Projeto Geométrico de Rodovias. Escolha do Traçado

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1 Projeto Geométrico de Rodovias Escolha do Traçado

2 Objetivos (i) a delimitação dos locais convenientes para a passagem da rodovia, a partir da obtenção de informações básicas a respeito da geomorfologia da região; e, (ii) a caracterização geométrica desses locais de forma a (ii) a caracterização geométrica desses locais de forma a permitir o desenvolvimento do projeto pretendido.

3 Relevo e Traçado Viário (Partes típicas do relevo)

4 Definições Traçado de uma rodovia - é a linha que constitui o projeto geométrico da rodovia em planta e em perfil; sem o rigor acadêmico, pode-se imaginar o traçado como sendo uma linha que representa espacialmente (ou fisicamente) a rodovia; Diretriz de um traçado ou de uma rodovia - é um itinerário, compreendendo uma ampla faixa de terreno, ao longo (e ao largo) da qual se presume que possa ser lançado o traçado da rodovia.

5 Escolha do Traçado Necessidade ou conveniência de ligação entre dois locais Impossibilidade prática de se tomar a linha de menor distância A B custo total da obra (projeto, construção, desapropriação) X benefícios para os usuários ao longo da vida em serviço

6 Fatores de Influência do Traçado Relação Benefício/Custo Para proporcionar retorno do investimento e gerar desenvolvimento e consequentemente arrecadação de impostos, para gerar novos investimentos em estradas. Por outro lado, em função dos fatores condicionantes: Topografia, Geologia, Hidrografia e considerando-se a classe da estrada em função do VMD, a diretriz da estrada deverá ser mais ou menos tortuosa. Sem dúvida o fator predominante é a topografia da região. Elementos que influem no lançamento da diretriz: Região (mais importante) Classe Pontos obrigados: de condição e de passagem.

7 Fatores de Influência do Traçado (Condicionantes) Topografia: minimizar movimentos de terra Geotecnia: obras adicionais para contenção de cortes e aterros Hidrologia: dimensões das obras de drenagem Pontos Obrigatórios de Passagem: cidades intermediárias, terrenos de baixo valor etc

8 Representa-se o relevo por meio de CURVAS DE NÍVEL. Relevo e Traçado Viário CURVAS DE NÍVEL Linhas de mesma cota da superfície de um terreno, que são as interseções dos planos horizontais com a superfície topográfica. É a representação plana do relevo.

9 Relevo e Traçado Viário

10 Relevo e Traçado Viário

11 Relevo e Traçado Viário (Declividades)

12 Relevo e Traçado Viário (Declividades)

13 O que define o relevo de uma região? Temos 3 tipos de regiões, que são diferenciadas pelas diferenças máximas de cota por km percorrido, dentro dos seguintes limites: PLANA...10 m/km ONDULADA...10 a 40 m/km MONTANHOSA......> 40 m/km Quanto MAIS SUAVE for a topografia da região, MENOR o custo da construção da estrada.

14 Relevo e Traçado Viário (Partes típicas do relevo) Encosta, Flancos ou Vertentes são as rampas de uma montanha que vão da linha de cumeada até a base da montanha. A uma encosta escarpada dá-se o nome de despenhadeiro ou ribanceira.

15 Relevo e Traçado Viário (Partes típicas do relevo) Divisor de águas é a parte mais saliente do terreno que separa as águas pluviais, que por conseqüência correm para os talvegues adjacentes. Vale é uma superfície côncava do relevo formada por duas vertentes. Pode ser: Aberto se existe uma superfície plana entre as vertentes; Fechado em caso contrário.

16 Talweg ou Talvegue é a parte mais profunda de um curso d água ou é linha formada pelos pontos mais baixos de um vale; Serra é a denominação genérica de todo terreno acidentado, quer se trate de montanha ou seus contrafortes ou espigões; Arroio é um pequeno curso de água perene; Relevo e Traçado Viário (Partes típicas do relevo) Sanga é um canal provocado pela ação das águas pluviais.

17 Relevo e Traçado Viário (Partes típicas do relevo) Bacia Hidrográfica é a área formada pelo conjunto dos terrenos cujas águas afluem para um certo curso principal de água

18 Relevo e Traçado Viário (Partes típicas do relevo) Contraforte é uma ramificação mais ou menos elevada de uma montanha ou cordilheira, em direção transversal a mesma, se constituindo em um acidente importante para o traçado da estrada, pois muitas vezes é por ele que a via galga a montanha.

19 Relevo e Traçado Viário (Partes típicas do relevo) Garganta ou Colo é uma depressão acentuada da linha de cumeada de uma montanha ou cordilheira.

20 Desenvolvimento de traçados Quando a declividade de uma região for íngreme, de modo que não seja possível lançar o eixo da estrada com declividade inferior a valores admissíveis, deve-se desenvolver o traçado.

21 Desenvolvimento de traçados Quando o eixo da estrada acompanha as curvas de nível, há uma redução do volume de material escavado. Esta redução ocorre porque, ao se acompanhar as curvas de nível, a plataforma da estrada cruzará menos com estas.

22 Desenvolvimento de traçados Quando o eixo da estrada tiver que cruzar um espigão, deve fazê-lo nos seus pontos mais baixos, ou seja, nas gargantas. Deste modo, as rampas das rodovias poderão ter declividades menores, diminuindo os movimentos de terra.

23 Lista de Exercícios Pesquisa sobre o princípio de Brisson e o princípio de Boulanger

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