O CONCEITO DE BELO EM GERAL NA ESTÉTICA DE HEGEL: CONCEITO, IDÉIA E VERDADE

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1 O CONCEITO DE BELO EM GERAL NA ESTÉTICA DE HEGEL: CONCEITO, IDÉIA E VERDADE Guilherme Pires Ferreira (Mestrando em Filosofia - UFMG) Resumo: Hegel, na contracorrente das teorias modernas da estética do sentimento e subjetivistas do gosto, reafirma a objetividade do belo e a possibilidade do reconhecimento racional do mesmo. Tal objetividade será possível uma vez que, como veremos, o belo é considerado como um momento essencial do desdobramento do espírito absoluto, no qual é expressa numa forma determinada a Idéia e, portanto, a verdade. Ou seja, o belo seria a exposição sensível da Idéia nas obras de arte, a partir das quais, pela primeira vez, seria resolvida a contradição entre sujeito e objeto, uma vez que a obra é o primeiro elo intermediário entre o que é meramente exterior, sensível e passageiro e o puro pensar. Palavras Chave: Arte. Conceito. Idéia. Introdução P ara Hegel, o belo é um conceito objetivamente determinável e racionalmente reconhecido. Se hoje tal concepção nos parece inviável, no século XVIII já possuía fortes objeções. Ou melhor, nesta época, segundo Gérard Bras, já se percebia a recusa em aceitar pressupostos acadêmicos absolutos que regulariam os princípios segundo os quais as obras de arte deveriam ser edificadas. A busca por tais pressupostos tinha como base o pensamento de Aristóteles, que em sua Poética pretendia postular a elaboração das obras de arte segundo o princípio racional do belo. Contra tal objetividade racional do belo surge a estética

2 82 P a g e FERREIRA, Guilherme Pires do sentimento, segundo a qual, tal categoria estaria fundada no gosto e, portanto, subjetivamente. Isto é, ante a multiplicidade de coisas belas que nos tocam e nos sensibilizam, torna-se impraticável uma regulação dos princípios artísticos, bem como uma definição racional do que seja o belo. Deste modo, pensando o belo como uma questão de gosto, muitos autores do século XVIII, ainda segundo Bras, buscarão fundar um sentido interno estético, cuja expressão será dada pelo homem de gosto 1. Ou melhor, pretende-se buscar não na objetividade do belo, mas no próprio juízo humano a razão do sentimento estético. A teoria kantiana se baseia em parte nestas concepções ao fazer do belo uma categoria do juízo. Ou seja, Kant se ocupa em fundamentar o juízo que reconhece o belo e não em fundar tal categoria objetivamente. Hegel, apesar de reconhecer na filosofia kantiana um avanço em relação a outras teorias estéticas, uma vez que, segundo o próprio filósofo, Kant reconheceu a possibilidade de unificação entre espírito e natureza através da arte 2, recusa tal teoria uma vez que ela reconduziria à separação destes ao ficar preso à contradição de sujeito e objeto. Aliás, Hegel irá na contracorrente de todas as teorias da estética do sentimento e subjetivistas do gosto ao reafirmar a objetividade do belo e a possibilidade do reconhecimento racional do mesmo. Tal objetividade será possível uma vez que, como veremos, o belo é considerado como um momento essencial do desdobramento do espírito absoluto, no qual é expressa numa forma 3 determinada a Idéia e, portanto, a verdade. Ou 1 BRAS, 1990, p o belo artístico foi reconhecido como um dos meios que resolve e reconduz a uma unidade aquela contraposição e contradição entre o espírito que repousa em si mesmo abstratamente e a natureza. [...] a filosofia kantiana sentiu este ponto de unificação em sua necessidade, como também o reconheceu e o representou de modo determinado (HEGEL, 2001, p.74) 3 Não mantivemos aqui a tradução de Form sugerida por Marco Aurelio Werle como Forma (inicial maiúscula) e de Gestalt como forma (inicial minúscula). Preferimos usar para Form a tradução forma e para Gestalt usamos figura. Tal opção se deve mais à tentativa de clarear

3 FERREIRA, Guilherme Pires P a g e 83 seja, o belo seria a exposição sensível da Idéia nas obras de arte, a partir das quais, pela primeira vez, seria resolvida a contradição entre sujeito e objeto, uma vez que a obra é o primeiro elo intermediário entre o que é meramente exterior, sensível e passageiro e o puro pensar 4 Dentro desta perspectiva, nos restringiremos aqui a análise de como Hegel elabora o conceito geral do belo. Tal restrição, que admitimos demasiado tímida, se deve tanto ao nosso estágio de compreensão ainda introdutório da filosofia hegeliana, bem como ao nosso interesse, devido à proximidade de nossa pesquisa em desenvolvimento, em compreender como Hegel pensa a anulação da oposição entre sujeito e objeto através da noção de conceito. O Conceito de Belo em Geral Segundo Hegel, o belo é a Idéia enquanto unidade imediata do conceito e de sua realidade 5 e, portanto, é verdadeiro. Tal afirmação só fará sentido se tivermos em mente de modo claro o significado de cada termo ali em jogo. Ou melhor, para compreendermos como Hegel pensa a questão do belo, devemos esmiuçar o melhor que pudermos o significado que o pensador atribui a conceito, Idéia, verdade e a relação entre ambos. Dentre os termos acima mencionados, o primeiro de que cuidaremos é o conceito, uma vez que este desempenha um papel central na estética hegeliana, sendo seus desdobramentos a condição de possibilidade do belo de modo geral. Assim sendo, a primeira interpretação de que devemos nos afastar é a de conceito como uma representação abstrata da realidade. Ou melhor, conceito não se refere aqui à síntese abstrata de uma universalidade, ou como sugeriu Kant uma nosso próprio entendimento e evitar possíveis confusões dissertativas, dado que ainda estamos iniciando no estudo da filosofia hegeliana. 4 (IDEM, p. 32) 5 (IDEM, p.131)

4 84 P a g e FERREIRA, Guilherme Pires representação universal daquilo que é comum a vários objetos. 6 Pelo contrário, Hegel pensa o conceito de maneira complexa, não pertencendo meramente ao plano representacional ou cognitivo, mas sim, a um plano ontológico. Isto é, para Hegel, o conceito possui uma dominância sobre a realidade, uma vez que esta é autodesenvolvimento daquele. Neste sentido, apesar de ter diversas interpretações possíveis tais como um plano inicial (numa semente), uma força determinante interior (a alma, literal e metafórica, de um corpo), um ideal normativo e um Eu cognoscente 7, o conceito será, como via de regra, uma unidade de diferentes determinações. Ou melhor, o conceito é a potência que se efetiva (se realiza) na sua realidade sem se perder nela. Uma imagem clássica usada para clarear a noção hegeliana de conceito é a da árvore que está contida no broto. Este representaria o conceito e, portanto, toda a árvore contendo-a em si. Porém, para que o broto se realize segundo sua natureza, é necessário que o mesmo se negue enquanto broto, efetivando-se em árvore. Da mesma forma, o conceito contém em si, de modo potencial, todo o processo de sua auto-realização, que deve, à exemplo da árvore em relação ao broto, se negar a partir de um outro de si para que o próprio conceito se realize. Jean Hypollite oferece uma visão que pode nos auxiliar no entendimento do conceito em Hegel: O conceito é a onipoência que somente é essa potência ao se manifestar e ao se afirmar em seu Outro; é o Universal que aparece como alma do Particular e se determina 6 (In INWOOD, 1997, p ) 7 (IDEM, p.171)

5 FERREIRA, Guilherme Pires P a g e 85 completamente nele como a negação ou a singularidade autêntica. 8 No entanto, é importante frisar que o conceito não se esgota nessa negação. Isto é, ao passar do universal abstrato para a particularização ele não se anula totalmente, pois tal particularidade do conceito já está contida nele em sua Forma universal, e por isso, tal negação é, ao mesmo tempo, unidade afirmativa. Ou melhor, como a realidade particular posta pelo conceito a partir de si mesmo é o autodesenvolvimento dele, ele nada abdica de si, mas apenas se realiza a si mesmo nela, e por isso permanece em unidade consigo em sua objetividade. 9 Assim sendo, o conceito se constitui enquanto tal na unidade das suas diferentes determinações através da realidade objetiva, o que segundo Hegel, o torna totalidade efetiva, já que é infinito que engloba o finito, se realizando mas não se esgotando nele. Desta forma, segundo Hegel, o conceito é a singularidade verdadeira, isto é, é o universal que assim o é na unidade de suas particularidades. Hegel exemplifica tal unidade do universal nas particularidades com a imagem do ouro, que possui diversas determinações físico-químicas (peso, cor, diferentes propriedades químicas, etc), mas que ganham unidade a partir do conceito de ouro. Do mesmo modo, o conceito é totalidade concreta. Ou seja, a realidade particular, fenomênica é uma abstração do todo, do conceito do qual ela é autodesenvolvimento, enquanto este é unidade concreta de suas diferentes determinações. É importante frisarmos aqui que por concreto Hegel não se refere àquilo que é sensível. Concreto é, como podemos ver em Inwood, usado por Hegel para denominar aquilo que está ligado, unido em diferentes momentos ou estágios de sua realização. Neste sentido, o conceito é, ainda segundo Hegel, o que é livre, pois 8 ( HYPPOLITE, 1999, 138) 9 (HEGEL, 2001, p.119)

6 86 P a g e FERREIRA, Guilherme Pires sua negação é, na realidade, autodeterminação, o que quer dizer que o conceito não é limitado por outro, pela realidade objetiva. Esta é o outro de si do conceito, que, como dissemos, não o limita, mas é posta por ele próprio num movimento de auto-superação, que será reconduzida a ele. Esta é a potência do conceito, que não renuncia ou perde sua universalidade na objetividade dispersa, mas justamente revela esta unidade por meio da realidade e nela. Pois constitui seu próprio conceito conservar a unidade consigo em seu outro. Apenas assim ele é a totalidade efetiva e verdadeira. 10 Tal totalidade, segundo Hegel, é a Idéia. Ou melhor, esta é a unidade do conceito, é o movimento de recondução e reencontro da realidade particularizada e objetiva posta e a universalidade ideal. Deste modo, a Idéia é o ponto de encontro do conceito consigo mesmo, é a unidade das diferentes determinações e momentos do conceito, é objetividade real e subjetividade ideal. 11 Neste sentido, conclui Hegel, a Idéia é a verdade. Ou seja, verdade não será para Hegel, como afirma Inwood, a concordância baseada na relação sujeito objeto, uma vez que ambas categorias, tomadas como dadas são abstrações parciais do verdadeiro real, qual seja, o conceito. Neste sentido, sendo o conceito o infinito, o universal que engloba o particular e que opõe a realidade a si como autodesenvolvimento, verdadeiro será aquilo que se harmoniza com este conceito, que estiver em consonância com o mesmo. Daí podemos compreender porque, segundo Hegel, a 10 (IDEM, p.125) 11 A Idéia é um todo segundo os dois lados do conceito subjetivo e objetivo, mas ao mesmo tempo a concordância e unidade mediadas, que eternamente se realizam e se realizaram, destas totalidades. (IDEM)

7 FERREIRA, Guilherme Pires P a g e 87 Idéia é a verdade. Isto é, sendo a unidade das diferentes determinações do conceito, o ponto de reunião e encontro deste consigo mesmo, a Idéia é a própria condição e manifestação da verdade. Tudo que existe tem, por isso, apenas verdade na medida em que é uma existência da Idéia. 12 Hegel conclui, dessa forma, que tudo o que existe só possui verdade na medida em que é uma efetivação do conceito, ou melhor, na medida em que existe como Idéia. Caso isto não ocorra, não quer dizer que o existente está fora do conceito ou o negando como limite, o que é impossível, uma vez que, como dissemos, o conceito é o universal que engloba o particular. No entanto, tal existente será apenas uma abstração (o que não quer dizer, como vimos, oposição a sensível), uma alienação. Vemos então, que a Idéia é a unidade imediata do conceito em suas diferentes determinações. Neste sentido, a Idéia deve também tomar aparência sensível, uma vez que o fenômeno exterior é a objetivação do conceito posta por ele mesmo. À Idéia em sua manifestação sensível Hegel denomina bela. Isto é, o belo se determina como aparência sensível da Idéia. 13 O que resulta, por sua vez, que beleza e verdade são coincidentes, uma vez que, como dissemos, a Idéia é a verdade e tudo que chamamos de verdadeiro o é na medida em que existe segundo a Idéia. Vemos então, que o belo não se determina enquanto tal segundo a figuração que recebe, apesar de, como veremos, tal figuração estar estritamente determinada pelo conceito. Antes, a beleza resulta da unidade da forma sensível com o conceito exposto por ela, unidade que é a Idéia. No entanto, Hegel afirma que, mesmo existindo objetivamente, o belo não se destina ou é reconhecido pelo entendimento e nem pela vontade subjetiva. Uma vez que 12 (IDEM) 13 (IDEM, p.126)

8 88 P a g e FERREIRA, Guilherme Pires ambas posturas mantém a separação entre sujeito e objeto que ataca a estrutura segundo a qual o belo se dá, qual seja, a aparência sensível da Idéia, a unidade dos diferentes momentos do conceito no seu aparecer. Ou seja, o belo não se limita a sua forma sensível pois é o próprio conceito em sua determinação objetiva, e portanto, infinito e livre já que não é limitado por outro. O entendimento ou inteligência finita, segundo Hegel, opera sempre na direção da cisão entre a forma sensível e pensamento. Isto é, o entendimento se vê como subjetividade que pensa a realidade sensível (objeto) como dada, se posicionando de maneira submissa a tal realidade. Já o querer submete a si o real dado (que é visto como tal) e nessa postura o coloca a serviço do sujeito. Neste sentido Hegel afirma O sujeito é finito e não-livre no teorizar por meio das coisas, cuja autonomia é pressuposta; no campo prático não é livre por causa da unilateralidade, da luta e da contradição interna dos fins e dos impulsos e paixões suscitados a partir do exterior, bem como por causa da resistência nunca totalmente eliminada dos objetos. 14 Assim, a separação entre sujeito e objeto mantidas pelos pontos de vista teórico e prático distancia da existência do belo, pois reforça a finitude e não-liberdade tanto do sujeito como do objeto. Isto é, as concepções que opõem sujeito e objeto como realidades dadas e opostas são abstrações do conceito, que se distanciam do mesmo pois não permite o retorno a si. Deste modo, no teorizar o sujeito não se autodetermina, se recolhe perante a oposição do objeto cujo conteúdo está dado. Já na atitude prática, o objeto é limitado, 14 (IDEM, p.128)

9 FERREIRA, Guilherme Pires P a g e 89 já que de sua objetividade é excluído o conceito, que é apenas teorizado pelo sujeito que lhe faz oposição. Pelo contrário, como dissemos, a existência do belo é livre, pois não encontra oposição a si no objeto, que é sua própria manifestação em forma sensível, nem no sujeito, que reconhece o conceito no objeto e, portanto, o vê como fim em si mesmo. Assim, conclui Hegel, a consideração do belo deve respeitar a liberdade intrínseca deste. Ou seja, o objeto enquanto belo deve ser respeitado como autônomo e infinito, pois sua finalidade se encontra em seu próprio seio, que é a própria concordância com o conceito. Desta forma, o objeto belo é verdadeiro, infinito e livre, no sentido de que nele, como dissemos é expresso de forma sensível a unidade das diferentes determinações do conceito, isto é, a Idéia. Sendo a expressão de tal unidade, o belo que assim aparece deve ter todas suas partes em igual unidade. Isto é, a forma e a figura correspondem diretamente ao conceito, uma vez que este é concreto, o que aqui quer dizer que se refere a si idealmente a cada momento. Assim, a aparência (figura e forma) é em função do conceito. A figuração assegura ao conteúdo sua presença real, sua existência concreta. O conteúdo é determinante, portanto, não porque se poderia considerá-lo em si mesmo, independente de toda figuração, mas antes porque ele determina a figura particular, sem a qual não passaria de mera abstração. Apreender o conteúdo é captar a razão que o faz assumir tal figura, captar na figura a razão da figuração. 15 Vemos então, como Hegel considera o conceito de belo em geral, qual seja, como a representação sensível da Idéia, que por sua vez, é a unidade imediata do conceito em seus diferentes momentos. Ou seja, o belo é o primeiro momento da consciência de si do espírito absoluto. É quando, pela primeira vez, como vimos, há a eliminação da oposição 15 (BRAS, 1990, p.60)

10 90 P a g e FERREIRA, Guilherme Pires entre sujeito e objeto, o que permite o avanço da superação da alienação do espírito que se opõe a si mesmo. Bibliografia BRAS, Gérard. Hegel e a Arte: Uma apresentação à Estética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, HEGEL, George W. Cursos de estética. São Paulo: Edusp, HYPOLLITE, Jean. Gênese e estrutura da fenomenologia do espírito de Hegel. São Paulo: Discurso Editorial, INWOOD, Michael. Dicionário Hegel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1997.

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