Revista da Faculdade Integrada do Ceará

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Revista da Faculdade Integrada do Ceará"

Transcrição

1

2 Revista da Faculdade Integrada do Ceará ISSN Anima Fortaleza ano 7 n. 11 p jan.jul

3 FACULDADE INTEGRADA DO CEARÁ DIREÇÃO GERAL ANA FLÁVIA ALCÂNTARA ROCHA CHAVES DIRETORIA ACADÊMICA MICHELLE RABELO DIRETORIA ADMINISTRATIVA-FINANCEIRA C,NOEME MILFONT MAGALHÃES COMISSÃO DE PUBLICAÇÃO Editoria Científica: Profª Ms. Letícia Adriana Pires Teixeira Profª Ms. Maria da Graça de Oliveira Carlos Conselho Editorial: Profª Antonia Cláudia Lopes - FIC Prof. Ms. Carlos Alberto dos Santos Bezerra - FIC Prof. Dr. Francisco José da Costa - FIC Prof. Dr. Guilherme Lincoln Aguiar Ellery - FIC Prof. Dr. José de Sousa Neto - FIC Prof. Dr. José Afonso Bruno - FMJ Profª Ms. Letícia Adriana Pires Teixeira - FIC Profª Dra. Lydia Maria Pinto Brito - UNP/RN Prof. Ms. Osório Cavalcante de Araújo - UFC/CRC Profª Ms. Roberta Cristiana Barbosa Terceiro - FIC Profª Dra. Maria do Socorro Silva Aragão - UFPB/UFC Prof. Ms. Francisco Thauzer Coelho Fonteles - FIC/CRA Profª Dra. Maria Elias Soares - UECE/UFC Profª Dra. Eulalia V. L. Fraga - UFC Prof. Ms. Mirna Gurgel Carlos da Silva - FIC Prof. Ms. Maria de Fátima Medina Lucena - FIC Produção Editorial José Vauni de Freitas Bibliotecárias Responsáveis Luíza Helena de Jesus Barbosa CRB 830 Adriana Patrícia Costa Batista CRB 883 Anima/Faculdade Integrada do Ceará. ano 7, n.11, (jan./jul. 2007). Fortaleza: Faculdade Integrada do Ceará, v.: il, 30cm. Semestral Início da coleção v.1, n,1, out./dez Periódico científico 2. - Faculdade Integrada do Ceará 3. Artigos diversos CDD Printed in Brazil ISSN

4 Revista da Faculdade Integrada do Ceará 3

5 Editorial A Anima é uma revista generalista de caráter multidisciplinar que busca atender um espectro abrangente de domínios do conhecimento. O público-alvo da Anima é composto por professores, pesquisadores e estudantes da comunidade acadêmica que se propõem divulgar o resultado de estudos técnico-científicos. A Anima tem interesse na publicação de artigos de desenvolvimento teórico, com ampla revisão bibliográfica; trabalhos empíricos respaldados em procedimentos meto- dológicos criteriosos e em ensaios que apresentam perspectiva crítica e de relevante contribuição científica. Com uma linha editorial que contempla a diversidade de enfoques e abriga temas que a tornam um espaço múltiplo de debate acadêmico, a Anima busca contribuir como canal para a disseminação de estudos e de manifestação plural de saberes. Assim, reafirmando o compromisso institucional com o desenvolvimento acadêmico, temos a satisfação de oferecer à comunidade o nº 8 da revista Anima, em que são apresentados oito artigos: Abordagem da Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva em Portadores de Seqüela Hemiplégica por Acidente Vascular Cerebral Isquêmico. A pesquisa foi realizada pelos professores Patrícia Ma. M. Mota, Teresa M. da S. Câmara, Maria do Socorro Brito Lucetti, Cristiano T. de Sousa, e professor Vasco P. Diógenes Bastos. Trata do Acidente Vascular Cerebral, fatores de risco, causas, complicações e discute fatores de reabilitação. Funções Exportação e Importação da Região nordeste 1990/02 da professora Mariana Damasceno. Faz uma abordagem econométrica das exportações e importações da Região nordeste e dos seus principais e estados em termos do Produto Interno Bruto PIB: Bahia, Ceará e Pernambuco no período de 1990 a Auto-Avaliação na Faculdade Integrada do Ceará, como forma de Repensar e Melhor Cumprir com a sua Missão. 4

6 Os professores Jose de Souza Neto, Guilherme Lincoln Aguiar Ellery, Nilzarina de Deus Loyola Lopes e Amélia Carmelita Gurgel dos Anjos relatam a experiência vivenciada com o processo de avaliação com ênfase na auto-avaliação docente e discente na Faculdade Integrada do Ceará no ano de Incerteza e Prospectiva: Sonho de Ícaro ou Asas de Águia? Os professores Maria da Graça de Oliveira Carlos e Eleazar de Castro Ribeiro realizam um estudo das dimensões culturais em organizações da área metropolitana de Fortaleza, avaliando especialmente sua atitude ante o futuro e a intolerância à incerteza. A Tutela Penal do Ambiente: a Lei nº 9.605/98 e as Normas Penais em Branco, o professor Nestor Araruna estuda o princípio da legalidade penal e suas repercussões na construção da norma penal incriminadora nos crimes ambientais. Expectativas dos Turistas em Área de Proteção Ambiental: uma Análise da Serra da Ibiapaba, estudo de autoria da professora Lorena Cunha de Sena que analisa atributos relativos à oferta de produtos turísticos associados à expectativa dos visitantes da região do Parque Nacional de Ubajara como área de proteção ambiental. Dialética do Turismo: Construindo o Saber Turístico, em que a professora Cristiane Buhamra Abreu faz uma revisão conceitual da literatura no tema, dando enfoque à teoria e à prática do turismo, abordando ainda o aspecto social e econômico. Abertura Comercial Brasileira: Panorama Político e Conseqüências. Trabalho do aluno Pedro Rebouças, orientado pelos professores, Ricardo Eleutério Rocha e Caline Barros de Oliveira MontAlverne, que venceu o concurso de artigos de comércio exterior em Trata da abertura comercial do Brasil na década de 90, do processo de adaptação das empresas, atração de recursos externos, nível de emprego, balança comercial e da vulnerabilidade externa como um elemento histórico-estrutural da economia brasileira. Os artigos ora publicados evidenciam conteúdo abrangente e refletem a inserção, em temáticas relevantes, da agenda contemporânea, que plena de transformações constantes abre espaço para a participação e produção de conhecimentos e a colaboração da comunidade acadêmica. Os Editores. 5

7 6

8 Sumário Responsabilidade Social Empresarial, o Estado e as Comunidades: Uma 09 Relação Possível ou Necessária? Eliane Paiva Montenegro, Marcelle Colares Oliveira Gestão Participativa e Voluntariado: Sinais de uma Racionalidade Substantiva na Administração de Organizações do Terceiro Setor. Francisco ANTONIO BARBOSA Vidal, Denise PIRES BASTO Costa, Silvia Costa, Isolda Castelo Branco 27 Análise de um Programa de Assistência à Mastectomizadas como facilitador das realizações das atividades de vida diária Rafaely Ferreira Rodrigues, Teresa M. da S. Câmara, Cleoneide Paulo Oliveira Pinheiro, Cristiano T. de Sousa, Vasco P. Diógenes Bastos 43 Gestão Social: Um desafio para captar recursos nas Organizações do terceiro mundo Maria da Silva, Léia Mayer Eyng 69 Sexualidade da Mulher na Terceira Idade Márcia Maria César Marinho Araújo, Maria Cely Carvalho Ramos Linhares, Rosiléa Alves de Sousa, Cleoneide Paulo Oliveira 57 Responsabilidade Social Empresarial e a Sustentabilidade: Tecendo Novas Relações Sociais Maria do Carmo Aguiar da Cunha Silveira 99 Responsabilidade Socioambiental Corporativa: diálogos com as teorias em busca de sinais de uma nova racionalidade empresarial Francisco Antônio Barbosa Vidal Daniel Rodriguez de Carvalho Pinheiro 85 Responsabilidade Social no Setor de Transporte de Passageiros Adelita Adiers, Léia Mayer Eyng 111 As Novas Demensões da Responsabilidade Social e o Desenvolvimento Sustentável OtilianA FARIAS MARTINS, MARIA LUIZA CRISPIM DANTAS 123 A Ética como Diálogo e Tarefa do Pensamento Carlos Roger Sales da Ponte 133 Implementação de Práticas de Responsabilidade Social: Estudo de Multicasos em Empresas da Área Metropolitana de Fortaleza SARAH CAMARGO CAMPOS, MARCELLE COLARES OLIVEIRA137 7

9 wkldfonhsawuymnsgxifrta 8

10 Responsabilidade Social Empresarial, o Estado e as Comunidades: Uma Relação Possível ou Necessária? Eliane Paiva Montenegro 1 Marcelle Colares Oliveira 2 Resumo: Este estudo enfoca a Responsabilidade Social Empresarial (RSE) num contexto mundial transformado por fatores como a globalização, a tecnologia da informação e o fim do comunismo, desvendando novos desafios para as empresas, ampliando o debate sobre o Estado e inserindo as comunidades como um elemento fundamental na sociedade. Caracteriza-se como uma pesquisa de natureza qualitativa que tem como objetivo principal analisar as práticas de RSE na Região II de Fortaleza, procurando distinguir as relações e as formas de atuação dos agentes envolvidos no processo: empresas, Estado e comunidades. Os dados coletados por meio de entrevista semi-estruturada revelam que a relação entre esses agentes sociais ainda é delicada, uma vez que o Estado não tem uma completa percepção sobre a questão da RSE. Indicam que as ações sociais empresariais são pulverizadas, simplistas, sem focos estratégicos e a idéia da RSE, apesar de haver avançado, ainda é vista como marketing social ou como forma de isenção de impostos. Ficou comprovada a significância do tema, até porque, como indicado, as empresas vêm percebendo a necessidade de desempenhar um novo papel na sociedade, e o Estado não pode mais ser visto como único responsável pelas demandas das comunidades. 1 Mestre em Administração pela UNIFOR - Fortaleza 2 Doutora em Controladoria e Contabilidade pela USP Abstract: This study it focuses the Enterprise Social Responsibility (ESR) in a world-wide context transformed by factors as the globalization, the technology of the information and the end of the communism, unmasking new challenges for the companies, extending the debate on the State and inserting the communities as a basic element in the society. It is characterized as a research of qualitative nature that has as objective main to analyze the practical ones of ESR in Region II of Fortaleza, being looked for to distinguish the relations and the forms from performance of the involved agents in the process: companies, State, and communities. The data collected by means of half-structuralized interview disclose that the relation enters these social agents still is difficult, a time that the State does not have a good perception on the question of the ESR. They indicate that the enterprise social actions are sprayed, simple, without strategic focus, and the idea of the ESR, although to have advanced, still it is seen as social marketing or as form of tax exemption. One shows its importance, even because, as indicated, the companies come perceiving the necessity to play a new role in the society, and the State undisputed cannot more being seen as only responsible for the demands of the communities. Palavras Chaves: Responsabilidade Social. Estado. Comunidades. Key words: Social responsibility-res. State. Communities. Anima, Fortaleza, ano 7, n.11, p. 9-25, jan./jun

11 Responsabilidade Social Empresarial, o Estado e as Comunidades: Uma Relação Possível ou Necessária? 1 Introdução Nos últimos quarenta anos, o setor empresarial tem sofrido pressões sistemáticas de diferentes segmentos da sociedade, cobrando mudanças nas práticas de negócios. Diante de um contexto favorável a uma nova lógica empresarial, um número crescente de empresas tem abandonado práticas ultrapassadas de filantropia e abraçado novas formas de inserção social, protagonizando diferentes papéis junto às comunidades. O capitalismo global tem-se transformado de tal modo que a rentabilidade não pode mais basear-se exclusivamente em consumismo e competição. Diversas empresas vêm alargando seus objetivos ao transcenderem sua vocação básica de geradoras de riquezas, passando a atuar em sintonia com as necessidades das comunidades em que estão inseridas. Num contexto mundial abalado por transformações como a globalização, a tecnologia da informação e a queda do comunismo internacional, ampliou-se o debate sobre o papel do Estado, suas funções e áreas de influência. Sofrendo ataques de distintos grupos de pressão, o modelo de Estado vigente entrou em crise, provocando propostas diferenciadas de reforma. Desse modo, fala-se em um novo paradigma de Estado menos interveniente, mais forte, mais regulador do que investidor, mais parceiro e menos protetor, que precisa assumir a tarefa de atuar mais nas causas do que nos efeitos e de tirar maior proveito de recursos escassos. Redesenhando o cenário do recente final de século, novos movimentos sociais em prol de direitos sociais para o homem e a mulher; em busca do desenvolvimento sustentável; em defesa das minorias; pelos direitos dos consumidores; contra a proliferação de armas nucleares; em favor da ética e da transparência nos negócios trouxeram embutida a dimensão da comunidade, como força fundamental no desenho da sociedade. Nesse cenário global, as empresas têm procurado adotar diferenciais competitivos, estratégias distintas de negócios que atendam às necessidades da organização e de seus públicos, construindo um novo paradigma de negócios. É uma saída para escapar da racionalidade econômica e uma passagem para a racionalidade social, preenchendo os vazios, resgatando a solidariedade e o interesse pelo bem-comum. Neste estudo sobre Responsabilidade Social Empresarial foram introduzidos outros atores sociais, além das empresas: o Estado e as comunidades, percebendo-os como elementos básicos para a compreensão das relações desenvolvidas nas ações sociais empresariais. Buscouse responder os seguintes problemas de pesquisa: Como se desenvolve a relação entre as empresas, o Estado e as comunidades na definição das ações sociais empresariais? Como tais ações são percebidas por esses distintos atores? O objetivo geral deste trabalho consiste em analisar as práticas de Responsabilidade Social Empresarial na Região II da cidade de Fortaleza, distinguindo-se as relações e as formas de atuação dos agentes envolvidos no processo: as empresas, o Estado e as comunidades. Para se assegurar o alcance desse propósito, foram estabelecidos como objetivos específicos: a) contextualizar a temática Responsabilidade Social Empresarial; b) expor aspectos concernentes ao Estado, suas funções e áreas de influência; c) situar as comunidades nesse contexto; d) investigar o relacionamento existente ente os três atores nas ações sociais empresariais; e) averiguar o envolvimento do poder público local nas ações de Responsabilidade Social Empresarial, sob quaisquer formas, como parceiro ou como indutor do processo. Para se atingir os objetivos propostos, estabeleceram-se como pressupostos: 10 Anima, Fortaleza, ano 7, n.11, p. 9-25, jan./jul. 2007

12 Eliane Paiva Montenegro, Marcelle Colares Oliveira as ações sociais empresariais são pulverizadas, desarticuladas e de cunho predominantemente assistencialista; as relações entre empresas e comunidades são frágeis e inconstantes, resultando um desconhecimento sobre as necessidades dos interessados; não há relacionamento entre empresas, governo e comunidades no sentido de soluções integradas para as questões sociais ou do desenvolvimento de parcerias estratégicas; as empresas ainda adotam formas tradicionais (calcadas em interesses e decisões dos gestores) de gestão da responsabilidade social, de modo que as ações não têm contribuído para a construção da cidadania e de uma sociedade sustentável; os efeitos da atuação social empresarial não são relevantes no sentido do resgate das comunidades; as empresas não conhecem os mecanismos de participação popular que possibilitam a criação de espaços de integração dos distintos setores da sociedade. O presente estudo fundamenta-se nos conceitos, princípios e dimensões da Responsabilidade Social Empresarial, nas noções de Estado, formas de atuação e propostas de mudança de paradigma, nas concepções de comunidades e em sua presença no mundo em transformação. Para a consecução dos objetivos do trabalho, a pesquisa de natureza qualitativa, envolveu empresas vinculadas à Federação das Indústrias do Estado do Ceará-FIEC, que atuam junto às comunidades, secretarias municipais responsáveis pela realização de obras e serviços no âmbito da Região II, além da Secretaria de Planejamento e Orçamento e da Coordenadoria do Orçamento Participativo da Prefeitura de Fortaleza, e dezesseis comunidades cadastradas por ocasião da elaboração do Plano Plurianual de Investimentos e da Lei Orçamentária Anual Um novo paradigma de Estado As três últimas décadas, cenário de transformações como a globalização, a tecnologia da informação, o fim do comunismo na União Soviética e nos países do Leste Europeu, inseriram debates sobre o Estado, suas funções e áreas de influência, assim como suas obrigações para com o cidadão. Essa diferente conjuntura permitiu se delinear um esquema de construção institucional, com a participação de novos atores sociais, visando à melhoria da qualidade de vida do homem, ao alargamento dos espaços de colaboração e de interação e à ampliação da cidadania. O Estado chegou à primeira metade do século XX sobrecarregado de múltiplas atribuições, que, de acordo com Brandão (1998), podiam representar atividades judiciais, de controle, provisão de serviços públicos, envolvimento direto no processo produtivo por meio da propriedade pública de certo número de empresas, e atividades regulatórias, destinadas a limitar o impacto coletivo do comportamento individual. A partir da década de 70, esse Estado começou a ser criticado pelo seu gigantismo, manifesto por estruturas de poderes diferentes e esferas distintas e pela criação de múltiplas agências. Passou-se a falar em crise do Estado, sendo colocadas questões relacionadas ao crescente aumento do aparato burocrático estatal, à ineficiência e ineficácia governamental, à corrupção nas instituições do setor público, aos retornos inexpressivos para a sociedade, em contrapartida às crescentes taxas e impostos cobrados dos cidadãos. De acordo com Dupas (1999), o relatório do Banco Mundial The State in a Changing World (World Development Report, 1997) apontava como razões para a preocupação generalizada sobre a redefinição e os limites do novo Estado o desmoronamento das economias socialistas; a crise do Welfare State em parte das economias de- Anima, Fortaleza, ano 7, n.11, p. 9-25, jan./jul

13 Responsabilidade Social Empresarial, o Estado e as Comunidades: Uma Relação Possível ou Necessária? senvolvidas; o colapso dos Estados e a explosão de emergências humanitárias, principalmente nos países em desenvolvimento, e o importante papel do Estado nas economias asiáticas. Na visão de Castells (1999), o Estado continuava sendo um importante agente de intervenção estratégica nos processos econômicos, ainda em sua dimensão global, e que os contextos institucionais e reguladores são importantes para as empresas, para os trabalhadores, para a economia e para a sociedade. As políticas públicas desempenham papel relevante, uma vez que podem constranger, orientar ou, ao contrário, tornar sem controle os fluxos de capital e as tendências de mercado. As convergências do cenário internacional provocaram a necessidade de uma revisão no papel do Estado. Conforme Dupas (1999), após a ampla aceitação do esgotamento do modelo do Welfare State, ancorado nas práticas keynesianas, o debate acabou balizando-se entre a idéia de Estado mínimo que não crie nenhum embaraço ao mercado e de um Estado forte que opere no mundo globalizado minimizando seus conflitos, inclusive a exclusão social. Surgiram então, na Europa e nos Estados Unidos, novas propostas, dentre elas, a neoliberal, que se define a partir da capacidade de gestão do aparelho estatal. Apoiados na figura impessoal e abstrata do mercado, os neoliberais defendem uma concepção que representa menos uma teoria do que uma receita de governo, chegando a afirmar que não se baseiam em demandas sociais, e sim em princípios de gestão pública. Essa fase do movimento da reforma do Estado iniciou-se com o Consenso de Washington e prolongou-se até o início da década de 90. Para Santos (1999), foi dominada pelos interesses das forças capitalistas, constituindo-se num movimento global orquestrado pela ação combinada dos estados centrais e instituições financeiras multilaterais, com recurso a dispositivos normativos e institucionais, tais como dívida externa, controle do déficit público e da inflação, privatização, ameaças de desmoronamento do Welfare State e, sobretudo, da segurança social, e a conseqüente redução dos mecanismos de proteção social. Para Dowbor (1999, 2002), a reforma do Estado tem uma orientação fundamental, que seria humanizar e reequilibrar a sociedade; nesse contexto as empresas devem assumir a sua responsabilidade social e ambiental. Todavia, enquanto o planeta se reduz, e tudo se torna mais próximo, as desigualdades crescem rapidamente; a proximidade e o convívio entre riqueza e miséria, luxo e privações, representando uma mistura explosiva e insustentável. Santos (1999) observa que uma segunda fase da reforma do Estado poderia ser considerada social e politicamente mais complexa que a anterior, onde haveria duas concepções opostas: o Estado-empresário e o Estado-novíssimo-movimento-social. A primeira, traduzida por meio de recomendações básicas como privatizar as funções que não são exclusivas do Estado e submeter a administração pública a critérios de eficiência, eficácia e efetividade, próprios do mundo empresarial. Tem relação com a primeira fase da reforma do Estado, e a filosofia política a ela subjacente revela igualmente a busca de uma mais íntima articulação entre o princípio do Estado e o princípio do mercado, sob o domínio do último. A segunda concepção, do Estado-novíssimomovimento-social, funda-se na idéia de que diante da força opressora do princípio do mercado, nem o princípio do Estado, nem o princípio da comunidade podem garantir isoladamente a sustentabilidade de interdependências não-mercantis. De acordo com Santos (1999, p. 264), traduz-se Numa nova forma de organização política, mais vasta que o Estado, de que o Estado é o articulador, e que integra um conjunto híbrido de fluxos, redes e organizações, em que se combinam e interpenetram elementos estatais e nãoestatais, nacionais, locais e globais. O horizonte seria uma solução pactuada em que não há o predomínio de nenhum dos padrões 12 Anima, Fortaleza, ano 7, n.11, p. 9-25, jan./jul. 2007

14 Eliane Paiva Montenegro, Marcelle Colares Oliveira de organização da sociedade, nem o Estado, nem o mercado, nem as comunidades, como força emergente, a partir dos anos 60. Para Offe (1999), seria um redesenho institucional das relações entre o Estado e a sociedade. Nesse cenário, o Estado deve desempenhar um novo papel, ultrapassando a fase intervencionista e a fase do Estado mínimo. As experiências comprovaram que no mundo globalizado esses dois modelos não foram capazes de atender adequadamente às demandas sociais e enfrentar as questões embutidas nos processos contraditórios do final do século XX. Nas palavras de Thompson (2005), o grande desafio seria ver como, a partir do social, o mercado pode ser reinventado, para satisfazer as necessidades de bens e serviços da maioria da população, e como se pode reinventar o Estado enquanto extensão de um contrato social que reflita uma relação em que as pessoas estejam no centro das preocupações políticas. Para Junqueira (2001), essa articulação de pessoas e organizações da sociedade civil não retira do Estado o papel de formulador e financiador das políticas sociais; ao contrário, amplia suas funções de planejamento, avaliação e controle, para garantir aos cidadãos o acesso a uma vida com qualidade. Nesse sentido, o Estado agrega na sua tarefa parceiros que tenham o compromisso com o social, viabilizando a construção de uma sociedade justa e solidária. Seria uma nova lógica social, transformando a lógica econômica empresarial, utilizando a racionalidade e a eficiência das empresas no sentido da construção de propostas inovadoras em prol da qualidade de vida dos homens e da sustentabilidade do planeta. 3 A Construção da Responsabilidade Social Empresarial O quadro de desigualdades sociais do país tem contribuído para o fortalecimento do tema Responsabilidade Social Empresarial (RSE), fazendo com que um número crescente de empresas busque formas diferenciadas de atuação que contribuam para a formação de uma sociedade ética e justa. Na opinião de Tenório et al (2004), a RSE constitui tema polêmico e dinâmico, envolvendo desde a geração de lucros pelos empresários, em uma forma simplificada, à implantação de ações sociais como estratégia empresarial, num contexto abrangente e complexo, podendo tornarse questão fundamental para a continuidade dos negócios. Para Duarte e Dias (1986) a expressão pode representar a idéia de responsabilidade ou de obrigação legal; também um dever fiduciário, que impõe às empresas padrões mais elevados de comportamento. Pode ser traduzida, ainda, como prática, papel e função social, ou associada a um comportamento eticamente responsável, ou a uma contribuição caridosa. Nos primórdios da literatura sobre RSE, o conceito proposto por Bowen (1957 apud AL- VES, 2001) inspirou novas idéias: os administradores de empresas tinham o dever moral de programar políticas, tomar decisões ou seguir linhas de ação que fossem desejáveis em torno dos interesses da sociedade; a empresa teria que atender a diferentes públicos, como funcionários, clientes, fornecedores, e a outros com os quais realizasse transações comerciais. Bowen (1957 apud ALVES, 2001) restaura a noção de que as organizações devem compreender melhor seu impacto social, e que o desempenho social e ético deve ser avaliado por meio de auditorias e incorporado à gestão dos negócios. Ao considerar as empresas como reflexos dos objetivos e valores sociais, contrapunha-se aos princípios da caridade e do zelo, até então especialmente sedutores para os que desejavam preservar o sistema de livre iniciativa como garantia de liberdade em relação a outras formas de pressão social. Anima, Fortaleza, ano 7, n.11, p. 9-25, jan./jul

15 Responsabilidade Social Empresarial, o Estado e as Comunidades: Uma Relação Possível ou Necessária? A temática da RSE adota, ao longo do tempo, novos elementos, traduzindo as cobranças da sociedade. Melo Neto e Froes (2001) observam que a noção de RSE vem se alargando, passando da filantropia, que expressa uma vocação para a caridade, para uma nova lógica, aliando a sustentabilidade, a cidadania e inclusão social. Consiste numa atitude coletiva, numa soma de vontades, refletindo um consenso. A filantropia é restrita a empresários caridosos e prescinde de planejamento, organização, gerenciamento e avaliação; a RSE, ao contrário, constitui-se num processo de transformação, não podendo prescindir dessas funções. Mcintosh et al (2001) e Tenório et al (2004) ressaltam três abordagens que formam um continuum. Uma abordagem econômica do conceito pode significar o cumprimento das obrigações legais que governam a operação da empresa. Uma outra, podendo ser chamada de cidadania empresarial, sugere designar o envolvimento da empresa em atividades comunitárias. Uma terceira pode representar uma série de compromissos da empresa com a sua cadeia produtiva: clientes, colaboradores, comunidades, meio ambiente e sociedade. Stoner e Freeman (1985) reportam-se ao desafio da mudança, e Austin, Herrero e Reficco (2004), assinalam uma profunda mudança de paradigma de negócios, enfatizando a importância do ambiente externo ou do entorno social para a sobrevivência das empresas. Os empresários são chamados a alterar seus padrões de administração, sua maneira de conduzir os negócios, no sentido de responder às diversas forças externas e pensar globalmente. Para Stoner e Freeman (1985), as empresas devem igualmente responsabilizar-se pelo entorno social, pela comunidade maior e mais variada de stakeholders grupos ou indivíduos direta ou indiretamente afetados pela busca de uma organização por seus objetivos. Abrangem o público interno proprietários e colaboradores e o público externo fornecedores, governo, meio ambiente e comunidades, ou outros que afetem ou sejam afetados pelos interesses da organização. Sob o mesmo enfoque, Machado e Lage (2002) observam que a RSE está associada à consciência de que as decisões e os resultados das atividades das empresas atingem um universo de agentes sociais mais amplo do que aquele composto por seus sócios e acionistas (shareholders); também geram conseqüências para os diversos agentes com os quais interagem na sociedade (stakeholders). Ferrel, Fraedrich e Ferrel (2001) defendem que a RSE compreende uma obrigação por parte da organização em maximizar seu impacto positivo sobre os stakeholders internos e externos, e tentar minimizar o negativo. Na visão de Almeida (2004), as transformações provocadas pela globalização na ordem econômica mundial têm obrigado o empresariado a repensar seu papel na sociedade, que não pode mais ser apenas o de gerador de empregos e impostos. Tem-se enraizado a percepção de que a empresa tem compromisso não apenas econômico, mas também social e ambiental, e que o desenvolvimento sustentável é fator decisivo para a sobrevivência dos povos. Ao longo do tempo, o conceito de RSE vem incorporando as mudanças sucessivas e rápidas por que passa o ambiente externo das empresas, com efeitos de grande alcance sobre suas estratégias administrativas. Entretanto, já é possível depreender que seu conteúdo reúne a ética nos negócios e a ampliação contínua e progressiva das relações com os stakeholders, além de uma visão estratégica das comunidades e o respeito e a responsabilidade para com o meio-ambiente. A essa perspectiva subjaz a consciência primeira da ética e da transparência no relacionamento com o público interno, no sentido da implantação de uma cultura organizacional fluida e receptiva para o exercício da responsabilidade social externa. 14 Anima, Fortaleza, ano 7, n.11, p. 9-25, jan./jul. 2007

16 Eliane Paiva Montenegro, Marcelle Colares Oliveira Nesse contexto, pode-se entender a RSE como um processo de gestão fundamentado na ética, que pressupõe um compromisso de toda a empresa com seu público interno acionistas, proprietários e colaboradores - e externo meio ambiente, fornecedores, governo, clientes e comunidades, em busca de uma sociedade justa e sustentável. 3.1 Teorias sobre a Responsabilidade Social Empresarial A literatura contemporânea sobre RSE mostra que o tema tanto é atacado quanto apoiado, apresentando-se argumentos contrários e a favor, baseados em diferenciadas abordagens. Carrol (1979) avançou significativamente nos estudos sobre a temática ao tentar combinar, numa única teoria da ação social das empresas, as idéias filosóficas de RSE e os primeiros modelos de reatividade social. Desenvolvido em forma piramidal, o modelo representa um marco, ao articular e inter-relacionar dimensões do comportamento empresarial socialmente responsável, até então analisadas isoladamente. Essa abordagem foi revista por Schwartz e Carroll (2003), ao indicarem uma alternativa ao modelo piramidal, em função de duas limitações evidenciadas: uma, mencionada por Borger (2001), refere-se à representação gráfica, que sugere haver uma hierarquia entre as dimensões ou categorias; a segunda relaciona-se à dificuldade de capturar a sobreposição da natureza das dimensões da responsabilidade social corporativa. A abordagem alternativa recomenda a utilização de um diagrama de Venn, composto de três dimensões centrais (econômica, legal e ética) e quatro outras oriundas da sobreposição das três anteriores. A nova representação considera a dimensão social subjacente às dimensões econômica e ética, dependendo da atividade da empresa, não devendo ser considerada obrigação, já que se trata de um papel voluntário, não-mandatário, e nãoesperado do ponto de vista ético. Wartick e Crochan (1985), introduziram a noção de Corporate Social Performance, ou desempenho social das empresas, traduzida como ação, atos, obras e efeitos passíveis de identificação e avaliação. Significa a integração das linhas teóricas básicas das relações entre sociedade e negócios, envolvendo seus desafios e preocupações, expressos em segmentos distintos: princípios de RSE (econômico, ético, legal e discricionário); processos de responsividade (reativo, defensivo, acomodativo e interativo); e administração das questões. Com base no estudo desenvolvido por Wartick e Cochran (1985), Wood (1991) consolidou os trabalhos teóricos sobre responsabilidade social empresarial até então desenvolvidos. Desenvolveu um modelo de avaliação do desempenho social das empresas, compreendendo uma configuração que corresponde às três faces da atividade empresarial com relação às preocupações sociais: os princípios de responsabilidade social, os processos de responsividade e os resultados/efeitos/ impactos sociais observáveis. Os princípios da RSE são expressos no nível institucional, correspondendo ao princípio da legitimidade, formulado por Davis e Newstrom (1992); no nível organizacional, compreendendo o princípio da responsabilidade pública, proposto por Preston e Post (1975 apud STONER e FREEMAN, 1985; BORGER, 2001); e no nível individual, onde se tem o princípio da prudência, por meio do qual o direito individual e a responsabilidade de decidir e de agir devem ser definidos dentro dos limites das restrições econômicas, legais e éticas. Para Queiroz (2000) e Borger (2001), os processos de capacidade de resposta foram além da articulação das dimensões propostas por Carroll (1979). Contribuem com uma dimensão de ação, ajudando a mapear a forma como as empresas agem em relação às condições e às expectativas do ambiente e dos stakeholders. Os efeitos das ações das empresas são avaliados sobre o negócio enquanto instituição; assim como os resultados Anima, Fortaleza, ano 7, n.11, p. 9-25, jan./jul

17 Responsabilidade Social Empresarial, o Estado e as Comunidades: Uma Relação Possível ou Necessária? do comportamento empresarial devem ter como base os stakeholders atingidos. 4 As Comunidades no Brasil e a Formação do Tripé Social O Brasil se construiu historicamente como uma nação marcada por uma longa tradição autoritária, desde a colonização, tendo como uma de suas peculiaridades básicas uma forte desigualdade social, agravada com as transformações econômicas, sociais e políticas ocorridas no país e no mundo nas últimas trinta décadas. Para Murta (2002), a década de 80 foi caracterizada pelo surgimento de novos atores na cena política, contribuindo para as conquistas sociais que culminaram na elaboração das Emendas Populares para a Constituinte. A Constituição de 1988 trouxe o reconhecimento legal de novos direitos, ampliando a democracia por meio da criação de legítimos canais de participação da sociedade junto aos poderes Legislativo e Executivo. Por sua vez, Fedozzi (2001) e Azevedo (2003) ressaltam que o contexto de redemocratização vivido pelo Brasil a partir de 1985, com a volta das eleições diretas para as capitais e as tendências descentralizadoras promovidas pela Carta de 1988, a qual definiu os municípios como entes autônomos da Federação, abriu novas potencialidades para a gestão local, com novas práticas de poder, e trouxe novas complexidades à ação dos agentes urbanos. Pela Constituição de 1988, a participação popular tem lugar em todos os níveis de exercício do poder político, todavia o nível local é seu habitat por excelência. A proximidade que as comunidades menores a maioria dos municípios, portanto ensejam entre o povo e os governantes é elemento incentivador e facilitador da participação. Na gestão local é que as coisas podem acontecer; as empresas podem promover espaços de diálogo e formas de inserção social, desde que articuladas com os governos locais, com entidades não-governamentais e com as forças comunitárias. É o resgate da dimensão comunitária, com suas virtudes, solidariedade e espaços de interação. As garantias constitucionais iniciam uma nova era de participação, ensejando a criação de diferentes perspectivas para as comunidades, até então afastadas dos processos de planejamento e de organização da sociedade. A eficácia dos instrumentos disponibilizados na Carta de 1988 depende das condições de se assegurar à coletividade o direito à informação. Murta (2002) ressalta que, para cada canal de participação que se abre, é necessário que haja comunicação, sem bloqueios ou filtragens, esclarecimento das propostas e debates públicos sobre os programas e projetos do governo. É um processo construído, visando à expansão da cidadania e o desenvolvimento da participação do cidadão, que se torna sujeito de seus interesses e da coletividade que o cerca. A Constituição de 1988 e o Estatuto da Cidade, ao estabelecerem garantias de participação popular no planejamento municipal, ensejam a formação de espaços de consensos e de troca de experiências, no intuito do fortalecimento dos laços de solidariedade e de convivência. Dowbor (1994), observa que uma nova concepção implica a criação de mecanismos participativos simplificados e muito mais diretos dos atores-chave do município, como empresas, sindicatos, organizações comunitárias e instituições científicas e de informação. De acordo com Melo Neto e Froes (2002), para que haja uma ação transformadora é imprescindível um novo paradigma a busca de um redesenho das relações entre comunidades, Estado e empresas. Como ressalta Dowbor (2000), é a mudança do tripé estatal para o social, centrado em práticas de fortalecimento das comunidades, tornando-as 16 Anima, Fortaleza, ano 7, n.11, p. 9-25, jan./jul. 2007

18 Eliane Paiva Montenegro, Marcelle Colares Oliveira protagonistas, conscientes do direito de construir o próprio caminho, e não apenas de serem beneficiárias de favores, seja do Estado, ou de empresas. Não é suficiente que o Estado ou as empresas façam algo útil para as comunidades; elas têm que aprender, utilizando os mecanismos institucionais de informação e de participação. É um processo contínuo de construção e reconstrução dos objetivos sociais, incorporando-se a idéia de cidadão e ultrapassando-se a concepção de sujeitos passivos e manipulados. 5 Metodologia 5.1 Tipologia do estudo Buscando-se atender aos objetivos geral e específicos deste trabalho, optou-se pela pesquisa qualitativa, classificando-se este estudo como exploratório, uma vez que não se verificou a existência de trabalhos que investiguem o tema pelo ponto de vista aqui abordado. Quanto ao delineamento, o trabalho utilizou-se de pesquisa bibliográfica, documental e do estudo de caso. 5.2 Técnicas de coleta de dados A coleta dos dados primários foi realizada empregando-se como fonte: entrevista semi-estruturada, documentação e observação direta. A entrevista, realizada utilizando-se de equipamento de áudio-gravação, compreendeu questões abertas, visando a deixar o informante com liberdade para expressar suas crenças, seus valores e sentimentos. 5.3 O Caso da Região II do Município de Fortaleza e as unidades de estudo Optou-se pela realização de um estudo de caso incorporado, tendo sido definidas três unidades para análise: as empresas; o Estado, neste trabalho representado pelo poder público local; e as comunidades. A Região II do município de Fortaleza compreende vinte bairros, sobressaindo-se o Centro, a Aldeota e a Praia de Iracema, caracterizadas pela convivência de áreas desenvolvidas e ricas ao lado de bolsões de pobreza, espelhando a realidade das desigualdades sociais que são a marca registrada do país e do estado. Configura-se como uma região representativa para a cidade, onde se localiza grande parte dos hotéis, restaurantes, clubes e áreas de esporte, além de âncoras cívicas e culturais, espaços naturais e construídos de relevância para os fortalezenses. Possui um significativo número de empresas, além de variadas estruturas nas áreas de comércio e serviços. Com referência ao setor empresarial, a pesquisa fundamentou-se em levantamento preliminar feito na Federação das Indústrias do Ceará-FIEC, onde foram identificados os projetos Formação Cidadã, patrocinado por Instituições de Ensino Superior e o Pão, Educação e Arte, realizado por panificadoras, relevantes para a pesquisa, por incorporarem a visão de rede de relacionamento. A entrevista foi aplicada em dez empresas do primeiro projeto e quatro do segundo, localizadas na área de abrangência da Região II. No que se refere às comunidades, foram entrevistados dez representantes comunitários da Região II, dos dezesseis eleitos quando da elaboração, de forma participativa, do Plano Plurianual de Investimentos e da Lei Orçamentária Anual 2006, da Prefeitura Municipal de Fortaleza. No setor público, a pesquisa foi realizada com os gestores municipais das Secretarias: Executiva Regional II, de Infra-estrutura e Controle Urbano e de Planejamento e Orçamento, além da Coordenadora do Orçamento Participativo. 5.4 Categorias de Aná lise Objetivando-se atender aos objetivos da pesquisa, buscou-se analisar: a) a relação entre as empre- Anima, Fortaleza, ano 7, n.11, p. 9-25, jan./jul

19 Responsabilidade Social Empresarial, o Estado e as Comunidades: Uma Relação Possível ou Necessária? sas, o Estado e as comunidades na definição das ações sociais empresariais; e b) a percepção sobre as ações sociais empresariais; considerando-se as três unidades pesquisadas: as empresas, o Estado e as comunidades. Para se atender a critérios de coerência, consistência e objetivação, foram a priori, definidas categorias de análise, valiosas para a interpretação dos dados, apresentadas no Quadro I. Quadro 1 Categorias de análise Fonte: elaborado pelas autoras 5.5 Metodologia de análise dos dados O método utilizado para tratamento dos dados foi a análise do discurso. Visando a uma melhor compreensão dos aspectos destacados, os dados foram, a princípio, organizados, sendo posteriormente transcritos para análise e interpretação. No processo de análise e interpretação, os dados ou materiais, reunidos por meio das entrevistas, da documentação e da observação direta, que constituíram as referências empíricas, foram inter-relacionados com os diversos conceitos dispostos no referencial teórico, procurando-se extrair inferências e, sobretudo, responder aos objetivos geral e específicos propostos pelo estudo. 6 Análise da relação entre as Empresas, o Estado e as Comunidades na definição das ações sociais empresariais e da percepção de tais ações por esses distintos atores Os dados brutos resultantes da aplicação do instrumento de pesquisa foram devidamente organizados e deram origem às categorias empíricas representadas pelas falas dos entrevistados. Tais categorias, que emergiram dos diversos depoimentos, foram correlacionadas às categorias construídas com base nas referências teóricas. Após estabelecer-se essa correlação, foram erigidas as categorias analíticas do conteúdo dos dados empíricos. 6.1 Unidade de Análise O Estado A relação entre as empresas, o Estado e as comunidades na definição das ações sociais empresariais Analisando as respostas, observou-se que a idéia do Estado mínimo não tem coerência, uma vez que a sociedade cobra um Estado com grande capacidade de intervenção. Os depoimentos indicam a necessidade de um Estado forte, mas democrático, que atenda à complexidade da sociedade atual. Em função da impossibilidade 18 Anima, Fortaleza, ano 7, n.11, p. 9-25, jan./jul. 2007

20 Eliane Paiva Montenegro, Marcelle Colares Oliveira de o Estado recuar, ao mesmo tempo em que igualmente não pode avançar, pelo fato de ainda não haver sido solucionada a questão do financiamento público, cabe-lhe o papel de induzir um processo participativo em busca de soluções concretas para as questões sociais. Os depoimentos indicam ser fundamental o envolvimento da sociedade naquilo que é de interesse público, uma vez que não dá para se pensar no Estado como único responsável pelas demandas colocadas; não pode mais existir o Estado Provedor, os outros setores da sociedade têm que participar. Segundo os entrevistados, A idéia de um Estado parceiro é interessante, e a proposta de um novo paradigma de Estado é uma tentativa de adaptação a um momento em que as demandas são sempre crescentes. O Estado tem que procurar transformar em oportunidades os conflitos existentes na sociedade. Para os respondentes, é importante a relação entre o Estado e as empresas na definição das ações sociais empresariais, independentemente de a Responsabilidade Social Empresarial (RSE) ser vista como mera estratégia de marketing. Ainda se trata de uma relação frágil, extremamente frágil, porquanto o Estado não tem boa percepção sobre a questão da RSE. Foi afirmado que a RSE resulta mais de iniciativas das próprias empresas, que estão chegando mais rápido, do que de uma política pública em relação a elas ; o Estado tem sido incompetente nessa questão. Foi apontado certo preconceito contra conversar com o empresariado, isso é visto com um pé atrás, e quebrar esse paradigma é o desafio. Com relação às comunidades, os respondentes afirmam ter havido uma evolução, embora ressaltem a permanência de interesses eleitoreiros permeando essa questão. Os depoimentos indicam que a tecnologia da informação colaborou com desenvolvimento das comunidades, uma vez que a informação chega a todos os rincões. As comunidades organizaram-se muito, conseguindo vitórias importantes com a CF/1988. Nesse processo de organização, têm sido decisivos os mecanismos de participação popular um exercício de cidadania ativa, dando visibilidade e publicidade às demandas coletivas. Os entrevistados apontam certa inabilidade do poder público municipal na articulação com as empresas, apesar de ter conseguido relacionar-se de forma positiva com as comunidades. Os depoimentos indicam que, apesar de importante e necessária a relação entre as empresas, o Estado e as comunidades na definição das ações sociais, isso ainda não acontece institucionalmente. O acúmulo de experiências do setor empresarial é relevante, e utilizando-se uma relação transparente, esse potencial poderia ser traduzido para uma política pública, visando à universalização de direitos A percepção sobre as ações sociais empresariais Para os entrevistados, a RSE é uma idéia ainda incipiente, recente no Brasil e em particular no Ceará, restrita a grandes empresas. É vista como uma forma de marketing e uma saída para a isenção de impostos. Ainda assim, entendem como incontestável a participação das empresas em projetos sociais. A RSE é importante não apenas pelo aporte financeiro que garante, mas sim pelo envolvimento direto da sociedade com as questões sociais. Os depoimentos revelam que, no sentido da expansão da cidadania, as ações sociais empresariais teriam de resultar de um trabalho junto ao poder público, aos conselhos setoriais e a outras organizações da sociedade que já trabalham nessa direção. Apesar de experiências exitosas, as ações sociais empresariais ainda são isoladas, sendo necessário um maior diálogo entre os setores da sociedade, para que se incorpore a visão da cidadania plena. Não vejo a concepção da sustentabilidade; são ações pulverizadas e isoladas, assim foi afirmado. Igualmente foi colocado: As ações são estanques, são pulverizadas, não se concentram nos focos estratégicos de ação. A questão da susten- Anima, Fortaleza, ano 7, n.11, p. 9-25, jan./jul

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local 1 Por: Evandro Prestes Guerreiro 1 A questão da Responsabilidade Social se tornou o ponto de partida para o estabelecimento

Leia mais

ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL MÓDULO 7

ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL MÓDULO 7 ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL MÓDULO 7 Índice 1. Ética empresarial...3 2 1. ÉTICA EMPRESARIAL É neste contexto, e com o objetivo de o mundo empresarial recuperar a confiança, que vai surgindo a ética Empresarial.

Leia mais

Reflexões sobre a Ética em Empresas de Tecnologia O Caso Petrobras. Heitor Chagas de Oliveira Gerente Executivo Recursos Humanos

Reflexões sobre a Ética em Empresas de Tecnologia O Caso Petrobras. Heitor Chagas de Oliveira Gerente Executivo Recursos Humanos Reflexões sobre a Ética em Empresas de Tecnologia O Caso Petrobras Heitor Chagas de Oliveira Gerente Executivo Recursos Humanos Sustentabilidade e Competitividade SUSTENTABILIDADE pode ser entendida como

Leia mais

INDICADORES ETHOS. De Responsabilidade Social Empresarial Apresentação da Versão 2000

INDICADORES ETHOS. De Responsabilidade Social Empresarial Apresentação da Versão 2000 INDICADORES ETHOS De Responsabilidade Social Empresarial Apresentação da Versão 2000 Instrumento de avaliação e planejamento para empresas que buscam excelência e sustentabilidade em seus negócios Abril/2000

Leia mais

Responsabilidade Social

Responsabilidade Social Responsabilidade Social Profa. Felicia Alejandrina Urbina Ponce A questão principal é debater: o que torna uma empresa socialmente responsável? É o fato de ela ser ética? Ou fi lantrópica? Ou porque ela

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável Felipe de Oliveira Fernandes Vivemos em um mundo que está constantemente se modificando. O desenvolvimento de novas tecnologias

Leia mais

Especial Online RESUMO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO. Recursos Humanos 2011-1 ISSN 1982-1816. www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais.

Especial Online RESUMO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO. Recursos Humanos 2011-1 ISSN 1982-1816. www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais. Especial Online ISSN 1982-1816 www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais.html DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO Recursos Humanos 2011-1 DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO LIDERANÇA AUTOCRÁTICA: O RELACIONAMENTO

Leia mais

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Agnaldo dos Santos Pesquisador do Observatório dos Direitos do Cidadão/Equipe de Participação Cidadã Apresentação O Observatório dos Direitos

Leia mais

PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE

PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE Maria do Rozario Gomes da Mota Silva Orientadora: Profª Drª Márcia Ângela da Silva Aguiar

Leia mais

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80 Disciplina: Metodologia Científica SERVIÇO SOCIAL Ementa: Finalidade da metodologia científica. Importância da metodologia Número âmbito das ciências. Metodologia de estudos. O conhecimento e suas formas.

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Dimensão Social

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Dimensão Social DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Dimensão Social Por Daiane Fontes 1 A preocupação da sociedade com relação aos temas ética, cidadania, direitos humanos, desenvolvimento econômico, Desenvolvimento Sustentável

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Democracia na escola Ana Maria Klein 1 A escola, instituição social destinada à educação das novas gerações, em seus compromissos

Leia mais

1.3. Planejamento: concepções

1.3. Planejamento: concepções 1.3. Planejamento: concepções Marcelo Soares Pereira da Silva - UFU O planejamento não deve ser tomado apenas como mais um procedimento administrativo de natureza burocrática, decorrente de alguma exigência

Leia mais

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2 PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2 ESTRATÉGIAS E INSTRUMENTOS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL AMBIENTAL E

Leia mais

Profa. Ligia Vianna. Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA

Profa. Ligia Vianna. Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA Profa. Ligia Vianna Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO Num passado não muito distante, a ordem sociopolítica compreendia apenas dois setores, ou seja, um público e outro privado. Esses setores

Leia mais

INESUL / FAEC FACULDADE EDUCACIONAL DE COLOMBO. Programa de Responsabilidade Social

INESUL / FAEC FACULDADE EDUCACIONAL DE COLOMBO. Programa de Responsabilidade Social INESUL / FAEC FACULDADE EDUCACIONAL DE COLOMBO Programa de Responsabilidade Social APRESENTAÇÃO 2 O equilíbrio de uma sociedade em última instância, é formada pelo tripé: governo, família e empresa. Esperar

Leia mais

1. INTRODUÇÃO SISTEMA INTEGRADO DE CONTABILIDADE

1. INTRODUÇÃO SISTEMA INTEGRADO DE CONTABILIDADE 1. INTRODUÇÃO A contabilidade foi aos poucos se transformando em um importante instrumento para se manter um controle sobre o patrimônio da empresa e prestar contas e informações sobre gastos e lucros

Leia mais

Fundação Libertas. Nova denominação da entidade. Manual de Governança Corporativa

Fundação Libertas. Nova denominação da entidade. Manual de Governança Corporativa Manual de Governança Corporativa Sumário 1. Definição.... Objetivo... 3. Da Contextualização da PREVIMINAS... 3.1. Arcabouço Legal e Regulatório... 3.. A Identidade da PREVIMINAS... A Filosofia Empresarial

Leia mais

Profa. Cláudia Palladino. Unidade I RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS

Profa. Cláudia Palladino. Unidade I RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS Profa. Cláudia Palladino Unidade I RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES Antes de falarmos sobre RSE Ambiente das empresas: Incertezas Pressões das partes interessadas em: desempenho global que promova

Leia mais

Francisco Chaves, Presidente Ibolyka Elizabeth, Diretora Executiva. www.iaap.org.br Lorena-SP

Francisco Chaves, Presidente Ibolyka Elizabeth, Diretora Executiva. www.iaap.org.br Lorena-SP Diretoria Francisco Chaves, Presidente Ibolyka Elizabeth, Diretora Executiva. www.iaap.org.br Lorena-SP O Terceiro Setor no Brasil Sumário: Histórico e Legislação Bandeira: a figura da Filantropia (do

Leia mais

PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL

PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL Coleção EDUCAÇÃO SUPERIOR Coordenação editorial: Claudenir Módolo Alves Metodologia Científica Desafios e caminhos, Osvaldo Dalberio / Maria

Leia mais

A FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA SOB A ÓTICA DO DESENVOLVIMENTO

A FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA SOB A ÓTICA DO DESENVOLVIMENTO A FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA SOB A ÓTICA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Bruna Medeiros David de Souza Advogada. Pós-graduanda em Direito Civil pela Faculdade de Direito Milton Campos. A função social da

Leia mais

DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES:

DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES: DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES: A Teoria das Organizações em seu contexto histórico. Conceitos fundamentais. Abordagens contemporâneas da teoria e temas emergentes. Balanço crítico. Fornecer aos mestrandos

Leia mais

Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. Histórico de elaboração Julho 2014

Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. Histórico de elaboração Julho 2014 Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Histórico de elaboração Julho 2014 Motivações Boa prática de gestão Orientação para objetivos da Direção Executiva Adaptação à mudança de cenários na sociedade

Leia mais

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO. Concepção do Curso de Administração

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO. Concepção do Curso de Administração CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Concepção do Curso de Administração A organização curricular do curso oferece respostas às exigências impostas pela profissão do administrador, exigindo daqueles que integram a instituição

Leia mais

Glossário do Investimento Social*

Glossário do Investimento Social* Glossário do Investimento Social* O IDIS Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social é uma organização da sociedade civil de interesse público, que tem como missão promover e estruturar o investimento

Leia mais

RENOVAR PARA INOVAR! Plano de Gestão. Proposta de plano de gestão do candidato Érico S. Costa ao cargo de Diretor do Campus

RENOVAR PARA INOVAR! Plano de Gestão. Proposta de plano de gestão do candidato Érico S. Costa ao cargo de Diretor do Campus RENOVAR PARA INOVAR! Plano de Gestão Proposta de plano de gestão do candidato Érico S. Costa ao cargo de Diretor do Campus 2013-2016 0 1 Sumário Apresentação... 2 Análise Situacional... 2 Programas Estruturantes...

Leia mais

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO CAU Exercício 2013

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO CAU Exercício 2013 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO CAU Exercício 2013 Aprovado na 11ª Reunião Plenária. Brasília/DF, 04 de outubro de 2012. CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO DO BRASIL CAU/BR SCN Quadra 01, BL. E, Ed. Central

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS Versão 2.0 09/02/2015 Sumário 1 Objetivo... 3 1.1 Objetivos Específicos... 3 2 Conceitos... 4 3 Princípios... 5 4 Diretrizes... 5 4.1

Leia mais

II Simpósio Gestão Empresarial e Sustentabilidade 16, 17 e 18 de outubro de 2012, Campo Grande MS

II Simpósio Gestão Empresarial e Sustentabilidade 16, 17 e 18 de outubro de 2012, Campo Grande MS RESPONSABILIDADE SOCIAL COMO ESTRATÉGIA EMPRESARIAL E A FORMAÇÃO DO ADMINISTRADOR Kétura Silva Paiva; Juliana Ricardo Bispo de Almeida; Rosamaria Cox Moura-Leite Área Temática: Estratégias Sustentáveis

Leia mais

PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP

PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS UNIVERSITÁRIOS DA SABESP PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP OUTUBRO, 2002 ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS UNIVERSITÁRIOS DA SABESP - APU INTRODUÇÃO A Associação

Leia mais

INOVAÇÃO NA GESTÃO PÚBLICA

INOVAÇÃO NA GESTÃO PÚBLICA Curso Técnico em Gestão Pública Módulo INOVAÇÃO NA GESTÃO PÚBLICA Prof. Dr. Fernando de S. COELHO fernandocoelho@usp.br São Paulo, 13 de maio de 2015 Onde estamos no curso? Disciplina Periodo Local Data

Leia mais

AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES

AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES 1 Apresentação 1. As comunicações, contemporaneamente, exercem crescentes determinações sobre a cultura,

Leia mais

IMPACTOS DA LOGÍSTICA DE SERVIÇOS NA ECONOMIA BRASILEIRA E A CONTRIBUIÇÃO DAS FACULDADES

IMPACTOS DA LOGÍSTICA DE SERVIÇOS NA ECONOMIA BRASILEIRA E A CONTRIBUIÇÃO DAS FACULDADES IMPACTOS DA LOGÍSTICA DE SERVIÇOS NA ECONOMIA BRASILEIRA E A CONTRIBUIÇÃO DAS FACULDADES Ednilson Zanini 1 O serviço logístico tornou-se uma ferramenta importante para o desenvolvimento de relacionamentos

Leia mais

CONHEÇA OS NOSSOS PROJETOS

CONHEÇA OS NOSSOS PROJETOS CONHEÇA OS NOSSOS PROJETOS APRESENTAÇÃO Em Dezembro de 2004 por iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Paraná o CPCE Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial nasceu como uma organização

Leia mais

FEC 25 anos: Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Iremos lembrar 2015 como um ano chave no setor do desenvolvimento?

FEC 25 anos: Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Iremos lembrar 2015 como um ano chave no setor do desenvolvimento? SEMINÁRIO INTERNACIONAL REPENSAR O DESENVOLVIMENTO REINVENTAR A COOPERAÇÃO ENQUADRAMENTO : Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Lisboa, 19 de novembro de 2015 Iremos lembrar

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

Responsabilidade Social

Responsabilidade Social Responsabilidade Social Desafios à Gestão Universitária Prof. Dr. Adolfo Ignacio Calderón Coordenador do Núcleo de Pesquisas em Ciências Sociais Aplicadas da UMC, membro do comitê científico do Fórum de

Leia mais

JUVENTUDE E PARTICIPAÇÃO: ANÁLISE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DIRIGIDAS AOS JOVENS NA CIDADE DE NITERÓI BASTOS, CARRANO, GT:

JUVENTUDE E PARTICIPAÇÃO: ANÁLISE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DIRIGIDAS AOS JOVENS NA CIDADE DE NITERÓI BASTOS, CARRANO, GT: JUVENTUDE E PARTICIPAÇÃO: ANÁLISE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DIRIGIDAS AOS JOVENS NA CIDADE DE NITERÓI BASTOS, Priscila da Cunha UFF CARRANO, Paulo Cesar Rodrigues UFF GT: Movimentos Sociais e Educação

Leia mais

FACULDADE DE CUIABÁ. Curso. Disciplina. Professor. rubemboff@yahoo.com.br. Aulas: 4 e 5/5/2007

FACULDADE DE CUIABÁ. Curso. Disciplina. Professor. rubemboff@yahoo.com.br. Aulas: 4 e 5/5/2007 FACULDADE DE CUIABÁ Curso GESTÃO PÚBLICA Disciplina GESTÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Professor Dr. RUBEM JOSÉ BOFF, Ph.D. rubemboff@yahoo.com.br Aulas: 4 e 5/5/2007 Dr. Rubem José Boff, Ph.D. Cuiabá-MT,

Leia mais

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES 2º. Bimestre Capítulos: I Ética: noções e conceitos básicos II Processo de Decisão Ética III - Responsabilidade Social Apostila elaborada pela Profa. Ana

Leia mais

III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LA RED MEDAMERICA EXPERIENCIAS DE DESARROLLO REGIONAL Y LOCAL EN EUROPA Y AMERICA LATINA

III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LA RED MEDAMERICA EXPERIENCIAS DE DESARROLLO REGIONAL Y LOCAL EN EUROPA Y AMERICA LATINA III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LA RED MEDAMERICA EXPERIENCIAS DE DESARROLLO REGIONAL Y LOCAL EN EUROPA Y AMERICA LATINA TALLER I: ERRADICACIÓN DE LA POBREZA Y DESARROLLO: UN NUEVO PARADIGMA DEL DESARROLLO

Leia mais

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Lei 17505-11 de Janeiro de 2013 Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Súmula: Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental e adota outras

Leia mais

REDES PÚBLICAS DE ENSINO

REDES PÚBLICAS DE ENSINO REDES PÚBLICAS DE ENSINO Na atualidade, a expressão redes públicas de ensino é polêmica, pois o termo público, que as qualifica, teve suas fronteiras diluídas. Por sua vez, o termo redes remete à apreensão

Leia mais

Página 1 de 8. Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Página 1 de 8. Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Página 1 de 8 LEI Nº 3325, de 17 de dezembro de 1999 Dispõe sobre a educação ambiental, institui a política estadual de educação ambiental, cria o Programa estadual de Educação Ambiental e complementa

Leia mais

Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina

Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação (PETI) Secretaria de Tecnologia da Informação Florianópolis, março de 2010. Apresentação A informatização crescente vem impactando diretamente

Leia mais

O PAPEL DO SECRETARIADO NA IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS SUSTENTÁVEIS. Cláudia Kniess e Maria do Carmo Todorov

O PAPEL DO SECRETARIADO NA IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS SUSTENTÁVEIS. Cláudia Kniess e Maria do Carmo Todorov O PAPEL DO SECRETARIADO NA IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS SUSTENTÁVEIS Cláudia Kniess e Maria do Carmo Todorov AGENDA INTRODUÇÃO Conceitos de Sustentabilidade x Desenvolvimento Sustentável Projetos Sustentáveis

Leia mais

Estado, Governo e Mercado. I Objetivo

Estado, Governo e Mercado. I Objetivo Disciplina 1 Estado, Governo e Mercado I Objetivo Essa disciplina enfoca as complexas relações entre Estado, governo e mercado nas sociedades capitalistas contemporâneas. Partindo das duas matrizes teóricas

Leia mais

Mostra de Projetos 2011 "UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR"

Mostra de Projetos 2011 UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR Mostra de Projetos 2011 "UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR" Mostra Local de: Guarapuava Categoria do projeto: Projetos

Leia mais

O perfil das ONGs no neoliberalismo *

O perfil das ONGs no neoliberalismo * O perfil das ONGs no neoliberalismo * Elton Alcantara eltonluizcosta@gmail.com Gustavo Palmares gupalmaresrj@hotmail.com Letícia Chahaira leticiachahaira@yahoo.com.br Rafael Teixeira rafaelteixeira_ufrj@yahoo.com.br

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL

ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL Camila Cristina S. Honório 1 Maristela Perpétua Ferreira 1 Rosecleia Perpétua Gomes dos Santos 1 RESUMO O presente artigo tem por finalidade mostrar a importância de ser

Leia mais

LEI Nº 12.780, DE 30 DE NOVEMBRO DE 2007

LEI Nº 12.780, DE 30 DE NOVEMBRO DE 2007 LEI Nº 12.780, DE 30 DE NOVEMBRO DE 2007 (Projeto de lei nº 749/2007, da Deputada Rita Passos - PV) Institui a Política Estadual de Educação Ambiental O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que

Leia mais

INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA: A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL

INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA: A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA: A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL Resumo 1 Discente do Curso de Serviço Social da Faculdade Novos Horizontes MG 2 Discente do Curso de Serviço

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Evolução de Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução

Leia mais

Políticas Públicas e Planejamento Governamental

Políticas Públicas e Planejamento Governamental GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO DE PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO GERAL Políticas Públicas e Planejamento Governamental Susan Dignart Gestora Governamental Cuiabá MT, outubro de 2008

Leia mais

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 Janete Maria Lins de Azevedo 2 Falar sobre o projeto pedagógico (PP) da escola, considerando a realidade educacional do Brasil de hoje, necessariamente

Leia mais

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 901491 - EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução da teoria organizacional

Leia mais

CONTROLE SOCIAL: ESTUDOS E VIVÊNCIAS NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA - PR. PALAVRAS-CHAVE Democracia. Controle Social. Observatório Social.

CONTROLE SOCIAL: ESTUDOS E VIVÊNCIAS NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA - PR. PALAVRAS-CHAVE Democracia. Controle Social. Observatório Social. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA CONTROLE

Leia mais

PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ

PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Art. 1 - A Política Estadual

Leia mais

GESTÃO AMBIENTAL E CIDADANIA

GESTÃO AMBIENTAL E CIDADANIA GESTÃO AMBIENTAL E CIDADANIA João Sotero do Vale Júnior ¹ a) apresentação do tema/problema: A questão ambiental está cada vez mais presente no cotidiano da população das nossas cidades, principalmente

Leia mais

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Por Agnaldo dos Santos* Publicado em: 05/01/2009 Longe de esgotar o assunto, o artigo Privatização, Terceirização e

Leia mais

LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004. O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA: Faço saber que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004. O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA: Faço saber que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004 Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental, cria o Programa Estadual de Educação Ambiental e complementa a Lei Federal nº 9.795/99,

Leia mais

1º SEMESTRE 2º SEMESTRE

1º SEMESTRE 2º SEMESTRE 1º SEMESTRE 7ECO003 ECONOMIA DE EMPRESAS I Organização econômica e problemas econômicos. Demanda, oferta e elasticidade. Teoria do consumidor. Teoria da produção e da firma, estruturas e regulamento de

Leia mais

REFORMA OU DESMONTE? Análise crítica acerca do Plano Diretor da Reforma do Estado

REFORMA OU DESMONTE? Análise crítica acerca do Plano Diretor da Reforma do Estado REFORMA OU DESMONTE? Análise crítica acerca do Plano Diretor da Reforma do Estado Ana Carolyna Muniz Estrela 1 Andreza de Souza Véras 2 Flávia Lustosa Nogueira 3 Jainara Castro da Silva 4 Talita Cabral

Leia mais

CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL

CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL Cristiane de Oliveira 1 Letícia Santos Lima 2 Resumo O objetivo desse estudo consiste em apresentar uma base conceitual em que se fundamenta a Controladoria.

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Nome da disciplina Evolução do Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação;

Leia mais

1 Introdução 1.1. Problema de Pesquisa

1 Introdução 1.1. Problema de Pesquisa 1 Introdução 1.1. Problema de Pesquisa A motivação, satisfação e insatisfação no trabalho têm sido alvo de estudos e pesquisas de teóricos das mais variadas correntes ao longo do século XX. Saber o que

Leia mais

Educação para a Cidadania linhas orientadoras

Educação para a Cidadania linhas orientadoras Educação para a Cidadania linhas orientadoras A prática da cidadania constitui um processo participado, individual e coletivo, que apela à reflexão e à ação sobre os problemas sentidos por cada um e pela

Leia mais

Conteúdo. 1. Origens e Surgimento. Origens e Surgimento

Conteúdo. 1. Origens e Surgimento. Origens e Surgimento 1 2 Planejamento Estratégico: conceitos e evolução; administração e pensamento estratégico Profª Ms Simone Carvalho simonecarvalho@usp.br Profa. Ms. Simone Carvalho Conteúdo 3 1. Origens e Surgimento 4

Leia mais

A GESTÃO DEMOCRÁTICA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA

A GESTÃO DEMOCRÁTICA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA A GESTÃO DEMOCRÁTICA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA Adriano Ribeiro¹ adrianopercicotti@pop.com.br Resumo: A gestão democrática do Projeto Político-Pedagógico na escola

Leia mais

O IDEC é uma organização não governamental de defesa do consumidor e sua missão e visão são:

O IDEC é uma organização não governamental de defesa do consumidor e sua missão e visão são: 24/2010 1. Identificação do Contratante Nº termo de referência: TdR nº 24/2010 Plano de aquisições: Linha 173 Título: consultor para desenvolvimento e venda de produtos e serviços Convênio: ATN/ME-10541-BR

Leia mais

MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA

MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 1º Fica instituída a Política Municipal de Educação Ambiental, seus objetivos, princípios

Leia mais

O meio ambiente e o planejamento estratégico

O meio ambiente e o planejamento estratégico O meio ambiente e o planejamento estratégico Roberto Sanches Garcia, Prof.Dr.Alfredo Colenci Junior Mestrado em Tecnologia: Gestão, Desenvolvimento e Formação. CEETEPS - São Paulo SP Brasil roberto.sanches4@terra.com.br;

Leia mais

Responsabilidade Social e Cidadania Empresarial: os Impactos das Ações Empresariais nas Comunidades da Cidade de Fortaleza

Responsabilidade Social e Cidadania Empresarial: os Impactos das Ações Empresariais nas Comunidades da Cidade de Fortaleza Responsabilidade Social e Cidadania Empresarial: os Impactos das Ações Empresariais nas Comunidades da Cidade de Fortaleza Autoria: Helda Kelly dos Santos Pereira, Eliane Montenegro de Albuquerque Maranhão

Leia mais

ENCONTRO GAÚCHO SOBRE A NOVA CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO EDIÇÃO 2013

ENCONTRO GAÚCHO SOBRE A NOVA CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO EDIÇÃO 2013 ENCONTRO GAÚCHO SOBRE A NOVA CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO EDIÇÃO 2013 Tendências de pesquisa acadêmica na área de Gestão Pública e Fontes de Informação para Pesquisa Foco em CASP Prof. Ariel

Leia mais

Curso de Extensão em Gestão de Iniciativas Sociais. Responsabilidade Social Empresarial

Curso de Extensão em Gestão de Iniciativas Sociais. Responsabilidade Social Empresarial Curso de Extensão em Gestão de Iniciativas Sociais Curso de Extensão em Gestão de Iniciativas Sociais Módulo I Gestão e Acompanhamento em Projetos Sociais Paulo Márcio de Mello e Rita de Cassia Monteiro

Leia mais

TECNOLOGIA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA POSTO DOURADÃO LTDA RESUMO

TECNOLOGIA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA POSTO DOURADÃO LTDA RESUMO TECNOLOGIA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA POSTO DOURADÃO LTDA Hewerton Luis P. Santiago 1 Matheus Rabelo Costa 2 RESUMO Com o constante avanço tecnológico que vem ocorrendo nessa

Leia mais

Discurso da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, no seminário Planejamento e Desenvolvimento: Experiências Internacionais e o Caso do Brasil

Discurso da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, no seminário Planejamento e Desenvolvimento: Experiências Internacionais e o Caso do Brasil Discurso da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, no seminário Planejamento e Desenvolvimento: Experiências Internacionais e o Caso do Brasil Brasília, 22 de novembro de 2012 É uma honra recebê-los

Leia mais

INFORMAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS a pesquisa empírica em Portais Corporativos

INFORMAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS a pesquisa empírica em Portais Corporativos INFORMAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS a pesquisa empírica em Portais Corporativos Cláudia Peixoto de Moura Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul PUCRS E-mail: cpmoura@pucrs.br Resumo do Trabalho:

Leia mais

LEI Nº 13.558, de 17 de novembro de 2005. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental - PEEA - e adota outras providências.

LEI Nº 13.558, de 17 de novembro de 2005. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental - PEEA - e adota outras providências. LEI Nº 13.558, de 17 de novembro de 2005 Procedência: Governamental Natureza: PL. 332/05 DO. 17.762 de 17/11/05 Fonte: ALESC/Div. Documentação Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental - PEEA

Leia mais

Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. Formação dos grupos de trabalho e Detalhamento das estratégias do Plano de Ação Julho 2014

Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. Formação dos grupos de trabalho e Detalhamento das estratégias do Plano de Ação Julho 2014 Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Formação dos grupos de trabalho e Detalhamento das estratégias do Plano de Ação Julho 2014 Grupos de trabalho: formação Objetivo: elaborar atividades e

Leia mais

PROJETO DE LEI N º 1219/2003. Decreta:

PROJETO DE LEI N º 1219/2003. Decreta: A CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO PROJETO DE LEI N º 1219/2003 Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Municipal de Educação Ambiental, e dá outras providências. Autor: Vereador Rodrigo

Leia mais

Sustentabilidade nos Negócios

Sustentabilidade nos Negócios Sustentabilidade nos Negócios Apresentação O programa Gestão Estratégica para a Sustentabilidade foi oferecido pelo Uniethos por nove anos. Neste período os temas ligados à sustentabilidade começam a provocar

Leia mais

Conhecendo a Fundação Vale

Conhecendo a Fundação Vale Conhecendo a Fundação Vale 1 Conhecendo a Fundação Vale 2 1 Apresentação Missão Contribuir para o desenvolvimento integrado econômico, ambiental e social dos territórios onde a Vale atua, articulando e

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009 03/08/2010 Pág.01 POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009 1. INTRODUÇÃO 1.1 A Política de Comunicação da CEMIG com a Comunidade explicita as diretrizes que

Leia mais

Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais. 14º Encontro Nacional do Congemas

Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais. 14º Encontro Nacional do Congemas Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais 14º Encontro Nacional do Congemas CRAS como unidade de gestão local do SUAS 14º Encontro Nacional do Congemas

Leia mais

LEI N.º 7.390, DE 6 DE MAIO DE 2015

LEI N.º 7.390, DE 6 DE MAIO DE 2015 LEI N.º 7.390, DE 6 DE MAIO DE 2015 Institui o Sistema Municipal de Assistência Social do Município de Santo Antônio da Patrulha e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL de Santo Antônio da Patrulha,

Leia mais

Câmara Municipal de. Projeto de Lei nº /2008, que institui a Política Municipal de Educação Ambiental

Câmara Municipal de. Projeto de Lei nº /2008, que institui a Política Municipal de Educação Ambiental Câmara Municipal de Projeto de Lei nº /2008, que institui a Política Municipal de Educação Ambiental PROJETO DE LEI Nº /2008 Dispõe sobre a Política Municipal de Educação Ambiental e dá outras providências.

Leia mais

Rede de Responsabilidade Social Empresarial pela Sustentabilidade

Rede de Responsabilidade Social Empresarial pela Sustentabilidade Rede de Responsabilidade Social Empresarial pela Sustentabilidade Existe a compreensão evidente por parte das lideranças empresariais, agentes de mercado e outros formadores de opinião do setor privado

Leia mais

PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP

PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP Aprovado na Reunião do CONASU em 21/01/2015. O Programa de Responsabilidade Social das Faculdades Integradas Ipitanga (PRS- FACIIP) é construído a partir

Leia mais

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS Secretaria Nacional de Assistência Social 1 2 3 Quando a Comissão Organizadora da VI Conferência Nacional

Leia mais

Curso de Especialização Gestão Educacional 5ª Edição

Curso de Especialização Gestão Educacional 5ª Edição Curso de Especialização Gestão Educacional 5ª Edição EMENTA DAS DISCIPLINAS Gestão Educacional e organização do trabalho pedagógico pressupostos teórico - metodológicos Alberto Albuquerque Gomes Total

Leia mais

Referente a qualidade e eficiência dos serviços prestados conceituam-se os seguintes meios para obtenção da eficácia nos serviços.

Referente a qualidade e eficiência dos serviços prestados conceituam-se os seguintes meios para obtenção da eficácia nos serviços. 191 Volume produzido; Volume Micromedido e Estimado; Extravasamentos; Vazamentos; Consumos Operacionais Excessivos; Consumos Especiais; e Consumos Clandestinos. A partir do conhecimento dos fatores elencados

Leia mais

O PEDAGOGO ENQUANTO GESTOR ESCOLAR: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO SOBRE AS ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS

O PEDAGOGO ENQUANTO GESTOR ESCOLAR: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO SOBRE AS ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS O PEDAGOGO ENQUANTO GESTOR ESCOLAR: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO SOBRE AS ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS Kely-Anee de Oliveira Nascimento Graduanda em Pedagogia - UFPI Patrícia Sara Lopes Melo Mestre em Educação

Leia mais

Palavras-chave Ação social, Comunicação, Investimento social privado, Responsabilidade Social

Palavras-chave Ação social, Comunicação, Investimento social privado, Responsabilidade Social Título Desafios na Comunicação da Ação Social Privada 1 Autores Prof. Dr. Paulo Nassar, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e presidente da ABERJE Associação Brasileira

Leia mais