Escola do 2º Ciclo do Ensino Básico Benedita Ciências Naturais 6º ANO Ficha Informativa Nº

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1 Escola do 2º Ciclo do Ensino Básico Benedita Ciências Naturais 6º ANO Ficha Informativa Nº Olá, eu sou o Calimero, e estou aqui para lhe dar algumas dicas ou informações acerca da Unidade de Ciências Naturais Reprodução Humana-6. - Na reprodução sexuada, intervêm sempre dois animais de sexo diferente: um masculino e outro feminino; o mesmo não acontece quando a Reprodução é Assexuada, isto é, sem a intervenção de dois sexos diferentes. - Quando o macho e a fêmea diferem no seu aspeto, isto é, quando apresentam diferenças que até são acentuadas, dizemos que há Dimorfismo Sexual. - Os Animais Vivíparos não necessitam de ter substâncias de reserva nos seus ovos, isto é, substâncias alimentares, porque permanecem no ventre da mãe; obtêm o seu alimento através da placenta e do cordão umbilical. A REPRODUÇÃO Toda a vida nasce da vida; todos os seres vivos s têm a faculdade de se reproduzir para dar origem a seres vivos idênticos a si mesmos; assim, a perpetuação da vida está assegurada. A vida continua a existir sobre a terra devido a uma função a reprodução. Esta função é fundamental pois, como sabes, todos os seres vivos nascem, desenvolvem-se, se, vivem e morrem. Esta afirmação é verdadeira também para o Homem, porque assim como acontece com os outros animais e plantas, o Homem nasce, cresce, torna-se adulto, envelhece e morre. Fig. 1 1

2 Mas se todos os organismos morressem, a vida acabava por desaparecer do nosso planeta se os seres vivos não se reproduzissem. Podemos, então, definir REPRODUÇÃO, como: Função que permite aos seres vivos produzir outros semelhantes, mantendo-se a espécie. Existem processos muito diversos de reprodução conforme também a diversidade dos seres vivos. Vamos apenas falar de alguns aspetos que dizem respeito a alguns animais seus conhecidos. Todos os animais de que vamos falar tiveram uma origem comum UMA CÉLULA CHAMADA OVO OU ZIGOTO. Os ovos que originam um peixe, uma rã, um pintainho ou um ser humano, têm, no fundo, qualquer coisa de comum. Em qualquer dos casos, esse ovo resultou da fusão de duas outras células, o óvulo produzido no corpo da mãe e o espermatozóide produzido no corpo do pai. Estas duas células chamadas células reprodutoras ou células sexuais (GÂMETAS) juntaram-se e os seus citoplasmas e núcleos originaram o OVO ou ZIGOTO com o seu citoplasma e o seu núcleo. A este fenómeno chama-se FECUNDAÇÃO. No caso do Homem, a fecundação é interna pois o ovo ou zigoto forma-se no interior do corpo da mulher. Em todos os mamíferos e nas aves, a fecundação é interna. Vamos escolher um animal seu conhecido de cada um daqueles grupos. Podem ser o cão e a galinha. Embora em ambos o óvulo seja fecundado no interior do corpo da fêmea, o desenvolvimento do ovo pode fazer-se de forma diferente: assim, nas galinhas faz-se fora do corpo materno, e nos cães, dentro do corpo materno. Decerto já observou o nascimento dum pintainho quebrando a casca do seu ovo, ou o uma simpática cadelinha dando à luz, no parto, os seus cachorrinhos. A explicação para estes dois casos de diferente desenvolvimento do ovo, fora ou dentro do corpo materno, respetivamente, deve-se especialmente à diferente quantidade de substâncias nutritivas acumuladas no ovo: assim, no caso da galinha, o ovo que tem muitas substâncias nutritivas, pode alimentar-se cá fora o ser em desenvolvimento; no caso da cadela, o ovo é pobre em substâncias nutritivas e então, por esse motivo, o seu desenvolvimento tem que se fazer no interior do corpo materno, donde o novo ser retira as substâncias de que necessita para se desenvolver até nascer. Vamos agora debruçar-nos sobre o que acontece na espécie a que pertencemos A ESPÉCIE HUMANA. Como o sabes, também nós somos mamíferos, e assim o nosso processo de reprodução é muito semelhante ao da maioria dos mamíferos. Cada um é a continuação do pai e da mãe. Herda-se deles alguns bens de que se apercebe: a cor dos olhos, do cabelo, o tipo de sangue, a nossa maneira de ser,... Esta herança legada pelos pais, é transmitida através das células sexuais que são produzidas em alguns dos órgãos sexuais. Fig. 2 Fig. 3 2

3 COMO É POSSÍVEL O ÓVULO DAR ORIGEM A UM NOVO SER? Na mulher, uma vez por mês, um óvulo sai de um dos ovários OVULAÇÃO e instala-se se num canal a TROMPA (de Falópio). Aí podem chegar milhões de espermatozóides (Fig. 4). O primeiro que alcança o óvulo, penetra-o e funde-se com ele. Assim, de duas células fez-se uma; de dois núcleos, fez-se um só: forma-se o OVO ou ZIGOTO. O ovo ou zigoto chega a um órgão chamado ÚTERO e aí fixa-se; agarra-se àquela que, durante nove meses, será a sua morada; depois, inicia uma série de divisões. Fig. 4 A primeira divisão dá origem a duas células, cada uma das quais se divide em duas e formam-se quatro células; e assim continua, primeiro oito, depois 16, 32, etc. (Fig. 5). No fim deste processo, as células formam um amontoado compacto que parece uma pequena amora. Diz-se que o ovo ou zigoto, já embrião, atingiu o estado ou a fase de MÓRULA. Depois, as células afastam-se se de modo a formarem uma cavidade central. Nesta altura, o embrião é como um saquinho vazio, mas pronto a crescer e a tornar-se sempre mais complicado. Fig. 5 DESENVOLVIMENTO DO EMBRIÃO E DO FETO O embrião forma-se por multiplicação celular e passa por vários estádios. O seu desenvolvimento consiste na diferenciação dos órgãos e dos tecidos. Primeiro, aparecem diferenciados a cabeça e os membros, o nariz e as orelhas. As modificações continuam, medindo o ser cerca de 3 centímetros, no fim do 2º mês. Muda, agora, o seu nome, de embrião para feto, que é um ser que a mulher grávida traz no ventre, após 2 meses de gravidez. Mas, um bebé que vem ao mundo mede mais de 3 centímetros e a gravidez não dura só 2 meses, mas cerca de nove. 3

4 Durante os 7 meses que o separam do nascimento, o feto dedica-se a aperfeiçoar os seus órgãos e, sobretudo a crescer. E terá muito que fazer: deve passar de 3 a 50 centímetros, em média, e de algumas gramas a mais de 3 Kg. A Figura 6 representa o desenvolvimento do novo ser. Fig. 6 MAS COMO SE ALIMENTA E DONDE VEM O AR NECESSÁRIO À VIDA DO FETO? O feto não pode comer nem pode respirar, porque ele está fechado, no útero, numa bolsa cheia de um líquido. Fig. 7 4

5 Dentro deste saco quente, o bebé desenvolve-se alimentado pelo corpo da mãe, ao qual está ligado por um cordão chamado CORDÃO UMBILICAL. O bebé vive v à vontade neste líquido tépido; mexe-se, muda de posição, volta- se, estende um braço ou uma perna. As mães sabem-no bem, pois no 3º ou 4º mês de gravidez, sentem a criança mexer, bater com o pé na parede do ventre, como se estivesse impaciente por ver o dia... Na altura em que o ovo se prende à parede do útero, constitui-se se um órgão feito do entrecruzamento dos vasos sanguíneos da mãe e do filho a PLACENTA que está ligada à criança pelo cordão umbilical. É a placenta que permite à criança a receber o oxigénio do sangue da sua mãe e em troca desembaraçar-se do seu dióxido de carbono. Mas a placenta é ainda atravessada por outras substâncias tais como açúcares e vitaminas. Infelizmente passam também certos micróbios muito pequenos,, os vírus (por exemplo, o vírus da rubéola, doença semelhante ao sarampo, geralmente benigna, que se afetar a futura mãe durante os primeiros meses de gestação, pode trazer graves inconvenientes ao desenvolvimento normal do feto) ou certos medicamentos que podem ser particularmente tóxicos para o bebé no decurso do seu desenvolvimento. Por esse motivo, a futura mãe deve estar extremamente atenta, entre outras coisas, à sua alimentação e aos medicamentos que toma. Também a sua exposição aos raios X pode ser prejudicial ao desenvolvimento do feto. O PARTO No 8º mês, o bebé cresceu demais para poder continuar onde está. No fim deste mês, muda normalmente de posição, e fica de cabeça para baixo. Ao fim do 9º mês, a mãe sente os músculos s da cavidade uterina começarem a contrair-se e a relaxar-se alternadamente é o princípio do NASCIMENTO. A princípio, a atividade muscular consegue apenas empurrar a criança vagarosamente. Em seguida, as contrações dos músculos uterinos tornam-se mais fortes e frequentes e a criança (ainda ligada à placenta pelo cordão umbilical) é empurrada para fora o bebé nasceu. É-lhe cortado, em seguida, o cordão umbilical, ficando, no abdómen da criança uma cicatriz o UMBIGO. FASES DO DESENVOLVIMENTO DE UMA CRIANÇA Fig. 8 Vê-se, neste desenho, o bebé pouco antes do nascimento. 5

6 Fig. 9 Eis, enfim, o nascimento! As mãos do médico orientam a cabeça e os ombros da criança para evitar rasgos dos tecidos da mãe. Fig. 10 Vê-se, agora, o bebé após o nascimento. É mais ou menos, neste momento,que o bebé começa a chorar. O CHOQUE DO NASCIMENTO Habituado, durante longas semanas, a uma temperatura amena e constante, e a uma vida na água, o bebé é obrigado a comprimir-se na sua passagem através do colo do útero. Esta compressão, que atua, fundamentalmente, sobre a cabeça, ocasiona-lhe sofrimento embora haja flexibilidade entre os diferentes ossos do crâneo, por estes estarem ainda separados por cartilagens que, só mais tarde, ossificarão. Vir da quente solidão do útero para este vasto mundo com alterações de temperatura, trocar o constante fluxo de alimentos da placenta por seis refeições diárias é uma grande mudança. Também o início do funcionamento do sistema respiratório corresponde a um certo sofrimento traduzido pelo primeiro grito que o bebé dá ao nascer, o qual marca a sua entrada na vida no ar. Este 1º grito corresponde à sua primeira respiração : à entrada brutal de ar nos pulmões (inspiração). Quanto mais forte for esse grito, mais ele é sinal de boa saúde. Marco Vieira, INF-REPROD6.DOC 6

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