Sessão TOMOGRAFIA. Diego S. Ribeiro Porto Alegre - RS

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1 Sessão TOMOGRAFIA Diego S. Ribeiro Porto Alegre - RS

2 Caso 1 Feminino, 48 anos, história de HAS, DM e pancreatite prévia recente (há 1 mês), reinternou com dor abdominal, náuseas e vômitos. Nega história prévia de cirurgias ou outras comorbidades. US de abdômen mostrou massa cística abdominal. Realizou TC de Abdômen Total com contraste Ev.

3 PRINCIPAIS ACHADOS Volumosa lesão expansiva cística abdominal na loja pancreática, junto a retrocavidade dos eplíplons, comprimindo estruturas vasculares adjacentes, medindo aproximadamente 12 x 9 x 6 cm nos maiores eixos. A lesão apresenta impregnação leve periférica e evidência de áreas hiperdensas sólidas internamente na sua porção inferior. A possibilidade de neoplasia mucinosa intraductal pancreática deve ser considerada, admitindo como diferencial pseudocisto secundário à processo inflamatório prévio. Inúmeras imagens nodulares ovaladas retroperitoneais, mesentéricas e paracólicas, implantes secundários? Espessamento difuso de alças cólicas, especialmente ascendente e ceco. Defeito de enchimento nas veias ilíaca comum direita e na veia renal esquerda, relacionada à trombose. Imagem de nefrograma heterogêneo estriado no rim direito, provavelmente secundário à processo inflamatório/isquêmico. Não se observam linfonodomegalias significativas, nem lesões em outros órgãos. Paciente foi submetida à laparoscopia exploradora, que evidenciou ascite, presença de grande lesão cística, e alças delgadas aderidas. Foi aspirado líquido da lesão e encerrado procedimento. O líquido foi analisado e teve marcadores tumorais negativos, numa primeira análise. Paciente continua em acompanhamento. Muitas vezes é difícil diferenciar um pseudocisto de uma neoplasia cística de pâncreas. A história clínica (pancreatite aguda ou crônica, ausência de pancreatite) é importante no diferencial. Muitas vezes a CT, MR, MRCP, sozinhas, não são capazes de diferenciar.

4 IPMT(Intraductal Papillary Mucionous Tumor) Tumor intraductal, de crescimento papilomatoso, produtor de mucina, com excessiva dilatação ductal e formação de cisto. Geralmente tem comportamento benigno, mas pode ter potencial maligno (parede espessa, nódulo mural). Pode ser difícil diferenciá-lo de pancreatite com pseudocisto. A dilatação do ducto principal pode simular pancreatite crônica. Pode originar-se do ducto principal (forma segmentar ou difusa) ou de seus ramos ( formas macro e microcística). CPRE dá o diagnóstico (dilatação ductal, comunicação da lesão com o sistema ductal,defeito de enchimento devido à nódulos ou mucina). Pseudocisto Coleção líquida pós-inflamatória. Adjacente ao tecido pancreático, não tem parede epitelial, e sim uma parede fibrosa. Parede pode realçar. Achados de infiltrado peripancreático associado. Forma-se entre 4 a 6 semanas após o processo inflamatório. Podem ser acompanhados, de maneira expectante, pois podem regredir. Complicações: hemorragia, infecção, ruptura.

5 Masculino, 49 anos, realiza tomografia de abdômen e pelve para estadiamento de neoplasia testicular. Caso 2

6 Anomalias de Veia Cava Inferior Podem ser achados ocasionais em pacientes assintomáticos. Embriogênese da veia cava inferior é um complexo processo, envolvendo anastomoses entre veias embrionárias. O resultado são numerosas variações no plano venoso básico do abdômen e pelve. Conhecer estas variações é essencial para correta interpretação dos estudos de imagem. Evitar erros diagnósticos no retroperitôneo e mediastino ( podem ser confundidas com massas, adenopatia). Alertar o cirurgião e o angiografista previamente sobre potenciais fontes de complicações. Duplicação de Veia Cava Inferior Persistência das veias supracardinais. Prevalência de 0,2-3% pop. A cava inferior esquerda termina na veia renal esquerda, que geralmente cruza a linha média anteriormente à aorta para se juntar à cava inferior direita. Existem variações no padrão de duplicação, como no nosso caso. Pode haver assimetria no tamanho das veias direita e esquerda. Deve ser suspeitada nos casos de TEP recorrente após colocação de filtro de cava. Cuidado para não confundir com linfadenopatia.

7 Veia Cava Inferior Esquerda Dupla Veia Cava Inferior Continuação Ázigos da Veia Cava Inferior Veia Renal Esquerda Circunaórtica Veia Renal Esquerda Retroaórtica Dupla Veia Cava Inferior com Veia Renal Direita Retroaórtica e continuação Hemiázigos da VCI Dupla Veia Cava Inferior com Veia Renal Esquerda Retroaórtica e continuação Ázigos da VCI Circuncaval Ureter Ausência da Veia Cava Inferior Infrarenal com segmento suprarenal preservado

8 F, 53 anos Caso 3 Dor em FID, náuseas, anorexia.

9 M, 34anos, febre anorexia Caso 4

10 APENDICITE AGUDA Inflamação aguda do apêndice cecal, geralmente iniciada na sua ponta, decorrente de obstrução luminal e infecção bacteriana superposta. Tomografia de abdômen: muitas vezes série sem contraste pode resolver. Fase portal pode esclarecer casos mais duvidosos. Pode-se usar contraste oral para auxílio diagnóstico. PARA RELEMBRAR TC na Apendicite aguda: Apêndice cecal de paredes espessas, 6-7mm. Infiltração da gordura mesentérica e periapendicular. Apendicolito pode ser visto em alguns poucos casos à TC. Caso haja perfuração: coleção hidro-aérea, inflamatória, espessamento regional da parede de alças satélites, obstrução de alças adjacentes. Líquido livre na FID e na escavação pélvica. TC com contraste: realce da parede apendicular e realce parietal de alças espessadas na região. Diag. Diferencial: adenite mesentérica, ileocolite, DIPA, diverticulite cecal, tumor apendicular, carcinoma cecal.

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