VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES, MENORES, ETC.

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1 VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES, MENORES, ETC. Clara Maria Lima Baroni Consultora Legislativa da Área II Direito Civil, Processual Civil, Penal, de Família, do Autor, de Sucessões, Internacional Privado ESTUDO JANEIRO/2001 Câmara dos Deputados Praça dos 3 Poderes Consultoria Legislativa Anexo III - Térreo Brasília - DF

2 2001 Câmara dos Deputados. Todos os direitos reservados. Este trabalho poderá ser reproduzido ou transmitido na íntegra, desde que citados o(s) autor(es) e a Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados. São vedadas a venda, a reprodução parcial e a tradução, sem autorização prévia por escrito da Câmara dos Deputados. 2

3 VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES, MENORES, ETC. Clara Maria Lima Baroni Joviniano Neto, em seu artigo intitulado UM OLHAR SOBRE RAÍZES DA VIOLÊNCIA NO BRASIL, publicado em Cadernos do CEAS, nº 176, de julho/agosto de 1998, aponta as seguintes raízes da violência: 1 AMBIGÜIDADE E POTENCIAL DE MAL; 2 DESIGUALDADE ECONÔMICA E SOCIAL; 3 UMA HISTÓRIA E CULTURA AUTORITÁRIAS; 4 O RECENTE PROCESSO DE URBANIZAÇÃO E INDUSTRIALIZAÇÃO; 5 GLOBALIZAÇÃO À BRASILEIRA. Esse professor de Ciência Política da UFBa. e membro da equipe de redação do Ceas, nessa comunicação apresentada no 1º Encontro Brasileiro de Cidadania, realizado em Salvador, de 11 a 13/05/98, na Mesa Redonda A VIOLÊNCIA, discorre sobre a ambigüidade do ser humano que procura a própria satisfação sem se preocupar com a dor do outro e a agressividade. Atribui à desigualdade econômica e social a maior responsabilidade, a injustiça em relação aos pobres, pretos e fracos e desigualdades entre patrão e empregado, homem e mulher, integrados e excluídos. Essas diferenças foram geradas pelo passado colonial e escravagista. Angelina Peralva, professora da Faculdade de Educação da USP, em seu artigo intitulado DEMOCRACIA E VIOLÊNCIA: A MODERNIZAÇÃO POR BAIXO, publicado na revista Lua Nova, de Cultura e Política, 1997, nº 40/41, declara que havia uma expectativa de diminuição da violência com a chegada da democracia após o regime militar. Entretanto, a violência aumentou e se espalhou na sociedade gerando alta criminalidade violenta e justiça ilegal. Nas principais capitais brasileiras, desde o fim dos anos 70, ao longo dos anos 80. As taxas de homicídio cresceram em todo o país, colocando-se o Brasil em segundo lugar em relação à violência mundial, liderado pela Colômbia. 3

4 A autora apresenta os seguintes dados sobre homicídios no meio rural, tomando 1979 como ano de referência: 1979: 45 assassinatos de trabalhadores agrícolas 1980: : : : : : : 51 (cinco primeiros meses) Total: 704 Durante os oito anos anteriores, em pleno regime militar, inclusive durante sua fase mais dura, a contabilidade dos mortos foi a seguinte: 1978: : : : : : : :15 Total: 173 São Paulo e Rio de Janeiro aparecem como as capitais mais violentas e em 1985 já se encontravam entre as cidades do mundo de mais alto índice de homicídio sobre habitantes. Que dizer de São Paulo, hoje, com 1,5 milhão de desempregados, segundo reportagem do Jornal do Brasil de 28 de janeiro de Em nota conclusiva a autora, mencionando vários estudiosos da violência relata como causas, a incapacidade histórica da sociedade brasileira em instaurar um Estado de Direito (Pinheiro, 1991), uma expressão da débil capacidade do Estado em controlar sua própria violência, as novas formas de justiça ilegal que se observam atualmente obedecem a interesses privados e servem sobretudo ao enriquecimento ilícito dos exterminadores e justiceiros (Oliveira et alii, 1993). E conclui: É a democracia que põe em cena essas novas formas de violência que, neste caso, expressa a democratização por baixo da sociedade brasileira. Dá idéia de que os mais pobres desejam equiparar-se à modernização e ao consumismo dos mais abastados. Na realidade, os jovens marginalizados e carentes gostariam de participar da modernidade, usar roupas modernas, freqüentar academias, aprender novas línguas, música, surfar, enfim tudo aquilo que possuem os jovens de classe média e alta. Entretanto, lutam para sobreviver, mas encontram dinheiro fácil no tráfico de entorpecentes, encontrando também a morte precoce. Surfam em cima de ônibus e de trens e assim, são tragicamente mortos. Sofrem massacres, como o da Candelária, no Rio de Janeiro. A pobreza em si não é causa de violência, pois, há pessoas pobres e muito boas. Mas essa situação de penúria das famílias e o abandono das crianças na rua, à mercê dos aproveitadores, bandidos, traficantes, estupradores, facilita a violência. 4

5 O Estatuto da Criança e do Adolescente procurou dar proteção a esses menores e tem sido criticado sob certos aspectos, desejando, esses críticos que o adolescente fosse punido como o adulto e aí defendem a imputabilidade penal aos dezesseis, treze, quatorze anos. Há inclusive, nesta Casa, Propostas de Emenda à Constituição, alterando o art. 228 dessa Carta, para diminuir a idade para imputabilidade penal. Aí, seriam os nossos adolescentes, condenados e colocados em presídios com bandidos de alta qualificação. Os delinqüentes passariam a utilizar para o crime, crianças e adolescentes de idade ainda mais baixa. A Constituição estipula que crianças e adolescentes são pessoas em desenvolvimento e titulares e inúmeros direitos e correspondentes deveres da sociedade e do Estado. Colocá-los em penitenciárias não será a solução. Hoje, as FEBEM estaduais e o CAJE, no Distrito Federal não possuem condições de educar e de ressocializar o adolescente. Eles precisam de educação, de valores. Precisam aprender a ver a pessoa humana como um ser precioso e a vida humana como intocável. Em lugar disso, nos centros de recuperação, são dominados por assassinos que lhes determinam que pratiquem homicídio, sofrem abuso sexual e participam de rebeliões com ações violentas. Crianças e adolescentes são abandonados nas ruas, sem o indispensável para viver, sem escola. Aí são enxotados por todos, discriminados. Os maus-tratos começam na família. Sofrem espancamentos, lesões corporais, abusos sexuais, presenciam e participam de estupros, homicídios, roubos, furtos e outros delitos. Acostumamse com a violência como se fosse um fato normal da vida em sociedade. Sofrem violência por parte da polícia, maus-tratos e até torturas em instituições. A prostituição infanto-juvenil tem se propagado por todo o Brasil e atravessa as fronteiras, com crianças e adolescentes sendo vendidas, leiloadas e traficadas para a prostituição, exploração sexual, exposição em fitas de vídeo, etc. Em pesquisa realizada pela Casa de Passagem em Recife, constatou-se que meninas se prostituem até com seis anos de idade. Das 1015 crianças e adolescentes entrevistadas, 447 afirmaram ter recebido dinheiro na prostituição. 30% eram adolescentes. O trabalho infantil constitui outro tipo de violência contra a criança, retirando a criança da escola para ser explorada no trabalho por uma ninharia, transformando-a em adulto ignorante e desqualificado profissionalmente, continuando o ciclo da pobreza. A mídia retrata a violência. Jovens de todas as classes sociais participam de brigas de gangues. Usam as artes marciais para matar. Em Brasília aconteceram diversos casos. Basta que um encoste no outro, por acaso, e aí será motivo para começar uma briga. O MAPA DA VIOLÊNCIA: OS JOVENS DO BRASIL, de Jacobo Waiselfisz, Coordenador de Desenvolvimento Social, UNESCO Brasil, aponta dados sobre mortes de jovens no Brasil: mortes por acidentes de transporte: 23 óbitos por jovens (13 ª posição) em relação aos demais países, em situação mais favorável que Estônia e Portugal e distante de outros como Suécia e Hong Kong, com taxas que não excedem 10 mortes por cada ; mortes por homicídio (o Brasil ocupa a 3 ª posição), só superado pela Colômbia e Venezuela. Por cada jovem que morre na Espanha e na Irlanda, morrem 48 no Brasil; suicídios: a taxa é relativamente baixa (31ª posição); acidentes de trânsito, homicídios e outras violências em conjunto: o Brasil ocupa a 5 ª posição em relação a jovens, a 6 a posição em relação ao total da população. A mulher sempre foi discriminada e maltratada. 5

6 Entretanto, a violência contra a mulher, especialmente a doméstica, por ter caráter privado dificilmente é denunciada. O patriarcado, o sentimento de que o homem é o mais forte e deve dominar, a discriminação, esses fatos retiraram da mulher, durante muito tempo a sua oportunidade de se projetar na sociedade e de viver a plenitude de seus direitos como pessoa humana. Foi o cristianismo que devolveu à mulher a sua dignidade. O movimento feminista surgiu para lutar a favor dos direitos das mulheres e adquiriu voz internacional, com a pretensão inclusive de alterar a Declaração dos Direitos do Homem. A visão atual de preservação dos direitos humanos na sociedade internacional, tem gerado mudança nas legislações de vários países, especialmente nas Constituições, para resguardar os direitos das mulheres, especialmente a igualdade. A nossa Constituição Federal, no art. 226, 5º dispõe: 5º Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher. E no 7º dispõe que o planejamento familiar é livre decisão do casal. Também a lei civil evoluiu proporcionando vários direitos à mulher que antes lhe eram negados, como o Estatuto da Mulher Casada, que preparou o caminho para a igualdade, hoje garantida pela Constituição. Hoje existem vários instrumentos internacionais em proteção aos direitos das mulheres como a CONVENÇÃO SOBRE A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO CONTRA A MULHER, DE 1979, RATIFICADA POR 190 PAÍSES, DECLARAÇÃO SOBRE A ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO CONTRA A MULHER, DE 1976, CONVENÇÃO SOBRE DIREITOS POLÍTICOS DA MULHER, DE 1952, CONVENÇÃO SOBRE A NACIONALIDADE DA MULHER CASADA, DE A luta pelos direitos humanos é crescente, havendo diversas Conferências Internacionais, como a CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE A QUESTÃO DA MULHER, realizada em Pequim, na China, em setembro de 1995, que reuniu mulheres de todos os Continentes. Em 1993 houve a CONFERÊNCIA MUNDIAL DE DIREITOS HUMANOS, em Viena, visando alterar a Declaração dos Direitos Humanos. João Ricardo W. Dornelles no artigo intitulado MARCADAS E MANIPULADAS: UMA REFLEXÃO SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES noticia que nessa Conferência foi elaborado documento, partindo de todos os excluídos, oprimidos e explorados do Terceiro Mundo, deixados à margem dos direitos, cidadania e dignidade, representando 2/3 da humanidade, o que possibilitou a elaboração de proposta de reconstrução da Declaração dos Direitos Humanos. A partir daí, o Comitê Latino-Americano para os Direitos da Mulher (CLADEM) apresentou proposta de nova Declaração Universal dos Direitos do Homem para garantir os direitos das mulheres e de outros excluídos. Informa esse autor que a prática de mutilação de meninas já aleijou 114 milhões de mulheres em todo o mundo. Na Índia mais de 20 milhões de mulheres foram mortas entre 1990 e A mulher tem sofrido violências de todo tipo, como espancamento, lesões corporais e homicídio, estupro e outros abusos sexuais, ameaças, injúrias e várias espécies de violência como esterilização em massa, aborto sob a influência de outras pessoas e geralmente do marido ou companheiro ou amásio. 6

7 A CPI SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER revelou que em 20 Estados da Federação, entre janeiro de 1991 e agosto de 1992 foram registrados casos de agressão contra mulheres, desde lesões corporais até estupros. As Delegacias de Atendimento à Mulher surgiram em vários Estados para que ela não se sentisse constrangida ao denunciar o agressor, normalmente o marido. Na Delegacia de Atendimento à Mulher de Brasília, a Delegada Débora Menezes, em entrevista publicada no Boletim FÊMEA, de novembro de 1996, declara que a mulher aqui na Capital está com mais coragem de denunciar. Uma forma de violência contra a mulher e contra o nascituro é o dito aborto legal, nome inventado pelos interessados, pois a lei não retira o aspecto criminal do aborto, mas apenas deixa de punir a mulher que aborta nos casos expressos em lei, como quando é estuprada. Todavia, a exceção é tomada como regra, tendo sido implantado no Hospital da Asa Sul, em Brasília, o programa Aborto Legal e a própria delegacia da mulher encaminha a mulher ao hospital para o aborto, quando ela deseja, segundo as palavras da delegada, nessa publicação, nos seguintes termos: Outro avanço que Brasília conseguiu no combate à violência contra a mulher foi a implantação do aborto legal (casos de estupro e risco de vida da mulher) no Hospital da Asa Sul. As mulheres agora que chegam aqui e são vítimas de estupro e desejam fazer o aborto nós já encaminhamos para o Hospital. Agora estamos batalhando pela Casa Abrigo para mulheres que sofrem violência. Não poderia essa Delegada tentar salvar essas crianças da morte, evitando essa violência contra o nascituro, já que o direito à vida é inviolável e os direitos do nascituro devem ser resguardados desde a concepção, conforme o art. 4º do Código Civil? Declara, ainda, essa Delegada que 70% da violência global é doméstica. Em 1992, as Delegacias Especializadas da Mulher do Rio de Janeiro, atenderam mais de 10 mil casos. A Delegacia de Atendimento à Mulher de Florianópolis registrou mais de 2000 ocorrências nos primeiros anos de funcionamento dessa delegacia: em 1986, 812, com média mensal de 67; em 1987, 648 ocorrências e em 1988, 663 ocorrências, entre lesões corporais, estupros e outros abusos sexuais, ameaças de morte e outras e outros delitos. A imprensa noticiou sobre pesquisa realizada pela ONU a respeito do crescimento da violência no mundo. A falta de confiança na Polícia e a disponibilidade de armas são fatores que contribuem para essa violência. Francisco de Assis Toledo, Ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça e Advogado, bem retrata a situação em que se encontra o nosso Direito Penal, meio desorientado em relação ao rumo que deve tomar, no sentido de agravar ou abrandar as penas. Segundo esse jurista e autor de livros de Direito Penal, em seu artigo intitulado Idéias Para Um Novo Direito Penal, publicado na revista AJURIS, 71, Ano XXIV 1997, novembro, têm surgido idéias retrógradas como: o endurecimento das penas, a revogação dos benefícios concedidos aos condenados, a reedição de penas cruéis do passado, o rebaixamento da idade limite da responsabilidade penal, etc. A lei dos crimes hediondos é um exemplo. Afirma que segundo levantamento feito pelo Ministério da Justiça há o dobro do número de presos em relação ao número de vagas nos estabelecimentos penais, chegando a quase (trezentos mil) os mandados judiciais de prisão não cumpridos. 7

8 Aponta o autor outra corrente de penalistas e doutrinadores preocupados com um novo e moderno Direito Penal, em área mais reduzida, para aplicação subsidiária aos casos onde falhasse a proteção de bens jurídicos por outros ramos do Direito. Menciona os avanços na legislação penal como a Lei nº 7.209, de que reformulou o sistema de penas, instituiu as restritivas de direito, extinguiu a medida de segurança para os imputáveis, a progressividade na execução da pena, passando do regime fechado para os mais brandos. Reportase à Lei nº 9.099, de , que criou os Juizados Especiais, a Lei nº 9.268, de , que alterou a natureza da multa penal, extinguindo a possibilidade de sua conversão em prisão e a Lei nº 9.455, de , que definiu os crimes de tortura, forçando a renovação dos métodos de investigação policial. Propõe a classificação dos crimes em duas categorias básicas: crimes de ação violenta (a criminalidade violenta) e crimes de ação astuciosa (a criminalidade astuciosa). Os primeiros seriam o homicídio, roubo, estupro, atentado violento ao pudor, extorsão mediante seqüestro, latrocínio e outros cometidos com violência física ou grave ameaça. E os segundos os delitos praticados mediante fraude, esperteza, engodo, agilidade, etc. Na primeira categoria de crimes violentos que intranqüilizam a sociedade, seria mais fácil tomar medidas preventivas como a edição de penas mais rigorosas e manutenção da pena privativa de liberdade em regime fechado. Para os demais crimes, penas alternativas e substitutivas. Na verdade, não resolvem penas rigorosas de prisão para coibir a violência, com um sistema carcerário falido. Os presídios superlotados, mal ventilados, sem iluminação e outros recursos básicos, colocam o ser humano a eles submetidos, em condições subumanas, favorecendo a escola do crime, a rebelião e outras atitudes negativas, em lugar da almejada ressocialização do preso. É inútil um sistema prisional que não ressocializa o preso, de onde ele sai pior do que entrou. E os quase que foram condenados mas não cumpriram suas penas? E outros tantos que nem levaram o crime ao conhecimento das autoridades em quem não confiam? Vemos que o problema da violência social é muito complexo, exigindo de todos os setores da sociedade e do Estado providências para a solução dessa grave questão. Infelizmente os antivalores são apregoados pelos interessados no enriquecimento próprio às custas da violência, diariamente oferecida aos jovens na mídia e nos jogos de computador. Não se procura valorizar a vida humana, principal direito. Ao contrário, a luta pela morte (aborto e eutanásia) encontra-se instalada em toda parte, apesar da inviolabilidade do direito à vida inserto na Constituição. Ora, se a idéia de matar o inocente, o nascituro, o doente, é normal, torna-se mais fácil assaltar e matar o cidadão por qualquer ninharia, já que o patrimônio está mais valorizado, na prática, que a vida humana. A prevenção é melhor que a repressão. Não temos métodos eficientes de realizar nenhuma das duas. A família está esfarrapada, não há escolas suficientes e a polícia está desaparelhada e violenta, como temos visto nas reportagens. A educação é fator preponderante e para isso é imprescindível, além da escola bem estruturada, a família, devidamente assistida em suas necessidades básicas e munida de valores éticos e consciente dos direitos naturais do homem, especialmente a valorização da vida humana. As crises econômicas atormentam a população e o desemprego prospera. Legislar, somente, não resolverá o problema da violência que exige um esforço conjunto de todos os setores da sociedade. 8

9 Nem adianta agilizar a Justiça Criminal se não houver condições de cumprimento das penas. Destarte, a violência incontida está chegando a níveis tais que, ou se faz um esforço conjunto para solucionar o problema, reeducando as pessoas, dando assistência às famílias, ou será impossível viver em sociedade. Felizmente, estão surgindo programas assistenciais com a participação da sociedade para tentar resolver o problema da infância e da adolescência, como acompanhamento total, inclusive nos estudos, na liberdade assistida, amparo a meninos de rua, educação artística e outros, mas, ainda representam muito pouco, comparado com as reais necessidades

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