Análise Climatológica da Década (Relatório preliminar)

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1 Análise Climatológica da Década (Relatório preliminar) Resumo Boleti m Climat ológico Anual Produz ido por Institut o de Meteor ologia, I.P. També m A análise dos dados meteorológicos preliminares para Portugal Continental indica que o ano de 2009 deverá classificar-se nos 10 mais quentes desde 1931, em relação à temperatura máxima e média do ar, com a temperatura média a situar-se cerca de 0.9ºC acima do valor médio de (normais de referência da Organização Meteorológica Mundial). Nas últimas 4 décadas verifica-se que a década foi, em relação à temperatura máxima, mais quente que a década , que por sua vez já tinha sido mais quente que a década anterior. A tendência para um progressivo aquecimento á superfície, desde o início da década de 70 do século passado, é reflectida num aumento médio da temperatura média de 0,33ºC à década. Esta tendência é confirmada com o registo da ocorrência dos 8 anos mais quentes depois de 1990 (1997, 1995, 1996, 2006, 1990, 1998, 2003 e 2009). Durante a presente década verifica-se que só em 2008 se registaram valores de temperatura máxima e média inferiores ao valor médio , sendo nos restantes anos sempre superior, realçando-se os extremos verificados n os anos de 2006 e Em relação à precipitação verifica-se que durante a década , depois de 2004 só em 2006 se registaram valores de precipitação superiores ao valor médio. Nos restantes anos foi sempre inferior, sendo de realçar os anos de 2005 e 2007, que foram mesmo os mais secos desde Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 1 18

2 Na análise às últimas 4 décadas verifica-se que a década foi mais seca que a década , que por sua vez já tinha sido mais seca que a década e esta mais seca que a década Verifica-se assim desde 1970 um decréscimo da precipitação, de 939mm na década de 70 para 779mm na década de 2000, correspondendo a uma perda de precipitação média anual de cerca de -160mm. Os últimos 30 anos foram particularmente pouco chuvosos em Portugal Continental, em comparação com os valores médios do período De referir ainda que o ano de 2005 foi o mais seco dos últimos 79 anos, seguido de 2007 e 2004.////// Nas últimas 4 décadas verificou-se uma redução significativa da precipitação no fim do Inverno e início da Primavera, especialmente no mês de Março, acompanhada por aumentos muito ligeiros nas outras estações do ano. No Inverno a variabilidade interanual da precipitação aumentou nos últimos 30 anos, alternando-se a ocorrência de Invernos mais secos com mais chuvosos. O Inverno de 2000/2001 foi particularmente chuvoso (o 3º mais chuvoso dos últimos 30 anos), sendo o Inverno 2004/2005 o mais seco dos últimos 79 anos. Como episódios climáticos extremos nas 4 últimas décadas destaca-se uma intensificação da frequência e intensidade de situações de seca em Portugal Continental, com uma particularmente gravosa pela sua extensão territorial e duração ocorrida nos anos de 2004 a Por seu lado, a onda de calor com maior significado na década ocorreu em 2003, em Julho-Agosto, sendo considerada um evento excepcional deste tipo, com a maior duração registada desde 1941, originando numerosas vítimas e fogos florestais destrutivos; Em 2006 registaram-se 5 ondas de calor entre Maio e Setembro, sendo a de Julho a mais significativa desde 1941 (maior extensão espacial e temporal). São de destacar ainda 2 ondas de calor em 2005, nos messes de Maio e Junho. Os valores extremos na década foram registados em Amareleja (Temperatura Máxima de 47.4ºC, em 1 de Agosto de 2003), em Penhas Douradas (temperatura mínima de -12.7ºC, em 1 de Março de 2005) e em Cabril (precipitação diária, das 09 às 09 UTC, de mm, em 21 de Março de 2001). Finalmente há a realçar que se verificaram nesta década, no prolongamento das décadas anteriores, de tendências significativas para o aumento no número anual de noites tropicais (temperatura mínima do ar superior a 20 C), assim como no número anual de dias de Verão (temperatura máxima superior a 25 C). Nota: Nos resultados apresentados para 2009 foram utilizados os dados até 10 de Dezembro. Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 2 18

3 1. Temperatura do Ar - década Evolução anual década Nas Figura 1 apresenta-se a evolução da temperatura média, máxima e mínima do ar durante a década de e sua comparação com a normal e na Figura 2 apresentam-se a as anomalias relativamente a Os valores de temperatura relativamente a cada ano apresentam-se na tabela I. Verifica-se que durante esta década apenas no ano de 2008 se registaram valores de temperatura máxima e média inferiores ao valor médio, nos restantes anos foi sempre superior, sendo de realçar na temperatura máxima os anos de 2006 e 2009 e na média o período entre 2003 e Na temperatura mínima salienta-se o valor de Figura 1 - Evolução da temperatura média, máxima e mínima do ar durante a década de e sua comparação com a normal Figura 2 - Anomalias da temperatura média, máxima e mínima do ar durante a década de relativamente a Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 3 18

4 Tabela I Temperatura anual em Portugal Continental desde 2000 até 2009 Continente Tmed Tmax Tmin ( C) ( C) ( C) (até 10 Dez) Normal Normal Comparação com décadas passadas Em Portugal Continental a média da temperatura média do ar na década foi 15.7 C, tendo sido a década mais quente dos últimos 70 anos (Figura 3) 20 Temperatura média ( C) Figura 3 Média (por décadas) da temperatura média anual em Portugal Continental Da análise das últimas 4 décadas verifica-se que a década foi, em relação à temperatura máxima, mais quente que a década , que por sua vez já tinha sido mais quente que a década Em relação à normal a temperatura do ar (máxima, mínima e média) apresenta nas últimas 3 décadas valores sempre acima do valor médio. Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 4 18

5 Tabela II - Temperatura anual em Portugal Continental por décadas Continente Tmed Tmax Tmin ( C) ( C) ( C) Década Década Década Década Normal Normal Figura 4 Média (por décadas) da temperatura máxima, mínima e média anual em Portugal Continental e respectiva normal O Verão mais quente ocorreu na década ; nesta década a Primavera foi a 2ª mais quente. Temperatura média ( C) Prim Verao Outo Inver De referir ainda que: Figura 5 Média (por décadas) da temperatura média sazonal em Portugal Continental Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 5 18

6 4 dos 5 verões mais quentes ocorreram no Século XXI (período considerado: ); os Verões de 2003 a 2006 foram excepcionalmente quentes, com desvios da temperatura média, superiores a 1.7 C (superiores a 2 desvios padrão). Análise Regional Tabela III - Temperatura anual em Portugal Continental desde 2000 até 2009 por regiões Década Tmin Norte Centro Sul Normal Tmax N C S Normal Tmed N C S Normal Na tabela apresentam-se os valores de temperatura máxima, mínima e média por regiões na década de e o respectivo valor da normal De notar que os valores aqui apresentados correspondem a todas as estações do Norte, a todas as do centro e a todas do Sul, pelo que pode haver diferenças nos resultados do País onde se utilizam menos estações mas que são representativas do País Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 6 18

7 Evolução desde 1931 Na figura 6 apresenta-se a evolução da temperatura média do ar desde 1931 até A análise dos dados observacionais, em Portugal, indica que, desde 1970, a temperatura média subiu em Portugal, em média 0.33ºC/década (declive da recta apresentada na figura). Da análise da série da média anual da temperatura média desde 1931 destaca-se: Tendência crescente dos valores da temperatura média anual à superfície, desde 1972; 1997 o mais quente nos últimos 78 anos; dos 10 anos mais quentes, 8 ocorreram depois de 1990 (1997, 1995, 1996, 2006, 1990, 1998, 2003 e 2009); Figura 6 Variabilidade da média anual da temperatura média em Portugal Continental Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 7 18

8 Nas figuras 7 (a, b, c e d) apresentam-se as tendências da temperatura média em Portugal Continental, em cada década, , , e ºC/Década +0.61ºC/Década Figura 7a e 7b Variabilidade e tendência da média anual da temperatura média em Portugal Continental em (a) e em (b) Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 8 18

9 +0.44ºC/Década -0.08ºC/Década Figura 7c e 7d Variabilidade e tendência da média anual da temperatura média em Portugal Continental em (c) e em (d) Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 9 18

10 Tendências Climáticas Observadas A temperatura média global à superfície, no período , aumentou aproximadamente 0.74ºC (IPCC WGI, 2007). Jones et al. (1999) e Karl et al. (2000) identificaram, desde o início do século XX, dois períodos de aquecimento, entre e depois de 1976, intercalados por um período de arrefecimento ( ). Na Figura 8 apresenta-se a evolução da temperatura média de Portugal Continental entre 1931 e 2009, incluindo uma análise da sua tendência parcial, calculada pelo método de Tomé e Miranda (2004), no períodos de aquecimento ( ) e arrefecimento ( ) da temperatura média global. O bom ajuste entre os segmentos de recta e a curva das observações indica que a temperatura média do território continental português acompanhou o comportamento global. A análise dos dados observacionais, em Portugal, indicam que, desde 1976, a temperatura média subiu em Portugal, a uma taxa de cerca de 0.35ºC/década, cerca do dobro da taxa de aquecimento observada para a temperatura média mundial. Figura 8 Variabilidade da média anual da temperatura média em Portugal Continental; Sobrepostos os ajustes lineares calculados com os anos de mudança das tendências de Karl et al. Na Figura 9 apresenta-se a evolução da temperatura mínima e máxima de Portugal continental entre 1931 e 2009, incluindo a análise da tendência parcial nos períodos de aquecimento e arrefecimento. Nos últimos 34 anos a temperatura máxima apresenta uma tendência positiva, +0.41ºC/década, superior em cerca de um terço à da temperatura mínima +0.28ºC/década. Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 10 18

11 Figura 9 - Variabilidade da média anual da temperatura máxima e mínima em Portugal Continental Sobrepostos os ajustes lineares calculados com os anos de mudança das tendências de Karl et al. 2. Precipitação - década Evolução anual década Nas Figura 10 apresenta-se a evolução da precipitação durante a década de e sua comparação com a normal e na Figura 11 apresentam-se a as anomalias relativamente a Os valores de precipitação relativamente a cada ano apresentam-se na tabela V. Verifica-se que durante esta década depois de 2004 apenas no ano de 2006 se registaram valores de precipitação superiores ao valor médio, nos restantes anos foi sempre inferior sendo de realçar os anos de 2005 e 2007, que foram mesmo os mais secos desde Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 11 18

12 Figura 10 Evolução da precipitação durante a década de e sua comparação com a normal Figura 11 Anomalias da precipitação durante a década de relativamente a Tabela V Valores de precipitação Continente Prec (mm) (até Normal Normal Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 12 18

13 Comparação com décadas passadas Da análise das últimas 4 décadas verifica-se que a década foi, em relação à precipitação, mais seca que a década , que por sua vez já tinha sido mais seca que a década e esta mais seca que a década Portanto tem-se registado desde 1970 um decréscimo da precipitação, desde 939mm na década de 70 até 779mm na década de 2000, correspondendo a uma perda de precipitação média de cerca de -160mm. Tabela VI - Precipitação em Portugal Continental por décadas Continente Prec (mm) Década Década Década Década Normal Normal Análise Regional Década Prec N C S Normal Na tabela VII apresentam-se os valores de precipitação por regiões na década de e o respectivo valor da normal De notar que os valores aqui apresentados correspondem a todas as estações do Norte, as todas as do centro e a todas do Sul, pelo que pode haver diferenças nos resultados do País onde se utilizam menos estações mas que são representativas do País. Evolução desde 1931 Os últimos 30 anos foram particularmente pouco chuvosos em Portugal Continental em comparação com os valores médios do período (Figura 12). De referir ainda que o ano de 2005 foi o mais seco dos últimos 78 anos, seguido de 2007 e Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 13 18

14 Figura 12 Variabilidade da média anual da precipitação em Portugal Continental A evolução sazonal dos valores médios da quantidade de precipitação desde 1931 (Figura 13) apresenta uma redução sistemática da precipitação na Primavera nas últimas 4 décadas, estatisticamente significativa, acompanhada por aumentos muito ligeiros nas outras estações do ano. Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 14 18

15 Figura 13 Variabilidade da precipitação sazonal em Portugal Continental. (A tracejado valores médios no período ) No Inverno a variabilidade interanual da precipitação aumentou nos últimos 30 anos com ocorrência tanto de Invernos mais secos como mais chuvosos. O Inverno de 2000/2001 foi particularmente chuvoso (o 3º mais chuvoso dos últimos 30 anos), sendo o Inverno 2004/2005 o mais seco dos últimos 78 anos. 30 mm Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Figura 14 Variação da precipitação média mensal: vs A Figura 14 apresenta as anomalias médias mensais de precipitação entre os períodos e onde se verifica que no período de há uma clara perda de precipitação na Primavera em relação ao período anterior de 30 anos. Esta perda ocorreu principalmente no mês de Março, que apresenta uma anomalia negativa de 66 mm. Verifica-se ainda que os ganhos moderados de precipitação em Outubro e Dezembro foram compensados pelas perdas registadas em Janeiro, Fevereiro e Novembro, enquanto as variações acumuladas entre Abril e Setembro não são significativas. No que se refere à precipitação total anual, ocorreram no período menos 80 mm do que no período , valor comparável ao da perda de precipitação em Março. Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 15 18

16 3. Situações Extremas na Década de Ondas de Calor Considera-se que ocorre uma onda de calor quando, num intervalo de pelo menos 6 dias consecutivos, a temperatura máxima diária é superior em 5 C ao valor médio diário (no período de referência ). As ondas de calor, que podem ocorrer em qualquer altura do ano, são mais notórias e sentidas pelos seus impactos, quando ocorrem nos meses de Verão. As ondas de calor com maior significado nesta década foram as de 2003, 2005 e 2006: Onda de calor de Julho-Agosto 2003, que nas regiões do interior do território (Norte, Centro e parte da região Sul) variou entre 16 e 17 dias, tendo sido a onda de calor com maior duração registada (desde 1941). Mas esta onda de calor teve uma extensão espacial inferior à de 1981, uma vez que não ocorreu nas regiões do litoral. Em 2003 ocorreu ainda uma onda de calor em Junho. Ondas calor de ocorrência de 5 ondas de calor no período de 24 de Maio a 9 de Setembro. A onda de calor em Julho 2006, quer pela sua extensão espacial (quase todo o território), quer temporal (11 dias na região do Alentejo), foi, para Julho, a mais significativa observada desde Ondas de Calor de 2005 duas ondas de calor em Junho: a primeira onda iniciou-se nos dias 30 e 31 de Maio, nas regiões do interior Norte e Centro, e terminou no dia 11 de Junho. Portalegre foi o local com maior número de dias (12) em onda de calor. Nas outras regiões a onda teve início nos dias 4 ou 5. No dia 16 quase todo o território, com excepção das regiões litoral a Norte do Cabo Raso e do sotavento algarvio, estava em onda de calor, que terminou no dia 22 na maior parte dos locais. Amareleja foi o local com a maior duração da onda de calor 9 dias De salientar ainda os anos de 2007 e 2008: 2007 Verão sem ocorrência de ondas de calor o que não se verificava desde Ocorrência de apenas uma onda de calor no período de 1 a 6 de Abril que afectou principalmente o interior das regiões Norte e Centro de Portugal Continental, não ocorreram ondas de calor no Verão. Secas A década de ficou marcada pela situação de seca mais intensa desde 1940: a seca de Esta seca foi: a de maior extensão territorial (100% do território afectado), a mais intensa com vários meses consecutivos em seca severa e extrema) em termos de extensão territorial dos últimos 65 anos foi a 3ª mais longa desde 1941 (a mais longa foi a de ) Em 2009 também se iniciou uma situação de seca meteorológica, em Março, que se manteve até Outubro em todo o território continuando ainda em Dezembro, mas apenas nas regiões a Sul do Tejo. Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 16 18

17 O índice de seca PDSI (Palmer Drought Severity Index) apresenta alterações significativas nas últimas décadas, em particular nas regiões do sul de Portugal Continental. As séries mensais deste índice revelam que os episódios de seca foram mais frequentes e mais severos desde a década de 1980 (Observatório de Secas). Precipitação forte Na década salientam-se os meses e respectivos anos em que ocorreram precipitações elevadas, que originaram cheias e inundações: Dezembro 2000 e Março 2001 Inverno 2000/ o 3º mais chuvoso dos últimos 30 anos; Outubro Novembro 2006 Destacam-se ainda alguns episódios de neve importantes que ocorreram durante esta década: 29 de Janeiro 2006 e 28 Janeiro nestes dias há a referir a queda de neve nas regiões do litoral e de baixa altitude, em particular a Sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, fenómeno raro nestas regiões Inverno 2008/09 ocorrência de vários episódios de neve nas Regiões do Norte e Centro. Extremos Maior valor da Temperatura Máxima na década : 47.4ºC em Amareleja 1 de Agosto de 2003 Menor valor da temperatura mínima na década -12.7ºC em Penhas Douradas - 1 de Março de 2005 Maior valor de precipitação diária (09-09) na década mm em Cabril 21 de Março de 2001 Tendências climáticas em Portugal As tendências climáticas observadas nas últimas décadas em Portugal ( ) apresentam o mesmo sinal que as observadas a nível global Clima Observado Desde a década de 1970, a temperatura média subiu em todas as regiões de Portugal, a uma taxa de 0.35ºC/década, mais do dobro da taxa de aquecimento observada para a temperatura média mundial foi o ano mais quente e dos 10 mais quentes, 7 ocorreram depois de 1990 (1997, 1995, 1996, 2006, 1990, 1998 e 2003) No que se refere à precipitação, a evolução observada apresenta grande irregularidade e não se verificam tendências significativas no valor médio anual. Nas últimas três décadas do século XX verificou-se uma redução muito significativa da precipitação no fim do Inverno e início da Primavera, especialmente no mês de Março, em Portugal Continental. Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 17 18

18 Nas três últimas décadas verificou-se uma intensificação da frequência e intensidade de situações de seca em Portugal Continental Tendências significativas aumento no número anual de noites tropicais (Tmin > 20 C); no número anual de dias de Verão (Tmáx >25 C); no índice de duração anual de ondas de calor 1. no índice anual de dias e noites quentes 2 Tendências significativas diminuição no índice anual de dias e noites frias 3 no índice anual de Tmin < 0 C (frost days) no índice de duração anual de ondas de frio 4. Número de estações da rede do IM em Portugal Continental entre 1931 e Considera-se que ocorre uma onda de calor quando num intervalo de pelo menos 6 dias consecutivos, a temperatura máxima diária é superior em 5 C ao valor médio diário (no período de referência ). 2 Número de dias/noites quentes como o número de dias/noites com temperatura máxima/mínima do ar > ao percentil 90 da temperatura máxima/mínima diária no período de referência ( ). 3 Número de dias/noites frias como o número de dias/noites com temperatura máxima/mínima do ar < ao percentil 10 da temperatura máxima/mínima diária no período de referência ( ). 4 Considera-se que ocorre uma onda de frio quando num intervalo de pelo menos 6 dias consecutivos, a temperatura mínima diária é inferior em 5 C ao valor médio diário (no período de referência ). Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 18 18

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