1ª Jornada Preparatória para o XXIII CBABEAD

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1 1ª Jornada Preparatória para o XXIII CBABEAD Políticas sobre Drogas e a Realidade Brasileira Painel:Princípios aplicados, Resultados obtidos? 1

2 Intervenção Breve no Brasil: avanços Prof. Dr. Erikson F. Furtado FMRP-USP 2

3 Fundamentos teóricos das IBs 3

4 Evidências da efetividade das IBs na atenção primária 4

5 5

6 Definição de Intervenções Breves Intervenções breves são procedimentos simples, baseados em conceitos cognitivo-comportamentais, voltados para educação e motivação do paciente para mudança de atitudes e hábitos 6

7 Álcool como fator de risco Cerca de 100 diferentes diagnósticos relacionados ao consumo excessivo de álcool Tabaco, álcool, obesidade, são fatores de risco Consumo de álcool como fator de relacionados a estilo risco e agressão a diferentes de vida e hábitos órgãos e sistemas 7

8 Causa de doença atribuída a riscos relacionados com substâncias entorpecentes: ÁLCOOL (% DALYs em cada sub-região) Proporção de DALYs atribuídos ao fator de risco <0.5% % 1-1.9% 2-3.9% 4-7.9% % 8

9 Imersos em um mar de riscos (OMS, 2001) Os 12 principais fatores de risco e causas de doenças Países em desenvolvimento Alta mortalidade Países desenvolvidos Baixa mortalidade Desnutrição DST Água poluída Fumaça Deficiência de Zinco Deficiência de Ferro Deficiência de Vitamina A Pressão arterial Tabaco Colesterol Álcool Cons. baixo de vegetais Álcool Pressão arterial Tabaco Desnutrição Índice de massa corpórea Colesterol Cons. baixo de vegetais Fumaça de comb. sólidos Deficiência de Ferro Água poluída DST Exposição ao Chumbo Tabaco Pressão arterial Álcool Colesterol Índice de massa corpórea Cons. baixo de vegetais Sedentarismo Drogas ilícitas DST Deficiência de Ferro Exposição ao Chumbo Abuso sexual na infância = Maiores fatores de risco NCD 9

10 Incidência de cirrose hepática/ morte Risco relativo Homens Mulheres Consumo de álcool (g/dia) Fonte: Anderson, P. Álcool e risco de lesão física. In: Holder, H.D., e Edwards, G., eds. Alcohol and Public Policy: Evidence and Issues. New York: Oxford University Press, p

11 Fonte: SEADE,

12 Situação no Brasil 12% de dependentes (SENAD, 2006) 30 a 35% de jovens com beber excessivo ocasional (SENAD, 2006) 20 a 25% de gestantes consumindo álcool em níveis de risco para o feto (Pinheiro & Furtado, 2002) 50% de vítimas fatais de trânsito com níveis de álcool acima do limite legal de 0,6g/L (de Paula, 2004) 12

13 Política do Ministério da Saúde,

14 Pirâmide do Álcool (OMS, 2001) Dependência Zona IV Alto risco Zona III Baixo risco Zona II Abstêmios Zona I 14

15 Componentes básicos das IBs Educação geral sobre o álcool: para todos, em qualquer contexto, prevenção universal Triagem e diagnóstico de risco: identificar nível de risco individual (AUDIT) relacionado ao uso de álcool, como parte da rotina de avaliação geral de saúde Oferecer orientações aos pacientes de risco: Relacionar escores do AUDIT com problemas de saúde e estabelecer metas com o paciente Oferecer aconselhamento orientado de acordo com o estágio de prontidão de mudança aos pacientes com uso nocivo Monitorar o paciente Orientar e preparar para encaminhamento, quando se tratar de pacientes com dependência moderada a grave 15

16 O que é o AUDIT? Questionário de dez perguntas Desenvolvido pela OMS Utilidades do AUDIT: Identifica uso excessivo de álcool Identifica Zonas de Risco Ferramenta auxiliar para Intervenções Breves Auxilia a identificar dependência de álcool e algumas conseqüências do uso nocivo Últimos doze meses! (exceto duas últimas questões) 16

17 Domínios e Conteúdos do AUDIT I - Avaliação do uso de risco (Questões 1, 2 e 3) Em geral, um ponto ou mais nas Questões 02 e 03 indica consumo de risco 17

18 O conceito de dose, no contexto do AUDIT, corresponde à quantidade em gramas de álcool contida na forma mínima, típica de consumo de alguma bebida alcoólica. NÃO É UMA MEDIDA EXATA! É UMA ESTIMATIVA MÉDIA! UMA DOSE-PADRÃO É IGUAL A: 120 ml de vinho 350 ml de cerveja 1 coquetel Uma dose de destilado (whisky, vodka, pinga): 40 ml Uma dose-padrão contêm 12g de álcool puro 18

19 Domínios e Conteúdos do AUDIT II - Sintomas de Dependência (Questões 4, 5 e 6) A pontuação acima de 0 nas Questões 04, 05 e 06 (especialmente presença de sintomas semanais ou diários) pode significar a presença ou a propensão para a dependência de álcool 19

20 Domínios e Conteúdos do AUDIT III - Uso Nocivo de Álcool (Questões 7, 8, 9 e 10) Pontos acima de 0 nas Questões de 07 a 10 indicam que algum dano já foi causado pelo uso de álcool 20

21 - Avaliei com AUDIT. E agora o que fazer? O ponto de corte do AUDIT é 7, o que significa que oito ou mais pontos indicam beber de risco ou nocivo, como também a possibilidade de dependência Nível de Risco Padrão de Uso Pontuação do AUDIT Intervenção Zona I Uso de Baixo Risco 0 7 Educação para o Álcool Zona II Uso de Risco 8 15 Orientações Básicas Orientações Básicas Aconselhamento Breve Monitoramento Continuado Encaminhamento para avaliação do Diagnóstico e Tratamento Zona III Zona IV Uso Nocivo Provável Dependência 21

22 Intervenções Breves Zona I Todos Zona II Zona III Monitoramento Zona IV Copyright: Erikson F Furtado Encaminhamento 22

23 Programa de Implementação PAI-PAD Parceria e patrocínio da Secretaria Estadual de Saúde de SP Obtenção formal de legitimidade e autoridade para liderança Construção de uma rede de representantes das Secretarias Municipais de Saúde Desenvolvimento de módulos de treinamento para profissionais de saúde da rede pública Supervisão, monitoramento e avaliação de processo 23

24 Intervenções Breves Mudança de Expectativas e Crenças (dos profissionais, também!) Mudanças de crenças são fundamentais para promover mudanças de atitudes Expectativas do Álcool (Peuker et al, 2006) Expectativas sobre o efeito do álcool Fatores Fisiológicos Fatores Cognitivos Crenças Opiniões sobre o efeito 24

25 Teoria da Expectação crença atitude expectativa comportamento consequência (BARRY et al, 2001) Norma Subjetiva Crença de que o comportamento é esperado maior probabilidade de ocorrência do comportamento 25

26 Profissionais de saúde: desconhecem sintomas de uso abusivo dependência desconhecem meios para facilitar o diagnóstico e consideram que não têm responsabilidade ou competência sobre diagnóstico e tratamento da dependência do álcool demonstram estigma, exclusão e preconceito (Brienza & Stein, 2002; Diniz, 1996; Janne et al, 2001; Locke e Kaner, 2004; Svikis & Reid-Quinones, 2003) 26

27 Treinamento promove mudanças nos profissionais de saúde p<0.05 Médicos apresentam o maior índice de aumento nos escores positivos para a questão sobre sentir-se preparado para aconselhar sobre o álcool Comparando médicos e enfermeiras com o grupo de agentes comunitários de saúde e auxiliares de enfermagem encontra-se uma diferença estatisticamente significante (U = 1791; P < 0,05) 27

28 Conhecimento sobre EDIBs reduz risco individual dos profissionais de saúde N = 185 r = 215 P < 0,00528

29 Sonho Impossível? 29

30 Resultados da avaliação do projeto PAI-PAD/OMS Nord Stud Alcohol Drugs,

31 Visite nosso site: 31

32 Agradecimentos a: WHO, PAHO, Univ. Connecticut, INEBRIA (Catalonian Government), Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP, Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo, Coordenação Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde & Equipe do PAI-PAD e... 32

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