Metas Curriculares de Português

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1 Metas Curriculares deportuguês 1. o Ciclo A presente brochura tem como objetivo apoiar a análise do documento das Metas Curriculares de Português no 1.º Ciclo e organiza-se da seguinte forma: Contextualização Princípios orientadores Diferenciação face ao Programa de Português do Ensino Básico Organização das Metas Curriculares de Português no 1. o Ciclo Metas Curriculares de Português no 1. o Ciclo anotadas

2 Contextualização As Metas Curriculares de Português, homologadas no dia 3 de agosto de 2012, entrarão em vigor, faseadamente, a partir do ano letivo 2013/14 e têm como referência o Programa de Português do Ensino Básico, homologado em março de 2009, surgindo assim como «documentos clarificadores das prioridades nos conteúdos fundamentais dos programas» (in Metas Curriculares de Português, página 4) e não como um documento independente. Princípios orientadores A elaboração das Metas Curriculares obedeceu a quatro princípios: Definição dos conteúdos fundamentais que devem ser ensinados aos alunos; Ordenação sequencial e hierárquica dos conteúdos ao longo dos vários anos de escolaridade; Definição dos conhecimentos e capacidades a adquirir e a desenvolver pelos alunos; Estabelecimento de descritores de desempenho dos alunos que permitam avaliar a consecução dos objetivos. (in Metas Curriculares de Português, página 4) Diferenças relativamente ao Programa de Português do 1. o Ciclo do Ensino Básico Apesar de as Metas Curriculares se centrarem no Programa de Português do Ensino Básico, estas revelam algumas diferenças: O domínio «Oralidade» passa a contemplar a «Compreensão do Oral» e a «Expressão Oral»; As competências «Leitura» e «Escrita» passam a estar associadas a um único domínio «Leitura e Escrita» (apenas no 1.º Ciclo); A competência «Conhecimento Explícito da Língua» passa a integrar-se no domínio «Gramática». Alguns descritores de desempenho que estão contemplados no Programa na competência de «Conhecimento Explícito da Língua» migraram nas Metas Curriculares para o domínio «Leitura e Escrita» (é o caso dos descritores relativos a sinais de pontuação, consciência fonológica e competência ortográfica). É introduzido o domínio «Educação Literária», no âmbito do qual «foi criada uma lista de obras e textos literários para leitura anual ( ) que define um currículo mínimo 2

3 para todos os alunos que frequentam o Ensino Básico» (in Metas Curriculares de Português, página 5). As listas do PNL (Plano Nacional de Leitura) continuam a ser consideradas válidas para leitura autónoma. Definem-se objetivos curriculares (acompanhados de descritores de desempenho) por ano de escolaridade. Organização das O documento das Metas Curriculares de Português (1.º Ciclo) organiza-se por anos de escolaridade, que por sua vez contemplam quatro domínios de referência: Oralidade, Leitura e Escrita, Gramática e Educação Literária. «A definição das metas por ano de escolaridade implic a clarificação dos conteúdos de aprendizagem em cada ano, a responsabilização pelo seu ensino em um momento determinado do percurso escolar (naturalmente sem prejuízo da sua consolidação nos anos seguintes) e a opção por formas de continuidade e de progressão entre os diferentes anos» do 1.º Ciclo. (in Metas Curriculares de Português, página 5) Para cada domínio, foram definidos objetivos e descritores de desempenho, seja, aquilo que o aluno deve ser capaz de fazer, como resultado de uma aprendizagem conduzida em função do estádio de desenvolvimento linguístico, cognitivo e emocional em que se encontra, bem como das etapas que antecederam esse momento. 3

4 Metas Curriculares de Português 1. o Ciclo anotadas 1 1. o Ano Domínio: Oralidade 01 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 1. Respeitar regras da interação discursiva. 1. Escutar os tros e esperar pela sua vez para falar (1). 2. Respeitar o princípio de cortesia (1). (1) Consciencializar os alunos para a importância de saber vir e adequar o seu comportamento e linguagem de acordo com as diferentes situações. 2. Escutar discursos breves para aprender e construir conhecimentos 3. Produzir um discurso oral com correção. 1. Reconhecer padrões de entoação e ritmo (exemplo: perguntas, afirmações) (2). 2. Assinalar palavras desconhecidas (3). 3. Cumprir instruções (4). 4. Referir o essencial de um pequeno texto vido (4). 1. Falar de forma audível (5). 2. Articular corretamente palavras (5). 3. Usar vocabulário adequado ao tema e à situação (6). 4. Construir frases com graus de complexidade crescente (7). (2) Proporcionar a audição de enunciados gravados lidos pelo professor. Efetuar questões sobre o que se leu (era uma pergunta?/estava alguém triste?). (3) Perceber aquilo que os alunos já sabem e verificar quais são as palavras desconhecidas que descobriram para que se apropriem do seu significado. Solicitar a criação de novas listas de palavras identificando os diferentes sons em várias palavras. (4) Pedir aos alunos que expliquem, por palavras suas, o que acabaram de vir. (5) Pedir aos alunos que relatem experiências, levando-os a articular corretamente palavras, incluindo as de estrutura silábica mais complexa. (6) Colocar os alunos perante diferentes situações (conselho de cooperação, apresentações de textos, livros...). (7) Propor aos alunos a construção de rimas simples e trava-línguas, começando por dizer uma frase mais simples, levando-os depois a complexificar a estrutura frásica. 4. Produzir discursos com diferentes finalidades, tendo em conta a situação e o interlocutor. 1. Responder adequadamente a perguntas. 2. Formular perguntas e pedidos (8). 3. Partilhar ideias e sentimentos (9). (8) Solicitar aos alunos que formulem pedidos, façam perguntas, sejam capazes de dar recados e de dar e compreender instruções. (9) Levar os alunos a dialogar, permitindo que se expressem verbalmente sobre atividades passadas futuras. 1 Reflexão sobre os domínios, os objetivos e os descritores de desempenho, relacionando-os com alguns conteúdos que poderão ser abordados e com algumas sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas com os alunos. Integraram-se também, sempre que é pertinente, notas provenientes do Caderno de Apoio à Leitura e à Escrita, publicado pelo Ministério da Educação e Ciência. 4

5 1. o Ano Domínio: Leitura e Escrita LE1 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 5. Desenvolver a consciência fonológica e operar com fonemas. 1. Discriminar pares mínimos (1). 2. Repetir imediatamente depois da apresentação oral, sem erros de identidade de ordem, palavras e pseudo-palavras (2) constituídas por pelo menos 3 sílabas: CV (consoante vogal) CCV (consoante consoante vogal). 3. Contar o número de sílabas numa palavra de 2, 3 4 sílabas. 4. Repetir uma palavra pseudo-palavra dissilábica sem dizer a primeira sílaba. 5. Decidir qual de duas palavras apresentadas oralmente é mais longa (referentes de diferentes tamanhos, por exemplo «cão» «borboleta»). 6. Indicar desenhos de objetos cujos nomes começam pelo mesmo fonema (3). 7. Repetir uma sílaba CV (consoante vogal) CVC (consoante vogal consoante) pronunciada pelo professor, sem o primeiro fonema (4). 8. Repetir uma sílaba V (vogal) VC (vogal consoante), juntando no início uma consoante sugerida previamente pelo professor, de maneira a produzir uma sílaba CV (consoante vogal) CVC (consoante vogal consoante), respetivamente (5). 9. Reunir numa sílaba os primeiros fonemas de duas palavras (por exemplo, «lápis usado» > «lu»), demonstrando alguma capacidade de segmentação e de integração de consoante e vogal (6). (1) As tarefas de discriminação fonémica permitem um melhor trabalho de apropriação de letras e palavras. Ex.: bilha/pilha; pelo/selo. (2) Pseudo-palavras são sequências de carateres que compõem um todo pronunciável, mas que não possuem um significado. (3) Apresentar uma lista de palavras (Ex.: foca, folha, fada, faca e fogão) e depois 5 imagens desenhos de objetos familiares dos quais só alguns (3 em média) começam pelos fonemas das palavras da lista, sendo a tarefa do aluno a de indicar estes últimos. (4) Consiste na supressão de um fonema. Ex.: casa asa. (5) Consiste na adição, fusão integração de fonemas. Ex: ã fã; em sem; ela sela. (6) Outros exemplos possíveis: conte fonte; canto tanto. Estes consistem na inversão de fonemas de uma mesma palavra. 6. Conhecer o alfabeto e os grafemas. 1. Nomear a totalidade das letras do alfabeto e pronunciar os respetivos segmentos fónicos (realização dos valores fonológicos). 2. Fazer corresponder as formas minúscula e maiúscula da maioria das letras do alfabeto (7). 3. Recitar o alfabeto na ordem das letras, sem cometer erros de posição relativa (8). 4. Escrever as letras do alfabeto, nas formas minúscula e maiúscula, em resposta ao nome da letra ao segmento fónico que corresponde habitualmente à letra (7). 5. Pronunciar o(s) segmento(s) fónico(s) de, pelo menos, cerca de ¾ dos grafemas com acento diacrítico e dos dígrafos e ditongos (8). 6. Escrever pelo menos metade dos dígrafos e ditongos, quando solicitados pelo valor fonológico correspondente (8). (7) No final do 1. período, os alunos devem escrever manualmente e no computador pelo menos 15 das 26 letras, em minúsculas e em maiúsculas. (8) No final do 1. período, o aluno deve ser capaz de pronunciar o(s) segmento(s) fónico(s) de, pelo menos, 25% (cerca de 10) dos grafemas com acento, diacrítico, constituídos por mais de uma letra, incluindo os grafemas que correspondem a ditongos. 5

6 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 7. Ler em voz alta palavras, pseudo-palavras e textos. 1. Ler pelo menos 45 de 60 pseudo-palavras (9) monossilábicas, dissilábicas e trissilábicas (em 4 sessões de 15 pseudo-palavras cada) (10). 2. Ler corretamente, por minuto, no mínimo, 25 pseudo-palavras derivadas de palavras (10). 3. Ler pelo menos 50 em 60 palavras monossilábicas, dissilábicas e trissilábicas regulares e 5 de uma lista de 15 palavras irregulares (10). 4. Ler corretamente, por minuto, no mínimo 40 palavras de uma lista de palavras de um texto, apresentadas quase aleatoriamente (11). 5. Ler um texto com articulação e entoação razoavelmente corretas e uma velocidade de leitura de, no mínimo, 55 palavras por minuto (11). (9) Sequências de carateres que compõem um todo pronunciável, mas que não possuem um significado. (10) No final do 1. período, o desempenho mínimo no que respeita à leitura oral correta de palavras deve rondar os 30% e de pseudo-palavras deve rondar os 35%. (11) Utilizar um texto desconhecido dos alunos. O professor deverá tomar nota dos erros dados, das palavras não lidas e do tempo que o aluno demor e descontar o número de erros e de omissões do número total de palavras, de forma a determinar o número de palavras lidas corretamente por minuto. Deverá aplicar também o mesmo método relativamente a uma lista vertical de palavras e, numa terceira ocasião, relativamente às pseudo-palavras. 8. Ler textos diversos. 1. Ler pequenos textos narrativos, informativos e descritivos, poemas e banda desenhada (12). (12) O professor poderá convidar o aluno, após leitura silenciosa e em voz alta, a falar dos textos, a exprimir o que pens, o que sentiu, o que lhe despert interesse, o que gostaria de ter encontrado, Apropriar-se de novos vocábulos. 1. Reconhecer o significado de novas palavras, relativas a temas do quotidiano, áreas de interesse dos alunos e conhecimento do mundo (por exemplo, casa, família, alimentação, escola, vestuário, festas, jogos e brincadeiras, animais, jardim, cidade, campo) (13). (13) Levar os alunos a conhecer e utilizar em contextos diferenciados palavras que aprenderam através da leitura (criação de um dicionário ilustrado). 10. Organizar a informação de um texto lido. 1. Identificar, por expressões de sentido equivalente, informações contidas explicitamente em pequenos textos narrativos, informativos e descritivos, de cerca de 100 palavras (14). 2. Relacionar diferentes informações contidas no mesmo texto, de maneira a pôr em evidência a sequência temporal de acontecimentos e mudanças de lugar (14). 3. Identificar o tema o assunto do texto (do que trata) (14). 4. Referir, em pcas palavras, os aspetos nucleares do texto (14). (14) Poderão ser utilizadas/ pedidas: - questões orais e escritas literais por inferência; - explicações sobre o texto que leu; - perguntas evocando uma interpretação errada a fim de provocar uma reação corretiva por parte do aluno; - comparações com um texto que acab de ler com tro lido anteriormente. 6

7 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 11. Relacionar o texto com conhecimentos anteriores. 1. Escolher, em tempo limitado, entre diferentes frases escritas, a que contempla informação contida num texto curto, de 30 a 50 palavras, lido anteriormente (15). 2. Interpretar as intenções e as emoções das personagens de uma história (15). (15) No caso de narrativas, será pedida, em particular, a identificação das personagens e dos seus móbeis. 12. Monitorizar a compreensão. 1. Sublinhar no texto as frases não compreendidas e as palavras desconhecidas e pedir esclarecimento e informação ao professor e aos colegas (16). (16) Será útil para estruturar a compreensão do texto e permitirá, mais tarde, a introdução do dicionário, em detrimento do conhecimento único do professor. 13. Desenvolver o conhecimento da ortografia. 1. Escrever corretamente a grande maioria das sílabas CV, CVC e CCV, em situação de ditado (17) (18). 2. Escrever corretamente mais de metade de uma lista de 60 pseudo-palavras monossilábicas, dissilábicas e trissilábicas (18). 3. Escrever corretamente cerca de 45 de uma lista de 60 palavras e 5 de uma lista de 15 palavras irregulares, em situação de ditado (18). 4. Escrever corretamente os grafemas que dependem do contexto em que se encontram (19). 5. Elaborar e escrever uma frase simples, respeitando as regras de correspondência fonema grafema. 6. Detetar eventuais erros ao comparar a sua própria produção com a frase escrita corretamente. (17) O desempenho mínimo deverá ser de 90% para as sílabas CV e de 70% para as tras. (18) O professor poderá levar o aluno a exprimir verbalmente as diferentes possibilidades de escrever um mesmo fonema e identificar a razão pela qual se escreve dessa maneira; deve dedicar atenção especial aos grafemas que geralmente apresentam maior número de desvios à norma e que são, sobretudo, os que correspondem a vários valores fonológicos. Ex.: «e» e «o». (19) O aluno deverá ter consciência da modificação de certos grafemas relativamente ao contexto. Ex.: g «gu» antes de «i» e «e» e «g» antes de tras vogais. 14. Mobilizar o conhecimento da pontuação. 1. Identificar e utilizar adequadamente os seguintes sinais de pontuação: ponto final e ponto de interrogação (20). (20) Pedir aos alunos que escrevam frases usando os dois sinais de pontuação referidos. Depois, pedir-lhes que as leiam e que se chegue a conclusões. 15. Transcrever e escrever textos. 1. Transcrever um texto curto apresentado em letra de imprensa em escrita cursiva legível, de maneira fluente, pelo menos, sílaba a sílaba, respeitando acentos e espaços entre as palavras (21). 2. Transcrever em letra de imprensa, utilizando o teclado de um computador, um texto de 5 linhas apresentado em letra cursiva (22). 3. Legendar imagens. 4. Escrever textos de 3 a 4 frases (por exemplo, apresentando-se, caracterizando alguém referindo o essencial de um texto lido) (23). (21) Ler e copiar textos. (22) Escrever textos usando o computador. (23) Escrever frases simples sobre um tema, sobre um texto lido por iniciativa própria. 7

8 1. o Ano Domínio: Iniciação à Educação Literária IEL1 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 16. Ouvir ler e ler textos literários. 1. Ouvir ler e ler obras de literatura para a infância e textos da tradição popular (1). (1) Lista de obras na página Compreender o essencial dos textos escutados e lidos. 1. Antecipar conteúdos com base nas ilustrações e no título (1) (2). 2. Antecipar conteúdos, mobilizando conhecimentos prévios (2) (3). 3. Identificar, em textos, palavras que rimam. 4. Recontar uma história vida (3). (2) Pedir aos alunos que descrevam a capa e que consigam, com base nas ilustrações e no título e em conhecimentos adquiridos previamente, «contar» a história da obra. (3) Pedir aos alunos que comparem as duas versões (o que pensavam e a história propriamente dita) e que a recontem. 18. Ler para apreciar textos literários. 1. Ouvir ler e ler obras de literatura para a infância e textos da tradição popular (4). 2. Exprimir sentimentos e emoções provocados pela leitura de textos (5). (4) Lista de obras na página 9 e obras do PNL. (5) Levar os alunos a falar sobre a obra (o que aprenderam, o que gostaram e o que não gostaram ). 19. Ler em termos pessoais. 1. Ler, por iniciativa própria, textos disponibilizados na Biblioteca Escolar (6). 2. Escolher, com orientação do professor, textos de acordo com interesses pessoais (6). (6) Lista de obras do PNL. 20. Dizer e contar, em termos pessoais e criativos. 1. Dizer trava-línguas e pequenas lengalengas. 2. Dizer pequenos poemas memorizados. 3. Contar pequenas histórias inventadas (7). 4. Recriar pequenos textos em diferentes formas de expressão (verbal, musical, plástica, gestual e corporal) (7). (7) Levar os alunos a inventar e partilhar com os colegas as suas próprias histórias, usando materiais e diferentes formas de expressão. 8

9 1. o Ano Domínio: Gramática G1 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 21. Descobrir regularidades no funcionamento da língua. 1. Formar femininos e masculinos de nomes e adjetivos de flexão regular (de índice temático -o -a) (1). 2. Formar singulares e plurais de nomes e adjetivos que seguem a regra geral (acrescentar -s ao singular), incluindo os que terminam em -m e fazem o plural em -ns (fim, bom, etc.) (2). (1) Pedir aos alunos que reconheçam a diferença entre um nome/adjetivo masculino feminino e que consigam reescrevê-lo no género pedido. (2) Pedir aos alunos que reconheçam a diferença entre um nome/adjetivo no singular no plural e que consigam reescrevê-lo no número pedido. 22. Compreender formas de organização do léxico. 1. A partir de atividades de oralidade, verificar que há palavras que têm significado semelhante e tras que têm significado oposto (3). (3) Realizar exercícios de sinónimos e antónimos. No início, oralmente e posteriormente, poderão ser pedidos exercícios mais complexos. Ex.: sopa de letras com antónimos e sinónimos de palavras dadas. 1. o Ano LISTA DE OBRAS E TEXTOS PARA INICIAÇÃO À EDUCAÇÃO LITERÁRIA 1. Alice Vieira, «Corre, Corre, Cabacinha» in O Menino da Lua e Corre, Corre, Cabacinha (Editorial Caminho) 2. Alves Redol, A Flor Vai Ver o Mar, (Editorial Caminho) 3. António Torrado, O Coelhinho Branco, (Soregra) Vamos Contar Um Segredo e Outra História, (Livraria Civilização Editora) 4. Eugénio de Andrade, Aquela Nuvem e Outras, (Campo das Letras); (escolher 8 poemas) Matilde Rosa Araújo, O Livro da Tila, (Editorial Caminho); (escolher 8 poemas) As Cançõezinhas da Tila, (Livraria Civilização Editora); (escolher 8 poemas) 5. Luísa Ducla Soares (rec. e sel.), Destrava Línguas, (Livros Horizonte); (escolher 10 rimas) Mais Lengalengas (Livros Horizonte); (escolher 10 rimas) 6. Maria Alberta Menéres, Dez Dedos, Dez Segredos, (Raiz Editora / Lisboa Editora); (escolher 5 contos) 7. Beatrix Potter, A História do Pedrito Coelho, (Livraria Civilização Editora) Elizabeth Shaw, A Ovelhinha Preta, (Editorial Caminho) 9

10 2. o Ano Domínio: Oralidade 02 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 1. Respeitar regras da interação discursiva. 1. Respeitar o princípio de cortesia e usar formas de tratamento adequadas (1). (1) Continuar o trabalho realizado durante o 1. o ano de escolaridade. Levar os alunos a compreender a diferença entre linguagem informal e formal. 2. Escutar discursos breves para aprender e construir conhecimentos. 1. Assinalar palavras desconhecidas (2). 2. Apropriar-se de novas palavras, depois de vir uma exposição sobre um tema novo (2). 3. Referir o essencial de textos vidos (2). (2) Levar os alunos a escutar excertos de livros no computador, por exemplo, através do site deleitura.gov.pt/bibliotecadigital/, colocando posteriormente questões sobre o que foi vido, de forma aos alunos refletirem sobre o que viram, o que descobriram, o que já conheciam, quais as palavras que não compreenderam, 3. Produzir um discurso oral com correção. 1. Falar de forma audível (3). 2. Articular corretamente palavras, incluindo as de estrutura silábica mais complexa (grupos consonânticos) (3). 3. Utilizar progressivamente a entoação e o ritmo adequados (3). 4. Usar vocabulário adequado ao tema e à situação e progressivamente mais variado (3). 5. Construir frases com grau de complexidade crescente (3). (3) Continuar o trabalho realizado durante o 1. o ano de escolaridade, aumentando o nível de complexidade das atividades propostas. Pedir aos alunos que contem algo do seu quotidiano (o que fizeram no fim de semana, o que pensam fazer no próximo fim de semana,... que apresentem trabalhos à turma e às turmas da escola, de forma a estruturarem o seu pensamento e serem capazes de produzir um discurso coerente. 4. Produzir discursos com diferentes finalidades, tendo em conta a situação e o interlocutor. 1. Responder adequadamente a perguntas (4). 2. Formular adequadamente perguntas e pedidos (4). 3. Partilhar ideias e sentimentos (4). 4. Recontar e contar (4). 5. Desempenhar papéis específicos em atividades de expressão orientada (jogos de simulação e dramatizações), vindo os tros, esperando a sua vez e respeitando o tema (4). (4) Levar os alunos a vir textos e pedir-lhes que os recontem à turma, que falem sobre situações da escola e que as discutam entre si (conselho de cooperação). Devem ser capazes de desempenhar diferentes papéis na construção da identidade do grupo/turma. 10

11 2. o Ano Domínio: Leitura e Escrita LE2 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 5. Desenvolver a consciência fonológica e operar com fonemas. 1. Repetir, sem o primeiro fonema e sem cometer nenhum erro, uma sílaba CV CVC pronunciada pelo professor (1). 2. Repetir, sem cometer nenhum erro, uma sílaba V VC, juntando no início uma consoante sugerida previamente pelo professor, de maneira a produzir uma sílaba CV CVC, respetivamente (1). 3. Reunir numa sílaba os primeiros fonemas de duas palavras (por exemplo, «cachorro irritado» > «ki»), cometendo pcos erros (2). (1) No final do 1. o período, o desempenho minimamente exigível para as tarefas de subtração e de adição de fonema será de 85% de respostas corretas. (2) O desempenho minimamente exigível para a tarefa será de 85% de respostas corretas, no final do 2. o ano. 6. Conhecer o alfabeto e os grafemas. 1. Associar as formas minúscula e maiúscula de todas as letras do alfabeto. 2. Recitar todo o alfabeto na ordem das letras, sem cometer erros de posição relativa. 3. Escrever todas as letras do alfabeto, nas formas minúscula e maiúscula, em resposta ao nome ao segmento fónico que corresponde habitualmente à letra. 4. Pronunciar o(s) segmento(s) fónico(s) de todos os grafemas com acento diacrítico e dos dígrafos e ditongos (3). 5. Escrever todos os dígrafos e ditongos, de uma das maneiras possíveis em português, quando solicitados pelo(s) segmento(s) fónico(s) correspondente(s) (3). (3) Leitura e escrita de grafemas (letras) com cedilha til, dígrafos (letras que não se podem separar mas que representam apenas um som como «nh» «lh») e os ditongos orais e nasais. 7. Ler em voz alta palavras, pseudo-palavras e textos. 1. Ler pelo menos 50 de uma lista de 60 pseudo-palavras monossilábicas, dissilábicas e trissilábicas (4 sessões de 15 pseudo-palavras cada) (4). 2. Ler corretamente, por minuto, no mínimo, 35 pseudo-palavras derivadas de palavras (4). 3. Ler quase todas as palavras monossilábicas, dissilábicas e trissilábicas regulares encontradas nos textos lidos na escola e pelo menos 12 de 15 palavras irregulares escolhidas pelo professor (4). 4. Decodificar palavras com fluência crescente: bom domínio na leitura das palavras dissilábicas de 4 a 6 letras e mais lentamente na das trissilábicas de 7 mais letras (4). 5. Ler corretamente, por minuto, no mínimo 65 palavras de uma lista de palavras de um texto apresentadas quase aleatoriamente (4). 6. Ler um texto com articulação e entoação razoavelmente corretas e uma velocidade de leitura de, no mínimo, 90 palavras por minuto (4). (4) Relativamente ao 1. o ano de escolaridade, a diferença está na quantidade de palavras exigida para cada um dos descritores. Pretende-se que a decodificação se torne mais rápida, devido à prática da leitura, levando os alunos a diminuir o tempo de latência de nomeação, seja, que haja um tempo curto entre a apresentação da palavra e a sua nomeação. O tempo de latência aumenta fortemente com o número de sílabas, quando a decodificação se faz letra a letra grafema a grafema, e diminui fortemente quando a decodificação se apoia em unidades maiores. 8. Ler textos diversos. 1. Ler pequenos textos narrativos, informativos e descritivos, poemas e banda desenhada (5). (5) Continuar o trabalho desenvolvido no 1. o ano de escolaridade, aumentando o grau de dificuldade dos textos propostos. 11

12 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 9. Apropriar-se de novos vocábulos. 1. Reconhecer o significado de novas palavras, relativas a temas do quotidiano, áreas do interesse dos alunos e conhecimento do mundo (por exemplo, profissões, passatempos, meios de transporte, viagens, férias, clima, estações do ano, fauna e flora) (6). (6) Propor aos alunos a continuação da construção do dicionário. Poderá cada aluno, num determinado tempo previamente combinado, realizar uma comunicação à turma, com as palavras novas que descobriu. 10. Organizar a informação de um texto lido. 1. Identificar, por expressões de sentido equivalente, informações contidas explicitamente em pequenos textos narrativos, informativos e descritivos, de cerca de 200 palavras (7). 2. Relacionar diferentes informações contidas no texto, de maneira a pôr em evidência a sequência temporal de acontecimentos, mudanças de lugar, encadeamentos de causa e efeito. 3. Identificar o tema referir o assunto do texto (do que trata), exprimindo-o oralmente e escrevendo-o de maneira concisa. 4. Indicar os aspetos nucleares do texto de maneira rigorosa, respeitando a articulação dos factos das ideias, assim como o sentido do texto e as intenções do autor. (7) Levar os alunos a compreender as informações de um texto, mesmo as que não estão explícitas. Um tipo de atividade sugerida no Caderno de Apoio é a disponibilização para leitura, por parte do professor, de um texto. De seguida, é proposto aos alunos que escolham, a partir de três afirmações, a que está de acordo com esse texto. Pretende-se que esta atividade não exceda os 5 minutos e que o tempo possa ir diminuindo, ao longo de todo o ano letivo. 11. Relacionar o texto com conhecimentos anteriores e compreendê-lo. 1. Inferir o sentido de uma palavra desconhecida a partir do contexto frásico textual (7). 2. Escolher, em tempo limitado, entre diferentes frases escritas, a que contempla informação contida num texto curto, de 50 a 80 palavras, lido anteriormente (7). 3. Escolher entre diferentes interpretações, propostas pelo professor, de entre as intenções os sentimentos da personagem principal, a que é a mais apropriada às intenções do autor do texto, tendo em conta as informações fornecidas, justificando a escolha. 12. Monitorizar a compreensão. 1. Sublinhar no texto as frases não compreendidas e as palavras desconhecidas, sem omitir nenhum caso, e pedir informação e esclarecimentos ao professor, procurando avançar hipóteses (8). (8) As palavras desconhecidas poderão ser trabalhadas, como já foi referido na nota 6, acima. Levar os alunos a criar um dicionário de turma em papel, na página/blog da turma que esteja acessível a todos, em qualquer altura. 13. Elaborar e aprofundar conhecimentos. 1. Procurar informação sobre temas predeterminados através da consulta de livros da biblioteca (9). 2. Procurar informação na internet, a partir de palavras-chave fornecidas pelo professor em sítios selecionados por este, para preencher, com a informação pretendida, grelhas previamente elaboradas (9). (9) Levar os alunos a realizar trabalhos a pares/grupo, com pesquisa orientada e com diferentes fontes. Possibilidade de trabalhar também, no âmbito das TIC, as suas quatro áreas fundamentais: informação, comunicação, produção e segurança. 12

13 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 14. Desenvolver o conhecimento da ortografia. 1. Escrever corretamente todas as sílabas CV, CVC e CCV, em situação de ditado (10). 2. Escrever corretamente pelo menos 50 de um conjunto de 60 pseudo-palavras monossilábicas, dissilábicas e trissilábicas (10). 3. Escrever corretamente pelo menos 55 palavras de uma lista de 60, em situação de ditado (10). 4. Elaborar e escrever uma frase simples, respeitando as regras de correspondência fonema grafema e utilizando corretamente as marcas do género e do número nos nomes, adjetivos e verbos (10). 5. Detetar eventuais erros ao comparar a sua própria produção com a frase escrita corretamente, e mostrar que compreende a razão da grafia correta (10). (10) Relativamente ao 1. o ano de escolaridade, há um maior grau de complexidade. No entanto, apesar da maior exigência, poderão ainda ser admitidos aos alunos alguns erros nas palavras de escrita regular de utilização pco frequente. 15. Mobilizar o conhecimento da pontuação 16. Transcrever e escrever textos. 1. Identificar e utilizar os acentos (agudo, grave e circunflexo) e o til (11). 2. Identificar e utilizar adequadamente a vírgula em enumerações e coordenações (11). 1. Transcrever um texto curto, apresentado em letra de imprensa, em escrita cursiva legível, de maneira fluente, palavra por palavra e sem interrupção, respeitando acentos e espaços entre as palavras (12). 2. Transcrever em letra de imprensa, utilizando o teclado de um computador, um texto de 10 linhas apresentado em letra cursiva e mostrar que é capaz de utilizar algumas funções simples do tratamento de texto (12). 3. Escrever um pequeno texto, em situação de ditado, respeitando as regras posicionais e contextuais relativas à grafia de c/q; c/s/ss/ç/x; g/j; e m/n, em função da consoante seguinte (12). 4. Escrever textos, com um mínimo de 50 palavras, parafraseando, informando explicando. 5. Escrever pequenas narrativas, a partir de sugestões do professor, com identificação dos elementos quem, quando, onde, o quê, como (13). (11) Apresentar aos alunos textos com palavras sem acentuação e pedir-lhes que as acentuem corretamente. Na mesma lógica, trabalhar a construção de textos recorrendo a enumerações (material da sala, lanches ) e de coordenações (várias ações seguidas). Poderá ser utilizado um jogo onde o professor finge estar perdido na sala e os alunos têm de descrever um percurso: deu um quarto de volta para a direita e and dois passos, seguiu em frente... (12) Existe um maior nível de dificuldade relativamente ao 1. o ano de escolaridade, uma vez que o número de linhas de uma cópia aumenta, bem como a capacidade de uso do computador. No 2. o ano também é pedida a escrita de um texto em situação de ditado, com respeito pelas regras posicionais e contextuais. (13) A partir do 2. o ano de escolaridade, existe a preocupação de levar os alunos a escrever textos pequenas narrativas. Será uma boa oportunidade para os levar a planificar e estruturar o texto, em grande grupo, antes da escrita propriamente dita. Depois de escritos os textos/narrativas, os mesmos poderão ser revistos e alterados numa tentativa de melhoria dos mesmos. 13

14 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 17. Planificar a escrita de textos. 1. Formular as ideias-chave (sobre um tema dado pelo professor) a incluir num pequeno texto informativo (14). (14) Este trabalho de planificação da escrita deverá ser começado o quanto antes, uma vez que será fundamental para uma progressiva melhoria das produções escritas. 18. Redigir corretamente. 1. Respeitar as regras de concordância entre o sujeito e a forma verbal (15). 2. Utilizar, com coerência, os tempos verbais (15). 3. Utilizar sinónimos e pronomes para evitar a repetição de nomes (15). 4. Cuidar da apresentação final do texto (15). (15) Poder-se-ão apresentar propostas de construção de texto a pares. De seguida, os alunos apresentam as suas produções e são alvo de crítica e reconstrução, se necessário, por todos, tendo o professor o papel de conduzir este trabalho e de orientar o que se pretende desta fase de reescrita. 14

15 2. o Ano Domínio: Iniciação à Educação Literária IEL2 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 19. Ouvir ler e ler textos literários. 20. Compreender o essencial dos textos escutados e lidos. 21. Ler para apreciar textos literários. 1. Ouvir ler e ler obras de literatura para a infância e textos da tradição popular (1) (2). 2. Praticar a leitura silenciosa (1). 3. Ler pequenos trechos em voz alta (1). 4. Ler em coro pequenos poemas (1). 1. Antecipar conteúdos com base no título e nas ilustrações (2). 2. Descobrir regularidades na cadência dos versos (3). 3. Interpretar as intenções e as emoções das personagens de uma história (4). 4. Fazer inferências (de sentimento atitude) (2). 5. Recontar uma história vida lida. 6. Propor alternativas distintas: alterar características das personagens (5). 7. Propor um final diferente para a história vida lida (5). 1. Ouvir ler e ler obras de literatura para a infância e textos da tradição popular (6). 2. Exprimir sentimentos e emoções provocados pela leitura de textos (7). (1) Lista de obras na página 16. (2) Implementar a hora do conto. (3) Alguns dos livros de trabalho obrigatório contêm poesias, dando assim a possibilidade dos, alunos se familiarizarem com o ritmo específico do texto poético. (4) Desenvolver nos alunos a capacidade de interpretação a dois níveis: aquilo que podemos ver claramente no texto e aquilo que podemos deduzir das informações que nos são disponibilizadas. (5) Para estes descritores, os alunos são levados a um nível de complexidade diferente porque se pede que sejam capazes de compreender o texto em dois níveis distintos, seja, se não se apropriarem das personagens, do tema, do contexto, não serão capazes de realizar as tarefas. (6) Lista de obras na página 16 e obras do PNL. (7) Levar os alunos a falar sobre a obra (o que aprenderam, o que gostaram e o que não gostaram...) 22. Ler em termos pessoais. 23. Dizer e escrever, em termos pessoais e criativos. 1. Ler, por iniciativa própria, textos disponibilizados na Biblioteca Escolar (8). 2. Escolher, com orientação do professor, textos de acordo com interesses pessoais (9). 1. Dizer lengalengas e adivinhas rimadas. 2. Dizer pequenos poemas memorizados. 3. Contar pequenas histórias inventadas. 4. Recriar pequenos textos em diferentes formas de expressão (verbal, musical, plástica, gestual e corporal). 5. Escrever pequenos textos (em prosa e em verso rimado) por proposta do professor por iniciativa própria (10). (8) Lista de obras do PNL. (9) Tendo em conta os interesses dos alunos e de acordo com as suas áreas mais fortes e as áreas onde necessitam de um maior acompanhamento, o professor deverá levá-los a escolher diferentes tipos de texto. (10) Enquanto no 1. o ano de escolaridade, o aluno é levado a escrever com base na oralidade, no 2. o ano é levado a projetar esse pensamento através da escrita, quer seja por iniciativa do professor, quer por iniciativa própria. 15

16 2. o Ano Domínio: Gramática G2 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 24. Descobrir regularidades no funcionamento da língua. 1. Identificar nomes (1). 2. Identificar o determinante artigo (definido e indefinido) (2). 3. Identificar verbos (1). 4. Identificar adjetivos (1). (1) Levar os alunos a diferenciar as três classes (nomes, adjetivos e verbos) através das suas diferenças de base: designação de seres, lugares coisas (nomes); atribuição de qualidades a nomes (adjetivos) e ações estados (verbos). (2) Levar os alunos a entender a relação entre os determinantes e os nomes e as suas relações de concordância (género e número). 25. Compreender formas de organização do léxico. 1. A partir de atividades de oralidade e de leitura, verificar que há palavras que têm significado semelhante e tras que têm significado oposto (3). (3) Se já existir um dicionário da turma (sinónimos) poder-se-á pedir aos alunos que façam o mesmo, mas construindo um dicionário de antónimos. 2. o Ano LISTA DE OBRAS E TEXTOS PARA INICIAÇÃO À EDUCAÇÃO LITERÁRIA 1. Adolfo Coelho, «História da Carochinha»; «O Rabo do Gato»; «O Pinto Borrachudo»; «O Príncipe com Orelhas de Burro», in Contos Populares Portugueses (Leya) 2. Alves Redol, Uma Flor Chamada Maria, (Editorial Caminho) Papiniano Carlos, A Menina Gotinha de Água, (Campo das Letras) 3. Luísa Dacosta, O Elefante Cor-de-rosa, (Edições Asa) 4. Manuel António Pina, «A Revolução das Letras»; «O Têpluquê; Gigões e Anantes», in O Têpluquê, (Assírio & Alvim) 5. Sidónio Muralha, Bichos, Bichinhos e Bicharocos, (Althum.com) O Rxinol e Sua Namorada, (Livros Horizonte); (escolher 8 poemas) Violeta Figueiredo, Fala Bicho, (Editorial Caminho); (escolher 8 poemas) 6. Cecília Meireles, Ou isto aquilo, (Nova Fronteira); (escolher 8 poemas) 7. José Eduardo Agualusa, A Girafa que Comia Estrelas, (Dom Quixote) Estranhões e Bizarrocos, (Dom Quixote); (escolher 2 contos) 16

17 3. o Ano Domínio: Oralidade 03 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 1. Escutar para aprender e construir conhecimentos. 1. Descobrir pelo contexto o significado de palavras desconhecidas (1). 2. Identificar informação essencial (2). 3. Pedir esclarecimentos acerca do que viu (3). (1) Propor aos alunos a leitura de textos onde existem palavras desconhecidas mas que podem ser entendidas através do seu contexto. Posteriormente, pedir aos alunos que digam frases com essas palavras que eram desconhecidas, de modo que as mesmas sejam contextualizadas e apropriadas pelos mesmos. (2) Propor aos alunos a leitura de textos e depois confrontá-los com várias hipóteses (umas corretas tras incorretas) de forma a compreenderem a informação essencial. Pode ser feito um jogo em que os próprios alunos leem um texto e fazem as perguntas aos colegas. (3) Pedir aos alunos que façam comentários pertinentes sobre o que viram que sejam capazes de aprofundar esse mesmo conhecimento através do diálogo com a professora com os colegas. Ex.: levar os alunos a falar sobre um determinado aspeto de um texto sobre uma ideia, permitindo o diálogo e a troca de ideias sobre aquele assunto. 2. Produzir um discurso oral com correção. 1. Usar a palavra com um tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequados (4). 2. Mobilizar vocabulário cada vez mais variado e estruturas frásicas cada vez mais complexas (4). (4) Continuar a desenvolver a apresentação de trabalhos à turma e/ à escola, com temas e níveis de complexidade diferentes. Desta forma, os alunos poderão aumentar o seu vocabulário e expandir cada vez mais as suas frases. 3. Produzir discursos com diferentes finalidades, tendo em conta a situação e o interlocutor. 1. Adaptar o discurso às situações de comunicação (5). 2. Recontar, contar e descrever (5). 3. Informar, explicar (5). 4. Fazer uma apresentação oral (cerca de 3 minutos) sobre um tema, com recurso eventual a tecnologias de informação (5). 5. Fazer um pequeno discurso com intenção persuasiva (por exemplo, com o exercício «mostra e conta»: por solicitação do professor, o aluno traz um objeto e apresenta à turma as razões da sua escolha) (5). 6. Desempenhar papéis específicos em atividades de expressão orientada, respeitando o tema, retomando o assunto e justificando opiniões (5). (5) Uma das atividades possíveis é o desenvolvimento de uma atividade intitulada «Descobertas e Produções», através da qual os alunos serão incentivados a apresentar descobertas que realizaram a apresentar alguma produção, que será não previamente combinada com o professor que pode ser desenvolvida com a família. Isto permitirá não só a exposição perante a turma, mas também que o aluno tenha de estudar para responder às questões dos colegas e, com a ajuda de todos, o conhecimento não só pode ser melhorado como será do conhecimento de toda a turma. 17

18 3. o Ano Domínio: Leitura e Escrita LE3 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 4. Desenvolver a consciência fonológica e operar com fonemas. 1. Reunir numa sílaba os primeiros fonemas de duas palavras (por exemplo, «cachorro irritado» > «ki»), cometendo erros só ocasionalmente e apresentando um número significativo de respostas determinadas por uma codificação ortográfica («si») (1). (1) Espera-se que, para os casos em que há possibilidade de optar por uma manipulação fonológica ortográfica, que 50% das respostas sejam fonológicas e 40% ortográficas, o que significa que a ortografia já constitui uma base frequente das manipulações formais da linguagem oral. 5. Ler em voz alta palavras e textos. 1. Ler todas as palavras monossilábicas, dissilábicas e trissilábicas regulares e, salvo raras exceções, todas as palavras irregulares encontradas nos textos utilizados na escola (2). 2. Decodificar palavras com fluência crescente: bom domínio na leitura das palavras dissilábicas de 4 a 6 letras e das trissilábicas de 7 mais letras, sem hesitação e quase tão rapidamente para as trissilábicas como para as dissilábicas (3). 3. Ler corretamente um mínimo de 80 palavras por minuto de uma lista de palavras de um texto apresentadas quase aleatoriamente. 4. Ler um texto com articulação e entoação corretas a uma velocidade de leitura de, no mínimo, 110 palavras por minuto. (2) Na leitura oral de palavras com grafias minoritárias e irregulares, a precisão exigível é de, pelo menos, 95%. (3) Relativamente ao efeito de comprimento na leitura de palavras, a percentagem de alunos que apresentam um efeito de comprimento pequeno nulo deve aumentar ao longo do 3. o ano até atingir pelo menos 50%. 6. Ler textos diversos. 1. Ler pequenos textos narrativos, informativos e descritivos, notícias, cartas, convites e banda desenhada (4). (4) Continuar o trabalho desenvolvido no 1. o e 2. o anos de escolaridade, aumentando a extensão e o grau de dificuldade dos textos propostos. 7. Apropriar-se de novos vocábulos. 1. Reconhecer o significado de novas palavras, relativas a temas do quotidiano, áreas do interesse dos alunos e conhecimento do mundo (por exemplo, relações de parentesco, naturalidade e nacionalidade, costumes e tradições, desportos, serviços, livraria, biblioteca, saúde e corpo humano) (5). (5) Existe uma relação óbvia entre o Português e o Estudo do Meio, onde, no 3.º ano de escolaridade, muitos destes temas são tratados. Poderão ser realizados vários trabalhos de grupo/pares, apresentados à turma e discutidos coletivamente tendo o professor um papel de orientador das aprendizagens. 8. Organizar os conhecimentos do texto. 1. Identificar, por expressões de sentido equivalente, informações contidas explicitamente em textos narrativos, informativos e descritivos, de cerca de 300 palavras (6) (7). 2. Identificar o tema o assunto do texto, assim como os eventuais subtemas (6) (7). (6) O trabalho a desenvolver será o que foi começado no 2. o ano de escolaridade (LE2, objetivo 10, descritores 1 e 2) mas terá tro nível de complexidade. 18

19 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 8. Organizar conhecimentos de texto (continuação). 3. Pôr em relação duas informações para inferir delas uma terceira (6) (7). 4. Referir, em pcas palavras, o essencial do texto (6) (7). (7) Poderá ser usado um teste onde o professor apresenta textos com cerca de 50 palavras, as alternativas de resposta serão 4 em vez de 3, como no 2.º ano de escolaridade e o tempo total será de 6 minutos. Pretende-se, à semelhança do que acontecia no ano anterior, que esse tempo vá diminuindo. 9. Relacionar o texto com conhecimentos anteriores e compreendê-lo. 1. Formular questões intermédias e enunciar expetativas e direções possíveis durante a leitura de um texto (8). 2. Escolher, em tempo limitado, entre diferentes frases escritas, a que contempla informação contida num texto curto, de cerca de 100 palavras, lido anteriormente (8). 3. Relacionar intenções e emoções das personagens com finalidades da ação (8). (8) Levar os alunos a compreender a importância da capacidade de reter informações úteis que poderão ser utilizadas ntras atividades propostas. Se o aluno estiver concentrado no que lê e se utilizar os conhecimentos dos quais já é detentor para facilitar a compreensão do texto que manuseia, fará inferências e formulará hipóteses muito mais facilmente. 10. Monitorizar a compreensão. 1. Sublinhar as palavras desconhecidas, inferir o significado a partir de dados contextuais e confirmá-lo no dicionário (9). (9) Nesta fase, é importante que os alunos comecem a intensificar o uso do dicionário, apenas como confirmação. Sempre que possível, deverão ser os alunos a tentar compreender o significado da palavra, através do seu contexto. 11. Elaborar e aprofundar ideias e conhecimentos. 1. Estabelecer uma lista de fontes pertinentes de informação relativas a um tema, através de pesquisas na biblioteca e pela internet (10). 2. Procurar informação na internet para preencher esquemas anteriormente elaborados para responder a questões elaboradas em grupo (10). 3. Exprimir de maneira apropriada uma opinião crítica a respeito de um texto e compará-lo com tros já lidos conhecidos (10). 4. Exprimir uma opinião crítica a respeito de ações das personagens de tras informações que possam ser objeto de juízos de valor (10). (10) Os trabalhos de grupo, com recurso à iinternet, poderão ser bastante importantes. Para além de permitirem um trabalho de recolha e tratamento da informação disponibilizada, os alunos poderão ser convidados a produzir conteúdos. Assim, participarão em várias etapas, que culminarão com a apresentação do trabalho à turma e consequente abertura à crítica e à reconstrução do mesmo, se necessário. Este processo também permitirá uma troca frontal de ideias, levando os alunos a confrontar opiniões e a crescer enquanto cidadãos conscientes. 19

20 0BJETIVOS DESCRITORES DE DESEMPENHO NOTAS / SUGESTÕES 12. Desenvolver o conhecimento da ortografia. 1. Indicar, para as relações fonema grafema e grafema fonema mais frequentes, as diferentes possibilidades de escrever os fonemas que, segundo o código ortográfico do português, podem corresponder a mais do que um grafema, e para cada grafema indicar, quando é o caso, as diferentes possibilidades de «leitura» (em ambos os casos exemplificando com palavras) (11). 2. Escrever corretamente no plural as formas verbais, os nomes terminados em -ão e os nomes adjetivos terminados em consoante (12). 3. Escrever um texto, em situação de ditado, quase sem cometer erros (13 ). (11) Este descritor pode ser desenvolvido pela realização de trabalho com palavras homófonas (que se pronunciam da mesma maneira mas se escrevem diferentemente). Um exemplo é «nós» e «noz». Pode-se mostrar ao aluno como um determinado grafema (por exemplo, c, s, m, n) pode mudar de valor grafémico em função de letras adjacentes e corresponder a fonemas diferentes. O professor pode ajudar o aluno a elaborar um quadro com as diferentes possibilidades e a produzir ele mesmo exemplos destas variações. (12) Por exemplo: -ão no final de um nome (camarão); -am -ão na forma verbal (comeram comerão). (13) Os erros que aparecerem devem ser discutidos. 13. Mobilizar o conhecimento da representação gráfica e da pontuação. 1. Identificar e utilizar o hífen. 2. Identificar e utilizar os seguintes sinais auxiliares de escrita: travessão (no discurso direto) e aspas (14). 3. Utilizar adequadamente os seguintes sinais de pontuação: ponto de exclamação; dois pontos (introdução do discurso direto) (14). 4. Fazer a translineação de palavras no final das sílabas terminadas em vogal e em ditongo e na separação dos dígrafos rr e ss. (14) Falar com os alunos sobre o que é discurso direto, através de exemplos concretos. Uma das atividades a desenvolver poderá ser a apresentação de um tema e de várias imagens, levando os alunos a escrever os diálogos que poderão acontecer entre as personagens. 14. Planificar a escrita de textos. 1. Registar ideias relacionadas com o tema, organizando-as (15). (15) Poderá ser feito através de uma «chuva de ideias» pesquisas e consultas em diferentes fontes. 15. Redigir corretamente. 1. Utilizar uma caligrafia legível. 2. Usar vocabulário adequado (16). 3. Trabalhar um texto, amplificando-o através da coordenação de nomes, de adjetivos e de verbos (16). (16) A partir de uma «chuva de ideias» através de pesquisa, levar os alunos a estruturar o que se pens nas partes constituintes: introdução (quem, quando, onde, o quê), desenvolvimento (como) e conclusão. 16. Escrever textos narrativos. 1. Escrever pequenas narrativas, incluindo os seus elementos constituintes: quem, quando, onde, o quê, como (17). 2. Introduzir diálogos em textos narrativos. (17) A partir de uma «chuva de ideias» pesquisa, levar os alunos a estruturar as partes constituintes: introdução, desenvolvimento e conclusão. 20

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