AVALIAÇÃO EXTERNA CONTRADITÓRIO AO RELATÓRIO DA IGE EB 2,3 DE SILVARES JANEIRO DE 2008

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2 EB 2,3 DE SILVARES JANEIRO DE 2008

3 A decisão de submeter o Agrupamento ao processo de Avaliação Externa assenta na ideia e estratégia do Projecto Educativo que delineámos. Sendo a Qualidade o leitmotiv desse mesmo projecto, a avaliação é o seu garante e regulador. A Avaliação Externa traz consigo a vantagem de um olhar diferente, neutro, que não está embrenhado no dia a dia da instituição, que se perspectiva de um outro modo, face à realidade com que se depara. Daí, o nosso agradecimento à equipa que desenvolveu esse trabalho. Apesar de não serem sugeridas ou identificadas as possíveis acções de melhoria, o Relatório da Avaliação Externa, espelha os pontos fortes e pontos fracos da instituição, o que por si, podem constituir indicadores de formas de actuação e de levar a cabo essas oportunidades de melhoria. Todavia, permitam-nos esclarecer alguns pontos que entendemos merecerem uma reflexão continuada e partilhada. 1.Resultados Ao considerarmos os resultados apenas do ponto de vista académico, a escola já tinha identificado a fraca prestação obtida nos exames nacionais. Daí ter implementado algumas medidas tendentes à sua melhoria. O que tem acontecido é que os resultados têm vindo a melhorar de ano para ano, embora não tão rapidamente como desejaríamos. A comparação com a média nacional, embora importante como referente, não deve ser desvinculada das médias nacionais das oportunidades e estímulos proporcionados pelo meio, o que sendo comparável encerra diferenças substanciais. Por alguma razão existem índices sociais para caracterizar as diferentes zonas do país. E aqui a escola assume um papel importante pois é, em alguns casos, o único agente potenciador de expectativas e vivências culturalmente enriquecedoras para os alunos. Por outro lado, ao lidarmos com números absolutos tão baixos é necessário ter cuidados redobrados na análise estatística e conclusões a retirar pois a classificação de apenas dois alunos pode representar 10 a 15% do universo. 5- Capacidade de auto-regulação e melhoria do Agrupamento O Caf foi adoptado como ferramenta de auto-avaliação e apesar de não ter sido implementada ao nível de todos os critérios, tem já o seu calendário de implementação bem definido para o presente ano. Para além desta ferramenta, o Agrupamento tem desenvolvidas algumas práticas de auto-regulação importantes e já bem estruturadas, designadamente na monitorização dos apoios pedagógicos, frequência

4 dos ateliers, monitorização de refeições, debate sobre os problemas dos anos, turmas, e/ou ciclos nas Reuniões trimestrais de Conselho Pedagógico Alargado, onde estão presentes todos os professores. No que toca à sustentabilidade do progresso, é referido que não são identificados, de forma precisa, os factores que justificam os baixos desempenhos dos alunos nos exames nacionais. No corpo do projecto educativo são identificados alguns desses factores como sejam Alheamento da vida escolar, níveis pouco elevados da qualidade dos trabalhos realizados e do comprometimento perante as tarefas escolares; fracas expectativas dos alunos face à escola e à sua vida profissional. Para além disso a instabilidade do corpo docente foi apontada à equipa como um factor decisivo nesta matéria. Apenas no ano lectivo 2008/2009 os alunos que se propuserem a exame terão 3 anos com o mesmo professor de matemática. A elaboração do Plano de Combate ao Insucesso da Matemática é uma evidência clara de uma estratégia que pretende melhorar os resultados, ao nível da matemática. V-Considerações finais É feita alusão à ausência de metas quantitativas, que não fomenta a orientação dos profissionais para os resultados. Apesar de ser a primeira vez, foram definidas metas pelo Conselho Executivo para os resultados das provas de aferição do 4º e 6º ano, tendo essas mesmas metas sido discutidas com os Departamentos e Conselho de Docentes e os respectivos valores inscritos em sede de relatório das PAEB2008. No que concerne ao acompanhamento dos docentes em contexto de sala de aula o mesmo é prestado pelo Conselho Executivo e Coordenador de Departamento sempre que solicitado por qualquer colega. Não sendo uma prática quotidiana. Aliás, basta atentarmos nas propostas actuais de avaliação do desempenho docente, por parte da tutela, para percebermos as fragilidades e condicionalismos desta situação, nomeadamente ao nível dos horários de professores que, no terceiro ciclo, correspondem a grupos de docência com apenas um professor. Quanto ao horário de funcionamento da biblioteca não responder satisfatoriamente às necessidades dos alunos que usufruem de transporte escolar, é de referir que cada turma tem uma hora no seu horário com acesso privilegiado a esta importante infra-estrutura e que o mesmo espaço necessita de ser convenientemente limpo e arrumado. Finalmente, parece-nos necessário acrescentar alguns constrangimentos que vão para além da questão dos transportes. Estes

5 constrangimentos foram identificados no Projecto Educativo e deles destacamos a interioridade e desertificação que tornam o meio social e culturalmente desfavorecido, com deficit de estímulos, oportunidades de enriquecimento científico e cultural e que em última instância se reflectem na baixa expectativa dos alunos face ao seu desempenho escolar e profissional, traduzido em falta de hábitos de estudo/trabalho de consolidação de conhecimentos. Silvares, 23 de Janeiro de O Presidente do Conselho Executivo Benjamim Jorge Neves Luciano

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