Organizações Modernas Visão da Sociologia - Giddens. Psicossociologia do trabalho 1

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1 Organizações Modernas Visão da Sociologia - Giddens Psicossociologia do trabalho 1

2 Sumário As organizações modernas A transferência do papel da comunidade para as organizações O processo de interdependência Visões da organização tradicionais Visões alternativas da organização O papel das novas tecnologias O conceito de organização Dificuldades na sua definição Elementos definidores Diferentes perspectivas teóricas 2

3 Organizações Importância Transferência do papel da comunidade para as organizações 3

4 Organizações INTERDEPENDÊNCIA CIDADÃO ORGANIZAÇÃO OUTRAS ORGANIZAÇÕES 4

5 Funcionamento das organizações Visão de Max Weber: A burocracia As organizações são formas de coordenar as actividades dos seres humanos, ou dos bens que eles produzem, duma forma estável ao longo do espaço e tempo 5

6 Funcionamento das organizações Visão de Max Weber: A burocracia (visão ideal, traços identificados por Weber): 1. Existência de uma linha hierárquica de autoridade bem definida, desde o topo até à base. 2. Existência de regras formais escritas que definem o comportamento de todos os participantes na organização, independentemente da sua hierarquia. 3. Os participante trabalham a tempo inteiro e são assalariados. 4. Existe uma separação entre as tarefas dos participantes dentro da organização e a sua vida exterior. 5. Nenhum membro da organização possui os recursos materiais com que trabalha. 6

7 Relações formais e informais Weber Destaque às relações formais CONTRAPONTO Estudo de Peter Blau (1963) sobre numa agência governamental de investigação fiscal. 7

8 Visão de Michel Focault: Controle do espaço e do tempo (alguém num lugar especifico pago durante determinado tempo) CF Sketch Gato Fedorento Estrutura física da organização reflecte as características sociais da empresa e dá pistas para o funcionamento do sistema de autoridade A arquitectura das organizações modernas está fortemente relacionada com os meios de vigilância como modos de assegurar a obediência. Vigilancia (2 formas): Visual (Linhas, open-spaces) Escrita (Ficheiros, histórias de casos) 8

9 9

10 O sentido da vida 10

11 Panopticon (Bentham sec XIX) 11

12 12

13 Para lá da Burocracia. (contraponto à visão de Weber) A. O modelo japonês 1. Tomada de decisão base-topo. 2. Menos especialização (exemplo do gestor que no fim da carreira passou por todas as secções da empresa, ao contrário do gestor ocidental que se especializou ao máximo numa secção). 3. Segurança no trabalho (há um comprometimento da organização com o empregado. Promoção é atribuída pela idade e não pela competição). 4. Produção orientada para o grupo, em todos os níveis avalia-se a performance do grupo. 5. Mistura das vidas privadas com o trabalho. (Exs. Todas as pessoas vestirem uma farda idêntica, existência de uma canção da companhia) 13

14 B. As grandes corporações 1º Grande domínio do mercado mundial 2º Modificações operadas devido ao seu peso estrutural excessivo: Downsizing Descentralização Redes de empresas 14

15 C. O papel das novas tecnologias Reordenamento do espaço e do tempo!!! Informação: - Em qualquer local - Em tempo imediato Existência das organizações, física ou não??? (Átomos passam a bits) (ex: Bolsas de valores, empresas de software, etc) 15

16 Resumo Papel central das organizações na vida de hoje. Natureza burocrática das organizações. As redes informais desenvolvem-se espontaneamente dentro e entre as organizações. Weber e Michels identificam tensão entre a burocracia e democracia. Layout fisico da organização influencia a sua forma social. Nomeadamente nas organizações modernas a estrutura está ligada com a garantia da vigilância. Diferenciação das corporações japonesas relativamente às do ocidente. Domínio económico mundial das grandes corporações. Restruturação das grandes corporações. Downsizing e redes de empresas. Coexistência e não extinção das grandes burocracias. Dependência das empresas modernas da especialização de conhecimentos e da informação. Estas em simultâneo dão mais flexibilidade às organizações. 16

17 Dificuldades em definir a organização 1 - Multiplicidade de modelos teóricos (diversidade de pontos de vista) Níveis de análise Carácter multidisciplinar Interesse geral de quem estuda as organizações 2-Agregação de diferentes unidades sociais Dimensão Produto ou serviço prestado Formato Recursos privilegiados 17

18 Organização Estrutura Tecnologia Objectivos Participantes Meio Situacional 18

19 1. Participantes Quando o número de indivíduos é tal que não é possível funcionar conjuntamente apenas com base no contacto permanente, surge a necessidade de criar regras formais, que regulamentam o comportamento dos indivíduos. Neste momento podemos falar do aparecimento de uma organização Chambel e Curral, (1995) p17;... duas ou mais pessoas (Barnard)... um número de pessoas (Schein)... um grupo ou sistema cooperativo (Gross). 19

20 Direcções de influência Indivíduo ---- Organização. Tipo de participação (ex: gerente vs. sócio de um clube grande.). Participação noutras organizações (ex. participação num sindicato) Organização ---- Indivíduo Ex. As regras (formais e informais) influenciam o indivíduo. 20

21 2. Objectivos Fins desejados pela organização e assumidos por alguém. 3. Estrutura Estrutura formal Meios usados para dividir o trabalho Diferenciação de funções e de hierarquia Meios usados para coordenar o trabalho Estandardização das tarefas Supervisão directa Estrutura informal Interacções regulares entre membros da organização (de acordo ou não com a estrutura formal) 21

22 4. Tecnologia Processo de transformação dos inputs em outputs (inclui: máquinas, equipamentos, conhecimentos e competências dos participantes). 22

23 Estudo da relação (Scott 1987) Tecnologia Estrutura formal Dimensões da tecnologia : Dimensões da estrutura: Complexidade (nº de diferentes elementos com os quais a organização tem de lidar em simultâneo) Complexidade tecnológica Incerteza (Variabilidade com que o trabalho é realizado, ou a dificuldade em prever esse compor - tamento) Incerteza tecnológica Interdependência (grau de inter -relação dos diferentes elementos implicados no processo) Interdependência Diferenciação (grau de diferença nas diversas unidades) Complexidade estrutural ou profissionalização Descentralização (distribuição do poder de tomada de decisão pelos diferentes participantes ou unidades) Baixos níveis de formalização e descentralização Diferentes mecanismos de coordenação (Regras, departamentalização, hierarquia e delegação) Elevada coordenação 23

24 Diferentes Perspectivas Teóricas das Organizações MECANICISTA ORGANICISTA CEREBRAL SISTEMA ABERTO CULTURAL POLÍTICA 24

25 Perspectiva mecanicista A organização é uma máquina. Os objectivos podem ser atingidos desde que haja um planeamento e gestão adequados. Cada parte da empresa é uma parte da máquina As pessoas são peças dessa máquina. (Taylor, Fayol e Weber) 25

26 A perspectiva organicista. A organização é um ser vivo. I m p o r t a s a b e r q u a i s a s s u a s necessidades e como sobreviver. (Como?) R: partilha de interesses comuns pelos participantes das organizações através da criação de uma estrutura informal. (Escola das relações humanas, entra o factor humano com os estudos de Elton Mayo em Hawthorne) 26

27 A perspectiva cerebral A organização é um cérebro pois tem capacidade de planeamento e de decisão A capacidade de tomada de decisão assenta nas capacidades cognitivas dos participantes, há uma racionalidade limitada que depende da capacidade de processamento de informação das pessoas. Mais destaque às capacidades racionais e menos às afectivas. 27

28 A perspectiva de sistema aberto Modelo biológico, a organização interage com o exterior e é ela própria um meio interligado de sistemas. Da interacção deste dois sistemas depende a sobrevivência da organização. (Katz & Kahn, Abordagens contigenciais) 28

29 A perspectiva cultural De que forma os indivíduos atribuem s e n t i d o a o s a c o n t e c i m e n t o s organizacionais. Há um padrão de pressupostos básicos partilhados que a organização desenvolveu à medida que foi resolvendo os seus problemas de sobrevivência, e que por isso passa aos elementos novos (Schein) 29

30 A perspectiva política As organizações são instrumentos de realização dos interesses particulares de indivíduos e de grupos. As organizações são agrupamentos de indivíduos com interesses individuais por vezes contraditórios, que disputam os recursos da organização A negociação entre os elementos é que permite atingir os objectivos. O poder é o meio para atingir objectivos de partes específicas. 30

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