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1 Patrici.a 8eatriz Trindad.e os r.'!ot!vqs QUE LEV AM i'~'iulhfres ID05..A.S A PROCURA.R A HiDROGiNAs-nCA COMQcATiViDADEFlsiCA Trabalho de conclusao de curso apresentado ad Curso de Educa,.ao Ffsiea da Faculdade de Ciencias Biologicas e Salide da Universidade Tuiuti do Parana, Licenciatura Plena com Aprofundamento em Portatioros d,,. Neoossidades- Especiais, sob a oriemayao da Professor Me"tre Marcia Regina inairer. Curitiba 2QOl

2 2 DedicD trabalho ajunase"principalmoote, a todas as minhas a minbafamflia.

3 3 UN!VERSIDADE TUIUTI DO P.t.J~_h.N.t.. CURSODE EDUCAC;Ao FislCA FACULDADEDEGfENCfASBfOLOGfCAS EDASAUDE TERMO DE APROVM;PD OS MOTIVOS QUE LEVAM MULHERES idosas A PROCURAR A H1DI'IDGJNASTICA COMO'ATIVIDAD.~FfSJCA Elaborado por: PA.TRiCIA BEh.TRJZ TRJNDADE Para analise e aprovac;:ao da obtenyao do grau de licenciamento em Educac;:ao Fisica, aprorundamento em Portadores, da Nacess:idades ESpaciais. peja banca examinadora~ Professur Mestre- Mamia- Regina- Waiter- Orientadora Professor da disciplina de' TCC Curitiba

4 4 SUMARIO 1. INTRODUQAo Justificativa Prcblama Q Objetivos Objativa Ge.ral Q Objetivos Especificos REVls.AO DE L1TERATURA A construyao da velhice como problema social Tipes de. anvajheceimema Personalidade e Estilo de Vida na fase do Envelhecimento Q que e.pelscnalidada? Modelos de Tra90s Imagans de Envelhecimento Trabalho e Aposentadoria 16 2A.2 Vfuvez Casamento e Sexualidade Q Papal da Familia Morte EnvGlhecimtb'1te Humane; Dirajtes. a PeJitic.aa - Algumas. Considera<;6.as.. :w 2.8 Hidroginastica Propriedade.s. Fisicaada Agua Aplica<;oes da Hidrog,inastica \lantage.ns.da Hidroginastica 2;3 3 METODOLOGIA Tipo de Pesquisa Populayac Amostra InsirumantQ Coleta de dados Limitayee.s APRESENTAc,ii.o E DISCUssAo DOS RESULT.t..DOS CONCLUSOES E SUGESTOES APENDICES REfERENC1AS BlBUOGAAFICAS 41

5 5 L!STA DE GRAF!ro~ GAAFICO 1 - A'1alise dos motivos que lej,tem as mulheres idosas e procurer e, hidroginasnca"" """"" ", '"'''' 26, GAAFtCOsozinhas" " " GAAFICO casa", 2 das atunas que, me-ram.27 3 A.naJise des elunas que trebelhem fore de """"""""""",,28 GAAFICO 4 - A.naJisedcs medos que elas pos.suam em relegao eo envelhegimento",, ",,28 GAAFICO 5 - Analise de como elas encarem 0 processo naturel do envelhecimento,, ",,29 GRP.FICO 6 - An8!ise de melncm dos aspectos, psicc!6gicos tais como:. bern estar emogio-net, diminuiqii:o-daoansiedade e -depressao, aument-o,na (notivac;:8oce,auto-estima com a pratica regula;: dao hidroginastica-"""" """"""""""""'" """""""""""""" '" 30 GRAF!CO 7 - Anajjs~ do preconceito sociai somdo corn S' ctregs'ds' ds' terceircr idade",,,,,,, 31 GAAFICO 8 Analise, do relacionemento entre as alunes de hidwginastica,, GAA,HCO- 9 - Analise- des eneontros de gropo de-!lidroginsstiea fora de ambiente'de academia """""''',,,,'' """"""""""""""""""""""" '" 32 GAAFICO 10 -.A.n8!ise de opiniao sobre e re!e98o entre a etividede fisice e e inlegrat;bo-social,d-oidoso" "'" " "',,"'" 32 GAA-RCO' i 1 - Amilise' de:- opirnao, sobr6- a r6ta~ae' e'f\tre- a atividede c fisica e a depressao psicol6gica,, """"" "'''''''''''''''' 33

6 6 RESUMO OS MOTIVOS QUE LEVAM MULHERES IDOSAS A PROCURAR A l*~-rqg1nasticacqmqanvidaqe"ffsica Autor: Patricia Beatriz Trindade Orientador: Ff.OfaK,of Mestra Marcia Regina,INalter Curso de Educayao Fisica U"iversidam'l T uiuti dq P.:Irana o prop6sito deste estudo foi de analisar 0 perfil de mulheres idosas praticantes de hidroginastica e observar os motivos que as levam a procurar esta atividade, alem de observar aspectos psicol6gicos e sociais. 0 estudo utilizou 18 mulheres com idades entre 60 e 78 anos praticantes de hidroginastica de urna academia de porte medio da cidade de Curitiba. Para isso foram realizadas onze perguntas fechadas sobre os aspectos psicol6gicos e socia is. Atraves dos dados obtidos, pod em os observar que as mulheres idosas procuram a hidroginastica, principalmente, por recomendayao medica. Alem, de considerarem a atividade fisica como fator crucial na melhora de aspectos psicol6gicos e socia is, tais como: depressao, auto-estima, socializayao e relacionamentos. Palavras chaves: envelhecimento, fatores psicol6gicos e fatores socia is.

7 7 OS MOTIVOS QUE LEVAM MULHERES IDOSAS A PROCURAR A HIDRCGJtMsTICA COMQ.AJlllIDAnE;.f~CA 1.1 J ustificativa Todo organismo vivo possui um tempo limitado de vida, 0 homem ccmo tal nac foge a isto. Ele nasce, cresce, se reproduz e mcrre. Entretanto, 0 tempo entre a reprodu~o e a morte esta cada vez maior devido ao aumento na qualidade de vida do ser humano. Segundo Stuart-Hamiltcn (2002). foi somente nos ultimos cem anos que 0 envelhecimentc se tornou alg.o comum. Ncs tempos pre-hist6ricos a velhice era extrema mente rara e. mesmo no seculo XVII, apenas 1%da populayao vivia mais de 65 anos. o Brasil, assim ccmo Icdc 0 mundo, esla envelhecendc. Em 2025 estima-se que serac 32 milh6es de idosos (Lopes, Farias e Souza, 1997}.Mudando, assim, a cara do pais com uma popula~o mais velha e com maior expectativa de vida. Varios fatores norteiam 0 envelhecimento, nesta fase ha muitas perdas, tanto fisicas, psicol6gicas e sociais. Entao, e necessaric adaptar-se as mudan9<ls biopsiccsociais que occrrem nesta fase da vida. Inumeros aspectos sao melhorados com 0 exercicic flsico como a postura, for9<l, flexibilidade, equilibrio, aten~o, coordenac;ao e fatores psicosociais. Este fator Ii! fortalecido principal mente em trabalhos em grupos, no qual 0 individuo fortalece sua personalidade, melhorando sua auto-estima, per meio de lages de amizades e encentros seciais. Desde que nascemes a agua nes atrai, ne meic liquido.0 hcmem se sente bem. Isto pcde ser explicado pelas nove meses que passamos denlro da barriga de nossas

8 8 maes, na tranqoilidade da piacenta em meio ao liquido amni6tico, La nos sentimos seguros e confortaveis, Segundo Farias (1994), 0 meio liquido (amni6tico) e 0 veio motor das ac;:6es comportamentais do futuro sec Isto permite entender a seguranc;;a e 0 conforto que 0 feto usufrui na barriga da mae, Na sua vida 0 homem se obriga a lidar com a agua, para trabalhar, para lutar, para brincar. A agua serve para beber, para iavar, para banhar, para plantar e para curar. p..gua como terapia e fonte de vida. Com. 0 tempo encontram-se varies p"...s.sibilidades para serem realizadas como para sobrevivelncia, locomoc;:ao, higiene e lazer, A hidroginastica, sendo uma ginastica realizada dentro da agua sem a necessidade de grandes mudanyas de posic;:6es e imersao, e muito freqoentada por pessoas idosas, principal mente devido as suas propriedades fisicas como densidade, pressao hidrostatica, f1utuac;ao, etc, Na agua a pessoa se sente mais leve e capaz de produzir movimentos, alem do baixo impacto que possuem os movimentos na agua, Oesta forma a escolha do tema em questao vem de encontro com a possibilidade de pesquisar denlro da faixa de desenvolvimento denominada velhice ou terceira ida de, entre as mulheres, as vantagens que a hidroginastica pode proporcionar nos aspectos fisicos, socia is e emocionais. 1,2PROBLEMA Quais os motivos que levam mulheres idosas a procurar a hidroginastica como atividade fisica?

9 9 UOBJETIVOS ;.3.1 Objetivo Geral investigar os motivos para a pratica de hidroginastica por mulheres idosas como atividade fisica em uma academia de natayao da cidade de Curitiba; Objetivos Especffi'cos o Trac;ar 0 perfii de mulheres idosas que freqiientam a hidroginastica; Observar e investigar as caracteristicas de muiheres idosas que freqiientam a hidroginastica; identificar os aspectos sociais de mulheres idosas que freqiientam a hidroginastica; identificar os aspectos psicol6gicos de mulheres idosas que freqiientam a hidroginastica;

10 10 2 REVISAo DE LlTERATURA 2.1 A constru~o da velhice como problema social problema da velhice como fator social marcado pelo deficit fisico e pela perda de fun<;:oes socia is e oriunda do final do securo XIX, segundo Lopes (2000) citando Foucault (1995), marcando 0 surgimento do Estado Moderno. Citando Lima (1999, p.5) Lopes (2000) diz que, "ao lado da variabilidade relativa a periodizayao das fases da vida em diversas sociedades e diferentes culturas, observar a transformayao de novas formas de pensar 0 cicio da vida atraves da historia revela 0 quanto esta periodiza<;:ao se torna significativa nas sociedades ocidentais modernas". Segundo Stuar-Hamilton (2002), 0 envelhecer na~ e exclusivo dos tempos modern os, pon9m, apenas nos (dtimos cem anos que se tornou algo comum. "Calculase que nos tempos pre-historicos a velhice era extremamente rara e, mesmo no seculo XVII, provavelmente 1% da populayao vivia mais de 65 anos. No seculo XIX essa propor<;:ao subiu para aproximadamente 4% (Cowgill, 1970). Atualmente, na Gra- Bretanha, cerca de 11 miihoes de pessoas, OU 18% da popula<;:ao, estao acima da idade da aposentadoria (HMSO, 1998j. Esses numeros devem subir e atingir 14 milhoes em 2040". Os criterios biologicos e estigmas fisicos geralmente sao utilizados pra classificayao dos individuos perante a sociedade. Fundamentados pelas instituiyoes socia is para sanar suas necessidades seguindo criterios juridicamente constituidos, sendo 0 sistema escolar, 0 medico e os de proteyao social os mais estudados, segundo Foucault (1994; 1995) citado por Lopes, Farias e Souza (2000).

11 11 A medida da idade nos demonstra uma necessidade social, ciassificando, assim, um "curso de vida" 0 qual se refere as maneiras como a socieaade releva as passagens socia is e pessoais do individuo, construindo a personalidade e a traretoria de vida da pessoa, com base em acontecimentos marcados e diferenciaaos pel a idade. (Hagestad, 1990, apud Neri, 1995, p.30, citado por Lopes, Farias e Souza, 2000). Segundo Lopes, Farias e Souza (2000), assim, as categ.orias etarias sao fortemente relacionadas com 0 nascimento dos Estados modernos. Ela diz que 0 atributo idadeganhou mais importancia do que outros atributos como parentesco, posic;:ao social ou lugar de orig,em. Estando presente do momento do nascimento ate a morte, envoivendo, assim, toda a sociedade, tanto da instituic;:ao familiar quanto das institui96es politicas. Entretanto, a velhice nao deve ser analisada somente do ponto de vista biologico, outros aspectos, como culturais, historicos e psi qui cos, devem ser levados em considera9ao. Ou seja, "em vez de apenas considerarmos a velhice da perspectiva biologica ou legal, devemos procurar entender tambem a relac;:ao entre a representac;:ao da velhice dominante em nossa sociedade e aquela construida pelas pessoas em seu cotidiano" (Lopes, Farias e Souza, 2000, citando Barros, 1995). Para Debert (1994) citado por Lopes, Farias e Souza (2000), a velhice como problema social nao pode ser entendida apenas como resuitado do crescimento do numero de pessoas idosas, entretanto. a estrutura demografica do pais vem passando por transforma90es demograficas, principalmente nas ultimas cinco decadas, devido as modifica90es ocorridas nas taxas de mortalidade e fecundidade. Em Brasil apresentoll lima uniformidade em sua popula980 de lovens, adultos e idosos. A partir de 1980, os j.ovens passaram a possuir um peso men or na

12 12 sociedade. devido a queda no indice de fecundidade, Por outro iado, 0 aumento da qualidade de vida e, conseqoentemente, da longevidade vem auxiliando no aumento de idosos. (Silva, 1999, citado por Lopes, Farias e Souza, 2000). Segundo pesquisa de Barros (1995) citado por Lopes, Farias e Souza (2000), a partir de 1990, inicia-se uma mudanc;:a gradativa na vida do idoso, 0 qual vive com menos constrangimentos e com mais alternativas. Assim, cabe especial mente ao governo intensificar as demandas especificas dessa populac;:ao, devido ao aumento no processo de envelhecimento brasileiro. 22 Tipos de envelhecimento Segundo Stuart-Hamilton (2002), ha varias formas de descrever a idade de ums pessoa: Efeitos distais de envelhecimento:. acontecimentos relativamente distanies que afetam 0 envelhecimento, por exemplo, falta de mobilidade devido a poiiomielite infantil; Efeitos proxima is de envelhecimento: acontecimentos mais recentes que afetam o envelhecimento, como falta de mobilidade devido a uma perna quebrada; Envelhecimento universal 01.1 prima rio: aqueles que ocorrem a todas as pessoas mais vel has, por exemplo, pele enrugada; ~ Envelhecimento probabilistico ou secundario: sao acontecimentos provaveis ao envelhecimento, mas nao S30 universais, por exemplo, a artrite;

13 que se refere a deteriora930 fisica rapida e acentuada anterior a morte. Outra forma de mediyao a pela idade cronologica, entretanto ela a uma medida arbitraria, pois, por exemplo, ela tern pouca cerrela930 cern as mudanc;as fisicas. Uma pessoa de 70 anos pode apresentar urn estereotipo de pessoas vel has, como pele enrugada, cabelo grisaiho, etc., entretanto hoi pessoas que se cuidam, "bern censerjadas", que nad apresentam essas caracteristicas. E podemos nos deparar com adultos jovens "prematuramente envelhecidos".. Mais uma medida utilizada e a idade social a qual refere-se a expectativa da sociedade perante a pessoa numa determinada idade. As sociedades modernas industrializadas vem a terceira idade cemo uma apoea de relaxarnento forc;ado. Portanto, espera-se que as pessoas com mais de 60 anos tenham um comportamento mais sossegado, por isso, normal mente a velhice chega junto com a aposentadoria. Geralmente considera-se que a idade cronologiea que comeya a terceira idade vai dos anos (Stuart-Hamilton, 2002), ou sei.a, esta a a idade limiar ou iclade inicio. Segundo Stuart-Hamilton, independente como se a medido 0 enveihecimento, ele existe e pode ser tanto fisice como psicol6gico, os quais sao medidos pela idade bioiogiea e pela idade psicelogica, respectivamente. 2.3 Personalidade e Estiio de Vida na fase do Enveihecimento que a Personalidade? Basicamente a personalidade e "as caracteristicas individuais de comportamento ql.le, em sua organizat;:ao ou configuracao, sao responsaveis pelo ajustamento impar

14 14 do individuo ao seu ambiente total" (Hilgard, Atkinson e Atkinson, 1979, citado por Stuart-Hamilton). A personahdade a difich de ser mensurada, po is para a Slfa forma920 ha varias caracteristicas que entre si se confrontam, ou seja, a maioria das pessoas POSSlli uma personalidade intermediaria e apresenta um misto de comportamentos bons e ruins. Segundo Stuart-hamilton (2002). "0 melhor qua podemos esparar e encontrar diferen9<ls qualitativas entre as personalidades dos individuos e, sempre que possivel, medi-ias em comparayao com comportamentos da "vida real"". 2.3,2 Modelos de Tra~s "0 trayo de personalidade e definido como uma caracteristica duradoura da personalidade da pessos que supomos ser a base de seu comportamento' (Stuart- Hamilton, 2002). Por exemp!o, alguem nos diz que e uma pessoa nervos<!, podemos predizer como e!a vai se comportar perante uma situay.ao de tomada de decisao importante. ou seja. imagine-se que 0 tra~ "nervosismo" fara a passoa apresenter um padrao de comportamento caracteristico. Segundo Stuart-Hamilton, a mais conhecida pesquisa sobre mensuray.ao de modelos de trayo {) de Eysenck de extroversao - introversao, neurotismo e psicotismo. Ele afirma que a personaiidade e determinada pelo grau de manifestac;:ao destes tres fatores. e Extroversao - introversao (E): mede 0 grau em que a pessoa e expansiva e assertive. Alguam que tende para este fator a extrovertido e. q.uanto mais possui o atributo, mais extrovertido sera. Ou, inversamente. alguem que a timido, reservado e. quanto mais possui 0 atributo, mais introvertido sera. Entretanto, as

15 15 pessoas nunca sao puramente extrovertidas ou puramente introvertidas, elas possuem aspectos de ambos os fatores, em bora sendo de um tipo ou de outro; Psicotismo (P): mede 0 grau que a pessoa e emocionalmente "fria" e ;'antisocial"; e Neurotismo (N): mede 0 grau que a pessoa e ansiosa e emocionalmente instavel. Altas medidas de Pen nao sig.nificam que a pessoa e mental mente perturbada, mas, sob estresse, provavelmente apresentara caracterfsticas psicoticas ou neuroticas. Estes fatores alteram-se a medida que as pessoas envelhecem, 0 sexo tambem influencia isso. 0 P diminui com a idade, mas diminui mais nos homens do que nas mulheres. Em homens Lovens, por volta de 16 anos, 0 P e quase 0 dobro dos femininos, mas, por volta dos 70 anos, essa diferen~ praticamente desaparece. A mudanc;:a em E e bem curiosa. Na adolescencia os hom ens sao mais extrovertidos que as mulheres, mas a partir dai sua extroversao diminui num rltmo bem rapido, de modo que, aos 60 anos, os hom ens sao mais introvertidos que as mulheres. Em rela<;ao a N, ha um decjinio em ambos os sexos, mas, em todas as ida des, os escores femininos sao mais altos (Eysenck, 1987; Eysenck e Eysenck, 1985, citado por Stuart-Hamilton, 2002). Portanto, esses dados predizem que as pessoas mais velhas serao mais calmas, menos propensas a alterac;:oes de humor. Isso nao significa que elas serao mais felizes, mas sim mais indiferentes ao mundo. Podendo, essa indiferenya, ser transformada em apatia e preguic;:a. Eysenck, citado por Stuart- Hamilton (2002), diz que essas mudan~s ocorrem princlpalmente pelas mudanc;:as

16 16 fisiol6gicas que alteram 0 nivel de excita9so dentro do sistema nervoso, mas ha psic6logos que contestam esse raciocinio. Eles dizem que as mudanyas no E, PeN ocorrem devido as mudan~s no estilo de vida do individuo,. ou seja, por exemplo, que conforme envelhece, a sociedade da. menos valor a esta pessoa, presta menos aten9so. Segundo estudos de Kogan (,1990) citado por Stuart-Hamilton(2002}, 0 estilo de vida influencia nas mudan~s de personalidade, por exemplo, a transi9s0 da universidade para empreg,os remunerados. Porem" geralmente a mudanya na metade final da vida adulta e menor. 2.4 Imagens do Envelhecimento Trabalho e Aposentadoria Segundo Herzog e colaboradores (1991) citados por Stuart-Hamilton (,2002), fizeram um estudo com adultos mais ve!hos que irabalhavam ou estavam semiaposentados e descobriram que 0 bem-estar na~ esta relacionado a carga de trabalho e sim ao trabalho realizado, se e ou nao 0 que e!es gostariam de fazer. Com as modificar,:oes nos padroes de trabalho, a aposentadoria nao e mais vista como sinonimo de velhice. A idade nao importa mais para a pessoa sa aposentar (Settersen, 199B, citado por Stuart-Hamilton, 2002), Com a chegada da aposentadoria as pessoas tendem a um estado de maior apreensao, expectativa, mas quando a pessoa para de trabalhar a sensacao e agradavel Por outro lade ha pessoas que se sentem inuteis, sem fun9so na sociedade. Swan, Dame e Carmelli (1991) citados por Stuart-Hamilton (2002), relataram que pessoas que se sentiram obrigadas a se aposentar apresent8vam niveis mais bai)(os de bem estar comparados as pessoas que 5e

17 17 aposentaram por vontade pr6pria_ Outros fatores como saude e relacionamentos interferem neste bem-estar, apesar de nao estarem ligadas as aposentadorias_ Viuvez Devido as diferentes expectativas de vida dos sexos masculino e feminine, e estado de viuvez,. perda do parceiro, atinge mais comumente as mulheres do que os hom ens. 0 impacto da perda do parceiro depende de quanto ela foi antecipada. Ou seja, quanto mais jovem e mais cedo mais estressante e a perda, enquanto as pessoas mais velhas apresentam uma rea~o mais branda, pois estae mais preparadas para a morte do parceiro_ Carey (1979) citado por Stuart-Hamilton (2002), observou que os hom ens se ajustam melhor a essa situa~o do que as mulheres. Isso po de acontecer porque, nos tradicionais papeis, 0 status da mulher casada e determinado pela presen98 do marido, enquanto 0 inverso nao se aplica tao intensamente. 0 homem viuvo tambem costuma ter uma situa~o financeira mais seg.ura e talvez tenha mais oportunidades de encontrar uma nova companheira. Porem, ha estudos que contradizem esse ponto de vista e tambem a atual revaloriza~ao social dos papeis de genero talvez erradique as possiveis diferen98s existentes Casamento e Sexualidade Segundo Cunningham e Brookbank (1988) citados por Stuart-Hamilton (2002}, geralmente, os easais mais velhos sao tao ou mais feiizes do que os mais jovens. Isso pede acontecer por eles trabalharem menos e terem menos responsabilidades parentais. Os easais mais velhos apresentavam maior equanimidade de objetivos e fontes de prazer, conseq.uentemente menos fontes de disc6rdia. Entretanto, islo nao

18 1& significa que eles estao felizes, sempre foram felizes ou esta felicidade e devido ao comodismo que se instalou com 0 tempo. A sexualidade na tereeira idade possui um tabu criado pela sociedade, 0 sexo e visto como algo pra lovens e bel os. Mesmo as pessoas mais velhas rotuladas como "sexy" sao assim descritas porque nao pareeem ter a idade que tem. Segundo Stuart- Hamilton (2002), as pessoas mais vel has cresceram em epocas menos permissivas e MO estao acostumados a falar sobre sexualidade' Outro problema e 0 da oportunidade. Uma vez que h<3 mais mulheres velhas do que homens, pois a expectativa de vida delas e maior. Entao, as oportunidades de contato heterossexuai diminuem. e a atividade pode eessar devido a falta de pareeiro adequado. Gibson (1992), citado p~r Stuart-Hamilton (2002), diz que de 10% a 20% dos hom ens mais velhos e 35% (ou mais) das mulheres mais veihas nao tem vida sexual Papel da Familia Segundo Stuart-Hamilton (2002), nas nac;:6es ocidentais as pessoas mais velhas preferem viver de modo independente, mas perto dos filhos e familiares proximos. Em eerca de 80% dos casos, as pais moram a trinta minutos de, pelo menos" um dos filhos (Bengston e Treas (1980), citados por Stuart-Hamilton, (2002}} Assim, nos mostra que eles gostam de combinar as oportunidades de intera~o familiar e 0 desligamento proporcionado peja privacidade de seu lar. Entretanto, Bengston e Traas observaram que, embora os familiares fossem a preferencia de conforto e aluda para as pessoas mais velhas, quanto maior era a expectativa de reeeber a assistencia dos familiares, mais a pessoa sa deprimia.

19 Morte Com 0 desenvolvimento humane a caminho da eliminayao da morte prematura, a morte toma-se, cada vez mais, algo que acontece quando envelhecemos. Portanto, e inevitavel que a morte sei.a algo de curiosidade para os idosos, tambem que seja 0 obi,etivo mais inevitavel de todos os processos naturais (Coni, Davison e Webster, 1996). Segundo os autores, as pessoas mais velhas se preocupam mais com a morte, entretanto discutem 0 tema mais abertamente e, com frequencia temem menos do que os mais jovens. o medo da morte divide-se em tres componentes principais: a tristeza de deixar o mundo, a ansiedade quanto a inexistencia da vida, ou sej,a, 0 nada, e 0 terror do processo de morrer, dos possiveis sofrimentos que vem junto com a morte (Coni, Davison e Webster, 1996). Segundo Skinner e Vaughan (1.985), a biologia da morte a simples. 0 corpo humano tem grande capacidade de auto-renova9bo, e dura um tempo longo. Em relayao aos interesses das especies, os individuos vivem apenas para procriar, tomando-se inuteis apos isso, visto que ocupam espa90 e consomem beneficios necessarios aos que ainda estao reproduzindo. Com a evolu~o cia espacie, emerg.iu um papel diferente quando a especie humana capacitou-s9 para a divisao da propriedade e a transmissao de informa es de um individuo para outro. Entao, os que nao sao reprodutores, seg.uem apoiando, aconselhando, ensinando e ajudando aqueles que ainda 0 sao. 0 papel do individuo passa a ser mais importante para a forma9aoda cultura do que da especie. Porem, as vantagens para a cultura nao tem side suficientes, a ponto de induzir as mudanyas geneticas (Skinner e Vaughan,1985). Entretanto, essas mudanyas infiuenciaram

20 20 significativamente no modo de viver da especie humana, aumentando, assim, a qualidade e a expectativa de vida. o problema em relac;.ao a morte e a sua incerteza. Nao aprendemos por experiencia pessoal, a enfrentar nossa propria morte. Podemos ter vistos outros morrerem, mas e diferente. As religi6es tentam responder essa incerteza de varias rnaneiras. No budismo, a morte e um momento de grande iluminac;ao. Ja no ludaismo, ela e simplesmente urn fim, ap6s 0 qual sobrevivemos apenas na memoria. Em outras ainda, como no cristianismo, a morte e vista como a hora do lulgamento e da atribuic;.ao de punicoes e recompensas. Em rela~o ao medo da morte, 0 zen-budismo transforma o samurai num grande 9.uerreiro, por liberta~lo do medo da morte, p~r exemplo. Isso depende da sua crenca ou filosofia, entretanto, sabemos que 0 medo da morte pode afetar no viver bem a vida. 2.7 Envelhecimento Humano: Direitos e Politicas - Algumas Considera96es Ha uma grande quantidade de disposi es legais qlle amparam 0 idoso e utiiizam a idade cronologica como origem de direitos ou de tratamentos privijegiados: cartao de transporte, preferencia em bancos, espetaculos, museus, etc. Segundo POLUS (2002), alguns consideram a leg.isla9.iio pautada na protec;.ao especial como negativa, pois gera estigmas, assim, seria melhor para a dignidade do idoso que nao gozasse do desconto na entrada de espetaculos e que pagasse 0 pre90 normal. Dadas as desigualdades na distribuic;.ao de renda, a soluc;.ao da prote9ao especial e compreensivel e elogiavel. Alem do mais uma pessoa que tanto fez para a sociedade, seria ela sem direitos e privhegios no final de sua vida?

21 21 No que se diz respeito a legislac;:ao, e mais positivo que sela aprovada e ace ita social mente uma legislac;ao que facilite a mobilidade de todos os idosos, como a lei de acessibilidade, do que aprovar que uma pessoa maior de 60 anos participe de uma maratona. (Poliis, 2002). Ou seja, e melhor 0 idoso estar acessivel as suas necessidades basicas do que, alguns so mente, realizem fates grandiosos. Entao, progressivamente, vai se abrindo a perspectiva de que a velhice, como qualquer outra etapa da vida, tem os mesmo direitos a educac;:ao, a cultura, ao lazer, como as outras etapas mais atendidas nesses aspectos, a exemplo da inumcia e adolescencia. 2.8 Hidroginastica Propriedades Fisices de.ague Relac;ao entre Massa e Peso A massa de uma substancia e a quantidade de materia que ela compreende enquanto 0 peso de uma substancia consiste na fort;:a com a qual ela e atraida no senti do do centro da Terra. A massa e inalterave! e e medida em quilogramas e 0 peso e 0 efeito da gravidade sobre a massa, e altera-se de acordo com a posic;:ao de um corpo em relac;ao a Terra (Skinner e Thomson, 1985). Peso = Massa x Gravidade Densidade e Densidade Relativa Segundo Skinner e Thomson (1985), a densidade de uma substancia e a reiac;ao entre sua massa e seu volume. Pr exemplo,. uma tora de madeira pesando 100 kg f1utuara, mas um prego de ferro pesando poucas gramas afundara, pois a madeira e menos densa do que 0 ferro. Densidade = Massa I Volume

22 22 A densidade relativa de uma substancia e a relayao entre a massa de um dado volume da substancia e a massa do mesmo volume de agua. A densidade relativa da agua pura e igual a 1. Um corpo com densidade relativa menor do que 1 flutuara e um corpo com densidade relativa maior que 1 afundara na agua Flutuayao - Principio de Arquimedes Segundo Gonc;;alves (1996), 0 principio de Arquimedes e quando um corpo esta completa ou parcialmente imerso em um liquido em repouso, ele sofre um a forc;;a com sentido para cima, empuxo, igual ao peso do liquido deslocado. A flutuayao e esta forc;;a que atua no sentido oposto a forc;;ada gravidade (empuxo) Pressao Hidrostatica - Lei de Pascal A agua exerce uma pressao adicional sobre cada particula da superficie de um corpo imerso. Essa pressao e exercida igualmente sobre todas as areas da superficie de um corpo imerso em repouso, a uma dada profundidade. A pressao aumenta com densidade do liquido e com a profundidade. Um individuo em pe na agua sofre maior pressao nos pes do que no t6rax (Lei de Pascal) (Gonc;;alves, 1996) Aplicay6es da Hidroginastica Objetivos Gerais Melhorar as condiy6es cardio-respirat6rias; - Aumento de forc;;ae resistencia muscular; Melhorar a flexibilidade; Trabalhar coordenayao motora global, ritmo e agilidade.

23 23 e Objetivos Especificos Reeducac;:ao respiratoria; Trabalho postural {conhecimento corporal, equilibrio e propriocepc;:ao}; Trabalho de relaxamento muscular Vantagens da Hidroginastica A movimentac;:ao corporal e facilitada pela sustentac;:ao (flutuac;:ao). 0 peso corporal e aliviado em aproximadamente 90% dentro da agua, com a agua na altura do peito. Diminl)it;ao do impacto - articula es. musculos e postura podem ser trabalhados com mais seg.uranc;:a; o Ambiente descontraido, alunos mais a vontade, relaxados, sem a preocupac;:ao do corpo no espelho ou com a falta de coordenac;:ao e habilidade. Dentro da agua os alunos nao enxergam uns aos outros po is a agua fica na altura do peito; e Melhora a autoconfianya, a pessoa reaiiza movimentos dentro da agua que nao conseguiria realizer fora; e Performance global, a resistencia da agua proporciona 0 trabalho muscular tanto agonista como antagonista; e Ausencia do desconforto da tr;anspir;acao, na agua perdemos caior por conduc;:ao; Sobrecarga natural da agua pela resistencia da agua.

24 24 3 METODOLOGIA 3.1 TiPO DE PESQUiSA Esse trabalho se caracteriza como sendo pesquisa descritiva do tipo questionario. Segundo Thomas e Nelson (2002), pesquisa descritiva do tipo questionario e aquela que "descreve 0 que s" - aborda quatro aspectos: descric;:ao, registres, analise e interpreta~o de fenomenos atuais. E possui necessidade de se obter respostas de pessoas e ocasionalmente solicita de opiniao ou conhecimento. 3.2 POPUL.AC;AO Mulheres com idade acima de 60 anos que praticam regu!armente a hidroginastica como atividade fisica da cidade de Curitiba. 3.3AMOSTRA Dezoito mulheres que praticam regularmente a hidroginastic2, de duas a quatre vezes p~r semana, na academia Body Center, em Santa Felicidade, na faixa eta ria entre 60 a 80 anos, sendo 10 das turmas do periodo da manha e 8 das turmas do periodo da tarde. 3.4INSTRUMENTO fechadas. Questionario (apendice 1}, vaiidado por CAVASSIN (2006), com onze quest6es 3.5 COLETA DE DADOS Os dados foram coletados, durante 0 mas de Abril de 2007, algumas participantes foram questionadas em forma de entrevista, sando abordadas antes e

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