Angola Breve Caracterização. Julho 2007

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1 Breve Caracterização Julho 2007

2 I. Actividade e Preços. Após o final da guerra civil em 2002, e num contexto de relativa estabilidade política, tornou-se numa das economias de mais elevado crescimento no mundo. Mais de metade do PIB angolano é explicado pelo sector do petróleo, o qual tem beneficiado de um contexto internacional bastante favorável. Mas o crescimento do PIB tem vindo igualmente a ser suportado crescentemente pelo sector dos diamantes, por um esforço de investimento em infraestruturas (construção) e pelo desenvolvimento do sector dos serviços Estrutura sectorial do PIB, 2005 (Percentagem do PIB) Petróleo e Gás Agricultura Diamantes Indústria Transformadora Construção Comércio PIB, População e Inflação, Outros Serviços PIB a preços correntes (USD mil milhões) PIB a preços correntes (Kwanzas mil milhões) Taxa de Crescimento Real do PIB (%) PIB per capita a preços correntes (USD) Taxa de Inflação Média Anual (%) População (Milhões) Fontes: FMI, OCDE, ES Research. Julho

3 I. Actividade e Preços. Petróleo e diamantes representam mais de 95% das exportações de. Espera-se um aumento da produção de petróleo de 2 para 3 mb/dia até 2010, o que deverá garantir um importante fluxo de receitas para a economia nos próximos anos. Perspectivas de crescimento para a economia angolana baseiam-se também no forte crescimento potencial de outros recursos naturais (agricultura, minérios). A procura mundial de diamantes em bruto tem vindo a crescer de forma contínua, estimando-se que esta tendência se mantenha ao longo da próxima década. pode desempenhar um papel fundamental na satisfação da procura oriunda de economias como os EUA, o Médio Oriente, a China e a Índia Produção de petróleo (mb/dia) (E) (F) (F) Fontes: FMI; Adamou, M. Sector Diamantífero, Balanço e Perspectivas para os Próximos Anos Principais produtores mundiais de diamantes (USD milhões) Botswana Russia Canada Àfrica do Sul Congo Namibia Austrália Serra Leoa Outros Rep.Cent. Afr. Guiné Tanzânia Brasil Gana Julho

4 II. Contas públicas e externas. Cerca de 80% das receitas orçamentais têm a sua origem na produção e exportação de petróleo. Este facto permitirá uma redução significativa na dívida pública e externa ao longo dos próximos anos, proporcionando ao mesmo tempo meios financeiros significativos para o investimento em infraestruturas. Contas Públicas (Percentagem do PIB) 20 Saldo da Balança Corrente (Percentagem do PIB) Receitas Totais das quais: Impostos Petróleo Despesa Total Despesa Corrente das quais: Salários Juros Despesa de Capital Saldo EUA, China, França, Chile e Espanha contam-se entre os principais destinos das exportações angolanas ( é já o primeiro fornecedor de petróleo da China). Fontes: OCDE, ES Research. Julho

5 V. Inflação, Política Cambial e Monetária. As receitas do petróleo têm sido utilizadas para manter o kwanza apreciado (política do kwanza forte, perto de USD/Kz 75), levando a inflação a descer de 109% em 2002 para cerca de 12% no início de 2007 (expectativa de 10% para o final do ano e de 9% para 2008), permitindo dessa forma uma descida significativa das taxas de juro. Estas intervenções no mercado cambial pressionam em baixa os preços das importações (em particular, dos bens alimentares, que no seu conjunto representam cerca de 46% do IPC). EUR/AOA and USD/AOA Taxa de Câmbio do Kwanza EUR/AOA USD/AOA Taxa de Inflação Homóloga (Percentagem) Taxa de Juro de Redesconto do Banco Central (Percentagem) % Jan. Mar. Mai Jul Set Nov Jan. Mar. Mai Fontes: Bloomberg, BNA (Jul.) Julho

6 III. Relações Económicas de com Portugal. Exportações portuguesas para são dominadas, ao nível das mercadorias, pelas máquinas e equipamentos e pelos produtos alimentares. Em 2006, o valor destas exportações atingiu cerca de EUR 1200 milhões (800 milhões em 2005). No 1º trimestre de 2007, representavam já 4% das exportações portuguesas totais de mercadorias. Exportações Portuguesas para, 2005 EUR Produto milhões Ranking 1 Máquinas e aparelhos Produtos alimentares Metais comuns Produtos químicos Material de Transporte Produtos agrícolas Minerais e minérios Pastas celulósicas e papel Plásticos e borracha Instrumentos de óptica Matérias Têxteis Vestuário Madeira e cortiça Combustíveis minerais 9.1 Fonte: INE. Exportações Estrutura das Exportações Portuguesas para, 2005 (Percentagem do Total) Máquinas e aparelhos Produtos alimentares Metais comuns Produtos químicos Material de transporte Produtos agrícolas Minerais e minérios Pastas celulósicas e papel Plásticos e borracha Instrumentos de óptica Matérias têxteis Vestuário Madeira e cortiça Combustíveis minerais Julho

7 IV. Relações Económicas de com Espanha. Exportações espanholas para são dominadas, ao nível das mercadorias, pelas máquinas e aparelhos mecânicos e aparelhos e material eléctrico. Em 2006, o valor total destas exportações atingiu cerca de EUR 195 milhões (apenas 0.1% das exportações totais). Exportações Espanholas para, 2006 EUR Ranking Produto milhões 1 Máquinas e aparelhos mecânicos Aparelhos e Material eléctrico 3 Aparelhos ópticos 4 5 Bebidas Veículos Automóveis 6 Obras de ferro e aço Produtos cerâmicos Leite e produtos lácteos Exportações Conservas de produtos hortícolas e de fruta Mobiliário, almofadas e candeeiros Estrutura das Exportações Espanholas para, 2006 (Percentagem do Total) Máquinas e aparelhos mecânicos Aparelhos e Mat. eléctrico Aparelhos ópticos Bebidas Veículos Automóveis Obras de ferro e aço Produtos cerâmicos Leite e produtos lácteos Conservas de produtos hortícolas e de fruta Mobiliário, almofadas e candeeiros Fontes: Ministerio de Industria, Turismo y Comercio (Espanha). Julho

8 Director Coordenador Miguel Frasquilho Direcção Research Sectorial Francisco Mendes Palma Artur Alves Pereira Miguel Malaquias Pereira Susana Barros João Pereira Miguel Luís Ribeiro Rosa Direcção Research Económico Carlos Almeida Andrade Pedro Matos Branco Maria Amélia Valverde Henrique Sanchez Tiago Lavrador Ivo Banaco Paulo Talhão Paulino Julho

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