PRESSUPOSTOS TEÓRICOS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO SEGUNDO A TEORIA HISTÓRICO CULTURAL

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1 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO SEGUNDO A TEORIA HISTÓRICO CULTURAL Flaviana Demenech 1 Flávia Anastácio de Paula 2 A Teoria Histórico-Cultural 3 THC tem como objetivo principal, caracterizar os aspectos tipicamente humanos do comportamento e elaborar hipóteses de como essas características se formaram ao longo da história humana e de como se desenvolvem durante a vida de um individuo (VIGOTSKI, 1994, p. 25). Essa teoria é formada através do indivíduo por sua interação cultural que constrói assim seu desenvolvimento mental, cujo precursor é Lev Semenovich Vigotski 4. Vigotski acredita que na presença de condições adequadas de vida, tendo cultura, o ser humano se desenvolve intensamente, evidenciando o processo de construção do desenvolvimento histórico-cultural do indivíduo. Assim sendo, o desenvolvimento cultural tem implicações importantes para a educação, o que o faz um conceito chave para compreender o papel singular e insubstituível da mediação na apropriação da experiência culturalmente acumulada. Segundo Angel Pino: A corrente histórico-cultural de psicologia, cuja figura de proa é Lev S. Vigotski, constitui uma exceção na história do pensamento psicológico, não só porque introduz a cultura no coração da análise, mas, sobretudo porque faz dela a matéria-prima do desenvolvimento humano que, em razão disso, é denominado desenvolvimento 1 PIBIC/UNIOESTE, graduanda em Pedagogia, Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, 2 Orientadora do Projeto de Iniciação Científica Profª. Drª. Unioeste, Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, 3 A THC foi uma escola fundada por Vigotski, não teve uma teoria concluída por ele, pois, infelizmente ele morreu muito cedo. 4 Lev Semenovich Vigotski nasceu em 1896, filho de uma próspera família judia, o pai trabalhava em um banco e em uma companhia de seguros e a mãe professora formada. É o grande líder do grupo de autores que formam a nova corrente de psicologia surgida na Rússia na época da Revolução de 1917 e que ficou conhecida como escola soviética de psicologia, nome que remete não só ao seu lugar de origem, mas, sobretudo, á perspectiva marxista que ela representa.

2 cultural, o qual é concebida como um processo de transformação de um ser biológico num ser cultural (PINO, 2005, p. 52). Esta corrente de pensamento psicológico surgiu na ex-união Soviética nos anos 20 do século 20, ficando conhecida como escola soviética de psicologia, nome que remete não só ao seu lugar de origem, mas, sobretudo, a perspectiva marxista que ela representa, pois, tem como matriz o materialismo histórico e dialético, sem por isso confundir-se com uma pretensa psicologia marxista. É distinguida também por Psicologia Histórico-Cultural ou Enfoque Histórico-Cultural. Cabe lembrar que, as obras de Vigotski são marcadas por uma filosofia, epistemologia e metodologia dentro da teoria dialético-materialista. Cujo autores Karl Heinrich Marx e Friedrich Engels de maneira significativa contribuíram nos seus estudos. Portanto para Vigotski, na evolução das sociedades os homens elaboraram objetos, convenções e signos, como forma de registrar e transmitir determinadas informações no processo de trabalho. Abrange-se as particularidades do homem através do estudo da origem e desenvolvimento da espécie humana, relacionando o surgimento do trabalho, que para Vigotski é um processo básico que vai marcar o homem como espécie diferenciada e a formação da sociedade humana, sendo assim um desenvolvimento de natureza cultural. Sendo esta concepção as relações entre a sociedade, o trabalho humano, a interação dialética entre homens e natureza e o uso de instrumento, se aprofundando com isso no desenvolvimento humano, na sociedade e cultura. O estudo da THC é a compreensão de como se alteram as organizações de desejos, opiniões, ansiedade e habilidades presentes nas diferentes etapas do ciclo vital. Pois acredita que os seres humanos são pessoas inteiras e todos os aspectos de desenvolvimento estão intimamente ligados, até mesmo no útero. Os autores que autodenominaram sua corrente de pensamento nesta teoria, partiram do pressuposto de que o homem é um ser de natureza social. Admitindo assim, a origem animal do homem, contudo, explicando como se forma no homem, sua inteligência, linguagem, personalidade, cultura, percepção, motivação, consciência humana, tudo que faz de cada um, um ser único.

3 Vigotski dedicou-se a estudar funções psicológicas ou processos mentais superiores 5, criando três idéias centrais referentes a este assunto. A primeira, explica as funções psicológicas como caráter biológico, pois são produtos de atividade cerebral hereditário. A segunda, por sua vez, expõe que o funcionamento psicológico fundamenta-se nas relações sociais entre o indivíduo e o seu mundo exterior, viabilizando um processo histórico, e por último, obtém que a relação homem e mundo são mediados por sistemas simbólicos 6, cuja temática abordar-se-a à frente. Assim sendo, a fala humana emergiu da necessidade de se estabelecer relações sociais no processo de trabalho, onde estas requerem a generalização e o desenvolvimento do significado verbal. Dessa forma Vigotski destinou seus estudos também à origem da linguagem e sua relação com o desenvolvimento do pensamento a partir de uma abordagem histórica, o que o tornou o primeiro psicólogo moderno a sugerir os mecanismos pelos quais a cultura torna-se parte da natureza de cada pessoa. Considerações sobre o Desenvolvimento Cultural Humano A Teoria Histórico-Cultural supera a compreensão de que o ser humano ao nascer, traz um conjunto de aptidões e capacidades, de que a pessoa vai desenvolver de acordo com o meio em que vive e suas possibilidades, e potencialidades de desenvolvimento, pois cada ser humano adquire habilidades, qualidades disponíveis e necessárias para o seu tempo. Indica-se um sistema de valores, contudo, todos os sistemas de valores do desenvolvimento variam. Altera-se devido aos graus de desenvolvimento de cada um 5 As funções psíquicas superiores são formas mais elaboradas de perceber, memorizar, solucionar problemas, que vão sendo construídos no processo de apropriação da experiência histórico-social partilhada, ocorrendo por meio das interações que se estabelecem entre o indivíduo e outros parceiros sociais, ou seja, nos assinalamentos que ocorrem nessas situações, no confronto das posições assumidas pelos parceiros. A característica essencial das funções psicológicas superiores é a estimulação autogerada, isto é, a criação e o uso de estímulos artificiais que se tornam a causa do comportamento. As funções psicológicas especificamente humanas se originam nas relações do indivíduo e seu contexto cultural e social. Isto é, o desenvolvimento mental humano não é dado a priori, não é imutável e universal, não é passivo, nem tampouco independente do desenvolvimento histórico e das formas sociais da vida humana. A cultura é, portanto, parte constitutiva da natureza humana, já que sua característica psicológica se da através de internalização dos modo historicamente determinados e culturalmente organizados de operar com informações (REGO, 2001, p ). 6 Os sistemas simbólicos organizam os signos em estruturas complexas e articuladas, de instrumentos externos passam a ser signos internos, são representações mentais que substituem os objetos do mundo real.

4 aos estímulos que tiveram e têm em sua infância, adolescência e até mesmo na fase adulta e como os apropria. Na THC o desenvolvimento é prioritariamente um processo de mudança ou movimento. Sobre este se elabora tanto o objeto a ser organizado quanto a metodologia, esse tema deve ser investigado na sua transformação. Encarando-se o processo do movimento do ponto de vista da identificação, entendendo-o como etapas, fases ou estágios do desenvolvimento. Ele se constitui um processo de interação entre o organismo e o meio - que inclui o ambiente social. Diante desse contexto, torna-se impossível considerar o desenvolvimento do homem como um processo previsível, universal, linear ou graduar, pois sem a relação homem e sociedade, o homem é insuficiente. É nesse sentido que se afirma que estão sempre interligados homem e natureza. Nesta relação coloca-se que o desenvolvimento psicológico não se assemelha ao crescimento de um músculo, há mais por traz desta evolução e desse movimento do que imaginamos. O desenvolvimento humano para Vigotski está condensado na descrição da Lei Genética Geral do Desenvolvimento Cultural (LGGDC 7 ) para explicar sua hipótese de que toda a função psicológica superior aparece duas vezes no processo de desenvolvimento humano: primeiro no plano interpessoal, depois no plano intrapessoal. Se as mudanças do desenvolvimento humano são fundamentais para compreendê-lo, nota-se que elas estão caracterizadas por uma atividade principal ou atividade dominante. A partir delas estruturam-se as relações do indivíduo com a realidade social, em que se organiza uma relação entre homem, natureza e relações de trabalho. Segundo Aleixei Leontiev (1995). A partir do desenvolvimento de suas atividades - tal como elas se formam nas condições concretas dadas de sua vida - adapta-se à natureza, modifica a natureza, cria objetos e meios de produção desses objetos, para suprir suas necessidades resultando em modificação de si mesmo. 7 A Lei da Genética Geral do Desenvolvimento Cultural está relacionada ao desenvolvimento desde o início de vida do indivíduo humano, desenvolvimento biológico, apropriação e mudança. Verificamos que a LGGDC relaciona-se a outros postulados vigotskianos, particularmente importantes para a Educação: a) conversão das relações sociais em funções psicológicas superiores, b) interação social, c) cultura, d) mediação por instrumentos e signos, e) a relação entre linguagem e pensamento e f) atividade g) a formação de conceitos cotidianos e científicos; e a noção de Zona de Desenvolvimento Próximo.

5 Essa compreensão de homem e de como ele se desenvolve que é assumida pela Teoria Histórico-Cultural, condicionando toda a compreensão da questão do desenvolvimento humano e desenvolvimento cultural. Para tanto, a Teoria Histórico-Cultural atribui um o papel central para o desenvolvimento cultural, a natureza do desenvolvimento é a cultura. Reconhece que a cultura foi, continua e será criada ao longo da história pelos homens e ao mesmo tempo ocorre o inverso, a cultura cria os homens. Existem dois aspectos de cultura criados ao longo da história, a de forma material e a de não-material. Sendo a cultura material constituída pelos instrumentos de trabalho e a cultura não-material por hábitos e costumes de um povo. Por fim, o ser humano depende do que conhece, aprende e utiliza da cultura acumulada para se constituir do que absorve, apropria e reelabora no decorrer da sua vida, para Martha Kohl de Oliveira: O sujeito humano é constituído por aquilo que é herdado fisicamente e pela experiência individual, mas sua vida, seu trabalho, seu comportamento também baseiam claramente na experiência histórica e social, isto é, aquilo que não foi vivenciado pessoalmente pelo sujeito, mas está na experiência dos outros e nas conquistas acumuladas pelas gerações que o procederam (OLIVEIRA, 2005, p. 11). Na perspectiva da THC, a cultura engloba uma multiplicidades de aspectos cujo denominador comum é o ser humano e, portanto, portador de significação, como revela o caráter duplamente instrumental da atividade humana. Conforme argumenta Angel Pino (...) cultura é o produto, ao mesmo tempo, da vida social e da atividade social do homem (PINO, 2005, p. 88). Essa cultura também está relacionada com a natureza. A cultura não cria nada, apenas modifica os dados naturais para adaptá-los aos objetivos do homem. Desta maneira, a natureza e a cultura são eixos definidores da história, Pino descreve o que Vigotski afirmou: (...) a história do homem começa na história natural, mas não é simples produto dela. Por ora basta dizer que a evolução cultural do homem se explica em razão da relação dialética que ele mantém com a natureza. É nessa relação que a natureza adquire sua dimensão histórica, ao passar a fazer parte da história humana (PINO, 2005, p. 30). É nesse aspecto que Vigotski procura articular a história da espécie humana com a história natural da qual é um caso particular, Pino relata:

6 (...) O homem é a única espécie de que se tem notícia que consegue transformar a natureza para criar seu próprio meio em função de objetivos previamente definidos por ele e que, ao fazê-lo, transformase ele mesmo, assumindo assim o controle da própria evolução. É a essa dupla transformação, da natureza e dele mesmo, que chamamos de história propriamente dita, da qual passa a fazer parte a história da natureza (PINO, 2005, pp ). Ou seja, o homem o criador daquilo que o constitui e que o define como um ser humano. Natureza humana: o homem como criador da condição humana da sua natureza. Neste contexto Pino acrescenta: (...) transformar a natureza em cultura é produzir nela mudanças que, na sua materialidade, veiculem uma idéia ou significação, de maneira que possa ser pensada e comunicada. Portanto, a ordem cultural pressupõe a ordem natural, mas esta pressupõe aquela para transcender seus próprios limites e adquirir uma nova forma de existência. Ordens diferentes e opostas, natureza e cultura são mutuamente constitutivas. Elas se entrelaçam no universo do signo (PINO, 2005, p. 147). Ainda segundo Pino, no momento em que Vigotski coloca que o desenvolvimento é de natureza cultural: Ele sustenta que a essência do desenvolvimento está na colisão das formas Culturais (em maiúscula toda vez que aparecer como o definidor do humano) maduras de conduta com as formas primitivas que caracterizam a conduta da criança, o que pode ser interpretado como colisão entre a ordem da natureza, onde a criança nasce, e a ordem da Cultura, onde ela deve aceder (PINO, 2005, p. 18). O desenvolvimento cultural do indivíduo supõe, portanto, um efeito de transpor planos - inverter a ordem dos planos - permanecendo o objeto dessa transposição no plano de origem. Ele também é um processo de internalização de modos culturais de pensar e agir. Esse processo de internalização inicia-se inter-pessoas nas relações sociais e na relação de trabalho, nas quais os adultos compartilham com a criança seus sistemas de pensamento e ação. O desenvolvimento cultural está baseado nas funções de relações sociais. Mesmo que o patrimônio genético herdado pelo ser humano já venha marcado com as marcas da cultura. Isso significa que ele carrega um valor cultural agregado, que faz dele um ser humano em potencial, alguém capaz de tornar-se tal desde que esteja inserido num meio humano.

7 Percebe-se que o desenvolvimento cultural está sempre em relação homem, natureza e sociedade, e não sendo geneticamente programado, pois se varia de cada um, do meio em que vive e das relações sociais que se estabelecem em torno do ser humano, para que ele possa elaborar o desenvolvimento cultural. Argumenta Oliveira Assim, é possível que este desenvolvimento surja através do contato com a realidade, meio ambiente e outras pessoas (OLIVEIRA, 1997, p. 37). Para Vigotski esta ideia determina as divisões e a origem do desenvolvimento. Estando o desenvolvimento mais óbvio na infância devido às suas mudanças, porém ocorrendo na vida toda. Sobre a relação da psicologia com o estudo do desenvolvimento e da relação entre natureza e cultura, Pino comenta que: Ela tem se envolvido em problemáticas que, na realidade, outra coisa não é senão versões diferentes da mesma questão tais como a da relação organismo x meio, a da relação corpo x alma (ou mente) e da relação individuo x sociedade. Problemáticas que, a bem dizer, são insolúveis nos termos em que a psicologia vem colocando-as, não conseguindo superar as contradições que elas implicam nem escapar da armadilha do dualismo (PINO, 2005, p. 51). Como contraponto a este dualismo a Teoria Histórico-Cultural coloca e crava a cultura no coração da análise, fazendo dela a matéria-prima do desenvolvimento humano. Entendendo-a como uma transformação do processo biológico para o cultural e não uma separação, pois, na perspectiva histórico-cultural, o processo de constituição cultural é um processo dialético, pois é encontro de duas realidades distintas e opostas, a biológica e a cultural, que se constituem mutuamente ao longo de um tempo histórico (PINO, 2005, p. 189). É nessa linha de pensamento que dizer que o desenvolvimento é cultural não significa, de forma alguma ignorar a realidade biológica, realidades biológicas e culturais, pertencem a ordens diferentes, são interdependentes e constituem dimensões de uma mesma e única história humana. Pino descreve como essas duas funções se relacionam: O ser humano é constituído por uma dupla série de funções, as naturais, regidas por mecanismos biológicos, e as culturais, regidas por leis históricas. (...) Em condições normais de desenvolvimento biológico, as funções culturais vão se constituindo seguindo um ritmo facilmente previsível, em razão do ritmo do amadurecimento biológico (PINO, 2005, p. 31).

8 O desenvolvimento cultural está no aprendizado dos seres vivos, sendo um produto particular, constituído pela forma de elementos naturais da sua atividade, órgãos e funções, não estando somente na base da psicologia como também na pedagogia. No entanto, para os autores da Corrente Histórico-Cultural o conceito de desenvolvimento tem algumas peculiaridades: a concepção de desenvolvimento como um processo que afeta o ser humano em todas as suas dimensões, e não apenas nas biológicas. Sobre as funções psíquicas superiores O processo histórico de desenvolvimento da humanidade, as atividades práticas sobre a natureza e o trabalho consolidam conhecimentos e o envolvimento emocional do homem com o real, tornando-se a base do desenvolvimento das funções psíquicas superiores e da consciência do indivíduo, mediadas pela linguagem e pelo outro. Posteriormente, esta internacionalização acontece intra subjetivamente. Pino diz que: As funções superiores constitutivas das pessoas foram antes relações sociais: toda função mental superior foi externa por que foi social antes de tornar-se interna, uma função estritamente mental; ela foi primeiramente uma relação social de duas pessoas (PINO, 2005, p. 67). O desenvolvimento dessas funções psíquicas superiores, estão caracterizadas como funcionamento psicológico tipicamente humano, tais que são capacidade de planejamento, memória voluntária, imaginação, entre outros. Vigotski afirma que as funções psicológicas superiores dos seres humanos surgiram através da intrínseca interação de fatores biológicos que são parte da nossa constituição Homo Sapiens e de fatores culturais que evoluíram ao longo de dezenas de milhares de ano. Segundo João Batista Martins: Para Vygotsky, as funções psicológicas superiores se desenvolvem a partir das relações sociais que os indivíduos estabelecem com o meio social em que vivem. Para ele, as atividades das crianças, desde os seus primeiros dias de vida, adquirem um significado próprio num sistema de comportamento social e são refratadas através do prisma do ambiente da criança. O caminho do objeto até a criança e desta até o objeto passa através de outra pessoa (MARTINS, 1999, p. 51). Esses processos são considerados sofisticados ou superiores, porque referem-se ao mecanismo intencional, ações conscientemente controladas. São processos

9 voluntários que dão ao indivíduo a possibilidade de independência em relação às características do momento e espaço presente. Sendo que esses processos, não são inatos e se originam das relações sociais entre humanos, desenvolvendo-se ao longo do processo de ligação entre as noções de formas culturais de comportamento. Recorda-se que estes processos não são ações reflexas, reações automáticas, que se dão de origem biológica, isto é, se dão conforme o desenvolvimento de cada indivíduo. As funções mentais superiores não são simples transposição no plano pessoal das relações sociais, mas a conversão, no plano da pessoa, da significação que têm para ela essas relações, com as posições que nelas ocupa e os papéis ou funções que delas decorrem e se concretizam nas práticas sociais em que está inserida (PINO, 2005, p. 107). A relação das funções superiores conosco é expressa através da linguagem, memória, inteligência, percepção, personalidade, etc. A linguagem pode ser definida como um sistema arbitrário de símbolos que em conjunto possibilitam a uma criatura humana, com poderes limitadores de discriminação e memória, transmitir e compreender uma variedade infinita de mensagens, apesar de ruídos, movimentos expressivos, sons e da distração. Recordando que esta atividade somente o homem desenvolveu, o macaco tem uma efusão afetiva do que comunicação, mas não domina a linguagem. Considera-se linguagem quando tem trocas de informações especificas e seja compartilhado por vários indivíduos. A linguagem é o sistema simbólico básico de todos os grupos humano. A questão do desenvolvimento da linguagem e suas relações com o pensamento é um dos temas centrais das investigações de Vygotsky. (OLIVEIRA, 1997, p. 34). Já na inteligência a cada processo se percebe diferenças no comportamento do indivíduo, em suas relações sociais, linguagem e principalmente na qualidade de seu raciocínio, mas, só poderá ter rendimento nesta fase com a ajuda de elementos que existem na realidade. Lembrando que a parte lógica será desenvolvida com maior estrutura na adolescência. A percepção pode ser visual (área desenvolvimento de capacidades surpreendentes na primeira infância), como também auditiva, de forma (gustação, olfação). Vigotski se impressionou com as grandes regularidades do desenvolvimento do pensamento da criança, ele percebeu que todas as crianças pareciam passar pelos

10 mesmos tipos de descobertas seqüenciais acerca do seu mundo, fazendo os mesmo tipos de erros e chegando às mesmas soluções. O desenvolvimento da personalidade se constitui de maneira espontânea ainda no período da infância, e para a Teoria Histórico-Cultural a idade pré-escolar e a adolescência marcam momentos fundamentais desse desenvolvimento, que é um dos desenvolvimentos do ser humano. Neles, consolidam-se transformações importantes do psiquismo, relacionadas ao posicionamento do eu diante do mundo e das relações e à hierarquização de motivos e subordinação das atividades a eles, assim contribui Michele Bissoli (2005). Aleixei Leontiev (1995) destaca em 1978 que o período adolescente se distingue pelo início de um trabalho ativo do sujeito sobre si mesmo; é o período da formação da consciência moral, dos ideais, do desenvolvimento da autoconsciência. O processo de desenvolvimento da personalidade sempre segue como sendo profundamente individual, irrepetível e amplamente dependente da situação social de desenvolvimento, específica para cada indivíduo. Daí a preconização de que a educação constitui elemento fundamental para a formação da personalidade. Seguindo o raciocínio de Vigotski, todas essas funções devem, precisam e são vivenciadas nas relações entre pessoas. Desde o momento da concepção, os seres humanos passam por processos complexos de desenvolvimento. Sobre a mediação e a interação Para que seja possível compreender as concepções vigotskianas é necessário, primeiro, compreender o conceito de mediação e interação. Descrever sobre o desenvolvimento cultural da criança (do ser humano) é argumentar a construção de uma história pessoal no interior da história social dos homens, da qual aquela é parte integrante. O desenvolvimento cultural, de natureza simbólica, só pode ocorrer graça à mediação do Outro (PINO, 2005, p. 168). O outro nos constitui pela sua mediação e nos apresenta (ou esconde) o mundo. Pelo outro e pela linguagem é permitido abstrair, analisar, generalizar as características do objeto e das relações sociais e interagir-se também através de silêncios, sons, gestos, expressões, palavras e textos orais ou escritos, que são as interações.

11 A mediação é o ponto principal do desenvolvimento cultural dentro da internalização da linguagem e da teoria de Vigotski, pois, no universo cultural o outro é guia e monitor da criança, não um agente de produção cultural. (...) o acesso ao universo da significação implica, necessariamente, a apropriação dos meios de acesso a esse universo, ou seja, dos sistemas semióticos criados pelos homens ao longo da história, principalmente da linguagem, sob as suas várias formas. Em outros termos, isso que dizer que a inserção do bebê humano no estranho mundo da cultura passa, necessariamente, por uma dupla mediação: a dos signos e a dos Outros (PINO, 2005, p. 59). Com a THC, aprendemos que o desenvolvimento é constante, garantindo a aptidão que é inicialmente externa aos indivíduos e pela mediação com o outro internaliza é dado como intelectualidade cultural. Então, prospera e cria atividades superiores, causando o desenvolvimento cognitivo. O desenvolvimento humano passa, necessariamente, pelo Outro; portanto, a história de cada uma das funções psíquicas é uma história social (PINO, 2005, p. 66). Esse seria o fundamento da atividade educacional. Através do processo da mediação é que as funções psicológicas superiores, especificamente humana, se desenvolvem. Caracterizando dois elementos básicos para responsáveis deste processo: o primeiro é o instrumento, com funções de regular as ações sobre os objetos, e o segundo o signo com a função de regular as ações sobre o psiquismo humano. São esses dois pressupostos sociais, os instrumentos e os símbolos que mediam a relação do homem com o mundo em que vive. Sendo fundamental no processo de desenvolvimento das funções psicológicas superiores. O signo é aquilo que está no lugar do objeto e, como tal, tem que ser algo material, perceptível, para poder servir de sinal da presença desse objeto ausente, Pino descreve: O signo tem um duplo aspecto: é uma coisa, e é de natureza inteligível, pois veicula um conhecimento a respeito dessa coisa. As palavras nada mais são do que um tipo ou uma espécie de signo (PINO, 2005, p. 119). Segundo Vigotski, a função original do signo é a de interação entre pessoas. Signos são elementos que lembram ou simbolizam algo e, portanto, podem ser usados para significar alguma coisa que foi criada culturalmente. São também conhecidos como instrumentos simbólicos. Eles trazem algum significado implícito. Por exemplo, fumaça indica fogo, é um dos tipos de signos indicador. Outro tipo de signo é o icônico onde é a imagem ou desenho daquilo que significa. Por último, há os signos

12 simbólicos, que são abstrações daquilo que significam; por exemplo, palavras, números, equações, gestos. Assim, signos são construções sociais, indivíduos de diferentes culturas, podem ter signos diferentes entre si, ou não fazem sentidos para outros, porque viveram em contextos diferentes. O instrumento é qualquer objeto ou elemento que tem alguma utilidade prática. Por exemplo, garfo, colher, enxada etc. Esses tipos de instrumentos são chamados de instrumentos físicos. Vigotski descreve: A função do instrumento é servir como um condutor da influência humano sobre o objeto da atividade; ele é orientado externamente; deve necessariamente levar a mudanças nos objetos (VIGOTSKI, 1994, p ). Estes dois elementos mencionados, o instrumento e o signo, significam 8 para Vigotski, um salto para a evolução do ser humano. E coloca que além de serem diferentes, estão mutuamente ligados ao longo da evolução da espécie humana e do desenvolvimento de cada um. Eles nos transformam nossa atividade psicológica, durante o nosso desenvolvimento. Portanto, é necessário se relacionar e criar meios, ou seja, instrumentos para facilitar seu desenvolvimento. Sendo assim, a relação do homem um com o outro e com a natureza são mediadas pelo trabalho. (...) Vigotski procura mostrar que o caráter humano da atividade não depende do uso de instrumentos, mas, da transformação que a palavra opera nela. A razão principal que o leva a tratar esta questão é que para a opinião científica não existe uma relação entre a atividade prática inteligente e o desenvolvimento de operações simbólicas, sendo ambas tratadas de forma separada, o que, segundo ele, está errado (PINO, 2005, p. 137). Para Vigotski, a essência das relações sociais, aquilo que constitui a base da estrutura social da pessoa, são as funções das interações que ocorrem entre os sujeitos da relação, assim reafirma Pino: Sabe-se que a história social humana, a geral e a particular de cada povo, é feita de relações sociais conflituosas produzidas por sistemas sociais geradoras de desigualdades entre os homens que afetam desde o berço. Desigualdades que cada um deles determinam, em grande medida, as possibilidades que cada um deles tem de acesso aos bens 8 Os processos de significação concretizam-se na vida cotidiana das pessoas, nas diferentes formas de práticas sociais, uma vez que a significação é uma produção social. Eles traduzem assim a natureza semiótica e dinâmica da sociabilidade e da criatividade humanas. Em outros termos, os processos de significação traduzem a dinâmica da semiose humana, expressão da capacidade criadora do homem (PINO, 2005, p. 149).

13 culturais, materiais e espirituais, necessários para uma existência humana (PINO, 2005, p. 152). A criança só poderá ter acesso aos objetos culturais por mediação e intermédio do outro. Ao outro interpretar os movimentos da criança como sinais, isso imediatamente se transforma em atos significativos, mesmo que a criança ainda os ignore. É através desta comunicação inicial da criança com o outro que ela começa se inserindo no meio cultural, ocorrendo futuramente a internalização da criança com o universo cultural. A constituição da criança como um ser humano, portanto, é algo que depende duplamente do outro: primeiro, porque a herança genética da espécie lhe vem por meio do outro e segundo porque a internalização das características culturais da espécie passa, necessariamente, pelo outro. (...) ora, na medida em que a cultura é o conjunto das obras humanas e o específico dessas obras é a sua significação, o desenvolvimento cultural da criança é o processo pelo qual ela deverá apropriar-se, pouco a pouco, nos limites de suas possibilidades reais, das significações atribuídas pelos homens às coisas. Mas o desenvolvimento cultural estará comprometido se ela não tiver também acesso aos bens materiais produzidas pelos homens e que são portadoras dessas significações (PINO, 2005, p. 152). Para um ser humano estar inserido na cultura e se desenvolver culturalmente, e somente através do outro e da internalização do outrem. Entretanto, se caso haja privação deste ser na cultura social, não ocorrerá a internalização da cultura nele. A exemplo do que foi afirmado, exemplificamos a história das meninas lobos 9 que foram achadas em uma matilha de lobos, onde trazidas ao meio social e cultural humano, elas não sobreviveram, por que a cultura inserida nelas era outra. Ocasionando um conflito para elas. Isso quer dizer que o desenvolvimento cultural da criança, mais do que inserção dela na cultura, é inserção da cultura nela para torná-la um ser cultural (PINO, 2005, p. 158). Esse desenvolvimento na educação é a proposta e intencional sistematizada e a atividade por meio da qual a crianças se envolve, realiza seus vínculos com o homem através das coisas, dos objetos, usos, costumes e linguagem, e, também, das objetivações para-si e com as coisas através do homem. 9 Amala e Kamala, também conhecidas como as meninas lobo, foram duas crianças selvagens encontradas na Índia no ano de A primeira delas tinha um ano e meio e faleceu um ano mais tarde. Kamala, no entanto, já tinha oito anos de idade, e viveu até Pino (2005), também relata em seu livro, as Marcas do Humano sobre este caso.

14 CONCLUSÃO Em resumo, podemos afirmar que, no processo histórico de desenvolvimento da humanidade, a atividade prática sobre a natureza e o trabalho consolidam conhecimentos e envolvimento emocional do homem com o real, tornando-se a base do desenvolvimento das funções psíquicas superiores e da consciência do indivíduo, mediadas pela linguagem. Cabe, porém, salientar que o desenvolvimento de cada homem não é a repetição do desenvolvimento histórico da humanidade. O indivíduo desenvolve-se, na ontogênese, sobre a base historicamente produzida por outros homens. Reproduz suas atividades e, nesse processo, realiza o movimento de transbordamento do objetivo no subjetivo, que se caracteriza pela formação de imagens, representações e conceitos a respeito da realidade na consciência individual, pautados na apropriação-objetivação dos significados; além de motivos que se fundamentam na atribuição de sentidos a sua própria atividade e a si mesmo. O desenvolvimento está situado em geral em nossa vida, assim está relacionado conosco em muitas formas, criando suas funções psicológicas superiores: linguagem, consciência, pensamento, percepção, atenção, memória e etc. Este trabalho buscou apresentar um estudo no qual possa resenhar um conhecimento amplo a respeito das características do desenvolvimento humano e sua relação com o todo. Porém, em especial o desenvolvimento humano de forma ainda genérica não levando em consideração que vivemos numa sociedade marcada por processos de alienação, observando as conseqüências em relação à estrutura da vida cotidiana que cerceia o desenvolvimento intelectual, afetivo e moral dos indivíduos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BISSOLI, Michelle de Freitas. Educação e desenvolvimento da personalidade da criança: contribuições da teoria histórico-cultural. Marília: Unesp Tese (Doutorado) Faculdade de Educação. LEONTIEV, Aléxis N. O desenvolvimento do psiquismo. 1ª ed. São Paulo: Moraes, 1995.

15 LEONTIEV, Alexei N. Os princípios psicológicos da brincadeira pré-escolar. In.: VIGOTSKII, Lev Seminovich; LURIA, Alexander Romanovich; LEONTIEV, Alex N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, p MARTINS, João Batista. Exercício social e internalização. In.: (org.), Na perspectiva de Vygotsky. São Paulo: Quebra Nozes/ Londrina: CEFIL, p OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento. São Paulo: Scipione, História, consciência e educação. Lev Seminovich Vygotsky. Coleção memória da pedagogia. São Paulo: Segmento-Duetto, n.2, p. 6-13, PINO, Angel. As marcas do humano: às origens da constituição cultural da criança na perspectiva de Lev S. Vigotski. São Paulo: Cortez, REGO, Tereza Cristina. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação. Petrópolis, RJ: Vozes, VIGOTSKI, L. S. Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, VYGOTSKY, L. S.; LURIA, A. R.; LEONTIEV, A. N. Psicologia e pedagogia. São Paulo: Centauro, 2005.

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