LAYOUT CONSIDERAÇÕES GERAIS DEFINIÇÃO. Fabrício Quadros Borges*

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1 LAYOUT Fabrício Quadros Borges* RESUMO: O texto a seguir fala sobre os layouts que uma empresa pode usar para sua arrumação e por coseguite ajudar em solucioar problemas de produção, posicioameto de máquias, equipametos e pessoal evolvido em todo o processo produtivo. CONSIDERAÇÕES GERAIS O arrajo físico de uma operação produtiva preocupase com a localização física dos recursos de trasformação. Colocado de uma forma simples, defiir o arrajo físico é decidir ode colocar todas as istalações, máquias e equipametos e todo o pessoal da produção. O arrajo físico é uma das características mais evidetes de uma operação produtiva que determia sua forma e aparêcia. É aquilo que a maioria de ós otaria em primeiro lugar quado etrasse pela primeira vez em uma uidade de operação. Também determia a maeira segudo a qual os recursos trasformados materiais, iformação e clietes fluem através da operação. Mudaças relativamete pequeas a localização de uma máquia, uma fábrica ou dos bes em um supermercado ou a mudaça de sala em um cetro esportivo podem afetar o fluxo de materiais e pessoas através da operação. Isso por sua vez poderá afetar os custos e a eficácia geral da produção. O layout de uma fábrica é a disposição física do equipameto Idustrial, Icluido o espaço ecessário para movimetação de material, armazeameto, mão-de-obra idireta e todas as outras atividades e serviços depedetes, além do equipameto de operação e o pessoal que o opera. Layout, portato, pode ser uma istalação real, um projeto ou um trabalho. DEFINIÇÃO A pricipal área de ação de um layout idustrial é, sem ehuma dúvida, a empresa, defiido e itegrado os elemetos produtivos. A questão está relacioada com o local e arrajo de departametos, células ou máquias em uma plata ou chão de escritório. Por causa dos aspectos geométricos e combiatórias do problema, trata-se de uma questão cuja solução pode atigir altos íveis de complexidade, de acordo com o icremeto de variáveis do sistema. Além disso, o layout idustrial * Acadêmico do 4º ao de Admiistração e Moitor da disciplia Admiistração de Recursos Materiais e Patrimoiais Lato & Sesu, Belém, v. 2,. 4, p. 5, dez,

2 egloba fatores quatitativos e qualitativos que associados, podem torar-se difíceis de modelar e aalisar. É também o estudo das codições humaas de trabalho. Percebemos etão que ão é somete uma disposição racioal das máquias que assegure o fucioameto de uma liha de usiagem sem retrocessos e com míimas distâcias. Em geral, sempre é preferível fazer alguma simplificação de processo e aálise, decompodo o problema em problemas meores e separados. Isto reduz o tamaho e complexidade do problema, permitido um estudo mais completo de vários plaos alterativos. O layout (plat layout - arrajo físico) é um estudo sistemático que procura uma combiação ótima das istalações idustriais que cocorrem para a produção, detro de um espaço dispoível. Layout é a maeira como os homes, máquias e equipametos estão dispostos em uma fábrica. O problema do layout é a locação relativa mais ecoômica das várias áreas de produção a empresa. Em outras palavras, é a melhor utilização do espaço dispoível que resulte em um processameto mais efetivo, através da meor distâcia, o meor tempo possível. SELECIONANDO O TIPO DE LAYOUT São três os tipos básicos de layout. Muitas variações e combiações destes três tipos podem ser feitas, de acordo com as ecessidades. Layout Posicioal Por posição fixa, ou por localização fixa do material. Usado para motages complexas. O material ou compoetes pricipais ficam em um lugar fixo. Layout Fucioal Por processo. Agrupam-se todas as operações de um mesmo tipo de processo. Layout Liear Liha de produção, ou por produto. O material é que se move. Uma operação imediatamete adjacete à aterior. Os equipametos são dispostos de acordo com a seqüêcia de operações. Que tipo de layout usar? Usa-se Layout posi- cioal quado: As operações de coformação do material utilizam apeas ferrametas mauais ou máquias simples; Estiverem sedo feitas poucas uidades de certo tipo; O custo de movimetação for alto. Usa-se Layout fucioal quado: As máquias forem de difícil movimetação; Tiver grade variedade de produtos; Tiver grades variações os tempos requeridos para diferetes operações; Tiver demada pequea ou itermitete. Usa-se Layout liear quado: Tiver grades quatidades de peças; O produto for mais ou meos padroizado; A demada for estável; Puder ser matida a cotiuidade do fluxo de material - operações balaceadas. FATORES QUE INFLUEM NO LAYOUT Fator Material - icluido projeto, variedades, quatidades, as operações ecessárias e a sua seqüêcia. Fator Maquiaria - icluido o equipameto produtivo, ferrametas e sua utilização Lato& Sesu, Belém, v.2,.3-4, p , dez, 2001.

3 Fator Homem - icluido supervisão e apoio, além do trabalho direto. Fator Movimeto - icluido trasporte iter e itradepartametal e o trasporte às várias operações, armazeages e ispeções. Fator Espera - icluido estoques temporários e permaetes e atrasos. Fator Serviço - icluido mauteção, ispeção, programação e expedição. Fator Costrução - icluido as características exteras e iteras do edifício e a distribuição do equipameto. Fator Mudaça - icluido versatilidade, flexibilidade e expasibilidade. Logo após a defiição dos produtos que a fábrica irá produzir, a primeira decisão a ser tomada é a da escolha do tipo de processo básico. Em termos mais amplos é a característica de volume variedade que dita o tipo de processo. Há, etretato, freqüetemete, alguma superposição etre tipos de processo que podem ser utilizados para determiada posição do biômio volumevariedade. Em casos em que mais de que um tipo de processo é possível, a importâcia relativa dos objetivos de desempeho da operação pode iflueciar a decisão. Depois que o tipo de processo foi selecioado, o tipo básico de arrajo físico deve ser defiido. Há muitas maeiras diferetes de se arrajarem recursos produtivos de trasformação. Além disso a variedade de arrajos físicos parecerá aida mais ampla do que a verdade é, porque algus dos recursos idividuais de trasformação parecerão muito dessemelhates. Sob estas codições, é difícil detectar as similaridades que se escodem sob estes aparetemete diversos arrajos físicos. Embora a escolha do tipo básico de layout govere a maeira geral segudo a qual os recursos vão ser arrajados us em relação aos outros, ela ão defie precisamete a posição exata de cada elemeto da operação. LAYOUT FUNCIONAL, O MAIS UTILIZADO PELAS PEQUENAS EMPRESAS O layout fucioal ou por processo é assim chamado porque as ecessidades e coveiêcias dos recursos trasformados que costituem o processo a operação deomiam a decisão sobre o arrajo físico. No arrajo por processo, processos similares são localizados jutos um do outro. A razão pode ser que seja coveiete para a operação matê-los jutos, ou que dessa forma a utilização dos recursos trasformadores seja beeficiada. Isso sigifica que, quado produtos, iformações e clietes fluírem através da operação, eles percorrerão um roteiro de processo a processo, de acordo com suas ecessidades. Diferetes produtos ou clietes terão diferetes ecessidades, e, portato, percorrerão diferetes roteiros através da operação. Por esta razão o padrão de fluxo a operação será bastate complexo, como veremos os exemplos a seguir: Hospital algus processos (aparelhos de raios-x e laboratórios) são ecessários a um grade úmero de diferetes tipos de pacietes; algus processos (alas gerais) podem atigir altos íveis de utilização de recursos (leitos e equipes de atedimeto). Supermercado algus processos com a área que dispõe de vegetais elatados, oferecem maior facilidade a reposição dos produtos se matidos agrupados. Algus setores, como o de comida cogelada, ecessitam de tecologia similar a Lato & Sesu, Belém, v. 2,. 4, p. 5, dez,

4 de gabietes refrigerados. Outras, como as áreas que dispõem de vegetais frescos, podem ser matidos jutos, pois desta forma podem ser feitos mais atraetes aos olhos dos clietes. No arrajo físico por processo, característico de muitas idústrias e provavelmete da maioria das atividades de prestação de serviços, os cetros de trabalho são agrupados de acordo com a fução que desempeham. Os materiais movem-se de um cetro a outro de acordo com a ecessidade. Hospitais, escolas, armazés, bacos e muitas outras atividades são orgaizados por processo; a idústria, esse tipo de arrajo físico idica que máquias de uma mesma fução são agrupadas em departametos fucioais e o produto camiha até a máquia adequada à próxima operação. O mesmo grupo de máquias, serve a produtos difereciados, aumetado a flexibilidade do sistema a mudaças o projeto do produto ou processo. Cada produto passa por cetros de trabalho ecessários, formado uma rede de fluxos. No caso de atividades de serviços a movimetação é a do próprio cliete. As taxas de produção são relativamete baixas, se comparadas àquelas obtidas com o arrajo físico por produto, desta forma, existe etre os dois tipos de arrajo uma troca etre flexibilidade e volume de produção; Os equipametos são do tipo propósito Geral, ou seja, comercialmete dispoíveis sem ecessidade de projeto específico. Esses equipametos são mais flexíveis que aqueles projetados especialmete para os arrajos físicos por produto. Em relação ao arrajo físico por produto, os custos são relativamete meores, mas os custos uitários de matéria-prima e mão de obra são relativamete maiores. Máquias executam operações diversas, ajustado-se ao tipo de demada. As listas de vatages e desvatages também são evidetes a partir das características apotadas. Etre as vatages básicas podemos citar: A flexibilidade do sistema em adaptar-se aos produtos variados; Os equipametos são mais baratos que o arrajo por produto coduzido a custos fixos meores; É fácil perceber que as falhas localizadas o sistema; Não trazem as mesmas coseqüêcias graves que o layout por produto, dado que este caso as operações gozam de certa idepedêcia; Por último, o sistema permite a implatação de sistemas de icetivos idividuais, pelo mesmo motivo. As características fuda- metais do arrajo físico por processo são: A adaptação à produção de uma liha variada de produtos ou à prestação de diversos serviços; Fabricação de vários tipos de produto; Muitas ispeções requeridas durate a seqüêcia de operações; Alta proporção de equipametos que requeiram istalações especiais; Quato às desvatages, as mais sigificativas são: Os estoque de material em processo tedem a ser elevados e bloquear a eficiêcia do sistema; Lato& Sesu, Belém, v.2,.3-4, p , dez, 2001.

5 A programação e o cotrole da produção tora-se complexa, ao se ter de trabalhar com vários produtos e suas exigêcias operacioais particulares; O mauseio de materiais tede a ser ieficiete; A cotrapartida da flexibilidade é a obteção de volumes relativamete modestos de produção, a custos uitários maiores que o caso do layout por produto. OBJETIVOS DO LAYOUT FUNCIONAL Miimizar os custos uitários de produção; Otimizar a qualidade itríseca; Promover o uso efetivo das pessoas, equipameto, espaço e eergia; Proporcioar ao empregado, coveiêcia, seguraça e coforto; Permitir a gestão dos custos de projeto; Atigir as metas e prazos fiais de produção. DESENVOLVIMENTO DO LAYOUT FUNCIONAL No arrajo físico por processo, a disposição relativa de máquias e equipametos ou departametos é o fator crítico. Devido ao grade movimeto de pessoas ou de materiais. Embora muitas formas de se projetar um arrajo físico sejam possíveis, é provável que a técica mais comum a elaboração do arrajo por processo seja o uso de modelo bidimesioais de equipametos em escala - os chamados templates. Os templates são movidos por tetativas e erro detro de um modelo das paredes e coluas da istalação. Com freqüêcia, essas tetativas são auxiliadas por fluxogramas do processo mostrado as seqüêcias mais comus de operações, dado uma primeira idéia da posição dos equipametos. Desde a década de 60, o modelo matemático e heurístico para os projetos dos arrajos físicos tem se torado comum. São modelos que ão ecessariamete coduzem a melhor solução, mas podem ser tetativamete melhorados pelo aalista. O uso do computador para solver tais modelos é de muita ajuda, embora mesmo estes casos o úmero de departametos a dispor coloque restrições computacioais MÉTODO LÓGICO PARA ELABORAÇÃO DO LAYOUT FUNCIONAL Fase I - Coleta de Ifor- mações: Determie o que será produzido; Determie quato será produzido; Determie que compoetes serão feitos ou serão comprados; Determie operações exigidas; Determie sucessão de operações; Obteha o Tempo Padrão para cada operação. Fase II - Aálise de Fluxo de Produção: Determie o coeficiete de fabricação (volume de produção/área produtiva); Determie o úmero de máquias requerido; Obteha o balaceameto etre as Lihas de Produção; Estude as exigêcias de fluxo; Lato & Sesu, Belém, v. 2,. 4, p. 5, dez,

6 Determie a relação de todas as operações existetes; Plaeje cada posto de operação em fução do fluxo ecessário. Fase III - Atividades de Apoio: Idetifique ecessidades de pessoal de apoio (almoxarifado, mauteção, etc.); Idetifique ecessidades de escritório (admiistração, PCP, egeharia, etc.); Desevolva exigêcias espaciais totais para os idiretos; Idetifique e selecioe os equipametos de mauseio e trasporte de material; Obteha a área alocada; Defia o tipo de estrutura (prédio) ideal para a empresa em questão. Costrua a relação de recursos fiaceiros ecessários; Apresete e vicule o resultado em fução das premissas do solicitate; Obteha aprovação da hierarquia máxima; Implemete o projeto; Faça a partida da produção; Colha dados para checar o sistema. COMPARANDO COM O LAYOUT LINEAR A grade difereça do layout por produto (liear), para o layout Fucioal (por Processo), é que o liear, as máquias e processos evolvidos a obteção ou motagem de um produto ou série de produtos, ecotramse agrupados, jutos e em seqüêcia, de modo a propiciar que os materiais ao etrarem a fase de produção sigam sempre a mesma liha etre os potos de processameto. Já o layout fucioal, todas as operações semelhates ou máquias do mesmo tipo são agrupadas para aproveitar ao máximo sua potecialidade. Possui essa omeclatura pelo fato da localização da máquia e/ou equipameto determiar sua fução; em outras palavras, a posição da máquia idicará sua fução ou fialidade. Fase IV - Implemetação e Avaliação: Costrua a plata mestre; Reúa líderes técicos para os ajustes ecessários; Lato& Sesu, Belém, v.2,.3-4, p , dez, 2001.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS Todo plaejameto que teha por fialidade uma correta distribuição do espaço de uma área de trabalho, itelectual ou maual, deve preteder atigir, etre outros, pelo meos 10 pricípios básicos com seus seguites objetivos: Aparêcia e coforto o aproveitameto do espaço deve ser feito de modo que produza melhor aparêcia, com a fialidade de poder proporcioar aos fucioários, idepedete da posição que ocupem a estrutura, o maior bemestar possível. Ecoomia as operações compreede assegurar ecoomia de tempo, assim como o esforço despedido as operações. Facilitar o fluxo de pessoas e de materiais com o fim de proporcioar a distribuição mais racioal etre móveis, máquias e equipametos de modo geral, objetivado miimizar os atropelos, assim como as distâcias míimas etre os postos de trabalho. Utilizar a melhor maeira possível a área dispoível. Permitir uma futura expasão, através de áreas de reserva, para a colocação de ovos prédios, máquias e equipametos. As lihas de istalações elétricas, hidráulica, ar codicioado, comuicação, devem ser traçadas de modo mais ecoômico possível, de modo a miimizar os ivestimetos em equipametos e istalações. Permitir um cotrole qualitativo e quatitativo da produção, reduzido ao míimo os produtos em processo e de modo que facilite a ispeção itermediária e fial a liha etre as fases operativas. Propiciar coforto e seguraça aos fucioários, de modo que facilite a supervisão exercida pelas chefias. Dar flexibilidade em caso de modificações, sem ecessitar logas paradas do produto e sem recorrer a custosos sistemas de desvios e trasportes. Após todas estas aálises, podemos iiciar uma arrumação do espaço físico a ser utilizado, sedo que os mesmos devem estar ligados diretamete com os objetivos e fialidades da empresa em produzir ou comercializar seus produtos. REFERÊNCIAS BIBLIO- GRÁFICAS ARAÚJO, Luis César G. de. Orgaização, sistemas e as moderas ferrametas de gestão orgaizacioal: arquitetura, bechmarkig, empowermet, gestão pela qualidade total, reegeharia. São Paulo: Atlas, DIAS, Marco Aurélio P., Admiistração de materiais: uma abordagem logística. 4. ed São Paulo: Atlas, MARTINS, Petrôio Garcia. Admiistração da produção. 1. ed São Paulo: Saraiva,1998. MOREIRA, Daiel Augusto. Itrodução à admiistração da produção e operações. São Paulo: Pioeira, NIGEL, Slack...½et al½: Admiistração da produção. São Paulo: Atlas Lato & Sesu, Belém, v. 2,. 4, p. 5, dez,

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