2 Enquadramento Económico

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1 2 Enquadramento Económico Economia internacional Economia da União Europeia Economia portuguesa

2 Economia internacional 1. Em 2008, o crescimento da economia mundial desacelerou significativamente. O ritmo de crescimento, que em 2007 se situou em 5,2%, reduziu-se para 3,4%. O abrandamento registado resulta em grande parte do acentuar da crise dos mercados financeiros e consequentemente da deterioração acentuada das perspectivas de evolução da economia mundial. Quadro I Produto interno bruto (variação real anual em %) Mundo 5,1 5,2 3,4 Estados Unidos 2,8 2,0 1,1 Canadá 3,1 2,7 0,5 União Europeia 27 3,1 2,9 0,9 Área Euro 2,9 2,6 0,8 Rússia 7,7 8,1 5,6 - Japão 2,0 2,4-0,6 Ásia (excl. Japão) 9,9 10,6 7,8 Indonésia 5,5 6,3 6,1 Coreia do Sul 5,1 5,0 2,5 China 11,6 13,0 9,0 Índia 9,7 9,0 6,0 Austrália 3,3 3,7 2,5 Nova Zelândia 2,5 3,0-0,5 África 6,1 6,2 5,2 América Latina 5,4 5,6 4,6 México 4,9 3,2 1,3 Argentina 8,5 8,7 6,5 Brasil 3,8 5,4 5,1 Fontes: FMI World Economic Outlook, Janeiro 2009; OCDE Economic Outlook Interim Report, Março 2009; Eurostat database, 20 de Março A redução do crescimento económico foi generalizado às diversas regiões do mundo. Nas economias avançadas o ritmo de crescimento foi menor, relevando-se as quebras verificadas na União Europeia (de 2,9% para 0,9%) e nos Estados Unidos da América (de 2,0% para 1,1%). No Japão registou-se mesmo uma taxa de crescimento negativo (-0,6%). ENQUADRAMENTO ECONÓMICO

3 3. As economias emergentes e em desenvolvimento registaram também menores ritmos de crescimento, embora este tenha registado níveis significativos. A China deverá ter crescido 9,0% (- 4 p.p. que em 2007), a Índia 6,0% (-3 p.p.) e a Rússia 5.6% (-2,5 p.p). Em África, que terá crescido 5,2% em 2008 (-1 p.p. que em 2007), destacam-se as taxas de crescimento de Angola, Congo, Uganda, Libéria e do Sudão. Na América Latina, a Argentina terá crescido 6,5%, o Brasil 5,1% e o Chile 4,5%. No conjunto do Médio Oriente o crescimento económico em 2008 situou-se em 6,1%. 4. A inflação registou aumentos significativos, particularmente nas economias emergentes e em desenvolvimento, devido essencialmente aos significativos aumentos dos preços do petróleo e das matérias-primas alimentares (+29% em 2008). A média das taxas de inflação nas economias avançadas aumentou de 2,1% em 2007 para 3,5% em 2008, e nas economias emergentes e em desenvolvimento de 6,4% para 9,2%. 20/21 Quadro II Índice de preços no consumidor (variação média anual em %) União Europeia 27 2,3 2,4 3,7 Área Euro 2,2 2,1 3,3 Estados Unidos 3,2 2,8 3,8 Japão 0,3 0,0 1,4 Por memória: Economias avançadas 2,4 2,1 3,5 Economias em desenvolvimento e emergentes 5,4 6,4 9,2 Fontes: Eurostat Database, 23 Março 2009; FMI, World Economic Outlook, Outubro 2008 e actualização de Janeiro A taxa de inflação nos EUA aumentou para 3,8% (+1,0 p.p. que em 2007) e no Japão para 1,4% (+1,4 p.p. que em 2007). O aumento no conjunto dos países da União Europeia foi também superior a 1 p.p., atingindo 3,7% na UE 27 e 3,3% na área euro.

4 Gráfico I Evolução do preço do petróleo (brent) Fonte: DGEE Ministério da Economia 5. O preço médio anual do petróleo continuou a aumentar de forma significativa em 2008 (+33,5% que em 2007), fixando-se em 96,8 USD/barril. Ao longo do ano, o comportamento do preço do petróleo foi distinto. No período entre Janeiro/Julho registou-se um aumento acentuado do preço atingindo em termos médios mensais, em Julho 1, um máximo de 132 USD/barril. Após alguma diminuição no preço no terceiro trimestre, registou-se uma quebra abrupta até Dezembro de 2008, mês em que o preço médio se situou em 39,95 USD/barril. 5. Devido à valorização do euro em relação ao dólar americano, o preço médio anual do barril do brent expresso em euros registou um aumento de +23.4%, passando de 52,6 euros em 2007 para 64.9 euros em O valor máximo diário foi registado a 4 Julho 2008 ( USD/barril). ENQUADRAMENTO ECONÓMICO

5 Gráfico II Evolução do comércio mundial (volume) (variação anual em %) 22/23 Fonte: FMI, World Economic Outlook (vários) 6. Em 2008, registou-se uma desaceleração significativa do crescimento do comércio internacional, o qual se acentuou significativamente na parte final do ano. A taxa de crescimento anual em 2008 foi de 4,1%, menos 3,1 p.p. do que em O abrandamento do crescimento do comércio internacional foi generalizado, mas foi mais significativo nas economias mais desenvolvidas. 7. O desemprego registou uma evolução ligeiramente desfavorável em No conjunto das economias avançadas verificou-se um aumento do nível de desemprego de +0,3 p.p., fixando-se a taxa de desemprego em 5,7%. O aumento verificado no conjunto das novas economias asiáticas industrializadas foi menos significativo (+0,1 p.p.) atingindo-se uma taxa de desemprego de 3,3%.

6 Economia da União Europeia 1. O ritmo de crescimento da economia da União Europeia reduziu-se significativamente em 2008 (-2 p.p. que em 2007) situando-se em 0,9% (0,8% na área euro). Ao longo do ano, o PIB foi apresentando taxas de crescimento menos expressivas, registando mesmo no último trimestre de 2008 uma variação homóloga negativa de -1,3%, quer na UE 27, quer na área euro. Para esta evolução contribuiu, em larga medida, o agravamento da situação nos mercados financeiros, nomeadamente em Julho e Outubro de 2008, com efeitos significativos ao nível da estrutura produtiva e das expectativas dos consumidores, e a consequente deterioração das expectativas quanto à evolução das economias à escala global. 2. O abrandamento significativo do crescimento do PIB na UE em 2008, tem na sua base a redução do crescimento da procura interna (-2,1 p.p. na UE 27, -1,6 p.p. na área euro). 5. Esta evolução resulta, essencialmente, da redução da taxa de crescimento do consumo privado (-1,3 p.p. na UE e -1,6 p.p. na área euro) e da formação bruta de capital fixo, com um crescimento nulo em 2008 (+5,5% na UE e +4,4% na área euro, em 2007). Quadro III Área Euro e UE-27 Principais agregados macroeconómicos (variação anual em volume, %) UE-27 Área Euro Consumo privado 2,2 0,9 2,4 0,8 Consumo público 2,0 2,2 1,6 0,5 Formação bruta de capital fixo 5,5 0,0 4,4 0,0 Procura interna 3,0 0,9 2,4 0,8 Exportações de bens e serviços 5,0 1,8 5,9 1,4 Importações de bens e serviços 5,2 1,8 5,3 1,4 PIB 2,9 0,9 2,6 0,8 Fonte: Eurostat Database, 23 Março 2009 ENQUADRAMENTO ECONÓMICO

7 Gráfico III Área Euro e UE-27 produto interno bruto (2008) (variação real anual em %) 24/25 Fonte: Eurostat database, 23 Março As taxas de crescimento do PIB continuaram a diferir substancialmente entre as economias da União Europeia. Em 2008, ampliou-se mesmo a diferença entre a taxa de crescimento mais alta (+7,1% na Roménia) e a mais baixa (-4,6% na Letónia) que passou de 9,3 p.p. para 11,7 p.p.. Entre as economias da área euro as divergências de ritmo de crescimento continuam também consideráveis, com a Eslovénia a registar uma taxa de 4,4% e a Irlanda de -1,6%. 4. Todas as economias da UE 27, excepto a da Roménia, apresentaram taxas de crescimento inferiores às registadas em Cinco países apresentaram mesmo ritmos de crescimento negativos: Suécia (-0,2%); Itália (-1,0%); Irlanda (-1,6%); Estónia (-3,6%) e Letónia (-4,6%). Os ritmos de crescimento mais significativos registaram-se, entre os novos Estados-membros da UE, na Roménia e Eslováquia, com taxas de crescimento respectivamente de 7,1% e de 6,4%, e entre os países da área euro, de 2,9% na Grécia e de 2,5% no Luxemburgo. 5. O mercado de trabalho registou um desempenho menos favorável em 2008 do que em A taxa de crescimento do emprego, que vinha registando taxas elevadas nos últimos anos, reduz-se de 1,7% para 0,9% na UE 27 e de 1,7% para 0,7% na área euro. A redução da taxa de crescimento do emprego foi comum à generalidade dos Estados-membros, apresentando algumas economias taxas de crescimento negativas (Irlanda, Espanha, Estónia, Hungria e Lituânia). A taxa anual de desemprego na UE situou-se em 7,0% (-0,1 p.p. que em 2007). No mesmo período, o desemprego na área euro manteve-se em 7,5%. As taxas de desemprego nas diversas economias da UE continuaram diferenciadas, sendo as taxas mais elevadas as de Espanha (11,3%), Eslováquia (9,8%) e Grécia (8,3%) e as mais baixas as dos Países Baixos (2,9%), Dinamarca (3,5%) e Chipre (3,9%).

8 Gráfico IV Índice harmonizado de preços no consumidor (2008) Fonte: Eurostat, Database 23 Março A inflação, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor subiu significativamente em 2008, atingindo 3,3% na área euro (+1,2 p.p. em relação a 2007) e 3,7% na UE 27 (+1,3 p.p.). A evolução da subida dos preços ao longo de 2008 não foi linear, atingindo um máximo de 4% em Julho, a que se seguiu uma quebra abrupta até ao final de Dezembro, mês em que os preços terão crescido 1,6%. Na origem desta evolução esteve o andamento dos preços do petróleo e de outras matériasprimas bem como perspectivas menos favoráveis de crescimento da economia mundial. A disparidade das taxas de inflação dos países da UE ampliou-se em 2008, sendo a diferença entre a taxa mais elevada (registada na Letónia) e a menos elevada (verificada nos Países Baixos) de 13,1 p.p. (9,3 p.p. em 2007). A Eslovénia (5,5%), Malta (4,7%), Bélgica (4,5%) e Chipre (4,4%) foram os países da área euro que registaram valores de inflação mais elevados. Entre os países não pertencentes à área euro, registaram em 2008, valores de inflação bastante acima da média, a Letónia (15,3%), a Bulgária (12,0%), a Lituânia (11,1%) e a Estónia (10,6%). ENQUADRAMENTO ECONÓMICO

9 Gráfico V Taxa de câmbio do euro face ao dólar americano e à libra esterlina 26/27 Fonte: Banco Central Europeu 7. Em 2008, a evolução do euro 2 em relação às principais moedas foi distinto. Em média anual verificouse uma apreciação de 16,4% face à libra esterlina (+0,4% em 2007) e de 7,2% em relação ao dólar americano (+9,2% em 2007). Face ao iene e ao franco suíço, o euro depreciou-se em -5,5% e -3,4%, respectivamente. A cotação do euro face ao US dólar atingiu um máximo histórico de em Julho. Em termos globais, a apreciação do euro em termos nominais efectivos foi +4,7% (+3,9% em 2007). O índice cambial efectivo para Portugal apreciou-se em 1,2% em 2008 (+0,8% em 2007). 2 Em 1 de janeiro de 2008, Malta e Chipre passaram a adoptar o euro.

10 Gráfico VI Taxa de juro das obrigações do tesouro a 10 anos Fonte: Banco Central Europeu 8. Em 2008, o Banco Central Europeu subiu a taxa de juro de referência de 4,0% para 4,25% em Julho. No último trimestre do ano, esta taxa desceu para 3,75% em Outubro, 3,25% em Novembro e 2,50% em Dezembro. As taxas de juro do mercado monetário, utilizadas como indexantes de grande parte das taxas de juros activas, após registarem descidas em Janeiro e Fevereiro, iniciaram um ciclo de subidas sucessivas até Julho no caso Euribor a doze meses (5,393%), Setembro no caso da Euribor a seis meses (5,219%) e Outubro no caso Euribor a três meses (5,113%). A partir destas datas, estas taxas registam uma forte descida com valores de 3.452% (Euribor a doze meses), 3,365% (Euribor a seis meses) e 3,293% (Euribor a três meses) em Dezembro de Em termos médios anuais, as taxas Euribor situaram-se em 4,634% (a três meses), 4,716% (a seis meses) e 4,813% (a doze meses), ou seja, respectivamente -1,6 p.p., -1,5 p.p. e -1,3 p.p. que em A taxa de rendibilidade das obrigações da dívida pública a dez anos na área euro e nos EUA tiveram um andamento semelhante ao longo de 2008, excepto nos últimos dois meses do ano, em que se regista uma quebra mais acentuada nas taxas de rendibilidade das obrigações da dívida pública dos EUA. A taxa média mensal passou de 3,7% em Janeiro de 2008 para 2,4% em Dezembro nos EUA e de 4,2% para 3,9% na área euro. Em consequência, o diferencial entre a taxa dos EUA e da área euro passou de -0,49 p.p. em Janeiro para -1,47 p.p. em Dezembro. Em termos médios anuais, a taxa de rendibilidade nos EUA reduziu-se, de 4,63% para 3,67% e na área euro registou um ligeiro aumento, de 4,33% para 4,36%. ENQUADRAMENTO ECONÓMICO

11 Gráfico VII Área euro e UE-27 Saldo das contas das AP s (2008) (em % do PIB) 28/29 Fonte: CE, Previsões Intercalares, Janeiro A evolução desfavorável da economia europeia em 2008 reflectiu-se naturalmente de forma negativa nas contas das Administrações Públicas (AP). O défice das AP em percentagem do PIB ter-se-á agravado neste ano, de 0,6% para -1,7% na área euro e de -0,9% para -2,0% no conjunto da UE. Entre os 27 países da UE, apenas seis países terão registado uma melhoria no saldo das AP em percentagem do PIB: Bulgária (+3,0 p.p.); Hungria (+1,7 p.p.); Países Baixos (+0,8 p.p); Portugal (+0,4 p.p.); Grécia (+0,1 p.p.) e Alemanha (+0,1 p.p). Nos restantes países, o agravamento dos saldos das AP foi particularmente acentuado na Irlanda (-6,5 p.p.), Espanha (-5,6 p.p.), Estónia (-4,7 p.p) e Letónia (-3,6 p.p.). Em 2008, cinco países da área euro terão ultrapassado o valor de referência de 3% para o saldo das AP: França (-3,2%); Grécia (-3,4%); Espanha (-3,4%); Malta (-3,5%) e Irlanda (-6,3%). Fora da área euro, com défices acima do valor de referência de -3%, apenas a Hungria (-3,3%), a Letónia (-3,5%), o Reino Unido (-4,6%) e a Roménia (-5,2%). Em 2008, terão mantido os saldos das contas das AP positivos, a Finlândia (+4,5%), a Bulgária (+3,2%), a Dinamarca (+3,1%), o Luxemburgo (+3,0%), a Suécia (+2,3%), os Países Baixos (+1,1%) e o Chipre (+1,0%).

12 Economia portuguesa 1. O PIB em Portugal registou, em 2008, um crescimento nulo, em termos reais (+1,9 p.p. em 2007). O crescimento do PIB a preços correntes foi de +1,8% (+5,0% em 2007), atingindo o valor de mil milhões de euros. Gráfico VIII Portugal evolução do produto interno bruto Fonte: INE 2. A redução do ritmo de crescimento da economia portuguesa em 2008 resultou sobretudo da redução significativa do contributo da procura externa líquida que passou para -1,1 p.p. (0,1 p.p. em 2007), mas também do menor contributo da procura interna, estimado em 1,1. p.p. (1,8 p.p. em 2007). ENQUADRAMENTO ECONÓMICO

13 Quadro IV Portugal evolução do produto interno bruto, segundo as rubricas da despesa Mil milhões de euros Taxa de variação em volume Consumo privado 111 2,0 1,9 1,6 1,6 Consumo público 34 3,2-1,4 0,0 0,5 Investimento 37-1,5-0,3 3,2-0,1 do qual: FBCF 36-0,9-0,7 3,2-1,1 Procura interna 182 1,5 0,8 1,6 1,0 Exportações de bens e serviços 54 2,0 8,7 7,5-0,5 Importações de bens e serviços 70 3,5 5,1 5,6 2,1 PIB 166,1 0,9 1,4 1,9 0,0 30/31 Fonte: INE 3. A redução do ritmo de crescimento da procura interna, de 1,6% para 1,0%, deveu-se à desaceleração do investimento, que decresceu -0,1% em volume em 2008, após um crescimento de 3,2% em De referir a diminuição da FBCF da construção de -5,8% (-0,2% em 2007), a desaceleração verificada na FBCF em material de transporte (de 10,6% para 0,9%) e, ainda que menos expressiva, a registada na FBCF em máquinas e equipamentos (de 7,3% para 4,9%). O consumo privado manteve o ritmo de crescimento de 1,6% em 2008, enquanto o consumo público, que registou uma variação nula em 2007, terá crescido 0,5%. 4. O contributo negativo da procura externa líquida para o crescimento do PIB, resulta sobretudo da redução das exportações de bens e serviços cuja taxa de crescimento em volume se situou em -0,5% (7,5% em 2007). As importações de bens e serviços em 2008 terão crescido 2,1%, a um ritmo menor do que o verificado em 2007 (5,6%). A redução das exportações ficou a dever-se à componente bens que após um crescimento, em volume, de 5,7% em 2007 terá decrescido -1,3% em No mesmo período, as exportações de serviços passaram de uma variação de +13,5% em 2007 para +2,3% em Em termos nominais, as exportações terão crescido 2,3% no total (- 8,2 p.p. que no ano anterior), 5,9% nos serviços (-10,7 p.p.) e 1,0% nos bens (-7,5 p.p.). O comportamento das exportações de bens ao longo de 2008 foi distinto, com crescimentos homólogos positivos nos três primeiros trimestres do ano e uma quebra abrupta no 4.º trimestre de cerca de -11%, particularmente significativa nas exportações para a União Europeia (-16,4%). As exportações de mercadorias para países terceiros mantiveram, em 2008, um ritmo de crescimento nominal (13,5%) bastante superior ao crescimento para os países da União Europeia (-2,8%). O peso das exportações extra-comunitárias nas exportações totais reforçouse, passando de 23,3% em 2007 para 26,2% em 2008.

14 Gráfico IX Portugal comércio internacional de bens Taxa de variação nominal, por trimestre, em 2008 Fonte: INE, Estatísticas do Comércio Internacional As exportações em todos os grupos de produtos, excepto combustíveis e outros minerais, apresentam crescimentos nominais inferiores aos registados em 2007, havendo mesmo cinco grupos cujo contributo passou a ser negativo: têxteis e vestuário, máquinas e aparelhos, material de transporte, madeira e cortiça e químicos, borracha e plásticos. ENQUADRAMENTO ECONÓMICO

15 Gráfico X Portugal exportações de mercadorias Contributo para a taxa de variação nominal, por produtos 32/33 Fonte: INE, Estatísticas do Comércio Internacional p.p. pontos percentuais 5. Em 2008, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) cresceu 0.3% (-1,7 p.p. que em 2007). Apenas o VAB do sector agricultura, silvicultura e pescas apresenta uma variação acima da verificada no ano anterior, passando de um crescimento negativo de -4,2% para +4,3%. O VAB dos restantes sectores de actividade económica apresentam ritmos de crescimento, em volume, inferiores aos de 2007, sendo significativa a diminuição do VAB da indústria (-5,2 p.p.) e do VAB da construção (-5,8 p.p.), situando-se em -2,4% e em -5,1%, respectivamente. O VAB dos ramos electricidade, gás e água reduziu-se de 5,7% para 0,7% e o VAB dos serviços de 2,1% para 1,2%.

16 Quadro V Portugal valor acrescentado bruto, por sectores de actividade (variação em volume em %) Agricultura, silvicultura e pescas 5,8-5,6 2,5-4,2 4,3 Electricidade, gás e água 3,2-3,0 11,3 5,7 0,7 Indústria 0,2-0,9 0,8 2,8-2,4 Construção -0,3-3,0-3,3 0,7-5,1 Serviços 2,0 2,0 1,8 2,1 1,2 Valor acrescentado bruto 1,7 0,7 1,6 2,0 0,3 Fonte: INE, Contas Nacionais Trimestrais, 4.º trimestre 2008 (ed. 11 Março 2009) 6. O índice de produção industrial em Portugal registou uma variação negativa em 2008, de -4,1% na indústria em geral e de -4,0% na indústria transformadora. Gráfico XI Índice de produção industrial indústria transformadora Fonte: INE ENQUADRAMENTO ECONÓMICO

17 Contribuíram positivamente para o crescimento da produção da indústria transformadora em 2008, cinco ramos da indústria dos quais se destacam a fabricação de máquinas e equipamentos, ne e a fabricação de produtos farmacêuticos. Dos restantes ramos da indústria registaram-se contributos negativos, sendo os mais expressivos os verificados nas indústrias de fabricação de veículos automóveis, reboques, semi-reboques e componentes para veículos automóveis, do vestuário, de outros produtos minerais não metálicos e dos têxteis. Gráfico XII Principais contributos para a variação anual do índice de produção industrial indústria transformadora 34/35 Fonte: INE 7. O volume de negócios na indústria transformadora apresenta um crescimento nulo em 2008 (-5,9 p.p. que em 2007). Este abrandamento verificou-se quer no volume de negócios do mercado nacional, de 5,5% para 1,0%, quer no volume de negócios do mercado externo, de 6,5% para -1,5%. O ritmo de crescimento ao longo de 2008 abrandou fortemente no 4.º trimestre de 2008.

18 Gráfico XIII Índice de volume de negócios na indústria transformadora Fonte: INE 8. Em 2008, o volume de emprego cresceu +0,5%, crescimento ligeiramente superior ao registado em 2007 (+0,2%). Ao longo de 2008, registaram-se taxas de crescimento do emprego positivas nos dois primeiros trimestres (de +1,1% e +1,4%, respectivamente) e nos dois últimos trimestres taxas de crescimento negativas (de -0,1% no 3.º trimestre e de -0,2% no 4.º trimestre). O aumento anual da população activa em 2008 (+0,1%) foi semelhante ao registado na população total (+0,2%) pelo que a taxa de actividade em 2008 se manteve em 53%. A população desempregada decresce -4,8% em 2008, atingindo os mil indivíduos. A taxa de desemprego situou-se em 7,6% em ENQUADRAMENTO ECONÓMICO

19 Gráfico XIV Portugal e área euro variação média nos últimos 12 meses do IHPC 36/37 Fonte: Eurostat 9. A taxa de inflação em Portugal, medida pela taxa de variação média do IHPC subiu de 2,4% em 2007 para 2,7% em O aumento dos preços verificou-se quer ao nível dos serviços (de 2,8% para 3,1%), quer dos bens (de 2,2% para 2,4%). O ritmo de crescimento dos preços dos bens energéticos foi significativo, passando de 3,5% para 6,6%, reflectindo a subida de preços do petróleo verificada nos primeiros sete meses de O diferencial de inflação entre Portugal e a área euro alterou-se em 2008, passando Portugal (2,7%) a apresentar uma variação de preços inferior à registada na área euro (3,3%) em -0,6 p.p.. Em 2007, este diferencial era de +0,3 p.p.. Ao nível dos principais agregados, o diferencial de inflação apenas se manteve desfavorável a Portugal nos serviços (+0,5 p.p.). Ao nível dos preços dos bens, o diferencial fixou-se em -1,4 p.p. (-0,8 p.p. nos bens alimentares; -1,7 p.p. nos bens industriais e 3,8 p.p. nos bens energéticos).

20 Gráfico XV Índice de Preços na Produção Industrial em Portugal Fonte: INE 10. Os preços na produção industrial em Portugal, medidos pelo Índice de Preços na Produção Industrial, registaram um aumento de 5,7% na indústria em geral (3,0% em 2007), 5,9% na indústria transformadora (2,6% em 2007) e 12,2% na produção de energia (4,0% em 2007). Ao longo de 2008, o ritmo de crescimento dos preços intensificou-se até Julho, mês a partir do qual se verifica uma descida acentuada dos preços, particularmente nos preços na produção de energia. Com efeito, neste agrupamento industrial que atingia um aumento de +18,8% em Julho viria a registar uma quebra acentuada situando-se de -5,9% em Dezembro. 11. No conjunto do ano de 2008, as taxas de juro do mercado monetário aumentaram ligeiramente (+0,36 p.p.) nas várias maturidades. As taxas foram subindo gradualmente até Outubro, mês a partir do qual apresentam quebras significativas até ao final de 2008 (de cerca de -1,8 p.p.). Em Dezembro de 2008, a taxa Euribor a 3 meses situava-se em 3,29%, a Euribor a 6 meses em 3,36% e a Euribor a 12 meses em 3,45%. As taxas de juro activas apresentaram uma tendência semelhante à das taxas de juro do mercado monetário, aumentando cerca de +0,6 p.p. em 2008, depois de um aumento de cerca de +0,9 p.p. em Também desde Outubro de 2008, que o valor médio mensal das taxas de juro activas médias praticadas nos empréstimos a sociedades não financeiras, se reduziu. Em Dezembro de 2008, as taxas de juro situavam-se em 6,5% para empréstimos a 1 ano, em 6,1% para empréstimos de 1 a 5 anos e em 5,8% para empréstimos a mais de 5 anos. ENQUADRAMENTO ECONÓMICO

21 Gráfico XVI Portugal Euribor. Taxas de juro activas 38/39 Fonte: Banco de Portugal 12. Em 2008, os mercados bolsistas sofreram percas significativas na sequência do crash verificado em Outubro nas principais praças financeiras internacionais. O índice PSI 20 desvalorizou-se significativamente no conjunto do ano (-27%) e, no final de Dezembro de 2008 continuava a apresentar perdas relevantes de -51,3% em relação ao valor homólogo do ano anterior. Gráfico XVII Portugal Índice de Cotação de Acções Geral (PSI 20) Fonte: Euronext Lisboa

22 Enquadramento ENQUADRAMENTO Económico ECONÓMICO

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