PONTO 1: PRESCRIÇÃO 1. PRESCRIÇÃO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL IUS PUNIENDI IUS EXECUTIONIS

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1 1 DIREITO PENAL PONTO 1: PRESCRIÇÃO 1. PRESCRIÇÃO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL IUS PUNIENDI IUS EXECUTIONIS O Estado dispõe do direito de punir (ius puniendi) e o direito de executar (ius executionis). O criminoso não contraria a lei, ele realiza a lei, ele contraria o conceito proibitivo, ou seja, a norma. Esse direito de punir é oponível erga omnes, consiste numa ameaça jurídica a qual o Estado quer coibir. Se a sentença penal for condenatória e transitar em julgado, o direito penal passa a ter o direito de executar. Art. 107 do CP Esse direito de punir não é eterno, há causas de extinção da punibilidade, no inciso IV há a prescrição. O art. 107 é exemplificativo. Prescrição é a perda do direito de punir ou de executar uma sanção condenatória. A prescrição surgiu no Brasil no Código de Processo Criminal do Império 1832, que previa a prescrição da ação penal (hoje: prescrição da pretensão punitiva). Com o advento do Código Penal Republicano, 1890, a prescrição passou a ser tratada no código penal, tanto a prescrição da ação penal (prescrição da pretensão punitiva) quanto a da condenação (prescrição da pretensão executória). NATUREZA JURÍDICA: três correntes: PPP e PPE têm natureza jurídica de direito penal. Corrente majoritária no Brasil. PPP e PPE têm natureza de direito processual penal. Roxin. Corrente mista: PPP é de direito penal e PPE é de direito processual penal. Jorge Figueiredo Dias. Art. 10 do CP contagem do prazo. Computa o dia de início e termina na véspera do mesmo dia no ano final. É desprezado o dia que seria o final. Não importa quanto dias tem o ano.

2 Como prescrição é matéria de direito penal, surgindo lei desfavorável ao réu, essa lei não retroage. Prescrição é matéria de ordem pública, em qualquer fase do processo o juiz deverá decretá-la. Prescrição é preliminar de mérito. Ocorrendo prescrição, o juiz não pode julgar o mérito da causa. Súmula 241 do extinto Tribunal Federal de Recursos: A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva prejudica o exame do mérito da apelação criminal. Prof. entende que esta súmula deve ser revogada, pois o réu tem interesse de ser julgado inocente pelo tribunal e não apenas de ver decretada a prescrição. CLASSIFICAÇÃO DA PRESCRIÇÃO A) PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA (PPP) A.1) PRESCRIÇÃO EM ABSTRATO (PA) A.2) PRESCRIÇÃO RETROATIVA (PR) A.3)PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE (PI), SUBSEQUENTE, SUPERVENINENTE OU RETROATIVA INTERCORRENTE B) PRESCRIÇÃO PRETENSÃO EXECUTÓRIA (PPE) Diferenças entre a PPP e a PPE: Quanto ao momento do escoamento do prazo da sentença condenatória transitada em julgado: Se a prescrição ocorrer antes de transitar em julgado a sentença, irá prejudicar o ius puniendi. Ocorrendo depois do transitada em julgado a sentença condenatória irá prejudicar o ius executionis. Quanto às conseqüências jurídicas-penais: 2 Ocorrendo uma PPP, se o réu voltar a delinqüir, não será reincidente. Ocorrendo Prescrição Retroativa ou Intercorrente, a sentença condenatória não mais será título executivo judicial. Ocorrendo uma PPE, se o réu tornar a delinqüir, será reincidente. Ocorrendo a prescrição da pretensão executória, a sentença condenatória continua sendo título executivo judicial. A.1) PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA ABSTRATA (PA) REGRAS PARA OBTENÇÃO DO PRAZO:

3 3 1º) Tomar o máximo de pena privativa de liberdade cominada à infração penal. 2º) Buscar no art. 109 do CP o prazo preliminar. Matéria prescricional é sempre observada a favor do Estado. 3º) Causas modificadoras desse prazo. Majorantes e minorantes obrigatórias. Exceto as referentes ao concurso formal próprio e crime continuado. Súmula 497 do STF. As majorantes e minorantes podem ser de fator simples (1/3) ou variável (1/6 a 1/3). Se for majorante de fator variável deve se considerar a que mais aumente, se for uma minorante deve se considerar a que menos diminua. Por força da súmula 497 do STF, as majorantes do crime continuado devem ser desconsideradas, a súmula não se refere ao concurso formal próprio, entretanto ela se aplica a ele também. No concurso material impróprio e no concurso material o CP adota o sistema de apenação: cúmulo material. No concurso formal próprio e no concurso de crimes o CP adota o sistema de apenação: exasperação. Retorna ao art. 109 do CP. Art. 115 do CP: prazo prescricional é reduzido da metade se o réu, no tempo do crime (Teoria da Atividade considera a data da conduta) era menor e 21 anos ou na data da sentença for maior de 70 anos. Precedentes sobre a minorante de 70 anos de idade: STJ, HC SC (DJU ) somente se aplicará a redução da metade se o réu tiver mais de 70 anos na data de sentença condenatória e não do acórdão. TRF 1ª Região, HC /GO Lapso temporal somente reduz se o condenado tiver 70 anos na data da sentença condenatória. STF, HC /RJ (DJU ) aplica a redução considerando a data da sentença. STF, HC /SP (DJU ) aplicada na data de sentença de primeiro grau. Não aplicado quando o agente conta com mais de 70 anos na data do acórdão. Essa questão é divergente, mas o Prof. entende que quando a lei quer que se considere o acórdão, ela diz expressamente (Ex: art. 117, IV do CP). Se o réu foi absolvido em primeiro grau, a data da averiguação da idade de 70 anos será no segundo grau, onde será condenado. Ex1: Rafael, 19 anos de idade, art. 158, 1º do CP. Prazo da PPPA em 10 anos.

4 4 anos. Ex2: Rafael, 19 anos, art. 158 c/c art. 14 inciso I do CP. Prazo da PPPA 6 Ex3: Rafael, 19 anos, art. 213 e 226, I do CP. Prazo da PPA: 10 anos. Pena de multa: Ela pode aparecer isolada, cumulada (e) com PPL ou alternativa de PPL (ou). Quando a multa for a única pena culminada, ex: art. 20 da LCP, aplica-se o art. 114, I do CP. Quando ela for cumulada ou alternada (ex: art. 146 do CP) aplica-se o art. 118 ou o art. 114, II do CP as penas mais leves prescrevem com as penas mais graves. TERMO INICIAL DO PRAZO: art. 111 do CP. I - CRIME CONSUMADO: do dia em que se consumar; resultado; II CRIME TENTADO: do dia em que ocorrer a última conduta na busca do III CRIME PERMANENTE: do dia em que cessar a permanência; IV CRIMES DE BIGAMIA, FALSIFICAÇÃO OU ALTERAÇÃO DE ASSENTAMENTOS DO REGISTRO CIVIL, REGISTRO DE NASCIMENTO INEXISTENTE (art. 241 do CP) e REGISTRAR COMO SEU FILHO DE OUTREM (Art. 242, segunda figura, do CP): do dia em que esses fatos tornarem-se conhecidos de uma autoridade (conforme a jurisprudência, é da data que a autoridade toma conhecimento). Jurisprudência e doutrina é que acrescentaram as hipóteses do art. 241 do CP e art. 242, segunda figura do CP. CAUSAS INTERRUPTIVAS DA PRESCRIÇÃO: Art. 117 do CP Incisos I a IV Causas da interrupção da PPP. Incisos V e VI Causas de interrupção da PPE. PROCESSOS DO JÚRI OUTROS PROCESSOS DRDQ Data do recebimento da DRDQ denúncia ou queixa. DPDP Data da decisão da Denúncia Pronunciatória. DsjCP Data da sessão de Julgamento em que o Tribunal, negando provimento ao recurso do réu (requerendo a despronúncia), atacando a denúncia, a confirma. DPSC Data de Publicação da Sentença DPSC ou DPAC - Data de Publicação da

5 5 Condenatória. Sentença Condenatória (condenação em 1º Grau) ou data da publicação do acórdão condenatório (absolvido no 1º Grau e condenado no 2º Grau). Cada interrupção zera o prazo. DRDQ Se a causa da absolvição for a prescrição, não haverá absolvição sumária e sim decretação da extinção da pretensão punitiva do crime (art. 397, IV do CPP está errado conforme o Prof.). O não recebimento da renúncia ou queixa está vinculado a um defeito formal da inicial ou pela falta de uma das condições da ação. Não recebimento com fulcro em falta de condição de ação é decisão de mérito. Art. 395 do CPP legislador não estabeleceu diferença entre não recebimento (inciso I) e rejeição (inciso II). No caso de denúncia inepta, MP recorrendo com RSE, há três entendimentos sobre a data de início da interrupção: a) da data do trânsito em julgado do acórdão que recebe a denúncia. b) da data da publicação do acórdão que recebe a denúncia. c) da data da sessão de julgamento em que o tribunal, dando provimento ao RSE Ministerial, receber a denúncia. Corrente majoritária. Prof. entende que a primeira corrente é a mais adequada. Mas tribunais adotam a terceira corrente. DPDP 1º) DPDP e DPSC no Juízo Singular Art. 389 do CPP Sentença é publicada em mãos do escrivão que certifica que recebeu a sentença, nesta data acontecerá a interrupção da DPDP e da DPSC. Se o escrivão não lavrar essa certidão: art. 799 do CPP (lavratura da certidão é ato determinado em lei), escrivão tem dois dias para lavrar a certidão da data em que o processo foi devolvido com sentença pelo juiz, caso o escrivão não lavre a certidão, a interrupção da prescrição será contada dois dias do recebimento do processo com sentença pelo escrivão. Nas comarcas não informatizadas, considera-se o dia que o juiz datou a sentença. 2º) DPSC no Tribunal do Júri Na data do julgamento consta o dia em que a sentença foi lida, publicada. Essa será a data utilizada para a interrupção do prazo prescricional.

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