PARECER DO REPRESENTANTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PARECER DO REPRESENTANTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO"

Transcrição

1 PARECER DO REPRESENTANTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO Sobre pedido de vistas na 94ª Reunião do COPAM SUL DE MINAS Processo Administrativo para exame da Licença Prévia LP. Procedimento de Licenciamento Ambiental: PROTOCOLO Nº /2012- Licenciamento Ambiental Nº 1872/2012/001/2012 Empreendimento: AGROTORA REFLORESTAMENTO PECUÁRIA E CAFÉ LTDA EPP Atividades objeto do licenciamento: Código DN 74/04 Descrição Classe G Tratamento químico para preservação de madeira 5 Município: Andrelândia DD. Sr. Superintendente da SUPRAM Sul de Minas; DD. Diretor Técnico da SUPRAM Sul de Minas; Eminentes Conselheiros e Conselheiras; Ilmo. Corpo Técnico; Conforme relata o Parecer Único da SUPRAM SUL DE MINAS, o empreendimento Agrotora Reflorestamento, Pecuária e Café Ltda EPP formalizou em 18/07/2012 nesta SUPRAM as documentações para compor o processo nº. 1872/2012/001/2012 de Licença Prévia LP para a atividade de tratamento químico para preservação de madeira. INTRODUÇÃO A AGROTORA REFLORESTAMENTO, PECUÁRIA E CAFÉ LTDA, foi criada em 2002 e instalou-se na região do campo das vertentes, no município de Andrelândia/MG para atuar no setor agroflorestal, visando a produção de toras de eucalipto com alto valor agregado, tendo como foco a produção de madeira para serraria, como um dos principais produtos de origem florestal. 1

2 Atualmente, a AGROTORA possui uma área de hectares de terra plantada com uma variedade de clones de eucalipto, sendo que o objetivo é atingir hectares de florestas plantadas com clones de eucalipto geneticamente melhorado. 1 (Grifamos) DESERTO VERDE O termo deserto verde vem ganhando um grande destaque na mídia, tanto no âmbito nacional quanto no internacional, devido à grande repercussão que tem causado os atritos que envolvem esse termo. Mas o que afinal define deserto verde? A expressão deserto verde é utilizada pelos ambientalistas para designar a monocultura de árvores em grandes extensões de terra para a produção de celulose, devido aos efeitos que esta monocultura causa ao meio ambiente. As árvores mais utilizadas para este cultivo são sobretudo o eucalipto, pinus e acácia. Grande parte desta discussão se deve ao fato de as terras utilizadas para o cultivo de monoculturas em larga escala, não atingirem um grande contingente de mão-de-obra humana, já que grande parte destas propriedades são altamente mecanizadas, e quando há o emprego de mão-de-obra esta não é devidamente remunerada. Outro fator que tem importância nessa discussão é o fato dessas culturas serem capazes de absorver enormes quantidades de água, podendo até mesmo ressecar rios e outras fontes hídricas existentes no entorno dessas grandes plantações. 1 Dados obtidos no s i t e do empreendimento: (acesso em 08/10/2012) 2

3 OS POSSÍVEIS IMPACTOS DA MONOCULTURA DO EUCALIPTO A intensidade destes impactos depende das condições ambientais anteriores ao plantio, da espécie de árvore a ser plantada e da extensão da área de cultivo. De modo geral, pode-se inferir os riscos de: Desertificação das regiões plantadas: por serem árvores de crescimento rápido, há grande absorção de água, podendo levar ao secamento das nascentes e exaustão de mananciais de água subterrânea, afetando seriamente os recursos hídricos locais. Estudos apontam que no Espírito Santo 130 córregos secaram após a introdução da monocultura no estado, o que impacta nas comunidades que vivem nas regiões vizinhas. Prejuízo aos solos: como toda monocultura, há exaustão dos solos, o que inviabiliza outras culturas. Além disto, o solo fica exposto durante dois anos após o plantio e dois anos após a colheita, facilitando a erosão. Redução da biodiversidade: a alteração do habitat de muitos animais faz com que nas regiões de monocultura de árvores só haja formigas e caturritas. Concentração de terras: para produzir em grandes extensões, as terras são adquiridas aos agricultores, que se deslocam da região gerando um vazio populacional, associado ao êxodo rural. Pouca geração de empregos: as monoculturas são altamente mecanizadas. Desmatamento: no Brasil, a associação do eucalipto como alimento aos fornos das siderúrgicas tem induzido o desmatamento nas regiões vizinhas a estas indústrias. 3

4 O termo deserto então provém tanto do efeito de desertificação e erosão dos solos quanto do vazio em biodiversidade e em populações humanas encontrado nas regiões de cultivo. Para mitigar estes efeitos, alguns especialistas propõem o plantio de outras espécies vegetais entre corredores dedicados ao plantio de eucalipto. Entretanto, as empresas resistem à aplicação de tal técnica, pois sua meta é maximizar os lucros. Tais empreendimentos, como se vê, trazem inúmeras externalidades positivas, mas também negativas. Nesse contexto, o Ministério Público tem acompanhado questões relacionadas a esse tema com o intuito de prevenir a ocorrência deste problema. Assim, foi realizada uma pesquisa no site do SIAM para verificar se a empresa AGROTORA possui o licenciamento para a atividade silvicultura (3.000 hectares de cultivo de eucalipto) onde não foi encontrada nenhuma licença ou processo de licenciamento em curso. Ante o exposto, manifesta-se o Ministério Público pela CONCESSÃO da licença prévia para o empreendimento AGROTORA Reflorestamento, Pecuária e Café Ltda, dado que o se requer aqui é o tratamento químico de madeira. No entanto chama atenção que um empreendimento dessa dimensão, instalado há muitos anos na Bacia do Alto Rio Grande, não tenha regularizado suas obrigações quanto à legislação ambiental (reserva legal), não formalizado o devido licenciamento ambiental de suas impactantes atividades, sem qualquer indicação de compensação ambiental. O Ministério Público (Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente da Bacia do Rio Grande) tem desenvolvido um trabalho de prevenção e recuperação de áreas degradadas na Bacia do Alto Rio Grande, em parceira com institutos de pesquisa técnica e unidades de ensino regionais, e pretende contar com os empreendedores desse importante segmento na região, para definição de uma estratégia de atuação e cooperação, junto a 4

5 outros empreendedores com o mesmo perfil de produção da região (plantio de eucaliptos). Tudo isso visando a prevenção de danos à biodiversidade, aos recursos hídricos e ao patrimônio florestal na região, garantindo assim, numa parceria que possa trazer bons frutos à sociedade, uma melhor e mais sadia qualidade de vida na Bacia do Alto Rio Grande. Lavras/Varginha, 08 de outubro de Bergson Cardoso Guimarães Promotor de Justiça - Coordenador Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente da Bacia do Rio Grande. Conselheiro Titular COPAM-SM Representante do Ministério Público 5

AS FLORESTAS NO MUNDO

AS FLORESTAS NO MUNDO AS FLORESTAS NO MUNDO ÁREA - Naturais = 3,682 bilhões ha (95%) - Plantadas = 187 milhões ha (5%) - Total = 3,869 bilhões ha (100%) SUPRIMENTO DE MADEIRA - Naturais = 65% - Plantadas = 35% - Total = 100%

Leia mais

Cadeia Produtiva da Silvicultura

Cadeia Produtiva da Silvicultura Cadeia Produtiva da Silvicultura Silvicultura É a atividade que se ocupa do estabelecimento, do desenvolvimento e da reprodução de florestas, visando a múltiplas aplicações, tais como: a produção de madeira,

Leia mais

PLANTAR PINUS É UM BOM NEGÓCIO?

PLANTAR PINUS É UM BOM NEGÓCIO? PLANTAR PINUS É UM BOM NEGÓCIO? II SEMINÁRIO DA CADEIA PRODUTIVA DA MADEIRA Eng. Ftal. Flavio Sérgio Mendes Lages, 22 de Setembro de 2005 SIM, PLANTAR PINUS É UM BOM NEGÓCIO. Quais as premissas que foram

Leia mais

Princípios e critérios para a produção de carvão vegetal utilizado na produção de ferro gusa para a cadeia produtiva do aço sustentável brasileiro.

Princípios e critérios para a produção de carvão vegetal utilizado na produção de ferro gusa para a cadeia produtiva do aço sustentável brasileiro. Princípios e critérios para a produção de carvão vegetal utilizado na produção de ferro gusa para a cadeia produtiva do aço sustentável brasileiro. Introdução ao documento: Os Princípios e Critérios (P&C)

Leia mais

SOCIEDADE BRASILEIRA DE SILVICULTURA

SOCIEDADE BRASILEIRA DE SILVICULTURA SOCIEDADE BRASILEIRA DE SILVICULTURA www.sbs.org.br Fundada em 1955 Entidade do setor privado florestal Abrangência nacional Associados e Colaboradores -Empresas e Associações de classe -Universidades

Leia mais

A energia gerada a partir da chamada biomassa florestal é fundamental para a economia do País e está presente em nosso dia-a-dia.

A energia gerada a partir da chamada biomassa florestal é fundamental para a economia do País e está presente em nosso dia-a-dia. Você já parou para pensar de onde vem a energia que move muitas indústrias, que assa a pizza deliciosa, que aquece a piscina da academia de natação? Grande parte vem das florestas! A energia gerada a partir

Leia mais

QUESTIONÁRIO PARA CONSULTA PÚBLICA

QUESTIONÁRIO PARA CONSULTA PÚBLICA QUESTIONÁRIO PARA CONSULTA PÚBLICA Este documento é uma das ferramentas de análise utilizadas pelo Imaflora/Rainforest Alliance no processo de certificação FSC do manejo florestal da Florestas do Sul Agroflorestal

Leia mais

Tendências e Perspectivas dos Serviços Terceirizados na Atividade Florestal

Tendências e Perspectivas dos Serviços Terceirizados na Atividade Florestal 14º Seminário de Atualização sobre Sistemas de Colheita de Madeira e Transporte Florestal Tendências e Perspectivas dos Serviços Terceirizados na Atividade Florestal 22/Agosto/06 GRUPO SUZANO 2 Grupo Suzano

Leia mais

PROTEÇÃO DE NASCENTES. Pensando no amanhã

PROTEÇÃO DE NASCENTES. Pensando no amanhã PROTEÇÃO DE NASCENTES Pensando no amanhã Ciclo Hidrológico Nascentes de água Nascente sem acúmulo inicial Área de Preservação Permanente Área de Preservação Permanente Área destinada à Reserva Legal

Leia mais

Currículos dos Cursos do CCA UFV ENGENHARIA FLORESTAL. COORDENADOR Sílvio Nolasco de Oliveira

Currículos dos Cursos do CCA UFV ENGENHARIA FLORESTAL. COORDENADOR Sílvio Nolasco de Oliveira 106 Currículos dos Cursos do CCA UFV ENGENHARIA FLORESTAL COORDENADOR Sílvio Nolasco de Oliveira snolasco@ufv.br UFV Catálogo de Graduação 2014 107 Currículo do Curso de Engenharia Engenheiro ATUAÇÃO O

Leia mais

Currículos dos Cursos do CCA ENGENHARIA FLORESTAL. COORDENADORA DO CURSO DE ENGENHARIA FLORESTAL Rita de Cássia Gonçalves Borges

Currículos dos Cursos do CCA ENGENHARIA FLORESTAL. COORDENADORA DO CURSO DE ENGENHARIA FLORESTAL Rita de Cássia Gonçalves Borges 48 ENGENHARIA FLORESTAL COORDENADORA DO CURSO DE ENGENHARIA FLORESTAL Rita de Cássia Gonçalves Borges borgerg@ufv.br Catálogo de Graduação 2002 49 ATUAÇÃO O Engenheiro estará habilitado a atuar em atividades

Leia mais

PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE

PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE Projeto Mutirão do reflorestamento a UC 2016 Reflorestamento em áreas urbanas: a experiência da Cidade do Rio de Janeiro Ambientes

Leia mais

Currículos dos Cursos UFV ENGENHARIA FLORESTAL. COORDENADOR Silvio Nolasco de Oliveira

Currículos dos Cursos UFV ENGENHARIA FLORESTAL. COORDENADOR Silvio Nolasco de Oliveira 108 ENGENHARIA FLORESTAL COORDENADOR Silvio Nolasco de Oliveira snolasco@ufv.br UFV Catálogo de Graduação 2012 109 Currículo do Curso de Engenharia Engenheiro ATUAÇÃO O Engenheiro estará habilitado a atuar

Leia mais

ENGENHARIA FLORESTAL. COORDENADOR Sebastião Renato Valverde

ENGENHARIA FLORESTAL. COORDENADOR Sebastião Renato Valverde ENGENHARIA FLORESTAL COORDENADOR Sebastião Renato Valverde valverde@ufv.br 92 Currículos dos Cursos do CCA UFV Currículo do Curso de Engenharia Engenheiro ATUAÇÃO O Engenheiro estará habilitado a atuar

Leia mais

TECNOLOGIAS DE BAIXO CARBONO INTEGRAÇÃO LAVOURA, PECUÁRIA, FLORESTA - ilpf

TECNOLOGIAS DE BAIXO CARBONO INTEGRAÇÃO LAVOURA, PECUÁRIA, FLORESTA - ilpf 2 TECNOLOGIAS DE BAIXO CARBONO INTEGRAÇÃO LAVOURA, PECUÁRIA, FLORESTA - ilpf O projeto Na perspectiva de colaborar com o esforço brasileiro de redução de emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE), o

Leia mais

GESTÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL

GESTÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL EMENTA GESTÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL DISCIPLINA: Educação Ambiental EMENTA: Educação ambiental no contexto histórico do desenvolvimento da sociedade capitalista. História contemporânea da questão ambiental.

Leia mais

Currículos dos Cursos UFV ENGENHARIA FLORESTAL. COORDENADOR Silvio Nolasco de Oliveira Neto

Currículos dos Cursos UFV ENGENHARIA FLORESTAL. COORDENADOR Silvio Nolasco de Oliveira Neto 102 ENGENHARIA FLORESTAL COORDENADOR Silvio Nolasco de Oliveira Neto snolasco@ufv.br UFV Catálogo de Graduação 2013 103 Currículo do Curso de Engenharia Engenheiro ATUAÇÃO O Engenheiro estará habilitado

Leia mais

104 Currículos dos Cursos do CCA UFV ENGENHARIA FLORESTAL. COORDENADOR Silvio Nolasco de Oliveira

104 Currículos dos Cursos do CCA UFV ENGENHARIA FLORESTAL. COORDENADOR Silvio Nolasco de Oliveira 104 Currículos dos Cursos do CCA UFV ENGENHARIA FLORESTAL COORDENADOR Silvio Nolasco de Oliveira snolasco@ufv.br UFV Catálogo de Graduação 2015 105 Currículo do Curso de Engenharia Engenheiro ATUAÇÃO O

Leia mais

Perspectivas e Tendências do Setor Florestal em Minas Gerais. Antônio Tarcizo de Andrade e Silva Diretor-Superintendente

Perspectivas e Tendências do Setor Florestal em Minas Gerais. Antônio Tarcizo de Andrade e Silva Diretor-Superintendente Perspectivas e Tendências do Setor Florestal em Minas Gerais Antônio Tarcizo de Andrade e Silva Diretor-Superintendente Empresas Associadas AB Florestal Empreendimentos Palmyra Recursos Naturais Aperam

Leia mais

Instituto O Direito Por Um Planeta Verde Projeto "Direito e Mudanças Climáticas nos Países Amazônicos"

Instituto O Direito Por Um Planeta Verde Projeto Direito e Mudanças Climáticas nos Países Amazônicos Instituto O Direito Por Um Planeta Verde Projeto "Direito e Mudanças Climáticas nos Países Amazônicos" Tema: Desmatamento Legislação Federal Lei nº 4.771, de 15.09.1965, que institui o novo Código Florestal

Leia mais

Treinamento: Gestão Ambiental da Propriedade Rural Cód. 294

Treinamento: Gestão Ambiental da Propriedade Rural Cód. 294 Código Ambiental Atualizado Santa Catarina Santa Catarina é o primeiro estado brasileiro em aprovar e fazer virar lei um código ambiental independente da legislação federal (é importante salientar que

Leia mais

BIOSFERA REGIÃO. Entidades de pesquisa, ensino e extensão ONG PAISAGEM EMPRESA FLORESTAL BACIA HIDROGRÁFICA. Comunidade local UMF

BIOSFERA REGIÃO. Entidades de pesquisa, ensino e extensão ONG PAISAGEM EMPRESA FLORESTAL BACIA HIDROGRÁFICA. Comunidade local UMF ASPECTOS AMBIENTAIS INTEGRADOS AO PROCESSO PRODUTIVO DA COLHEITA DE MADEIRA ENVIRONMENTAL ASPECTS INTEGRATED IN THE HARVESTING PRODUCTION PROCESS Paulo Henrique Dantas Coordenação de Meio Ambiente Industrial

Leia mais

Nível:Graduação Início: Fim: Legislação: Curso reconhecido através da Portaria n 1.098, de 24 de dezembro de 2015 Currículo

Nível:Graduação Início: Fim: Legislação: Curso reconhecido através da Portaria n 1.098, de 24 de dezembro de 2015 Currículo 1 de 8 Colegiado: Nível:Graduação Início: 20051 01 - - CCA024 - BIOLOGIA GERAL - Ativa desde: CCA029 - ZOOLOGIA GERAL - Ativa desde: CCA235 - FUNDAMENTOS DE FILOSOFIA - Ativa desde: CCA281 - FUNDAMENTOS

Leia mais

Currículo do Curso de Engenharia Florestal

Currículo do Curso de Engenharia Florestal Currículo do Curso de Engenharia Engenheiro ATUAÇÃO O Engenheiro estará habilitado a atuar em atividades relacionadas com: construções de madeira; silvimetria e inventário; recursos naturais renováveis;

Leia mais

Restauração Ecológica

Restauração Ecológica Restauração Ecológica A importância das florestas Seres humanos e sociedade: uso de recursos direta e indiretamente Diretamente: madeira para móveis, lenha, carvão, frutos, sementes e castanhas, óleos,

Leia mais

Pinus Patula Pinus Nigra Pinus Caribaea Produção de Pinus. Pinus elliotti

Pinus Patula Pinus Nigra Pinus Caribaea Produção de Pinus. Pinus elliotti Pinus Patula Pinus Nigra Pinus Caribaea Produção de Pinus Pinus elliotti Pinus Pinaster Pinus Taeda - P. elliottii e P. taeda- introduzidas dos Estados Unidos, visto que as atividades com florestas plantadas

Leia mais

Manual para Elaboração dos Planos Municipais para a Mata Atlântica

Manual para Elaboração dos Planos Municipais para a Mata Atlântica Manual para Elaboração dos Planos Municipais para a Mata Atlântica Rede de ONGs da Mata Atlântica RMA Apoio: Funbio e MMA Papel do Município no meio ambiente Constituição Federal Art 23 Competência Comum,

Leia mais

Masisa Empreendimentos Florestais. Rio Grande do Sul Abril

Masisa Empreendimentos Florestais. Rio Grande do Sul Abril Masisa Empreendimentos Florestais Rio Grande do Sul Abril - 2009 Venezuela México 100.523 ha (Forest planted) Wood Panels Solid Wood Chile Wood Panels 86.662 ha (Forest planted) Solid Wood Argentina Brazil

Leia mais

Seminário Certificação e Fomento Florestal

Seminário Certificação e Fomento Florestal Programa Klabin Fomento Florestal Seminário Certificação e Fomento Florestal Diálogo Florestal Canoinhas SC Out 2012 Fomento Florestal Fomento Florestal tem o objetivo formar florestas produtivas em áreas

Leia mais

Rainforest Alliance Certified TM Resumo Público de Auditoria Anual Agrotora Reflorestamento, Pecuária e Café Ltda. Fazenda Recreio

Rainforest Alliance Certified TM Resumo Público de Auditoria Anual Agrotora Reflorestamento, Pecuária e Café Ltda. Fazenda Recreio Rainforest Alliance Certified TM Resumo Público de Auditoria Anual Agrotora Reflorestamento, Pecuária e Café Ltda. Fazenda Recreio Cultivo(s): Café (Coffea arabica) Data do Resumo Público: 18 de junho

Leia mais

Oportunidade de Atração de Investimentos no Setor de Celulose no Brasil Potencial de Negócios em Celulose no Pará

Oportunidade de Atração de Investimentos no Setor de Celulose no Brasil Potencial de Negócios em Celulose no Pará Oportunidade de Atração de Investimentos no Setor de Celulose no Brasil Potencial de Negócios em Celulose no Pará Belém, PA Junho -2016 1 Mercado de Floresta Plantada 2 Mercado de Floresta Plantada Distribuição

Leia mais

Lei Estadual nº /2016 Conceituação do novo modelo de licenciamento ambiental

Lei Estadual nº /2016 Conceituação do novo modelo de licenciamento ambiental Lei Estadual nº 21.972/2016 Conceituação do novo modelo de licenciamento ambiental Diagnóstico do Licenciamento Ambiental no Brasil (IBAMA) Incertezas regulatórias; Baixa qualidade de Termos de Referência

Leia mais

Identificação do Projeto Simplificado de Recuperação de Área Degradada ou Alterada PRAD Simplificado:

Identificação do Projeto Simplificado de Recuperação de Área Degradada ou Alterada PRAD Simplificado: ANEXO II Termo de Referência para elaboração de Projeto Simplificado de Recuperação de Área Degradada ou Alterada de Pequena Propriedade ou Posse Rural Familiar TR - PRAD Simplificado Identificação do

Leia mais

EUCALIPTO I - INTRODUÇÃO

EUCALIPTO I - INTRODUÇÃO EUCALIPTO I - INTRODUÇÃO Você sabia que o eucalipto é uma planta de origem Australiana e existem mais de 600 espécies para variadas finalidades. No Brasil o eucalipto é tido como uma planta exótica, ou

Leia mais

Plano de Gestão Ambiental

Plano de Gestão Ambiental Plano de Gestão Ambiental Abril/2017 O Plano de Gestão Ambiental (PGA) apresenta o conjunto de atividades e ferramentas de gerenciamento e monitoramento, adotadas com a finalidade de embasar decisões empresariais

Leia mais

Unidade de Conservação: APA DA FERNÃO DIAS Anuência apresentada na LI

Unidade de Conservação: APA DA FERNÃO DIAS Anuência apresentada na LI PARECER ÚNICO PROTOCOLO Nº. 753848/2008 Indexado ao(s) Processo(s) Licenciamento Ambiental Nº 00351/1999/005/2008 LO -AMPLIAÇÃO DEFERIMENTO Outorga n 1324/2004 POÇO TUBULAR DEFERIDA APEF Nº: Não houve

Leia mais

Congresso Florestal Nova Prata Maio 2015

Congresso Florestal Nova Prata Maio 2015 Congresso Florestal Nova Prata Maio 2015 Apresentando a Ibá... PAPEL PISO LAMINADO PAINÉIS DE MADEIRA CELULOSE PRODUTORES INDEPENDENTES BIOMASSA PARA ENERGIA Uma associação com valores intrínsecos de desenvolvimento

Leia mais

PROGRAMA PRODUTOR DE ÁGUA. Adaptado de Devanir Garcia dos Santos Agência Nacional de Águas Gerência de Uso Sustentável de Água e Solo

PROGRAMA PRODUTOR DE ÁGUA. Adaptado de Devanir Garcia dos Santos Agência Nacional de Águas Gerência de Uso Sustentável de Água e Solo PROGRAMA PRODUTOR DE ÁGUA Adaptado de Devanir Garcia dos Santos GESTÃO COMPARTILHADA Harmonizar a relação entre produtor a montante da bacia hidrográfica e usuário a jusante Através do reconhecimento econômico

Leia mais

Curso de Engenharia Florestal

Curso de Engenharia Florestal Curso de Engenharia Florestal Dados Gerais sobre o curso Local: Campus Universitário de Gurupi Formação: Barechal Criação: Resolução CONSEPE/UFT N Implantação: 2 Sem./2007 05/2006, de 24/05/2006. Reconhecimento:

Leia mais

Art. 1º A exploração florestal em qualquer modalidade, no Estado de Santa Catarina,

Art. 1º A exploração florestal em qualquer modalidade, no Estado de Santa Catarina, PORTARIA INTERSETORIAL N 01/96 PORTARIA INTERSETORIAL N 01/96. O SECRETÁRIO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO URBANO E MEIO AMBIENTE, e o DIRETOR GERAL DA FUNDAÇÃO DO MEIO AMBIENTE FATMA, com fundamento nas

Leia mais

Código DN 74/04 Descrição Classe G-02-04-6 Suinocultura Ciclo Completo 3. Formulação de rações balanceadas e de alimentos preparados para animais.

Código DN 74/04 Descrição Classe G-02-04-6 Suinocultura Ciclo Completo 3. Formulação de rações balanceadas e de alimentos preparados para animais. GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Conselho Estadual de Política Ambiental COPAM Unidade Regional Colegiada Sul de Minas VOTO REPRESENTANTE

Leia mais

Av. Manoel Diniz, nº145, Bloco III SISEMA, Varginha- MG, CEP: Telefax: (35)

Av. Manoel Diniz, nº145, Bloco III SISEMA, Varginha- MG, CEP: Telefax: (35) Pág. 1 de 11 Parecer Único nº adendo ao Parecer Único n 0996990/2015 INDEXADO AO PROCESSO: Licenciamento Ambiental PA COPAM: 00440/2005/002/2015 FASE DO LICENCIAMENTO: Revalidação da Licença de Operação

Leia mais

SILVICULTURA DE PINUS

SILVICULTURA DE PINUS M A N O E L D E F R E I T A S C O N S U L T O R I A F L O R E S T A L SILVICULTURA DE PINUS Preparado para o SEMANA DA AGRONOMIA São José do Rio Preto - 23 de outubro de 2008 AS FLORESTAS NO MUNDO E O

Leia mais

MÓDULO IV PLANO DE AÇÃO

MÓDULO IV PLANO DE AÇÃO MÓDULO IV PLANO DE AÇÃO ETAPA I MÓDULO I: Organização do processo de elaboração e Mobilização PT/ MOBILIZAÇÃO quecoso Etapas do PMMA ETAPA II proncovo MÓDULO II: Elaboração do Diagnóstico da Situação Atual

Leia mais

Você já viu essa marca?

Você já viu essa marca? e as florestas Você já viu essa marca? Sabe o que ela significa? A partir de agora, fique ligado no FSC! FSC é a sigla de Forest Stewardship Council (em português, Conselho de Manejo Florestal). É uma

Leia mais

OS DESAFIOS DA SILVICULTURA NO RIO GRANDE DO SUL

OS DESAFIOS DA SILVICULTURA NO RIO GRANDE DO SUL OS DESAFIOS DA SILVICULTURA NO RIO GRANDE DO SUL ASSOCIAÇÃO GAÚCHA DE EMPRESAS FLORESTAIS Leonel F. Menezes - Presidente BARRA DO RIBEIRO, 7 de ABRIL DE 2011 AGEFLOR QUEM SOMOS: uma sociedade civil de

Leia mais

AULA 2. Aspectos Ambientais da Regularização Fundiária

AULA 2. Aspectos Ambientais da Regularização Fundiária Regularização Fundiária de Assentamentos Informais em Áreas Urbanas Disciplina: Regularização Fundiária e Plano Diretor Unidade 02 Professor(a): Laura Bueno e Pedro Monteiro AULA 2. Aspectos Ambientais

Leia mais

Você já viu essa marca?

Você já viu essa marca? e as florestas Você já viu essa marca? Sabe o que ela significa? A partir de agora, fique ligado no FSC! FSC é a sigla de Forest Stewardship Council (em português, Conselho de Manejo Florestal). É uma

Leia mais

A AMPLIAÇÃO DOS CULTIVOS CLONAIS E DA DEMANDA POR MUDAS DE ESPÉCIES FLORESTAIS

A AMPLIAÇÃO DOS CULTIVOS CLONAIS E DA DEMANDA POR MUDAS DE ESPÉCIES FLORESTAIS A AMPLIAÇÃO DOS CULTIVOS CLONAIS E DA DEMANDA POR MUDAS DE ESPÉCIES FLORESTAIS IvarWendling Engenheiro Florestal Pesquisador da Embrapa Florestas Chefede P&D Santa Maria, 27/05/2011 SUMÁRIO -A Embrapa

Leia mais

Adendo ao Parecer Único SUPRAM-ASF nº /2014 Processo Administrativo: 17700/2012/001/2012 PARECER ÚNICO Nº /2014

Adendo ao Parecer Único SUPRAM-ASF nº /2014 Processo Administrativo: 17700/2012/001/2012 PARECER ÚNICO Nº /2014 Adendo ao Parecer Único nº 0877292/2014 Processo Administrativo: 17700/2012/001/2012 PARECER ÚNICO Nº 0796568/2014 Processo COPAM Nº: 17700/2012/001/2012 Classe/Porte: 3/M Empreendimento: Água Nova Pesquisas

Leia mais

PROGRAMA PRODUTOR DE ÁGUA NO GUARIROBA

PROGRAMA PRODUTOR DE ÁGUA NO GUARIROBA PROGRAMA PRODUTOR DE ÁGUA NO GUARIROBA Rossini Ferreira Matos Sena Especialista em Recursos Hídricos Superintendência de Implementação de Programas e Projetos Devanir Garcia dos Santos Gerente de Uso Sustentável

Leia mais

Foto: Kátia Carvalheiro/BID INFORMATIVO TECNOLOGIAS DE BAIXO CARBONO PLANTIO DE FLORESTAS COMERCIAIS

Foto: Kátia Carvalheiro/BID INFORMATIVO TECNOLOGIAS DE BAIXO CARBONO PLANTIO DE FLORESTAS COMERCIAIS INFORMATIVO 4 TECNOLOGIAS DE BAIXO CARBONO PLANTIO DE FLORESTAS COMERCIAIS 2016 PROJETO PLANTIO DE FLORESTAS COMERCIAIS O PROJETO RURAL SUSTENTÁVEL Na perspectiva de colaborar com o esforço brasileiro

Leia mais

SISEMA. Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Legislação Ambiental para Engenharia Ambiental e Sanitária - UFJF

SISEMA. Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Legislação Ambiental para Engenharia Ambiental e Sanitária - UFJF SISEMA Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos Rolfe Pinho Dias - SUPRAM - NRRA - Juiz de Fora 1 Regularização Ambiental Rolfe Pinho Dias Técnico Ambiental SUPRAM -Zona da Mata NRRA Juiz

Leia mais

LOC Licença de Operação Corretiva Cooperativa dos Micromineradores do Centro Oeste de Minas Gerais Ltda Lavra e extração de Calcário PARECER

LOC Licença de Operação Corretiva Cooperativa dos Micromineradores do Centro Oeste de Minas Gerais Ltda Lavra e extração de Calcário PARECER Procedimento nº 07049/2006/001/2009 LOC Licença de Operação Corretiva Cooperativa dos Micromineradores do Centro Oeste de Minas Gerais Ltda Lavra e extração de Calcário PARECER Trata-se de processo administrativo

Leia mais

Prevenção e Controle do Fogo na Agricultura

Prevenção e Controle do Fogo na Agricultura CURSO Prevenção e Controle do Fogo na Agricultura Este curso tem 20 horas 2015. SENAR - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Administração Central. Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada

Leia mais

O Setor de Celulose e Papel

O Setor de Celulose e Papel O Setor de Celulose e Papel Polpa e Papel 2016.2 Departamento de Engenharia e Tecnologia Florestal Setor de Ciências Agrárias UFPR klockuer@ufpr.br ou klockuer@gmail.com Prof. Dr. Umberto Klock CADEIA

Leia mais

Espaçamento e Plantio

Espaçamento e Plantio Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Dois Vizinhos Engenharia Florestal Tratos e Métodos Silviculturais Espaçamento e Plantio Eng. Ftal. Dr. Prof. Eleandro José Brun Dois Vizinhos - PR, 2016-01.

Leia mais

Ações Ambientais da Veracel. Virgínia Londe de Camargos Especialista Ambiental Veracel Celulose S.A.

Ações Ambientais da Veracel. Virgínia Londe de Camargos Especialista Ambiental Veracel Celulose S.A. Ações Ambientais da Veracel Virgínia Londe de Camargos Especialista Ambiental Veracel Celulose S.A. Núcleo Florestal Plantios Comerciais Fábrica Terminal Marítimo de Belmonte Certificações A Veracel trabalha

Leia mais

AGENDA DE DESENVOLVIMENTO DA ZONA DA MATA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DA ZONA DA MATA

AGENDA DE DESENVOLVIMENTO DA ZONA DA MATA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DA ZONA DA MATA AGENDA DE DESENVOLVIMENTO DA ZONA DA MATA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DA ZONA DA MATA Eixos Temáticos: 1. Desenvolvimento Industrial 2. Desenvolvimento do Agronegócio 3. Desenvolvimento Ambiental

Leia mais

Resumo Público do Plano de Manejo Florestal da Fazenda Citróleo

Resumo Público do Plano de Manejo Florestal da Fazenda Citróleo Resumo Público do Plano de Manejo Florestal da Fazenda Citróleo CITRÓLEO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ÓLEOS ESSECIAIS LTDA FAZENDA CITRÓLEO BAIRRO TRES PINHEIROS CEP 37.443-000 BAEPENDI / MG CNPJ 51.527.190/0002-11

Leia mais

PARECER ÚNICO SUPRAM-ASF PROTOCOLO Nº /2009 Indexado ao(s) Processo(s) Licenciamento Ambiental Nº 00068/1993/009/2005 Alteração de

PARECER ÚNICO SUPRAM-ASF PROTOCOLO Nº /2009 Indexado ao(s) Processo(s) Licenciamento Ambiental Nº 00068/1993/009/2005 Alteração de PARECER ÚNICO SUPRAM-ASF PROTOCOLO Nº 048918/2009 Indexado ao(s) Processo(s) Licenciamento Ambiental Nº 00068/1993/009/2005 Alteração de DEFERIMENTO Condicionante Portarias de Outorga Nº 1944/07 e 1945/07

Leia mais

TECNOLOGIAS DE BAIXO CARBONO MANEJO SUSTENTÁVEL DE FLORESTAS NATIVAS

TECNOLOGIAS DE BAIXO CARBONO MANEJO SUSTENTÁVEL DE FLORESTAS NATIVAS 5 TECNOLOGIAS DE BAIXO CARBONO MANEJO SUSTENTÁVEL DE FLORESTAS NATIVAS O projeto Na perspectiva de colaborar com o esforço brasileiro de redução de emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE), o Governo

Leia mais

DESTAQUES REGIONAIS AMÉRICA LATINA E CARIBE

DESTAQUES REGIONAIS AMÉRICA LATINA E CARIBE DESTAQUES REGIONAIS AMÉRICA LATINA E CARIBE Por que o financiamento do carbono florestal é importante para a América Latina? A região da América Latina e do Caribe tem a maior parte da floresta tropical

Leia mais

ITABIRA. Tabela 1. Estrutura Fundiária do Município de Itabira

ITABIRA. Tabela 1. Estrutura Fundiária do Município de Itabira ITABIRA Aspectos gerais O município de Itabira pertence à microrregião de Itabira, e à mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte, conta com uma área de 1.256,5 Km 2 Com uma altitude máxima de 1.672m

Leia mais

PHA 3001 ENGENHARIA E MEIO AMBIENTE. Prof. Dr. Theo Syrto Octavio de Souza

PHA 3001 ENGENHARIA E MEIO AMBIENTE. Prof. Dr. Theo Syrto Octavio de Souza PHA 3001 ENGENHARIA E MEIO AMBIENTE Prof. Dr. Theo Syrto Octavio de Souza (theos@usp.br) Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (Conferência de Estocolmo) 1972, Estocolmo, Suécia 113

Leia mais

B -09-05-9 Central de Armazenamento de Gás Natural Liquefeito 3

B -09-05-9 Central de Armazenamento de Gás Natural Liquefeito 3 PARECER ÚNICO SUPRAM-SM PROTOCOLO Nº 905522/2009 Indexado ao(s) Processo(s) Licenciamento Ambiental Nº 00153/1987/019/2008 LO de Ampliação DEFERIMENTO Outorga Nº - não se aplica APEF Nº - não se aplica

Leia mais

Eficiência, Gestão, Contratos e Sustentabilidade na Indústria Baseada em Florestas Plantadas

Eficiência, Gestão, Contratos e Sustentabilidade na Indústria Baseada em Florestas Plantadas Eficiência, Gestão, Contratos e Sustentabilidade na Indústria Baseada em Florestas Plantadas Rubens Garlipp* XLIII Congresso da SOBER Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural Ribeirão Preto

Leia mais

O FLORESTA PLANTADA COMO NEGÓCIO: Eng. Agr. Claudio Renck Obino Fórum Florestal Regional Santa Maria/RS junho/2006

O FLORESTA PLANTADA COMO NEGÓCIO: Eng. Agr. Claudio Renck Obino Fórum Florestal Regional Santa Maria/RS junho/2006 O FLORESTA PLANTADA COMO NEGÓCIO: MAIS UMA ATIVIDADE DE TRABALHO E RENDA NAS PROPRIEDADES Eng. Agr. Claudio Renck Obino Fórum Florestal Regional Santa Maria/RS junho/2006 PLANTAÇÕES FLORESTAIS: plantios

Leia mais

Diversificação para a sustentabilidade da produção

Diversificação para a sustentabilidade da produção Diversificação para a sustentabilidade da produção Introdução O aumento populacional mundial e a inserção de novos contingentes no mercado consumidor têm gerado crescente demanda mundial por matérias-primas,

Leia mais

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta* Introdução

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta* Introdução Integração Lavoura-Pecuária-Floresta* Introdução O aumento populacional mundial e a inserção de novos contingentes no mercado consumidor tem gerado crescente demanda mundial por matérias-primas, alimentos,

Leia mais

Consideram-se integrantes do Bioma Mata Atlântica as seguintes formações florestais nativas e ecossistemas associados, com as respectivas

Consideram-se integrantes do Bioma Mata Atlântica as seguintes formações florestais nativas e ecossistemas associados, com as respectivas LEI DA MATA ATLÂNTICA Lei nº 11.428/2006 Estudo Dirigido Prof. MSc. Guilhardes Júnior 1. Que formações florestais fazem parte do Bioma Mata Atlântica? Consideram-se integrantes do Bioma Mata Atlântica

Leia mais

170 mil motivos para comemorar. 27 de maio dia da Mata Atlântica.

170 mil motivos para comemorar. 27 de maio dia da Mata Atlântica. 170 mil motivos para comemorar 27 de maio dia da Mata Atlântica. 170.000 mudas plantadas conheça a história Sumário Anterior Próximo No dia da Mata Atlântica, 170 mil motivos para comemorar No dia 27 de

Leia mais

O Presente e Futuro do Setor Florestal Brasileiro XIV Seminário de Atualização sobre Sistemas de Colheita de Madeira e Transporte Florestal

O Presente e Futuro do Setor Florestal Brasileiro XIV Seminário de Atualização sobre Sistemas de Colheita de Madeira e Transporte Florestal O Presente e Futuro do Setor Florestal Brasileiro XIV Seminário de Atualização sobre Sistemas de Colheita de Madeira e Transporte Florestal Miguel Sampol Pou Diretor Geral, Klabin S.A. Curitiba, PR Agosto

Leia mais

Gestão Integrada em uma Empresa Florestal

Gestão Integrada em uma Empresa Florestal Gestão Integrada em uma Empresa Florestal XVI SEMINÁRIO DE ATUALIZAÇÃO SOBRE SISTEMAS DE COLHEITA DE MADEIRA E TRANSPORTE FLORESTAL 11 a 12 de abril de 2011 Wanderley Luiz Paranaiba Cunha ArcelorMittal

Leia mais

Sub Bacia: Rio Paracatu

Sub Bacia: Rio Paracatu PARECER ÚNICO SUPRAM-NOR PROTOCOLO Nº. 025328/2009 Indexado ao(s) Processo(s) Licenciamento Ambiental Nº: 08186/2006/001/2006 LOC Outorga Nº: APEF Nº. Reserva legal Nº. Empreendimento: Votorantim Metais

Leia mais

Jimboê. Geografia. Avaliação. Projeto. 4 o ano. 2 o bimestre

Jimboê. Geografia. Avaliação. Projeto. 4 o ano. 2 o bimestre Professor, esta sugestão de avaliação corresponde ao segundo bimestre escolar ou à Unidade 2 do Livro do Aluno. Projeto Jimboê Geografia 4 o ano Avaliação 2 o bimestre 1 Avaliação Geografia NOME: ESCOLA:

Leia mais

Análise Comparativa do Crescimento Inicial de Eucalyptus grandis Hill ex Maiden (MYRTACEAE) e Guazuma ulmifolia Lam. (Malvaceae)

Análise Comparativa do Crescimento Inicial de Eucalyptus grandis Hill ex Maiden (MYRTACEAE) e Guazuma ulmifolia Lam. (Malvaceae) Análise Comparativa do Crescimento Inicial de Eucalyptus grandis Hill ex Maiden (MYRTACEAE) e Guazuma ulmifolia Lam. (Malvaceae) Thaynara Martins de Oliveira¹* (IC). Rayane Rodrigues Ferreira¹ (IC). Jales

Leia mais

Relatório Plante Bonito

Relatório Plante Bonito Instituto das Águas da Serra da Bodoquena IASB Organização não governamental sem fins lucrativos, com caráter técnico, científico e ambiental, criado em Bonito/MS por proprietários rurais, empresários,

Leia mais

MANEJO DE FLORESTAS PARA A PRODUÇÃO DE CARVÃO VEGETAL. Junho de 2006

MANEJO DE FLORESTAS PARA A PRODUÇÃO DE CARVÃO VEGETAL. Junho de 2006 MANEJO DE FLORESTAS PARA A PRODUÇÃO DE CARVÃO VEGETAL Junho de 2006 Produção: 46 mt de aço / ano Vendas: (USD) 27 bi Empregados: 110.000 Produção: 5.0 mt de aço / ano Vendas: (R$) 8,6 bi Empregados: 7.000

Leia mais

Carta da comunidade científica do VI Simpósio de Restauração Ecológica à população (2015).

Carta da comunidade científica do VI Simpósio de Restauração Ecológica à população (2015). Carta da comunidade científica do VI Simpósio de Restauração Ecológica à população (2015). Aprovada em plenária durante o VI Simpósio de Restauração Ecológica (SP), a carta englobou diversas sugestões

Leia mais

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SEUS EFEITOS SOBRE OS PLANTIOS DE EUCALIPTO

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SEUS EFEITOS SOBRE OS PLANTIOS DE EUCALIPTO MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SEUS EFEITOS SOBRE OS PLANTIOS DE EUCALIPTO FERNANDO BERTOLUCCI Seminários Valor Econômico Impacto das Mudanças Climáticas no Agronegócio Brasileiro Copyright 2014 Fibria todos os

Leia mais

Projeto Nascentes Urbanas. MÓDULO BÁSICO Autora : Deise Nascimento Proponente: OSCIP Instituto Árvore da Vida

Projeto Nascentes Urbanas. MÓDULO BÁSICO Autora : Deise Nascimento Proponente: OSCIP Instituto Árvore da Vida Projeto Nascentes Urbanas MÓDULO BÁSICO Autora : Deise Nascimento Proponente: OSCIP Instituto Árvore da Vida O projeto Nascentes Urbanas conjuga ações de recuperação e preservação ambiental, abrange o

Leia mais

ECONOMIA DE BAIXO CARBONO SUSTENTABILIDADE PARA O SETOR DE MINERAÇÃO: CASO DA SIDERURGIA NO BRASIL

ECONOMIA DE BAIXO CARBONO SUSTENTABILIDADE PARA O SETOR DE MINERAÇÃO: CASO DA SIDERURGIA NO BRASIL Garo Batmanian Especialista Senior de Meio Ambiente Setembro 28, 2011 Banco Mundial ECONOMIA DE BAIXO CARBONO SUSTENTABILIDADE PARA O SETOR DE MINERAÇÃO: CASO DA SIDERURGIA NO BRASIL Grande Consumidor

Leia mais

AGINDO NO BOSQUE O QUÊ É O BOSQUE. Causas da imagem atual do Bosque: Você sabia?

AGINDO NO BOSQUE O QUÊ É O BOSQUE. Causas da imagem atual do Bosque: Você sabia? O BOSQUE O QUÊ É O BOSQUE O Bosque da UFSC é uma área verde de convivência no campus Trindade. Um espaço que para descanso e lazer de professores, universitários, servidores e moradores do entorno da UFSC.

Leia mais

LACERDA, Liliane. IASB,

LACERDA, Liliane. IASB, 109 - Sistemas agroflorestais como alternativa de recuperação de matas ciliares e geração de renda em pequenas propriedades às margens do Rio Mimoso, em Bonito, MS LACERDA, Liliane. IASB, iasb@iasb.org.br.

Leia mais

Programa Plante Árvore. Instituto Brasileiro de Florestas - IBF

Programa Plante Árvore. Instituto Brasileiro de Florestas - IBF Programa Plante Árvore Instituto Brasileiro de Florestas - IBF O que é? O Programa Plante Árvore é uma ação voluntária do Instituto Brasileiro de Florestas IBF que consiste no cadastro de proprietários

Leia mais

AGRICULTURA FAMILAR E SUA IMPORTÂNCIA PARA A CONSERVAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS

AGRICULTURA FAMILAR E SUA IMPORTÂNCIA PARA A CONSERVAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS AGRICULTURA FAMILAR E SUA IMPORTÂNCIA PARA A CONSERVAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS RESUTADOS E EXPERIÊNCIAS DO PROJETO SEMEANDO SUSTENTABILIDADE FABIANA B. GOMES CES RIOTERRA RECURSOS NATURAIS ENERGIA SOLAR

Leia mais

222 empresas com atividade em 539 municípios, localizados em 18 Estados. 2,2 milhões de hectares de área plantada para fins industriais

222 empresas com atividade em 539 municípios, localizados em 18 Estados. 2,2 milhões de hectares de área plantada para fins industriais II Encontro Brasileiro de Silvicultura (EBS) Setor de Celulose e Papel João Comério 11 de abril, 2011 Dados do Setor 222 empresas com atividade em 539 municípios, localizados em 18 Estados 2,2 milhões

Leia mais

Participação da Comunidade na Gestão de Recursos Hídricos

Participação da Comunidade na Gestão de Recursos Hídricos Apresentação na 4ª Reunião Ordinária A convite do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araguari Participação da Comunidade na Gestão de Recursos Hídricos Nunca Discordamos,..da importância da Mineração

Leia mais

HISTÓRICO PRINCÍPIOS AMBIENTAIS CONSTITUIÇÃO FEDERAL LEGISLAÇÃO AMBIENTAL

HISTÓRICO PRINCÍPIOS AMBIENTAIS CONSTITUIÇÃO FEDERAL LEGISLAÇÃO AMBIENTAL DIREITO AMBIENTAL HISTÓRICO PRINCÍPIOS AMBIENTAIS CONSTITUIÇÃO FEDERAL LEGISLAÇÃO AMBIENTAL HISTÓRICO Período Pré-Colonial e Colonial 1500/1530 Exploração do Pau-Brasil e Tráfico de Animais Silvestres

Leia mais

Deliberação Normativa COPAM n.º 58, de 28 de Novembro de (Publicação - Diário do Executivo - "Minas Gerais" - 04/12/2002)

Deliberação Normativa COPAM n.º 58, de 28 de Novembro de (Publicação - Diário do Executivo - Minas Gerais - 04/12/2002) Deliberação Normativa COPAM n.º 58, de 28 de Novembro de 2002 Estabelece normas para o licenciamento ambiental de loteamentos do solo urbano para fins exclusiva ou predominantemente residenciais, e dá

Leia mais

Pesquisador da Embrapa Florestas

Pesquisador da Embrapa Florestas -A CADEIA PRODUTIVA DAS FLORESTAS Edson Tadeu Id Iede- Pesquisador da Embrapa Florestas - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária- EMBRAPA Criada em 26/04/1973 Tecnologias para a agricultura brasileira:

Leia mais

A ECO-92 resultou na elaboração dos seguintes documentos oficiais: A Carta da Terra;

A ECO-92 resultou na elaboração dos seguintes documentos oficiais: A Carta da Terra; A ECO-92 resultou na elaboração dos seguintes documentos oficiais: A Carta da Terra; três convenções Biodiversidade, Desertificação e Mudanças climáticas; uma declaração de princípios sobre florestas;

Leia mais

SISEMA. Sistema Estadual de Meio Ambiente. POLÍCIA MILITAR D E M I N A S G E R A I S Nossa profissão, sua vida.

SISEMA. Sistema Estadual de Meio Ambiente. POLÍCIA MILITAR D E M I N A S G E R A I S Nossa profissão, sua vida. SISEMA Sistema Estadual de Meio Ambiente POLÍCIA ALTERNATIVAS AMBIENTAIS COMO SOLUÇÃO PARA O ENFRENTAMENTO DA ESCASSEZ HIDRICA Luiz Henrique Ferraz Miranda Engenheiro Florestal Chefe do Escritório Regional

Leia mais

COMPENSAÇÕES AMBIENTAIS. Luciano Cota Diretor de Meio Ambiente Azurit Engenharia e Meio Ambiente

COMPENSAÇÕES AMBIENTAIS. Luciano Cota Diretor de Meio Ambiente Azurit Engenharia e Meio Ambiente COMPENSAÇÕES AMBIENTAIS Luciano Cota Diretor de Meio Ambiente Azurit Engenharia e Meio Ambiente POR QUE COMPENSAR? COMPENSAR (verbo transitivo direto) Equilibrar; balancear o efeito de uma coisa com outra;

Leia mais

SIMEXMIN 2012 A QUESTÃO AMBIENTAL NA MINERAÇÃO E SUAS CONSEQUÊNCIAS. Ricardo Carneiro

SIMEXMIN 2012 A QUESTÃO AMBIENTAL NA MINERAÇÃO E SUAS CONSEQUÊNCIAS. Ricardo Carneiro SIMEXMIN 2012 A QUESTÃO AMBIENTAL NA MINERAÇÃO E SUAS CONSEQUÊNCIAS Ricardo Carneiro APROVEITAMENTO DOS RECURSOS MINERAIS E DOS POTENCIAIS HIDRÁULICOS APROVEITAMENTO DOS RECURSOS MINERAIS E DOS POTENCIAIS

Leia mais

Boas Práticas de Gestão Sustentável da Terra (GST) na Província do Huambo, Extensívo a Outros Locais do País Projecto ELISA

Boas Práticas de Gestão Sustentável da Terra (GST) na Província do Huambo, Extensívo a Outros Locais do País Projecto ELISA Boas Práticas de Gestão Sustentável da Terra (GST) na Província do Huambo, Extensívo a Outros Locais do País Projecto ELISA Huambo, Julho 2011 Objectivo & conteúdo da apresentação Esta apresentação é resultado

Leia mais

SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PARECER ÚNICO

SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PARECER ÚNICO Folha: 1/8 Nº 521732 / 2007 SUPRAM-ZM Indexado ao(s) Processo(s) Nº: 04375/2004/001/2006 Tipo de processo: Licenciamento Ambiental ( X ) Auto de Infração ( ) 1. Identificação Empreendimento (Razão Social)

Leia mais

REPRESENTANTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO

REPRESENTANTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO VOTO REPRESENTANTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO Sobre pedido de vistas na 100ª Reunião do COPAM SUL DE MINAS Processo Administrativo para exame de Prorrogação de Licença de Instalação Procedimento de Licenciamento

Leia mais

UFPR- SCA - CURSO DE ENGENHARIA FLORESTAL GRADE HORÁRIA - 1º SEMESTRE 2016

UFPR- SCA - CURSO DE ENGENHARIA FLORESTAL GRADE HORÁRIA - 1º SEMESTRE 2016 1º PERÍODO AT141 FÍSICA I - 3 55 2F07:30-10:30 CD046 EXPRESSÃO GRÁFICA I - GEOMETRIA DESCRITIVA - 3 35 35 CENTRO 4F 09:30-12:30 4F 09:30-12:30 CM22 MATEMÁTICA I - 4 55 CENTRO 5F 07:30-09:30 6F 09:30-11:30

Leia mais