Governo tomará as seguintes medidas para reformar o sistema de saúde: Financiamento A revisão do regime das taxas moderadoras do SNS deverá permitir um encaixe de 150 milhões de euros, em 2012, e de 50 milhões em [T4-2012] Dada a urgência e volume da poupança a alcançar no setor da saúde, a fim de resolver o problema dos pagamentos em atraso e cumprir os limites orçamentais impostos, será agilizada a implementação dos planos para alcançar um modelo autossustentável nos sistemas de benefícios de saúde da administração pública. O plano atual prevê uma redução do custo orçamental global com os subsistemas públicos de saúde ADSE, ADM (Forças Armadas) e SAD (Polícia) de 30% em 2012 e mais 20% em 2013, a todos os níveis da

20 administração pública. Os subsistemas públicos deverão tornar-se autofinanciados até Os custos destes subsistemas para o erário público serão reduzidos através da diminuição da taxa de comparticipação da entidade empregadora e do ajustamento do âmbito dos benefícios de saúde. A trajetória de ajustamento será avaliada aquando da quinta avaliação. Formação de preço e comparticipação de medicamentos Promover a promulgação de legislação que vise a redução automática do preço dos medicamentos em 50%, após a expiração da respetiva patente. [T4-2012] Concluir a transferência de responsabilidade pela formação dos preços dos medicamentos para o Ministério da Saúde (por exemplo, para o Infarmed). [T2-2012] Implementar uma revisão anual dos preços dos medicamentos e dos países de referência, visando reduzir custos. A segunda revisão deverá ser publicada em janeiro de Monitorizar mensalmente a despesa com medicamentos de forma a garantir que a despesa pública global nesta área não exceda 1,25% do PIB, em 2012, e 1% do PIB em [Em curso] Prescrição e monitorização da prescrição Continuar a melhorar o sistema de monitorização e avaliação da prescrição de medicamentos e meios complementares de diagnóstico em termos de volume e valor e em comparação com normas de orientações de prescrição e de outros profissionais da área de especialização (peers). Continuará a ser prestada periodicamente (por exemplo, trimestralmente) informação a cada médico sobre o processo, em particular sobre a prescrição dos medicamentos mais caros e mais usados. [Em curso] Prosseguir com a conceção e aplicação do sistema de sanções e penalizações, como complemento do quadro de avaliação. [Em curso] Acompanhar de perto a aplicação da legislação que torna obrigatória para os médicos, a todos os níveis do sistema, tanto público como privado, a prescrição por Denominação Comum Internacional (DCI) visando aumentar a utilização de genéricos e de medicamentos de marca que sejam menos dispendiosos. Um relatório sobre a aplicação da referida legislação deverá ser publicado até dezembro de Continuar a emitir normas de orientação de prescrição de medicamentos e de meios complementares de diagnóstico com base nas orientações internacionais de prescrição e integrá-las no sistema de prescrição eletrónica. [Em curso] O Governo apresentará um relatório sobre a eficácia da legislação promulgada visando eliminar todas as barreiras à entrada de genéricos, especialmente através da redução de barreiras administrativas/legais, com vista a acelerar a utilização e a comparticipação de genéricos. [T1 2013] As medidas acima indicadas devem ter por objetivo um aumento gradual e significativo da percentagem de medicamentos genéricos para, pelo menos, 30% do total de medicamentos prescritos em ambulatório (em termos de volume), em 2012, e novos aumentos significativos em [Em curso] Farmácias e grossistas de produtos farmacêuticos Aplicar efetivamente a nova legislação que regula a atividade das farmácias [T2-2012]

Quinta Atualização 14 de outubro de 2012

Quinta Atualização 14 de outubro de 2012 PORTUGAL:MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE AS CONDICIONALIDADES DE POLÍTICA ECONÓMICA Nota: O idioma da versão original e oficial do Memorando em referência é o inglês. A presente versão em português corresponde

Leia mais

ANEXO I. PORTUGAL - MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE AS CONDICIONALIDADES DE POLÍTICA ECONÓMICA Segunda Atualização 9 de dezembro de 2011

ANEXO I. PORTUGAL - MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE AS CONDICIONALIDADES DE POLÍTICA ECONÓMICA Segunda Atualização 9 de dezembro de 2011 ANEXO I. PORTUGAL - MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE AS CONDICIONALIDADES DE POLÍTICA ECONÓMICA Segunda Atualização 9 de dezembro de 2011 Em conformidade com o Regulamento (UE) nº 407/2010 do Conselho,

Leia mais

S. R. MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

S. R. MINISTÉRIO DAS FINANÇAS RELATÓRIO SOBRE REGIME DE CAPITALIZAÇÃO PÚBLICA PARA O REFORÇO DA ESTABILIDADE FINANCEIRA E DA DISPONIBILIZAÇÃO DE LIQUIDEZ NOS MERCADOS FINANCEIROS (REPORTADO A 25 DE MAIO DE 2012) O presente Relatório

Leia mais

REGULAMENTO ESPECÍFICO DO MADEIRA 14-20

REGULAMENTO ESPECÍFICO DO MADEIRA 14-20 AVISO PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS PROGRAMA OPERACIONAL DA 2014-2020 (MADEIRA 14-20) EIXO PRIORITÁRIO 3 Reforçar a Competitividade das Empresas PRIORIDADE DE INVESTIMENTO (PI) 3.b Desenvolvimento

Leia mais

Programa de Estabilidade e Programa Nacional de Reformas. Algumas Medidas de Política Orçamental

Programa de Estabilidade e Programa Nacional de Reformas. Algumas Medidas de Política Orçamental Programa de Estabilidade e Programa Nacional de Reformas Algumas Medidas de Política Orçamental CENÁRIO O ano de 2015 marca um novo ciclo de crescimento económico para Portugal e a Europa. Ante tal cenário,

Leia mais

Sistematização das medidas previstas no Programa de Apoio Económico e Financeiro a Portugal até ao final de 2011

Sistematização das medidas previstas no Programa de Apoio Económico e Financeiro a Portugal até ao final de 2011 Sistematização das medidas previstas no Programa de Apoio Económico e Financeiro a Portugal até ao final de 2011 Do texto divulgado pelo Ministério das Finanças, "Sistematização das medidas do Programa

Leia mais

Linha de Crédito PME Crescimento 2015 - Respostas a questões das Instituições de Crédito - Versão v.1

Linha de Crédito PME Crescimento 2015 - Respostas a questões das Instituições de Crédito - Versão v.1 1. Condições a Observar pelas Empresas Beneficiárias Condições genéricas: 1.1. Localização (sede social) em território nacional; inclui Regiões Autónomas da Madeira e Açores, bem como Portugal Continental.

Leia mais

COMENTÁRIOS DA CIP À PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2015 E ÀS

COMENTÁRIOS DA CIP À PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2015 E ÀS COMENTÁRIOS DA CIP À PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2015 E ÀS REFORMAS FISCAIS A CIP lamenta que a dificuldade em reduzir sustentadamente a despesa pública tenha impedido que o Orçamento do Estado

Leia mais

Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nomeadamente o artigo 121. o, n. o 2, e o artigo 148. o, n. o 4,

Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nomeadamente o artigo 121. o, n. o 2, e o artigo 148. o, n. o 4, C 247/102 PT Jornal Oficial da União Europeia 29.7.2014 RECOMENDAÇÃO DO CONSELHO de 8 de julho de 2014 relativa ao Programa Nacional de Reformas de Portugal para 2014 e que formula um parecer do Conselho

Leia mais

Linha de Crédito PME Crescimento 2015 - Respostas a questões das Instituições de Crédito - Versão v.1

Linha de Crédito PME Crescimento 2015 - Respostas a questões das Instituições de Crédito - Versão v.1 1. Condições a Observar pelas Empresas Beneficiárias Condições genéricas: 1.1. Localização (sede social) em território nacional; inclui Regiões Autónomas da Madeira e Açores, bem como Portugal Continental.

Leia mais

Tradução do conteúdo do MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE AS CONDICIONALIDADES DE POLÍTICA ECONÓMICA

Tradução do conteúdo do MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE AS CONDICIONALIDADES DE POLÍTICA ECONÓMICA Tradução do conteúdo do MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE AS CONDICIONALIDADES DE POLÍTICA ECONÓMICA Nota: O idioma da versão original e oficial do Memorando em referência é o inglês. A presente versão em

Leia mais

Legislação. Publicação: Diário da República n.º 184/2015, Série I, de 21/09, páginas 8392-8396.

Legislação. Publicação: Diário da República n.º 184/2015, Série I, de 21/09, páginas 8392-8396. Classificação: 060.01.01 Segurança: P ú b l i c a Processo: Direção de Serviços de Comunicação e Apoio ao Contribuinte Legislação Diploma Portaria n.º 297/2015, de 21 de setembro Estado: vigente Resumo:

Leia mais

Informação necessária à avaliação do Programa da Coligação Portugal à Frente

Informação necessária à avaliação do Programa da Coligação Portugal à Frente Informação necessária à avaliação do Programa da Coligação Portugal à Frente Lisboa, 10 de Outubro de 2015 Na sequência da reunião mantida no dia 9 de Outubro de 2015, e com vista a permitir a avaliação

Leia mais

Síntese Execução Orçamental

Síntese Execução Orçamental 2013 janeiro Síntese Execução Orçamental Glossário Ministério das Finanças Glossário A Ativos financeiros (receita) Receitas provenientes da venda e amortização de títulos de crédito, designadamente obrigações

Leia mais

SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA, PRESTAÇÃO DE CONTAS E RESPONSABILIDADE

SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA, PRESTAÇÃO DE CONTAS E RESPONSABILIDADE V EUROSAI/OLACEFS CONFERENCE SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA, PRESTAÇÃO DE CONTAS E RESPONSABILIDADE CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES A V Conferência EUROSAI/OLACEFS reuniu, em Lisboa, nos dias 10 e 11 de Maio de

Leia mais

PORTUGAL 2020. Quadro Comunitário de Apoio 2014-2020

PORTUGAL 2020. Quadro Comunitário de Apoio 2014-2020 Quadro Comunitário de Apoio 2014-2020 ÌNDICE Principais orientações e dotação orçamental Programas Operacionais e dotação orçamental específica Órgãos de Governação (Decreto-Lei n.º 137/2014 de 12 de setembro)

Leia mais

PORTUGAL 2020. Quadro Comunitário de Apoio 2014-2020

PORTUGAL 2020. Quadro Comunitário de Apoio 2014-2020 PORTUGAL 2020 Quadro Comunitário de Apoio 2014-2020 ÍNDICE PORTUGAL 2020 A. Principais orientações e dotação orçamental B. Programas Operacionais e dotação orçamental específica C. Regras gerais de aplicação

Leia mais

ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL 2011-2015 Administração Pública e Segurança Social

ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL 2011-2015 Administração Pública e Segurança Social ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL 2011-2015 Administração Pública e Segurança Social O Ministro das Finanças apresentou recentemente o "Documento de Estratégia Orçamental 2011-2015", que contém diversas medidas a

Leia mais

Artigo 7.º Fiscalização

Artigo 7.º Fiscalização Artigo 7.º Fiscalização 1 - Todas as pessoas, singulares ou coletivas, de direito público ou de direito privado, a quem sejam concedidos benefícios fiscais, automáticos ou dependentes de reconhecimento,

Leia mais

Resumo do Acordo de Parceria para Portugal, 2014-2020

Resumo do Acordo de Parceria para Portugal, 2014-2020 COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 30 de julho de 2014 Resumo do Acordo de Parceria para Portugal, 2014-2020 Informações gerais O Acordo de Parceria abrange cinco fundos: Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional

Leia mais

LINHA DE CRÉDITO INVESTE QREN. Condições Gerais da Linha - Documento de Divulgação -

LINHA DE CRÉDITO INVESTE QREN. Condições Gerais da Linha - Documento de Divulgação - LINHA DE CRÉDITO INVESTE QREN Condições Gerais da Linha - Documento de Divulgação - A - Condições Gerais 1. Montante Global e Linhas Específicas: (Milhões de Euros) Montante Global da Linha 1.000 Linhas

Leia mais

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 96/2013 de 3 de Outubro de 2013

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 96/2013 de 3 de Outubro de 2013 PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 96/2013 de 3 de Outubro de 2013 Considerando a necessidade do Governo dos Açores continuar a potenciar a competitividade e crescimento sustentado

Leia mais

INQUÉRITO AOS BANCOS SOBRE O MERCADO DE CRÉDITO Resultados para Portugal Outubro de 2015

INQUÉRITO AOS BANCOS SOBRE O MERCADO DE CRÉDITO Resultados para Portugal Outubro de 2015 INQUÉRITO AOS BANCOS SOBRE O MERCADO DE CRÉDITO Resultados para Portugal Outubro de 2015 I. Apreciação Geral De acordo com os resultados obtidos no inquérito realizado em outubro aos cinco grupos bancários

Leia mais

CONTALIVRE CONTABILIDADE, AUDITORIA E GESTÃO DE EMPRESAS,LDA CIRCULAR Nº 1/2014 IRS

CONTALIVRE CONTABILIDADE, AUDITORIA E GESTÃO DE EMPRESAS,LDA CIRCULAR Nº 1/2014 IRS CIRCULAR Nº 1/2014 Com a aprovação do orçamento do estado para o ano de 2014 publicado pela lei nº 83-C/2013 de 31/12, o governo introduziu várias alterações legislativas significativas em matérias fiscais

Leia mais

Principais diferenças entre 2007-2013 / 2014-2020

Principais diferenças entre 2007-2013 / 2014-2020 Principais diferenças entre 2007-2013 / 2014-2020 Fundos 2 Objetivos 2 Etapas formais de programação 2 Abordagem estratégica 2 Âmbito Geográfico 3 Concentração Temática 4 Condicionalidades Ex ante 5 Adicionalidade

Leia mais

Política de Produto e Serviço Caixa Geral de Depósitos. Política de Produto e Serviço

Política de Produto e Serviço Caixa Geral de Depósitos. Política de Produto e Serviço Política de Produto e Serviço Publicado em julho 2012 1 Fundada em 1876, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) é o maior grupo financeiro nacional, atuando em diferentes áreas, designadamente na banca comercial,

Leia mais

Legislação. Publicação: Diário da República n.º 126/2015, Série I, de 01/07, páginas 4545-4547. ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Legislação. Publicação: Diário da República n.º 126/2015, Série I, de 01/07, páginas 4545-4547. ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA MOD. 4.3 Classificação: 0 6 0. 0 1. 0 1 Segurança: P úbl i c a Processo: Direção de Serviços de Comunicação e Apoio ao Contribuinte Legislação Diploma Lei n.º 64/2015, de 1 de julho Estado: vigente Resumo:

Leia mais

Projecto Cidadania - 3º Barómetro

Projecto Cidadania - 3º Barómetro Projecto Cidadania - 3º Barómetro 1. A carga fiscal em 2012 será maior do que em 2011: Sim Não Average Para as famílias? 106 (98.1%) 2 (1.9%) 1.02 108 100.0% Para as empresas? 75 (70.8%) 31 (29.2%) 1.29

Leia mais

SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014)

SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014) SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014) 1. Taxa de Desemprego O desemprego desceu para 14,3% em maio, o que representa um recuo de 2,6% em relação a maio de 2013. Esta é a segunda maior variação

Leia mais

UM ANO DEPOIS: PRESTAR CONTAS

UM ANO DEPOIS: PRESTAR CONTAS UM ANO DEPOIS: PRESTAR CONTAS Há um ano, o XIX Governo constitucional iniciou funções com o País submetido a um Programa de Ajustamento Financeiro e Económico (PAEF) tornado inevitável perante a iminência

Leia mais

Apresentação 8 de Fevereiro de 2012

Apresentação 8 de Fevereiro de 2012 Apresentação 8 de Fevereiro de 2012 Programa REVITALIZAR Apresentação Pública Lisboa, Ministério da Economia e do Emprego 8 Fevereiro 2012 O Programa REVITALIZAR é uma iniciativa do Governo que tem por

Leia mais

PERGUNTAS E RESPOSTAS RELATIVAS À CONSULTA PÚBLICA SOBRE A PROPOSTA DE REGULAMENTO-QUADRO DO BCE RELATIVO AO MECANISMO ÚNICO DE SUPERVISÃO

PERGUNTAS E RESPOSTAS RELATIVAS À CONSULTA PÚBLICA SOBRE A PROPOSTA DE REGULAMENTO-QUADRO DO BCE RELATIVO AO MECANISMO ÚNICO DE SUPERVISÃO PERGUNTAS E RESPOSTAS RELATIVAS À CONSULTA PÚBLICA SOBRE A PROPOSTA DE REGULAMENTO-QUADRO DO BCE RELATIVO AO MECANISMO ÚNICO DE SUPERVISÃO 1 QUANDO É QUE O BCE ASSUMIRÁ A SUPERVISÃO DOS BANCOS? O BCE assumirá

Leia mais

Promover o Emprego e Apoiar a Mobilidade Laboral

Promover o Emprego e Apoiar a Mobilidade Laboral AVISO/CONVITE PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS PROGRAMA OPERACIONAL REGIONAL 2014-2020 (MADEIRA14-20) EIXO PRIORITÁRIO 7 Promover o Emprego e Apoiar a Mobilidade Laboral PRIORIDADE DE INVESTIMENTO (PI)

Leia mais

Linha de Crédito PME Crescimento 2015 - Respostas a questões das Instituições de Crédito - Versão v.1

Linha de Crédito PME Crescimento 2015 - Respostas a questões das Instituições de Crédito - Versão v.1 1. Condições a Observar pelas Empresas Beneficiárias Condições genéricas: 1.1. Localização (sede social) em território nacional; inclui Regiões Autónomas da Madeira e Açores, bem como Portugal Continental.

Leia mais

Recomendação de RECOMENDAÇÃO DO CONSELHO. relativa ao Programa Nacional de Reformas para 2014 de Portugal

Recomendação de RECOMENDAÇÃO DO CONSELHO. relativa ao Programa Nacional de Reformas para 2014 de Portugal COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 2.6.2014 COM(2014) 423 final Recomendação de RECOMENDAÇÃO DO CONSELHO relativa ao Programa Nacional de Reformas para 2014 de Portugal e que formula um parecer do Conselho sobre

Leia mais

INICIATIVA PARA O INVESTIMENTO E EMPREGO

INICIATIVA PARA O INVESTIMENTO E EMPREGO FISCAL N.º 1/2009 JAN/FEV 2009 INICIATIVA PARA O INVESTIMENTO E EMPREGO Nuno Sampayo Ribeiro No Conselho de Ministros de 13 de Dezembro de 2008 foi aprovado um reforço do investimento público. O qual será

Leia mais

Diário da República, 1.ª série N.º 145 30 de julho de 2014 4027. Portaria n.º 151/2014

Diário da República, 1.ª série N.º 145 30 de julho de 2014 4027. Portaria n.º 151/2014 Diário da República, 1.ª série N.º 145 30 de julho de 2014 4027 Portaria n.º 151/2014 de 30 de julho O Governo tem vindo a desenvolver uma estratégia nacional de combate ao desemprego jovem assente numa

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL (LRF) Atualizado até 13/10/2015 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) tem como base alguns princípios,

Leia mais

G PE AR I Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação_ e Relações Internacionais. Boletim Mensal de Economia Portuguesa. N.

G PE AR I Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação_ e Relações Internacionais. Boletim Mensal de Economia Portuguesa. N. Boletim Mensal de Economia Portuguesa N.º 05 maio 2011 Gabinete de Estratégia e Estudos Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento G PE AR I Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação_

Leia mais

ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DO IRS DL 238/2006 E LEI 53-A/2006

ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DO IRS DL 238/2006 E LEI 53-A/2006 FISCAL E FINANÇAS LOCAIS NEWSLETTER RVR 2 Maio de 2007 ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DO IRS DL 238/2006 E LEI 53-A/2006 Sandra Cristina Pinto spinto@rvr.pt O Decreto Lei nº 238/2006 e a Lei nº 53-A/2006, publicados

Leia mais

Promover a Inclusão Social e Combater a Pobreza

Promover a Inclusão Social e Combater a Pobreza AVISO/CONVITE PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS PROGRAMA OPERACIONAL REGIONAL 2014-2020 (MADEIRA14-20) EIXO PRIORITÁRIO 8 Promover a Inclusão Social e Combater a Pobreza PRIORIDADE DE INVESTIMENTO (PI)

Leia mais

Euro Summit. Bruxelas, 12 de julho de 2015. Declaração da Cimeira do Euro

Euro Summit. Bruxelas, 12 de julho de 2015. Declaração da Cimeira do Euro Euro Summit Bruxelas, 12 de julho de 2015 Assunto: Declaração da Cimeira do Euro Bruxelas, 12 de julho de 2015 A Cimeira do Euro salienta a necessidade crucial de restabelecer a confiança com as autoridades

Leia mais

Iniciativas financeiras e fiscais para o Investimento, Crescimento e Emprego. Vítor Gaspar

Iniciativas financeiras e fiscais para o Investimento, Crescimento e Emprego. Vítor Gaspar Iniciativas financeiras e fiscais para o Investimento, Crescimento e Emprego Vítor Gaspar Lisboa, 23 de maio de 2013 Início de uma nova fase do processo de ajustamento 1ª fase: Prioridade na consolidação

Leia mais

Programas de Apoio ao Investimento em Portugal - Síntese Zeta Advisors

Programas de Apoio ao Investimento em Portugal - Síntese Zeta Advisors Programas de Apoio ao Investimento em Portugal - Síntese Zeta Advisors 1 The way to get started is to quit talking and begin doing. Walt Disney Company ÍNDICE 1. Programa de Apoio ao Empreendedorismo e

Leia mais

Decreto-Lei n.º 187/2002 de 21 de Agosto *

Decreto-Lei n.º 187/2002 de 21 de Agosto * Decreto-Lei n.º 187/2002 de 21 de Agosto * Nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 103/2002, de 26 de Julho, que aprovou o Programa para a Produtividade e o Crescimento da Economia, foi delineado

Leia mais

REGULAMENTO SOBRE APRECIAÇÃO E CONTROLO DE TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS E PREVENÇÃO DE SITUAÇÕES DE CONFLITO DE INTERESSES

REGULAMENTO SOBRE APRECIAÇÃO E CONTROLO DE TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS E PREVENÇÃO DE SITUAÇÕES DE CONFLITO DE INTERESSES REGULAMENTO SOBRE APRECIAÇÃO E CONTROLO DE TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS E PREVENÇÃO DE SITUAÇÕES DE CONFLITO DE INTERESSES DOS CTT - CORREIOS DE PORTUGAL, S.A. I. ENQUADRAMENTO A criação do presente

Leia mais

ACTUALIZAÇÃO ANUAL DO PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: PRINCIPAIS LINHAS DE ORIENTAÇÃO. 11 de Março de 2011

ACTUALIZAÇÃO ANUAL DO PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: PRINCIPAIS LINHAS DE ORIENTAÇÃO. 11 de Março de 2011 Ministério das Finanças e da Administração Pública ACTUALIZAÇÃO ANUAL DO PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: PRINCIPAIS LINHAS DE ORIENTAÇÃO 11 de Março de 2011 Enquadramento No actual quadro de incerteza

Leia mais

Legislação MINISTÉRIO DAS FINANÇAS - GABINETE DO SECRETÁRIO DE ESTADO DOS ASSUNTOS FISCAIS. Despacho normativo n.º 17/2014, de 26 de dezembro

Legislação MINISTÉRIO DAS FINANÇAS - GABINETE DO SECRETÁRIO DE ESTADO DOS ASSUNTOS FISCAIS. Despacho normativo n.º 17/2014, de 26 de dezembro Legislação Diploma Despacho normativo n.º 17/2014, de 26 de dezembro Estado: vigente Resumo: Despacho Normativo que altera o Despacho Normativo nº 18-A/2010, de 1 de julho. Publicação: Diário da República

Leia mais

CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA. 22 de junho de 2015

CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA. 22 de junho de 2015 CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA UMA UNIÃO EUROPEIA MAIS FORTE 22 de junho de 2015 A União Europeia deve contar com um quadro institucional estável e eficaz que lhe permita concentrar-se

Leia mais

IDEFF/OTOC 4.julho.2011 Cristina Sofia Dias Adida Financeira, Representação Permanente de Portugal Junto da UE

IDEFF/OTOC 4.julho.2011 Cristina Sofia Dias Adida Financeira, Representação Permanente de Portugal Junto da UE IDEFF/OTOC 4.julho.2011 Cristina Sofia Dias Adida Financeira, Representação Permanente de Portugal Junto da UE A crise financeira: causas, respostas e os planos de assistência financeira Índice 1. Da crise

Leia mais

Assim, integram a Categoria E os rendimentos de capitais, enumerados no artigo 5.º do CIRS.

Assim, integram a Categoria E os rendimentos de capitais, enumerados no artigo 5.º do CIRS. CATEGORIA E RENDIMENTOS DE CAPITAIS Definem-se rendimentos de capitais, todos os frutos e demais vantagens económicas, qualquer que seja a sua natureza ou denominação, pecuniários ou em espécie, procedentes,

Leia mais

Parte A: Documentação e Legislação Básicas da Gestão Fiscal

Parte A: Documentação e Legislação Básicas da Gestão Fiscal QUESTIONÁRIO PARA AS AUTORIDADES NACIONAIS TRANSPARÊNCIA NA GESTÃO DAS RECEITA DOS RECURSOS NATURAIS O objetivo deste questionário é colher informações sobre a gestão dos recursos naturais, com ênfase

Leia mais

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 125/2014 de 4 de Agosto de 2014

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 125/2014 de 4 de Agosto de 2014 PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 125/2014 de 4 de Agosto de 2014 Através da Resolução do Conselho de Governo n.º 97/2013, de 3 de outubro, foi criada a Linha de Apoio à Reabilitação

Leia mais

Comissão para a Reforma do IRC - 2013. Uma Reforma orientada para a Competitividade, o Crescimento e o Emprego

Comissão para a Reforma do IRC - 2013. Uma Reforma orientada para a Competitividade, o Crescimento e o Emprego Uma Reforma orientada para a Competitividade, o Crescimento e o Emprego Principais medidas da Reforma 2 I. Redução da taxa do IRC - A redução das taxas de IRC é fundamental para a atração de investimento

Leia mais

Valores estimados PAF. Justificação em PAF (acumulado) 2011 2012 total 2013 2014

Valores estimados PAF. Justificação em PAF (acumulado) 2011 2012 total 2013 2014 QUADRO I: SÍNTESE DA SITUAÇÃO FINANCEIRA ATUAL E PREVISÕES DE EVOLUÇÃO Município: Miranda do Douro 31-12-214 estimados estimados / Apurados / Apurados 213 212 (acumulado) 211 212 total 213 214 Apurados

Leia mais

PME Investe VI. Linha de Crédito Micro e Pequenas Empresas

PME Investe VI. Linha de Crédito Micro e Pequenas Empresas PME Investe VI Linha de Crédito Micro e Pequenas Empresas Objectivos Esta Linha de Crédito visa facilitar o acesso ao crédito por parte das micro e pequenas empresas de todos os sectores de actividade,

Leia mais

RELATÓRIO E CONTAS 2010 5 ANÁLISE ORÇAMENTAL

RELATÓRIO E CONTAS 2010 5 ANÁLISE ORÇAMENTAL 5 ANÁLISE ORÇAMENTAL 1 PRINCIPAIS DESTAQUES [Indicadores] Indicadores 2009 RECEITA Crescimento da Receita Total -18,8 19,8 Receitas Correntes / Receitas Totais 76,1 61 Crescimento das Receitas Correntes

Leia mais

LINHA DE CRÉDITO INVESTE QREN. Condições Gerais da Linha - Documento de Divulgação -

LINHA DE CRÉDITO INVESTE QREN. Condições Gerais da Linha - Documento de Divulgação - LINHA DE CRÉDITO INVESTE QREN Condições Gerais da Linha - Documento de Divulgação - A - Condições Gerais 1. Montante Global e Linhas Específicas: (Milhões de Euros) Montante Global da Linha 1.000 Linhas

Leia mais

(18) Capitalização de bonificações de juros, contribuições para prémios de garantias (se for caso disso)

(18) Capitalização de bonificações de juros, contribuições para prémios de garantias (se for caso disso) L 271/20 ANEXO I Índice anotado de um acordo de financiamento entre uma autoridade de gestão e um intermediário financeiro Índice: (1) Preâmbulo (2) Definições (3) Âmbito e objeto (4) Objetivos políticos

Leia mais

EMISSOR: Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social. Artigo 1.º Objeto

EMISSOR: Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social. Artigo 1.º Objeto DATA: Quarta-feira, 30 de julho de 2014 NÚMERO: 145 SÉRIE I EMISSOR: Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social DIPLOMA: Portaria n.º 151/2014 SUMÁRIO: Cria o Programa Investe Jovem Artigo

Leia mais

Exercício de stress test Europeu: Resultados principais dos bancos portugueses 15 Julho 2011

Exercício de stress test Europeu: Resultados principais dos bancos portugueses 15 Julho 2011 Exercício de stress test Europeu: Resultados principais dos bancos portugueses Julho Esta nota resume as principais características e resultados do exercício de stress test realizado ao nível da União

Leia mais

Newsletter 07-08/2012 julho/agosto de 2012

Newsletter 07-08/2012 julho/agosto de 2012 Legislação fiscal Ratificações do Presidente da república (Convenções para evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em matéria de impostos sobre o rendimento). Republica Democrática de Timor

Leia mais

ABASTECIMENTO DE ÁGUA, SANEAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS E GESTÃO DE RESÍDUOS URBANOS

ABASTECIMENTO DE ÁGUA, SANEAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS E GESTÃO DE RESÍDUOS URBANOS ABASTECIMENTO DE ÁGUA, SANEAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS E GESTÃO DE RESÍDUOS URBANOS O setor de serviços de águas compreende: as atividades de abastecimento de água às populações urbanas e rurais e às atividades

Leia mais

Banco de Portugal divulga novas séries estatísticas

Banco de Portugal divulga novas séries estatísticas N.º 11 outubro 214 Banco de Portugal divulga novas séries estatísticas O Banco de Portugal publica hoje novas séries estatísticas nos seguintes domínios: Estatísticas de instituições financeiras não monetárias,

Leia mais

no Sistema Financeiro Carlos David Duarte de Almeida Vice-Presidente do Conselho de Administração

no Sistema Financeiro Carlos David Duarte de Almeida Vice-Presidente do Conselho de Administração As consequências do Orçamento Estado 2010 no Sistema Financeiro Carlos David Duarte de Almeida Vice-Presidente do Conselho de Administração As consequências do OE 2010 no Sistema Financeiro Indice 1. O

Leia mais

Assembleia Popular Nacional

Assembleia Popular Nacional REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE Assembleia Popular Nacional Lei n.º 2/88 Manda executar o Orçamento para o ano de 1988 A Assembleia Popular Nacional, usando da faculdade conferida pela alínea

Leia mais

Relatório de Gestão & Contas - Ano 2012 RELATÓRIO DE GESTÃO. Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda.

Relatório de Gestão & Contas - Ano 2012 RELATÓRIO DE GESTÃO. Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda. RELATÓRIO DE GESTÃO Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda. 2012 ÍNDICE DESTAQUES... 3 MENSAGEM DO GERENTE... 4 ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO... 5 Economia internacional... 5 Economia Nacional... 5

Leia mais

NEWS TCC SROC Julho 2014

NEWS TCC SROC Julho 2014 Novidades Portal das Finanças - Certificação de Software Foi divulgado pelo despacho n.º 247/2014 de 30 Junho de 2014, a prorrogação para 1 de outubro de 2014 a obrigação de certificação de software de

Leia mais

1.2 Situação patrimonial dos setores não financeiros

1.2 Situação patrimonial dos setores não financeiros .2 Situação patrimonial dos setores não financeiros No primeiro semestre de 203, prosseguiu o processo de ajustamento gradual dos desequilíbrios no balanço dos particulares 3 Nos primeiros seis meses de

Leia mais

Eixo Prioritário V Assistência Técnica

Eixo Prioritário V Assistência Técnica Eixo Prioritário V Assistência Técnica Convite Público à Apresentação de Candidatura no Domínio da Assistência Técnica no Âmbito da Delegação de Competências com os Organismos Intermédios na gestão dos

Leia mais

Empréstimo no domínio da eficiência energética e das energias renováveis no setor da construção habitacional (empréstimo para a renovação)

Empréstimo no domínio da eficiência energética e das energias renováveis no setor da construção habitacional (empréstimo para a renovação) L 271/38 ANEXO IV Empréstimo no domínio da eficiência energética e das energias renováveis no setor da construção habitacional (empréstimo para a renovação) Representação esquemática do princípio do empréstimo

Leia mais

GAI GABINETE APOIO AO INVESTIDOR PME INVESTE VI LINHA ESPECÍFICA MICROS E PEQUENAS EMPRESAS INFORMAÇÃO SINTETIZADA 1

GAI GABINETE APOIO AO INVESTIDOR PME INVESTE VI LINHA ESPECÍFICA MICROS E PEQUENAS EMPRESAS INFORMAÇÃO SINTETIZADA 1 PME INVESTE VI LINHA ESPECÍFICA MICROS E PEQUENAS EMPRESAS INFORMAÇÃO SINTETIZADA 1 OBJECTO Facilitar o acesso ao crédito por parte das PME, nomeadamente através da bonificação de taxas de juro e da minimização

Leia mais

VALES SIMPLIFICADOS - INTERNACIONALIZAÇÃO, INOVAÇÃO, EMPEENDEDORISMO, E I&D. Condições de Enquadramento

VALES SIMPLIFICADOS - INTERNACIONALIZAÇÃO, INOVAÇÃO, EMPEENDEDORISMO, E I&D. Condições de Enquadramento VALES SIMPLIFICADOS - INTERNACIONALIZAÇÃO, INOVAÇÃO, EMPEENDEDORISMO, E I&D Condições de Enquadramento Portaria nº 57-A/2015 de 27 de Fevereiro de 2015 0 VALES SIMPLIFICADOS - INTERNACIONALIZAÇÃO, INOVAÇÃO,

Leia mais

Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin

Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin A Presidência Portuguesa na área dos Assuntos Económicos e Financeiros irá centrar-se na prossecução de três grandes objectivos, definidos

Leia mais

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A CEMEPE INVESTIMENTOS S/A RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações contábeis do exercício encerrado

Leia mais

Linha de Crédito PME Crescimento 2014

Linha de Crédito PME Crescimento 2014 Linha de Crédito PME Crescimento 2014 As empresas têm à sua disposição, desde o passado dia 3 de março, uma nova linha de crédito para apoiar o financiamento da sua atividade. Trata-se da linha PME Crescimento

Leia mais

AVISO PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS Nº 01 / SIALM / 2013

AVISO PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS Nº 01 / SIALM / 2013 AVISO PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS Nº 01 / SIALM / 2013 SISTEMA DE INCENTIVOS DE APOIO LOCAL A MICROEMPRESAS (SIALM) Nos termos do Regulamento do Sistema de Incentivos de Apoio Local a Microempresas

Leia mais

V A L E I N O V A Ç Ã O Page 1 VALE INOVAÇÃO (PROJETOS SIMPLIFICADOS DE INOVAÇÃO)

V A L E I N O V A Ç Ã O Page 1 VALE INOVAÇÃO (PROJETOS SIMPLIFICADOS DE INOVAÇÃO) V A L E I N O V A Ç Ã O Page 1 VALE INOVAÇÃO (PROJETOS SIMPLIFICADOS DE INOVAÇÃO) Março 2015 V A L E INO V A Ç Ã O Pag. 2 ÍNDICE 1. Enquadramento... 3 2. Objetivo Específico... 3 3. Tipologia de Projetos...

Leia mais

RELATÓRIO & CONTAS Liquidação

RELATÓRIO & CONTAS Liquidação Fundo Especial de Investimento Aberto CAIXA FUNDO RENDIMENTO FIXO IV (em liquidação) RELATÓRIO & CONTAS Liquidação RELATÓRIO DE GESTÃO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS RELATÓRIO DO AUDITOR EXTERNO CAIXAGEST Técnicas

Leia mais

COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO BES/GES

COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO BES/GES COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO BES/GES Intervenção Inicial do Presidente da CD do FdR e Vice-Governador do BdP 25 de novembro de 2014 Sumário 1 2 3 4 Enquadramento institucional da Função de Resolução

Leia mais

IVA Na Actividade Agrícola

IVA Na Actividade Agrícola IVA Na Actividade Agrícola Maria Emília Pimenta Seminário A CONTABILIDADE E FISCALIDADE NA ACTIVIDADE AGRÍCOLA Santarém, 11 de Junho de 2013 1 Lei n.º66-b/2012, de 31 dezembro Revoga o n.º 33 do artigo

Leia mais

Novas medidas e benefícios fiscais para 2014. Abílio Sousa

Novas medidas e benefícios fiscais para 2014. Abílio Sousa Novas medidas e benefícios fiscais para 2014 Abílio Sousa Programa Vetores essenciais das medidas de natureza fiscal constantes da lei do OE 2014 DLRR um novo benefício fiscal para PME A reforma do IRC

Leia mais

9200/16 fmm/hrl/ml 1 DG B 3A - DG G 1A

9200/16 fmm/hrl/ml 1 DG B 3A - DG G 1A Conselho da União Europeia Bruxelas, 13 de junho de 2016 (OR. en) 9200/16 ECOFIN 452 UEM 199 SOC 316 EMPL 212 COMPET 286 ENV 331 EDUC 186 RECH 178 ENER 194 JAI 440 NOTA de: para: n. doc. Com.: Assunto:

Leia mais

Assembleia Nacional. Lei 17/92

Assembleia Nacional. Lei 17/92 REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE Assembleia Nacional Lei 17/92 A Assembleia Nacional, no uso das faculdades que lhe são conferidas pela alínea g) do artigo 86.º da Constituição Política, para

Leia mais

O BANCO EUROPEU DE INVESTIMENTO

O BANCO EUROPEU DE INVESTIMENTO O BANCO EUROPEU DE INVESTIMENTO O Banco Europeu de Investimento (BEI) promove os objetivos da União Europeia ao prestar financiamento a longo prazo, garantias e aconselhamento a projetos. Apoia projetos,

Leia mais

TRADUZIDO ATRAVÉS DO GOOGLE TRADUTOR

TRADUZIDO ATRAVÉS DO GOOGLE TRADUTOR TRADUZIDO ATRAVÉS DO GOOGLE TRADUTOR PORTUGAL: MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE Condicionalidade da política ECONÓMICAS 03 de maio de 2011, 13:40 [No que se refere o Regulamento (UE) n 407/2010 de 11 de

Leia mais

MEMORANDO DE ACORDO ENTRE O GOVERNO DE PORTUGAL E A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MUNICÍPIOS PORTUGUESES

MEMORANDO DE ACORDO ENTRE O GOVERNO DE PORTUGAL E A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MUNICÍPIOS PORTUGUESES MEMORANDO DE ACORDO ENTRE O GOVERNO DE PORTUGAL E A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MUNICÍPIOS PORTUGUESES (i) Considerando as atuais características da situação económica e financeira de Portugal e o facto de

Leia mais

AVISO N.º 03/2012 de 28 de Março

AVISO N.º 03/2012 de 28 de Março Publicado no Diário da República, I.ª Série, n.º 60, de 28 de Março AVISO N.º 03/2012 de 28 de Março Havendo necessidade de regulamentar a concessão e a classificação das operações de créditos pelas instituições

Leia mais

NEWSLETTER Nº 9 SETEMBRO CONHECIMENTO INOVAÇÃO CRIATIVIDADE EFICIÊNCIA VALOR POTENCIAMOS O VALOR DAS ORGANIZAÇÕES

NEWSLETTER Nº 9 SETEMBRO CONHECIMENTO INOVAÇÃO CRIATIVIDADE EFICIÊNCIA VALOR POTENCIAMOS O VALOR DAS ORGANIZAÇÕES NEWSLETTER Nº 9 SETEMBRO CONHECIMENTO INOVAÇÃO CRIATIVIDADE EFICIÊNCIA VALOR POTENCIAMOS O VALOR DAS ORGANIZAÇÕES O Novo Regime Jurídico do Sector Empresarial Local O novo regime jurídico do sector empresarial

Leia mais

5 Análise Orçamental RELATÓRIO E CONTAS

5 Análise Orçamental RELATÓRIO E CONTAS 5 Análise Orçamental RELATÓRIO E CONTAS 1 PRINCIPAIS DESTAQUES [Indicadores] Indicadores 2010 2011 RECEITA Crescimento da Receita Total 19,8 3,7 Receitas Correntes / Receita Total 61 67,2 Crescimento das

Leia mais

CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS

CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS Dispõe sobre o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico FNDCT, e dá outras providências. O Congresso Nacional decreta: CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS Art. 1º O Fundo Nacional de Desenvolvimento

Leia mais

Regulamento da CMVM n.º X/2015 Capital de Risco, Empreendedorismo Social e Investimento Especializado (Revoga o regulamento da CMVM n.

Regulamento da CMVM n.º X/2015 Capital de Risco, Empreendedorismo Social e Investimento Especializado (Revoga o regulamento da CMVM n. Regulamento da CMVM n.º X/2015 Capital de Risco, Empreendedorismo Social e Investimento Especializado (Revoga o regulamento da CMVM n.º 1/2008) [Preâmbulo] Assim, ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo

Leia mais

Relatório e Parecer da Comissão de Execução Orçamental

Relatório e Parecer da Comissão de Execução Orçamental Relatório e Parecer da Comissão de Execução Orçamental Auditoria do Tribunal de Contas à Direcção Geral do Tesouro no âmbito da Contabilidade do Tesouro de 2000 (Relatório n.º 18/2002 2ª Secção) 1. INTRODUÇÃO

Leia mais

Regime dos Planos de Poupança em Acções

Regime dos Planos de Poupança em Acções Decreto-Lei n.º 204/95 de 5 de Agosto * A constituição de planos individuais de poupança em acções, além de procurar estimular a canalização dos recursos das famílias para a poupança de longo prazo, visa

Leia mais

Programa Operacional Competitividade e Internacionalização

Programa Operacional Competitividade e Internacionalização Programa Operacional Competitividade e Internacionalização Vale Inovação PSZ CONSULTING Maio 2015 Índice 1 O que é?... 2 1.1 Enquadramento... 2 1.2 Objetivos Específicos... 2 1.3 Âmbito Setorial... 2 1.4

Leia mais

INSTRUÇÃO N.º 44/2012 - (BO N.º 12, 17.12.2012) SUPERVISÃO Supervisão Comportamental

INSTRUÇÃO N.º 44/2012 - (BO N.º 12, 17.12.2012) SUPERVISÃO Supervisão Comportamental INSTRUÇÃO N.º 44/2012 - (BO N.º 12, 17.12.2012) Temas SUPERVISÃO Supervisão Comportamental ASSUNTO: Comunicação de informação relativa a contratos de crédito abrangidos pelos procedimentos previstos no

Leia mais

Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo - Cursos aprovados pelo POPH. Cursos aprovados Objetivos Conteúdos Programáticos

Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo - Cursos aprovados pelo POPH. Cursos aprovados Objetivos Conteúdos Programáticos Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo - Cursos aprovados pelo POPH Cursos aprovados Objetivos Conteúdos Programáticos Licenciamento Zero 1. Enquadramento legal 1.2. Os objetivos da nova lei. 1.1. O historial

Leia mais

Republicação do Despacho Normativo n. 18 -A/2010, de 1 de julho CAPÍTULO I. Disposições comuns. Artigo 1. Objeto. Artigo 2.

Republicação do Despacho Normativo n. 18 -A/2010, de 1 de julho CAPÍTULO I. Disposições comuns. Artigo 1. Objeto. Artigo 2. Republicação do Despacho Normativo n. 18 -A/2010, de 1 de julho CAPÍTULO I Disposições comuns Artigo 1. Objeto O presente despacho normativo regulamenta os pedidos de reembolso de imposto sobre o valor

Leia mais

IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO

IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO hhh IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) O Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) é aplicável quer ao rendimento obtido por entidades residentes

Leia mais