Prof. Neemias Gomes Santana UESB Graduação em Letras/Libras UFSC/UFBA Especialista em Tradução e Interpretação de Libras Mestrando em Tradução

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1 Prof. Neemias Gomes Santana UESB Graduação em Letras/Libras UFSC/UFBA Especialista em Tradução e Interpretação de Libras Mestrando em Tradução Audiovisual e Acessibilidade - UFBA

2 O papel do intérprete

3

4 Tradução Interpretação simultânea Apropriado para uso em sala de aula Tradução interpretação consecutiva Utilizado em reuniões familiares e situações informais

5 Quadros (2004 p. 11) define o intérprete de Libras, como: Tradutor-intérprete de língua de sinais a: pessoa que traduz e interpreta a língua de sinais para a língua falada e vice-versa em quaisquer modalidades que se apresentar (oral ou escrita).

6 Características do intérprete Envolvimento cognitivo-lingüístico; Domínio da língua fonte e da língua alvo; Qualificação profissional; Domínio das técnicas de apresentação; Reconhecer o seu nível de competência.

7 Preceitos éticos do intérprete A- Confiabilidade B- Imparcialidade C- Discrição D- Distância profissional E- Fidelidade

8 Competências e habilidades dos intérpretes 1- Competência lingüística 2- Competência pela transferência 3- Competência metodológica 4- Competência na área 5- Competência bicultural 6- Competência técnica

9 Atuação do intérprete em sala de aula O intérprete educacional Reconhecer o professor como autoridade em sala; Desenvolver diálogo informativo pertinente ao processo de ensino aprendizagem; Acesso a conteúdos.

10 Proporcionar a participação dos surdos, repassando perguntas e respostas ao professor; Manter-se neutro;

11 Condutas Antiéticas Tutorar os alunos; Apresentar informações a respeito do desenvolvimento dos alunos para os colegas; Disciplinar os alunos; Realizar atividades gerais extraclasse.

12 Legislação A Declaração de Salamanca (BRASIL, 1994); Lei da acessibilidade de dezembro de 2000; Lei de abril de 2002; Decreto 5296 de dezembro de 2004; Decreto 5626 de dezembro de 2005; Política Nacional de Educação Especial portaria 555 em agosto de 2008;

13 O decreto 5626/2005 prevê sobre a formação do intérprete: Art. 17. A formação do tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa deve efetivar-se por meio de curso superior de Tradução e Interpretação, com habilitação em Libras - Língua Portuguesa.

14 Art. 18. Nos próximos dez anos, a partir da publicação deste Decreto, a formação de tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, em nível médio, deve ser realizada por meio de: I - cursos de educação profissional; II - cursos de extensão universitária; e III - cursos de formação continuada promovidos por instituições de ensino superior e instituições credenciadas por secretarias de educação.

15 A exigência deste profissional fica garantida pelo decreto 5626 no capítulo VIII 1o como: As instituições de que trata o caput devem dispor de, pelo menos, cinco por cento de servidores, funcionários e empregados capacitados para o uso e interpretação da Libras.

16 Lei nº (01/09/10) - regulamentação da profissão de tradutor/intérprete de Libras Art. 2o O tradutor e intérprete terá competência para realizar interpretação das 2 (duas) línguas de maneira simultânea ou consecutiva e proficiência em tradução e interpretação da Libras e da Língua Portuguesa.

17 A Lei nº prevê sobre a formação do intérprete: Art. 4o A formação profissional do tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, em nível médio, deve ser realizada por: I - cursos de educação profissional reconhecidos pelo Sistema que os credenciou; II - cursos de extensão universitária; e III - cursos de formação continuada promovidos por instituições de ensino superior e instituições credenciadas por Secretarias de Educação.

18 Parágrafo único. A formação de tradutor e intérprete de Libras pode ser realizada por organizações da sociedade civil representativas da comunidade surda, desde que o certificado seja convalidado por uma das instituições referidas no inciso III.

19 Exame de proficiência - PROLIBRAS O exame de proficiência em Tradução e Interpretação de Libras - Língua Portuguesa deve ser realizado por banca examinadora de amplo conhecimento dessa função, constituída por docentes surdos, linguistas e tradutores e intérpretes de Libras de instituições de educação superior.

20 Roy D Andrade (1990: 65) define cultura como: [...] Sistemas aprendidos e partilhados de significado e compreensão, comunicados fundamentalmente por meio da língua natural.

21 Segundo Matos, 2003, a cultura, comunicada por meio da língua natural, surge assim como um tipo modelado de conhecimento.

22 Os surdos, sabemos, têm características culturais que marcam seu jeito de ver; sentir e se relacionar com o mundo. Gesser 2009, p. 54

23 Segundo Novaes (2010, pág. 47)... na análise do bilingüismo, a língua é considerada um meio para o desenvolvimento de ser em seu todo, capaz de propiciar a comunicação das pessoas surdas com ouvintes, bem como com seus pares, além de desempenhar também o papel de suporte do desenvolvimento cognitivo.

24 Referências Bibliográficas O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais e língua portuguesa. SEE; MEC; Seesp, p.: il. QUADROS, R. M.; KARNOPP, L. B. Língua de Sinais Brasileira: estudos lingüísticos. Porto Alegre: ARTMED, p. STUMPF, M. R. Transcrição de língua de sinais brasileira em signwriting. In: LODI, A. C. et al. Letramento e minorias. Porto Alegre: Mediação, p SKLIAR, C.; LUNARDI, M. L. Estudos Surdos e Estudos Culturais em Educação: um debate de professores ouvintes e surdos sobre curriculum escolar. In: LACERDA, C. B. F.; GÓES, M. C. R. (Org.) Surdez: processos educativos e subjetividade. São Paulo: Lovise, p

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