Vistos etc., PROCESSO N.º CLASSE: AÇÃO PENAL PÚBLICA AUTOR: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

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1 PROCESSO N.º CLASSE: AÇÃO PENAL PÚBLICA AUTOR: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL RÉUS: ELVIS FERREIRA DE SOUZA, CICERO APARECIDO BORTONE, MANOEL FERNANDES RODRIGUES JUNIOR, FERNANDO FERNANDES RODRIGUES, EDIVILMO MORAES DE QUEIROZ, EDISON DE ALMEIDA, MICHAEL WILLIAN DE OLIVEIRA, JULIO CESAR BARACHO, LUIZ PEREIRA MARTINES, PRISCILA LARROCA DE ALMEIDA, CLEBER SIMÃO, WILLIAN MORAES FAGUNDES, SILVIO PEREIRA ROSA, MARCELO ALEXANDRE THOBIAS, EVANDRO GAMBIM, JOSIANI TAVARES, ARIOVAM MAXIMINO DA SILVA, JOÃO AÉCIO AGUILAR CHAVES, JOÃO PAULO HENRIQUE, WAGNER ROGERIO BROGNA, JULIO WLADIMIR DO AMARAL, SUZEL APARECIDA GONÇALVES, JOSE ROBERTO GONÇALVES, CAMILLA CAPELLATO RODRIGUES, MELISSA MIRANDA RODRIGUEZ, LUIS HENRIQUE SILVA, LUIS ALBERTO MARQUES FILHO, MARCUS MIRANDA RODRIGUEZ, DANIEL DOMINGUES, MARCELO LUÍS DE SOUZA, MICHELLI CRISTINA PAES DE OLIVEIRA, FABIANA ROBERTA NICOLAU, JOSÉ MARCELO DOS REIS RODRIGUES E LUCIMAR ESPÍNDOLA DA SILVA. Vistos etc., Trata-se de ação penal pública incondicionada promovida pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL denunciando ROMEU VILLARDE ARZE E OUTROS como incursos nas sanções dos artigos 33 e 35, c/c 40, da Lei /06 e/ou art. 12 e 18, da Lei 6.368/76. Em síntese, conforme a denúncia de fls. 02/88, ELVIS e CÍCERO introduziam a cocaína de ROMEU no país para tráfico realizado pelos irmãos MANOEL e FERNANDO RODRIGUES. Estes, por sua vez, valiam-se de auxiliares para recebimento de dinheiro e ocultação do patrimônio (JOSÉ ROBERTO, JÚLIO WLADIMIR, MARCUS, LUIS HENRIQUE, DANIEL, LUIS ALBERTO e JOÃO AÉCIO) e de distribuidores nas cidades de Araraquara (EDIVILMO, FABIANA, EDISON e sua mulher PRISCILA, JÚLIO CÉSAR, MICHAEL, THIAGO e CLEBER), São Carlos (EVANDRO, JOSIANI, MARCELO ALEXANDRE, ARIOVAM, JOÃO PAULO e WILSON) e em Limeira (WILLIAN, MICHELE, CARLOS ALBERTO e MARCELO LUÍS) e em Rio Verde, SÍLVIO. Ainda participavam do esquema as respectivas esposas dos irmãos, CAMILLA e MELISSA, a mãe deles, SUZEL APARECIDA. WAGNER é apontado como importante auxiliar de Manoel e responsável pela distribuição regional da droga na cidade de Jaú. Finalmente, LUCIMAR e JOSÉ MARCELO são Proc Ação Penal - Sentença tipo A p. 1

2 denunciados pela associação em razão de terem sido flagrados fazendo entrega de droga para os irmãos no dia 22/03/2006. Acompanha a denúncia o inquérito policial iniciado por portaria da Autoridade Policial instruída com a decisão da representação (fruto das investigações que a Polícia Federal denominou Operação Conexão Alfa) feita no Proc , onde deferi prisões preventivas (cumpridas em 03/04/2007), buscas e apreensões, bloqueio de veículos e movimentação bancária, autorizei a quebra do sigilo fiscal e bancário e a solicitação de informações do DENATRAN para apuração de lavagem de dinheiro. Constam do inquérito os indiciamentos e interrogatórios de CAMILLA (fls. 134/139), DANIEL (140/145), EDISON (fls. 146/150), FABIANA (fls. 151/155), FERNANDO (fls. 156/160), JOÃO PAULO (fls. 161/165), JOSÉ ROBERTO (fls. 166/170), JOSIANI (fls. 171/175), JÚLIO WLADIMIR (fls. 176/182), LUIS ALBERTO (fls. 183/188), LUIS HENRIQUE (fls. 189/194), MANOEL (fls. 195/198), MARCELO ALEXANDRE (fls. 199/204), MARCUS (fls. 205/210), MELISSA (fls. 211/216), PRISCILA (fls. 217/220), SUZEL (fls. 221/226), WAGNER (fls. 227/231), SILVIO (fls. 460/466), JÚLIO CÉSAR (fls. 467/470), CLEBER (fls. 471/474), ELVIS (fls. 523/527), JOÃO AÉCIO (fls. 621/526), EDIVILMO (fls. 627/631), MARCELO LUIS (fls. 632/637), EVANDRO (fls. 638/643), ARIOVAM (fls. 644/649), CÍCERO (fls. 650/653), MICHELLI (fls. 655/660), WILLIAN (fls. 661/666), THIAGO (fls. 793/798). Constam, também, a qualificação indireta de CARLOS ALBERTO (fls. 615/616), MICHAEL (fls. 617/618) e ROMEU (fls. 619/620); os mandados de busca e apreensão, de prisão, de recomendação (fls. 238/239, 350/384, 434/435, 528/533), encaminhamentos para recolhimentos (fls. 436/458); os termos de declarações de Wilfredo José Martins Leme Marques Filho (fls. 232/234), Sílvia Baribili (fls. 240/241), Savério Amaral Ianelli e Lílian Amaral Ianelli (fls. 249/256), Carlos Augusto Ramos de Moura (fls. 257/264), José Welington Pinto (fls. 264/273), Luiz Carlos Alves (fls. 275/279), Roberto Ambrosio (fls. 280/298), Maria Azelia Henrique Tiengo (fls. 299/301), Pedro Cardoso Lopes (fls. 534/538), Joséfa Maria Sabino (fls. 545/546), José Roberto Aguillar (fls. 547/550), Wilson Saydel (fl. 799), Roberto Pinho Sedenho (fls. 800/801), Fernanda Trindade Pimentel (fls. 802/803), e de um informante anônimo (fl. 810); autorização de busca (fl. 242), auto circunstanciado de busca e apreensão (fls. 243/244), auto de restituição (fl. 247); documentos do registro de imóveis (fls. 392/407 e 786/787), relatório circunstanciado de diligência no laboratório (fls. 807/809); laudo preliminar de constatação (fls. 411/418), imagens escaneadas de documentos apreendidos (fls. 419/430) e ofício da Receita Federal a respeito dos tais documentos (fls. 540/542), laudo e documentos apreendidos com Luciano Sardinha (fls. 480/517 e 812/818), material datiloscópico Lei 9.034/95 (fls. 552/571), laudo de exame em local (fls. 827/852); relatório dos telefones monitorados (fls. 572/576), laudo de exame de material vegetal maconha (fls. 579/583), laudos de exame de substância (cocaína) (fls. 584/607); relatório de análise dos documentos apreendidos (fls. 669/784), relação de veículos apreendidos (fls. 788/791), índice de localização dos documentos apreendidos (fls. 855/858); ofício do BACEN (fl. 805) e o relatório da autoridade policial (fls. 863/1068 volume 4).

3 Constam, ainda, cinco apensos: I contendo todos os autos circunstanciados de busca e apreensão, e mais vinte e seis volumes onde foram anexadas partes da documentação apreendida; II relatórios de análise finais das interceptações telefônicas; III dados fornecidos pela Secretaria da Receita Federal; IV respostas ofertadas por instituições financeiras, em que se tenha detectado movimentação de valores; e V ofícios encaminhados pelas instituições financeiras com resposta negativa quanto à existência de contas. Foi indeferida a concessão de prazo para providências pendentes no inquérito e determinado o apensamento dos autos do Proc interceptação telefônica (fls. 1069/1070). A propósito da interceptação, no decorrer da instrução do feito, foi indeferida a perícia fonética (fls. 3463/3464), a utilização das interceptações para defesa em ação de reparação de danos (fls. 3066/3067) inclusive quando feito o pedido pela AGU-Ribeirão Preto solicitando informações para instruir ação WILFREDO (fl. 3178). Foi autorizada, todavia, a utilização da prova colhida na interceptação para apuração do delito de lavagem de dinheiro. Quanto ao material apreendido, por sua vez, no decorrer da instrução foram apresentados para guarda o material apreendido na deflagração da operação. Constam dos autos os termos de entrega, guarda e depósito de bens apreendidos (fls. 1828/1829, 2362/2364, 2554/2555, 2776/2777, 4342, 4715, 4791/4792, 5179/5181 e 5416, 5642/5643), bem como auto de apresentação e apreensão (fls. 2754/2756). Informação sobre o bloqueio de veículos e documentação encaminhada pelo DETRAN Goiás (fl. 2551/2553). A DPF pediu autorização para devolução da arma de fogo de Irene Mathias Thobias (fls. 3048/3065), a qual não foi concedida (fls. 3174/3176), sendo, posteriormente, informada a remessa da mesma para destruição (fls. 3192/3193). Foi deferida a restituição das respectivas motocicletas pertencentes a JOSÉ ROBERTO e WAGNER (fl. 4756), bem como foi determinada a restituição do veículo GOL à financeira Alfa S.A (fl. 4757). De resto, tanto a lavagem de dinheiro quanto o destino do material apreendido (quando pedida a restituição) e daquele que foi objeto de medidas assecuratórias têm seguido seu curso em procedimentos próprios. (fl vs.). DENÚNCIA O Ministério Público ofereceu denúncia em 10/05/2007 DEFESA PRELIMINAR (volumes 5 a 9) Foi determinada a notificação dos denunciados para resposta preliminar (fl. 1077). Proc Ação Penal - Sentença tipo A p. 3

4 Apresentaram defesa preliminar: LUÍS ALBERTO (fls. 1192/1199), LUIS HENRIQUE (fls. 1200/1448), FABIANA (fls. 1453/1455), JOSIANI (fls. 1460/1467), JOÃO PAULO (fls. 1488/1521), JOSÉ ROBERTO (fls. 1522/1525), PRISCILA (fls. 1526/1534), CAMILLA (fls. 1544/1560 e 1665/1681), MANOEL (fls. 1561/1577, 1682/1698), SUZEL (fls. 1578/1581, 1699/1715), MARCUS (fls. 1582/1583), JULIO WLADIMIR (fls. 1584/1592), FERNANDO (fls. 1596/1624), MELISSA (fls. 1625/1638), JOSÉ MARCELO e LUCIMAR (fls. 1639/1643 e 2560/2565), ELVIS e CÍCERO (fls. 1662/1663), WAGNER (fls. 1716/1735), MARCELO ALEXANDRE (fls. 1736/1740), MICHELLI (fls. 1741/1748), MARCELO LUÍS (fls. 1750/1763), DANIEL (fls. 1797/1824), MICHAEL (fls. 1831/1832), THIAGO (fls. 1833/1852), EDISON (fl. 1882), EDIVILMO (fl. 1883), CLEBER (fls. 1886/1890), SILVIO (fls. 1926/1930), WILLIAN (fls. 1942/1945), EVANDRO (fls. 1946/1952 e 2377/2451), JOÃO AÉCIO (fl. 2368/2376) e ARIOVAM (fls. 2452/2521). Foram nomeados defensores dativos para EDIVILMO, EDISON e CLEBER (fls. 1769/1770), EVANDRO e WILLIAN (fls. 1872/1873), JOÃO AÉCIO, ARIOVAM e SILVIO (fl. 1904), LUCIMAR (fl. 2523). Os advogados de SILVIO, ARIOVAM e LUCIMAR renunciam (fls. 1937/1938 e 1940). Foi nomeado novo defensor dativo para ARIOVAM (fl. 1941). O acusado JÚLIO CESAR apresentou somente exceção de coisa julgada desentranhada e autuada em apartado (fls. 1151/1153). Foram trasladadas as decisões nas exceções de incompetência opostas por MELISSA e FERNANDO (fls. 1874/1875), MANOEL (fls. 1876/1877), CAMILLA (fls. 1878/1879) e SUZEL (fls. 1880/1881) e de coisa julgada opostas por JÚLIO CESAR (fls. 2614/2615), EVANDRO (fls. 2616/2618) e ARIOVAM (fls. 2619/2621). DESMEMBRAMENTO: Negativas as tentativas de notificação de ROMEU e CARLOS ALBERTO, foi determinado o desmembramento do feito com relação aos mesmos - foragidos desde a decretação da preventiva (fls. 1769/1770). Posteriormente, também foi determinado o desmembramento do feito em relação a WILSON DOS SANTOS (fl. 1904). A denúncia foi recebida em 20/07/2007 (fls. 2599/2604). INTERROGATÓRIOS (volumes 10 a 13) Foram interrogados neste juízo SUZEL (fls. 2782/2794), PRISCILA (fls. 2795/2805), EDIVILMO (fls. 2806/2817), MARCELO ALEXANDRE (fls. 2818/2833), JOSÉ ROBERTO (fls. 2834/2848), LUIS HENRIQUE (fls. 2849/2866), LUIS ALBERTO (fls. 2869/2882), MARCUS (fls. 2883/2891), JULIO WLADIMIR (fls. 2892/2912), WAGNER (fls. 2913/2951 e 3551/3552), EDISON (fls. 2952/2968), JOÃO PAULO (fls. 2969/2978), FABIANA (fls. 2983/2990), JOSIANI (fls. 2991/3000), JULIO CÉSAR (fls. 3001/3002), CLEBER (fls. 3003/3005), MICHAEL (fls. 3006/3008), CAMILLA (fls. 3147/3161) e THIAGO (fls. 3162/3167). As atas de deliberação da audiência de interrogatório

5 constam às fls. 2780/2781, 2867/2868 e 2979/2982. Foram interrogados por precatória ARIOVAM (fls. 2737/2738), EVANDRO (fls. 2739/2741), MELISSA (fls. 3040/3042), ELVIS (fls. 3081/3084), JOÃO AÉCIO (fls. 3108/3111), MARCELO LUIS (fls. 3112/3115), CÍCERO (fls. 3116/3118), MICHELLI (fls. 3137/3138) FERNANDO (fls. 3223/3233), MANOEL (fls. 3234/3241), LUCIMAR (fls. 3270/3272), JOSÉ MARCELO (fls. 3273/3274), WILLIAN (fls. 3287/3288), DANIEL (fls. 3306/3310 e 3447/ original) e SILVIO (fls. 3312/3315 e 3781/ original). FASE DE INSTRUÇÃO (volumes 12 a 14) Na fase de instrução, foram ouvidas neste juízo duas TESTEMUNHAS DA ACUSAÇÃO sendo uma com identidade mantida em sigilo (fls. 3367/3370) e cinqüenta e oito TESTEMUNHAS DA DEFESA, sendo trinta e duas neste juízo e (fls. 3371/3413 e 3477) e vinte e seis por precatória (fls. 3583/3586, 3626/3629, fls. 3667/3672, 3673/3679, 3803/3805, 3833/3837, 3976/3979, 3995 e 3999). RELATÓRIOS: Constam dos autos os seguintes LAUDOS E 1) laudos de exame de substância (cocaína) e de vistoria em veículo (fls. 1081/1102); 2) relatório de análise de documentos apreendidos celulares (fls. 1960/2326); 3) informação da Delegacia da Polícia Federal referente a cruzamento de dados aparelhos celulares/chips (fls. 2327/2361); 4) laudos de exame de equipamento computacional (fls. 2570/2588); 5) relatório de análise da perícia feita no computador (fls. 2589/2595); 6) relatório de análise de material apreendido (fls. 2750/2753); 7) relatório de análise de documentos apreendidos relevantes para a investigação, tais como: certificado de registro e licenciamento de veículo, notas fiscais, recibos de depósitos bancários e papéis com anotações de números de contas bancárias (fls. 2757/2775); 8) laudos de entorpecentes referentes aos flagrantes de ARIOVAM e EVANDRO (fls. 2626/2630), MICHELLI (fls. 2631/2632), EDIVILMO (fls. 2633/2686) CLEBER (fls. 2687/2689), e JÚLIO CÉSAR (fls. 2690/2693); 9) laudo de exame de equipamento computacional (fls. 4337/4341); 10) laudo de avaliação e informação (fls. 4350/4353); 11) laudos de exame de equipamento computacional (fls. 4703/4707, 4710/4714, 4763/4772, 4773/4782, 4783/4788); 12) laudo de exame de equipamento computacional (fls. 5132/5137); 13) laudo de exame químico (fls. 5140/5141); 14) relatório de análise de substância química (fls. 5142/5144); Proc Ação Penal - Sentença tipo A p. 5

6 15) laudo de exame de equipamento computacional (fls. 5146/5151); 16) relatório de análise de periférico de computador DVD (fls. 5152/5155); 17) laudos de exame de equipamento computacional (fls. 5156/5162, 5164/5169, 5171/5176); 18) relatório de análise de periférico de computador DVD (fls. 5177/5178). Juntaram DOCUMENTOS LUIS ALBERTO (fls. 3168/3171), JULIO WLADIMIR (fls. 3317/3347), JOSÉ ROBERTO (fls. 3416/3429) e MARCELO ALEXANDRE (fls. 3859/3960). Juntaram documentos instruindo as alegações finais DANIEL, JÚLIO WLADIMIR, CLEBER, PRISCILA, EDISON e CAMILA. A Penitenciária de Araraquara prestou informações sobre MARCELO LUIS (fls. 3295/3304, 3499/3500 e 3766). As FOLHAS DE ANTECEDENTES (VOLUME 15), certidões de distribuição, de objeto e pé e laudos definitivos dos processos da Justiça Estadual encontram-se acostadas às fls. 4003/4314. Foi declarada encerrada a instrução determinando-se a cobrança das perícias da DPF (fl. 4316). FASE DO ART. 499 DO CPP (volumes 16 e 17) O Ministério Público Federal nada requereu (fl v). SUZEL, MANOEL e CAMILLA requereram perícia para verificação de existência de digitais no laboratório, degravação integral das conversas e refazimento dos interrogatórios (fls. 4370/4375); FERNANDO e MELISSA requerem perícia nos telefones do Guarujá para comprovar que as escutas foram feitas neles, confronto das vozes gravadas com amostra colhida pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil de São Paulo, perícia no celular de ROMEU e expedição de ofícios as companhias aéreas (fls. 4378/4379); MARCELO ALEXANDRE requer juntada de todas as autorizações das escutas, pede que se oficie à Receita Federal solicitando DIRPF, à DPF para informar regularidade da arma, e ao DETRAN para apresentar histórico veículo (fls. 4381/4382); (fls. 4384/4385). WILLIAN (fl. 4354), ELVIS e CÍCERO (fl. 4383), peticionaram alegando que nada tinham a requerer, certificando-se o decurso do prazo do artigo 499, CPP, com relação aos demais acusados (fl. 4387). Foram indeferidos os requerimentos da defesa e aberto prazo para alegações finais com prazo de 15 dias (fls. 4388/4392). ALEGAÇÕES FINAIS O MPF reitera o pedido de condenação dos acusados feitos na denúncia e pede a absolvição em relação a alguns acusados e crimes (fls. 4395/4648 volume 16). A defesa, por seu turno, apresenta suas alegações

7 separadamente (volumes 17 a 20), sendo: ELVIS (fls. 4716/4721), CÍCERO (fls. 4722/4727), JOSÉ ROBERTO (fls. 4802/4806), THIAGO (fls. 4807/4808) LUIS ALBERTO (fls. 4809/4810), LUIZ HENRIQUE (fls. 4811/4812) MARCELO ALEXANDRE (fls. 4813/4830), SUZEL (fls. 4831/4842), DANIEL (fls. 4858/4896), MELISSA (fls. 4897/4909), FERNANDO (fls. 4910/4956), MICHELLI (fls. 4957/5041), MARCELO LUIS (fls. 5042/5063), JULIO WLADIMIR (fls. 5064/5082), MARCUS (fls. 5083/5084), MICHAEL (fls. 5085/5087), WILLIAN (fls. 5090/5093), JOÃO PAULO (fls. 5094/5100), LUCIMAR (fls. 5190/5199), ARIOVAM (fls. 5200/5209), JULIO CÉSAR (fls. 5213/5214), FABIANA (fls. 5217/5227) e EDIVILMO (fls. 5228/5231), EVANDRO (fls. 5235/5253), JOSIANI (fls. 5254/5269) e JOÃO AÉCIO (fls. 5270/5278), SÍLVIO (fls. 5279/5286, fax e 5432/5439, original) CLEBER (fls. 5299/5335), PRISCILA (fls. 5336/5363) e EDISON (fls. 5364/5407), JOSÉ MARCELO (fls. 5443/5445), CAMILLA (fls. 5449/5540), WAGNER (fls. 5544/5549, fax e 5562/5567, original) e MANOEL (fls. 5573/5639). Foram indeferidos os pedidos do acusado MANOEL de desmembramento do feito e de renovação de seu interrogatório (fls. 5550/5551). Quanto às prisões, no decorrer do processo: Foi revogada a prisão preventiva de FABIANA pela Desembargadora Federal-relatora Cecília Mello, desta 3ª Região (decisão juntada às fls. 4740/4755). Foram juntadas aos autos cópias das decisões sobre revogação de prisão preventiva, concessão de habeas corpus e respectivos alvarás de soltura (fls. 1116/1143). Foi indeferido o pedido de relaxamento de prisão de ELVIS e CÍCERO (fl. 2525), de MARCELO LUÍS (fl. 2527) e de MICHELLI (fl. 2606). JOSIANI (fls. 3463/3464). Foi revogada a prisão preventiva de MARCELO LUIS e Foi indeferido o pedido de revogação da preventiva de MARCELO ALEXANDRE depois de ouvido o MPF (fls. 3479/3488, 3495/3497 e fl. 3553). Foram revogadas as prisões preventivas de MICHAEL (fls. 3602/3603), JULIO CÉSAR (fls. 3852/3856), JULIO WLADIMIR, JOSÉ ROBERTO, WAGNER e JOÃO AÉCIO (fls. 4729/4733). Foram revogadas as prisões preventivas de ARIOVAN, CÍCERO e MICHELLE, nos autos do Proc É o relatório DECIDO: O Ministério Público Federal imputa aos acusados a prática dos crimes previstos na Lei /06 e 6.368/76 em razão de terem se associado para a prática do tráfico de drogas transnacional. Proc Ação Penal - Sentença tipo A p. 7

8 A prática de associação para tráfico internacional de drogas, a que a Lei 6.368/76 cominava pena de 3 a 10 anos de reclusão e multa aumentada de um a dois terços, foi atribuída na denúncia aos acusados JOSÉ MARCELO e LUCIMAR, com relação ao flagrante ocorrido em 22/03/2006 (art. 14 e 18, I, da Lei 6.368/76). A prática do tráfico de drogas, a que Lei 6.368/76 cominava pena de 3 a 15 anos de reclusão e multa, foi atribuída na denúncia aos acusados FERNANDO, MANOEL, JÚLIO WLADIMIR e JOSÉ ROBERTO, com relação aos flagrantes dos dias 18/02/2006 e 18/08/2006 (art. 12, da Lei 6.368/76). A prática de tráfico internacional de drogas, a que Lei 6.368/76 cominava pena de 3 a 15 anos de reclusão e multa, aumentada de um a dois terços, foi atribuída aos acusados CÍCERO, ELVIS, FERNANDO, MANOEL e ROMEU, com relação ao flagrante ocorrido em 22/03/2006 (artigos 12 c/c 18, I, da Lei 6.368/76). A prática de tráfico de drogas, a que a Lei /06 comina pena de 5 a 15 anos de reclusão e multa, foi atribuída na denúncia aos acusados MANOEL, FERNANDO, JÚLIO WLADIMIR E JOSÉ ROBERTO com relação aos flagrantes ocorridos em 10/10/2006, 27/10/2006 e 20/12/2006 e ao acusado EDISON com relação ao flagrante ocorrido em 27/10/2006 (art. 33, caput da Lei /06). A prática de tráfico internacional de drogas, a que a Lei /06 comina pena de 5 a 15 anos de reclusão e multa aumentada de um sexto a dois terços, foi atribuída na denúncia aos acusados MANOEL, FERNANDO, CÍCERO, ELVIS, ROMEU, CAMILA E WAGNER com relação ao flagrante ocorrido em 03/04/07 (art. 33, caput c/c art. 40, I, da Lei /06). A prática de posse de petrechos para o tráfico de drogas, a que a Lei /06 comina pena de 3 a 10 anos e multa, foi atribuída na denúncia aos acusados FERNANDO, MANOEL, CAMILA e WAGNER com relação ao flagrante ocorrido em 03/04/2007 (art. 34, da Lei /06). A prática da associação para o tráfico de drogas, a que a Lei /06 comina pena de 3 a 10 anos e multa foi atribuída na denúncia aos acusados ROMEU, CÍCERO, ELVIS, MANOEL, FERNANDO, JOSÉ ROBERTO, JÚLIO VLADIMIR, CAMILLA, WAGNER, MARCUS, LUIS HENRIQUE, DANIEL, LUIS ALBERTO, JOÃO AÉCIO, EDIVILMO, FABIANA, EDISON, PRISCILA, JÚLIO CÉSAR, MICHAEL, THIAGO, CLEBER, EVANDRO, JOSIANI, MARCELO ALEXANDRE, ARIOVAM, JOÃO PAULO, WILSON, WILLIAN, MICHELE, CARLOS ALBERTO, MARCELO LUÍS, SÍLVIO, MELISSA e SUZEL APARECIDA com base nas escutas realizadas no período entre setembro de 2005 e abril de 2007 (art. 35, da Lei /06). Pressuposto da competência da Justiça Federal, apesar de a transnacionalidade ter natureza de causa de aumento de pena que só seria analisada na fase de individualização desta (art. 18, I, da Lei 6.368/76 e art. 40, I, da /06), depois de se ter anteriormente definida a prática dos delitos vale dizer, autoria e materialidade, tenho que deva ser tratada, ainda que rapidamente, em primeiro lugar. A competência da Justiça Federal, que tem por base o

9 artigo 109 da Constituição Federal, inclui os crimes que por força de tratado ou convenção internacional o Brasil se obrigou a reprimir, como é o caso do tráfico de drogas. Na legislação ordinária, a recente Lei /06 dispôs que o julgamento do tráfico de drogas é da competência da Justiça Federal se caracterizado ilícito transnacional (art. 70). Na prática, do primeiro fornecedor (produtor) até o consumidor final (usuário) a cadeia de distribuição da droga passa por mais de uma etapa de forma que se na primeira (ou primeiras) é inegável a caracterização do delito internacional, já na final, entre o último vendedor e o consumidor, o tráfico é interno. Nesse quadro, creio que se possa considerar que a partir da mistura da droga obtida no exterior para posterior distribuição aqui já não se trata mais de tráfico internacional e sim de tráfico interno. O critério não é perfeito, entretanto, eis que nada garante que a primeira mistura seja feita antes de a droga entrar no país. No caso dos autos, a acusação imputa aos investigados a prática de crime transnacional, eis que a prova obtida na interceptação telefônica caracteriza a internacionalidade tendo em conta a origem da droga e o domicílio do vendedor (boliviano) ser na fronteira da Bolívia com o Brasil. Sem prejuízo disso, embora a própria denúncia mencione a mistura da droga pelos principais investigados, justifica-se a competência deste Juízo em razão da conexão com o tráfico internacional cuja prática é imputada aos principais acusados ELVIS, ROMEU e os irmãos FERNANDO e MANOEL. Por tais razões, não acolhi nenhuma das exceções de incompetência do Juízo Federal. De outra banda, antes da análise da autoria e materialidade é importante anotar que as nulidades argüidas pela defesa foram afastadas no decorrer da instrução, da seguinte forma: Cerceamento de defesa (decisões de fls. 2599/2604, 3762/3763, 2599/2604, 2622/verso), coisa julgada (EVANDRO fls. 2616/1618, ARIOVAM fls. 2619/2621), incompetência da Justiça Federal (fls. 1874/1881), inépcia da denúncia (fl. 2599/2604), incompetência da Justiça Federal em Araraquara-SP (fls. 1874/1881). Quanto à alegada nulidade do interrogatório por videoconferência, cumpre reconhecer que o ato assim realizado é fruto das inovações tecnológicas hodiernas, as quais, ainda que não estejam previstas no ordenamento jurídico, por si só, não ensejam nulidade. É necessário, então, que haja a demonstração do efetivo prejuízo ao réu, sem o qual não há se falar em nulidade (art. 563 do CPP). Ao revés, os interrogatórios de FERNANDO e MANOEL JÚNIOR atingiram plenamente sua finalidade e não produziram qualquer prejuízo à defesa, mesmo porque os respectivos patronos estiveram presentes ao ato e não o impugnaram. Ademais, como se pôde notar nas imagens e sons Proc Ação Penal - Sentença tipo A p. 9

10 captados, o direito de presença real (art. 185 do CPP), em nada foi afetado, haja vista que tanto a Juíza quanto os interrogandos, tiveram acesso à visão do ambiente (unidade prisional/sala de audiência do fórum) e áudio recíproco, bem como os advogados tiveram livre acesso a ouvir, ver e falar com seus clientes. Em suma, qualquer eventual constrangimento que o réu (preso) viesse a sofrer na unidade prisional seria flagrado, em tempo real, pelo magistrado que conduzia o interrogatório. Assim, não vislumbro qualquer violação ao princípio do devido processo legal tampouco reconheço a nulidade dos interrogatórios por videoconferência realizados nestes autos. Cumpre notar, o posicionamento do STJ que, reiteradamente, vem decidindo neste sentido. Da mesma forma, a ministra Ellen Gracie já se pronunciou pela constitucionalidade dessa forma de realização do interrogatório em pedido de liminar no HC Por certo, não se ignora que STF, no HC , já se pronunciou pela inconstitucionalidade de interrogatório por videoconferência que, no caso, o réu não havia sido citado, mas apenas instado a comparecer à sala da cadeia pública e, com isso, se verificou flagrante ofensa ao devido processo legal: Origem: STF - Supremo Tribunal Federal Classe: HC - HABEAS CORPUS Processo: UF: SP - SÃO PAULO Data da decisão: Fonte DJE-117 p Relator(a) CEZAR PELUSO EMENTA: AÇÃO PENAL. Ato processual. Interrogatório. Realização mediante videoconferência. Inadmissibilidade. Forma singular não prevista no ordenamento jurídico. Ofensa a cláusulas do justo processo da lei (due process of law). Limitação ao exercício da ampla defesa, compreendidas a autodefesa e a defesa técnica. Insulto às regras ordinárias do local de realização dos atos processuais penais e às garantias constitucionais da igualdade e da publicidade. Falta, ademais, de citação do réu preso, apenas instado a comparecer à sala da cadeia pública, no dia do interrogatório. Forma do ato determinada sem motivação alguma. Nulidade processual caracterizada. HC concedido para renovação do processo desde o interrogatório, inclusive. Inteligência dos arts. 5º, LIV, LV, LVII, XXXVII e LIII, da CF, e 792, caput e 2º, 403, 2ª parte, 185, caput e 2º, 192, único, 193, 188, todos do CPP. Enquanto modalidade de ato processual não prevista no ordenamento jurídico vigente, é absolutamente nulo o interrogatório penal realizado mediante videoconferência, sobretudo quando tal forma é determinada sem motivação alguma, nem citação do réu. No caso destes autos, os acusados FERNANDO FERNANDES RODRIGUES e MANOEL FERNANDES RODRIGUES JÚNIOR foram devidamente citados e intimados da data do interrogatório que seria realizado em teleaudiência, conforme o mandado cumprido na Carta Precatória, que consta dos autos

11 (fls. 3216/3218). No que toca à argüição de nulidade por não-observação do devido processo legal em razão da utilização de prova emprestada, de fato, foram juntados aos autos (mormente nos anexos ao relatório da Autoridade Policial), laudos, boletins de ocorrência, autos de prisão em flagrante e decisões produzidos em juízos diversos. Entretanto, desde que intimados os acusados para a defesa preliminar, já tiveram acesso ao conteúdo dessas provas. Vale observar que, de uma forma geral a menção ao conteúdo dos depoimentos ou declarações prestados em outros feitos serviram mais como argumentação do que como prova propriamente dita (por exemplo, a forma de pagamento do apartamento comprado por JOSIANI e EVANDRO como sendo em espécie). No caso dos laudos, realmente, trata-se de elementos usados nesta sentença, mormente na dosimetria da pena tendo em conta que a quantidade da droga apreendida é fator expressamente previsto na lei de drogas para que deva ser levado em conta na fixação da pena base. Por exemplo, levei em conta os 34 quilos de cocaína apreendidos com EDIVILMO de acordo com o laudo produzido em outros autos. No interrogatório, o réu evidentemente nega que estivesse na posse da droga, mas não trouxe qualquer informação sobre esse dado ter sido contestado na outra demanda, basicamente, ter sido provado na outra demanda que não existiu tal apreensão ou em tal quantidade, não alegou que a DPF tivesse inventado um laudo de exame para juntar a esses autos só para incriminá-lo. Nem alegou tampouco provou. Assim, tenho que aquele laudo é apto a fundamentar a dosimetria da pena tal como será feito adiante. Ademais, além de se ter procurado examinar tais documentos e todos os que constam dos autos - com critério e cautela, não são os únicos utilizados para fundamentar esta sentença, especialmente, os áudios das interceptações telefônicas e o material apreendido nas buscas que autorizei. Tudo, em conjunto, serviu para formar minha convicção. Destarte, em princípio e genericamente, não reconheço a nulidade ou ofensa ao devido processo legal. E de toda a forma, se em algum ponto específico da argumentação que passarei a fazer (e de fato, no momento que escrevo estas linhas já fiz), tiver falhado no propósito de discernir o que poderia ser tido como verdadeiro e válido para alicerçar as conclusões a que cheguei, ainda pode a defesa pontualmente, rebater e derrubar os juízos tecidos nesta sentença, eventualmente até fazendo a contraprova eis que o processo penal tem como pilar fundamental a verdade real. Assim, definida a competência federal e afastadas as nulidades, passemos à materialidade e autoria dos delitos. Quanto à materialidade, observo que a denúncia vem elaborada considerando e classificando os fatos da seguinte forma: Proc Ação Penal - Sentença tipo A p. 11

12 fato 1 associação para o tráfico fato 2 flagrante: 03/04/2007 (LABORATÓRIO São Paulo/SP) fato 3 flagrante: 22/03/2006 (JOSÉ MARCELO E LUCIMAR Vinhedo e São Paulo/SP) fato 4 flagrante: 18/07/2006 (EVANDRO E ARIOVAM São Carlos/SP) fato 5 flagrante: 18/08/06 (MICHELLI Limeira/SP) fato 6 flagrante: 10/10/2006 (EDIVILMO Araraquara/SP) fato 7 flagrante: 27/10/2006 (JÚLIO CÉSAR e EDISON Araraquara/SP) fato 8 flagrante: 20/12/2006 (CLEBER Araraquara/SP) drogas Fato 1 Da associação para o tráfico de A prova da materialidade do fato 1 associação para o tráfico decorre basicamente dos resultados das interceptações telefônicas autorizadas por este juízo entre setembro de 2005 e abril de 2007 e que culminou com a deflagração da operação quando foram deferidas buscas e apreensões diversas localizando-se um laboratório para mistura de cocaína contendo mais de cem quilos da droga (fato 2). A interceptação, que se iniciou a partir do investigado FERNANDO apontado como destinatário da cocaína oriunda da região de SAN MATHIAS/BOLÍVIA (onde também reside ROMEU) em certo processo crime referente a tráfico que tramitou em Cáceres/MT a partir de Assim é que, tal inquérito, cujas peças se encontram no anexo 21 dos autos da representação ( ), foi o ponto de partida para a investigação da prática do tráfico internacional de drogas por FERNANDO FERNANDES RODRIGUES que sofreu na oportunidade, decreto de prisão preventiva. Ocorre que, embora a denúncia contra ele tenha sido rejeitada naqueles autos, durante as interceptações foram gravadas duas conversas que deixam clara a atuação de FERNANDO no episódio. Em 15/05/2006, o advogado Edvar noticia a absolvição de todos a FERNANDO que, por sua vez, lhe diz que o veículo instrumento do crime, e que realmente era de FERNANDO, ficará para o primeiro como pagamento pelos serviços. Extraído do Anexo 12 Ligação 51 ALVO: FERNANDO FONE: DATA: 15/05/2006 HORÁRIO: 14:24:19 REGISTRO: TELEFONE:

13 EDVAR- alô. FERNANDO Dr. Edvar? é Marcos. (...) (...) EDVAR-... aqui ta tranqüilo, ta tudo absolvido... FERNANDO ah, já foram absolvido?. EDVAR- aqui o rapaz foi absolvido meu, eu não prometi pra vc. FERNANDO ah cara, muito bem muito bem. EDVAR- absolvido entendeu, tranqüilamente, mandou restituir o veiculo, e isso vai facilitar no seu processo, acho que podia mandar pra vc uma copia da sentença. FERNANDO é né... (...) FERNANDO... e vou ligar mais a tardizinha, que eu tenho que pegar o endereço pra eu poder mandar o recibo, que sem o recibo o senhor não vai poder fazer nada...mas pode ficar tranqüilo que ta em boas mãos, pode ficar sossegado.... EDVAR- inclusive eu tenho que pagar o documento desse carro e é só aí que paga... FERNANDO...e eu, vc pode ter certeza que ta em boas mãos, que eu rôo a corda, o que eu falei ta falado, o carro é do senhor e acabou, entendeu... Numa segunda oportunidade, no dia 14/02/2007, se registrou conversa telefônica (ou discussão, especialmente sobre qual o número de telefone utilizado para conversa entre eles, o que é indicativo de uso de números privativos ou pré-determinados para interlocutores, leia-se, comparsas diversos) entre FERNANDO e Wilson Carvalho envolvido no caso de Cáceres, ocasião em que o primeiro pede a conta deste para depósito de numerários: Extraído do Anexo 12 Ligação 52 Índice...: Operação...: AQA-ALFA Nome Alvo...: FERNANDO Fone Alvo...: Fone Contato...: Data...: 14/02/2007 Horário...: 20:00:34 FERNANDO- O Tom ta aí? (voz feminina)- Quem é? FERNANDO - Ele ta aí? (voz feminina) - Ta, mas quem quer falar com ele? FERNANDO - É de São Paulo.... (discutem) FERNANDO - Ce liga nesse número aqui, se você ligar naquele lá de novo, ce vai FERNANDO - é pra você ligar nesse número aqui... Proc Ação Penal - Sentença tipo A p. 13

14 ... (discutem)... FERNANDO - passa o número da sua conta aí...! Então, partindo daqueles indícios de autoria, foi autorizada a interceptação, que foi realizada nos moldes previstos na Lei nº 9.296/96 pode e deve ser aceita como meio de prova da autoria delitiva, mormente em se tratando de tráfico de entorpecentes, crime de difícil apuração. Ocorre que, ainda que a prova tenha sido produzida na fase inquisitorial, não há se falar em ofensa ao princípio do contraditório, haja vista ter sido submetida ao crivo do contraditório na fase processual, oportunidade em que também foi observada a ampla defesa, o que inclui a oportunidade para produção de contra-prova. Como se verá, as conversas registradas fortaleceram os indícios com relação à maioria dos alvos e serviu de fundamento para a acusação defender a existência do ânimo associativo entre os acusados, que será analisado oportunamente em relação a cada um deles. De todo o modo, cabe começar verificando se ficou comprovada nos autos a associação existente entre os irmãos FERNANDO e MANOEL JÚNIOR que adquirem a droga de ROMEU, com auxílio de ELVIS. Acontece que, embora ROMEU não esteja sendo julgado nestes autos, por estar foragido, é imprescindível a prova de que a droga era adquirida dele para configuração do tráfico transnacional e a competência da Justiça Federal. Antes disso, porém, ressalto que as provas carreadas, ainda que quando unicamente indiciárias, são suficientes para demonstrar (1) a existência da associação criminosa em relação à grande parte dos denunciados assim como (2) possíveis características do modus operandi da mesma. Aqui, diz-se possíveis características eis que a organização age de forma oculta, usando códigos e expedientes visando, por óbvio, fugir da atenção da Polícia e dificultar a prova do crime. No entanto, como é cediço, nos termos do art. 239 do CPP, os indícios servem de prova tendo o mesmo valor da prova direta, uma vez que nem todo crime se prova diretamente. Destarte, tenho como certo que sem desprestigiar ou ofender o princípio constitucional da presunção de inocência, é preciso ser mais flexível na aceitação da prova indiciária e indireta, especialmente para delitos mais graves como o tráfico internacional de drogas que, entre o tráfico de armas e o de pessoas, figura entre as maiores economias da criminalidade organizada. Nesse passo, vale menção às seguintes decisões: É necessário ter bem presente no espírito que todos os

15 processos criminais exibem, em maior ou menor escala, algum coeficiente de impureza dubitativa. É fenômeno sacramentalmente relacionado com nossas limitações epistemológicas. Esta premissa assentada, segue-se, como corolário, que é despropositado exigir, para o acolhimento da pretensão punitiva, grau absoluto de certeza (Ensina Vicente Greco Filho: A finalidade da prova é o convencimento do juiz, que é o seu destinatário. No processo, a prova não tem um fim em si mesma ou um fim moral ou filosófico; sua finalidade é prática, qual seja convencer o juiz. Não se busca a certeza absoluta, a qual, aliás, é sempre impossível, mas a certeza relativa suficiente na convicção do magistrado, trazendo à colação o magistério de Liebman: por maior que possa ser o escrúpulo colocado na procura da verdade e copioso e relevante o material probatório disponível, o resultado ao qual o juiz poderá chegar conservará, sempre, um valor essencialmente relativo: estamos no terreno da convicção subjetiva, de certeza meramente psicológica, não da certeza lógica, daí tratar-se sempre de um juízo de probabilidade, ainda que muito alta, de verossimilhança (como é próprio a todos os juízos históricos) ) (Direito processual civil brasileiro. 11 ed. São Paulo: Saraiva. Vol. 2, p. 194). É de Mittermaier a seguinte lição: (...) um dedicado amigo da verdade reconhece que a certeza, que necessariamente o contenta, não escapa ao vício da imperfeição humana: que é sempre lícito supor o contrário daquilo que consideramos verdadeiro. Enfim, a fecunda imaginação do céptico, atirando-se ao possível, encontrará sempre cem razões de dúvida. Com efeito, em todos os casos se pode imaginar uma combinação extraordinária de circunstâncias, capaz de destruir a certeza adquirida. Porém, a despeito desta possível combinação, não ficará o espírito menos satisfeito, quando motivos suficientes sustentarem a certeza, quando todas as hipóteses razoáveis tiverem sido figuradas e rejeitadas após maduro exame; então o juiz julgar-se-á, com segurança, na posse da verdade, objeto único de suas indagações; e é, sem dúvida, essa certeza da razão, que o legislador quis que fosse a base para o julgamento. Exigir mais seria querer o impossível; porque em todos os fatos que dependem do domínio da verdade histórica jamais se deixa atingir a verdade absoluta. Se a legislação recusasse sistematicamente admitir a certeza todas as vezes que uma hipótese contrária pudesse ser imaginada, se veriam impunes os maiores criminosos, e, por conseguinte, a anarquia (seria) fatalmente introduzida na sociedade (Tratado da prova em matéria criminal. 3 ed. Campinas: Bookseller, p. 66). A solução condenatória reclama, tão-só, prova suficiente, que não se identifica com prova maciça, incontrastável, reflexo sem distorções da realidade. Prova tal apenas idealmente se pode conceber. Inexiste no plano fenomênico. Ora, o conceito de suficiência, não se confundindo, para o efeito condenatório, com isenção total de eiva dubitativa, consiste, pois, na firme possibilidade da realidade do fato imputado e de definição de sua autoria, no contexto das comprimidas fronteiras humanas da capacidade de apreensão dos elementos probatórios e de reconstituição do episódio delituoso. Prova suficiente não é nem pode ser penhor de certeza plena, de que somente os deuses são senhores. Daí que se afigura irreal e meramente retórico o emprego de expressões como prova categórica, prova cabal, prova inconcussa e outras do gênero. Invertendo-se os termos do problema: prova insuficiente é aquela e só aquela a tal ponto inquinada de dúvida invencível que Proc Ação Penal - Sentença tipo A p. 15

16 radicalmente impossibilita ter-se o fato por verificado e ter-se o acusado por seu autor. Não se revelando insuperável, ou, dito de outro modo, revelando-se passível de ser reduzida a proporções não significativas, graças ao uso adequado dos métodos analíticos ordinariamente aplicados, não será de considerar razoável a dúvida. E, na ausência de dúvida razoável, a inevitável carga dubitativa não será óbice a que se repute suficiente a prova. Em síntese: prova suficiente é a que, reduzindo ao mínimo desejável a margem de erro, conduz à formulação de juízo de certeza possível. Significa dizer: juízo revestido de confortadora probabilidade de exatidão. Com a ressalva de que esta ordem de idéias se situa no plano da generalidade teórica, sem ter em vista qualquer exemplo concreto, cabe advertir que não saia o juiz, para dissimular paralisante dificuldade na imposição da reprimenda, a farejar a todo o transe a poeira da dúvida fatalmente encontrável nas dobras das palavras e nas rugas das evidências. Isso se não quiser perjurar em face do compromisso, solenemente prestado no ato de posse, de observar e fazer cumprir as leis do país (TACRIM-SP 7.ª C. AP /4 Rel. Corrêa Morais j ). (grifo nosso) Prova indiciária. Eficácia. A prova indiciária, quando composta por elementos objetivos, idôneos e convergentes, tem valor idêntico ao da direta, autorizando a condenação, sendo certo que, se os elementos incriminadores apresentam-se seguros e harmônicos com os demais informes reunidos nos autos, não havendo nenhum contra-indício que comprometa a verdade por eles relevada, sua rejeição constitui puro e inaceitável preconceito (TACRIM SP 13ª C. AP /9 Rel. Lopes da Silva j Rolo/flash 1523/87). Prova. Fragilidade. Inocorrência. Conjunto probatório que se apresenta conclusivo e em sintonia com a dinâmica e a dedução dos fatos. Provas que, assim, levam à convicção do magistrado. Inocorre fragilidade de provas se estas mostram-se conclusivas e em sintonia com a dinâmica e a dedução dos fatos, firmando, por força do raciocínio lógico, a convicção do magistrado segundo o direito aplicável (TJAP C. Única AP 1.326/01 Rel. Mello Castro j RT 806/586). (Apud Código de processo penal e sua interpretação jurisprudencial. Alberto Silva Franco e Rui Stoco, Coord. 2 ed. rev. atual e ampl. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Vol , p. 1685/1686 e 1691.) Origem: TRIBUNAL - QUARTA REGIÃO Classe: ACR - APELAÇÃO CRIMINAL Processo: UF: RS Data da decisão: 12/11/2001 Fonte DJU DATA:16/01/2002 PÁGINA: 1396 Relator(a) AMIR SARTI Ementa TRÁFICO DE ENTORPECENTES - ASSOCIAÇÃO - COMPETÊNCIA - INTERNACIONALIDADE - DENÚNCIA: INÉPCIA - INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA: AUTORIZAÇÃO JUDICIAL, INUTILIZAÇÃO DAS FITAS MATRIZES. TRANSCRIÇÃO DAS GRAVAÇÕES, PERÍCIA - CRIME DE ASSOCIAÇÃO: TIPO OBJETIVO, ATITUDE DO JUIZ, PROVA. INDÍCIOS, INTERROGATÓRIO, SILÊNCIO,

17 TESTEMUNHAS POLICIAIS. l. A competência para o processo e julgamento do crime de tráfico de entorpecentes ou de associação para o tráfico de entorpecentes é fixada no momento da propositura da ação, em vista dos fatos descritos na denúncia, ainda que posteriormente seja dada nova qualificação jurídica ao delito. 2. Se a denúncia expressamente imputa aos réus a prática do crime de associação para o tráfico (art. 14), mediante a conjugação de esforços para introduzir no território nacional substâncias entorpecentes trazidas do Paraguai, não há como negar o caráter internacional da organização, ainda mais quando o seu chefe está foragido no exterior, de onde comanda todas as operações. 3. A majorante da internacionalidade (art. 18, I) aplica-se também no crime de associação para o tráfico e não apenas no crime de tráfico, propriamente dito. 4. A denúncia que descreve objetiva e minuciosamente todos os fatos criminosos imputados aos réus, delimitando claramente a conduta atribuída a cada um deles, de forma a permitir o pleno exercício da mais ampla defesa, não é inepta. 5. (...) pequena falha não contamina o restante da prova, regularmente produzida. 6. Sem conseqüência processual a exclusão das passagens que não apresentavam nenhuma relevância para as investigações, nas gravações dos diálogos interceptados, desde que o material efetivamente utilizado como prova tenha sido devidamente preservado: fere o senso comum exigir a conservação de registros totalmente despidos de qualquer interesse para o processo. 7. Desnecessário que a transcrição das gravações resultantes da interceptação telefônica seja feita por peritos oficiais: tarefa que não exige conhecimentos técnicos especializados, podendo ser realizada pelos próprios policiais que atuaram na investigação. 8. A inserção de notas explicativas nas transcrições é providência salutar e até mesmo indispensável para a compreensão dos diálogos interceptados, tendo em vista a linguagem propositadamente enigmática empregada pelos traficantes nas suas conversações telefônicas. 9. O crime de associação para o tráfico é formal, consumandose no próprio momento associativo, independentemente da prática de quaisquer outros fatos delituosos: se os crimes pretendidos pela quadrilha vierem a ser perpetrados, haverá concurso material de delitos. 10. O juiz criminal não se pode permitir nenhuma ingenuidade no exercício de suas funções, especialmente quando trata do crime organizado de tráfico internacional de entorpecentes, que obviamente nunca é praticado por amadores, mas sim por delinqüentes de altíssima periculosidade, que sempre agem na clandestinidade e não hesitam, a qualquer preço, em usar toda sorte de artifícios para garantir a impunidade por seus atos nefandos. Proc Ação Penal - Sentença tipo A p. 17

18 11. A prova deve ser examinada no seu conjunto, dentro do contexto em que ocorreram os fatos, com os pés no chão e os olhos na realidade, valorizando-se os indícios, que sempre foram reconhecidos como elementos de convicção, ainda mais nos crimes, como o de associação para o tráfico, cometidos às escondidas, em que a prova direta é muito difícil senão quase impossível. 12. O silêncio do réu não implica confissão, mas é significativa a atitude de quem, preso e acusado injustamente de crime gravíssimo, prefere manter-se calado, pois a reação natural de qualquer pessoa inocente é proclamar veementemente a sua inocência, esteja onde estiver. 13. A palavra dos policiais que funcionaram na apuração do crime deve merecer tanto crédito quanto merece qualquer testemunha idônea, não havendo nenhuma razão lógica para desqualificá-los só porque são policiais, muito menos quando vêm testemunhar em juízo, mediante compromisso e sob o crivo do contraditório, prestando depoimento coerente e harmônico com o conjunto das provas. 14. Configura-se o crime de associação para o tráfico, em caráter internacional, quando, como no caso, várias pessoas constituem, de modo estável, uma organização hierarquicamente estruturada para trazer cocaína desde o Paraguai e comercializar a droga no território nacional, utilizando recursos materiais bastante sofisticados como telefones celulares, automóveis e até aeronaves. Voltemos, então, ao caso dos autos começando pela análise do fato central narrado na denúncia e que, repito, justifica a competência da Justiça Federal, que é a associação para o tráfico internacional de drogas promovido por FERNANDO e MANOEL JÚNIOR, ROMEU, ELVIS e CÍCERO. ELVIS 1) DA ASSOCIAÇÃO ENTRE FERNANDO E Os contatos entre FERNANDO e ELVIS foram, em princípio, negados por ambos em seus interrogatórios. FERNANDO diz em seu interrogatório que vendeu um carro para ELVIS em 2005, que o carro deu problema no câmbio e acabou sendo pego de volta (fls. 3223/3224). ELVIS, por sua vez, nega conhecer FERNANDO e diz que não sabe porque JULIO WLADIMIR teria dito que eles teriam se encontrado uma ou duas vezes (fls. 3081/3084). Na contramão dessa contradição e das negativas, constam dos autos fotografias tiradas pela Polícia Federal de Araraquara no dia 11/02/2006 em frente à casa de JÚLIO quando houve o encontro de FERNANDO com ELVIS (fl. 888, destes e fls. 4 e 5, do anexo 20, do Proc ). Demais disso, há registros das conversas interceptadas entre FERNANDO e ELVIS, que seguem transcritas abaixo, tratando nitidamente de negócios comerciais e acertos de contas financeiros entre eles, com clara referência a

19 uso de telefone celular de número sigiloso, o que é prática corriqueira nos negócios ilícitos, como forma de evitar a interceptação telefônica e, com isso, dificultar a prova material do delito. A propósito, há que se reconhecer que nas conversas o alvo (interceptado) é o telefone de FERNANDO e os telefones contatados são números com prefixos diversos (067), sempre atribuídos a ELVIS. Note-se que em algumas transcrições da Polícia Federal não há indicação do número com quem o alvo conversou, inicialmente classificados como HNI homem não identificado. Assim, realmente poderia se questionar sobre como se saber que o interlocutor dessas conversas é realmente ELVIS ou se isso é mera inferência da Polícia. tal identificação. Analisando a prova dos autos, todavia, tenho como certa Se não, vejamos. Com efeito, é certo que numa dessas ligações há menção ao nome Janaína Aguilar Vilela de Souza mulher de ELVIS. Extraído do Anexo 12 Ligação 26 ALVO: FERNANDO FONE: DATA: 11/01/2006 HORÁRIO: 10:02:16 REGISTRO: TELEFONE: FERNANDO - "sumiu rapaz?". ELVIS - to numa correria, deixa eu fala uma coisa, já saiu a documentação daquele rapaz lá ou não". FERNANDO - " ainda não". ELVIS - " o tio vamos agitar esse negocio aí, rapaz, essa semana eu to expedindo tudo aí, entendeu?` FERNANDO - " não saiu ainda rapaz, baixei o gravame ontem, eu fui lá ontem pessoalmente lá pro Goiás baixar o gravame". ELVIS -" mais uns dois dias ta resolvido esse trem aí né cara?". FERNANDO - "ate final de semana resolve, mas eu precisava do CIC e RG do cara que vai por no nome acho que vc esqueceu". ELVIS - " então tio, essa semana eu vou ta aí, pra resolver tudo isso". FERNANDO - " deixa eu falar uma coisa pra vc, vc ta esquecendo dum dinheirinho pra trás na sua conta cara". ELVIS - " como, o dois cruzeiros,?". FERNANDO - " não, não os oito cruzeiro que foi dividido cara, aquele outro dia, que era pra dividir entre a Janaína e a sua, tira um extrato de dezembro que vc vai ver, ficou os oito mil pra trás". ELVIS - " era nove mil, lembra?". FERNANDO - " não, tem a de nove e a de oito antes do natal meu". ELVIS - " esperai que nos já vê certinho, vou trazer o extrato.". Proc Ação Penal - Sentença tipo A p. 19

20 Ademais, antes de a Polícia Federal ter chegado ao nome de ELVIS ou de ROMEU, no relatório parcial 30/2005, há transcrição de outra conversa onde também há menção ao nome de Janaína entre FERNANDO (alvo ) com um homem não identificado com sotaque castelhano (fone ) no dia 01/12/2005. Nessa conversa é óbvio o caráter ilícito da negociação tendo em vista que FERNANDO alerta o interlocutor que o depósito não pode ser feito em determinada conta, pois, apesar do habeas corpus que obteve, ele está com o sigilo bancário quebrado num certo processo. (áudio , fls. 346/348 Proc ). Dia 07/12/2005, outra conversa com um número de Cáceres (065), aparentemente com a mesma pessoa de sotaque castelhano, conferindo o valor do depósito feito por FERNANDO que estaria atrasando a entrega do dinheiro a pessoa manda FERNANDO entregar aquilo para no parente e passar o novo número de telefone (áudio , fls. 363/364 Proc ). No dia 09/12/2005, há outra ligação de FERNANDO para Cáceres ( ), mas não com o mesmo interlocutor (sotaque nacional) também mencionando e confirmando depósito de valores e pergunta se mandou lá no parente. Num segundo momento da ligação, passados dois minutos, FERNANDO passa a conversar com terceira pessoa com sotaque diferenciado possivelmente ROMEU (áudio , fls. 369/371 Proc ). Aprofundando-se as investigações, confirma-se a identificação do negociante como sendo ELVES, especialmente quando, em 11/02/2006, este e FERNANDO se encontram na casa de JÚLIO. Naqueles dias, interceptou-se uma discussão sobre a pureza da droga da última remessa. No dia seguinte ao encontro, FERNANDO, ELVIS e ROMEU se acertam (abaixo página 27 - segue a conversa entre os três em que, num raro momento de vacilo, um nome é citado: o de ELVIS). Ligação 43 dia 12/02/2006. Note-se que dias antes, em 25/01/2006, ELVIS comprometeu-se a levar dois caminhões para FERNANDO para trocar a última carreta. FERNANDO pergunta se é macho (pura) e ELVIS diz que é da última, informação esta que desagrada o primeiro. No final, FERNANDO pergunta sobre o negócio do Bugre (outro raro momento em que algum nome ou alcunha é citado e é elo de ligação para se poder concluir que as conversas anteriores foram feitas com Romeu Villarde Arze) o que me faz crer que a remessa anterior talvez não tenha sido adquirida do Bugre (ROMEU). Extraído do Anexo 12 Ligação 36 ALVO: FERNANDO FONE: DATA: 25/01/2006 HORÁRIO: 14:23:32 REGISTRO: TELEFONE:

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