Exame Físico e Cuidados. Patrícia Friedrich. de Enfermagem

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Exame Físico e Cuidados. Patrícia Friedrich. de Enfermagem"

Transcrição

1 Exame Físico e Cuidados Patrícia Friedrich de Enfermagem

2

3 EXAME FÍSICO INSPECIONAR AUSCULTAR PERCUTIR (delimitando vísceras); PALPAR - cada quadrante abdominal;

4 INSPEÇÃO Visualização de cicatrizes, hematomas, lesões aparentes; Abdome distendido; Abdome contraído; Peristalse visível; Alguma massa visível;

5 Examinar considerando quadrantes superiores e inferiores Inspeção: Contornos / Pele Hemangiomas, nevos, abaulamentos Cicatrizes descritas cuidadosamente Estrias, hematomas e circulação colateral Movimentos peristálticos e pulsações

6 AUSCULTAR

7 Ausculta abdominal 1 minuto em cada quadrante auscultar os sons intestinais, ruídos hidroaéreos; Recomenda-se realizar a ausculta antes da palpação para não estimular um aumento do peristaltismo; Ruídos hidroaéreos : Quando presentes e aumentados : diarreia, inicio da obstrução ; Quando ausentes: íleo paralítico, isquemia mesentérica, PO de cirurgia abdominal;

8 PERCUSSÃO O som predominante é o timpânico (indicando presença de ar nas vísceras ocas; Detecta presença de massas, ar e fluidos; Detecta som de macicez (presença de massas densas, fezes);

9 Percussão abdominal Dolorosa na irritação peritoneal Delimita vísceras como fígado e baço Reconhece ascite = macicez de declive Delimita bexiga e útero aumentado

10 PALPAÇÃO PALPAÇAO SUPERFICIAL : Identifica hipersensibilidade abdominal; massas e órgãos; Resistencia e defesa involuntária; Deve-se palpar no sentido horário; Palpar por último o lugar mais sensível e dolorido;

11 Palpação do abdome Superficial e profunda em cada quadrante Diferenciar massas de parede, intra-abdominais e retro peritoneais Da parede abdominal: Mais evidentes com a contratura da parede abdominal

12

13 CUIDADOS DE ENFERMAGEM Avaliação diária, com exame físico geral e do abdômen; Controle de sinais vitais; Controle glicêmico; Controle de sangramentos ; Controle de drenagens dos drenos; Controle de ingesta ; aceitação da dieta; Controle de evacuações diariamente; Realização de curativos de feridas operatórias pelo menos 1 x dia e se necessário;

14 Cuidados nos pós-operatório de cirurgias abdominais - Controle da dor e analgesia; - Controle de curativos e drenagens; -Observar e examinar região abdominal (ausculta e visualização); -Observar sinais de sangramento; - Manter alinhamento corporal no pós-operatório imediato; - Observar sinais de pressão intrabdominal; - Controle de funcionamento de colostomias e ilestomias; -Controle de gastrostomias; - Observar NPO e início de dietas via oral e via sonda nasoentérica;

15

16

17

18 CONSTIPAÇÃO INTESTINAL A constipação intestinal pode levar a complicações como distensão abdominal, vômitos, agitação, obstrução intestinal e perfuração intestinal; Estudos recentes têm identificado a constipação intestinal como um fator prognóstico independente na evolução de pacientes graves e demonstrado que o seu tratamento, controle e prevenção podem resultar em melhor prognóstico. Deve haver controle diário das evacuações dos pacientes na uti;

19 CONSTIPAÇÃO INTESTINAL A equipe deve estar atenta a condições que propiciem o surgimento de constipação intestinal, como imobilização prolongada, uso de opióides, sedação excessiva, bloqueadores neuromusculares, desidratação, distúrbios hidroeletrolíticos, choque e outros, tentando sempre minimizar a exposição a estas condições, e iniciar terapia específica quando a constipação intestinal for prevista ou na presença de fatores de risco;

20 DIARRÉIA Dentre as causas identificáveis (ou contribuintes) de diarréia na UTI se destacam: medicações prescritas, nutrição artificial, infecções, impactação fecal, isquemia ou fístula intestinal, septicemia, hipoalbuminemia, dentre outras; os seguintes fatores de risco de diarréia : febre ou hipotermia, desnutrição, hipoalbuminemia e presença de um local de infecção. Similarmente, o uso indiscriminado dos antimicrobianos tem sido apontado como importante fator predisponente de diarréia nosocomial, particularmente ao facilitar a colonização e infecção intestinal pelo Clostridium difficile ;

21 MONITORIZAÇÃO PIA Pressão intra-abdominal (PIA) é definido como a medida da pressão do compartimento abdominal, podendo ser realizada diretamente a partir da inserção de um cateter na região intra abdominal ; INDICAÇÕES Trauma abdominal; Distenção abdominal; Dificuldade respiratória; Hipercapnia; Oligúria; Abdome agudo; Pós-operatório de cirurgias abdominais;

22 PIA elevada é comum em pacientes de UTI; PIA aumenta com a inspiração e diminui com a expiração, devido a contração e ao relaxamento, respectivamente. O aumento da PIA pode ser consequência de um trauma, resultado de uma hemorragia gastrointestinal, isquemia celular, traumas de grandes vasos ;

23

24 PIA > 12 mmhg considera-se aumento de pressão intra-abdominal; PIA > 20 mmhg considera-se síndrome compartimental abdominal; PPA (pressão de perfusão abdominal) > 60 mmhg; PPA = PAM PIA

25 Mensuração da PIA Decúbito dorsal, cabeceira zero grau; Transdutor deve ser nivelado em linha axilar média; Injeção de 25 ml a 100 ml de solução salina; Observar o desconto da drenagem da solução salina utilizada na mensuração; Se possível sonda de 3 vias; Verificação 4/4 hrs 6/6 hrs 8/8 hrs

26

27 DIETA POR SONDA NASOENTERICA Nutrição Enteral (NE): alimento para fins especiais, com ingestão controlada de nutrientes, na forma isolada ou combinada, de composição definida ou estimada, especialmente formulada e elaborada para uso por sondas ou via oral, industrializado ou não, utilizada exclusiva ou parcialmente para substituir ou complementar a alimentação oral em pacientes desnutridos ou não, conforme suas necessidades nutricionais, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas (RDC 63/2000)

28 DIETA POR SONDA NASOENTERICA DIETA ENTERAL Quando é indicado? Quando a via oral é insuficiente. E o uso do trato gastrointestinal é possível. Fatores a serem considerados: Previsão do tempo de terapia Risco de aspiração

29 DIETA POR SONDA NASOENTERICA FATORES DE RISCO PARA O USO : Padrões de ingestão de alimentos e nutrientes, Ingestão inadequada de alimentos, Disfagia, Náusea, vômitos, constipação, diarreia, Limitações ou incapacidade para se alimentar sozinho; Fatores psicológicos e sociais: Fatores culturais, crenças religiosas, Distúrbios emocionais, Alteração do estado mental/cognitivo, Alcoolismo, dependência química Distúrbios alimentares ;

30 DIETA POR SONDA NASOENTERICA VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE DIETA: Sonda nasoenteral Gastrostomia Jejunostomia Gastrojejunostomia

31 DIETA POR SONDA NASOENTERAL

32

33

34

35 SONDA NASOETERICA Posição gástrica Posição duodenal ou jejunal

36

37

38

39

40

41

42 OBRIGADA

43 OBRIGADA

TERAPIA NUTRICIONAL NA CIRURGIA E NO TRAUMA. Neily Rodrigues Romero Ma. em Ciências Fisiológicas Nutricionista do IJF

TERAPIA NUTRICIONAL NA CIRURGIA E NO TRAUMA. Neily Rodrigues Romero Ma. em Ciências Fisiológicas Nutricionista do IJF TERAPIA NUTRICIONAL NA CIRURGIA E NO TRAUMA Neily Rodrigues Romero Ma. em Ciências Fisiológicas Nutricionista do IJF TRAUMA Definição: Problema de saúde pública Principais causas: acidentes e violência

Leia mais

As profissões regulamentadas por lei de que trata o parágrafo único, do art. 3º do Regulamento do PROASA são as seguintes:

As profissões regulamentadas por lei de que trata o parágrafo único, do art. 3º do Regulamento do PROASA são as seguintes: Cartilha O PROASA consiste em disponibilizar aos beneficiários dos planos médico-hospitalares, serviços de Nutricionista e Terapia Ocupacional para atendimento em consultório, bem como, profissionais da

Leia mais

SABAA SISTEMATIZAÇÃO DO ATENDIMENTO BÁSICO DO ABDOME AGUDO

SABAA SISTEMATIZAÇÃO DO ATENDIMENTO BÁSICO DO ABDOME AGUDO SABAA SISTEMATIZAÇÃO DO ATENDIMENTO BÁSICO DO ABDOME AGUDO ANAMNESE - 1º PASSO SABAA Caracterização da dor abdominal: Evolução (início e duração) Localização Irradiação Intensidade e tipo Agravo Alivio

Leia mais

CUIDADOS COM CATETERES E SONDAS

CUIDADOS COM CATETERES E SONDAS FACULDADE UNIGRAN CAPITAL TECNÓLOGO EM RADIOLOGIA PRINCÍPIOS E TÉCNICAS DA ENFERMAGEM CUIDADOS COM CATETERES E SONDAS ACESSO VENOSO PERIFÉRICO Definido como acesso ao sistema venoso sistêmico por punção

Leia mais

2 Lavagem Gástrica. É a limpeza do estômago realizada através de uma SNG (Sonda Nasogástrica) ou Gástrica (PERRY & POTTER 2004).

2 Lavagem Gástrica. É a limpeza do estômago realizada através de uma SNG (Sonda Nasogástrica) ou Gástrica (PERRY & POTTER 2004). 2 Lavagem Gástrica É a limpeza do estômago realizada através de uma SNG (Sonda Nasogástrica) ou Gástrica (PERRY & POTTER 2004). Objetivos: Remover substâncias tóxicas ou irritantes Preparar pacientes para

Leia mais

Resultados da Validação do Mapeamento. Administrar medicamentos vasoativos, se adequado.

Resultados da Validação do Mapeamento. Administrar medicamentos vasoativos, se adequado. Intervenções de Enfermagem da Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC) para o diagnóstico de Volume de líquidos deficiente em pacientes vitimas de trauma Quadro 1- Reestruturação dos níveis de

Leia mais

DESAFIO DE IMAGEM Aluna: Bianca Cordeiro Nojosa de Freitas Liga de Gastroenterologia e Emergência

DESAFIO DE IMAGEM Aluna: Bianca Cordeiro Nojosa de Freitas Liga de Gastroenterologia e Emergência DESAFIO DE IMAGEM Aluna: Bianca Cordeiro Nojosa de Freitas Liga de Gastroenterologia e Emergência Caso Clínico Paciente sexo feminino, 68 anos, comparece à unidade de emergência queixando-se de dor e distensão

Leia mais

Assistência de Enfermagem rio

Assistência de Enfermagem rio Assistência de Enfermagem Pós-operatóriorio Pós-operatório rio O período pós-operatp operatóriorio tem início logo após o término t da operação e vai até a alta do paciente, podendo ainda se estender a

Leia mais

Colaboradores...5 Dedicatória...6 Agradecimentos...7 Prefácio...9

Colaboradores...5 Dedicatória...6 Agradecimentos...7 Prefácio...9 Sumário Colaboradores...5 Dedicatória...6 Agradecimentos...7 Prefácio...9 PARTE I Introdução à profissão de enfermagem 1 Enfermagem uma profissão em evolução...21 Visão geral...22 Revisão histórica...22

Leia mais

Apresentação de caso. Marco Daiha / Raquel Lameira

Apresentação de caso. Marco Daiha / Raquel Lameira Apresentação de caso Marco Daiha / Raquel Lameira História clinica inicial: Criança feminina, 4 anos, admitida no Hospital Alcides Carneiro/Petrópolis- Rj, transferida de outra unidade de saúde para investigação

Leia mais

ESTADO DE CHOQUE HEMORRAGIA & CHOQUE 002

ESTADO DE CHOQUE HEMORRAGIA & CHOQUE 002 ESTADO DE CHOQUE HEMORRAGIA & CHOQUE 002 ESTADO DE CHOQUE CONCEITO CAUSAS TIPOS DE CHOQUE SINAIS & SINTOMAS GERAIS DO CHOQUE ESTADO DE CHOQUE CONCEITO CONCEITO FALÊNCIA DO SISTEMA CIRCULATÓRIO INCAPACIDADE

Leia mais

Recuperação Pós-Anestésica - RPA. Enf. Andreza Bernardi Marques Laurencio

Recuperação Pós-Anestésica - RPA. Enf. Andreza Bernardi Marques Laurencio Recuperação Pós-Anestésica - RPA Enf. Andreza Bernardi Marques Laurencio PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO Cuidados necessários no pós-operatório constituem um desafio devido às alterações fisiológicas complexas

Leia mais

PERFIL DOS HOSPITAIS EM RELAÇÃO AO USO DE FÓRMULAS ENTERAIS NAS CIDADES DE UBERLÂNDIA, UBERABA E ARAGUARI- MG.

PERFIL DOS HOSPITAIS EM RELAÇÃO AO USO DE FÓRMULAS ENTERAIS NAS CIDADES DE UBERLÂNDIA, UBERABA E ARAGUARI- MG. PERFIL DOS HOSPITAIS EM RELAÇÃO AO USO DE FÓRMULAS ENTERAIS NAS CIDADES DE UBERLÂNDIA, UBERABA E ARAGUARI- MG. RESUMO Introdução:Nutrição enteral (NE) é definida como alimento para fins especiais, com

Leia mais

Conceitos da Avaliação Inicial Rápida inspeção primária Reanimação Suplementação da inspeção primária/ reanimação Inspeção secundária detalhada Suplem

Conceitos da Avaliação Inicial Rápida inspeção primária Reanimação Suplementação da inspeção primária/ reanimação Inspeção secundária detalhada Suplem Avaliação inicial do traumatizado SANTA CASA DE SÃO PAULO Conceitos da Avaliação Inicial Rápida inspeção primária Reanimação Suplementação da inspeção primária/ reanimação Inspeção secundária detalhada

Leia mais

PATOLOGIA E CLÍNICA CIRÚRGICA

PATOLOGIA E CLÍNICA CIRÚRGICA PATOLOGIA E CLÍNICA CIRÚRGICA HÉRNIAS RENATO LINHARES SAMPAIO INTRODUÇÃO CONCEITO É A PROTRUSÃO, INSINUAÇÃO OU PASSAGEM DE UM ÓRGÃO OU PARTE DELE, DE SUA CAVIDADE ORIGINAL PARA OUTRA VIZINHA, ATRAVÉS DE

Leia mais

AVALIAÇÃO DO SISTEMA DIGESTÓRIO

AVALIAÇÃO DO SISTEMA DIGESTÓRIO Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica Disciplina: Avaliação de Indivíduos e Famílias AVALIAÇÃO DO SISTEMA DIGESTÓRIO Profa. Dra. Lilia de Souza Nogueira Objetivos da aula Compreender a importância

Leia mais

ANEURISMA CEREBRAL M A R I A D A C O N C E I Ç Ã O M. R I B E I R O

ANEURISMA CEREBRAL M A R I A D A C O N C E I Ç Ã O M. R I B E I R O ANEURISMA CEREBRAL M A R I A D A C O N C E I Ç Ã O M. R I B E I R O O aneurisma intracraniano (cerebral) representa a dilatação das paredes de uma artéria cerebral, que se desenvolve como resultado da

Leia mais

EDITOR: Ana Forjaz de Lacerda

EDITOR: Ana Forjaz de Lacerda EDITOR: Ana Forjaz de Lacerda 1ª edição Dezembro 2010 COLABORADORES Ana Forjaz de Lacerda Assistente Hospitalar Graduada, Serviço de Pediatria IPOLFG, EPE Carla Costa Enfermeira Graduada, Serviço de Pediatria

Leia mais

100% óleo mineral. Laxante e terapia em uso tópico para pele ressecada e áspera

100% óleo mineral. Laxante e terapia em uso tópico para pele ressecada e áspera Dizeres de Cartucho (frente e laterais) Logo Mantecorp Conteúdo 120 ml Laxante e terapia em uso tópico para pele ressecada e áspera Sem cheiro/ Sem gosto MEDICAMENTO DE NOTIFICAÇÃO SIMPLIFICADARDC ANVISA

Leia mais

Pressão Venosa Central e Pressão Arterial Média. Profa Sandra Zeitoun Aula 10 e 11

Pressão Venosa Central e Pressão Arterial Média. Profa Sandra Zeitoun Aula 10 e 11 Pressão Venosa Central e Pressão Arterial Média Profa Sandra Zeitoun Aula 10 e 11 Métodos de monitorização A monitorização de pacientes internados visa contribuir com o processo de reabilitação e cura.

Leia mais

PROFª FÁTIMA BARBOSA GARDÊNIA SANTOS

PROFª FÁTIMA BARBOSA GARDÊNIA SANTOS SONDAGENS PROFª FÁTIMA BARBOSA GARDÊNIA SANTOS DEFINIÇÕES SONDA - Tubo que se introduz no organismo em canal natural ou não, para reconhecer lhe o estado, extrair ou introduzir algum tipo de matéria. CATETER

Leia mais

Nutrição Enteral e Parenteral

Nutrição Enteral e Parenteral e Parenteral Prof a. Renato Marques Conceitos Terapia de (TNE) é um conjunto de procedimentos terapêuticos empregados para a manutenção ou recuperação do estado nutricional por meio de. Conceitos : RCD

Leia mais

EMENTA: Protocolo aplicação de sonda nasogástrica e nasoenteral e em controle radiográfico. Competência da enfermagem e médico.

EMENTA: Protocolo aplicação de sonda nasogástrica e nasoenteral e em controle radiográfico. Competência da enfermagem e médico. PARECER Nº 2527/2016 ASSUNTO: OBRIGATORIEDADE DE REALIZAÇÃO DA CONFIRMAÇÃO RADIOLÓGICA DO POSICIONAMENTO DA SONDA APÓS SUA PASSAGEM NO AMBIENTE DOMICILIAR PARECERISTA: CONS.º MAURO ROBERTO DUARTE MONTEIRO

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE MEDICINA LIGA DE CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO ACESSO CIRÚRGICO ÀS VIAS AÉREAS SUPERIORES

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE MEDICINA LIGA DE CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO ACESSO CIRÚRGICO ÀS VIAS AÉREAS SUPERIORES UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE MEDICINA LIGA DE CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO ACESSO CIRÚRGICO ÀS VIAS AÉREAS SUPERIORES Maria Gabriela Guimarães / Jobert Mitson 2012 OBJETIVOS Jobert Mitson

Leia mais

APLV - O que é a Alergia à Proteína do Leite de Vaca: características, sinais e sintomas. Dra. Juliana Praça Valente Gastropediatra

APLV - O que é a Alergia à Proteína do Leite de Vaca: características, sinais e sintomas. Dra. Juliana Praça Valente Gastropediatra APLV - O que é a Alergia à Proteína do Leite de Vaca: características, sinais e sintomas Dra. Juliana Praça Valente Gastropediatra Reações Adversas a Alimentos Imunomediadas: Alergia alimentar IgE mediada

Leia mais

Avaliação nutricional do paciente

Avaliação nutricional do paciente Avaliação nutricional do paciente Muito gordo ou muito magro? O que fazer com esta informação? Avaliação nutricional do paciente 1) Anamnese (inquérito alimentar) 2) Exame físico 3) Exames laboratoriais

Leia mais

CATETERISMO CARDÍACO. Prof. Claudia Witzel

CATETERISMO CARDÍACO. Prof. Claudia Witzel CATETERISMO CARDÍACO CATETERISMO CARDÍACO Método diagnóstico invasivo É avaliada a presença ou não de estreitamentos nas artérias coronárias secundário às "placas de gordura" além do funcionamento das

Leia mais

SONDAGENS DEFINIÇÕES PROFª FÁTIMA BARBOSA

SONDAGENS DEFINIÇÕES PROFª FÁTIMA BARBOSA SONDAGENS PROFª FÁTIMA BARBOSA DEFINIÇÕES SONDA - Tubo que se introduz no organismo em canal natural ou não, para reconhecer lhe o estado, extrair ou introduzir algum tipo de matéria. CATETER - Instrumento

Leia mais

PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE PNEUMONIA ASSOCIADA A ASSISTÊNCIA VENTILATÓRIA - PAV

PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE PNEUMONIA ASSOCIADA A ASSISTÊNCIA VENTILATÓRIA - PAV DE PREVENÇÃO 1 de 6 Histórico de Revisão / Versões Data Versão/Revisões Descrição Autor 1.00 Proposta inicial EB, MS RESUMO A pneumonia relacionada à assistência à saúde (PNM-RAS) está entre as infecções

Leia mais

Urgência e Emergência

Urgência e Emergência Urgência e Emergência CHOQUE Choque Um estado de extrema gravidade que coloca em risco a vida do paciente. Dica: Em TODOS os tipos de choques ocorre a queda da pressão arterial e, consequentemente, um

Leia mais

BIOQUÍMICA E METABOLISMO DOS MICRONUTRIENTES NA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL E PARENTERAL

BIOQUÍMICA E METABOLISMO DOS MICRONUTRIENTES NA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL E PARENTERAL BIOQUÍMICA E METABOLISMO DOS MICRONUTRIENTES NA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL E PARENTERAL Profa. Dra. Maria Rosimar Teixeira Matos Docente do Curso de Nutrição da UECE TERAPIA NUTRICIONAL Suprir as necessidades

Leia mais

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II SONDAS. Professora: Enfª:Darlene Carvalho (www.darlenecarvalho.webnode.com.br)

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II SONDAS. Professora: Enfª:Darlene Carvalho (www.darlenecarvalho.webnode.com.br) FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II SONDAS Professora: Enfª:Darlene Carvalho (www.darlenecarvalho.webnode.com.br) SONDAS CURTAS NASOGÁSTRICAS As mais utilizadas são as sondas de Levin e de reservatório gástrico

Leia mais

PATOLOGIAS CIRÚRGICAS NO RECÉM-NASCIDO

PATOLOGIAS CIRÚRGICAS NO RECÉM-NASCIDO PATOLOGIAS CIRÚRGICAS NO RECÉM-NASCIDO ATRESIA DE ESÔFAGO: Malformação em que a parte proximal do esôfago termina em fundo cego. Classificação Segundo tipo de atresia: Tipo I (A): atresia sem fistula (8%);

Leia mais

Orientações domiciliares para paciente com. Nutrição Enteral

Orientações domiciliares para paciente com. Nutrição Enteral Orientações domiciliares para paciente com Nutrição Enteral Comissão de Suporte Nutricional Serviço de Nutrologia Serviço de Nutrição e Dietética Serviço de Enfermagem Programa de Apoio à Família do Seped

Leia mais

Áquila Lopes Gouvêa Enfermeira da Equipe de Controle de Dor Instituto Central do Hospital das Clínica da Faculdade de Medicina da USP

Áquila Lopes Gouvêa Enfermeira da Equipe de Controle de Dor Instituto Central do Hospital das Clínica da Faculdade de Medicina da USP SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE ASSISTÊNCIA MULDISCIPLINAR AO PACIENTE POLITRAUMATIZADO Áquila Lopes Gouvêa Enfermeira da Equipe de Controle de Dor Instituto Central do Hospital das Clínica da Faculdade de Medicina

Leia mais

Funcional - Pressão intracólica aumentada - Motilidade basal e propulsiva aumentada - Lume estreito contracções segmentares

Funcional - Pressão intracólica aumentada - Motilidade basal e propulsiva aumentada - Lume estreito contracções segmentares Doença Diverticular Fisiopatologia Estrutural - Parede cólica: mucosa, submucosa muscular - circular - longitudinal - Teniae coli serosa - Falsos divertículos - Hipertrofia da camada muscular: da elastina

Leia mais

Jose Roberto Fioretto

Jose Roberto Fioretto Jose Roberto Fioretto jrf@fmb.unesp.br Professor Adjunto-Livre Docente Disciplina de Medicina Intensiva Pediátrica Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP 1988 Planejamento Conhecimento Desempenho Competência

Leia mais

Doença Diverticular do Cólon

Doença Diverticular do Cólon Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto Doença Diverticular do Cólon Prof. Dr. João Gomes Netinho Disciplina de Coloproctologia Hospital de Base - FAMERP Doença Diverticular do Cólon Conceito Considerações

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA. DISCIPLINA: Tópicos em Enfermagem V Enfermagem em Cuidados Intensivos CÓDIGO: EFM069 COORDENADOR:

PROGRAMA DE DISCIPLINA. DISCIPLINA: Tópicos em Enfermagem V Enfermagem em Cuidados Intensivos CÓDIGO: EFM069 COORDENADOR: PROGRAMA DE DISCIPLINA DISCIPLINA: Tópicos em Enfermagem V Enfermagem em Cuidados Intensivos CÓDIGO: EFM069 COORDENADOR: CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA CRÉDITOS INÍCIO TÉRMINO TEÓRICA PRÁTICA 45 15 04 VERSÃO

Leia mais

Processo Seletivo Técnico de Enfermagem INSTRUÇÕES PARA REALIZAÇÃO DA PROVA (LEIA ATENTAMENTE!)

Processo Seletivo Técnico de Enfermagem INSTRUÇÕES PARA REALIZAÇÃO DA PROVA (LEIA ATENTAMENTE!) Processo Seletivo Técnico de Enfermagem Nome: Nota: 1. A prova é individual sem consulta. INSTRUÇÕES PARA REALIZAÇÃO DA PROVA (LEIA ATENTAMENTE!) 2. O candidato deverá preencher o gabarito com caneta azul

Leia mais

COLECISTITE AGUDA ANDRÉ DE MORICZ CURSO CONTINUADO DE CIRURGIA PARA REWSIDENTES COLÉGIO BRASILEIRO DE CIRURGIÕES 2006

COLECISTITE AGUDA ANDRÉ DE MORICZ CURSO CONTINUADO DE CIRURGIA PARA REWSIDENTES COLÉGIO BRASILEIRO DE CIRURGIÕES 2006 COLECISTITE AGUDA ANDRÉ DE MORICZ CURSO CONTINUADO DE CIRURGIA PARA REWSIDENTES COLÉGIO BRASILEIRO DE CIRURGIÕES 2006 COLECISTITE AGUDA OBJETIVOS 1- Introdução - incidência -definição 2- Etiopatogenia

Leia mais

- Descrito na década de 70, mas com aumento constante na incidência desde os anos 90

- Descrito na década de 70, mas com aumento constante na incidência desde os anos 90 INTRODUÇÃO - Descrito na década de 70, mas com aumento constante na incidência desde os anos 90 - Caracterizada pela infiltração de eosinófilos na mucosa esofágica - Pode ser isolada ou como manifestação

Leia mais

Protocolo de Normotermia Qual o papel do Enfermeiro?

Protocolo de Normotermia Qual o papel do Enfermeiro? Protocolo de Normotermia Qual o papel do Enfermeiro? ENFº FERNANDO MALGUEIRO ESPECIALISTA DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS AQUECIMENTO DO PACIENTE - DIVISÃO DE PREVENÇÃO DE INFECÇÃO Hipotermia Perioperatória

Leia mais

Insuficiência Renal Crônica Claudia Witzel

Insuficiência Renal Crônica Claudia Witzel Insuficiência Renal Crônica Claudia Witzel A insuficiência renal crônica (IRC) é o resultado das lesões renais irreversíveis e progressivas provocadas por doenças que tornam o rim incapaz de realizar as

Leia mais

Cuidados de Enfermagem no Paciente Crítico. Prof. Enf. Fernando Ramos Gonçalves Msc Intensivista-HR

Cuidados de Enfermagem no Paciente Crítico. Prof. Enf. Fernando Ramos Gonçalves Msc Intensivista-HR Cuidados de Enfermagem no Paciente Crítico Prof. Enf. Fernando Ramos Gonçalves Msc Intensivista-HR 1. Trauma: Considerações Iniciais O Traumatizado Prioritário Funções Vitais Comprometidas; Lesões Orgânicas;

Leia mais

MODELOS DE LAUDOS NORMAIS ESÔFAGO, ESTÔMAGO E DUODENO NORMAIS

MODELOS DE LAUDOS NORMAIS ESÔFAGO, ESTÔMAGO E DUODENO NORMAIS MODELOS DE LAUDOS NORMAIS ABDOME - AP Estruturas ósseas visualizadas íntegras. Distribuição normal de gases e fezes pelas alças intestinais. Ausência de imagens radiológicas sugestivas de cálculos urinários

Leia mais

SRPA- Sala de Recuperação Pós-Anestésica

SRPA- Sala de Recuperação Pós-Anestésica CAPÍTULO 7» Local destinado a receber o paciente em pós-operatório imediato até que recupere a consciência e tenha seus sinais vitais estáveis;» A assistência prestada ao paciente na SRPA requer cuidados

Leia mais

OBJETIVOS Ao final da aula os participantes terão de. Definir:

OBJETIVOS Ao final da aula os participantes terão de. Definir: Estado de Choque OBJETIVOS Ao final da aula os participantes terão de Definir: Estado de Choque; Classificação do Estado de Choque; Sinais e sintomas; Choque compensado / descompensado; Conduta no tratamento

Leia mais

EXAME FÍSICO DO ABDOME ALUNO: DATA:

EXAME FÍSICO DO ABDOME ALUNO: DATA: Versão 24/03/2014 EXAME FÍSICO DO ABDOME ALUNO: DATA: PLANEJAMENTO DO EXAME FÍSICO 1.0 Revisão da anatomia, topografia e fisiologia: Reconhece a divisão do abdome em quadrantes: QSD (quadrante superior

Leia mais

1. Sumário. Data: 29/04/2013 NOTA TÉCNICA 60/2013. Medicamento/ x dieta Material Procedimento Cobertura

1. Sumário. Data: 29/04/2013 NOTA TÉCNICA 60/2013. Medicamento/ x dieta Material Procedimento Cobertura NOTA TÉCNICA 60/2013 Solicitante Juiz Dr. Flávio Moreira Barros 1ª Vara Cível de Passos Data: 29/04/2013 Medicamento/ x dieta Material Procedimento Cobertura SUMÁRIO 1. Sumário 2. Resumo executivo... 2

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ COORDENADORIA DE CONCURSOS CCV

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ COORDENADORIA DE CONCURSOS CCV A Comissão Examinadora da Prova para cargo de Fisioterapeuta efetuou a análise do Conhecimentos Específicos - QUESTÃO 22 O requerente está se referindo ao item correto como sendo a letra E. A respiração

Leia mais

TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO

TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO PREZADO PACIENTE: O Termo de Consentimento Informado é um documento no qual sua AUTONOMIA (vontade) em CONSENTIR (autorizar) é manifestada. A intervenção cirúrgica indicada

Leia mais

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO. Cada saqueta de contém as seguintes substâncias activas:

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO. Cada saqueta de contém as seguintes substâncias activas: RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO 1. NOME DO MEDICAMENTO Molaxole pó para solução oral 2. COMPOSICÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Cada saqueta de contém as seguintes substâncias activas: Macrogol

Leia mais

ASSISTÊNCIA E FUNCIONAMENTO NA SÍNDROME ESOFÁGICA

ASSISTÊNCIA E FUNCIONAMENTO NA SÍNDROME ESOFÁGICA ASSISTÊNCIA E FUNCIONAMENTO NA SÍNDROME ESOFÁGICA Principal função do ESÔFAGO : conduzir o alimento da faringe para o estômago, peristaltismo primário e secundário Peristaltismo Primário: continuação da

Leia mais

VARIZES DE MEMBROS INFERIORES. Dr Otacilio Camargo Junior Dr George Kalil Ferreira

VARIZES DE MEMBROS INFERIORES. Dr Otacilio Camargo Junior Dr George Kalil Ferreira VARIZES DE MEMBROS INFERIORES Dr Otacilio Camargo Junior Dr George Kalil Ferreira Definição Dilatação, alongamento, tortuosidade com perda funcional, com insuficiência valvular Incidência: 3/1 sexo feminino;75%

Leia mais

DISCIPLINA DE OTORRINOLARINOGOLOGIA UNESP- BOTUCATU

DISCIPLINA DE OTORRINOLARINOGOLOGIA UNESP- BOTUCATU TRAQUEOTOMIA Profa Livre Docente Regina H. Garcia Martins DISCIPLINA DE OTORRINOLARINOGOLOGIA UNESP- BOTUCATU Unesp TRAQUEOTOMIA X TRAQUEOSTOMIA INDICAÇÕES DE TRAQUEOTOMIA DESOBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS

Leia mais

ABDOME AGUDO NA GRAVIDEZ Waldemar Prandi Filho

ABDOME AGUDO NA GRAVIDEZ Waldemar Prandi Filho ABDOME AGUDO NA GRAVIDEZ Waldemar Prandi Filho NÁUSEAS VÔMITOS DOR ABDOMINAL LEUCOCITOSE ABDOME AGUDO NA GRAVIDEZ Raro 1/500 Diagnóstico Difícil: Sinais e Sintomas Fisíológicos Alterações Anatômicas e

Leia mais

PRIMEIROS SOCORROS. Enfa Sâmela Cristine Rodrigues de Souza

PRIMEIROS SOCORROS. Enfa Sâmela Cristine Rodrigues de Souza PRIMEIROS SOCORROS Enfa Sâmela Cristine Rodrigues de Souza Primeiros socorros Noções básicas b de sinais vitais Perfil do socorrista Vias aéreas a obstrução Ressuscitação cardiopulmonar RCP Ferimentos,

Leia mais

NUTRIÇÃO EM PACIENTE CRÍTICO

NUTRIÇÃO EM PACIENTE CRÍTICO NUTRIÇÃO EM PACIENTE CRÍTICO A equipe de terapia de nutrição enteral e parenteral (EMTN) atua na prevenção e tratamento dos distúrbios nutricionais (agudos e crônicos) que estão associados à maior morbimortalidade,

Leia mais

Sistema Urinário. Patrícia Dupim

Sistema Urinário. Patrícia Dupim Sistema Urinário Patrícia Dupim Insuficiência Renal Ocorre quando os rins não conseguem remover os resíduos metabólicos do corpo. As substância normalmente eliminadas na urina acumulam-se nos líquidos

Leia mais

APENDICITE AGUDA O QUE É APÊNCIDE CECAL? O QUE É APENDICITE E PORQUE OCORRE

APENDICITE AGUDA O QUE É APÊNCIDE CECAL? O QUE É APENDICITE E PORQUE OCORRE APENDICITE AGUDA O QUE É APÊNCIDE CECAL? O apêndice vermiforme ou apêndice cecal é uma pequena extensão tubular, com alguns centímetros de extensão, terminada em fundo cego, localizado no ceco, primeira

Leia mais

Anestesia em Pacientes com Paralisia Cerebral

Anestesia em Pacientes com Paralisia Cerebral Anestesia em Pacientes com Paralisia Cerebral Quais os Desafios? Marcius Vinícius M. Maranhão TSA Hospital Universitário Oswaldo Cruz Recife - PE Doença não progressiva que afeta a movimentação e postura

Leia mais

HIPERÊMESE GRAVÍDICA. Msc. Roberpaulo Anacleto

HIPERÊMESE GRAVÍDICA. Msc. Roberpaulo Anacleto HIPERÊMESE GRAVÍDICA Msc. Roberpaulo Anacleto Introdução A ocorrência ocasional de náuseas e vômitos até 14 semanas de gestação, mais comum no período da manhã, é rotulada como êmese gravídica e pode ser

Leia mais

Nutrição & Dietética I

Nutrição & Dietética I Nutrição & Dietética I NUTRIÇÃO E DIETÉTICA PARA ENFERMAGEM O nosso organismo pode ser comparado a uma máquina, assim como esta requer para o seu funcionamento, óleos e graxos à nossa máquina humana exigem

Leia mais

MODELO DE ENFERMAGEM ROPER- LOGAN-TIERNEY: COMER E BEBER/ELIMINAR/HIGIENE

MODELO DE ENFERMAGEM ROPER- LOGAN-TIERNEY: COMER E BEBER/ELIMINAR/HIGIENE Disciplina: Introdução à Ciência da Enfermagem e as Bases Filosóficas do Cuidar MODELO DE ENFERMAGEM ROPER- LOGAN-TIERNEY: COMER E BEBER/ELIMINAR/HIGIENE PESSOAL E VESTIR-SE Prof. Ms. Diego Jorge Maia

Leia mais

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO O (A) paciente, ou seu responsável, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei, 8.078/90 que dá plena autorização

Leia mais

Discussão de Caso Clínico. Módulo de Sistema Digestório

Discussão de Caso Clínico. Módulo de Sistema Digestório Discussão de Caso Clínico Módulo de Sistema Digestório 2014.2 Caso Clínico Paciente do sexo masculino, 64 anos, aposentado, casado e caucasiano. Procurou serviço de emergência com queixas de dor de barriga

Leia mais

KAOSEC. Pharmascience Laboratórios Ltda COMPRIMIDO cloridrato de loperamida 2 mg

KAOSEC. Pharmascience Laboratórios Ltda COMPRIMIDO cloridrato de loperamida 2 mg KAOSEC Pharmascience Laboratórios Ltda COMPRIMIDO cloridrato de loperamida 2 mg Kaosec cloridrato de loperamida Apresentações Comprimidos de 2 mg de cloridrato de loperamida: embalagens com 12 e 200 comprimidos.

Leia mais

APE P NDICITE T A GUDA MARCELO LINHARES

APE P NDICITE T A GUDA MARCELO LINHARES APENDICITE AGUDA MARCELO LINHARES APENDICITE AGUDA INTRODUÇÃO Primeira descrição de apendicite Heister, 1683 Reconhecida como entidade patológica em 1755 Patologia mais importante do apêndice cecal Principal

Leia mais

JEJUM PRÉ-ANESTÉSICO E OPERATÓRIO. Localizador: Data: Vigência: Revisão: Página: HND.ANT.POP /5

JEJUM PRÉ-ANESTÉSICO E OPERATÓRIO. Localizador: Data: Vigência: Revisão: Página: HND.ANT.POP /5 HND.ANT.POP.002 20.10.2015 20.10.2017 01 1 /5 1. FINALIDADE Este procedimento tem como objetivo estabelecer regras e normas para orientar a realização do jejum pré-anestésico visando redução dos riscos

Leia mais

Complicações dos Procedimentos Videolaparoscópicos. Profa. Dra. Eliana Marisa Ganem

Complicações dos Procedimentos Videolaparoscópicos. Profa. Dra. Eliana Marisa Ganem Complicações dos Procedimentos Videolaparoscópicos Profa. Dra. Eliana Marisa Ganem rotura peritoneal Complicações herniação avulsão de adesões Inserção do trocater sangramento dos vasos da parede trauma

Leia mais

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO 1. Denominação do medicamento Enema Fleet 2. Composição qualitativa e quantitativa Fosfato monossódico di-hidratado Fosfato dissódico 8.0 % w/v 18.1 % w/v A dose

Leia mais

Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta HBP/SP

Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta HBP/SP Ventilação Não Invasiva Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta HBP/SP Introdução Indicações Exacerbação da IRpA com ph 45mmHg e FR>25rpm Desconforto respiratório com uso da

Leia mais

A Bioquímica Da Célula. Alternar entre páginas 0/1 Página Anterior Próxima página

A Bioquímica Da Célula. Alternar entre páginas 0/1 Página Anterior Próxima página A Bioquímica Da Célula Alternar entre páginas 0/1 Página Anterior Próxima página A importância da água em nossa vida A água é indispensável para o nosso planeta. Foi através dela que surgiram as primeiras

Leia mais

AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL. Prof (a). Drielly Rodrigues Viudes

AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL. Prof (a). Drielly Rodrigues Viudes AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL Prof (a). Drielly Rodrigues Viudes AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL - Método simples, de rápida execução e baixo custo; -Validado para aplicação em pacientes cirúrgicos e clínicos.

Leia mais

c) Relacione as orientações a serem fornecidas à paciente, no momento de sua alta, considerando que sua contagem de neutrófilos era de células/m

c) Relacione as orientações a serem fornecidas à paciente, no momento de sua alta, considerando que sua contagem de neutrófilos era de células/m 01 Concurso Mulher de 38 anos, 1,73m de altura e peso de 73 kg, portadora de linfoma de Hodgkin, foi internada no setor de hematologia para o transplante autólogo de células tronco hematopoiéticas. No

Leia mais

Pneumonia Associada à Assistência à saúde. Enfª Viviane Canêdo

Pneumonia Associada à Assistência à saúde. Enfª Viviane Canêdo Pneumonia Associada à Assistência à saúde Enfª Viviane Canêdo Relato de uma esposa: Não consigo entender o que os médicos tentam me explicar! Meu marido internou para fazer uma cirurgia cardíaca e agora

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA: UM RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA

A IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA: UM RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA A IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA: UM RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA Priscila Renaly Gonçalves Diniz; Aísha Sthéfany Silva de Meneses Cristiana Barbosa Da Silva

Leia mais

EXIJA QUALIDADE NA SAÚDE. Reunião do Grupo de Indicadores de Enfermagem do Núcleo de Apoio à Gestão Hospitalar NAGEH

EXIJA QUALIDADE NA SAÚDE. Reunião do Grupo de Indicadores de Enfermagem do Núcleo de Apoio à Gestão Hospitalar NAGEH EXIJA QUALIDADE NA SAÚDE Reunião do Grupo de Indicadores de Enfermagem do Núcleo de Apoio à Gestão Hospitalar NAGEH 15 de agosto de Incidência de Queda de Paciente Incidência de Queda de Paciente 3,0

Leia mais

É O PERÍODO QUE COMPREENDE AS 24 HORAS QUE ANTECEDEM A INTERVENÇÃO CIRÚRGICA

É O PERÍODO QUE COMPREENDE AS 24 HORAS QUE ANTECEDEM A INTERVENÇÃO CIRÚRGICA I - Pré operatório Imediato É O PERÍODO QUE COMPREENDE AS 24 HORAS QUE ANTECEDEM A INTERVENÇÃO CIRÚRGICA Avaliação Fisiológica Diagnóstico Médico Local cirúrgico e procedimento Resultados de exames Alterações

Leia mais

Anatomia e Fisiologia do apêndice cecal

Anatomia e Fisiologia do apêndice cecal APENDICITE AGUDA Histórico Descrita pela primeira vez por Lorenz Heister em 1755. Em 1827, Melin publicou artigo sobre inflamação aguda do apêndice, recomendado sua retirada cirúrgica. Anatomia e Fisiologia

Leia mais

Consiste no processo de introdução de uma sonda apropriada através da cavidade nasal ou oral até o estômago.

Consiste no processo de introdução de uma sonda apropriada através da cavidade nasal ou oral até o estômago. PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO POP N 15 Título: Sondagem Orogástrica e Nasogástrica em Recém-nascidos Responsável pela prescrição do POP Médico Neonatologista, Enfermeiro Responsável pela execução do

Leia mais

Programa de Residência Médica em Pediatria - HMIB. CHOQUES Andersen O. R. Fernandes

Programa de Residência Médica em Pediatria - HMIB. CHOQUES Andersen O. R. Fernandes Programa de Residência Médica em Pediatria - HMIB CHOQUES Andersen O. R. Fernandes O que é choque? INSUFICIÊNCIA CIRCULATÓRIA Febre Infecção Dispneia Dor Trauma Demanda Oferta Suporte inotrópico/vasoativo

Leia mais

RETIRADA DE INTRODUTOR VASCULAR FEMURAL

RETIRADA DE INTRODUTOR VASCULAR FEMURAL 1 de 7 PROTOCOLO Data de Emissão: Histórico de Revisão / Versões Data Versão/Revisões Descrição Autor 1.00 Proposta inicial RN, JM 1 Objetivo: A realização da retirada do introdutor femoral realizada pelo

Leia mais

PREVENÇÃO DE INFECCÇÃO ASSOCIADA A CATETER VENOSO CENTRAL / CVC. Data Versão/Revisões Descrição Autor

PREVENÇÃO DE INFECCÇÃO ASSOCIADA A CATETER VENOSO CENTRAL / CVC. Data Versão/Revisões Descrição Autor 1 de 9 Histórico de Revisão / Versões Data Versão/Revisões Descrição Autor 1.00 Proposta inicial FP, MTS, SRPT 1 Objetivo: Prevenir infecção de corrente sanguínea associada a cateter venoso central ()

Leia mais

Os profissionais de enfermagem que participam e atuam na Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional, serão os previstos na Lei 7.498/86.

Os profissionais de enfermagem que participam e atuam na Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional, serão os previstos na Lei 7.498/86. Regulamento da Terapia Nutricional 1. DEFINIÇÕES: Terapia Nutricional (TN): Conjunto de procedimentos terapêuticos para manutenção ou recuperação do estado nutricional do usuário por meio da Nutrição Parenteral

Leia mais

Choque hipovolêmico: Classificação

Choque hipovolêmico: Classificação CHOQUE HIPOVOLÊMICO Choque hipovolêmico: Classificação Hemorrágico Não-hemorrágico Perdas externas Redistribuição intersticial Choque hipovolêmico: Hipovolemia Fisiopatologia Redução de pré-carga Redução

Leia mais

Resolução CNRM Nº 11, de 10 de agosto de 2005

Resolução CNRM Nº 11, de 10 de agosto de 2005 Resolução CNRM Nº 11, de 10 de agosto de 2005 Dispõe sobre conteúdos do Programa de Residência Médica de Cirurgia Geral e Cirurgia Geral Programa Avançado. O Presidente da Comissão Nacional de Residência

Leia mais

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NA FERIDA OPERATÓRIA

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NA FERIDA OPERATÓRIA Associação Beneficente Pró-Matre INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NA FERIDA OPERATÓRIA Vitória 2013 Enfª Katiusi R. Christ Associação Beneficente Pró-Matre Instituição Filantrópica; Realiza em média 400 a 450

Leia mais

SEMIOLOGIA DO ABDOME. Prof. Semi Haurani Semiologia Médica II

SEMIOLOGIA DO ABDOME. Prof. Semi Haurani Semiologia Médica II SEMIOLOGIA DO ABDOME Prof. Semi Haurani Semiologia Médica II ABDOME ABDOME INSPEÇÃO PELE: CICATRIZES, ESTRIAS, VEIAS E LESÕES UMBIGO CONTORNO ABDOMINAL: FORMA, SIMETRIA, VOLUME, MASSAS E VÍSCERAS PERISTALSE

Leia mais

Como eu faço? INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL. Geysa Câmara

Como eu faço? INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL. Geysa Câmara Como eu faço? INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL Geysa Câmara O que é Intubação Traqueal? É a introdução de um tubo na luz da traquéia para assegurar a passagem de ar para as vias aéreas. Ela pode ser realizada através

Leia mais

Currículo Disciplina Carga Horária. Aspectos Éticos e Bioéticos na Assistência de Enfermagem ao Paciente Grave ou de Risco

Currículo Disciplina Carga Horária. Aspectos Éticos e Bioéticos na Assistência de Enfermagem ao Paciente Grave ou de Risco Currículo Disciplina Carga Horária Aspectos Éticos e Bioéticos na Assistência de Enfermagem ao Paciente Grave ou de Risco Assistência de Enfermagem a Criança a ao Adolescente Grave ou de Risco Estágio

Leia mais

CIRURGIAS DO TRATO URINÁRIO

CIRURGIAS DO TRATO URINÁRIO CIRURGIAS DO TRATO URINÁRIO DEFINIÇÃO Abertura cirúrgica da bexiga. Kystis = bexiga + tomia = incisão INDICAÇÕES: Cálculos principal indicação PRÉ-OPERATÓRIO: Suspeita ou diagnóstico Anamnese Avaliações

Leia mais

Fluxograma do Manejo da Estase

Fluxograma do Manejo da Estase Fluxograma do Manejo da Estase Estase Gástrica é qualquer volume mensurado através da SNE/SNG Enfermagem verificar resíduo gástrico (estase) a cada 06 horas. Registra volume drenado. Menor que Maior que

Leia mais

NUTRIÇÃO. Problemas nutricionais associados à pobreza: Desnutrição /Hipovitaminose / Bócio

NUTRIÇÃO. Problemas nutricionais associados à pobreza: Desnutrição /Hipovitaminose / Bócio NUTRIÇÃO NUTRIÇÃO Problemas nutricionais associados à pobreza: Desnutrição /Hipovitaminose / Bócio Problemas nutricionais associados à hábitos alimentares inadequados: Dislipdemias / Anemia / Obesidade

Leia mais

Qualidade no Atendimento Nutricional do Paciente Oncológico. Nutricionista Fernanda Pires CRN 13358

Qualidade no Atendimento Nutricional do Paciente Oncológico. Nutricionista Fernanda Pires CRN 13358 Nutricional do Paciente Oncológico Nutricionista Fernanda Pires CRN 13358 O conceito de que a qualidade é importante surge em 1970, com o renascimento da indústria japonesa que, seguindo os preceitos do

Leia mais

Terminologias e conceitos básicos em alimentação e Nutrição. Profª Patrícia Ceolin

Terminologias e conceitos básicos em alimentação e Nutrição. Profª Patrícia Ceolin Terminologias e conceitos básicos em alimentação e Nutrição. Profª Patrícia Ceolin NUTRIÇÃO??? A nutrição é a ciência que estuda a composição dos alimentos e as necessidades nutricionais do indivíduo,

Leia mais

SOLUÇÃO PARA DIÁLISE PERITONEAL 1,5% Forma farmacêutica: Solução para diálise. Diálise Peritoneal 1,5% BU 04 atualização RDC

SOLUÇÃO PARA DIÁLISE PERITONEAL 1,5% Forma farmacêutica: Solução para diálise. Diálise Peritoneal 1,5% BU 04 atualização RDC 1 SOLUÇÃO PARA DIÁLISE PERITONEAL 1,5% Forma farmacêutica: Solução para diálise 2 SOLUÇÃO PARA DIÁLISE PERITONEAL glicose + lactato de sódio + cloreto de sódio + associação Forma farmacêutica e apresentações:

Leia mais

I SIMPÓSIO DE ATUAÇÃO MULTIDISCIPLINAR EM OBESIDADE, CIRURGIA BARIÁTRICA E METABÓLICA

I SIMPÓSIO DE ATUAÇÃO MULTIDISCIPLINAR EM OBESIDADE, CIRURGIA BARIÁTRICA E METABÓLICA I SIMPÓSIO DE ATUAÇÃO MULTIDISCIPLINAR EM OBESIDADE, CIRURGIA BARIÁTRICA E METABÓLICA Avaliação, diagnóstico e acompanhamento do paciente no pré e pós operatório REALIZAÇÃO APOIO JUSTIFICATIVA É crescente

Leia mais