Desenvolvimento, meio ambiente e agricultura: (re)definindo seus papéis e atuações

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Desenvolvimento, meio ambiente e agricultura: (re)definindo seus papéis e atuações"

Transcrição

1 1 Desenvolvimento, meio ambiente e agricultura: (re)definindo seus papéis e atuações Autora: Raquel Breitenbach Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Extensão Rural da Universidade Federal de Santa Maria Resumo A forma como se buscou o desenvolvimento no Brasil, historicamente, causou problemas em várias esferas, como econômica, ambiental e social, graças a seu foco central no crescimento econômico. A partir da identificação desses problemas, aponta-se a necessidade de alterar os métodos utilizados para alcançar o desenvolvimento. Dentre as transformações necessárias, destaca-se o imperativo urgente de preservação ambiental, sendo que o cumprimento e adequação das Leis - bem como uma agricultura mais sustentável - têm um papel singular nesse processo. Objetivou-se, com esse trabalho, fazer uma reflexão teórica acerca da evolução do conceito de desenvolvimento, e da inserção da preocupação com o meio ambiente como fundamental para o mesmo. Nesse contexto, buscou-se refletir acerca da importância das leis e da agricultura nesse processo de diminuição da degradação ambiental, visto que, dentro da conjuntura de necessidade de preservação dos recursos naturais, a agricultura tem um papel importante, já que é no meio rural que se concentra a maioria desses recursos. Constata-se, nesse caso, que para se criar um ambiente político/institucional favorável à sustentabilidade, é imprescindível a revisão dos pressupostos que dão suporte aos instrumentos e mecanismos da gestão ambiental brasileira. Observou-se que mudanças no sentido de diminuição de externalidades ambientais negativas são fundamentais, porém, a responsabilidade não pode recair apenas no setor agropecuário, mas deve ser um compromisso assumido pelo Estado e pela população como um todo. Por outro lado, observa-se um longo caminho a ser percorrido até as políticas de Estado e a população mudarem suas percepções acerca da vida e da natureza. Palavras-chave: desenvolvimento, meio ambiente, agricultura, leis. 1- Introdução

2 2 Os temas relacionados à questão ambiental têm recebido atenção especial nas últimas décadas, seja por parte de pesquisadores, da mídia ou da própria população em geral. Não é um tema que surgiu recentemente, porém, ressalta-se que a intensidade e amplitude dessas discussões vêm aumentando significativamente, ao mesmo passo que aumentam os problemas ambientais (aquecimento global, por exemplo - colocado como um dos principais resultados negativos dos processos de crescimento econômico desenvolvidos pelas diversas nações do planeta). O processo que foi o principal causador desses problemas é chamado aqui de busca incessante pelo crescimento econômico, entretanto sempre esteve trajado pelo termo desenvolvimento. Atualmente, pelas discussões que cercam o termo e o novo significado dado ao mesmo, não é correto chamar o processo de crescimento adotado pelo Brasil de desenvolvimento, visto que gerou muitas disfunções sociais, ambientais e também econômicas. No que se refere às externalidades ambientais negativas, suas causas são as mais diversas, partem da indústria de diferentes setores, da agricultura, do setor extrativista, etc. Incentivadas, do mesmo modo, pela falta de consciência da população em geral, habituada com a abastança de recursos naturais e sem noção de suas limitações e conseqüências de seu uso desmedido. Embora se reconheça a existência de uma diversidade de causadores dos problemas ambientais, a maior parte da responsabilidade acerca dos mesmos recai sobre a agropecuária. É no meio rural que se encontra a maior variedade e quantidade da riqueza ambiental, de biodiversidade e é também, a partir da agropecuária, que grande parte desses recursos são degradados, o que justifica a concentração das preocupações nesse setor. Cabe ressaltar que o setor agropecuário, além da produção para exportação, também abastece o país no que se refere aos alimentos. Nesse caso, nota-se uma pressão cada vez maior dos consumidores por produtos de qualidade e com preço acessível. Pressão esta que também recai sobre o meio ambiente, o qual é explorado ao máximo, visando aumento de áreas e de escala produtiva. Portanto, a responsabilidade não é apenas do agricultor, mas de toda a sociedade que poderia adotar um consumo mais consciente, pressionando a produção para outros sentidos, com menor agressão a natureza.

3 3 O Brasil possui leis importantes que visam a diminuição da agressão aos recursos naturais, como o Código Florestal, Constituição Federal de 1988, Código Civil de 1916, Lei de Estatuto da Terra. Porém, o que se verifica é um descumprimento e/ou ineficiência dessas leis, visto que se estas tivessem sido cumpridas desde sua criação, os problemas ambientais estariam reduzidos expressivamente. Atualmente, por iniciativa do Estado, ocorre uma discussão acerca do cumprimento do Código Florestal e, por outro lado, uma forte resistência dos agricultores para se adequar ao mesmo. O que alegam é que, caso fosse cumprido esse Código, muitas propriedades se tornariam economicamente inviáveis, bem como diminuiria significativamente a produção nacional, afetando a economia do país. O presente trabalho visa realizar uma reflexão teórica acerca da evolução do significado do termo desenvolvimento e da inserção da preocupação ambiental como condicionante para alcançá-lo. A partir disso, destaca-se a importância do cumprimento das leis brasileiras vigentes, bem como a responsabilidade que o setor agropecuário tem no processo de diminuição dos problemas ambientais. 2- Evoluções do conceito e das estratégias de desenvolvimento A noção de desenvolvimento vem, ao longo do tempo, sofrendo transformações em seu significado e nas metodologias utilizadas para alcançá-lo. Por ocasião de sua difusão nas pautas sociopolíticas e econômicas mundiais, no contexto pós II guerra mundial, de guerra fria e num cenário que buscava ser póscolonial, foi considerado como sinônimo de crescimento econômico, tendo no PIB/capita seu principal indicador. Esta concepção de desenvolvimento, baseada na industrialização, urbanização e burocratização, sofreu severas críticas pelos seus efeitos indesejados : deterioração ambiental, concentração urbana, desertificação rural e fracasso nas tentativas de reduzir as desigualdades sócio-econômicas. Tais críticas deram margem à urgência de se ultrapassar a noção de desenvolvimento etnocêntrica, conservadora e economicista que vinha tendo preeminência nas reflexões e ações relativas ao tema (SOUZA, 1996; 1997; GUERRERO, 1996). Assim, a inclusão e relevância de outras variáveis a serem consideradas nas abordagens sobre o desenvolvimento, como as questões culturais, sociais e ambientais, passam a ser defendidas e problematizadas pela literatura.

4 4 Passa-se, inclusive, a se defender que o desenvolvimento deve ser uma elaboração própria de cada realidade e cultura, em que um único modelo não pode ser aceito como dado, muito menos imposto de uma cultura ou de uma sociedade a outra (ESCOBAR, 1995; SACHS,1995; TUCKER, 1996). Na trajetória mais recente da noção de desenvolvimento, surgem diversos termos qualificativos do mesmo: endógeno, sustentável, regional, territorial, local etc. Neste processo, o espaço vem carreando mais importância nas preocupações sobre o desenvolvimento, até então hegemonizado pela dimensão do tempo, verdadeira obsessão da Modernidade, que se traduzia na ânsia pelo futuro e pela fé no Progresso. Porém, se o processo de modernização tendeu a por em primeiro plano a projeção para o futuro, hoje se volta a pensar mais no espaço - concretamente como território: o local, o regional, etc., desde um dado grupo social que, partindo de suas próprias condições e características sociais, trata de encarar a contemporaneidade. No desenrolar da Globalização configura-se também, fruto de uma nova estrutura de oportunidades, um movimento de localismo que, na ótica de diversos autores, deve ser promovido e apoiado (BECKER, 1997; YÁÑEZ, 1998). A esta dinâmica localista e, portanto particularista, que afeta aquela de caráter mais universalista, e que está envolvida no espectro de novas oportunidades do próprio processo de Globalização, redefinindo governos e sociedades municipais, tem-se comumente denominado de novo localismo (YÁÑEZ, 1998). A tendência universalista seria aquela que, fundamentada nos cânones iluministas da ciência moderna, acredita em valores gerais universais e na expansão unívoca do processo civilizatório aos moldes ocidentais. Ao mesmo tempo em que as sociedades contemporâneas atravessam processos globais de caráter universal, também tem suas dinâmicas locais. Para tanto, surgem estratégias de desenvolvimento centradas nas características e implicações dos atores locais que, ao mesmo tempo, buscam responder às novas estruturas de oportunidades resultantes do processo de globalização e as geradas em próprio âmbito local. Neste contexto, o meio rural não deve ser visto simplesmente como sustentação geográfica do setor agricultura, mas também como base de um conjunto diversificado de atividades e mercados potenciais, para que seus horizontes possam ser ampliados (YÁÑEZ, 1998).

5 5 FEATHERSTONE (1996), ao falar do termo localismo, diz que este ganha importância a partir das dificuldades de lidar com níveis ascendentes de complexidade cultural gerada a partir de uma conjuntura temporal específica da modernidade e com as dúvidas e ansiedades que esta provoca. Acrescenta que não se trata de considerar o local e o global como dicotomia separada no espaço e no tempo, mas de reconhecer que os processos de globalização e localização são indissociáveis na fase atual. O termo local é associado à noção de um espaço particular delimitado, com um conjunto de relações sociais baseadas em laços familiares e tempo de residência. A cultura local deve ser privilegiada, mas considerando que esta também é um terreno de lutas de poder (PIETERSEN, 1995). WOLF (1997, apud GALVÃO, 1998), considera globalização como a crescente interdependência econômica dos países em todo o mundo, gerada pela expansão no volume e variedade das transações de bens e serviços entre eles, dos fluxos de capital, bem como pela difusão mais rápida e abrangente da tecnologia. O local passa a exercer um papel fundamental devido ao aumento de repertórios culturais e recursos de vários grupos para criar novos modos simbólicos de afiliação e pertencimento, além do esforço para trabalhar e reformular o significado de signos existentes. O processo de globalização promove novas estruturas de oportunidades que podem ser aproveitadas e, por isso, o local deve ser considerado como crucial à capacidade de ação autônoma por parte dos atores locais, os quais devem estabelecer relações de competência e competição (YÁÑEZ, 1998). Nessa linha de argüição, BROSE (2002) indica que o desenvolvimento é uma questão de qualidade de vida e não pode ser definido apenas pela riqueza material. Este autor preconiza que, inerente ao conceito de desenvolvimento humano, está a idéia de que este é um processo de expansão das possibilidades de escolha para o indivíduo. Segundo ele, cada pessoa tem um conjunto cada vez maior de possibilidades e liberdades sobre como estruturar sua vida, sem, porém desconsiderar a liberdade de escolha das gerações futuras, considerando assim, a dimensão da sustentabilidade (BROSE, 2002, p ). Ao se referir ao desenvolvimento local esse mesmo autor alerta para a necessidade deste vir acompanhado de melhoria da qualidade de vida das pessoas

6 6 (desenvolvimento humano), levando em conta a sustentabilidade destes processos que precisam surgir de iniciativas locais, e não de decisões federais ou estaduais. Além disso, o desenvolvimento local pode ser uma opção na busca de abandonar a passividade e iniciar um esforço no sentido de aproveitar os recursos disponíveis e empregá-los na geração de emprego e riqueza nas localidades. Para os autores, o enfoque local para o desenvolvimento deve contar com os conhecimentos e experiências existentes, bem como deve considerar a possibilidade de criar em nível local o clima social necessário, baseado na articulação social (YRUELA e GUERRERO, 1994). Iniciativas que são capazes de gerar efeitos de desenvolvimento não podem ser ações de um indivíduo ou um grupo, mas sim iniciativas geradas e processadas dentro de um sistema de negociação permanente entre os diversos atores sociais que formam uma sociedade local. Da mesma forma, para ocorrer processos de planejamento local, são necessárias novas formas institucionais, que sejam capazes de estimular e integrar iniciativas existentes na sociedade local. Segundo o autor, processos de desenvolvimento local só serão possíveis através de um componente de identidade forte que estimule o potencial de iniciativas de um grupo social (AROCENA, 1993). Toda sociedade se nutre da própria história e constitui um sistema de valores interiorizado por seus membros. Para a existência de uma sociedade local, é necessário que as pessoas que habitam um território compartilhem identidades comuns, tenham uma maneira de ser que as distinga de outros indivíduos ou grupos. Portanto, uma sociedade local será um sistema de ações sobre um território limitado, produzindo valores comuns e bens localmente geridos. É possível observar locais que dificilmente podem ser considerados sociedades, devido à ausência de iniciativa própria, pois a iniciativa individual ou do grupo é o signo da existência do ator local (AROCENA, 1993). 3- A escassez dos recursos naturais como limitante do desenvolvimento?! Dentre as principais alterações ocorridas na evolução do conceito de desenvolvimento, nos concentramos, neste momento, especialmente na inclusão da

7 7 preocupação com o meio ambiente como condicionante do mesmo, bem como os motivos que levam a essa inclusão. Ainda na década de 1980, MORIN (1984) já alertava que um processo de desenvolvimento deveria prever a diminuição dos impactos e da pressão sobre os recursos naturais, caso contrário se caracterizaria como crescimento econômico apenas. SACHS (1995) também contribui nesse sentido ao ressaltar a importância do aproveitamento dos recursos naturais sem destruir o capital da natureza. Complementa destacando que o desenvolvimento deveria seguir uma hierarquização: o social no comando, o ecológico enquanto restrição assumida e o econômico como papel instrumental. Um dos principais marcos no avanço das preocupações com as questões ambientais foi manifestado no relatório de Brundtland que, em julho de 1989, previu a adoção a nível mundial de políticas baseadas em desenvolvimento sustentável. Essas preocupações partem da possibilidade do esgotamento dos recursos naturais da terra, já que seus limites não são respeitados. Por um lado, temos o consumo desenfreado de recursos pelos indivíduos que retornam ao meio em forma de resíduos, por outro lado, as fontes de recursos e os locais de destinação de detritos têm uma capacidade limitada para suportar o nosso sistema econômico. Nesse contexto, o imprescindível é manter o tamanho da economia global dentro dos limites e da capacidade que os ecossistemas têm para sustentá-lo (GOODLAND, 2001). Além de apresentar os problemas, GOODLAND (2001) alerta para algumas mudanças concretas que podem ser feitas. Entre elas: a busca de produção com sistema menos intensivo em consumo de recursos; aceleração de estudos técnicos que aumentem a eficiência\produtividade dos recursos. Porém, o autor alerta que só isso não é suficiente, a mudança precisa ser mais radical. Para ele, a escassez de dinheiro não limita a economia, o que limita é a escassez de capital natural e de vontade\iniciativa política no mundo industrializado. DALY (2000) tem um raciocínio próprio para explicar as questões ambientais no contexto do desenvolvimento. Defende a tese do mundo vazio versus o mundo cheio, como sendo dois processos históricos diferenciados do desenvolvimento econômico mundial. Na fase histórica do mundo vazio, quando a escala de presença humana na biosfera era reduzida, o capital formado pelo homem desempenhava um fator limitador. Já na fase do mundo cheio, a produtividade do

8 8 capital formado pelo homem se vê cada vez mais limitada pela decrescente falta de disponibilidade de capital natural. O autor destaca que a ciência econômica que trabalha com a hipótese do mundo cheio não consegue se legitimar na comunidade científica, dificultando uma mudança de vertente tão necessária para a busca de sustentabilidade. Na visão dominante, os fatores de capital natural e de formação humana são substitutos. Porém, se assim fossem, a escassez de um dos fatores não limitaria significativamente a produção\reprodução do outro. DALY (2000) destaca que isso não ocorre e, nesse caso, defende a tese da complementaridade desses fatores, não os considerando como substitutos. Afirma isso visto que a acumulação de capital de formação humana exerce pressão sobre as reservas de capital natural. Como este último não é um bem de livre disposição, passa a ser um limitador para o desenvolvimento do fator capital de formação humana, logo, esses fatores se complementam. Nessa era do mundo cheio, é preciso dirigir os investimentos, até então destinados a acumulação de capital de formação humana, para a restauração e a preservação dos recursos naturais. Bem como a tecnologia deve prever o aumento da produtividade do capital natural. Caso essas duas atitudes não forem tomadas, o comportamento será antieconômico. CAPRA (2001) também alerta para a insustentabilidade do planeta e a necessidade de uma mudança de paradigmas para frear os processos que degradam e ameaçam a vida. O autor proporciona uma nova e importante base para políticas ecológicas, visando a construção e sustentabilidade de comunidades sem colocar em risco as oportunidades para as futuras gerações. Além disso, abre caminho para a interdisciplinaridade, apresentando novas perspectivas sobre a natureza da vida. Para CAPRA (2001), nós humanos construímos sociedades baseadas na hierarquia da dominação e submissão, sendo que a organização em rede resolveria esta questão, transformando as sociedades em agrupamentos igualitários. Quanto mais estudamos os principais problemas de nossa época, mais somos levados a perceber que eles não podem ser entendidos isoladamente. São problemas sistêmicos, o que significa que estão interligados e são interdependentes (p. 23). Acrescenta a isso, que as únicas soluções viáveis, sob o ponto de vista sistêmico, são as sustentáveis. Seu livro A Teia da Vida faz com que reflitamos sobre a complexidade que envolve a vida em todos os sentidos. Uma complexidade

9 9 sustentada e ampliada pelos processos sistêmicos que envolvem as coisas e os seres. DRUMMOND (2006) mostra que as questões ambientais têm sido construídas, ao longo da história, prioritariamente por cientistas das ciências naturais e tecnológicas. Os cientistas sociais, por outro lado, passaram a habitar nesse campo retardatariamente e buscam resistir à primazia dos cientistas naturais e, muitas vezes, passam a ignorá-los ou criticá-los erroneamente (insensíveis aos problemas sociais; naturalistas, preocupados apenas com plantas e animais; etc.). O autor recrimina esse comportamento, visto que, por mais que os cientistas naturais tenham errado em alguns aspectos, fizeram grandes avanços tendo, os cientistas socias, muito que aprender com eles e vice-versa. Ao falar do desenvolvimento sustentável, o autor censura a dimensão ecológica do conceito ao dizer que carece de originalidade. Esse conseito foi estabelecido a muitos anos atrás nas ciências biológicas (baseado no princípio de capacidade de carga) e tem como única novidade a aplicação sistemática nos estudos de sociedades humanas. Ou seja, é originado de trabalhos de cientistas naturais que se interessaram nas questões ambientais e humanas. Como complementos a esse conceito de capacidade de carga, a sustentabilidade incorpora os princípios: equidade social e econômica; solidariedade intergeracional. Princípios estes que são, segundo o autor, mais éticos ou normativos do que propriamente científicos. A partir desse texto de DRUMMOND (2006), pode-se observar a importância que a ciência natural desempenhou ao longo da história no que se refere ao estudo das questões ambientais. Além disso, nos faz valorizar a necessidade de uma conversação e complementaridade entre as ciências sociais e naturais e não a simples oposição e crítica. ACSELRAD (2002), ao fazer um resgate histórico, destaca as discussões (já com mais de duas décadas) acerca das ligações existentes entre raça, pobreza e poluição. Ou seja, a relação entre problemas ambientais e desigualdade social, a qual aponta a necessidade de incluir variáveis sociais nos tradicionais estudos de avaliação de impacto. Essa discussão traz a tona o fato de que os mecanismos de mercado trabalham na direção da desigualdade ambiental, visto que os mais baixos custos de localização de instalações com resíduos tóxicos direcionam para as áreas onde os pobres residem.

10 10 Destaca-se ainda, que o capital tem sua força calcada na capacidade que tem de se deslocalizar. Sua maior mobilidade permite que especialize gradualmente os espaços, produzindo uma divisão espacial da degradação ambiental e gerando uma crescente coincidência entre a localização de áreas degradadas e de residência de classes ambientais que tem menor capacidade de se deslocalizar, ou seja, que não têm tanta mobilidade. Pode-se perceber que se reafirmam as questões de degradação ambiental e a forma como os resultados negativos são socializados e concentrados nas populações negras e pobres. Estas por sua vez, detentoras de menos poder e sem possibilidades de mudança, acabam por conviver com os riscos e sofrer as conseqüências. Diante disso, cabe destacar a importância que os movimentos sociais ambientais têm para amenização dos problemas. Muitas vezes uma classe social superior se apropria dos benefícios de um processo produtiva e deixa às classes inferiores as externalidades negativas. Corroborando essas idéias, MIELGO E GUZMÁN (1995) fazem uma crítica ao (falso) discurso ecologista desenhado pelos organismos internacionais. Esse discurso, através de uma construção teórica eco tecnocrática, transmite a mensagem de que o planeta está em perigo por que os países pobres têm um grande crescimento de população e agridem o meio ambiente, devido a sua pobreza e a ofensiva apropriação dos recursos naturais. Porém, os autores apontam outra causa: os países ricos desenvolveram uma forma de produção e consumo que consome muita energia e recursos, bem como contaminadora e destruidora do equilíbrio natural. O desproporcional e exagerado consumo de certos grupos humanos está baseado no desperdício de recursos e energia, contaminando e destruindo ecossistemas. Para os autores, a taxa de transferência de energia e materiais para esses grupos, por parte de outros etnoecossistemas, corresponde à transferência de valor de pobres para ricos. Nesse caso, existe uma hierarquia ecológica dos etnoecossistemas centrais (grandes consumidores) aos etnoecossistemas periféricos (consumo endosomático). Esse modelo Centro-Periferia demonstra a falsa noção que o centro tem de que direcionando os efeitos negativos para a periferia não serão atingidos. Porém, os danos ambientais não se restringem aos locais que são degradados, espalhando

11 11 os efeitos negativos para todo o mundo, em maior ou menor grau, como o exemplo do aquecimento global. Para a superação dos problemas ambientais destacados, é preciso trabalhálos sob uma perspectiva interdisciplinar, que reflita fortemente a teoria desenvolvimentista e suas conseqüências negativas para o meio ambiente. O ambiente é mais do que uma realidade visível, é uma convergência de processos físicos, biológicos e simbólicos, que por meio das ações econômicas, científicas e técnicas do homem são reorganizados e reconduzidos (LEEF, 1998). Não existe um instrumento, seja ele econômico, ecológico ou tecnológico, capaz de calcular o valor real da natureza na economia, ou seja, valorá-la. Isso porque esses valores dependem de percepções culturais, direitos comunitários e interesses sociais que são estabelecidos fora do mercado. Dessa forma, a internalização de custos ecológicos e das condições ambientais da produção apontam para a necessidade de caracterização dos processos sociais que determinam o valor da natureza. Nesse contexto, o ambientalismo defende a idéia que o desenvolvimento sustentável não se limita a equilibrar conservação e desenvolvimento, mas também, que deve levar a pensar o ambiente como potencial para um desenvolvimento alternativo, ou seja, construir um novo paradigma produtivo, que integre a natureza e a cultura como forças produtivas (LEEF, 1998). A partir disso, LEEF (1998) introduz o termo ética ambiental, o qual vincula a conservação da diversidade biológica do planeta com o respeito a heterogeneidade étnica e cultural da espécie humana. Toda a problemática ambiental gerada pelo desenvolvimento abriu espaço para um movimento (na teoria e na prática) que busca compreender as causas e resolver os efeitos na qualidade de vida e condições de existência da sociedade. A maximização das ganâncias e a busca de excedentes econômicos gera(ou) um custo social da destruição ecológico e da degradação ambiental que impulsionou a emergência de novos atores sociais, movidos por valores, direitos e demandas, os quais orientam a construção de uma racionalidade ambiental. Estamos enfrentando, em nosso país, um processo de busca de mudanças em nossos hábitos. Processo este capitaneado por muitas organizações e instituições, as quais utilizam, para isso, os meios de comunicação mais diversos, buscando o alcance de um maior número de indivíduos.

12 12 Porém, levantam-se as questões: estão essas organizações e instituições cientes das reais necessidades dessas mudanças? Ou estão seguindo apenas um modismo, no qual obtêm vantagens competitivas as empresas que acrescentam aos seus objetivos as expressões: responsabilidade social ; responsabilidade ambiental, sustentabilidade", etc.? Estão essas organizações dispostas a buscar um equilíbrio entre os fatores social, econômico, ambiental e cultural? E a população em geral, está disposta a buscar esse equilíbrio? Sabe da real necessidade da mudança ou segue também o modismo? 4- As leis e a agricultura no contexto de escassez de recursos naturais Dentro do contexto de necessidade de preservação dos recursos naturais, a agricultura tem um papel importante, já que é no meio rural que se concentra a maioria desses recursos. GUZMÁN e NAVARRO (1990) tratam dos problemas que geram a insustentabilidade, focando a participação da agricultura nesse processo. Segundo eles, não é a natureza que está em perigo e sim a sociedade humana que está caminhando para a extinção. A agricultura contribui para isso por ser um resultado das pressões socioeconômicas que a sociedade realiza sobre os ecossistemas naturais, produzindo uma evolução integrada entre cultura e meio ambiente. Nesse sentido, aponta-se a necessidade de uma mudança na forma de produção e consumo atuais. Para isso, uma importante transformação deveria ocorrer nas ciências, com a integração de uma dimensão ecológica nos estudos tradicionais de mudanças sociais na agricultura, bem como a formulação de elementos que demonstrem a inseparabilidade dos sistemas sociais e ecológicos. Para isso, é preciso ocorrer uma reconsideração das teorias que estabeleceram uma visão do processo histórico na agricultura (GUZMÁN e NAVARRO, 1990). Como uma opção de melhoria das teorias de análise do meio rural, os autores citam a noção de comunidades locais. Nesse caso, seria um conceito descritivo das entidades locais que possuem recursos e formas de organização econômica e política, bem como traços culturais próprios. Ao invés do conceito de modo de produção, se utilizaria forma social de exploração, o qual teria outro nível de análise que permitiria estudos de caso de base qualitativa, explicando melhor a realidade local.

13 13 TONIAL et al. (2005) destaca que no estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, o uso e a ocupação da terra sempre estiveram associados à práticas agressivas ao meio ambiente, destacando que a busca pelo desenvolvimento a qualquer custo pode trazer efeitos irreversíveis para os ecossistemas, as paisagens, a biosfera e sua diversidade biológica. O equilíbrio entre o ambiente e o desenvolvimento é apontado como o único caminho para assegurar o futuro da Terra. Para tanto, é necessário repensarmos as necessidades humanas em relação à limitação ecológica do planeta (SATO & SANTOS, 1999). A biodiversidade é essencial para promoção do equilíbrio e da estabilidade dos ecossistemas, também possui um potencial econômico, especialmente por ser a base das atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras e florestais, além de ser fonte estratégica para a indústria da biotecnologia. Efeitos negativos da produção agropecuária, como o desmatamento, a erosão acelerada, a contaminação química dos solos, recursos hídricos e atmosfera, além do risco direto e indireto à própria saúde humana, resultam de modelos e técnicas adotadas nos agroecossistemas dominantes no mundo, causando sérios impactos ao meio ambiente (PINTO e CRESTANA, 1998). Além disso, FERREIRA (1999) corrobora destacando que a expansão agrícola gerou destruição da cobertura florestal nativa e o empobrecimento do solo que, em estágios mais avançados, permitiu a ação de processos erosivos, assim como o aparecimento de etapas iniciais de arenização em algumas áreas. A erosão é considerada pelo autor como um problema ambiental e econômico grave, geralmente resultante da inadequação dos métodos de exploração, da inexistência de práticas conservacionistas, assim como pelas características intrínsecas dos solos e do regime pluviométrico. Torna-se qualidade importante para a melhoria dessas condições, o planejamento ambiental, que vem como uma forma de mitigar os impactos ambientais decorrentes desses conflitos e do acesso inadequado aos recursos do solo. No Brasil existem diversas leis que visam a diminuição dos impactos ambientais negativos, destacando o Código Florestal, a Constituição Federal de 1988, o Código Civil de 1916 e o Estatuto da Terra. A maioria delas tem uma repercussão maior no meio rural e teriam efeitos positivos caso fossem cumpridas. AHRENS (2003) destaca que o conteúdo normativo do Art. 1º do Código Florestal Brasileiro, o qual foi instituído pela Lei n 4.771/65, reflete uma política

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS Resumo da Agenda 21 CAPÍTULO 1 - Preâmbulo Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS CAPÍTULO 2 - Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento e políticas

Leia mais

MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI A VIDA AMEAÇADA...

MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI A VIDA AMEAÇADA... MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI Daniel Cenci A VIDA AMEAÇADA... A vida é sempre feita de escolhas. A qualidade de vida resulta das escolhas que fazemos a cada dia. É assim

Leia mais

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a 1. INTRODUÇÃO Muitas e intensas transformações ambientais são resultantes das relações entre o homem e o meio em que ele vive, as quais se desenvolvem num processo histórico. Como reflexos dos desequilíbrios

Leia mais

Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento

Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, tendo se reunido no Rio de Janeiro, de 3 a 14 de junho de 1992, reafirmando

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

EDUCAÇÃO EM SAÚDE AMBIENTAL:

EDUCAÇÃO EM SAÚDE AMBIENTAL: EDUCAÇÃO EM SAÚDE AMBIENTAL: AÇÃO TRANSFORMADORA IV Seminário Internacional de Engenharia de Saúde Pública Belo Horizonte Março de 2013 Quem sou eu? A que grupos pertenço? Marcia Faria Westphal Faculdade

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Resenha Desenvolvimento Raíssa Daher 02 de Junho de 2010 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992)

Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992) Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992) A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e desenvolvimento, Tendo-se reunido no Rio de Janeiro, de 3 a 21 de junho de

Leia mais

Resumo. O caminho da sustentabilidade

Resumo. O caminho da sustentabilidade Resumo O caminho da sustentabilidade Termos recorrentes em debates e pesquisas, na mídia e no mundo dos negócios da atualidade, como sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, responsabilidade empresarial

Leia mais

Declaração de Santa Cruz de la Sierra

Declaração de Santa Cruz de la Sierra Reunião de Cúpula das Américas sobre o Desenvolvimiento Sustentável Santa Cruz de la Sierra, Bolivia, 7 ao 8 de Dezembro de 1996 Declaração de Santa Cruz de la Sierra O seguinte documento é o texto completo

Leia mais

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE.

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE. TRABALHO DOCENTE: POR UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA, TRANSFORMADORA E EMANCIPATÓRIA OLIVEIRA, Marinalva Luiz de Prefeitura da Cidade do Recife GT-22: Educação Ambiental Resumo Este trabalho tem o objetivo

Leia mais

Informativo Fundos Solidários nº 13

Informativo Fundos Solidários nº 13 Informativo Fundos Solidários nº 13 Em dezembro de 2014, em Recife, Pernambuco, foi realizado o 2º seminário de Educação Popular e Economia Solidária. Na ocasião, discutiu-se sobre temas relevantes para

Leia mais

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. N o 02/01 ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, a Resolução N o 38/95 do Grupo Mercado Comum e a Recomendação

Leia mais

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras 1. DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável, das áreas onde atuamos e

Leia mais

Capítulo 10 ABORDAGEM INTEGRADA DO PLANEJAMENTO E DO GERENCIAMENTO DOS RECURSOS TERRESTRES

Capítulo 10 ABORDAGEM INTEGRADA DO PLANEJAMENTO E DO GERENCIAMENTO DOS RECURSOS TERRESTRES Capítulo 10 ABORDAGEM INTEGRADA DO PLANEJAMENTO E DO GERENCIAMENTO DOS RECURSOS TERRESTRES Introdução 10.1. A terra costuma ser definida como uma entidade física, em termos de sua topografia e sua natureza

Leia mais

Meio Ambiente e Governança Global: da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos ao pós-rio+20

Meio Ambiente e Governança Global: da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos ao pós-rio+20 Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Meio Ambiente e Governança Global: da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos ao pós-rio+20 Samira Santana de Almeida 1 RELATÓRIO

Leia mais

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO VEJA RIO+20 1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO Abstract: A declaração final da ECO-92 acenou para

Leia mais

PRINCÍPIOS DO RIO. Princípio 1

PRINCÍPIOS DO RIO. Princípio 1 PRINCÍPIOS DO RIO António Gonçalves Henriques Princípio 1 Os seres humanos são o centro das preocupações para o desenvolvimento sustentável. Eles têm direito a uma vida saudável e produtiva em harmonia

Leia mais

Município D 8.902 545 6,12 Município E 231.977 3.544 1,53 Município F 93.655 1.280 1,37

Município D 8.902 545 6,12 Município E 231.977 3.544 1,53 Município F 93.655 1.280 1,37 01 - Os problemas ambientais estão na ordem do dia dos debates científicos, das agendas políticas, da mídia e das relações econômicas. Até muito recentemente, ao se falar de meio ambiente, as instituições

Leia mais

RESUMO ESPANDIDO. O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução.

RESUMO ESPANDIDO. O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução. RESUMO ESPANDIDO O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução. Alcione Adame 1 INTRODUÇÃO Ao contrário do que a mídia a muita gente pensa a lei 12.651/12, conhecida como Novo Código Florestal, não

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2015

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2015 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2015 Disciplina a profissão de Agroecólogo. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º É requisito mínimo para o exercício da função profissional de Agroecólogo a comprovação

Leia mais

(Publicada no D.O.U em 30/07/2009)

(Publicada no D.O.U em 30/07/2009) MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE CONSELHO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS RESOLUÇÃO N o 98, DE 26 DE MARÇO DE 2009 (Publicada no D.O.U em 30/07/2009) Estabelece princípios, fundamentos e diretrizes para a educação,

Leia mais

TRATADO SOBRE AS ZONAS ÁRIDAS E SEMI-ÁRIDAS PREÂMBULO

TRATADO SOBRE AS ZONAS ÁRIDAS E SEMI-ÁRIDAS PREÂMBULO [30] TRATADO SOBRE AS ZONAS ÁRIDAS E SEMI-ÁRIDAS PREÂMBULO 1. As zonas áridas e semi-áridas constituem um conjunto de formações naturais complexas, dispersas em vários pontos do planeta e muito diferenciadas

Leia mais

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 1.374, DE 08 DE ABRIL DE 2003. Publicado no Diário Oficial nº 1.425. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental e adota outras providências. O Governador do Estado do Tocantins Faço

Leia mais

MANIFESTO SOBRE PRINCÍPIOS E SALVAGUARDAS PARA O REDD

MANIFESTO SOBRE PRINCÍPIOS E SALVAGUARDAS PARA O REDD MANIFESTO SOBRE PRINCÍPIOS E SALVAGUARDAS PARA O REDD INTRODUÇÃO O REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação) é o mecanismo que possibilitará países detentores de florestas tropicais poderem

Leia mais

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas Maria Teresa de Jesus Gouveia Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Leia mais

Padrão de Príncipes, Critérios e Indicadores para Florestas Modelo. Rede Ibero-Americana de Florestas Modelo 2012

Padrão de Príncipes, Critérios e Indicadores para Florestas Modelo. Rede Ibero-Americana de Florestas Modelo 2012 Meta superior (RIABM 2011): A Floresta Modelo é um processo em que grupos que representam uma diversidade de atores trabalham juntos para uma visão comum de desenvolvimento sustentável em um território

Leia mais

Os Princípios do Equador e o Desempenho Socioambiental do Setor Financeiro

Os Princípios do Equador e o Desempenho Socioambiental do Setor Financeiro Avaliação do desempenho socioambiental de projetos com foco nos Princípios do Equador e Parâmetros de Desempenho do IFC Os Princípios do Equador e o Desempenho Socioambiental do Setor Financeiro São Paulo,

Leia mais

APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO POLITICA PPS PR Curso Haj Mussi Tema Sustentabilidade

APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO POLITICA PPS PR Curso Haj Mussi Tema Sustentabilidade APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO POLITICA PPS PR Curso Haj Mussi Tema Sustentabilidade Desenvolvido por: Neuza Maria Rodrigues Antunes neuzaantunes1@gmail.com AUMENTO DA POPULAÇÃO URBANA 85% NO BRASIL (Censo

Leia mais

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E TURISMO

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E TURISMO LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E TURISMO GOMES, Alessandro. alefot@bol.com.br Resumo: O presente trabalho procura sintetizar as idéias defendidas pelos professores Pedro Selvino Neumann e Carlos Loch, no trabalho

Leia mais

CONTEÚDOS DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO

CONTEÚDOS DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO GOVERNADOR DE PERNAMBUCO João Lyra Neto SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES Ricardo Dantas SECRETÁRIA EXECUTIVA

Leia mais

PARCERIA: SUSTENTABILIDADE

PARCERIA: SUSTENTABILIDADE Contabilidade Ambiental e a Sustentabilidade nas Empresas Luis Fernando de Freitas Penteado luisfernando@freitaspenteado.com.br www.freitaspenteado.com.br PARCERIA: SUSTENTABILIDADE Dificuldade de definição

Leia mais

Estrutura e Metodologia da Oficina 1: Sensibilização de Agentes Multiplicadores

Estrutura e Metodologia da Oficina 1: Sensibilização de Agentes Multiplicadores Estrutura e Metodologia da Oficina 1: Sensibilização de Agentes Multiplicadores Oficina 1: Sensibilização de Agentes Multiplicadores Integração do grupo; Sensibilização para os problemas e potencialidades

Leia mais

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude.

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude. A MULHER NA ATIVIDADE AGRÍCOLA A Constituição Federal brasileira estabelece no caput do art. 5º, I, que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações e reconhece no dispositivo 7º a igualdade de

Leia mais

Disciplina EQW-010. INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564

Disciplina EQW-010. INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564 Disciplina EQW-010 INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564 Prof. Lídia Yokoyama (lidia@eq.ufrj.br) sala E-206 Tel:2562-7560 CONCEITOS - DEFINIÇÕES

Leia mais

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO AMBIENTAL

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO AMBIENTAL CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO AMBIENTAL Conteúdo Programático 1) Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável: Conceitos Básicos (12 h) - Principais questões ambientais no Brasil e no mundo. - Conceitos

Leia mais

Os Princípios do IDFC para Promover um Desenvolvimento Sustentável 1

Os Princípios do IDFC para Promover um Desenvolvimento Sustentável 1 Os Princípios do IDFC para Promover um Desenvolvimento Sustentável 1 I. Histórico O Clube Internacional de Financiamento ao Desenvolvimento (IDFC) é um grupo de 19 instituições de financiamento ao desenvolvimento

Leia mais

UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras

UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras adotada em 12 de novembro de 1997 pela Conferência Geral da UNESCO

Leia mais

Desenvolvimento Sustentável: idéias sobre a perspectiva da integração 1

Desenvolvimento Sustentável: idéias sobre a perspectiva da integração 1 Desenvolvimento Sustentável: idéias sobre a perspectiva da integração 1 Juliano Varela de Oliveira 2 O Desenvolvimento Sustentável é uma proposta alternativa ao modelo de desenvolvimento com viés puramente

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Educando gerações para repensar, reduzir, reaproveitar e reciclar EDSON MANOEL DA SILVA

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Educando gerações para repensar, reduzir, reaproveitar e reciclar EDSON MANOEL DA SILVA 1 EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Educando gerações para repensar, reduzir, reaproveitar e reciclar Introdução EDSON MANOEL DA SILVA O projeto de Educação Ambiental realizado na Escola Antônio Firmino, rede municipal

Leia mais

CARTA DE OTTAWA. PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986

CARTA DE OTTAWA. PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986 CARTA DE OTTAWA PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986 A Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada em Ottawa, Canadá, em novembro

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº 51/2008. Institui a Política Estadual de Combate e Prevenção à Desertificação e dá outras providências.

PROJETO DE LEI Nº 51/2008. Institui a Política Estadual de Combate e Prevenção à Desertificação e dá outras providências. PROJETO DE LEI Nº 51/2008 Institui a Política Estadual de Combate e Prevenção à Desertificação e dá outras providências. A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Esta lei institui

Leia mais

CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CDES GT MATRIZ ENERGÉTICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM EQUIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CDES GT MATRIZ ENERGÉTICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM EQUIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CDES GT MATRIZ ENERGÉTICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM EQUIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL COLÓQUIO EMPREGOS VERDES E CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS 20.08.2009

Leia mais

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Setembro de 2010 Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente

Leia mais

REFORMA UNIVERSITÁRIA: contribuições da FENAJ, FNPJ e SBPJor. Brasília, outubro de 2004

REFORMA UNIVERSITÁRIA: contribuições da FENAJ, FNPJ e SBPJor. Brasília, outubro de 2004 REFORMA UNIVERSITÁRIA: contribuições da FENAJ, FNPJ e SBPJor Brasília, outubro de 2004 FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS FENAJ http://www.fenaj.org.br FÓRUM NACIONAL DOS PROFESSORES DE JORNALISMO - FNPJ

Leia mais

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER

Leia mais

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO 30.1. O comércio e a indústria, inclusive as empresas transnacionais,

Leia mais

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO TAREFAS ESTRUTURA PESSOAS AMBIENTE TECNOLOGIA ÊNFASE NAS TAREFAS Novos mercados e novos conhecimentos ÊNFASE

Leia mais

Reflexões sobre o Quinto relatório de avaliação do IPCC constatações e complexidades Natal outubro 2015. CAROLINA DUBEUX carolina@ppe.ufrj.

Reflexões sobre o Quinto relatório de avaliação do IPCC constatações e complexidades Natal outubro 2015. CAROLINA DUBEUX carolina@ppe.ufrj. Reflexões sobre o Quinto relatório de avaliação do IPCC constatações e complexidades Natal outubro 2015 CAROLINA DUBEUX carolina@ppe.ufrj.br A mudança do clima e a economia Fonte: Adaptado de Margulis

Leia mais

PROJETO RECICLAR PARA PRESERVAR

PROJETO RECICLAR PARA PRESERVAR PROJETO RECICLAR PARA PRESERVAR FABIA GRAVINA VIEIRA ROCHA Colégio e Faculdade Modelo do Paraná- Curitiba/PR fabiagravina@hotmail.com RESUMO Sensível à necessidade de reflexão sobre as relações dos seres

Leia mais

Curso de Desenvolvimento. sustentável.

Curso de Desenvolvimento. sustentável. 50 Série Aperfeiçoamento de Magistrados 17 Curso de Desenvolvimento Sustentável Juliana Andrade Barichello 1 O objetivo deste trabalho é discorrer sobre os principais pontos das palestras proferidas sobre

Leia mais

Pós-graduando em Educação Ambiental e Recursos Hídricos CRHEA/USP. Pós-graduanda em Educação Ambiental e Recursos Hídricos CRHEA/USP

Pós-graduando em Educação Ambiental e Recursos Hídricos CRHEA/USP. Pós-graduanda em Educação Ambiental e Recursos Hídricos CRHEA/USP EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO INSTRUMENTO DE PREVENÇÃO E RECUPERAÇÃO DE IMPACTOS CAUSADOS PELA POLUIÇÃO DAS ÁGUAS DA REPRESA DE FURNAS NO ENTORNO DO MUNICÍPIO DE ALFENAS-MG FÁBIO VIEIRA MARTINS Pós-graduando

Leia mais

DISCIPLINA: SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL AULA 01 => HISTÓRICO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

DISCIPLINA: SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL AULA 01 => HISTÓRICO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. DISCIPLINA: SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL AULA 01 => HISTÓRICO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. PROBLEMÁTICA: REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E INTENSIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTRÓPICAS LINHA DO TEMPO:

Leia mais

DA TERRA UM NOVO PATRIMÓNIO PARA UMA NOVA ECONOMIA CO-FINANCIADO POR:

DA TERRA UM NOVO PATRIMÓNIO PARA UMA NOVA ECONOMIA CO-FINANCIADO POR: E se pensássemos da Terra... como um imenso condomínio? O QUE Sistemas Climático e Oceânico NOS UNE A TODOS Um Património Natural Intangível para a Humanidade CONDOMÍNIO DA TERRA UM NOVO PATRIMÓNIO PARA

Leia mais

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA PERMEIA MUDANÇAS DE ATITUDES NA SOCIEDADE

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA PERMEIA MUDANÇAS DE ATITUDES NA SOCIEDADE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA PERMEIA MUDANÇAS DE ATITUDES NA SOCIEDADE INTRODUÇÃO José Izael Fernandes da Paz UEPB joseizaelpb@hotmail.com Esse trabalho tem um propósito particular pertinente de abrir

Leia mais

P.42 Programa de Educação Ambiental - PEA Capacitação professores Maio 2013 Módulo SUSTENTABILIDADE

P.42 Programa de Educação Ambiental - PEA Capacitação professores Maio 2013 Módulo SUSTENTABILIDADE P.42 Programa de Educação Ambiental - PEA Capacitação professores Maio 2013 Módulo SUSTENTABILIDADE Definições de sustentabilidade sustentar - suster 1. Impedir que caia; suportar; apoiar; resistir a;

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

Convenção sobre Diversidade Biológica: O Plano de Ação de São Paulo 2011/2020. São Paulo, 06 de março de 2.012 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Convenção sobre Diversidade Biológica: O Plano de Ação de São Paulo 2011/2020. São Paulo, 06 de março de 2.012 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Convenção sobre Diversidade Biológica: O Plano de Ação de São Paulo 2011/2020 SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE São Paulo, 06 de março de 2.012 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Contexto Convenção sobre Diversidade

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA ELEMENTOS COMPLEMENTARES NO COTIDIANO ESCOLAR

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA ELEMENTOS COMPLEMENTARES NO COTIDIANO ESCOLAR EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA ELEMENTOS COMPLEMENTARES NO COTIDIANO ESCOLAR LUZ, Janes Socorro da 1, MENDONÇA, Gustavo Henrique 2, SEABRA, Aline 3, SOUZA, Bruno Augusto de. 4 Palavras-chave: Educação

Leia mais

a Resolução CONAMA nº 422/2010 de 23 de março de 2010, que estabelece diretrizes para as campanhas, ações e projetos de educação ambiental;

a Resolução CONAMA nº 422/2010 de 23 de março de 2010, que estabelece diretrizes para as campanhas, ações e projetos de educação ambiental; Portaria Normativa FF/DE N 156/2011 Assunto: Estabelece roteiros para elaboração de Plano Emergencial de Educação Ambiental e de Plano de Ação de Educação Ambiental para as Unidades de Conservação de Proteção

Leia mais

SUSTENTABILIDADE EM UMA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA

SUSTENTABILIDADE EM UMA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA SUSTENTABILIDADE EM UMA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA Fabíola Santos Silva 1 Márcio Santos Godinho 1 Sara Floriano 1 Vivian Alves de Lima 1 Akira Yoshinaga 2 Helio Rubens Jacintho Pereira Junior 2 RESUMO Este trabalho

Leia mais

NOSSO PLANETA. O planeta Terra se caracteriza por uma história evolutiva complexa:

NOSSO PLANETA. O planeta Terra se caracteriza por uma história evolutiva complexa: NOSSO PLANETA O planeta Terra se caracteriza por uma história evolutiva complexa: Interações entre atmosfera, terra sólida, oceanos e a biosfera resultaram no desenvolvimento de uma grande e complexa variedade

Leia mais

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SNUC

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SNUC - SNUC PREVISÃO LEGAL Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e àcoletividade

Leia mais

TRATADO SOBRE AGRICULTURA SUSTENTÁVEL PREÂMBULO

TRATADO SOBRE AGRICULTURA SUSTENTÁVEL PREÂMBULO [25] TRATADO SOBRE AGRICULTURA SUSTENTÁVEL PREÂMBULO Entendendo que: 1. O sistema sócio-econômico e político internacionalmente dominante, ao qual se articula o modelo industrial de produção agrícola e

Leia mais

Prefeitura Municipal de Jaboticabal

Prefeitura Municipal de Jaboticabal LEI Nº 4.715, DE 22 DE SETEMBRO DE 2015 Institui a Política Municipal de estímulo à produção e ao consumo sustentáveis. RAUL JOSÉ SILVA GIRIO, Prefeito Municipal de Jaboticabal, Estado de São Paulo, no

Leia mais

Política Nacional de Meio Ambiente

Política Nacional de Meio Ambiente Política Nacional de Meio Ambiente O Brasil, maior país da América Latina e quinto do mundo em área territorial, compreendendo 8.511.996 km 2, com zonas climáticas variando do trópico úmido a áreas temperadas

Leia mais

Programa de Desenvolvimento Rural

Programa de Desenvolvimento Rural Programa de Desenvolvimento Rural PDR 2020 do Continente Terra no Horizonte 2014-2020 Tavira, 13 Março 2014 1 2 Panorama Principais constatações Atuação Constrangimentos e Necessidades 3 Arquitetura 4

Leia mais

Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso

Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso Considerando que a informação arquivística, produzida, recebida, utilizada e conservada em sistemas informatizados,

Leia mais

NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO AMBIENTAL CURSO: ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: CIÊNCIA DO AMBIENTE PROFESSOR: RAMON LAMAR PARTE III 05/11/2015

NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO AMBIENTAL CURSO: ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: CIÊNCIA DO AMBIENTE PROFESSOR: RAMON LAMAR PARTE III 05/11/2015 CURSO: ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: CIÊNCIA DO AMBIENTE PROFESSOR: RAMON LAMAR PARTE III LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO AMBIENTAL Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, conhecida como Política

Leia mais

ANÁLISE DO USO INDISCRIMINADO DOS RECURSOS NATURAIS NO TERRITÓRIO RIO METROPOLITANO: O PAPEL DO CONSUMISMO NESTE PROCESSO

ANÁLISE DO USO INDISCRIMINADO DOS RECURSOS NATURAIS NO TERRITÓRIO RIO METROPOLITANO: O PAPEL DO CONSUMISMO NESTE PROCESSO ANÁLISE DO USO INDISCRIMINADO DOS RECURSOS NATURAIS NO TERRITÓRIO RIO METROPOLITANO: O PAPEL DO CONSUMISMO NESTE PROCESSO Silvia A Guarnieri ORTIGOZA Magda Adelaide LOMBARDO Programa de Pós-Graduação em

Leia mais

Bioindicadores Ambientais (BAM36AM) Sistema Nacional de Unidades de Conservação

Bioindicadores Ambientais (BAM36AM) Sistema Nacional de Unidades de Conservação Bioindicadores Ambientais (BAM36AM) Sistema Nacional de Unidades de Conservação Unidades de Conservação SNUC Sistema Nacional de Unidades de Conservação Sistema Nacional de Unidades de Conservação Lei

Leia mais

TRANSVERSALIDADE. 1 Educação Ambiental

TRANSVERSALIDADE. 1 Educação Ambiental TRANSVERSALIDADE Os temas transversais contribuem para formação humanística, compreensão das relações sociais, através de situações de aprendizagens que envolvem a experiência do/a estudante, temas da

Leia mais

EMPREENDEDORISMO SOCIAL: economia solidária da teoria a prática a experiência UFRB/INCUBA e sociedade Danilo Souza de Oliveira i

EMPREENDEDORISMO SOCIAL: economia solidária da teoria a prática a experiência UFRB/INCUBA e sociedade Danilo Souza de Oliveira i EMPREENDEDORISMO SOCIAL: economia solidária da teoria a prática a experiência UFRB/INCUBA e sociedade Danilo Souza de Oliveira i INTRODUÇÃO Entre as inúmeras formas de diálogo que a UFRB (Universidade

Leia mais

Nova geração de políticas para o desenvolvimento sustentável

Nova geração de políticas para o desenvolvimento sustentável Nova geração de políticas para o desenvolvimento sustentável Helena M M Lastres Secretaria de Arranjos Produtivos e Inovativos e Desenvolvimento Local Rio de Janeiro, 1 de dezembro de 2010 Novas geração

Leia mais

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I TEXTO I Igualdade de Gênero no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher As desigualdades são sentidas de formas diferentes pelas pessoas dependendo do seu envolvimento com a questão. As mulheres sentem

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

RUMO AO FUTURO QUE QUEREMOS. Acabar com a fome e fazer a transição para sistemas agrícolas e alimentares sustentáveis

RUMO AO FUTURO QUE QUEREMOS. Acabar com a fome e fazer a transição para sistemas agrícolas e alimentares sustentáveis RUMO AO FUTURO QUE QUEREMOS Acabar com a fome e fazer a transição para sistemas agrícolas e alimentares sustentáveis O futuro que queremos não se concretizará enquanto a fome e a subnutrição persistirem,

Leia mais

LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011.

LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011. 1 LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011. Institui a Política Municipal de Educação Ambiental, e dá outras providências. A CÂMARA MUNICIPAL DE ANANINDEUA estatui e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I

Leia mais

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR Cada um de nós, na vida profissional, divide com a Essilor a sua responsabilidade e a sua reputação. Portanto, devemos conhecer e respeitar os princípios que se aplicam a todos.

Leia mais

I MPACTO AMBI ENTAL DA I RRI GAÇÃO NO BRASI L

I MPACTO AMBI ENTAL DA I RRI GAÇÃO NO BRASI L I MPACTO AMBI ENTAL DA I RRI GAÇÃO NO BRASI L Salassier Bernardo, Ph.D. UENF Este trabalho aborda aspectos do impacto ambiental da irrigação, considerando seus efeitos sobre modificação do meio ambiente,

Leia mais

LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004. O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA: Faço saber que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004. O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA: Faço saber que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004 Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental, cria o Programa Estadual de Educação Ambiental e complementa a Lei Federal nº 9.795/99,

Leia mais

Meio ambiente conforme o Dicionário Aurélio é aquilo que cerca ou envolve os seres vivos ou as coisas.

Meio ambiente conforme o Dicionário Aurélio é aquilo que cerca ou envolve os seres vivos ou as coisas. Justificativa Meio ambiente conforme o Dicionário Aurélio é aquilo que cerca ou envolve os seres vivos ou as coisas. A Escola de Ensino Fundamental Mondrian, fundada em 2011, começou suas atividades em

Leia mais

Aula 19 Conteúdo O homem e o meio ambiente. Principais problemas ambientais do mundo.

Aula 19 Conteúdo O homem e o meio ambiente. Principais problemas ambientais do mundo. CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade IV Natureza sociedade: questões ambientais. Aula 19 Conteúdo O homem e o meio ambiente. Principais problemas ambientais do mundo. 2 CONTEÚDO

Leia mais

Mobilização Social. o que nos MOVE?... nos MUDA, nos TRANSFORMA, nos AFETA? a RAZÃO? a E-MOÇÃO? os AFETOS?... nossas CONVICÇÕES?

Mobilização Social. o que nos MOVE?... nos MUDA, nos TRANSFORMA, nos AFETA? a RAZÃO? a E-MOÇÃO? os AFETOS?... nossas CONVICÇÕES? Mobilização Social o que nos MOVE?... nos MUDA, nos TRANSFORMA, nos AFETA? a RAZÃO? a E-MOÇÃO? os AFETOS?... nossas CONVICÇÕES? Participação (Pretty( Pretty) Participação manipulada: a participação é aparente,

Leia mais

COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PROJETO DE LEI N o 4.095, DE 2012 Altera a Lei nº 10.257, de 10 de julho 2001, que regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece

Leia mais

GOVERNO DE SERGIPE SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO URBANO SEDURB DIRETORIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS

GOVERNO DE SERGIPE SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO URBANO SEDURB DIRETORIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS GOVERNO DE SERGIPE SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO URBANO SEDURB DIRETORIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS Seminário Internacional Planejamento Urbano em Região Metropolitana - O caso de Aracaju Aracaju,

Leia mais

Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO

Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO 21 de novembro de 1978 SHS/2012/PI/H/1 Preâmbulo A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura,

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA ECOLÓGICA PARA A EDUCAÇÃO DOS CIDADÃOS E CIDADÃS E FUTUROS TRABALHADORES

A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA ECOLÓGICA PARA A EDUCAÇÃO DOS CIDADÃOS E CIDADÃS E FUTUROS TRABALHADORES A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA ECOLÓGICA PARA A EDUCAÇÃO DOS CIDADÃOS E CIDADÃS E FUTUROS TRABALHADORES Bruna Maria Jacques Freire de Albuquerque, Universidade Católica de Pernambuco, exbolsista de Iniciação

Leia mais

Tratados internacionais sobre o meio ambiente

Tratados internacionais sobre o meio ambiente Tratados internacionais sobre o meio ambiente Conferência de Estocolmo 1972 Preservação ambiental X Crescimento econômico Desencadeou outras conferências e tratados Criou o Programa das Nações Unidas para

Leia mais

Carta Verde das Américas 2013

Carta Verde das Américas 2013 Carta Verde das Américas 2013 CONSIDERANDO que o Planeta Terra não tem recursos inesgotáveis que possam sustentar um consumo desordenado, sem consciência socioambiental! Que, em função disso, precisamos

Leia mais

GESTÃO AMBIENTAL. Profª: Cristiane M. Zanini

GESTÃO AMBIENTAL. Profª: Cristiane M. Zanini GESTÃO AMBIENTAL Profª: Cristiane M. Zanini Afinal, O que é Gestão Ambiental? A novíssima área de conhecimento e trabalho intitulada "Gestão Ambiental" vem causando muita confusão entre os especialistas

Leia mais

Centro Educacional Juscelino Kubitschek

Centro Educacional Juscelino Kubitschek Centro Educacional Juscelino Kubitschek ALUNO: N.º: DATA: / /2011 ENSINO FUNDAMENTAL SÉRIE: 6ª série/7 ano TURMA: TURNO: DISCIPLINA: GEOGRAFIA PROFESSOR: Equipe de Geografia Roteiro e lista de Recuperação

Leia mais

Urbanização Brasileira

Urbanização Brasileira Urbanização Brasileira O Brasil é um país com mais de 190 milhões de habitantes. A cada 100 pessoas que vivem no Brasil, 84 moram nas cidades e 16 no campo. A população urbana brasileira teve seu maior

Leia mais

Uma Estratégia Produtiva para Defesa da Biodiversidade Amazônica

Uma Estratégia Produtiva para Defesa da Biodiversidade Amazônica Uma Estratégia Produtiva para Defesa da Biodiversidade Amazônica Painel: Inovação e Exploração de Fontes Locais de Conhecimento Bertha K. Becker Laget/UFRJ BNDES 30/11/2010 Problemática: Reconhecimento

Leia mais

RESENHA. Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios

RESENHA. Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios RESENHA Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios Sustainable Development: Dimensions and Challenges Marcos Antônio de Souza Lopes 1 Rogério Antonio Picoli 2 Escrito pela autora Ana Luiza de Brasil

Leia mais

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL Ensino Médio Etec Etec: Professor Massuyuki Kawano Código: 136 Município: Tupã Área de conhecimento: Ciências Humanas e Suas Tecnologias Componente Curricular:

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade

ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade DECLARAÇÃO DOS MINISTROS DA AGRICULTURA, SÃO JOSÉ 2011 1. Nós, os Ministros e os Secretários de Agricultura

Leia mais