FATORES CLIMÁTICOS Quais são os fatores climáticos?

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2 Quais são os fatores climáticos? o Latitude A distância a que os lugares se situam do equador determina as suas características climáticas. Por isso, existem climas quentes, temperados e frios. o Proximidade do mar / continentalidade À mesma latitude, existem lugares situados próximo de oceanos e mares e outros no interior dos continentes com características climáticas diferentes. o Correntes marítimas As correntes marítimas são grandes massas de água em movimento nos oceanos. Existem correntes quentes e correntes frias, que influenciam os climas das regiões costeiras. o Relevo O relevo é a forma que a superfície terrestre apresenta num determinado lugar. O relevo influencia o clima devido: à sua disposição geográfica; à diminuição da temperatura com a altitude.

3 LATITUDE - Influência na Temperatura A latitude é um fator climático muito importante porque exerce a sua influência sobre a temperatura e todos os outros elementos climáticos à escala global. A temperatura diminui à medida que a latitude aumenta. Distribuição da temperatura média anual na superfície terrestre.

4 Por que diminui a temperatura à medida que a latitude aumenta? Círculo Polar Ártico (66º 33 N) Trópico de Câncer (23º 27 N) o A Terra tem uma forma aproximadamente esférica e gira inclinada sobre o seu eixo. o Deste modo, os raios solares atingem a superfície terrestre com diferentes ângulos de incidência e os dias e as noites têm uma duração desigual. Equador Círculo Polar Antártico (66º 33 S) Trópico de Capricórnio (23º 27 S)

5 Zona Fria do Norte Círculo Polar Antártico (66º 33 S) Zona Fria do Norte Círculo Polar Ártico (66º 33 N) Equador Trópico de Capricórnio (23º 27 S) Trópico de Câncer (23º 27 N) o A Terra tem uma forma aproximadamente esférica e gira inclinada sobre o seu eixo. o Deste modo, os raios solares atingem a superfície terrestre com diferentes ângulos de incidência e os dias e as noites têm uma duração desigual. o Podemos, assim, identificar diferentes zonas climáticas.

6 Zonas Frias Menor ângulo de incidência dos raios solares e maior massa atmosférica atravessada pequena concentração de energia por unidade de superfície. Grande desigualdade na duração dos dias e das noites ao longo do ano. Zona Fria do Norte Círculo Polar Ártico (66º 33 N) BAIXAS TEMPERATURAS AO LONGO DO ANO Trópico de Câncer (23º 27 N) Equador Zona Fria do Norte Círculo Polar Antártico (66º 33 S) Trópico de Capricórnio (23º 27 S)

7 Zonas Temperadas Variação do ângulo de incidência dos raios solares e da massa atmosférica atravessada variação da concentração de energia por unidade de superfície. Os dias e as noites têm uma duração variável ao longo do ano. TEMPERATURAS VARIÁVEIS AO LONGO DO ANO

8 Zona Quente ou Intertropical Maior ângulo de incidência dos raios solares e menor massa atmosférica atravessada grande concentração de energia por unidade de superfície. Os dias e as noites têm uma duração quase idêntica ao longo do ano. ELEVADAS TEMPERATURAS AO LONGO DO ANO

9 A formação da precipitação A atmosfera terrestre é constituída por poeiras e vários gases, entre os quais o vapor de água. A quantidade deste gás varia de acordo com as propriedades de cada massa de ar extensas porções de ar atmosférico com características semelhantes de temperatura e humidade.

10 As latitudes médias das zonas temperadas, nas quais o nosso país se inclui, são áreas de contacto de massas de ar com características diferentes que, quando se encontram, não se misturam de imediato, gerando situações atmosféricas de instabilidade, como chuvas, trovoadas e ventos fortes.

11 A humidade absoluta é a quantidade total de vapor de água existente numa massa de ar e exprime-se, em regra, em gramas de água por metro cúbico de ar. A humidade relativa é a razão entre a quantidade de vapor de água existente numa massa de ar e a que seria necessária para que a mesma atingisse o ponto de saturação com igual valor de temperatura. Exprime-se em percentagem. Quando uma massa de ar, a uma determinada temperatura, não consegue conter mais vapor de água, atinge o ponto de saturação.

12 Relação entre a temperatura e a humidade relativa do ar Quanto maior for a temperatura de uma massa de ar, maior será a quantidade de vapor de água necessária para que esta atinja o ponto de saturação e haja condensação. Se a sua temperatura diminuir, a humidade relativa aumenta e, com a mesma quantidade de vapor de água, pode aproximar-se ou atingir o ponto de saturação. Sempre que há condensação, existe a possibilidade de ocorrer precipitação. Se a temperatura atmosférica for muito baixa, esta pode apresentar-se no estado sólido: neve ou granizo. Quando a temperatura é superior a 0 o C, a precipitação ocorre, normalmente, no estado líquido: chuva.

13 LATITUDE - Influência na Precipitação Existe precipitação quando se verifica a condensação do vapor de água presente na atmosfera. De um modo geral: Quando o ar sobe em altitude, a sua temperatura desce e ocorre condensação. Quando o ar desce em altitude, a sua temperatura aumenta e não há condensação.

14 O ar movimenta-se de forma diferente nos centros de altas e de baixas pressões atmosféricas, o que condiciona a ocorrência de precipitação. A pressão atmosférica é representada através de isóbaras linhas que unem pontos de igual valor de pressão.

15 Centros de altas pressões O valor da pressão aumenta da periferia para o centro, sendo superior a 1013 mb (o valor normal). Centros de baixas pressões O valor da pressão diminui da periferia para o centro, sendo inferior a 1013 mb (o valor normal).

16 Centros de altas pressões Centros de baixas pressões O movimento do ar é descendente na vertical e divergente à superfície. O movimento do ar é convergente à superfície e ascendente na vertical.

17 Centros de altas pressões Centros de baixas pressões À medida que o ar desce, a sua temperatura aumenta, tornando-se maior a capacidade de reter vapor de água. Por isso, não é provável que ocorra precipitação. À medida que o ar sobe, a sua temperatura diminui, tornando-se menor a capacidade de absorção do vapor de água. Por isso, há condições para ocorrer condensação e formação de nuvens.

18 Centros de altas pressões Estes centros de pressão encontram-se associados a céu limpo e tempo seco, independentemente da temperatura, e aparecem representados com a letra A ou o sinal +. Centros de baixas pressões Estes centros de pressão encontram-se associados a céu nublado com possibilidade de precipitação, independentemente da temperatura, e representam-se com as letras B, D ou o sinal. A B

19 As diferenças de temperatura na superfície terrestre refletem-se numa distribuição dos centros de baixas e altas pressões em latitude. Este aspeto determina a direção dos ventos dominantes porque o ar desloca-se das altas para as baixas pressões.

20 Como é que a latitude influencia a precipitação? A disposição dos centros de pressão em latitude faz variar a distribuição da precipitação no mundo. Distribuição da precipitação anual na superfície terrestre

21 PROXIMIDADE DO MAR / CONTINENTALIDADE Faz sentir a sua influência às escalas regional e local. É por esse motivo que lugares situados à mesma latitude podem ter características climáticas diferentes. A proximidade do mar e a continentalidade exercem uma ação distinta sobre os elementos do clima.

22 Influência na Temperatura No verão A água do mar tem uma temperatura mais baixa do que a superfície continental. Os ventos que sopram do oceano para terra refrescam a temperatura das áreas litorais. As temperaturas são mais elevadas no interior dos continentes.

23 No inverno A água do mar encontra-se mais quente do que os continentes. Os ventos que sopram em direção à terra amenizam a temperatura das áreas litorais. As temperaturas são muito mais baixas no interior dos continentes.

24 O mar exerce uma ação moderadora sobre as temperaturas das áreas litorais. O afastamento em relação ao litoral aumenta a continentalidade. Deste modo, no interior dos continentes, as temperaturas são elevadas no verão e muito baixas no inverno.

25 Influência na Precipitação De um modo geral, as regiões localizadas no litoral têm mais precipitação do que as do interior, uma vez que recebem o ar húmido proveniente do oceano. À medida que o ar se desloca em direção ao interior torna-se, progressivamente, mais seco e diminui a precipitação.

26 CORRENTES MARÍTIMAS A água dos oceanos movimenta-se através de ondas, marés e correntes marítimas. Estas podem ser quentes ou frias, dependendo da zona climática em que se formam, e a sua deslocação tem consequências nas áreas costeiras e no equilíbrio térmico do planeta.

27 As áreas influenciadas por correntes marítimas quentes possuem temperaturas mais altas e precipitação mais abundante do que as que são afetadas por correntes marítimas frias à mesma latitude.

28 RELEVO A altitude e a disposição do relevo também introduzem diferenças significativas nos principais elementos climáticos

29 ALTITUDE - Influência na Temperatura À medida que a altitude aumenta, a temperatura diminui. A temperatura diminiu cerca de 6ºC por cada 1000 m (gradiente térmico vertical). A temperatura diminui em altitude porque diminuem os gases que têm capacidade para reter a radiação terrestre, tais como o vapor de água e o dióxido de carbono.

30 ALTITUDE - Influência na Precipitação O ar é obrigado a subir sempre que no seu trajeto encontra um obstáculo montanhoso. Ao subir, a sua temperatura diminui e mais facilmente ocorre condensação e precipitação nas vertentes expostas à ascensão dos ventos húmidos.

31 DISPOSIÇÃO DO RELEVO No hemisfério norte, as vertentes expostas a sul recebem mais radiação solar e, por esse motivo, são mais quentes (soalheiras) do que as vertentes viradas a norte (umbrias). Quando as elevações se dispõem paralelamente à linha de costa (relevo concordante) impedem a progressão do ar húmido para o interior. Quando a disposição do relevo é discordante, o ar húmido avança mais facilmente para o interior, fazendo sentir a sua ação nas temperaturas e na precipitação.

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