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1 Engenharia de Software Sistemas Distribuídos 2 o Semestre de 2009/2010 Enunciado de apresentação do projecto FEARSe Índice 1 Introdução Cenário de Enquadramento Requisitos funcionais Requisitos não funcionais Segurança Tolerância a Faltas Arquitectura Arquitectura do sistema computacional Funcional Desenvolvimento Execução Tecnológica Avaliação Fases de desenvolvimento Pesos Atribuição de responsabilidades por blocos de requisitos Trabalhadores Estudantes Actualizações

2 1 Introdução O projecto conjunto das disciplinas de Engenharia de Software (ES) e Sistemas Distribuídos (SD) tem como objectivo que os alunos adquiram competências no processo de especificação e desenvolvimento de aplicações informáticas, com diversas tecnologias, estruturadas em camadas e com distribuição. Os temas chave do projecto são: Engenharia de Software: Mecanismos e técnicas de programação de aplicações estruturadas em camadas Técnicas e metodologias de trabalho em equipa e gestão de projecto. Sistemas Distribuídos: Tecnologia de Web Services para comunicação por chamada de procedimentos remotos (RPC) Requisitos não funcionais da distribuição: segurança, tolerância a faltas. O cenário de implementação para este projecto pretende-se realista. Os alunos irão estudar um sistema já a funcionar no IST, e implementar extensões a este de forma a distribuir o sistema para garantir uma melhor qualidade de serviço e aumentar as suas funcionalidades. Este documento começa por descrever o cenário de enquadramento do problema a resolver, apresentando os requisitos funcionais e não funcionais para o sistema a implementar, o qual consistirá num sistema que utiliza serviços disponibilizados por outros sistemas. Procede-se depois à descrição da arquitectura para o sistema computacional a desenvolver. No final, são descritas as regras de funcionamento dos grupos de trabalho e o processo de avaliação. 2 Cenário de Enquadramento O projecto incide sobre um sistema que permite gerir sugestões. Para tal os alunos irão trabalhar sobre um sistema já existente no IST: o FEARS Feature Request System (ver Figura 1). No FEARS, administradores criam projectos para os quais desejam recolher sugestões de melhorias, e implementar as mais relevantes/prioritárias para a comunidade, seleccionadas através de um mecanismo de votação, e comentários deixados pelos utilizadores. Assim, acedendo ao FEARS, os utilizadores podem criar novas sugestões e votar em sugestões já existentes. As sugestões podem ser pedidos de novas funcionalidades ou de alterações a funcionalidades existentes, com o objectivo de melhorar o serviço. 2

3 Figura 1 Imagem da Interface gráfica do FEARS, em Os alunos são aconselhados a acederem ao site e a testarem as funcionalidades da ferramenta. Actualmente, o FEARS é um serviço centralizado e limitado. Primeiro que tudo, todas as sugestões são centralizadas no mesmo servidor, independentemente do projecto a que dizem respeito. Na eventualidade de um pico de acessos, tal levanta evidentes problemas de escalabilidade. No âmbito deste projecto os alunos deverão distribuir o FEARS, para que coexistam vários servidores FEARS, os quais recolhem sugestões para conjuntos diferentes de projectos. A implementação de várias das sugestões requer também o envolvimento de terceiros para a execução das melhorias. Assim, pretende-se distribuir o FEARS envolvendo também estas entidades. O FEARS distribuido será denominado de FEARSe (FEARS extensions). Irá incluir um portal do utilizador, o qual será o mediador na interacção entre os clientes finais e as várias entidades envolvidas no processo de criar (através do sistema FEARS) e executar (através do sistema Monitor de Projectos) sugestões de melhorias. A Figura 2 apresenta uma visão do cenário de enquadramento. 3

4 Monitor de Projectos FeaRS 1 FeaRS m... Executor de projecto Leitura Portal do Utilizador Leitura / Escrita Cliente Administrador / Gestor Figura 2 Cenário de enquadramento do FEARSe 2.1 Requisitos funcionais O ponto de entrada para o utilizador do FEARSe é um portal do utilizador que permite visualizar todos os projectos disponibilizados pelos vários FEARS, assim como o estado de execução das melhorias sugeridas e aprovadas para esses projectos, utilizando uma interface Web. Cada aplicação desempenha uma função própria no sistema (ver Figura 3): Navegador World Wide Web interface para os utilizadores, que acede ao portal através da Internet. FEARS Aplicação que permite a utilizadores propor novas sugestões sobre determinados projectos registados no FEARS, votar em sugestões propostas por outros utilizadores, assim como introduzir comentários a sugestões Monitor de projecto - recebe tarefas a realizar e monitoriza o estado da sua execução. O Monitor de Projecto é responsável pela gestão da execução de um conjunto de melhorias, disponibilizando uma interface para informar sobre o estado actual da execução das tarefas em curso. Portal do utilizador portal que disponibiliza informação sobre todos os projectos existentes, integrando-a com a que diz respeito ao estado das sugestões em execução pelos Monitores de Projectos. Oferece uma composição de serviços tanto do FEARS como do Monitor de Projectos. Possibilita os utilizadores seguirem a evolução de propostas eleitas nas quais eles tiverem votado. Registo de serviços directório que permite a publicação e pesquisa de serviços Serviços de segurança da informação entidade que implementa mecanismos de suporte à segurança de um sistema. 4

5 Navegador www Portal do Utilizador Registo de Serviços Fornecedor de Serviços FeaRS Serviço de Segurança Figura 3 Relações entre o portal, o FEARS, e os fornecedores de serviços 2.2 Requisitos não funcionais Segurança É necessário proteger as trocas de informação entre as aplicações (FEARS, Monitor de Projecto, Portal de Projectos), garantindo a integridade e confidencialidade das mensagens e fazendo a autenticação dos interlocutores Tolerância a Faltas Será necessário implementar mecanismos para garantir o correcto funcionamento do sistema na nova arquitectura distribuida. 5

6 3 Arquitectura 3.1 Arquitectura do sistema computacional Funcional A arquitectura funcional é constituída por um conjunto de aplicações que fornecem serviços distintos. Todas as aplicações têm uma interface web com o utilizador, sendo que algumas disponibilizam serviços para outras aplicações. Existe uma aplicação mediadora que agrega a informação de várias outras aplicações. Esta aplicação coordena o seu funcionamento e o das restantes aplicações intervenientes no processo Desenvolvimento A estruturação do código da aplicação segue um estilo arquitectural em camadas. Cada camada representa um módulo de código que deve possuir as propriedades de ligação fraca com as camadas acima e abaixo de acordo com as propriedades deste estilo arquitectural. São consideradas 3 camadas: Apresentação responsável pela lógica de apresentação a qual inclui as interfaces e a invocação de serviços; Serviços responsável por controlar os acessos à lógica de negócio do domínio, através de um conjunto de serviços, e pela implementação dos requisitos não funcionais; Domínio contém a lógica de negócio da aplicação, respondendo aos pedidos da camada de serviços; As aplicações da arquitectura funcional são implementadas seguindo esta arquitectura de desenvolvimento. Todas as aplicações que permitam interacção directa com utilizadores têm uma interface Web como camada apresentação. A disponibilização de serviços a outras aplicações faz-se através de Web Services. A camada de serviços da aplicação de mediação pode dividir-se em dois tipos de invocação: local (à sua camada de domínio); e remota (aos serviços das restantes aplicações) Execução Cada uma das aplicações da arquitectura funcional executa num processo independente. Note-se que, adicionalmente, o cliente do sistema executa num processo, que é o processo do navegador WWW, onde não está instalado código das aplicações. Em tempo de execução podem ser registadas novas aplicações de serviços. 6

7 A aplicação de mediação interage com as restantes aplicações ao nível da camada de serviços, pela invocação remota de serviços. É na camada de serviços - locais e distribuídos - que está também localizado o código que trata dos aspectos não-funcionais, como a segurança e a tolerância a faltas. Para isso essa camada implementa o padrão de desenho intercepting filter através de um motor de extensões Tecnológica A plataforma de desenvolvimento e execução do projecto é baseada na plataforma Java. Os detalhes dos componentes a utilizar podem ser consultados nas páginas Web das duas disciplinas. Toda a compilação e configuração deve ser garantida de forma automática através da ferramenta Apache Ant. O ambiente de referência para o desenvolvimento, teste e avaliação é o laboratório das aulas. 7

8 4 Avaliação O projecto de ES e SD é um só para as duas disciplinas e deve ser realizado por alunos inscritos em pelo menos uma das disciplinas. Ao longo de todo o projecto será prestado apoio técnico na utilização da tecnologia nos laboratórios de ES e de SD. O apoio à distribuição de sistemas será efectuado nas aulas de laboratório de SD, enquanto que a gestão de projecto será efectuado nos laboratórios de ES. A avaliação é realizada em conjunto por docentes de ES e SD. 4.1 Fases de desenvolvimento O projecto será realizado de forma faseada, existindo 3 entregas, detalhadas em enunciados a publicar oportunamente. A 1ª parte do projecto irá consistir na refactorização do FEARS para passar a usar uma plataforma aberta a STEPframework. A partir do código actual do FEARS, os alunos deverão encapsular as operações em Serviços da camada lógica de negócio da STEP. Nesta entrega será também realizada a implementação de novas funcionalidades no FEARS. A 2ª parte do projecto irá consistir na implementação de novos subsistemas (Monitor e Portal de Projectos), e novas funcionalidades, no FEARSe. Os alunos deverão implementar o Monitor de Projectos na STEPframework, assim como a aplicação mediadora Portal do Utilizador. Deverão distribuir o sistema, através da criação da camada de web services do FEARS e do responsável por projecto. A aplicação medidora Portal do Utilizador será um cliente dos web services anteriores, oferecendo serviços que os combinam. A 3ª parte do projecto irá consistir na implementação de requisitos não funcionais, nomeadamente de segurança e tolerância a faltas. A calendarização detalhada das aulas de laboratório e das avaliações está disponível na na página Web de cada uma das disciplinas. 4.2 Pesos A distribuição dos pesos de avaliação por fase de desenvolvimento e por disciplina é apresentada na Tabela 1: 1 a fase 2 a fase 3 a fase Início Fim ES SD 18/03/1 31/03/1 25% 10% /04/1 05/05/1 50% 40% /05/1 02/06/1 25% 50% 0 0 Tabela 1: Datas e peso de avaliação por fase e disciplina 8

9 Cada aluno tem uma nota de projecto individual a ES e uma nota de projecto individual a SD. Estas notas podem ser diferentes entre si visto que os itens de avaliação são ponderados de forma diferente em cada disciplina. A nota final mínima é de 9,5 (nove e meio) valores a ES, e de 8,0 (oito) valores a SD. Não há notas mínimas nas entregas intercalares. 4.3 Atribuição de responsabilidades por blocos de requisitos Em cada fase de desenvolvimento do projecto, existem blocos de requisitos cuja implementação é da responsabilidade explícita de um aluno ou subgrupo de alunos. Nas avaliações contínuas, estes alunos terão que responder a questões detalhadas sobre o bloco do qual são responsáveis, para além das questões de âmbito geral do projecto, que devem ser do conhecimento de todos. Os enunciados futuros especificarão que blocos de requisitos terão que ser geridos desta forma. As atribuições de blocos de requisitos terão em conta a situação curricular dos alunos. 4.4 Trabalhadores Estudantes A ES não há qualquer tipo de avaliação alternativa para trabalhadoresestudantes, visto não haver obrigatoriedade de presença nas aulas laboratoriais. O mesmo se aplica a SD, visto os trabalhadores estudantes poderem entregar os exercicios de avaliação na aula seguinte (ou até lá em momento a combinar com docente, no caso de indisponibilidade para frequentar as aulas práticas). 4.5 Actualizações Todas as novidades relevantes sobre o projecto serão afixadas na página Web das disciplinas, por este motivo a sua consulta regular é fortemente recomendada. FIM DO ENUNCIADO 9

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