Joana Sabino Chefe da Divisão de Resíduos Sectoriais. GESTÃO DE RESÍDUOS VERDES Enquadramento na política de resíduos

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1 Joana Sabino Chefe da Divisão de Resíduos Sectoriais GESTÃO DE RESÍDUOS VERDES Enquadramento na política de resíduos

2 APA A APA foi criada em 2012, em resultado da fusão de 9 organismos distintos. É um instituto público moderno, integrado na administração indireta do Estado, dotado de autonomia administrativa e financeira e património próprio.

3 Missão Executa a sua missão através da cooperação próxima e articulada com outros organismos públicos, privados e a sociedade civil.

4 Principais áreas de atividade DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AR ÁGUA LICENCIAMENTO AMBIENTAL PROTEÇÃO COSTEIRA AVALIAÇÃO AMBIENTAL RESÍDUOS CLIMA Autoridade Nacional RISCOS AMBIENTAIS QUÍMICOS PARTICIPAÇÃO PÚBLICA RUÍDO

5 ECONOMIA CIRCULAR A economia mundial tem estado assente num modelo linear de negócios, que está agora ameaçado devido à disponibilidade cada vez mais limitada de recursos naturais. Urge transitar deste modelo linear de produção de bens (uso de matéria-prima, para produção, venda e uso do produto e eliminação como resíduo) para um modelo circular, onde os materiais são devolvidos ao ciclo produção. Reduzir, Reutilizar, Recuperar, Reciclar

6 ECONOMIA CIRCULAR A economia circular está na agenda da Estratégia Europa Benefícios para o ambiente e para o desenvolvimento sustentável do planeta - Vantagens financeiras para indústrias e empresários - Poupança para os consumidores - Criação de emprego O Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos incorpora já esta visão. Fonte: jornal Expresso

7 PERSU 2020 Os Resíduos Urbanos (RU) assumem especial relevância no contexto da gestão global de resíduos por apresentarem características que os distinguem dos demais resíduos, como por exemplo, a origem, a composição e os modelos de gestão. O PERSU 2020 (aprovado pela Portaria n.º 187-A/2014, de 17 de setembro) define a estratégia gestão de resíduos urbanos em Portugal Continental no período

8 Visão Resíduos geridos como recursos endógenos, minimizando os seus impactes ambientais e aproveitando o seu valor socioeconómico. Eficiência na utilização e gestão dos recursos primários e secundários, dissociando o crescimento económico do consumo de materiais e da produção de resíduos. Eliminação progressiva da deposição de resíduos em aterro, com vista à erradicação da deposição direta de RU em aterro até Aproveitamento do potencial do setor dos RU para estimular economias locais e a economia nacional - economia verde. Envolvimento direto do cidadão na estratégia dos RU, apostando-se na informação e em facilitar a redução e a separação, tendo em vista a reciclagem.

9 Visão A associação estreita entre recursos e resíduos apela a uma abordagem da gestão dos resíduos num contexto mais alargado, onde os problemas relacionados com os resíduos não resultam apenas da sua produção, mas também do seu insuficiente aproveitamento como materiais úteis quando tecnicamente possível, ou seja da sua gestão inadequada, que pode originar impactes ambientais significativos. A promoção do fecho dos ciclos de materiais procura evitar o consumo de novas matériasprimas, contribuindo para a conservação dos recursos e para desviar os fluxos residuais do seu percurso habitual. Estratégia focada no cumprimento das metas nacionais e comunitárias.

10 Metas nacionais PREVENÇÃO 2016: redução mínima de produção de resíduos, por habitante, de 7,6% em peso, relativamente ao valor de : redução mínima de 10% relativamente a 2012 REDUÇÃO DE RUB EM ATERRO 2013: Redução para 50% da quantidade total de RUB depositados em aterro, face aos quantitativos totais produzidos em : Redução para 35% face a REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM 2020: Aumento mínimo global para 50% em peso relativamente à preparação para a reutilização e reciclagem de resíduos urbanos, incluindo o papel, o cartão, o plástico, o vidro, o metal, a madeira e os resíduos urbanos biodegradáveis e outros materiais

11 RESÍDUOS VERDES Regime Geral de Gestão de Resíduos (RGGR) Decreto-Lei n.º 178/2006, de 5 de setembro, alterado e republicado pelo Decreto-Lei n.º 73/2011, de 17 de junho «Biorresíduos» os resíduos biodegradáveis de espaços verdes, nomeadamente os de jardins, parques, campos desportivos, bem como os resíduos biodegradáveis alimentares e de cozinha das habitações, das unidades de fornecimento de refeições e de retalho e os resíduos similares das unidades de transformação de alimentos; (alínea d) do artigo 3.º) «Resíduo urbano» o resíduo proveniente de habitações bem como outro resíduo que, pela sua natureza ou composição, seja semelhante ao resíduo proveniente de habitações; (alínea mm) do artigo 3.º) Classificação na Lista Europeia de Resíduos (LER) Código LER Resíduos Biodegradáveis de Jardins e Parques (inclui cemitérios) Código LER Outros Resíduos Urbanos e equiparados

12 RESÍDUOS VERDES Todos os resíduos provenientes da limpeza e manutenção de jardins e parques, nomeadamente: aparas, ramos, relva e ervas. ± t/ 2014 Produção RU (10 3 t) Caracterização física dos RU em 2014 em PT continental (dados MRRU)

13 RESÍDUOS VERDES Primeira abordagem: PREVENÇÃO Os resíduos verdes dos jardins e os resíduos orgânicos provenientes das cozinhas domésticas (biorresíduos) podem ser alvo de COMPOSTAGEM DOMÉSTICA, para obter composto um adubo natural. Para este efeito muitas câmaras municipais e Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos têm implementados projetos de distribuição de compostores e ações de formação aos cidadãos. Segunda abordagem: GESTÃO Por norma, a recolha destes resíduos é sujeita a solicitação direta à entidade gestora ou a horários específicos de recolha. Está prevista também a possibilidade de entrega em ecocentros (quando aplicável).

14 RESÍDUOS VERDES Infraestruturas de gestão de RU Aterro 32 Incineração 2 TM/ TMB 21 CVO 2 C.Verdes 3 Solução específica para RV receção de resíduos indiferenciados (eventual utilização de resíduos verdes?) 1 compostagem (Lipor) 1 digestão anaeróbia (Valorsul) O material estruturante, tem a função de conferir integridade estrutural à mistura a ser compostada. Poderá ser constituída por estilha ou aparas de madeira, caruma ou palha. 6 unidades de compostagem 11 unidades digestão anaeróbia (valorização energética de biogás) A ALGAR recebe resíduos verdes provenientes da manutenção de jardins e da agricultura que são transformados num composto orgânico 100% natural, denominado NUTRIVERDE. É um produto certificado como fator de produção em agricultura biológica e pode ser utilizado como fertilizante orgânico e na jardinagem, ou como substrato na produção de plantas em vasos.

15 RESÍDUOS VERDES Implicações positivas na gestão de RU Produção de adubos orgânicos de qualidade Redução da deposição de resíduos orgânicos em aterro Eventual contributo para metas comunitárias Contributo para os objetivos da economia circular Recuperação de materiais para reciclagem e reintrodução no processo produtivo Aproveitamento da energia produzida pela decomposição dos resíduos Redução das emissões para a atmosfera Substituição de combustíveis fósseis pelo biogás, para a produção de energia

16 RESÍDUOS VERDES Principais dificuldades / aspetos a desenvolver Quantidades relativamente pequenas na maioria dos municípios O que torna o assunto não prioritário Enquadramento legislativo não específico Não existem obrigações legais para além das gerais de gestão de resíduos Necessidades de investimento vs rentabilidade dos resíduos recuperados A valorização terá que ser atrativa do ponto de vista do investimento

17 RESÍDUOS VERDES Obrigações legais em matéria de resíduos Licenciamento (RGGR / Regime de Emissões Industriais - REI) Transporte Rodoviário (Portaria n.º 335/97, de 16 de Maio) Registo e reporte de dados anual no SIRER (plataforma eletrónica SILIAMB)

18 RESÍDUOS VERDES Licenciamento - Valorização de Biorresíduos Valorização Energética operação R1 - Isenta de licenciamento no âmbito do RGGR Valorização não Energética operação R3 - A valorização não energética de biorresíduos que não seja efetuada pelo produtor dos resíduos é licenciada nos termos do regime geral de licenciamento do RGGR (procedimento estabelecido nos artigos 27.º a 31.º). Por exemplo: unidades de compostagem, digestão anaeróbia ou valorização agrícola.

19 RESÍDUOS VERDES Transporte Rodoviário de Resíduos Portaria n.º 335/97, de 16 de maio - Fixa as regras a que está sujeito o transporte de resíduos em território nacional O produtor e o detentor devem assegurar que cada transporte é acompanhado das respetivas Guias de Acompanhamento de Resíduos - GAR: Modelo A - Guia de acompanhamento de resíduos em geral, Impresso da INCM nº 1428

20 RESÍDUOS VERDES Transporte Rodoviário de Biorresíduos (Resíduos Urbanos) a) O transporte de resíduos urbanos cuja responsabilidade de gestão seja do produtor (quando a produção diária exceda os litros) e sempre que o destinatário seja um operador de tratamento de resíduos carece de GAR. Outros transportes que não tenham como destino um operador de tratamento de resíduos não carecem de GAR; b) O transporte de resíduos urbanos ou de resíduos resultantes do seu tratamento enquanto se efetue na esfera de atuação e responsabilidade de gestão do município, sistema de gestão de resíduos ou mesmo entre sistemas de resíduos urbanos não carece de GAR. Esta isenção termina quando os resíduos saem fora desta esfera de atuação ou responsabilidade de gestão e são enviados para posterior valorização num operador de tipologia distinta.

21 RESÍDUOS VERDES Registo SIRER Caso a gestão e tratamento dos biorresíduos não seja efetuada pelo município ou por entidade concessionada por este, estão sujeitos a inscrição e registo de dados no SIRER: PESSOAS SINGULARES OU COLETIVAS Produtores de resíduos não urbanos que empreguem > 10 Trabalhadores Produtores resíduos perigosos Que procedam ao tratamento de resíduos a título profissional Que procedam à recolha ou transporte de resíduos a título profissional

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