Telma R. de Paula Souza. Módulo II

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1 Telma R. de Paula Souza Módulo II Fevereiro, 2015

2 Ênfase nos Conselhos de Direitos e no tema da X Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Política e Plano Decenal dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente fortalecendo os conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente.

3 Roteiro da discussão: I- Participação Social no Brasil II - Os Espaços Públicos na democracia participativa III - Controle social nas Políticas Públicas IV- Conselhos V - Políticas Públicas VI- Conferências de DCA desde 2007 VII - A X Conferência

4 Participação social no Brasil: um pouco de história Tradição autoritária e excludente, a partir da colônia portuguesa, da escravidão, do Império Povo mantido à margem da política e considerado apático, negando-se as formas de resistência e luta. I- Participação Social no Brasil

5 Primeiros séculos: Estado Autoritário Dependente Excludente Carvalho, 1998 Sociedade: resistências indígenas e negras como a Confederação dos Tamoios e os Quilombos; movimentos camponeses messiânicos, como Canudos, lutas abolicionistas, Lutas pela Independência, revoltas urbanas contra a carestia, as mobilizações de inquilinos movimento operário, de inspiração anarquista e socialista I- Participação Social no Brasil

6 Décadas de 30 e 60 Estado Autoritário Populista Clientelista Paternalista Tutelar Relações com a sociedade: de compadrio e de favor enraizadas na tradição política brasileira do coronelismo Sociedade movimentos sofrem fortes pressões cooptadoras por parte de partidos políticos, de parlamentares e governos que buscam instrumentalizá-los e submetê-los a seus interesses e diretrizes. Carvalho, 1998 Brasil, nunca se constituiu um Estado público, claramente dissociado do privado I- Participação Social no Brasil

7 Sociedade Décadas de 50 e 60 marcada por intensa mobilização social que se expressa no movimento sindical, nas Ligas Camponesas e numa ampla reivindicação por Reformas de Base de cunho democrático, popular e nacionalista. Destruição dos espaços públicos e da cidadania. Estado I- Participação Social no Brasil Reação: ditadura pesada repressão, com o fechamento de sindicatos, a cassação, tortura e banimento de lideranças sociais e políticas, a censura da imprensa, o fechamento do Congresso e dos partidos, o engessamento das eleições e da política Carvalho, 1998

8 Resistências movimento estudantil grupos que optam pela luta armada, pelas guerrilhas urbanas e camponesas, inspirados pelas Revoluções Cubana e Chinesa O Estado burocrático-autoritário, fechou até mesmo os precários canais de expressão e de negociação de interesses e conflitos mantidos pelo populismo I- Participação Social no Brasil Carvalho, 1998

9 Década de 70 Profundas mudanças econômicas e políticas e surgimento de novas demandas sociais. E novos movimentos sociais. Na ausência de espaços legítimos de negociação de conflitos, o cotidiano, o local de moradia, a periferia, o gênero, a raça tornam-se espaços e questões públicas, lugares de ação política, constituindo sujeitos com identidades e formas de organização diferentes daquelas do Sindicato e do partido. As CEBs, os clubes de mães, as pastorais populares das igrejas, os movimentos populares por creches, por saúde e Contra a Carestia, que se alastram por todo o país, o novo sindicalismo que emerge do cotidiano dos grupos de oposição sindical, são fortes exemplos de espaços de recusa das hierarquias que encapsularam amplos setores populares na condição de cidadãos de segunda classe, não cidadãos, párias políticos e sociais. Carvalho, 1998 Construção de uma nova esfera pública no Brasil. Cultura participativa. I- Participação Social no Brasil

10 Década de 80 Entidades representativas se organizam na articulação em federações municipais, estaduais e nacionais CUT (Central Única dos Trabalhadores) e do Partido dos Trabalhadores, Processo constituinte, o amplo movimento de Participação Popular na Constituinte, que elaborou emendas populares e coletou subscrições em todo o país. Momento em que as experiências da fase anterior, predominantemente reivindicativa, de ação direta ou de rua, são sistematizadas e traduzidas em propostas políticas mais elaboradas e levadas aos canais institucionais conquistados, como a própria iniciativa popular de lei que permitiu as emendas constituintes. I- Participação Social no Brasil Carvalho, 1998

11 Carvalho, 1998 A construção de um Estado democrático de direito. Constituinte e reordenamento institucional contemplando diversas lutas sociais por Reformas de Base. Luta pela Reforma Sanitária, aliando a ação dos profissionais da Saúde - os Sanitaristas - aos emergentes movimentos populares e sindicais na área de saúde, consegue aprovar o SUS - Sistema Único de Saúde, que institui um sistema de cogestão e controle social tripartite (Estado, profissionais e usuários) das políticas de saúde, que se articula desde os conselhos gestores de equipamentos básicos de saúde até o Conselho Nacional, regido pela Conferência Nacional de Saúde. A luta pela Reforma Urbana consagra a função social da propriedade e da cidade, num capítulo inédito sobre a questão urbana que prevê o planejamento e a gestão participativa das políticas urbanas e que instituí diversos espaços de cogestão das políticas urbanas nas esferas estaduais e municipais. Construção de espaços de cogestão, envolvendo políticas de defesa da criança e do adolescente e de assistência social, através das novas leis como o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente - e a LOAS.- Lei Orgânica da Assistência Social As políticas, marcadas tradicionalmente pelo paternalismo e pelo clientelismo, são redefinidas de modo mais universal e democrático e submetidas ao controle social. I- Participação Social no Brasil

12 Democracia na experiência brasileira pós CF/88 Alargada com a inclusão de parcelas sociais antes ignoradas pelo sistema político, mas com resistências: Do próprio sistema político Entre as forças que constituem os Espaços Públicos

13 A nossa democracia passa a ser: Representativa: Democracia como mecanismo de escolha de elites políticas para as funções governamentais. Cidadãos participam pelo voto em eleições. Mediação dos partidos políticos. Participativa Busca avançar além dos limites da democracia representativa. Conceito amplo, onde podem caber muitos elementos Referendos, Conselhos, Audiências, aproximação com os representantes, ações diretas... Participação = CONTROLE SOCIAL II - Os Espaços Públicos na democracia participativa

14 ESPAÇO PÚBLICO Governancia participativa Democracia Pluralista Judiciário Estado Sociedade Civil Partidos Políticos Legislativo Executivo Plural Grupos e indivíduos II - Os Espaços Públicos na democracia participativa Processo eleitoral

15 SC: Indivíduos dem. Representativa Grupos de interesses (econômicos) Organizações sociais (ongs, oscips, OSs, empresas, etc) Movimentos sociais - expressão/lutas por demandas: produtivas (trabalhadores rurais), trabalhistas, redistributivas (bens e serviços), identitárias, ambientais/planetárias, políticas (participação nos processos de decisão) Finalidades: inclusão social (reconhecimento dos DH e combate à sua violação) II - Os Espaços Públicos na democracia participativa

16 Engenharia institucional do Estado de direito Democracia representativa Poder Legislativo: - eleições proporcionais Representa a diversidade humana, os interesses particulares, os fragmentos sociais. Faz leis para atualizar as diferenças sociais Poder Judiciário: - Representa a totalidade (expressa na CF) Poder Executivo: - eleições majoritárias Devem representar a maioria e não os fragmentos II - Os Espaços Públicos na democracia participativa

17 Democracia participativa Direta Plebiscito Iniciativa popular II - Os Espaços Públicos na democracia participativa Espaço Público Disputa para definir marco legal (Direitos) e políticas públicas Grupos de interesse Grupos particulares Supra partidário Supra eleitoral Controle social

18 Relação Estado-SC SC demandas Organizações Internacionais Transformação dos MS em OS Discurso dos DH ESTADO ESPAÇOS PÚBLICOS Políticas públicas II - Os Espaços Públicos na democracia participativa

19 Controle Social Participação do cidadão na gestão pública, na fiscalização, no monitoramento e no controle das ações da Administração Pública. Contribui para a boa e correta aplicação dos recursos públicos, para que as necessidades da sociedade sejam atendidas de forma eficiente. III - Controle social nas Políticas Públicas

20 CONFERÊNCIAS PÚBLICAS Pactos para prioridades e metas Mecanismos de exercício do CS Planejamento Execução PPA Conselhos de PP LDO Cidadão organizado LOA Cidadão individual LAI III - Controle social nas Políticas Públicas

21 Funções: Definir princípios e diretrizes das políticas setoriais, plano estratégico definindo as prioridades; Avaliar os programas em andamento com base no acesso universal aos direitos sociais; Dar voz e voto aos vários segmentos que compõem a sociedade; Discutir e deliberar sobre os conselhos (estrutura e funcionamento) Avaliar e propor instrumentos de participação popular na concretização de diretrizes e na discussão orçamentária III - Controle social nas Políticas Públicas

22 Conselhos: papéis Deliberativo Fiscalizador Consultivo/mobilizador IV- Conselhos

23 São: Conselhos técnicos meritocrático (consultivos) Populares fóruns, apenas da SC Consultivos/participativos (síntese dos anteriores) Funções: agenda (geralmente vem do P. Executivo) deliberação (são temáticos/universais ou de serviços IV- Conselhos

24 IPs Duplo propósito: - Democratização das relações sociais e dos processo políticos - Maior eficácia da gestão pública Princípios básicos: equidade, pluralidade na participação, a publicidade e controle da política e a promoção de maior justiça a distribuição de bens públicos. (FARIA e RIBEIRO, 2011) IV- Conselhos

25 Implicações: Participação popular na gestão pública. São paritários e plurais - representam interesses dos governos e de grupos de interesse, portanto: ESPAÇO DE CONFLITOS A instituição de Conselhos e o fornecimento das condições necessárias para o seu funcionamento são condições obrigatórias para que estados e municípios possam receber recursos do Governo Federal para o desenvolvimento de uma série de ações. (CGU, p.22) IV- Conselhos

26 Realidade desses espaços: Estratégia de legitimação sociopolitica do Estado que alarga sua regulação juridicopolitica neutralizando as possibilidades de confronto à ideologia neoliberal que lhe dá suporte; A apologia aos direitos civis encobre uma prática antidemocrática que silencia através de um consenso forjado pelos imperativos técnico-administrativos do aparelho do Estado, centrado no Poder Executivo e respaldado pelo Poder Judiciário; IV- Conselhos

27 ... A SC, geralmente, é representada por grupos com caráter associativo (grupos de interesses), que entram em conflito e negociam influenciando o sistema político, mantendo e aprofundando a fragmentação social, condição fundamental para a manutenção da ordem social liberal sem antagonismos que a combata. Entre esses grupos de interesses estão profissionais da saúde, da assistência, do meio ambiente, educação, etc IV- Conselhos

28 ... A institucionalização da participação social, expressando um modelo político considerado de democracia participativa (que coexiste com a democracia representativa) tem servido para neutralizar outras formas de participação que devem se ajustar ao discurso participativo do controle social. IV- Conselhos

29 Ou Seja... Práticas procedurais Instrumentalização da participação para legitimação das decisões do P. Executivo. Hegemonia neoliberal Estado regente (economia internacional em crise e controle da ordem por meio de políticas sociais públicas) discurso participacionista Ações coletivas articuladas às práticas estatais, discurso colonizado pacificação do político IV- Conselhos

30 Na disputa por significação o Estado é predominante significado... procedural forjado pela racionalidade técnica/instrumental que resignifica significados produzidos nos EP Superparticipação de alguns grupos Hipertrofiada presença do Estado na organização da participação Exclusão dos sem espaço de representação CRISE DA REPRESENTATIVIDADE IV- Conselhos

31 Conselho tem constituído um espaço contraditório, ora pendendo para o interesse do poder dominante, ora em defesa dos interesses da população. Essa relação pendular do Conselho tem colocado em risco a sua autonomia e a sua legitimidade, na medida em que assume o papel burocrático da máquina estatal, confundindo a sua função com o papel de gestor. IV- Conselhos

32 A situação de vulnerabilidade dos conselhos está vinculada às determinações macroestruturais de cunho neoliberal, em que estimula a sociedade organizada a uma relação de subalternidade às estruturas do Estado. As dificuldades dos conselhos atuarem como sujeitos políticos são inúmeras: incipiente ação política das instituições com baixa capacidade de organização entre representantes e representados, desarticulação dos diferentes conselhos na defesa de um projeto comum, atitude corporativa de cada conselheiro em defesa de seus interesses, pouca visibilidade política e social dos conselhos, falta de acesso às informações, principalmente quando se trata do uso dos recursos públicos, desconhecimento do real papel do Conselho e, sobretudo, da realidade da criança e do adolescente na qual está inserido. IV- Conselhos

33 Essa situação é ainda mais agravada quando os conselhos de direitos demonstram fragilidades políticas diante das investidas dos gestores: falta de transparência do processo de gestão da coisa pública, manipulação dos dados no que se refere aos recursos públicos financeiros (manipulação contábil), ingerência política na escolha de conselheiros, cooptação dos conselheiros na aprovação de projetos e propostas de seu interesse. IV- Conselhos

34 O grande desafio dos conselhos de direitos, portanto, está em institucionalizar uma nova relação entre o poder público e a sociedade civil, de modo que prevaleça o seu caráter deliberativo e participativo. Nesse sentido, é importante qualificar a participação social como campo estratégico de exercício da democracia plural. Isto implica a alteração da engenharia institucional, mediante adoção de um novo modo de gerenciamento político da coisa pública e criação de novas esferas públicas, ou seja, garantir a dimensão pública das políticas públicas. Vera Lucia Tieko Suguihiro, 2014, p. 59 IV- Conselhos

35 Questões: Onde entram as Políticas Públicas? [Tratamento dado pelas autoridades governamentais (Estado) aos problemas da sociedade em diferentes áreas (habitação, educação, saúde, transporte, segurança, ambiente)] Políticas Públicas

36 Quem define essas políticas? Onde estamos nesse processo? Abordagem centrada no Estado Políticas públicas são monopólio de atores estatais Atores não estatais podem influenciar o processo de elaboração das políticas, mas não estabelecem ou lideram um processo de política pública Ênfase na personalidade jurídica do ator protagonista Abordagem multicêntrica Políticas públicas são protagonizadas por diferentes atores, que conformam redes de políticas Atores não estatais podem influenciar, estabelecer e até mesmo liderar um processo de política pública Ênfase na natureza pública dos problemas. Políticas Públicas

37 Qual o processo dessa definição? Onde estamos nesse processo? Identificação do problema Formulação da agenda Formulação das alternativas Planos, Programas, Projetos Tomada de decisão Implementaç ão Avaliação Políticas Públicas

38 Monitoramento e avaliação Verificar em que medida (e com que qualidade) as ações estão produzindo os resultados desejados Detectar as dificuldades e obstáculos durante a implementação e produzir recomendações que possibilitem, por exemplo, corrigir os rumos do programa ou que disseminem lições e aprendizagens Produzir conhecimento: levantadas certas hipóteses, um programa é avaliado para conhecer a relação entre condições, meios, resultados e impactos da intervenção (pesquisa avaliativa) FAZEMOS ISSO? Políticas Públicas

39 Os serviços nas Políticas - Pressupostos: Ninguém sabe, ou pode, tudo. As demandas são complexas. Os equipamentos são limitados. Somos muitos e poucos. COMO GARANTIR EFICÁCIA EM PLANOS, PROGRAMAS E PROJETOS? Políticas Públicas

40 REDES: Condições Ética da solidariedade Informação Compaixão não indiferença Mobilização/Particip ação Social Diálogo Disponibili dade Valorização do outro (reconhecimento + Políticas Públicas

41 O caso dos DHCD SISTEMA DE GARANTIA DIVERSOS ATORES.

42

43 As Conferências VII Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente (2007) Tema geral: Concretizar Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes: Um Investimento Obrigatório Eixos: (1) dos direitos à convivência familiar e comunitária, (2) do sistema de atendimento socioeducativo (para adolescentes autores de atos infracionais) e (3) do orçamento criança/adolescente (OCA). Essas deliberações resultaram na complementação do ECA, por meio da lei n /2009 e da lei n /2012 e reafirmaram a prioridade da criança e do adolescente no orçamento público (Plano Plurianual, Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária). VI- Conferências de DCA desde 2007

44 ... VIII Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente (2009) Tema geral: Construindo Diretrizes da Política e do Plano Decenal Eixos temáticos, definindo diretrizes e objetivos estratégicos para cada um dos eixos: 1: Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes; 2: Proteção e Defesa dos Direitos; 3: Protagonismo e Participação de Crianças e Adolescentes; 4: Controle Social da efetivação dos Direitos e 5: Gestão da Política dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. VI- Conferências de DCA desde 2007

45 Na IX Conferência (2011) Tema: Mobilizando, Implantando e Monitorando a Política e o Plano Decenal de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios Eixos da anterior: avaliação do estágio: MOBILIZAÇAO, IMPLEMENTAÇÃO, MONITORAMENTO VI- Conferências de DCA desde 2007

46 X Conferência Tema: Política e o Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes Fortalecendo os Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente A X Conferência

47 CONTEXTO O país vive um momento importante, singular e diferente frente ao seu processo de reconstrução e reorganização democrática. Desde julho de 2013, em que indivíduos, organizações, entidades e grupos foram para as ruas, como espaço de mobilização e apresentação de inquietações e propostas em diversos setores e temas de ordem política e pública, para reivindicar seus direitos a partir de sua realidade cotidiana. Aqui o tema da Reforma Política do Estado se destacou para todos os segmentos e populações como elemento fundamental para o processo de fortalecimento dos espaços e instâncias de participação deliberativas no país. CONANDA, 2015

48 A Presidenta da Dilma assinou o Decreto da Participação Social como ferramenta de validação dos espaços de participação definidos pela Constituição Federal e construídos ao longo destes últimos anos no Brasil. Além deste Decreto, outro marco histórico a destacar, foi a ação dos movimentos sociais que realizaram um Plebiscito Popular para a criação de uma Assembleia Constituinte, exclusiva e soberana, com o foco na Reforma Política. Que estrutura de Estado queremos? Um Estado mais eficiente, desburocratizado, próximo das decisões cotidianas das vidas das pessoas, com fluxos e sistemas que respondam as demandas complexas do país, regiões e localidades diversificadas do nosso país? A partir deste movimento popular de Reforma Política do Estado também apresenta a questão para o papel e estrutura dos Conselhos de Direitos no Brasil. Estrutura, entendida aqui, como autonomia na dimensão política, administrativa e financeira. E neste campo como o movimento da Infância percebe e se mobiliza frente a agenda da criança e a organização do Estado frente a prioridade absoluta. CONANDA, 2015

49 PRODUTO I Conselhos de Direitos da Criança e Adolescente fortalecidos com a perspectiva da Reforma Política do Estado. Que tipo de reforma política é necessária no Estado para o fortalecimento dos espaços de participação social, em especial, dos Conselhos de Direitos? Quais são as necessárias mudanças para garantir a autonomia política, administrativa e financeira dos Conselhos de Direitos? Quais são as outras possibilidades de incidência e participação efetiva que não sejam os Conselhos de Direitos que envolva a população nas ruas e espaços cotidianos? Identifique e aponte novos caminhos. Como está a aplicação efetiva da Resolução 167 sobre participação de crianças e adolescentes nos espaços formais de mobilização e deliberação? Confira a Resolução e identifique os principiais avanços, entraves e oportunidades. CONANDA, 2015

50 PRODUTO II Plano Decenal como perspectiva para o fortalecimento dos conselhos de direitos nos três âmbitos federativos. Como a implementação do Plano Decenal pode contribuir para o fortalecimento dos Conselhos? Quais são as principais potencialidades e fragilidades no processo de construção do Plano Decenal? Quais são as principais potencialidades e fragilidades frente ao desenvolvimento do Plano Decenal? Quais as estratégias para enfrentar as fragilidades apontadas? CONANDA, 2015

51 Referências Bibliográficas CARVALHO, M. do C. A. A. Participação Social no Brasil hoje. IN Revista Polis Papers, 1998, vol 2 DAGNINO, E. Sociedade civil, espaços públicos e a construção democrática no Brasil: limites e possibilidades In DAGNINO, (org.) Sociedade Civil e Espaços Públicos no Brasil. São Paulo: Paz e Terra, 2002 FARIA, C. F. e RIBEIRO, U.C. Desenho institucional: variáveis relevantes e seus feitos sobre o processo participativo. IN Efetividade das instituições participativas no Brasil: estratégias de avaliação/organizador: Roberto Rocha C. Pires. Brasília: Ipea, 2011 SUGUIHIRO, V. L. T Tendências do controle social no contexto dos direitos da criança e do adolescente IN Capacitação de conselheiros : retratos de uma experiência em Mato Grosso do Sul de 2008 a 2010 / Antonio José Angelo Motti,(organizadores) Campo Grande, MS : Ed. UFMS, 2014

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