Salário Mínimo e Distribuição de Renda no Brasil Potencial e Limites

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1 Salário Mínimo e Distribuição de Renda no Brasil Potencial e Limites João Saboia Instituto de Economia - UFRJ 7 e 8 de Maio de 2014 Seminário Política de Salário Mínimo para Avaliações de Impacto Econômico e Social FGV/RJ

2 Questões A distribuição pessoal/familiar/domiciliar da renda no Brasil melhorou bastante nos últimos anos. Várias causas têm sido apontadas para essa melhora: Mercado de trabalho, Bolsa Família, salário mínimo (SM) etc Qual o papel do salário mínimo? Qual o potencial do SM para melhorar ainda mais a distribuição de renda no futuro? Que ensinamentos podemos tirar para a manutenção ou mudança da atual política do SM

3 Estrutura da Apresentação Serão apresentadas simulações a partir dos dados da PNAD para mostrar o potencial e as limitações do SM na melhoria da distribuição da renda domiciliar per capita no Brasil

4 Política Atual do Salário Mínimo (válida até 2015) Reajustes anuais em Janeiro Correção pelo INPC do ano anterior Aumento pelo crescimento do PIB de dois anos anteriores Em Janeiro de 2014 seu valor passou para R$ 724

5 Salário Mínimo Real / Fonte: IPEADATA (em reais de fevereiro de 2014, deflator INPC)

6 Distribuição da Renda Domiciliar per Capita - Brasil - Índice de Gini /2012 0,800 0,750 0,700 0,650 0,600 0,550 0,500 0,450 0, Fonte: IPEADATA a partir da PNAD

7 Posição dos Especialistas sobre a Melhoria da Distribuição de Renda no Brasil Diversos autores têm trabalhado sobre a questão da melhoria da distribuição de renda no Brasil nos últimos anos Há um certo consenso que a melhoria da distribuição da renda está associada principalmente a aspectos do mercado de trabalho e em menor escala aos mecanismos governamentais de transferência de renda

8 Papel do Salário Mínimo Valor mínimo recebido no mercado formal de trabalho por cerca de 10% da população ocupada no país Referência para os menores salários no setor formal e informal da economia Valor mínimo recebido por aposentados e pensionistas do INSS cerca de 16 milhões de pessoas Valor mensal do Benefício de Prestação Continuada (BPC) recebido por idosos a partir de 65 anos e deficientes que vivem em famílias pobres cerca de 4 milhões de pessoas

9 Metodologia Utilizada nas Simulações

10 Simulações para a Análise do Papel da Atual Política do SM sobre a Distribuição de Renda Simulação da evolução da distribuição de renda a partir da estrutura de rendimentos existente em 2009 segundo a PNAD, calculando o efeito do aumento do SM sobre os rendimentos do trabalho com a utilização das elasticidades destes rendimentos em relação ao SM Para as pensões e aposentadorias utiliza-se o efeito do aumento do SM sobre o piso dos benefícios e sobre os valores vizinhos ao piso

11 Posições na Ocupação Consideradas nas Simulações Empregados e trabalhadores domésticos com carteira assinada Empregados e trabalhadores domésticos sem carteira assinada Trabalhadores por conta própria Empregadores Funcionários públicos e militares

12 Outros Rendimentos Incluídos nas Simulações Aposentadorias Pensões Benefício de Prestação Continuada (BPC)

13 Elasticidades

14 Elasticidades dos Vigésimos do Rendimento dos Empregados com Carteira Assinada no Trabalho Principal em Relação ao Salário Mínimo /2009 1,2 1,0 0,8 0,6 Elasticidades Elasticidades Ajustadas 0,4 0,2 0,0 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º Fonte: Processamento do autor a partir da PNAD e do IPEADATA

15 Elasticidades dos Vigésimos do Rendimento dos Empregados sem Carteira Assinada no Trabalho Principal em Relação ao Salário Mínimo /2009 1,2 1,0 0,8 0,6 Elasticidades Elasticidades Ajustadas 0,4 0,2 0,0 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º Fonte: Processamento do autor a partir da PNAD e do IPEADATA

16 Elasticidades dos Vigésimos do Rendimento dos Empregados Domésticos com Carteira Assinada no Trabalho Principal em Relação ao Salário Mínimo /2009 1,2 1,0 0,8 0,6 Elasticidades Elasticidades Ajustadas 0,4 0,2 0,0 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º Fonte: Processamento do autor a partir da PNAD e do IPEADATA

17 Elasticidades dos Vigésimos do Rendimento dos Empregados Domésticos sem Carteira Assinada no Trabalho Principal em Relação ao Salário Mínimo /2009 1,2 1,0 0,8 0,6 Elasticidades Elasticidades Ajustadas 0,4 0,2 0,0 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º Fonte: Processamento do autor a partir da PNAD e do IPEADATA

18 Elasticidades dos Vigésimos do Rendimento do Trabalho Principal dos Trabalhadores por Conta Própria em Relação ao Salário Mínimo /2009 1,2 1,0 0,8 0,6 Elasticidades Elasticidades Ajustadas 0,4 0,2 0,0 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º Fonte: Processamento do autor a partir da PNAD e do IPEADATA

19 Elasticidades dos Vigésimos do Rendimento do Trabalho Principal dos Militares e Funcionários Públicos em Relação ao Salário Mínimo /2009 1,2 1,0 0,8 0,6 Elasticidades Elasticidades Ajustadas 0,4 0,2 0,0 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º Fonte: Processamento do autor a partir da PNAD e do IPEADATA

20 Elasticidades dos Vigésimos do Rendimento do Trabalho Principal do Empregador em Relação ao Salário Mínimo /2009 2,0 1,8 1,6 1,4 1,2 1,0 0,8 Elasticidade Elasticidade ajustada 0,6 0,4 0,2 0, Fonte: Processamento do autor a partir da PNAD e do IPEADATA

21 Resultados das Simulações

22 Distribuição da Renda Domiciliar Per Capita por Décimos em 2009 e Mudanças na Distribuição segundo os Percentuais de Aumento do Salário Mínimo (%) Décimos Rendimento Médio (R$) % Aumento 5% Aumento 10% Aumento 15% Aumento 20% 1º décimo 2º décimo 3º décimo 4º décimo 5º décimo 6º décimo 7º décimo 8º décimo 9º décimo 10º décimo 61 0,97 0,96 0,95 0,93 0, ,16 2,17 2,16 2,14 2, ,13 3,15 3,16 3,16 3, ,11 4,14 4,19 4,22 4, ,28 5,31 5,38 5,41 5, ,72 6,73 6,83 6,88 6, ,27 8,31 8,41 8,49 8, ,92 10,95 11,00 11,04 11, ,89 15,90 15,89 15,89 15, ,55 42,38 42,04 41,84 41,66 Fonte: Processamento do autor a partir da PNAD 2009

23 Índices de Gini da Distribuição do Rendimento Familiar per Capita em 2009 e 2012 e Mudanças segundo os Percentuais de Aumento do Salário Mínimo Utilizadas nas Simulações Modificações 2009 Aumento de 5% Aumento de 10% Aumento de 15% Aumento de 20% 2012 Somente Aposentadorias, Pensões e Outros Rendimentos (BPC) 0,535 0,534 0,532 0,531 0,531 0,527 Somente Rendimento do Trabalho Principal 0,535 0,533 0,532 0,532 0,531 0,527 Todos os Rendimentos Anteriores 0,535 0,532 0,530 0,529 0,528 0,527 Fonte: Processamento do autor a partir da PNAD 2009 e 2012

24 Propostas Atuais para o SM Manter a política atual Passar a reajustar pelo INPC acrescido da variação do PIB per capita Usar apenas o INPC Reajustar segundo a variação do salário médio Outras propostas

25 Algumas Evidências

26 Variação Real da Remuneração Média dos Ocupados e do Salário Mínimo nas Principais Regiões Metropolitanas - Março 2004/Março 2014 (%) , ,9 36,0 42,0 42,8 41, , Recife Salvador Belo Horizonte Rio de Janeiro São Paulo Porto Alegre Salário Mínimo Fonte PME/IBGE e IPEADATA (deflator INPC)

27 Relação entre a Remuneração Média dos Ocupados e o Salário Mínimo nas Principais Regiões Metropolitanas - Março 2004 e Março ,3 4 3,8 4 3,3 3, ,5 2,1 2,9 2,2 2,6 3,0 2,9 2, Recife Salvador Belo Horizonte Rio de Janeiro São Paulo Porto Alegre Fonte PME/IBGE e IPEADATA

28 Distribuição dos Acordos Negociados no Primeiro Trimestre de 2014 segundo o Ganho Real 45% 42,5% 40% 35% 33,0% 30% 25% 20% 21,0% 15% 10% 5% 3,5% 0% Sem ganho Até 1% 1% a 2% Mais de 2% Fonte MTE (Valor Econômico, 05/05/2014, deflator INPC)

29 Conclusões Finais Trabalhos anteriores têm mostrado que o SM tem contribuído favoravelmente para a melhoria da distribuição de renda no Brasil. A contribuição do SM se dá tanto pelo mercado de trabalho quanto através das aposentadorias/pensões/bpc Este trabalho confirma o potencial que a atual política para o SM possui no sentido de continuar contribuindo para a melhoria da distribuição de renda até 2015, beneficiando principalmente os extratos intermediários (entre o 3º e o 8º décimos) Na medida em que o SM continuar a ser aumentando, seu potencial redistributivo deverá diminuir visto que aqueles que o recebem tenderão a se transferir para níveis mais altos de rendimento O papel do SM para a população muito pobre é mínimo pois tais pessoas têm muito pouco acesso ao SM, inclusive pelo fato que os benefícios do Programa Bolsa Família não estão indexados ao SM Com a desaceleração da economia nos últimos anos o SM passou a crescer menos reduzindo seu efeito sobre a distribuição de renda Apesar do SM ter crescido mais que os salários médios na última década, a relação atual entre o SM e os salários médios parece razoável mesmo em regiões urbanas mais pobres As negociações salariais recentes mostram que o SM está crescendo atualmente segundo taxas próximas às do mercado Tendo em vista as perspectivas desfavoráveis para o crescimento econômico nos próximos anos me parecem exageradas as preocupações que têm sido levantadas sobre a manutenção da atual política para o SM por mais alguns anos, pois ela produziria apenas um pequeno ganho real para o SM no futuro próximo. Além disso, qualquer mudança teria um enorme custo político Pelo que se discute no Congresso a atual legislação do SM será estendida até 2019

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