A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL E PARA O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

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1 UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO Faculdade de Ciências - Campus Bauru CAMILA DA SILVA FRANCISCO A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL E PARA O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM BAURU 2008

2 UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO Faculdade de Ciências - Campus Bauru CAMILA DA SILVA FRANCISCO A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL E PARA O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM Trabalho de conclusão de curso apresentado a Universidade Estadual Paulista como parte dos requisitos para obtenção do título de licenciatura em Pedagogia, sob orientação da Profa. Dra. Luciene Ferreira da Silva. BAURU 2008

3 CAMILA DA SILVA FRANCISCO A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL E PARA O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM Trabalho de conclusão de curso apresentado a Universidade Estadual Paulista como parte dos requisitos para obtenção do título de licenciatura em Pedagogia, sob orientação da Profa. Dra. Luciene Ferreira da Silva. Banca Examinadora: Orientadora: Profa. Dra. Luciene Ferreira da Silva Profa. Dra. Márcia Cristina Argenti Perez Profa. Dra. Rita Melissa Lepre Bauru, 28 de Novembro de 2008

4 Dedico este trabalho à minha família, aos meus amigos e a todos que de alguma forma me ajudaram na realização do mesmo.

5 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, pois sem ele não teria sido possível a realização desse trabalho. A Professora Dra. Luciene Ferreira da Silva que me orientou; pela sua paciência, habilidades e contribuições. A todos os professores que colaboraram com toda a minha formação. Incluindo também os professores do CEFAM, instituição responsável pela minha formação no magistério. Aos meus colegas de classe e todos àqueles que sempre acreditaram em mim, me incentivando direto ou indiretamente na execução desse trabalho. Ao meu namorado, Jefferson Felipe Ledesma, no qual eu amo e desde o início me apoiou dando forças para a realização desse trabalho. Às minhas amigas que estiveram comigo desde o início do curso de Pedagogia me dando apoio, incentivo, carinho e principalmente amizade: Augusta, Danielly, Janaína, Sandra, Tatiane Suéllen e Viviane. À minha, família que sempre acreditou na minha capacidade e se orgulha da minha formação. A todos, o meu sincero muito obrigado!

6 Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado. Rubem Alves

7 RESUMO Este estudo teve como objeto a importância dos jogos e brincadeiras para o desenvolvimento infantil e para o processo de ensino aprendizagem. Se partiu da problemática do desenvolvimento infantil sendo inadequado/insuficiente para algumas crianças da Educação Infantil, observadas por meio de metodologias tradicionais. Para compreender o objeto foram estudas as teorias de dois estudiosos importantes nessa área do conhecimento: Jean Piaget e Lev Vygotsky. Igualmente importantes foram os estudos bibliográficos sobre os jogos e brincadeiras, trazendo suas definições, seus aspectos históricos e um breve resgate dos jogos tradicionais. Seguindo com a análise dos mesmos no contexto educacional, enfocando a Educação Infantil, apontando-os como ferramentas eficientes para o processo de ensino-aprendizagem, bem como para o desenvolvimento integral da criança. O estudo traz também uma pesquisa documental sobre o Referencial Curricular Nacional e uma pesquisa de campo, realizada com todas as professoras da Educação Infantil de uma escola da rede particular da cidade de Bauru-SP, com o objetivo de analisar como elas avaliam a importância desses recursos didáticos e também se eles estão sendo utilizados nas escolas. Os resultados foram satisfatórios em partes, quando as professoras mostram reconhecer a importância dos jogos e brincadeiras. Palavras-Chave: Desenvolvimento Infantil Ensino-Aprendizagem - Jogos Brincadeiras Prática Pedagógica.

8 ABSTRACT This study it had as object the importance of the games and tricks for the infantile development and the process of education learning. If it left of the problematic one of the inadequate infantile development being/insufficient for some children of the Infantile Education, observed by means of traditional methodologies. To understand the object they had been you study the studious theories of two important ones in this area of the knowledge: Jean Piaget and Lev Vygotsky. Equally important they had been the bibliographical studies on the games and tricks, bringing its definitions, its historical aspects and a briefing it has rescued of the traditional games. Following with the analysis of the same ones in the educational context, focusing the Infantile Education, pointing them as efficient tools with respect to the teach-learning process, as well as for the integral development of the child. The study it also brings a documentary research on the National Curricular Referencial and a research of field, carried through with all the teachers of the Infantile Education of a school of the particular net of the city of Bauru-SP, with the objective to analyze as they evaluate the importance of these didactic resources and also if they are being used in the schools. The results had been satisfactory in parts, when the teachers show to recognize the importance of the games and tricks. Word-Key: Infantile development - Teach-Learning - Games - Tricks - Practical Pedagogical.

9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Biografia de Jean Piaget Teoria Piagetiana Esquema, Assimilação, Acomodação e Equilibração Estágios de desenvolvimento na teoria Piagetiana Vygotsky Biografia de Lev Vygotsky Teoria Vygotskiana JOGOS E BRINCADEIRAS Aspectos históricos Os jogos tradicionais OS JOGOS E BRINCADEIRAS NO CONTEXTO EDUCACIONAL Referencial Curricular Nacional O papel da escola frente aos jogos e brincadeiras PESQUISA DE CAMPO...57 CONSIDERAÇÕES FINAIS...63 REFERÊNCIAS...65 APÊNDICE A...67 APÊNDICE B...68

10 11 INTRODUÇÃO Este estudo aborda a importância dos jogos e as brincadeiras para o desenvolvimento infantil e para o processo de ensino-aprendizagem. O problema que está em estudo, trata do desenvolvimento infantil inadequado/insuficiente de crianças da Educação Infantil, observadas por meio de metodologias tradicionais. Ele se configura importante, visto que a criança precisa se cercar de várias ferramentas de aprendizagem para assimilar os conteúdos e se desenvolver cognitivamente e não contar somente com as formas tradicionais de ensino. O desenvolvimento infantil inadequado/insuficiente ocorre porque as metodologias empregadas não estão atendendo as necessidades da criança nesta fase de vida. As metodologias tradicionais são restritas, ficando muitas vezes na utilização, de lápis, apostila e lousa apenas; para a maioria das crianças isso não é suficiente para que aprendam, pois não conseguem se apropriar dos conteúdos e se desenvolver integralmente usando somente essa metodologia de ensino. Os jogos e brincadeiras são de extrema importância para essas crianças, sendo uma metodologia muito útil para o seu desenvolvimento na aprendizagem, na cognição, enfim para um desenvolvimento integral. Dessa maneira, os jogos e brincadeiras são ferramentas eficazes para o processo de ensio-aprendizagem. Dada à problemática apresentada, este estudo tem como objetivos: Estudar os de desenvolvimento Infantil. Reconhecer, através de pesquisas, a importância e a história dos jogos para a educação e para o desenvolvimento cognitivo. Apresentar uma proposta do uso de jogos e brincadeiras como instrumento para o desenvolvimento infantil e para o ensino aprendizagem. Este estudo se justifica por conta dos processos de exclusão que ocorrem na Educação Infantil devido às metodologias inadequadas ou insuficientes. Pudemos observar esses fatores em um grupo de crianças de 3 e 4 anos de idade, em que alguns, que eram rotulados como alunos com dificuldades de aprendizagem, no momento dos jogos e brincadeiras eram os que mais se destacavam, pela concentração e habilidades para jogar. Esses alunos tinham

11 12 dificuldade de aprendizagem através das metodologias tradicionais e os jogos e as brincadeiras foram ótimos instrumentos quando aplicados, para auxiliando na aprendizagem. Houve também casos em que a justificativa para o não uso dos jogos e brincadeiras é a falta de tempo devido a terem outras atividades a serem cumpridas, ignorando assim, a grande importância dos jogos e brincadeiras, que nestes casos são vistos como meros passatempos e não com a sua devida importância educacional. Frente a essas observações, optamos por estudar os processos de desenvolvimento da criança, a história dos jogos e brincadeiras, bem como a sua importância na Educação, para por fim fazer uma proposta da utilização dos jogos e brincadeiras como uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento cognitivo e consequentemente, para o processo de ensino-aprendizagem, levando em consideração que estes são instrumentos eficientes para o desenvolvimento do raciocínio lógico e também por ser uma maneira prazerosa de aprender, principalmente na Educação Infantil, em que o lúdico deve ser muito valorizado. Levando assim ao desenvolvimento integral da criança. Em síntese, esse trabalho está dividido em quatro partes: Na primeira parte se estudou por meio de pesquisa bibliográfica o as etapas do desenvolvimento infantil. Apresentando a teoria de dois importantes pesquisadores sobre o tema em estudo: Jean Piaget e Lev Semenovich Vygotsky. Desde já, venho esclarecer que este trabalho não teve a intenção de julgar nem defender nenhuma das duas teorias, nem ao menos uní-las, mas apenas, apresentar dois teóricos importantes para o desenvolvimento da criança. Também houve pesquisa bibliográfica sobre os jogos e as brincadeiras, iniciando com a definição dos conceitos de jogos, brinquedos e brincadeiras. Em seguida, se apresenta um estudo histórico da visão dos jogos e brincadeiras por pesquisadores de diferentes épocas. Nesta etapa, foi feito um resgate dos jogos tradicionais, apresentando as características dos mesmos, os motivos pelos quais estão cada vez mais extintos entre as crianças na atualidade e a sua fundamental importância para o desenvolvimento pleno da criança. Realizou-se um estudo sobre o jogo na escola, focando a Educação Infantil. Para tal, foram pesquisados os conceitos trazidos pelo Referencial Curricular Nacional. (1998). Em seguida, foi definido o papel da escola quanto à

12 13 utilização dos jogos e brincadeiras como instrumento do processo de ensinoaprendizagem. Para finalizar, foram apresentados os jogos educativos. Após o estudo bibliográfico e documental, fizemos uma avaliação por meio de pesquisa de campo para verificar se os professores de Educação Infantil estão trabalhando com os jogos e brincadeiras, verificando como está sendo realizado este trabalho. Para tal, fiz um questionário e apliquei a todos os professores da educação infantil de uma escola particular da cidade de Bauru. Este questionário teve como objetivo, saber: qual a importância que esses professores vêm nos jogos e brincadeiras para o desenvolvimento da criança; se eles acreditam que na possibilidade de aprendizagem através de jogos e brincadeiras; que tipo de aprendizagens os mesmos acreditam que a atividade recreativa pode proporcionar e por fim, questionei se os docentes usam jogos e brincadeiras em suas salas de aula, pedindo para que os mesmo citassem os mais usados ou indicados.

13 14 1. DESENVOLVIMENTO INFANTIL Neste estudo, imprescindível se faz compreender o desenvolvimento infantil, já que este é o foco desta investigação. Para isso se estuda teorias que abarcam este processo e a partir da compreensão mais aprofundada deste é que defendemos a tese de que na escola de Educação Infantil algumas crianças são rotuladas de hiperativas, desatentas, entre outras formas, erroneamente. Se parte do pressuposto que a não compreensão das formas de desenvolvimento da criança nesta fase faz com que alguns professores concluam que elas possuem déficit de atenção ou algum distúrbio de aprendizagem. Aqui se pretende refletir sobre esse processo, à luz de teóricos que tiveram e tem influência sobre o pensamento educacional brasileiro e por isso agora abordaremos os estudos relevantes, como o desenvolvimento cognitivo, uma das etapas do processo do desenvolvimento infantil. Em nossa vida cotidiana, diariamente fazemos uso do processo cognitivo, em tarefas simples, sem nem nos darmos conta. Como por exemplo: lembrar a data de aniversário de um amigo, fazer contas para saber se o seu dinheiro é suficiente para comprar uma roupa em uma loja, organizar o seu tempo de acordo com as tarefas que são necessárias de se realizar durante o dia, enfim, poderiam ser citadas aqui várias situações que vivenciamos a cada dia nas quais utilizamos de processos mentais para resolvê-las. Esses são considerados processos cognitivos, pois usamos da inteligência para resolvê-los, porém, muitas vezes nem percebemos, pois, já estamos habituados a fazermos tais coisas tão automaticamente que nos esquecemos que há todo um processo cognitivo envolvido. Essas atividades são denominadas como funcionamento cognitivo ou inteligência. (BEE, 2003) Para esta autora, o desenvolvimento cognitivo nada mais é que a trajetória do amadurecimento dos processos mentais de um indivíduo, que ao longo de sua vida, vai passando por várias fases, ou estágios, que envolvem diversos processos mentais. O início de todo esse processo é na infância, ou seja, a partir do momento que o indivíduo nasce, ele já começa a fazer suas primeiras associações, mas claro que com um repertório ainda restrito, como Bee explica:

14 15 Piaget supõe que o bebê realiza processo adaptativo básico para tentar compreender o mundo que o cerca. Ele assimila as informações que lhe chegam na limitada série de esquemas senóriomotores com que nasceu- como olhar, escutar, sugar agarrar- e acomoda esses esquemas baseado em suas experiências. Segundo Piaget, este é o ponto de partida de todo o processo de desenvolvimento cognitivo. Ele denominou essa forma primitiva de pensamento inteligência sensório-motora. (BEE, 2003, p.196) Friedmann (1996), completa essa idéia ao expor a teoria de Piaget quanto ao amadurecimento dos pensamentos de um indivíduo que se forma progressivamente de acordo com os conhecimentos que o ele vai construindo: Piaget estudou, basicamente, as origens do conhecimento nas crianças: ele acreditava que o conhecimento se forma aos poucos nos indivíduos, que o constroem progressivamente no decorrer de uma atividade de adaptação. (FRIEDMANN, 1996, p.56) Ainda sobre o desenvolvimento cognitivo, quanto ao aprendizado, Vygotsky (1991) valoriza as experiências sociais da criança, aquilo que ela aprende em suas experiências cotidianas com a sua família, com as pessoas com quem ela convive, valoriza toda a sua cultura: O ponto de partida dessa discussão é o fato de que o aprendizado das crianças começa muito antes delas freqüentarem a escola. Qualquer situação de aprendizado com a qual a criança se defronta na escola tem sempre uma história prévia. Por exemplo, as crianças começam a estudar aritmética na escola, mas muito antes elas tiveram alguma experiência com quantidades elas tiveram que lidar com operações de divisão, adição, subtração, e determinação de tamanho. Consequentemente, as crianças têm a sua própria aritmética pré-escolar, que somente psicólogos míopes podem ignorar. (VYGOTSKY, 1991, p.94) Na atualidade, quando se aborda as teorias de Piaget e Vygotsky ainda existe a idéia de oposição, pois realmente entre elas há diversos pontos que não são convergentes. Enquanto Piaget aparentemente priorizava o biológico, Vygotsky dava valor ao social, à cultura, ou seja, ao meio material em que o sujeito estava inserido. Porém, assim como explica Wadsworth (2003), eles se encontram em alguns momentos:

15 16 As diferenças entre os dois teóricos parecem ser muitas, mas eles partilham muitos pontos de vista. Ambos entenderam o conhecimento como adaptação e como construção individual e pensaram a aprendizagem e o desenvolvimento como autoregulados. Embora discordassem quanto ao processo de construção, ambos viram o desenvolvimento/aprendizagem da criança como necessariamente ativo, não ocorrendo de maneira automática. (WADSWORTH, 2003, p.11) Os dois autores, Piaget e Vygotsky, tinham o mesmo objetivo: estudar o desenvolvimento intelectual, mas seguiram por diferentes linhas de pensamento e de interesse. Piaget estava interessado em estudar como o conhecimento era formado ou construído. Já o interesse de Vygotsky era em estudar os fatores sociais e culturais que influenciavam o desenvolvimento intelectual. Wadsworth (2003). Ou seja, ambos centrados em um mesmo estudo, porém seguindo diferentes vertentes. Tanto Piaget quanto Vygotsky acreditavam no desenvolvimento e aprendizagem, embora, também aqui, seus pontos de vista sobre o relacionamento entre ambos sejam diferentes. Piaget tinha a convicção de que o nível de desenvolvimento colocava limites sobre o que podia ser aprendido e sobre o nível da compreensão possível daquela aprendizagem. Vygotsky, por sua vez, tinha a convicção de que a aprendizagem dos conceitos culturalmente modelados conduzia ao desenvolvimento intelectual, enquanto que para Piaget o próprio desenvolvimento é a força propulsora. (WADSWORTH, 2003, p.12). O desenvolvimento cognitivo, portanto, assim com Piaget (1976) define, é uma equilibração progressiva, ou seja, uma passagem contínua de um estado de menor equilíbrio para um estado de equilíbrio superior: Deste ponto de vista, o desenvolvimento mental é uma construção contínua, comparável à edificação de um grande prédio que, à medida que se acrescenta algo, ficará m,ais sólido, ou à montagem de um mecanismo delicado, cujas fases gradativas de ajustamento conduziram a uma flexibilidade e uma mobilidade das peças tanto maiores quanto mais estável se tornasse o equilíbrio. (PIAGET, 1976 p. 14)

16 Biografia de Jean Piaget Com a finalidade de compreender melhor porque se optou por estudar Piaget, será apresentada uma breve biografia deste estudioso. Wadsworth (2003) descreve um pouco da biografia de Jean Piaget, que nasceu em 1896, em Neuchâtel, Suíça e ainda quando criança, aos 10 anos, fez a sua primeira publicação, que se tratava de uma descrição de um pardal que observará em um jardim público, iniciando assim a sua carreira de publicação de quase 70 livros e 230 artigos. Passaram-se alguns anos e ao completar 15 anos, direcionou seus estudos para a área biológica do conhecimento. Aos 18 anos (no ano de 1915) se formou bacharel na Universidade de Neuchâtel e aos 21 anos, na mesma Universidade, completou seu doutorado em ciências naturais. Fez vários estudos na área de Filosofia, como um dos seus estudos, que consistia em analisar como os moluscos se adaptavam ao serem transferidos de um ambiente para o outro. Aos 21 anos, já havia publicado 25 trabalhos profissionais e ficou conhecido como especialista em moluscos, o que era raro de se encontrar no mundo todo. Diante das observações feitas em seus trabalhos com os moluscos, Piaget concluiu que o desenvolvimento biológico era um processo de adaptação ao meio e que não poderia ser explicado apenas por maturação. Tais experiências contribuíram para os seus futuros estudos sobre o desenvolvimento mental como um processo de adaptação ao meio e uma extensão ao desenvolvimento biológico. Na obra estudada se expõe que, em 1918, Piaget completou o doutorado em biologia e se voltou para a psicologia, pois reconheceu que havia grandes limites no campo da filosofia. Em 1919, estudou e trabalhou em clínicas psicológicas na cidade de Zurique. Logo em seguida foi para Paris onde trabalhou no laboratório de Binet (escola primária) realizando vários testes. Diante de suas pesquisas, ele passou a acreditar que o desenvolvimento da inteligência das crianças poderia ser estudado experimentalmente, por isso continuou a testar crianças, analisando o desenvolvimento do pensamento delas, como o próprio Piaget descreve:

17 18 Afinal, encontrei meu campo de pesquisa. Antes de tudo, ficou claro, para mim, que a teoria das relações entre o todo e as partes pode ser estudada experimentalmente, através de análise do processo psicológico subjacente às operações lógicas (raciocínio lógico). Isto marcou o fim do meu período teórico e o início de uma fase indutiva e experimental no campo da psicologia que eu sempre quis entender, mas para o qual, até então, eu não tinha encontrado os problemas apropriados. (PIAGET, 1952, p.245). No ano de 1921, Piaget assumiu a direção de estudos do Instituto J-J Rousseau sem mudar o rumo dos seus estudos, continuou a pesquisar o desenvolvimento mental da criança. (WADSWORTH, 2003) Aos 30 anos, Piaget era conhecido por suas obras em psicologia. Ao longo dos anos continuou a pesquisar nessa área e ensinou na Universidade de Genebra. Escreveu e publicou diversos livros e artigos, dentre esses, muitos foram em conjunto com colegas de trabalho. (WADSWORTH, 2003) Durante toda a sua vida Piaget foi um grande pesquisador, incansável. No final de cada ano escolar, ele recolhia suas pesquisas e descobertas realizadas durante o mesmo e dirigia-se até uma casa de campo abandonada, lá se isolava e passava todo o verão escrevendo. Quando o verão acaba, ele voltava com um ou dois livros novos e vários artigos. No ano de 1969, Piaget recebeu agradecimentos da Associação Americana de Psicologia, devido a sua contribuição à psicologia. Ele fez várias viagens aos Estados Unidos, onde se dirigia à grupos americanos que estudavam o desenvolvimento e a educação infantil. (WADSWORTH, 2003) No ano de 1955, fundou o Centro Internacional de Epistemologia Genética, onde vários americanos tiveram a oportunidade de estudar. Piaget acreditava na idéia que o conhecimento é melhor obtido dentro de uma pesquisa interdisciplinar, por isso, os pesquisadores deste centro são especialistas em vários campos: física, biologia, matemática e linguagem, não centrado apenas em psicologia e educação. (WADSWORTH, 2003) No dia 16 de setembro do ano de 1980, na cidade de Genebra, Piaget faleceu aos 84 anos.

18 Teoria Piagetiana Esquema, Assimilação, Acomodação e Equilibração Por conta do objeto deste estudo abordar o desenvolvimento cognitivo, faremos uma análise da teoria do desenvolvimento de Piaget. As pesquisas de Jean Piaget partiram de uma pergunta fundamental para qual ele procurava uma resposta: Como se desenvolve o conhecimento de mundo da criança? Como resposta, Piaget supunha a criança como uma participante ativa no desenvolvimento do conhecimento, que constrói seu próprio entendimento. Essa suposição enxerga a criança como um pequeno cientista, engajado na exploração ativa do mundo que a cerca, buscando entendimento e conhecimento. (BEE, 2003) Piaget estudou as origens do conhecimento nas crianças, pois acreditava que ele se formava gradativamente nos indivíduos, que viam construindo-o no decorrer de uma atividade de adaptação. (FRIEDMANN, 1996). Piaget dá muita importância ao caráter construtivo do desenvolvimento cognitivo na criança, rejeitando a visão de que as idéias são inatas, adquiridas sem esforço ou transmitidas hereditariamente. Também reconheceu que o desenvolvimento intelectual é produto da própria atividade da criança, que não pára de estruturar e reestruturar seu próprio esquema, de construir o mundo à medida que o percebe. (FRIEDMANN, 1996, p.57). Para compreender a teoria de Jean Piaget, é necessário que se tenham alguns conceitos chaves esclarecidos: Esquema, Assimilação, Acomodação e Equilibração. O domínio desses conceitos é fundamental para a compreensão de toda a teoria de Piaget. Portanto, serão descritos a seguir: Esquema: Para Piaget, esse conceito central, nada mais é que ação de categorizar, assim como Bee esclarece:

19 20 Ele via o conhecimento não como categorias mentais passivas, mas como ações, mentais ou físicas, e cada uma dessas ações é o que ele quer dizer com esquemas. Portanto, um esquema não é realmente uma categoria, mas a ação de categorizar de alguma maneira específica. Algumas ações apenas físicas ou sensoriais também são esquemas. Se você apanhar uma bola e olhar para ela, está usando seu esquema de olhar, seu esquema de apanhar, e seu esquema de segurar. (BEE, 2003, p. 194) Aos poucos, com as experiências vividas, as crianças vão se desenvolvendo e aumentando os seus esquemas mentais, até chegarem em esquemas mais complexos do que aqueles que possuíam quando bebês. Os esquemas mudam continuamente ou tornam-se mais refinados. De fato, os esquemas sensório-motores da criança se desenvolvem até se transformarem nos esquemas do adulto. Imagine, se você quiser, um arquivo na cabeça da criança. No momento do nascimento, o arquivo contém somente poucas fichas amplas nas quais tudo está escrito. À medida que a criança se desenvolve, mas fichas são necessárias para conter as mudanças de classificação.. (WADSWORTH, 2003, p.17) O autor compara os esquemas à arquivos, que em todo momento que precisar de algum documento, é só voltar até o local, verificar e ele estará lá, talvez com pequenas mudanças e complementações. Mesmo com a chegada de novos documentos ao arquivo, os que constavam lá continuam; apenas vai aumentando conforme se adquire mais documentos. Assim ocorre também com os esquemas, aqueles que são aprendidos quando criança, continuam, podendo é claro ser aperfeiçoados de acordo com o aumento da quantidade de esquemas de acordo com novas experiências e desenvolvimento do indivíduo, portanto, na vida adulta terá tanto os esquemas formados quando criança, quanto os mais recentes, que foram se formando ao decorrer da vida adulta. Os arquivos já adquiridos podem ser complementados com as novas informações adquiridas e até modificados, ou seja, não se perde nada do que foi aprendido, mas pode ser modificado e aperfeiçoado com as novas aprendizagens. À medida que a criança se desenvolve, os esquemas tornam-se mais diferenciados, menos sensórios e mais numerosos; e a rede que eles formam torna-se incrivelmente mais complexa. Durante os primeiros meses de vida, um bebê tem, alguns esquemas reflexos que lhe permitem fazer algumas poucas diferenciações no meio ambiente. Um adulto tem um vasto arranjo de esquemas comparativamente

20 21 complexos que permitem um grande número de diferenciações. Os esquemas do adulto emergem dos esquemas da criança através de adaptações e organização. (WADSWORTH, 2003, p.18). Assimilação: Após adquirir esquemas, o próximo passo é assimilá-los, ou seja, assimilação nada mais é do que aquilo que o indivíduo aproveitará dos esquemas adquiridos anteriormente. Assimilação é o processo de absorver algum evento ou experiência em algum esquema. Quando um bebê olha para um móbile sob seu berço e depois estende a mão para ele, Piaget diria que o bebê assimilou o móbile nos esquemas de olhar e alcançar; quando uma criança com mais idade vê um cachorro e o rotula como cachorro, ela está assimilando aquele animal em sua categoria ou em seu esquema de cachorro. Quando você lê este parágrafo, está assimilando a informação, encadeando este conceito em outros conceitos (esquemas) seus que podem ser semelhantes. (BEE, 2003, p.195). Voltando ao exemplo do arquivo, nessa etapa, se analisará quais documentos são importantes para ficarem arquivados; os que não forem considerados importantes, não ficarão arquivados. Assim acontece com o indivíduo que tem contato com diversos esquemas, porém só assimilará aqueles que acharem necessários, aquilo que ele considerar mais importante: A chave aqui é que a assimilação é um processo ativo. Em princípio, nós assimilamos seletivamente as informações. Nós não absorvemos tudo o que experienciamos, como uma esponja; nós só prestamos atenção àqueles aspectos da experiência para os quais já temos esquemas. Por exemplo, quando assiste a uma aula, você pode tentar anotar em seu caderno ou guardar em sua mente tudo o que o professor diz, mas, na verdade, você só vai assimilar as idéias que puder vincular a algum conceito ou modelo que já tiver. (BEE, 2003, p.195) A assimilação é uma forma de adaptação do indivíduo ao meio em que ele vive. Apesar dos adultos ainda terem certos esquemas que adquiriram na infância, com certeza esses esquemas se transformaram ao decorrer da sua vida, de acordo com as experiências vividas e novos conhecimentos adquiridos. Novamente, usando o exemplo do arquivo; os primeiros documentos que foram

21 22 anexados a esse arquivo, nunca permanecem da mesma forma, eles vão se aprimorando com o passar do tempo, sempre que necessário, volta-se a esse arquivo original e complementa-o com uma nova informação. Ou seja, a cada nova assimilação, o esquema inicial é modificado, ou até mesmo, poderia se dizer que o esquema inicial é complementado. Assimilação é uma parte do processo pelo qual o indivíduo cognitivamente se adapta ao ambiente e o organiza. O processo de assimilação possibilita a ampliação dos esquemas. Ele não explica as suas transformações. Nós sabemos que os esquemas se transformam. Os esquemas dos adultos são diferentes daqueles das crianças. Piaget descreveu e explicou essas transformações pelo processo de acomodação. (WADSWORTH, 2003, p.20). Acomodação: Para Wadsworth (2003), a acomodação pode se apresentar de duas formas: como o processo de criação de novos esquemas ou modificação dos esquemas já existentes. Isso ocorre quando o indivíduo se depara com uma situação com o qual o esquema necessário não foi compreendido ou incorporado, por isso ele tentará modificar os esquemas presentes ou incorporar um novo esquema. Quando confrontada com um novo estímulo, a criança tenta assimilalo a esquemas já existentes. Algumas vezes isto não é possível. Ocasionalmente, um estímulo pode não ser incorporado ou assimilado, por não contar a estrutura cognitiva com um esquema no qual ele prontamente se encaixe. As características do estímulo não se aproximam daquelas requeridas por qualquer dos esquemas disponíveis da criança. O que faz a criança então? Essencialmente, ela pode fazer uma das duas coisas: ou criar um novo esquema no qual possa encaixar o estímulo (uma nova ficha no arquivo), ou pode modificar um esquema prévio de modo que o estímulo possa ser nele incluído. Ambas são formas de acomodação e resultam em mudança na configuração de um ou mais esquemas. Portando, a acomodação é a criação de novos esquemas ou mudança na estrutura cognitiva (esquemas) ou no seu desenvolvimento. (WADSWORTH, 2003, p.20) O processo de acomodação permite ao indivíduo a reorganizar as suas idéias durante seu desenvolvimento, de acordo com as novas vivências que o

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