SOCIEDADE PERNAMBUCANA DE CULTURA E ENSINO FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS DE PERNAMBUCO CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "SOCIEDADE PERNAMBUCANA DE CULTURA E ENSINO FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS DE PERNAMBUCO CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO"

Transcrição

1 SOCIEDADE PERNAMBUCANA DE CULTURA E ENSINO FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS DE PERNAMBUCO CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO RESPONSABILIDADE CIVIL DO PODER PÚBLICO POR OMISSÃO ADMINISTRATIVA DECORRENTE DE DANOS AO MEIO AMBIENTE, NO ÂMBITO MUNICIPAL Recife 2010

2 David Pereira Galvão RESPONSABILIDADE CIVIL DO PODER PÚBLICO POR OMISSÃO ADMINISTRATIVA DECORRENTE DE DANOS AO MEIO AMBIENTE, NO ÂMBITO MUNICIPAL Monografia apresentada à Faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco, sob orientação do Professor Me. Sílvio Santos, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Direito. Recife 2010

3 SOCIEDADE PERNAMBUCANA DE CULTURA E ENSINO FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS DE PERNAMBUCO CURSO DE DIREITO A presente monografia aborda a responsabilidade civil do Poder Público por omissão administrativa decorrente de danos ao meio ambiente, no âmbito municipal, elaborada pelo acadêmico David Pereira Galvão e aprovada, com louvor, por todos os membros da Banca Examinadora, a qual foi aceita pela Faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco / Curso de Direito, como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Direito. Recife, 20 de outubro de Banca Examinadora Professor Julgamento Assinatura Professor Julgamento Assinatura Professor Julgamento Assinatura Menção geral Coordenador de Monografia Professor Emílio Lins

4 Dedico esta monografia ao meu pai, Geraldo Pires Galvão, pelos valores e tudo que me transmitiu. À minha mãe, Maria de Lourdes Pereira Galvão (in memoriam), por ser o pilar da minha educação. A minha esposa, Rossana da Silveira F. Galvão, e meu filho, David Pereira Galvão Júnior, pelo amor e estímulo por tudo o que sou. Aos professores da SOPECE, pelo ensinamento e orientação dos caminhos do saber jurídico.

5 Registro a eterna gratidão pela conclusão deste trabalho: à família na qual nasci, a quem devo as marcas mais profundas de caráter, à família que formei, a quem mantenho e que me mantém: Rossana e David Júnior. Aos professores e colegas do Curso de Graduação de Direito da SOPECE, por esse rico período de aprendizado Ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, pelo apoio inestimável que recebi para fazer esta pesquisa, e em especial aos amigos de trabalho, Arthur Leandro Alves da Silva e Flávio Villa Nova, pela sua contribuição. Registro, também, os meus agradecimentos aos servidores da CPRH, em especial os Srs. Aloysio Gonzáveis Costa Júnior e Waldecy Farias, pelas informações acerca da fiscalização ambiental de resíduos sólidos em Pernambuco. Ressalta-se, ainda, os meus agradecimentos a servidora da SECTMA, Sra. Danuza Gusmão G. de Andrade Lima, pelas informações acerca de políticas estaduais de gestão de meio ambiente. A Deus, Começo e Fim de tudo, para onde espero um dia voltar.

6 O problema fundamental em relação aos direitos do homem, hoje, não é tanto o de justificá-los, mas o de protegê-los. Trata-se de um problema não filosófico, mas político. O problema filosófico dos direitos do homem não pode ser dissociado do estudo dos problemas históricos, sociais, econômicos, psicológicos, inerentes à sua realização: o problema dos fins não pode ser dissociado do problema dos meios. Isso significa que o filósofo já não está sozinho. O filósofo que se obstinar em permanecer só termina por condenar a filosofia à esterilidade. Essa crise dos fundamentos é também um aspecto da crise da filosofia. Noberto Bobbio

7 RESUMO O meio ambiente é, no ordenamento brasileiro, bem jurídico passível de tutela e sujeito à proteção pelo Poder Público e pela coletividade. Isso se dá, preferencialmente, dentro dos valores, princípios e normas de prevenção, precaução e poluidor-pagador. Entretanto, em várias oportunidades deparamo-nos com o dano já consumado, restando as vias da reparação e da repressão para se tentar uma mínima satisfação pela perda. No que se refere à reparação, ela ocorre por meio do instituto jurídico da responsabilidade civil. Quando se trata da responsabilidade civil extracontratual do Poder Público, ele responde pelos danos que seus agentes, por ato comissivo ou omissivo, nessa qualidade, causarem a terceiros, inclusive quando o bem jurídico sob tutela é o meio ambiente. No caso da responsabilidade do Poder Público por atos omissivos, a doutrina e a jurisprudência brasileiras ainda não se pacificaram acerca da natureza dessa responsabilidade: objetiva ou subjetiva. Outro ponto controverso refere-se à questão se a responsabilidade civil objetiva do Poder Público tem fundamento na teoria do risco administrativo ou na teoria do risco integral. A primeira teoria tem fundamento na atuação do Poder Público (omissiva ou comissiva), nexo de causalidade e a geração de danos a terceiros, admitindo as hipóteses de exclusão ou atenuação do dever de indenizar, se este Poder provar culpa exclusiva da vítima, fato de terceiros e de força maior. Enquanto a teoria do risco integral, basta demonstrar atuação da Administração Pública, causalidade e o surgimento do dano ao meio ambiente, não admitindo as hipóteses de exclusão ou atenuação do dever de indenizar. Em relação ao Poder Público Municipal, cabe-lhe também velar pela proteção do bem ambiental. Se contribuir, direta ou indiretamente, para o dano ambiental provocado por manejo inadequado de resíduos sólidos urbanos, também será solidariamente responsável, tanto por ato omissivo como comissivo, aplicando a teoria do risco integral. PALAVRAS-CHAVES: Responsabilidade Civil. Poder Público. Omissão. Dano Ambiental.

8 ABSTRACT Environmental issues are, under the Brazilian legal system, matters that can be protected both by the government and by the community. That protection happens, preferably, within values, principles and standards of prevention and precaution. However, on several occasions, occurs that the damage has already accomplished, moment when it takes place repairs and official repression in order do minimize losses and damages. Legal compensation works through the institute of Civil Responsibility. In case of Extracontractual Civil Responsibility of the Public Power, it liable for its agents, independently of the act s nature, commissive or omissive, that shall cause damages to third parties. That is the case of environmental goods under the legal guardianship. In case of public responsibility caused by an omissive conduct, doctrine and jurisprudence in Brazil have not yet been pacified about its nature: objective or subjective. On other hand, the main doctrine asserts the objective responsibility is perfectly applicable for both commissive and omissive conduct. Other controversial point runs aside the question whether the objective responsibility of the State is founded on the theory of administrative risk or on the theory of the integral risk. The first theory is based on the role of government (omissive or commissive), nexus of causality, and generation of damages to third parties, being admitted the possibility of exclusion or reduction of the duty to indemnify, in case of the Public Power demonstrates exclusive guilt of the victim, event cause by third-parties, or and major-force. On behalf of the theory of integral risk, it is enough to demonstrate the presence of the Public Administration, the causality and the onset of damage to environment, not being admitted any hypothesis of exclusion or reduction of the duty to indemnify. In relation to municipal government, it is also necessary to provide protection for the environmental good: in case of local governments to contribute, directly or indirectly, for the environmental damage by improper management solid waste disposal, it will be jointly responsible, either by omission act as a commission, being on that case applicable the theory of integral risk. KEY WORDS: Civil Responsibility. Government. Omission. Environmental Damage.

9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...11 CAPITULO 1 PRINCÍPIOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL...13 CAPÍTULO 2 PRESSUPOSTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL Conceitos Elementos essenciais da Responsabilidade Civil Ação Culpa Nexo de causalidade Dano Consequências do regime de responsabilidade objetiva na reparação do dano A prescindibilidade da culpa A irrelevância da ilicitude da atividade...20 CAPÍTULO 3 RESPONSABILIDADE CIVIL DO PODER PÚBLICO POR OMISSÃO ADMINISTRATIVA DECORRENTE DE DANOS AO MEIO AMBIENTE, NO ÂMBITO MUNICIPAL Evolução histórica e pressupostos para caracterização Responsabilidade civil por ato lícito e licenciamento do poder público A solidariedade passiva por danos ambientais Responsabilidade civil do Poder Municipal, diante de danos ambientais advindos da omissão de planejamento, gerenciamento e controle dos serviços de limpeza urbana O dever jurídico de tutelar o meio ambiente Abordagem doutrinária e jurisprudencial sobre serviços de limpeza urbana Análise da legislação aplicada à prestação de serviços de limpeza urbana no Estado de Pernambuco Diagnóstico dos municípios do Estado de Pernambuco que atendem a legislação de resíduos sólidos Mecanismos de proteção quanto à ocorrência de danos ambientais provocados por omissão do Poder Público...41

10 CONCLUSÃO...45 REFERÊNCIAS...46 ANEXO 01 Municípios da Zona da Mata que possuem PGIRS...49 ANEXO 02 Municípios do Agreste e Sertão que possuem PGIRS...50 ANEXO 03 Municípios da Zona da Mata que possuem PRRSM...51 ANEXO 04 Municípios que possuem Licenciamento e Aterro Sanitário...52 ANEXO 05 Classificação da ABNT para resíduos sólidos...53

11 11 INTRODUÇÃO Um dos temas de maior relevância, na atualidade, em Direito Ambiental, refere-se à responsabilidade civil do Poder Público por danos causados ao meio ambiente, haja vista que se trata de instrumento jurídico necessário à proteção da natureza e da qualidade de vida. Tal interesse se deve às crescentes deteriorações sofridas pelos recursos naturais, fruto das conquistas científicas ou tecnológicas e do aumento populacional desordenado, como também à luta pela reversão desse quadro tão preocupante. É matéria que afeta a vida de toda a sociedade, e traz à tona um dos grandes problemas da civilização. Até meados do Século XX, tinha-se a idéia de que os recursos naturais eram inesgotáveis, e hoje já se sabe que essa afirmação é falaciosa. Seu uso não pode ser feito de forma descomedida. Isso levou o Poder Público brasileiro a se preocupar mais com a salvaguarda dos bens que nos oferecem as condições de vida ideais, mediante o exercício do papel de normatizar, fiscalizar e controlar o processo de exploração da natureza, na busca do desenvolvimento sustentável, para evitar abusos. No exercício desse papel, nascem obrigações para o Poder Público Brasileiro em tutelar o meio ambiente, inserido como direito fundamental e difuso de todas as pessoas, e consequentemente a responsabilização estatal por atos omissivos ou comissivos. No caso da responsabilidade estatal por atos omissivos, a doutrina e a jurisprudência brasileiras ainda não se pacificaram acerca da natureza da responsabilidade civil do Poder Público. A divergência gira em torno do questionamento sobre a interpretação e aplicação do art. 37, 6. quando comparado com o art. 225, 3.º, ambos da CF de A melhor doutrina assevera duas divergências, sendo uma relacionada se a conduta omissiva do Poder Público, para fins de responsabilização civil, tem natureza objetiva ou subjetiva. O segundo ponto de divergência, caso adote o critério objetivo, este pode ter como fundamento a teoria do risco administrativo, admitindo as excludentes de responsabilidade por culpa exclusiva ou concorrente de terceiros; ou a teoria do risco integral, já que o Poder Público tem o condão de tutelar a preservação da vida e do bem-estar da coletividade. Tais divergências vêm alcançando as diversas instâncias do Poder Judiciário, tendo ocorridas várias decisões antagônicas quanto à natureza jurídica e ao fundamento desta responsabilidade, diante de conduta omissiva do Poder Público, geradora de prejuízos a coletividade, já que se encontra consubstanciada a instabilidade das relações jurídicoprocessuais quando se aprecia o mérito da questão.

12 12 Vale ressaltar que tais divergências apresentam maior relevância diante de condutas omissivas perpetradas pelo gestor municipal, já que a organização e planejamento do espaço urbano requerem políticas públicas positivas para evitar a potencialização da degradação ou da poluição do meio ambiente, sobretudo provenientes da gestão de resíduos sólidos. Por isso, não obstante as ditas divergências, o que tem prevalecido é o entendimento, nas questões supramencionadas e consequentemente geradoras de danos ao meio ambiente, de que omissão do Poder Público competente deve ser pautada, a priori, na responsabilidade civil extracontratual objetiva com fundamento no risco integral. A fim de pesquisar sobre estas divergências e diagnosticar como os municípios do Estado de Pernambuco lidam com as políticas de serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, o presente trabalho encontra-se dividido em três partes, composta cada uma delas por um capítulo, conforme o sumário apresentado. A primeira parte procurou transmitir as normas principiológicas aplicadas à matéria. Na segunda parte, no capítulo seguinte, poderão ser vistos os pressupostos da responsabilidade civil ambiental, destacando-se conceitos, elementos essenciais e conseqüências do regime de responsabilidade objetiva na reparação do dano. Na última parte, enfatizou-se a responsabilidade civil do Poder Público por omissão administrativa decorrente de danos ao meio ambiente, no âmbito dos municípios do Estado de Pernambuco, inclusive diante de ato lícito praticado por terceiro e de atividade licenciada pelo poder público, sendo tal responsabilidade imputada à Administração Municipal em decorrência da solidariedade passiva por danos ao meio ambiente. Ressalta-se ainda que, na última parte, procurou-se realizar a interpretação sistêmica das normas legais do Estado de Pernambuco que regulam a questão dos resíduos sólidos, no âmbito municipal, bem como procurou diagnosticar a situação dos municípios que atendem as normas legais relacionadas aos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Outrossim, a metodologia desta monografia envolveu pesquisa bibliográfica, mediante análise de doutrina e jurisprudência atinente à responsabilidade civil ambiental do Poder Público, e levantamento de dados referentes aos serviços de limpeza urbana, praticados pelos municípios do Estado de Pernambuco. Assim, a presente monografia tem por objetivo analisar os fundamentos, no ordenamento jurídico brasileiro, para admissão da responsabilidade civil do Poder Público por omissão administrativa, decorrente de dano ao meio ambiente, no âmbito municipal, especificamente quanto aos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, bem como os mecanismos de proteção e preservação dos bens ambientais.

13 13 CAPÍTULO 1 PRINCÍPIOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL Inicialmente é importante ponderar que os atos atentatórios ao equilíbrio e integridade do meio ambiente podem ter repercussão jurídica em três esferas distintas. De fato, um mesmo ato pode deflagrar a imposição de sanções administrativas, sanções criminais e o dever de reparar o dano causado à vítima ou vítimas. É o princípio que decorre do art. 225, 3º da Constituição da República de 1988 e do art. 935 do Código Civil, estabelecedor da independência da responsabilidade civil relativamente à criminal. No Direito Ambiental existem três esferas básicas de atuação: a preventiva, a reparatória e a repressiva. Quanto a isso, é necessário ter sempre em mente que a reparação e a repressão ambientais representam atividades menos relevantes que a prevenção. Enquanto aquelas cuidam do dano já consumado, esta, ao revés, tem sua atenção voltada para o momento anterior, ou seja, o do mero risco de ocorrência do dano. Na prevenção há ação inibitória; na reparação apenas remédio ressarcitório. E, por sua própria essência, os objetivos do Direito Ambiental são fundamentalmente preventivos. No que se refere à reparação ambiental, como qualquer outro tipo de reparação, ela se faz por meio das normas de responsabilidade civil as quais funcionam como mecanismos de tutela e controle da propriedade. Assim considerando, dentre os princípios constitucionais que norteiam a responsabilidade civil ambiental, podem-se apontar três que se destacam pela relevância: princípio da prevenção, princípio do poluidor-pagador e princípio da reparação integral. O princípio da prevenção, como o próprio nome diz, tem como escopo evitar danos ao meio ambiente antes de sua ocorrência, sendo a razão da existência do Direito Ambiental, pois sua degradação, como regra, é irreparável. O Direito Ambiental deve atuar incisivamente na esfera preventiva, ou seja, na hipótese de evitar o mero risco de ocorrência do dano. Por esse motivo é que os legitimados à ação civil pública não necessitam esperar a consumação do dano ambiental para propô-la e, pela mesma razão, os órgãos integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA podem aplicar medidas preventivas (art. 72 da Lei nº 9.605, de 1998) e sanções administrativas mesmo quando não haja efetiva lesão ao meio ambiente. Já o princípio do poluidor-pagador consiste no dever que o causador da poluição tem de diminuir, eliminar ou neutralizar o dano ao meio ambiente, encontrando-se previsto no art. 225, 3º, da Constituição da República de 1988 estabelecendo que as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar o dano.

14 14 Importante ressaltar que esse princípio não visa tolerar a agressão ambiental mediante uma indenização; porém, visa evitar o prejuízo ao meio ambiente. O fato de o poluidor pagar não o autoriza a poluir, decorrendo do princípio do poluidor-pagador o caráter preventivo do Direito Ambiental, pois ao se exigir a recomposição do dano estará sendo coibida a prática de condutas lesivas aos bens da natureza. Nesse mesmo sentido já se ponderou: O princípio poluidor-pagador não é um princípio de compensação dos danos causados pela poluição. Seu alcance é mais amplo, incluídos todos os custos da proteção ambiental, quaisquer que eles sejam, abarcando, a nosso ver, os custos de prevenção, de reparação e de repressão do dano ambiental Por sua vez, o princípio da reparação integral adotado pelo ordenamento jurídico nacional consiste na recuperação integral do dano causado ao meio ambiente. Esse princípio está consagrado no artigo 225, 3º da Constituição da República de 1988, no artigo 14, 1º da Lei 6.938, de 1981 e no art. 3º da Lei 9.605, de 1998, de modo que qualquer norma jurídica que disponha de modo diverso ou que limite o quantum indenizatório a um teto máximo deverá ser considerada inconstitucional. Com efeito, a responsabilidade por danos ao meio ambiente não tem como finalidade obter uma indenização proveniente do patrimônio de uma pessoa em favor de outra, mas sim a preservação da natureza. A indenização deverá ser aplicada no restabelecimento do meio ambiente atingido e não em mero benefício particular. Fixados, em termos gerais, os princípios da responsabilidade civil ambiental, passa-se à análise dos pressupostos para que isso ocorra na prática. 1 BENJAMIN. Antônio Herman V. O princípio poluidor-pagador e a reparação do dano ambiental. In Dano ambiental: Prevenção, reparação e repressão. Antônio Herman V. Benjamin (coord.). São Paulo: RT, p.227.

15 15 CAPÍTULO 2 PRESSUPOSTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL 2.1 Conceitos O homem, ao manifestar-se, produz ou desencadeia os tentáculos da Responsabilidade Civil. Portanto, tem o dever de responder por seus atos, restabelecendo a harmonia e o equilíbrio entre as partes. Interessante a colocação de José de Aguiar Dias 2 que focaliza a responsabilidade civil dentro do plano da sociologia, referindo-se a tal responsabilidade como uma realidade social decorrente de fatos sociais. Do latim respondere, surge o vocábulo responsável tomado na significação de que se responsabiliza, que garante, assegura, assume o pagamento de que se obrigou ou do ato perpetrado. Em verdade, responsabilidade é sinômino de ato de arcar com uma obrigação de responder. Em sentido amplo, revela o dever jurídico em que se coloca a pessoa, seja em virtude de contrato, seja em face de fato ou omissão que lhe seja imputado, para satisfazer a prestação convencionada ou para suportar as sanções legais, que lhe são impostas 3. Vários são os conceitos de responsabilidade civil, dos quais se destaca o de Maria Helena Diniz 4, que assim entende: Aplicação de medidas, que obriguem alguém a reparar dano moral ou patrimonial causado a terceiros em razão de ato do próprio imputado, de pessoa por quem ele responde, ou de fato de coisa ou animal sob sua guarda (responsabilidade subjetiva) ou ainda, de simples imposição legal (responsabilidade objetiva). No mesmo sentido da autora citada, Sílvio Rodrigues 5 que se refere a Savatier e Álvaro Vilaça Azevedo 6, também em seus conceitos, traduzem os mesmos sentidos. Conforme o conceito acima referido, resgatam-se as noções de dano, prejuízo (moral ou patrimonial), autor do dano (pessoa, animal ou coisa sob sua guarda) por deixar de cumprir um contrato, uma obrigação legal ou norma legal. Desta forma, o conceito de Responsabilidade Civil demonstra a amplitude de seu alcance, uma vez que procura o equilíbrio social. Deve-se entender o significado da palavra dano, que está inserido em todos os conceitos. Dano é derivado do latim damnum, significando todo mal ou ofensa que tenha uma pessoa causada a outrem, o qual provoca uma deterioração ou destruição da coisa dele ou um prejuízo a seu patrimônio. 2 DIAS, José de Aguiar. Da responsabilidade civil, 10ª ed., Rio de Janeiro: Forense, 2002, v SILVA, D. P. Vocabulário jurídico, 1989, p DINIZ, M. H. Curso de direito civil brasileiro, 2003, p RODRIGUES, Sílvio. Direito civil: Responsabilidade Civil, 2004, p AZEVEDO, Alvaro Vilaça. Teoria Geral das Obrigações, 6.º ed., São Paulo: Ed. Revista do Tribunais, p. 273.

16 16 Entendem alguns autores ser o dano circunstância elementar da responsabilidade civil, pois a conduta do agente contra o instituto legal tem como consequência a reparação do dano. O agente causador do dano deve repará-lo da forma mais ampla, a fim de satisfazer não somente o ofendido, mas também a sociedade, que obterá, nesta reparação, a tranquilidade proporcionada pelo equilíbrio da relação humana. Esse equilíbrio pode ser vislumbrado mediante o exemplo do dano ambiental que ocorre toda vez que alguém despeja lixo em terreno baldio de uma cidade, poluindo o solo, o ar atmosférico e os recursos hídricos, bem como prejudicando a saúde pública, o sossego, o bem-estar e estético do ambiente urbano. O dano provocado deverá ser reparado da forma mais ampla possível, reconstituindose o ambiente e mantendo-o da forma em que se encontrava antes do dano sofrido. Isso decorre da necessidade da sociedade de ver um mal reparado, para que impunidade não gere intranquilidade e o desassossego, prejudicando a qualidade de vida. A reparação visa demonstrar à sociedade que o causador de um dano deve sofrer as consequências do ato praticado, proporcionando tranquilidade social. Conclui-se que o agente causador do dano, que lesa o patrimônio alheio, tanto privado como o público, tem o dever de repará-lo, ou restituí-lo, restabelecendo o estado anterior, por simples contrato ou imposição legal. O autor será compelido a restituir ou indenizar os prejuízos causados, visando manter o equilíbrio e harmonia social. 2.2 Elementos Essenciais da Responsabilidade Civil Ação Ação é um dos elementos constitutivos da responsabilidade, que se traduz em um ato humano, comissivo ou omissivo, ilícito ou lícito, voluntário ou involuntário, do próprio agente ou de terceiro, ou pelo fato de animal ou coisa inanimada que cause dano ou prejuízo a outrem, gerando o dever de indenizar. Do latim ilicitus, exprimindo o que não é lícito, o que é proibido ou vedado por lei. No âmbito da doutrina jurídica civilista, ilícito vem qualificar todo fato ou ato que importe numa violação ao direito ou em dano causado a outrem, provenha do dolo ou se funde na culpa 7. A responsabilidade sem culpa se funda no risco. 7 SILVA, D. P. Vocabulario Jurídico, 1989, p. 407.

17 17 Entende-se, pois, que os atos ilícitos, ou seja, os praticados com desvio de conduta devem submeter o lesante à satisfação do dano causado a outrem. Tal entendimento, também, compartilha o doutrinador Rui Stoco 8, nos seguintes termos: Culpa Desse modo, deve haver um comportamento do agente, positivo (ação) ou negativo (omissivo), que, desrespeitando a ordem jurídica, cause prejuízo a outrem, pela ofensa a bem ou a direito deste. Esse comportamento (comissivo ou omissivo) deve ser imputável à consciência do agente, por dolo (intenção) ou por culpa (negligência, imprudência ou imperícia), contrariando, seja um dever geral do ordenamento jurídico (delito civil), seja uma obrigação em concreto (inexecução da obrigação ou de contrato). Esse comportamento gera, para o autor, a Responsabilidade Civil, que traz, como consequência, a imputação do resultado à sua consciência, traduzindo-se, na prática, pela reparação do dano ocasionado, conseguida, normalmente, pela sujeição do patrimônio do agente, salvo, quando possível, a execução específica. Por outras palavras, é o ilícito figurando como fonte geradora de responsabilidade. Consoante nosso ordenamento jurídico, o dever de indenização decorre do dolo ou da culpa. Por não trazer maiores dificuldades em sua identificação, o dolo não gera tantas controvérsias. Entretanto, a culpa, como fundamento da Responsabilidade Civil, provoca a necessidade de uma análise mais acurada. É do comportamento do agente que se extrai uma reprovação ou censura, ante o caso concreto e a forma com que agiu ou poderia agir. A culpa encontra-se localizada no ordenamento jurídico Código Civil que assim trata em seu art. 186: Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. No ordenamento jurídico pátrio, prevalece a regra de que o dever ressarcitório pela prática de atos ilícitos, decorre da culpa, ou seja, da responsabilidade ou censurabilidade da conduta do agente, a não ser no caso de administração pública ou das empresas prestadoras do serviço público que respondem, independente de culpa, baseada na responsabilidade objetiva. Praticado o ato ilícito culposamente, em desacordo com a norma jurídica, destinada a tutelar os interesses alheios, portanto, violando direito subjetivo individual, causando prejuízo a outrem, cria-se o dever de reparação. Quanto à graduação, a culpa pode ser grave ou leve. Será grave quando dolosamente houve negligência extrema do agente ou imprudência grosseira. Será leve quando a lesão de direito puder evitada com atenção ordinária, ou adoção de diligências próprias de um bonus pater familia. 8 STOCO. Rui. Responsabilidade civil e sua interpretração jurisprudencial, 2.º Ed., São Paulo: Ed. Revista dos Tribunais, 2002, p. 49.

18 18 Relativamente aos modos de sua apreciação, ela pode se dar in concreto ou in abstrato. No caso abstrato, quando se faz uma análise comparativa da conduta do agente com o homem médio ou da pessoa normal. No modo de apreciação em concreto, quando a culpa se atém ao exame da imprudência ou negligência. Quanto ao conteúdo da conduta culposa, esta pode ser in comittendo, quando o agente praticar ato positivo; in omittendo, se o agente cometer uma abstenção ou ato negativo (negligência); in vigilando, quando decorre da falta de atenção com o procedimento de outrem; e in custodiendo, quando ocorre a falta de cautela ou atenção em relação a uma pessoa, animal ou objeto, sob cuidados do agente Nexo de causalidade De uma relação de causalidade surgida entre o agente que praticou o ato lesivo e o prejuízo sofrido pela vítima, origina-se o dever de indenização, pois a Responsabilidade Civil não subsiste sem esta relação de causalidade entre o dano e a ação que o provocou. Essa relação decorre do vínculo entre o prejuízo e a ação. É da ação do agente que o fato lesivo nasce. Para que um resultado possa ser atribuído a um determinado sujeito é preciso a existência de uma relação de causalidade entre a conduta deste e a consequência sobrevinda. É mister, entre fase subjetiva da ação e a fase objetiva desta (resultado), medeie um vínculo. O nexo representa uma relação necessária entre o evento danoso e a ação que o produziu, sendo que esta é considerada com sua causa. Entretanto, não será necessário que o dano decorra apenas imediatamente do fato que o produziu; deve-se verificar se o dano não ocorreria, se o fato não tivesse acontecido. Este poderá não ser a causa imediata, mas, se for condição para a produção do dano, o agente será responsabilizado pelas consequências que advierem. Portanto, não existe a responsabilidade civil sem o elo entre o fato danoso e o prejuízo causado a terceiros, mesmo em se tratando de responsabilidade objetiva, onde prevalece a teoria do risco integral; portanto, o nexo causal é fundamental para que se identifique o dano e ocorra a indenização.

19 Dano Para que ocorra o dever de ressarcimento oriundo da Responsabilidade Civil, haverá a necessidade de ter ocorrido um dano, que o torna pressuposto dela. Desta forma, para que ocorra o dever de reparação ou indenização do dano, é necessário que se tenha atingido o patrimônio da vítima ou sua moral 9. Assim, ao conceituarmos o dano, entende-se melhor a Responsabilidade Civil objetiva, que rege o Direito Ambiental. Dano pode ser definido como a lesão (diminuição ou destruição) que, devido a certas circunstâncias, uma pessoa contra sua vontade, pode sofrer em qualquer bem ou interesse jurídico, patrimonial ou moral. Juridicamente, dano é, usualmente, tomado no sentido do efeito que produz: é o prejuízo causado, em virtude de ato de outrem, que vem causar diminuição patrimonial 10. Para esse sentido de diminuição patrimonial, perda, prejuízo, corroboram outros autores, nacionais e estrangeiros. Para que aflore o dever de indenizar, alguns requisitos são imprescindíveis, tais como: diminuição ou destruição de um bem jurídico, patrimonial ou moral; efetividade ou certeza do dano; causalidade; subsistência do dano no momento da reclamação do lesado, legitimidade e, por fim, ausência de causas excludentes da responsabilidade civil. Deslocando esse entendimento de dano para o campo ambiental, tem-se que o dano ambiental decorre de uma lesão aos recursos ambientais, com consequência degradação e alteração do equilíbrio ecológico. Ainda, algumas das características do dano ambiental são: quantidade indeterminada de vítimas que atinge, bem como, o quão difícil é a recuperação ou reparação do bem lesado. Dentre todas, com certeza, a valoração do dano ambiental é o cerne do problema, uma vez que há necessidade de participação de vários segmentos, tentando calcular cada um dos prejuízos causados, pois se trata de ecossistemas e cada qual possui suas singularidades. 2.3 Consequências do regime de responsabilidade objetiva na reparação do dano A adoção, pelo ordenamento jurídico, da teoria do risco da atividade, assumido ou criado (integral), da qual decorre a responsabilidade civil objetiva, traz como consequências 9 OLIVEIRA FILHO, Ari Alves de, Responsabilidade civil em face dos danos ambientais, Rio de Janeiro: Forense, 2009, p SILVA, D. P. Vocabulário jurídico, 1989, p. 2.

20 20 principais do dever de indenizar a prescindibilidade de investigação da culpa e a irrelevância da licitude da atividade A prescindibilidade da culpa De acordo com o ordenamento jurídico pátrio, a obrigação de indenizar danos ambientais surge da simples ocorrência de um resultado prejudicial ao homem e à natureza, sem necessidade de qualquer apreciação subjetiva da contribuição da conduta do poluidor para a produção do dano. É o que dispõe o art. 14, 1º, da Lei nº 6.938, de 1981, a saber: é o poluidor obrigado, independentemente de existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados, ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. Destarte, a primeira e importante consequência que a opção pela responsabilidade objetiva acarreta é afastar a investigação e a discussão da culpa do poluidor, evitando assim, em boa medida, a impunidade vigorante no sistema da responsabilidade subjetiva A irrelevância da ilicitude da atividade No Direito Brasileiro, ao contrário do que sucede em outros sistemas (o italiano, por exemplo), a responsabilidade civil pelo dano ambiental não é normativamente tipificada, ou seja, independe de ofensa a standard legal ou regulamentar específico, porque não tem o Poder Público, no ordenamento pátrio, o direito de consentir com a agressão à saúde e ao bem-estar da população, bem como à natureza, mediante o controle (ou falta de controle) exercido pelos seus órgãos e entidades ambientais. Nesse sentido, não se discute a legalidade da atividade, pois a potencialidade dos danos que possam ser produzidos aos bens ambientais é que será objeto de consideração. As normas administrativas existentes significam apenas um teto, uma fronteira além da qual não é lícita transpor. Mas não se exonera o agente de verificar, por si mesmo, se sua atividade é ou não prejudicial. Aduze-se, como consequência desse pressuposto da responsabilidade civil por dano ambiental, que a outorga de autorização, licença ou permissão pelo Poder Público, mesmo em conformidade com a legislação vigente, apenas trará para este o dever de responder solidariamente pelos danos e, conseqüentemente, a obrigação de indenizar, pois a licitude da atividade não é excludente da responsabilidade civil nesses casos. 11 CLARK, Giovani; CASTRO, Maria Cecília de Almeida; PELOSO, Taciana Mara Correa Maia. A Responsabilidade Civil por Danos ao Meio Ambiente... ANAIS DA CONPEDI. Disponível em Último acesso em 09 ago

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br A responsabilidade administrativa no Direito Ambiental por Carolina Yassim Saddi * Uma data que merece reflexão foi comemorada no dia 5 de junho do corrente ano: Dia Mundial do Meio

Leia mais

www.estudodeadministrativo.com.br

www.estudodeadministrativo.com.br DIREITO ADMINISTRATIVO RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO I - CONCEITO - A responsabilidade civil se traduz na obrigação de reparar danos patrimoniais, sendo que com base em tal premissa podemos afirmar

Leia mais

A RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO NOS CASOS DE OMISSÃO

A RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO NOS CASOS DE OMISSÃO A RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO NOS CASOS DE OMISSÃO SILVA, R. M. Resumo: O tema apresentado é de muita importância tendo em vista todos os danos que o Estado causa aos seus cidadãos. Danos

Leia mais

Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados

Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados São Paulo, 17 de maio de 2012 I. Apresentação II. Legislação Federal Básica III. Responsabilidade Ambiental

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO

DIREITO ADMINISTRATIVO DIREITO ADMINISTRATIVO RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO Atualizado até 13/10/2015 RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO NOÇÕES INTRODUTÓRIAS Quando se fala em responsabilidade, quer-se dizer que alguém deverá

Leia mais

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil 7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil Tópicos Especiais em Direito Civil Introdução A Responsabilidade Civil surge em face de um descumprimento obrigacional pela desobediência de uma regra estabelecida

Leia mais

DA RESPOSABILIDADE CIVIL DO ESTADO (PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS)

DA RESPOSABILIDADE CIVIL DO ESTADO (PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS) DA RESPOSABILIDADE CIVIL DO ESTADO (PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS) Toda lesão de direito deve ser reparada. A lesão pode decorrer de ato ou omissão de uma pessoa física ou jurídica. Quando o autor da lesão

Leia mais

Conceito. Responsabilidade Civil do Estado. Teorias. Risco Integral. Risco Integral. Responsabilidade Objetiva do Estado

Conceito. Responsabilidade Civil do Estado. Teorias. Risco Integral. Risco Integral. Responsabilidade Objetiva do Estado Conceito Responsabilidade Civil do Estado é a obrigação que ele tem de reparar os danos causados a terceiros em face de comportamento imputável aos seus agentes. chama-se também de responsabilidade extracontratual

Leia mais

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais Para Reflexão Ao indivíduo é dado agir, em sentido amplo, da forma como melhor lhe indicar o próprio discernimento, em juízo de vontade que extrapola

Leia mais

A R E R S E PONS N A S B A ILID I A D D A E D E C I C VIL N O N

A R E R S E PONS N A S B A ILID I A D D A E D E C I C VIL N O N A RESPONSABILIDADE CIVIL NO DIREITO DE FAMÍLIA 06.09.2014 Dimas Messias de Carvalho Mestre em Direito Constitucional Promotor de Justiça aposentado/mg Professor na UNIFENAS e UNILAVRAS Advogado Membro

Leia mais

AULA 01. Direito Civil, vol.4, Silvio Rodrigues, editora Saraiva.

AULA 01. Direito Civil, vol.4, Silvio Rodrigues, editora Saraiva. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Responsabilidade Civil / Aula 01 Professora: Andréa Amim Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 01 CONTEÚDO DA AULA: Bibliografia. Estrutura da Responsabilidade

Leia mais

3 RESPONSABILIDADE CIVIL

3 RESPONSABILIDADE CIVIL 3 RESPONSABILIDADE CIVIL De acordo com F. Savater, com a instituição social da pessoa nasce o conceito eticamente básico de responsabilidade, que é tanto a vocação de responder ante os outros, quanto ser

Leia mais

A RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR NOS ACIDENTES DO TRABALHO: APLICAÇÃO DA TEORIA DA PERDA DE UMA CHANCE

A RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR NOS ACIDENTES DO TRABALHO: APLICAÇÃO DA TEORIA DA PERDA DE UMA CHANCE A RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR NOS ACIDENTES DO TRABALHO: APLICAÇÃO DA TEORIA DA PERDA DE UMA CHANCE CHAMORRO, N. A. A. Resumo: O estudo baseia-se na responsabilidade civil do empregador pela perda

Leia mais

Sumário NOTA À TERCEIRA EDIÇÃO... 15 NOTA PRÉVIA... 19 PREFÁCIO... 21 APRESENTAÇÃO... 23

Sumário NOTA À TERCEIRA EDIÇÃO... 15 NOTA PRÉVIA... 19 PREFÁCIO... 21 APRESENTAÇÃO... 23 Sumário NOTA À TERCEIRA EDIÇÃO... 15 NOTA PRÉVIA... 19 PREFÁCIO... 21 APRESENTAÇÃO... 23 CAPÍTULO I... 25 1. Novos riscos, novos danos... 25 2. O Estado como responsável por danos indenizáveis... 26 3.

Leia mais

Palavras - chave: Responsabilidade Civil. Empregador. Empregado. Ato ilícito. Dano.

Palavras - chave: Responsabilidade Civil. Empregador. Empregado. Ato ilícito. Dano. RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR POR ATOS ILÍCITOS DE SEUS EMPREGADOS: PREVENÇÃO E SUAS APLICAÇÕES NA DINÂMICA DAS EMPRESAS. - Adriano Jannuzzi Moreira (Publicada no Juris Síntese nº 67 - SET/OUT de

Leia mais

DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO por Jackson Domenico e Ana Ribeiro - RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA E SUBJETIVA

DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO por Jackson Domenico e Ana Ribeiro - RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA E SUBJETIVA DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO por Jackson Domenico e Ana Ribeiro - RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA E SUBJETIVA A responsabilidade civil tem como objetivo a reparação do dano causado ao paciente que

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO Introdução. - O Estado é o sujeito responsável. - Na responsabilidade civil do Estado os princípios próprios são mais rigorosos (atuação Estatal é uma imposição, devendo o Estado ser responsabilizado de

Leia mais

Responsabilidade Civil dos Administradores das Sociedades. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Responsabilidade Civil dos Administradores das Sociedades. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Responsabilidade Civil dos Administradores das Sociedades Administrador Administrador é a pessoa a quem se comete a direção ou gerência de qualquer negócio ou serviço, seja de caráter público ou privado,

Leia mais

A RESPONSABILIDADE CIVIL PELO DANO AMBIENTAL NO DIREITO BRASILEIRO E A QUESTÃO DA REPARAÇÃO MATERIAL E MORAL

A RESPONSABILIDADE CIVIL PELO DANO AMBIENTAL NO DIREITO BRASILEIRO E A QUESTÃO DA REPARAÇÃO MATERIAL E MORAL A RESPONSABILIDADE CIVIL PELO DANO AMBIENTAL NO DIREITO BRASILEIRO E A QUESTÃO DA REPARAÇÃO MATERIAL E MORAL I CONGRESSO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL Mariza Giacomin Lozer Patrício Advogada (FESV).

Leia mais

Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa).

Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa). Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa). Pressupostos da responsabilidade civil subjetiva: 1) Ato ilícito; 2) Culpa; 3) Nexo causal; 4) Dano. Como já analisado, ato ilícito é a conduta voluntária

Leia mais

RESPONSABILIDADE MÉDICA EMPRESARIAL E DA EQUIPE CIRÚRGICA POR ERRO ANESTÉSICO

RESPONSABILIDADE MÉDICA EMPRESARIAL E DA EQUIPE CIRÚRGICA POR ERRO ANESTÉSICO RESPONSABILIDADE MÉDICA EMPRESARIAL E DA EQUIPE CIRÚRGICA POR ERRO ANESTÉSICO TOMÁS LIMA DE CARVALHO Em julgamento proferido no dia 22 de setembro de 2009, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça

Leia mais

INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade.

INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade. INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade. Jaileno Miranda Conceição¹ RESUMO O Direito Administrativo é um ramo do Direito Público composto por órgãos, agentes, e pessoas jurídicas administrativas,

Leia mais

TEORIAS DE RESPONSABILIDADE ESTATAL

TEORIAS DE RESPONSABILIDADE ESTATAL 1 TEORIAS DE RESPONSABILIDADE ESTATAL Thiago Dagostin Pereira 1 Área de Conhecimento: Direito Eixo Temático: Ciência do Direito, Teorias jurídicas e a relação do Direito com ciências afins RESUMO Grande

Leia mais

DA RESPONSABILIDADE CIVIL E O DIREITO AMBIENTAL. Rachel Lopes Queiroz Chacur

DA RESPONSABILIDADE CIVIL E O DIREITO AMBIENTAL. Rachel Lopes Queiroz Chacur 81 DA RESPONSABILIDADE CIVIL E O DIREITO AMBIENTAL Rachel Lopes Queiroz Chacur Docente da Universidade do Oeste Paulista - UNOESTE. RESUMO Toda e qualquer ação humana resulta em um impacto no meio ambiente,

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL NO DIREITO AMBIENTAL

RESPONSABILIDADE CIVIL NO DIREITO AMBIENTAL RESPONSABILIDADE CIVIL NO DIREITO AMBIENTAL O ordenamento jurídico pátrio, em matéria ambiental, adota a teoria da responsabilidade civil objetiva, prevista tanto no art. 14, parágrafo 1º da Lei 6.938/81

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br As excludentes da responsabilidade civil decorrentes do acidente de trabalho Paula Gracielle de Mello* Sumário: 1. Introdução. 2. Responsabilidade Civil no Direito Brasileiro.3.

Leia mais

DOS FATOS JURÍDICOS. FATO JURÍDICO = é todo acontecimento da vida relevante para o direito, mesmo que seja fato ilícito.

DOS FATOS JURÍDICOS. FATO JURÍDICO = é todo acontecimento da vida relevante para o direito, mesmo que seja fato ilícito. DOS FATOS JURÍDICOS CICLO VITAL: O direito nasce, desenvolve-se e extingue-se. Essas fases ou os chamados momentos decorrem de fatos, denominados de fatos jurídicos, exatamente por produzirem efeitos jurídicos.

Leia mais

DECISÃO DO STJ NO RECURSO ESPECIAL Nº 1196671 Relatora Ministra ASSUSETE MAGALHÃES Trata-se de Recurso Especial interposto por MARIA ALICE MARQUES

DECISÃO DO STJ NO RECURSO ESPECIAL Nº 1196671 Relatora Ministra ASSUSETE MAGALHÃES Trata-se de Recurso Especial interposto por MARIA ALICE MARQUES DECISÃO DO STJ NO RECURSO ESPECIAL Nº 1196671 Relatora Ministra ASSUSETE MAGALHÃES Trata-se de Recurso Especial interposto por MARIA ALICE MARQUES RIPOLL DE MACEDO e OUTROS, com fundamento no art. 105,

Leia mais

O Dano Moral por Uso Indevido da Imagem do Empregado. O direito à imagem é um dos direitos de personalidade alçados a nível constitucional.

O Dano Moral por Uso Indevido da Imagem do Empregado. O direito à imagem é um dos direitos de personalidade alçados a nível constitucional. 1 O Dano Moral por Uso Indevido da Imagem do Empregado. O direito à imagem é um dos direitos de personalidade alçados a nível constitucional. Art. 5. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer

Leia mais

A RESPONSABILIDADE OBJETIVA NO NOVO CÓDIGO CIVIL

A RESPONSABILIDADE OBJETIVA NO NOVO CÓDIGO CIVIL A RESPONSABILIDADE OBJETIVA NO NOVO CÓDIGO CIVIL SÍLVIO DE SALVO VENOSA 1 Para a caracterização do dever de indenizar devem estar presentes os requisitos clássicos: ação ou omissão voluntária, relação

Leia mais

A Responsabilidade civil objetiva no Código Civil Brasileiro: Teoria do risco criado, prevista no parágrafo único do artigo 927

A Responsabilidade civil objetiva no Código Civil Brasileiro: Teoria do risco criado, prevista no parágrafo único do artigo 927 A Responsabilidade civil objetiva no Código Civil Brasileiro: Teoria do risco criado, prevista no parágrafo único do artigo 927 Marcela Furtado Calixto 1 Resumo: O presente artigo visa discutir a teoria

Leia mais

Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho. M. J. Sealy

Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho. M. J. Sealy Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho O Conceito de Acidente de Trabalho (de acordo com a Lei 8.213/91 Art. 19) Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL, PENAL E ADMINISTRATIVA DO AUDITOR AMBIENTAL À LUZ DO DIREITO BRASILEIRO

RESPONSABILIDADE CIVIL, PENAL E ADMINISTRATIVA DO AUDITOR AMBIENTAL À LUZ DO DIREITO BRASILEIRO RESPONSABILIDADE CIVIL, PENAL E ADMINISTRATIVA DO AUDITOR AMBIENTAL À LUZ DO DIREITO BRASILEIRO Marcello Guimarães Couto HGB Consultoria e Gestão mgcouto@gmail.com Vladimir Belmino de Almeida HGB Consultoria

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS AO MEIO AMBIENTE DECORRENTE DE ATIVIDADE LICENCIADA PELO PODER PÚBLICO

RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS AO MEIO AMBIENTE DECORRENTE DE ATIVIDADE LICENCIADA PELO PODER PÚBLICO RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS AO MEIO AMBIENTE DECORRENTE DE ATIVIDADE LICENCIADA PELO PODER PÚBLICO Giovani Clark Maria Cecília de Almeida Castro Taciana Mara Corrêa Maia Peloso RESUMO O meio ambiente

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR EM ACIDENTE DE TRABALHO

RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR EM ACIDENTE DE TRABALHO RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR EM ACIDENTE DE TRABALHO Rafael Bratfich GOULART 1 Cleber Affonso ANGELUCI 2 RESUMO: O presente trabalho pretende buscar a melhor teoria de responsabilidade civil a

Leia mais

O O CONFLITO ENTRE O PODER DE DIREÇÃO DA EMPRESA E A INTIMIDADE/PRIVACIDADE DO EMPREGADO NO AMBIENTE DE TRABALHO. Adriana Calvo

O O CONFLITO ENTRE O PODER DE DIREÇÃO DA EMPRESA E A INTIMIDADE/PRIVACIDADE DO EMPREGADO NO AMBIENTE DE TRABALHO. Adriana Calvo O O CONFLITO ENTRE O PODER DE DIREÇÃO DA EMPRESA E A INTIMIDADE/PRIVACIDADE DO EMPREGADO NO AMBIENTE DE TRABALHO Adriana Calvo Professora de Direito do Trabalho do Curso Preparatório para carreiras públicas

Leia mais

Copyright Proibida Reprodução.

Copyright Proibida Reprodução. RESPONSABILDADE CIVIL DO DANO AMBIENTAL Prof. Éder Responsabilidade Clementino dos civil Santos INTRODUÇÃO Evolução da sociedade: séc. XX (novas tecnologias x modelo de vida); Inércia do Estado: auto-tutela;

Leia mais

CAUSAS EXCLUDENTES DA RESPONSABILIDADE CIVIL OU MEIOS DE DEFESA

CAUSAS EXCLUDENTES DA RESPONSABILIDADE CIVIL OU MEIOS DE DEFESA CAUSAS EXCLUDENTES DA RESPONSABILIDADE CIVIL OU MEIOS DE DEFESA Rosana Silva de OLIVEIRA¹ Sumário: Resumo. Palavras - chave. Introdução. Estado de necessidade e legítima defesa. Exercício regular do direito

Leia mais

A RESPONSABILIDADE AMBIENTAL E O PRINCÍPIO DO POLUIDOR PAGADOR

A RESPONSABILIDADE AMBIENTAL E O PRINCÍPIO DO POLUIDOR PAGADOR A RESPONSABILIDADE AMBIENTAL E O PRINCÍPIO DO POLUIDOR PAGADOR COSTA, Vanessa Aparecida 1 BRAATZ, Danielle Bimbati de Moura 2 RESUMO: os reflexos nocivos da atividade humana, que é realidade visível, é

Leia mais

Plano de Ensino. Meses Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Aulas Regulares 08 18 14 18 14 08 Aulas de

Plano de Ensino. Meses Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Aulas Regulares 08 18 14 18 14 08 Aulas de Identificação Plano de Ensino Curso: Direito Disciplina: Responsabilidade Civil Ano/semestre: 2012-1 Carga horária: Total: 80 horas Semanal: 4 horas Professor: Renzo Gama Soares Período/turno: Matutino

Leia mais

RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA

RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA DEFINIÇÃO INFORMAÇÕES GERAIS INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES FUNDAMENTAÇÃO LEGAL PERGUNTAS FREQUENTES DEFINIÇÃO Decorre da transgressão de normas administrativas pelo servidor,

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO RELATIVO À SEGURIDADE SOCIAL

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO RELATIVO À SEGURIDADE SOCIAL ISBN 978-85-61091-05-7 Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO RELATIVO À SEGURIDADE SOCIAL Carla Cristina Marques 1 ; Carlos Alexandre

Leia mais

Comissão de Estudos da Concorrência e Regulação Econômica ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL Secção de São Paulo

Comissão de Estudos da Concorrência e Regulação Econômica ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL Secção de São Paulo Formulário de Sugestões Consulta Pública nº 17 (28.09.11 a 28.11.2011) Minuta do Projeto de lei que altera a Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993 e a Lei nº 8.884,

Leia mais

CONSIDERAÇÕES ACERCA DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO PELA DEMORA NA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL 1

CONSIDERAÇÕES ACERCA DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO PELA DEMORA NA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL 1 CONSIDERAÇÕES ACERCA DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO PELA DEMORA NA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL 1 Jessica Fernanda Callai 2, Lisiane Beatriz Wickert 3. 1 Projeto de pesquisa em desenvolvimento no curso

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE CRISES Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos

ADMINISTRAÇÃO DE CRISES Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos C W M C O M U N I C A Ç Ã O WALTEMIR DE MELO ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ASPECTOS CRÍTICOS

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Poder de Polícia: conceito, características e meios de atuação e divisão no atual sistema administrativo brasileiro Ricardo Pontes de Almeida* INTRODUÇÃO A partir do estudo do sistema

Leia mais

Teoria das nulidades dos atos de advocacia. Dispõe o Estatuto da Advocacia (Lei Federal n.º 8.906/94):

Teoria das nulidades dos atos de advocacia. Dispõe o Estatuto da Advocacia (Lei Federal n.º 8.906/94): Thiago d Ávila Membro da Advocacia-Geral da União. Procurador Federal. Procurador do INCRA em Natal/RN. Ex-Procurador do INSS. Ex-Procurador do Órgão de Arrecadação da Procuradoria-Geral Federal. Dedica-se

Leia mais

DANO AMBIENTAL: SEM LEI NÃO HÁ DANO? Fúlvia Leticia Perego Silva 1, Munir Jorge Felício 2

DANO AMBIENTAL: SEM LEI NÃO HÁ DANO? Fúlvia Leticia Perego Silva 1, Munir Jorge Felício 2 86 DANO AMBIENTAL: SEM LEI NÃO HÁ DANO? Fúlvia Leticia Perego Silva 1, Munir Jorge Felício 2 1 Integrante do Núcleo de Estudos Ambientais e Geoprocessamento NEAGEO do Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento

Leia mais

A Visão do Desembargador Sergio Cavalieri Filho Sobre a Responsabilidade Civil nos 10 Anos do Código Civil na Construção da Doutrina e Jurisprudência

A Visão do Desembargador Sergio Cavalieri Filho Sobre a Responsabilidade Civil nos 10 Anos do Código Civil na Construção da Doutrina e Jurisprudência 222 Série Aperfeiçoamento de Magistrados 13 10 Anos do Código Civil - Aplicação, Acertos, Desacertos e Novos Rumos Volume 2 A Visão do Desembargador Sergio Cavalieri Filho Sobre a Responsabilidade Civil

Leia mais

RESPONSABILIDADE DOS BANCOS POR RISCOS/DANOS AMBIENTAIS. Erika Bechara 17.05.2012

RESPONSABILIDADE DOS BANCOS POR RISCOS/DANOS AMBIENTAIS. Erika Bechara 17.05.2012 RESPONSABILIDADE DOS BANCOS POR RISCOS/DANOS AMBIENTAIS Erika Bechara 17.05.2012 POR QUE ULTIMAMENTE SE TEM FALADO TANTO DA RESPONSABILIDADE AMBIENTAL SOLIDÁRIA DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS? 1. Não houve

Leia mais

A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO NOS CASOS DE DANO AMBIENTAL

A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO NOS CASOS DE DANO AMBIENTAL A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO NOS CASOS DE DANO AMBIENTAL PATRÍCIA CAVALCANTE DE FALCONERI Sumário: 1. Introdução. 2. O dano ambiental no direito brasileiro. 3. Responsabilidade objetiva

Leia mais

OS LIMITES DO PODER DISCRICIONÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

OS LIMITES DO PODER DISCRICIONÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA OS LIMITES DO PODER DISCRICIONÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A Administração Pública, no exercício de suas funções, dispõe de poderes que visam garantir a prevalência do interesse público sobre o particular.

Leia mais

: MIN. DIAS TOFFOLI GRANDE

: MIN. DIAS TOFFOLI GRANDE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 686.721 SÃO PAULO RELATOR RECTE.(S) PROC.(A/S)(ES) RECDO.(A/S) ADV.(A/S) INTDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. DIAS TOFFOLI :MUNICÍPIO ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA GRANDE :PROCURADOR-GERAL

Leia mais

ANTIJURIDICIDADE. 1.3 - Conceito segundo a Teoria Constitucionalista do Delito: fato formal e materialmente típico e antijurídico.

ANTIJURIDICIDADE. 1.3 - Conceito segundo a Teoria Constitucionalista do Delito: fato formal e materialmente típico e antijurídico. ANTIJURIDICIDADE 1 - Crime 1.1 - Conceito Clássico: fato típico, antijurídico e culpável. 1.2 - Conceito segundo o Finalismo: fato típico e antijurídico. 1.3 - Conceito segundo a Teoria Constitucionalista

Leia mais

Encontro Temático do NEATS PUC/SP sobre a Nova Lei Geral das Parcerias da Administração com as Organizações da Sociedade Civil Lei nº 13.

Encontro Temático do NEATS PUC/SP sobre a Nova Lei Geral das Parcerias da Administração com as Organizações da Sociedade Civil Lei nº 13. Encontro Temático do NEATS PUC/SP sobre a Nova Lei Geral das Parcerias da Administração com as Organizações da Sociedade Civil Lei nº 13.019/2014 Sanções administrativas LUIS EDUARDO PATRONE REGULES Advogado.

Leia mais

Configura hipótese de descentralização administrativa a criação de uma eventual Secretaria de Estado de Aquisições do DF.

Configura hipótese de descentralização administrativa a criação de uma eventual Secretaria de Estado de Aquisições do DF. Direito Adminstrativo- profs. Rafael Pereira e Dênis França 1. No que se refere ao ato administrativo, julgue os itens que se seguem. Caso determinado servidor, no exercício de sua competência delegada,

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 119427-CE (0014160-68.2011.4.05.0000) AGRTE : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL AGRDO : CARLOS FLÁVIO OLIVEIRA SILVEIRA ADV/PROC : JOÃO OLIVARDO MENDES ORIGEM : 18ª Vara Federal do Ceará

Leia mais

A RESPONSABILIDADE CIVIL NA APRESENTATAÇÃO ANTECIPADA DO CHEQUE PÓS-DATADO

A RESPONSABILIDADE CIVIL NA APRESENTATAÇÃO ANTECIPADA DO CHEQUE PÓS-DATADO A RESPONSABILIDADE CIVIL NA APRESENTATAÇÃO ANTECIPADA DO CHEQUE PÓS-DATADO GONÇALVES, L. R. S. Resumo: O cheque é um título de crédito de ordem de pagamento à vista regido pela Lei nº 7.357/1985, porém

Leia mais

PROCESSO - TC-4167/2005 INTERESSADO - PREFEITURA MUNICIPAL DE GUAÇUI ASSUNTO - CONSULTA

PROCESSO - TC-4167/2005 INTERESSADO - PREFEITURA MUNICIPAL DE GUAÇUI ASSUNTO - CONSULTA PROCESSO - TC-4167/2005 INTERESSADO - PREFEITURA MUNICIPAL DE GUAÇUI ASSUNTO - CONSULTA RESPONSABILIDADE CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO - ARTIGO 37º, 6º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL - MODALIDADE

Leia mais

Responsabilidade penal ambiental. A importância da reparação do dano ambiental

Responsabilidade penal ambiental. A importância da reparação do dano ambiental Responsabilidade penal ambiental A importância da reparação do dano ambiental Ideal: Meio ambiente sadio, preservado e equilibrado ecologicamente Realidade: Busca de solução jurídica diante de uma situação

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO RESPONSABILIDADE CIVIL LATO SENSU Responsabilidade Civil é o dever jurídico derivado ou secundário de ressarcir ou reparar dano causado pela conduta culposa do agente a

Leia mais

A RESPONSABILIDADE DO PERSONAL TRAINER DOUTOR PAQUITO RESUMO

A RESPONSABILIDADE DO PERSONAL TRAINER DOUTOR PAQUITO RESUMO A RESPONSABILIDADE DO PERSONAL TRAINER DOUTOR PAQUITO RESUMO O presente artigo traz a concepção da responsabilidade civil aplicada ao personal trainer, um estudo que merece atenção tanto do profissional

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1 Suponha se que Maria estivesse conduzindo o seu veículo quando sofreu um acidente de trânsito causado por um ônibus da concessionária do serviço público

Leia mais

Responsabilidade Criminal Ambiental. Paulo Freitas Ribeiro

Responsabilidade Criminal Ambiental. Paulo Freitas Ribeiro Responsabilidade Criminal Ambiental Paulo Freitas Ribeiro Constituição Federal Artigo 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade

Leia mais

A inserção injusta causa às pessoas / consumidores danos de ordem moral e em algumas vezes patrimonial, que, reconhecida gera o direito à reparação.

A inserção injusta causa às pessoas / consumidores danos de ordem moral e em algumas vezes patrimonial, que, reconhecida gera o direito à reparação. 1.1 - Introdução Infelizmente o ajuizamento de ações de indenização por danos materiais e principalmente morais em face de empresas por inclusão indevida do nome de seus clientes em órgãos de proteção

Leia mais

OAB 1ª Fase Direito Civil Responsabilidade Civil Duarte Júnior

OAB 1ª Fase Direito Civil Responsabilidade Civil Duarte Júnior OAB 1ª Fase Direito Civil Responsabilidade Civil Duarte Júnior 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. RESPONSABILIDADE CIVIL É A OBRIGAÇÃO QUE INCUMBE A ALGUÉM DE

Leia mais

RESPONSABILIDADE POR DANOS CAUSADOS AO MEIO AMBIENTE

RESPONSABILIDADE POR DANOS CAUSADOS AO MEIO AMBIENTE RESPONSABILIDADE POR DANOS CAUSADOS AO MEIO AMBIENTE Boisbaudran Imperiano DA RESPONSABILIDADE JURÍDICA O termo Responsabilidade vem da palavra originária responsabilitatis, do latim, que tem a significação

Leia mais

2. EVOLUÇÃO LEGAL E DOUTRINÁRIA DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO A PARTIR DO CÓDIGO CIVIL DE 1916

2. EVOLUÇÃO LEGAL E DOUTRINÁRIA DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO A PARTIR DO CÓDIGO CIVIL DE 1916 UMA VISÃO LÓGICO-SISTEMÁTICA DA RESPONSABILIDADE CIVIL EXTRACONTRATUAL DO ESTADO da Bahia. Fabiana Maria Farias dos Santos- subtabeliã de notas do Estado SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Evolução doutrinária

Leia mais

DIREITO DAS OBRIGAÇÕES NO NOVO CÓDIGO CIVIL ASPECTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL POR ACIDENTES DO TRABALHO

DIREITO DAS OBRIGAÇÕES NO NOVO CÓDIGO CIVIL ASPECTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL POR ACIDENTES DO TRABALHO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES NO NOVO CÓDIGO CIVIL ASPECTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL POR ACIDENTES DO TRABALHO FLÁVIO LANDI (*) A Lei n. 10.406, publicada aos 11.1.2002, com vacatio legis de um ano, instituiu

Leia mais

Excludentes de Responsabilidade Civil e sua aplicação no fornecimento de energia elétrica.

Excludentes de Responsabilidade Civil e sua aplicação no fornecimento de energia elétrica. Excludentes de Responsabilidade Civil e sua aplicação no fornecimento de energia elétrica. Art. 14, parágrafo 3º, II do Código de Defesa do Consumidor e art. 5º da Resolução ANEEL nº 61. Responsabilidade

Leia mais

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS RELATIVAS ÀS FUNÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: I- promover,

Leia mais

A Responsabilidade do Estado por Atividade Legislativa

A Responsabilidade do Estado por Atividade Legislativa Assunto Especial - Doutrina Responsabilidade Civil do Estado - Atos Legislativos A Responsabilidade do Estado por Atividade Legislativa GINA COPOLA Advogada Militante em Direito Administrativo, Pós-Graduada

Leia mais

RESPONSABILIDADE MÉDICA EMPRESARIAL E DA EQUIPE CIRÚRGICA POR ERRO ANESTÉSICO

RESPONSABILIDADE MÉDICA EMPRESARIAL E DA EQUIPE CIRÚRGICA POR ERRO ANESTÉSICO RESPONSABILIDADE MÉDICA EMPRESARIAL E DA EQUIPE CIRÚRGICA POR ERRO ANESTÉSICO TOMÁS LIMA DE CARVALHO 1 Em julgamento proferido no dia 22 de setembro de 2009, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça

Leia mais

GOUVÊA FRANCO ADVOGADOS

GOUVÊA FRANCO ADVOGADOS O DIREITO DE REGRESSO DO INSS: ACIDENTES DE TRABALHO E A LEI Nº 8.213/91 Introdução: Recentemente, por todo o Brasil, constata-se na Justiça Federal o crescente aumento de ações regressivas propostas pelo

Leia mais

Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo

Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo LEONARDO COSTA SCHÜLER Consultor Legislativo da Área VIII Administração Pública ABRIL/2013 Leonardo Costa Schüler 2 SUMÁRIO O presente trabalho aborda

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL

IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL Jonas Guedes 1 Resumo: O tema abordado no presente artigo versará sobre a impossibilidade jurídica do Tribunal do Júri na Justiça

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS Atividade de intermediação de negócios imobiliários relativos à compra e venda e locação Moira de Toledo Alkessuani Mercado Imobiliário Importância

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR » Cacildo Baptista Palhares Júnior Advogado em Araçatuba (SP) Questões comentadas de direito do consumidor da prova objetiva do concurso de 2010 para Defensor da Bahia Com referência ao CDC, julgue os

Leia mais

PONTO 1: Responsabilização Ambiental 1. RESPONSABILIZAÇÃO AMBIENTAL. Art. 225 da CF Tríplice responsabilização.

PONTO 1: Responsabilização Ambiental 1. RESPONSABILIZAÇÃO AMBIENTAL. Art. 225 da CF Tríplice responsabilização. 1 DIREITO AMBIENTAL DIREITO AMBIENTAL PONTO 1: Responsabilização Ambiental 1. RESPONSABILIZAÇÃO AMBIENTAL Art. 225 da CF Tríplice responsabilização. 3º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI N o 3.836, DE 2008 Obriga os fornecedores de produtos e de serviços a darem o troco das frações da unidade do Sistema Monetário Nacional

Leia mais

ROJETO DE LEI Nº, de 2015. (Do Sr. Deputado Marcos Rotta)

ROJETO DE LEI Nº, de 2015. (Do Sr. Deputado Marcos Rotta) ROJETO DE LEI Nº, de 2015 (Do Sr. Deputado Marcos Rotta) Dispõe sobre segurança, danos materiais, furtos e indenizações, correspondentes a veículos nos estacionamento de estabelecimentos comerciais, shoppings

Leia mais

EXPERT GROUP MEETING ON SUSTAINABLE URBAN TRANSPORT: MODERNISING AND GREENING TAXI FLEETS IN LATIN AMERICAN CITIES

EXPERT GROUP MEETING ON SUSTAINABLE URBAN TRANSPORT: MODERNISING AND GREENING TAXI FLEETS IN LATIN AMERICAN CITIES EXPERT GROUP MEETING ON SUSTAINABLE URBAN TRANSPORT: MODERNISING AND GREENING TAXI FLEETS IN LATIN AMERICAN CITIES United Nations Department of Economic and Social Affairs (DESA) Rio de Janeiro, 18 e 19

Leia mais

A EFETIVIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NA PROTEÇÃO AMBIENTAL

A EFETIVIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NA PROTEÇÃO AMBIENTAL A EFETIVIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NA PROTEÇÃO AMBIENTAL FERNANDO REVERENDO VIDAL AKAOUI XIV Congresso Brasileiro do Ministério Público de Meio Ambiente - ABRAMPA RESPONSABILIDADE DO ESTADO PELA PROTEÇÃO

Leia mais

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL.

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL. ASPECTOS DA TUTELA PENAL DO AMBIENTE 1. Introdução Como conseqüência da consciência ambiental, o legislador brasileiro não só previu a proteção administrativa do meio ambiente e a denominada tutela civil

Leia mais

Introdução ao Estudo da Responsabilidade Civil

Introdução ao Estudo da Responsabilidade Civil Introdução ao Estudo da Responsabilidade Civil Material didático destinado à sistematização do conteúdo da disciplina Direito Civil IVI Publicação no semestre 2014.1 no curso de Direito. Autor: Vital Borba

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO Curso Online Intensivo OAB/FGV - V Exame Unificado Direito Administrativo Aula 7 Professora Giovana Garcia RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO CONTRATUAL: quando decorrente de avença contratual; EXTRACONTRATUAL:

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

INTRODUÇÃO AO DIREITO AMBIENTAL

INTRODUÇÃO AO DIREITO AMBIENTAL INTRODUÇÃO AO DIREITO AMBIENTAL 1. NOMENCLATURA DA DISCIPLINA JURÍDICA Direito ambiental, direito do meio ambiente, direito do desenvolvimento sustentável, direito verde, direito ecológico, direito de

Leia mais

AULA 07. CONTEÚDO DA AULA: Abuso de Direito Final. Art. 927, Parágrafo único. Art. 931. Responsabilidade pelo fato de terceiro 932 até Inciso III.

AULA 07. CONTEÚDO DA AULA: Abuso de Direito Final. Art. 927, Parágrafo único. Art. 931. Responsabilidade pelo fato de terceiro 932 até Inciso III. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Responsabilidade Civil / Aula 07 Professora: Andréa Amim Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 07 CONTEÚDO DA AULA: Abuso de Direito Final. Art. 927, Parágrafo

Leia mais

ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa

ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa e ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa ACÓRDÃO AGRAVO INTERNO N 009.2008.001331-5/001. Relator: Dr. Aluízio Bezerra Filho, Juiz de Direito Convocado em substituição

Leia mais

DIREITO AMBIENTAL NO BRASIL

DIREITO AMBIENTAL NO BRASIL DIREITO NO BRASIL CONTEXTO NACIONAL Ordenamento Jurídico; O meio ambiente na constituição federal; Política Nacional do Meio Ambiente; SISNAMA; Responsabilidades civil; Responsabilidade penal ambiental;

Leia mais

A PROBLEMÁTICA CONTEMPORÂNEA DA RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA

A PROBLEMÁTICA CONTEMPORÂNEA DA RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA A PROBLEMÁTICA CONTEMPORÂNEA DA RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA CLÁUDIO RIBEIRO LOPES Mestre em Direito (Tutela de Direitos Supraindividuais) pela UEM Professor Assistente da UFMS (DCS/CPTL)

Leia mais

RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR

RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR A punição administrativa ou disciplinar não depende de processo civil ou criminal a que se sujeite também o servidor pela mesma falta, nem obriga

Leia mais

PARECER DECRETO CALL CENTER

PARECER DECRETO CALL CENTER PARECER DECRETO CALL CENTER PARECER DECRETO 6.523/2008 Elizabeth Costa de Oliveira Góes Trata-se de parecer com vistas a analisar a aplicabilidade do Decreto 6.523/2008, de 31 de julho de 2008, no que

Leia mais

ENTIDADES PARAESTATAIS

ENTIDADES PARAESTATAIS ENTIDADES PARAESTATAIS I) CONCEITO Embora não empregada na atual Constituição Federal, entidade paraestatal é expressão que se encontra não só na doutrina e na jurisprudência, como também em leis ordinárias

Leia mais

A nova responsabilidade civil escolar

A nova responsabilidade civil escolar A nova responsabilidade civil escolar Introdução Atualmente, constata-se enorme dificuldade em relação à busca e à definição dos reais limites da responsabilidade civil das escolas particulares e públicas

Leia mais

Responsabilidade Criminal Ambiental - Lei 9.605/98

Responsabilidade Criminal Ambiental - Lei 9.605/98 Responsabilidade Criminal Ambiental - Lei 9.605/98 29 Clara Maria Martins Jaguaribe 1 BREVE INTRODUÇÃO Antes da sistematização da responsabilidade penal em termos de meio ambiente, todos os tipos penais

Leia mais

PROCURADORIA-GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

PROCURADORIA-GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO Origem: PRT 4ª Região Membro Oficiante: Dr. Fabiano Holz Beserra Interessado 1: TRT 4ª Região Interessado 2: Prefeitura Municipal de Porto Alegre Assunto: Fraudes Trabalhistas 03.01.09 - Trabalho na Administração

Leia mais