REVISÃO DA CURVA BIANUAL DE AVERSÃO A RISCO PARA A REGIÃO SUL - BIÊNIO 2009/2010

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1 REVISÃO DA CURVA BIANUAL DE AVERSÃO A RISCO PARA A REGIÃO SUL - BIÊNIO 2009/2010

2 2008/ONS Todos os direitos reservados. Qualquer alteração é proibida sem autorização. ONS NT 038/2009 REVISÃO DA CURVA BIANUAL DE AVERSÃO A RISCO PARA A REGIÃO SUL - BIÊNIO 2009/2010 ABRIL/2009

3 Sumário 1 Introdução 4 2 Objetivo 5 3 Conclusões / Recomendações 6 4 Premissas e Dados Revisados Carga Recebimento de energia pela Região Sul 7 5 Obtenção da Curva de Aversão a Risco 8 Anexo Revisão da CAR Região Sul 9 ONS NT 038/2009 REVISÃO DA CURVA BIANUAL DE AVERSÃO A RISCO PARA A REGIÃO SUL BIÊNIO 2009/ / 10

4 1 Introdução Após o processo de Consulta Pública nº 025/2008, entre 3 e 11 de dezembro de 2008, a Resolução Normativa nº 346 de 16 de dezembro de 2008 aprovou o uso da CAR e autorizou o Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS a utilizar as Curvas de Aversão a Risco das Regiões Sul e Nordeste, atualizadas para o biênio compreendido de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2010, conforme Notas Técnicas ONS nº 129/2008 e nº 130/2008. Adicionalmente, o ONS foi autorizado a utilizar a Curva de Aversão a Risco para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, conforme Nota Técnica nº 091/2008-SRG/ANEEL, que tem por base a Nota Técnica ONS nº 128/2008 relativa ao subsistema Sudeste/Centro-Oeste utilizando, no entanto, as mesmas premissas de intercâmbio proveniente do Sul adotadas para a CAR 2008/2009 (média dos 4 piores biênios). O Item do submódulo 7.5 dos Procedimentos de Rede recomenda que por determinação da ANEEL, ou por iniciativa do ONS, as CAR podem ser revistas em função de fatos relevantes que impliquem alterações de premissas adotadas nos cálculos. Desta forma, em função das novas previsões de carga de energia motivadas pelo panorama econômico e utilizadas no PMO de abril de 2009, com significativa redução nas projeções para o biênio de interesse e que apresentam influência direta nos cálculos da CAR, o ONS julga pertinente submeter à ANEEL a revisão da CAR para o biênio , em decorrência deste fato relevante. ONS NT 038/2009 REVISÃO DA CURVA BIANUAL DE AVERSÃO A RISCO PARA A REGIÃO SUL BIÊNIO 2009/ / 10

5 2 Objetivo Esta Nota Técnica apresenta a revisão da CAR para o subsistema Sul no biênio , com período de abrangência de maio de 2009 a dezembro de A construção desta CAR, da mesma forma que aquelas aprovadas pela ANEEL através da Resolução Normativa ANEEL nº 346/2008, tomou por base os dados do Programa Mensal de Operação PMO de outubro/2008, tendo sido atualizada somente a previsão de carga de energia revisada em março/2009 pela EPE e pelo ONS, contemplando o horizonte 2009/2013. Cabe destacar que em decorrência da utilização da nova projeção de carga de energia foi necessário o ajuste dos valores de intercâmbio de forma a compatibilizá-los com as novas previsões de carga. ONS NT 038/2009 REVISÃO DA CURVA BIANUAL DE AVERSÃO A RISCO PARA A REGIÃO SUL BIÊNIO 2009/ / 10

6 3 Conclusões / Recomendações Em função da experiência operativa verificada nos meses de outubro e novembro de 2003, na bacia do rio Iguaçu, identificou-se a necessidade de manter níveis adequados de armazenamento em todas as bacias, de modo a evitar a operação a fio d água de seus aproveitamentos, além de atender às restrições de ordem ambiental e de uso múltiplo da água. Deverá, portanto, ser a- dotada para a região Sul, no biênio , a Curva Bianual de Aversão a Risco indicada na Tabela 3-1, que é capaz de garantir o pleno atendimento à carga dessa região, mesmo na hipótese de repetição em 2009 e 2010 das a- fluências do pior ano do histórico, mantendo-se o nível mínimo de segurança de 13% EAR máx. Tabela 3-1 Curva Bianual de Aversão a Risco 2009/2010 (% EAR máx) Revisão em abril de /jan 28/fev 31/mar 30/abr 31/mai 30/jun 31/jul 31/ago 30/set 31/out 30/nov 31/dez % 13% 13% 13% 13% 13% 14% 18% 22% % 19% 17% 16% 13% 13% 13% 13% 13% 13% 13% 13% Obs.: O nível de armazenamento em 01/04/2009 corresponde a 17% da EAR máx. Recomenda-se que a Curva Bianual de Aversão a Risco possa ser revista a qualquer época, na ocorrência de fatos relevantes que alterem de forma significativa as premissas adotadas nesta Nota Técnica. ONS NT 038/2009 REVISÃO DA CURVA BIANUAL DE AVERSÃO A RISCO PARA A REGIÃO SUL BIÊNIO 2009/ / 10

7 4 Premissas e Dados Revisados A Curva Bianual de Aversão a Risco apresentada nesta Nota Técnica foi determinada utilizando-se as mesmas premissas básicas e específicas adotadas na NT ONS 129/2008. A única alteração refere-se à adoção da carga de energia elaborada em março/2009 pela EPE e pelo ONS em função da revisão das previsões de carga de energia motivada pelo panorama econômico e utilizadas no PMO de abril de Cabe destacar que em decorrência da utilização da nova projeção de carga de energia foi necessário o ajuste dos valores de intercâmbio de forma a compatibilizá-los com as novas previsões de carga. 4.1 Carga A carga considerada nesta Nota Técnica está detalhada na Tabela 4.1-1, a seguir. A média anual para 2009 é de MW médios, o que representa uma redução de 2,2 % em relação à carga inicialmente prevista para 2009, conforme a NT ONS 118/2008. Para 2010 a média prevista é de MW médios, 1,7% menor que a projeção anterior. Tabela CAR SUL Carga em MW médios JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ MÉDIA Recebimento de energia pela Região Sul Os recebimentos pelo Sul foram mantidos conforme apresentados na NT ONS 129/2008, e foram determinados com a adoção do critério N-1, em conformidade com os Procedimentos de Rede. Os recebimentos adotados para o período são apresentados na Tabela , a seguir. Tabela CAR Sul Recebimento proveniente do Sudeste/Centro-Oeste (MW médios) JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ MÉDIA ONS NT 038/2009 REVISÃO DA CURVA BIANUAL DE AVERSÃO A RISCO PARA A REGIÃO SUL BIÊNIO 2009/ / 10

8 5 Obtenção da Curva de Aversão a Risco A revisão da Curva Bianual de Aversão a Risco da região Sul, mostrada na Figura 5-1 e Tabela 5-1, a seguir, foi determinada por simulação recursiva considerando-se as afluências do ano observado de 1945 em 2009 e 2010, sucessivamente, e as restrições de armazenamento mínimo, no período dezembro-maio, dadas pela Curva de Segurança Sistêmica descrita no na NT ONS 129/2008. A- dicionalmente, de forma a obter a atenuação de alguns picos de armazenamento, sem provocar alteração no volume afluente, utilizou-se, a cada mês, a média móvel centrada de ordem 3 das energias naturais afluentes. No Anexo está apresentado o detalhamento dos cálculos para a determinação da CAR. Figura 5-1 Curva Bianual de Aversão a Risco 2009/2010 Revisão em abril de 2009 Armazenamento (%EARmax) 22% 18% 19%19% 16% 13%13%13%13%13%16%20%22% 18% 19% 19% 16% 22% 13%13%13%13%13%13%13%13% 17% 18% 16%13%13%13%13%13% 17% 16%13%13%13%13%13% 14%18% 19% 13%13% 13% dez/08 jan/09 fev/09 mar/09 abr/09 mai/09 jun/09 jul/09 ago/09 set/09 out/09 nov/09 dez/09 jan/10 fev/10 mar/10 CAR PEN 2009 CAR Revisão abr/10 mai/10 jun/10 jul/10 ago/10 set/10 out/10 nov/10 Tabela 5-1 Curva Bianual de Aversão a Risco 2009/2010 (% EAR máx) Revisão em abril de 2009 dez/10 31/jan 28/fev 31/mar 30/abr 31/mai 30/jun 31/jul 31/ago 30/set 31/out 30/nov 31/dez % 13% 13% 13% 13% 13% 14% 18% 22% % 19% 17% 16% 13% 13% 13% 13% 13% 13% 13% 13% Obs.: O nível de armazenamento em 01/04/2009 corresponde a 17% da EAR máx. ONS NT 038/2009 REVISÃO DA CURVA BIANUAL DE AVERSÃO A RISCO PARA A REGIÃO SUL BIÊNIO 2009/ / 10

9 Anexo Revisão da CAR Região Sul 2009 SUL DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ CARGA DESVIO D ÁGUA EVAPORAÇÃO PEQ. USINAS + SUBMOT. - ENCH. V. MORTO TÉRMICA RECURSO NÃO ALOCÁVEL INTERCÂMBIO SE->S REQUISITO HIDRÁULICO AFL. CORRIGIDA ARMAZENAMENTO REQUERIDO % EARmax 18% 17% 18% 17% 16% 13% 13% 13% 13% 13% 14% 18% 18% % ARMAZENAMENTO CONSIDERANDO: 18% 17% 18% 17% 16% 13% 13% 13% 13% 13% 14% 18% 18% MÍNIMO SISTÊMICO (13%) % ARMAZENAMENTO CONSIDERANDO: 22% 18% 19% 17% 16% 13% 13% 13% 13% 13% 14% 18% 22% MÍNIMO SISTÊMICO E MÍNIMO DAS BACIAS 2010 SUL DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ CARGA DESVIO D ÁGUA EVAPORAÇÃO PEQ. USINAS + SUBMOT. - ENCH. V. MORTO TÉRMICA RECURSO NÃO ALOCÁVEL INTERCÂMBIO SE->S REQUISITO HIDRÁULICO AFL. CORRIGIDA ARMAZENAMENTO REQUERIDO % EARmax 18% 17% 18% 17% 16% 13% 13% 13% 13% 13% 13% 13% 13% % ARMAZENAMENTO CONSIDERANDO: 18% 17% 18% 17% 16% 13% 13% 13% 13% 13% 13% 13% 13% MÍNIMO SISTÊMICO (13%) % ARMAZENAMENTO CONSIDERANDO: 22% 18% 19% 17% 16% 13% 13% 13% 13% 13% 13% 13% 13% MÍNIMO SISTÊMICO E MÍNIMO DAS BACIAS Observação: Os valores referentes a desvio d água e afluência foram corrigidos para levar em conta a variação da altura de queda em relação à altura padrão, correspondente a 65% de armazenamento. ONS NT 038/2009 REVISÃO DA CURVA BIANUAL DE AVERSÃO A RISCO PARA A REGIÃO SUL BIÊNIO 2009/ / 10

10 Lista de figuras, quadros e tabelas Figuras Figura 5-1 Curva Bianual de Aversão a Risco 2009/2010 Revisão em abril de Tabelas Tabela 3-1 Curva Bianual de Aversão a Risco 2009/2010 (% EAR máx) Revisão em abril de Tabela CAR SUL Carga em MW médios 7 Tabela CAR Sul Recebimento proveniente do Sudeste/Centro-Oeste (MW médios) 7 Tabela 5-1 Curva Bianual de Aversão a Risco 2009/2010 (% EAR máx) Revisão em abril de ONS NT 038/2009 REVISÃO DA CURVA BIANUAL DE AVERSÃO A RISCO PARA A REGIÃO SUL BIÊNIO 2009/ / 10

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42,6 42,0 43,0 40,0 40,3 29,0 30,1 23,4 28,7 27,7 19,5 29,4 23,1 20,5 % Armazenamento JUNHO RV0 1.1 ARMAZENAMENTO HISTÓRICO DO SISTEMA INTEGRADO NACIONAL 20 56,8 55,7 54,8,2 42,3 42,9 38,5,4 42,6 42,0 43,0,0 34,9 37,0 38,1,3 34,4 35,7 29,0 30,1 32,3 23,4 28,7 27,7 19,5 29,4

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