COMENTÁRIOS PROVA TRE/RS PROFª MARTHA MESSERSCHMIDT CÓDIGO DE ÉTICA DOS SERVIDORES DO TRE/RS RESOLUÇÃO Nº 246/2014

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1 COMENTÁRIOS PROVA TRE/RS PROFª MARTHA MESSERSCHMIDT CÓDIGO DE ÉTICA DOS SERVIDORES DO TRE/RS RESOLUÇÃO Nº 246/ QUESTÃO 07 GABARITO = D Segundo o inciso I, Art. 7º, da Resolução nº 246/2014 é vedado ao servidor do TRE/RS exercer a advocacia. A vedação ética prevista pela Resolução não condiciona a nenhuma outra circunstância, ou seja, independentemente do objeto da ação judicial, da

2 obtenção de lucro ou do exercício da advocacia em favor de algum parente, é vedado o exercício da advocacia. - QUESTÃO Nº 08 GABARITO = C - ALTERNATIVA A = INCORRETA. Os incisos I e II, do parágrafo único, Art. 8º, Resolução nº 246/2014, dispõem acerca das regras relativas ao recebimento de brindes pelo servidor do TRE/RS, não sendo, portanto, considerados presentes, conforme transcrito: Art. 8 É vedado aceitar presentes, salvo de autoridades estrangeiras, nos casos protocolares em que houver reciprocidade. 1 Não se consideram presentes, para os fins deste artigo, os brindes que: I - não tenham valor comercial; ou II - sejam distribuídos por entidades de qualquer natureza a título de cortesia, propaganda, divulgação habitual ou por ocasião de eventos especiais ou datas comemorativas, que não ultrapassem o correspondente a 5% (cinco por cento) do vencimento básico do cargo de técnico judiciário em início de carreira.

3 Neste sentido, o servidor poderá receber brindes, desde que não tenham valor comercial, estando também autorizado a recebê-los, quando a título de cortesia, desde que não ultrapassem o correspondente a 5% (cinco por cento) do vencimento básico do cargo de técnico judiciário em início de carreira. - ALTERNATIVA B = INCORRETA. O recebimento de brindes pelo servidor do TRE/RS não exige prévia autorização do chefe, desde que atendidos os requisitos dos incisos I e II, do parágrafo único, Art. 8º, Resolução nº 246/ ALTERNATIVA C = CORRETA. O servidor do TRE/RS somente será autorizado a receber brindes a título de cortesia, nos casos previstos nos incisos I e II, do parágrafo único, Art. 8º, Resolução nº 246/2014, isto é, estará legitimado a receber brindes que não tenham valor comercial ou que sejam distribuídos por entidades de qualquer natureza a título de cortesia, desde que não ultrapassem o correspondente a 5% (cinco por cento) do vencimento básico do cargo de técnico judiciário em início de carreira. Neste sentido, mesmo que o servidor venha recebendo brindes de um escritório de advocacia há mais de três anos, não caracteriza a vedação prevista pela Resolução nº 246/2014, pois deve ser analisado o motivo do recebimento, bem como o valor dos brindes. - ALTERNATIVA D = INCORRETA. O recebimento de brindes não é vedado ao servidor, desde que respeitado o disposto nos incisos I e II, do parágrafo único, Art. 8º, Resolução nº 246/2014. Por outro lado, a vedação prevista pela Resolução é em relação ao recebimento de presentes, ou seja, é vedada a aceitação (e não a recusa) de presentes, salvo de autoridades estrangeiras, nos casos protocolares em que houver reciprocidade, conforme o caput do Art. 8º. Ademais, segundo o parágrafo 2º, Art. 8º, Resolução nº 246/2014, somente serão doados a entidades de caráter filantrópico ou cultural os presentes (e não os brindes) que, por alguma razão, não possam ser recusados ou devolvidos sem ônus para o servidor ou para a Administração Pública. - ALTERNATIVA E = INCORRETA. A conduta do servidor do TRE/RS será vedada se caracterizar o recebimento de presentes, nos moldes do disposto no caput do Art. 8º, Resolução nº 246/2014, ou ainda nos casos de recebimento de brindes que não respeite o disposto nos incisos I e II, do parágrafo único, Art. 8º. Logo, é incorreto afirmar que é vedado o recebimento de brindes em qualquer circunstância.

4 - QUESTÃO Nº 09 GABARITO = B - ALTERNATIVA A = INCORRETA. Segundo o inciso III, Art. 16, Resolução nº 246/2014, compete à Comissão Permanente de Ética do TRE/RS arquivar de ofício as denúncias que não atendam aos preceitos do Código. Ainda, o parágrafo 2º, Art. 23, Resolução nº 246/2014 prevê que a Comissão, mediante decisão fundamentada, arquivará representação ou denúncia manifestamente improcedente, cientificando o denunciante. Neste sentido, a competência da Comissão para o arquivamento das denúncias depende, exclusivamente, da sua deliberação sobre a admissibilidade da denúncia, não cabendo esta análise ao presidente do Tribunal ou a sua prévia autorização. - ALTERNATIVA B = CORRETA. O parágrafo único, Art. 16, Resolução nº 246/2014 prescreve que a perda ou alteração da natureza do vínculo do servidor investigado com o TRE-RS não retira a competência da comissão. Ou seja, nas hipóteses de perda ou modificação da natureza do vínculo do servidor COM O TRE/RS (servidor removido, por exemplo), não será afastada a competência da Comissão de investiga-lo pelo cometimento de infração ética. Ocorre que a alternativa indica a hipótese de o servidor tomar posse em outro cargo público, sem mencionar a condição do dispositivo acima mencionado, ou seja, a

5 alternativa considera o caso do servidor do TRE/RS tomar posse em qualquer cargo público, fato que afasta a competência da Comissão, isto é, resta vedado o prosseguimento do procedimento de apuração no âmbito da Comissão, pois a perda ou alteração da natureza do vínculo deve se dar com o TRE/RS e não em relação a qualquer outro cargo público. Ademais, a perda ou alteração da natureza do vínculo não corresponde à posse do servidor em outro cargo público. - ALTERNATIVA C = INCORRETA. Segundo o Art. 14, Resolução nº 246/2014, os membros da Comissão desempenharão suas atribuições sem prejuízo daquelas inerentes a seus cargos efetivos, cargos em comissão ou funções comissionadas. Logo, não é exigido o afastamento do servidor de seu cargo para que exerça as funções de membro da Comissão. - ALTERNATIVA D = INCORRETA. O Art. 12, Resolução nº 246/2014 prevê que o membro da Comissão ficará suspenso da Comissão, até o trânsito em julgado, quando for indiciado criminalmente, responder a Processo Administrativo Disciplinar ou transgredir a qualquer dos preceitos deste Código. Neste sentido, o membro da Comissão investigado em processo administrativo disciplinar ficará suspenso durante o trâmite do processo, até o trânsito em julgado. Ademais, após o encerramento do referido processo, o membro será excluído da Comissão, somente se for responsabilizado. - ALTERNATIVA E = INCORRETA. A alternativa está incorreta, porque indica que a Comissão pode aplicar determinadas penalidades e a única penalidade aplicável no âmbito de suas competências é a censura ética, segundo o inciso VI, Art. 16 e parágrafo 1º, Art. 36, Resolução nº 246/2014.

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