O Paradoxo do Controle fitossanitário: conceito legal e prático. Luís Eduardo Pacifici Rangel Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins

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1 O Paradoxo do Controle fitossanitário: conceito legal e prático. Luís Eduardo Pacifici Rangel Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins

2 A Origem do Controle Parte do processo evolutivo da agricultura. Primeiros produtos fitossanitários começam a existir a partir da intensificação da agricultura. Os primeiros exemplos: Produtos inorgânicos: enxofre e cobre; Primeiros herbicidas: ácidos.

3 População Mundial X Tempo Gráfico Representação Logarítmica População Mundial Fonte Deevey 1960 Coleta Caça Agricultura Ascensão da Ciência Industrialização Anos atrás

4 Origem da regulação A origem da regulação dos produtos fitossanitários se dá com o início da comercialização destes insumos. Inicio do conceito de agronegócio com a especialização dos produtores de insumos para a agricultura. O primeiro conceito de regulação destes produtos: garantia dos padrões e identificação da responsabilidade.

5 1892 Lançado o 1 o Produto Fitossanitário do mundo (Dinitro-O-Cresol )

6 Necessidade de definições legais O processo de regulação passa a exigir a definição de conceitos. Em cima dos conceitos elaborados passa-se a construir o arcabouço legal.

7 Definição de Praga Praga: qualquer forma de vida vegetal ou animal, ou qualquer agente patogênico daninho ou potencialmente daninho para os vegetais ou produtos vegetais (FAO, 1990, 1995 e 1997); Praga de quarentena: qualquer forma de vida vegetal ou animal, ou qualquer agente patogênico daninho ou potencialmente daninho para os vegetais ou produtos vegetais que tenha importância potencial para a economia nacional do país exposto e que ainda não esteja presente nesse país ou, caso já se encontre nele, não esteja propagada em larga escala e se encontre sob controle ativo.

8 Conceito de Praga Insetos; Patógenos; Plantas Daninhas.

9 O que é um Agrotóxico? Definição legal: são os produtos e os agentes do processes físicos, químicos ou biológico (...), cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos (Lei 7.802/1989).

10 Histórico da Legislação 1934: Decreto que aprova o Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal; Apenas a autoridade fitossantária opinava nas questões de agrotóxicos; Agrotóxicos até então chamados legalmente de químicos caracterizados como inseticidas e fungicidas poderiam ser chamados de defensivos agrícolas. 1976: Ministério da Saúde passa a opinar no registro de defensivos agrícolas; 1989: Promulgada a Lei de Agrotóxicos (7.802); Traz para o processo decisório a necessidade de avaliação ambiental; Defensivos passam a ser chamados AGROTÓXICOS.

11 BRASIL LEGISLAÇÃO FEDERAL DE AGROTÓXICOS Lei 7.802/89 Lei 9.974/00 DECRETO 4.074/02 INSTRUÇÕES NORMATIVAS MINISTÉRIO DA AGRICULTURA MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE IBAMA MINISTÉRIO DA SAÚDE ANVISA LEGISLAÇÃO ESTADUAL

12 Novos conceitos da regulação Primeiros conceitos: Garantia de padrões; Rastreabilidade; Novos conceitos: Aspectos de segurança; Impactos do uso; Garantias de efeito.

13 Registro de agrotóxicos Registro por marca comercial; Registro por cultura; Doses testadas para o controle de cada alvo biológico (incluindo os aspectos indiretos: resíduos); Registro como forma de responsabilidade da Empresa registrante.

14 Competências definidas na Lei 7.802/89 Autorização MAPA: Avaliação dos aspectos de eficiência agronômica; MS: Avaliação dos aspectos toxicológicos da produção e do consumo; MMA: Avaliação do aspectos de impacto ambiental (externalidades do uso).

15 Competências definidas na Lei 7.802/89 Rastreabilidade do produto Competência Federal MAPA: Controlar e fiscalizar os estabelecimentos de produção, importação e exportação de agrotóxicos bem como os produtos a estes relacionados. Competência Estadual: fiscalizar o uso, o consumo o comércio o armazenamento e o transporte. Competência Municipal: legislar supletivamente sobre uso e armazenamento.

16 Conceito de Grande e Pequena Cultura Enfoque mundial: área, valor, estrutura, investimento. Grande Cultura = COMMODITE Pequena cultura: como definir? No Brasil: Cultura de menor suporte fitossanitário.

17 Problema mundial Garantia de manejo para Minor Crops frente aos problemas fitossanitários. Legislação prevê uma série de testes para sua legalização: Eficiência agronômica e resíduos; Agricultor sabe qual o produto que controla as pragas em sua cultura.

18 Proposta de regulação: agrupamento de culturas Grupo 1 Frutas com Casca Não Comestível 1) Melão (Cultura representativa) Cucumis melo L. 2) Melancia Citrullus vulgaris Schrad 3) Abóbora 4) Moranga

19 Grupo 2 Frutas rosáceas 1) Maçã (Cultura representativa) Malus domestica Borkh 2) Pêssego Prunus persica (L.) Batsch 3) Ameixa Prunus salicina Lindl 4) Nectarina Prunus persica var. nucipersica

20 Grupo 3 Frutas Pequenas, Bagas e Diversas Frutas com Casca Comestível 1) Uva (Cultura representativa) Vitis vinifera L. 2) Goiaba Psidium guajava L. 3) Caju Anacardium occidentale L. 4) Caqui Diospyros kaki L. 5) Figo Ficus carica L. 6) Morango Fragaria x ananassa Duch. 7) Kiwi Actinidia chinensis

21 Inovações da nova norma Agrupamento por similaridades para efeito de extrapolação de LMR Validade da extrapolação por 2 anos até a realização dos testes.

22 Como garantir a legalidade da cultura? Papel do Estado no processo fomentando a legalidade. Decreto 5.981/06: testes de resíduos podem ser realizados apenas uma vez por cultura. Estabelecimento da parceria: SDA SDC e EMBRAPA.

23 Missão do MAPA no projeto SDA: Identificação dos problemas de inadequação. Através de monitoramento: PARA e programas regionais. SDC: Fomento, incentivo a sociedade organizada e inserção no projeto de produção integrada. EMBRAPA: suporte, pesquisa, condução dos ensaios.

24 Processo de legalização Identificação dos problemas; Constatação dos usos consagrados; Realização dos estudos; Oferta às Empresas para inclusão de usos na bula.

25 QUEM PAGA A CONTA? EMPRESA? AGRICULTOR? ESTADO? INVERSÃO PARA LEGALIZAÇÃO DAS IDIOSSINCRASIAS

26 Proposta de solução Estado: passa a ser o financiador de algumas culturas para inclusão no MIP; Estimula e fomenta a inserção da sociedade organizada para esta tarefa; Estreita o relacionamento entre a demanda (agricultor) e a oferta (indústria).

27 O que temos disponível, em termos de ferramentas, para trabalhar?

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