EXCELENTÍSSIMO SENHOR CONSELHEIRO PRESIDENTE TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO CEA TCM/CE

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1 EXCELENTÍSSIMO SENHOR CONSELHEIRO PRESIDENTE TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO CEA TCM/CE PROCESSO N SAC.PCS /07 NATUREZA: CONTAS DE GESTÃO INTERESSADO: Antônio de Pádua Souza INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR: 7644/2008 Exercício de 2006 ANTÔNIO DE PÁDUA SOUZA, 3Á QUALI+ADO, tendo em vista o princípio universal da amplitude da defesa, preconizado pelo art. 5 0, inciso IV, da Constituição Federal, embasado nos termos do artigo 5. 0 da Resolução 02/2002, desse egrégio Tribunal de Contas dos Municípios,, VÊM, tempestivamente, à presença de Vossa Excelência, OFERTAR JUSTIFICAM A 5 a INFORMAÇÃO Complementar N.o 7644/2008, relativa ao Processo de Prest4ção de Contas de Gestão do exercício financeiro de P006. eu, e5. g NyU Com a finalidade de oferecer maior facilidade, para uma elhor e mais eficaz análise por parte dos técnicos que integram a I spetoria de Controle externo da Coordenadoria de Fiscaliza ão, as JUSTIFICATIVAS abaixo apresentadas obedecerão à mesm ordem numérica em que foram expostas as supostas impropriedades apuradas na Informação Complementar 7644/2008, bem, como a apresentação de novos itens faltosos ou omissos na prestação de Contas de Gestão em comento. TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICIPIO(.; No.PROTOCOLO; 18776/09 PROCESSO:2006.SAC.PCS.12960/07 retn c'

2 1 DAS JUSTIFICATIVAS 1.1 COMPARATIVO DA DESPESA ORCAMENTÁRIA EMPENHADA FIXADA ANUAL ATUALIZADA 1.2 COMPARATIVO DA DESPESA ORCAMENTÁRIA EMPENHADA COMPARATIVO DOS RESTOS A PAGAR Com relação à verificação da informação dos dados no Sistema Informações Municipais, é de se destacar ainda que esta Egré Corte de Contas já possui entendimento firmado de que a elaboraç da prestação de contas mensal em meio magnético - SIM, bem co o seu envio, e, sendo necessário as suas alterações, e responsabilidade dos Chefes do Poder Executivo Municipal, sen o estes alvos de processos de PROVOCAÇÃO, para esclarecer possíveis divergências. É prudente informar que as colocações acima expostas encontr a m ) respaldo no Parecer proferido pela ínclita Procuradora Geral do M C de contas, Doutora Leylliane Brandão Feitosa: Processo /07 Parecer 5077/2008 "Quanto a falha de alteracões nos registros de dados informatizados / SIM, revendo a matéria, passa a entender essa signatária, que é de responsabilidade, no caso específico, do(a) Sr(a) Prefeito(a), como disciplina o artico 42 da CE, assim como pela remessa em atraso da Prestação de Contas mensal informatizada relativa aos meses de outubro e dezembro de Destarte, nada impede a aprovação das contas em exame." (Doc. 01). Tal assertiva não poderia ser mais correta, haja vista não existir o "SIM" das unidades orçamentárias em separado, mas tão somen e uma peça consolidada do Governo Municipal, encaminhada pelo Che e do Poder Executivo. Ora, Nobre relator, mesmo que as alterações relativas ao Sistema de Informações Municipais não tenham sido ainda regularizadas, às penalidades não devem recair sobre este gestor, pois não cabe a mim

3 concebê-las. O Manual do SIM somente permite que as alteraç es sejam efetuadas pelo Prefeito Municipal. Mesmo assim, considerando que tais lançamentos devem er corrigidos nesta Egrégia Corte, solicitei através de ofício (Doc. 1) que o ex-prefeito municipal se digne de proceder ao encaminhame to das alterações devidas, produzindo finalmente a correta prestação de contas em meio magnético. 2. LICITACÃO Na fase diligenciai apresentamos os certames licitatórios solicitad s pelo TCM, onde, após análise do corpo técnico se apurou o n o enquadramento de tais despesas como de prestação contínua. Ora, Nobre Relator, não tem o menor cabimento tal assertiva. A própria comissão alega que as contratações em questão foram pa a serviços certos e mensuráveis. Vastas foram às decisões desta Egrégia Corte de Contas no sentido de considerar serviços contínuos as contratações de assessorias e consultorias técnicas municipais. E não poderia ser diferente. Não é redundante alegar que a vigên1 a contratual fica adstrita ao crédito orçamentário vigente. Quan o referidos serviços ultrapassam ao exercício financeiro, sendo a RO continuidade estritamente necessária, com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a Administração, a prorrogação do prazo contratual se justifica, embasada no inciso II do artigo 57 da Lei 8.666/93. É necessário porém definir o que sejam serviços de naturezia contínua, os quais, a grosso modo, podem ser considerados co mo serviços que não podem ser paralisados sob pena de prejuízo ou danp a administração e seus munícipes. Muitas são as interpretações: Pigoara etapas seguida, de nutro

4 posto a disposiçao orocaráter permanente, em regime for Gribiciaeitin nu prontidão," frigolin, Ivan Barbosa. iredidartional é :-11.errir;é1, co niinuo F ,1T1 de frearricouri e Contratert Administrativos, irtfil 32. Pata Pura e itãirei:e, leiticit Frrecilda Sz.klaroterekre são aqueles que "tido oticturn ser interrompidos, Meca oficiem sofrer S O de 5013 pena de causar prejuízo ou dano. (SelificARCANSKY, Lean Frelcia. Coittratos Contínuos. in Fárusaiense, 29, 105/98.) isfisteriiscie mestre Slarçai fixeren Filho, d z geei "A lei presume, de um lado, a inevitabilidade do clisiminifiiiiroade de recursos paro custeio dos encargos erimetuais. Tanto mais porque os contratos de prestação de seitecos nuo usam montar a vá lories que possam afetar as orçarrieritácified rem princípio, qualquer que seart a distribuição de verbas na lei orçamentária posterior, turrsitinente existirão recursos para o pagamento dos serviços. Ademais : es serviços prestados de modo continuo teriam de ser interrompidos, caso fosse vedada a contrafação superior tio prato dia vigência dos créditos orçamentários, isso imporia sadio gire cie continuidade da atividade adminstrative. Suponha - se, per exerylpio, serviços de fornecimento de aliment:iças, A AgUeistiteçag sege eonstravigida a prmeovor cor inatação direta, em situação de emergência, ao final de ráfia exercido, caso a contrafação não pudesse se fazer.der vaie mais longo." Marçal. Comentai -tos á lei de laiitarilles e contratos administrativos, fl. ed. Rio de 3iimeirig 1995.). Mitigue rnestre Digfienes Gasparini assim se posiciona: tdo serviços de execução continua são caracterizadas ideia pereniciacie e necessidade de sua prestação. Disso - nos ceinfu toiige fiiisses.lacisby Pernandes (81,..0 no 2-fiev eaffil ao aramar que "não apenas a continuidade do ricturitiolviinerito, mas a necessidade de que O Seja 111r1 infecipmeidos, constituem os requisitos basilares para que se enquadrem corno prestação de serviços a serem executados de Menu contínua". Observe se que, mesmo com tais caracteísticas, são incortfirldiv111es cem os serviços públicos pois sua taidaridade pertence ao particular que os presta à Administraçáo Pública que deles ne.cessita em caráter perene. (15 a111th ( sés tio ç por evidente, indiretamente deles-

5 É importante ressaltar que, conforme o artigo 92 da Lei no 8.666/^3, é crime prorrogar o contrato fora das hipóteses previstas em lei ou sem autorização no edital ou no contrato. Leia-se o dispositivo: Art. 92. Admitir, possibilitar ou dar causa a qualquer modificação ou vantagem, inclusive prorrogação contratual, em favor do adjudicatário, durante a execução dos contratos celebrados com o Poder Público, sem autorização em lei, no ato convocatório da licitação ou nos respectivos instrumentos contratuais, ou, ainda, pagar fatura com preterição da ordem cronológica de sua exigibilidade, observado o disposto no art. 121 desta Lei. Pena - detenção, de dois a quatro anos, e multa. (Redação dada pela Lei no 8.883, de ) Parágrafo único. Incide na mesma pena o contratado que, tendo comprovadamente concorrido para a consumação da ilegalidade, obtém vantagem indevida ou se beneficia, injustamente, das modificações ou prorrogações contratuais. Pois bem, o mencionado inciso II do artigo 57 da Lei no prescreve o seguinte: Art. 57 A duração dos contratos regidos por esta Lei ficará adstrit à vigência dos respectivos créditos orçamentários, exceto quanto -os relativos: II - a prestação de serviços a serem executados de forma contín a, que poderá ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessi os períodos com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a Administração, limitada a sessenta meses. O ponto fundamental é que o inciso II do artigo 57 da Lei no 8.666/93 autoriza a prorrogação dos contratos de serviços contínu s. Cabe, em vista disto, investigar se o objeto licitado, de assessoria m serviços técnicos na elaboração de projetos e coordenação o PROARES, é ou não serviço contínuo. Como bem explicitado acima, Marçal Justen Filho entende o seguin e: "A continuidade do serviço retrata, na verdade, a permanência da necessidade pública a ser satisfeita. Ou seja, o dispositivo abrange os serviços destinados a atender necessidades públicas permanentes, cujo atendimento não exaure prestação semelhante no futuro" (Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos. 10a ed. São Paulo: Dialética, 2004). Dessa forma, são contínuos, para efeito de prorrogação de contra o, serviços que se opõem aos de execução instantânea. Neste, o prestador do serviço cumpre sua obrigação de modo definiti o, mediante um ato determinado. Já aquele (contínua) pressupõe qu o

6 contratado realize conduta que se renova, estendendo a a prestação ao longo de um período continuado. Ademais, para q e serviço seja considerado contínuo, é necessário que ele seja presta.o sem interrupção, sem solução de continuidade. Para qualificar serviço como contínuo não é necessário que o prestador do serviço realize algo em favor da contrata te diariamente. Por exemplo, serviços de manutenção de bens móv eis ou imóveis são qualificados como contínuos, muito embora não s ja usual necessitar os préstimos do contratado diariamente. Então, a rigor, serviços contínuos são aqueles em que o contratado põe-s= à disposição da Administração de modo ininterrupto. Em vista dis o, pode-se dizer que, em regra, os serviços contínuos corresponde à necessidade permanente da Administração, a algo que ela preci a dispor sempre, ainda que não todos os dias. Todo o exposto serve para dizer que se o serviço de assessoria fi menção a um ou mais contratos determinados, não se está diante e um serviço contínuo, mas sim diante de um serviço que é executa o de modo definitivo, ainda que se estenda no tempo. Sendo a atividade contínua, é cabível, a princípio, sua prorrogação. Os serviços contratados aqui analisados comprometem ós orçamentos de exercícios seguintes, quais sejam: EVERARDO DE SOUSA FERREIRA: prestação de serviços técnit profissionais qualificados na coordenação do PROARES - programa e apóio as reformas sociais. Observe-se que o referido serviço se vincula ao programa estadual e nome PROARES, cujo prazo de execução se estende por 05 (cinc ) anos, sendo obrigada à administração municipal manter durante to o o período de vigência do PROGRAMA um técnico qualificado pa a acompanhar a execução dos equipamentos ligados ao programa, be como prestar contas dos recursos recebidos e aplicados. Pelo princípio da Economicidade se justifica a classificação de tal despesa como serviço contínuo e a conseqüente prorrogação de prazo contratual, haja vista que a abertura de certames licitatóri s consecutivos levariam, em tese, a um aumento do valor contratual. (11 Da mesma forma podemos considerar que a contratação de serviç s para a elaboração de projetos se enquadra como atividade contínu, uma vez que a sua interrupção poderá comprometer a continuida e de suas atividades.

7 1. Neste intere, o Tribunal de Contas do Distrito Federal, em Decis Normativa aplica a interpretação extensiva ao inciso II do artigo da Lei 8.666/93: DECISÃO NORMATIVA 03/1999 Dispõe sobre a interpretação extensiva do disposto no inciso II do artigo 57 da Lei n 8.666, de 21 de junho de O PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, inciso XXVI, do Regimento Interno, aprovado pela Resolução/TCDF n 38, de 30 de outubro de 1990, e tendo em vista o decidido pelo Egrégio Plenário, na Sessão realizada em 03 de dezembro de 1998, conforme consta do Processo n 4.942/95, e Considerando a inexistência de melhores alternativas, como exaustivamente demonstrado nos autos do Processo 4.942/95, que possibilitem à Administração fazer uso do fornecimento contínuo de materiais; Considerando o pressuposto de que a Lei n 8.666/93, de 21 de junho de 1993, não tem por objeto inviabilizar as aquisições de forma continuada de materiais pela Administração, nem foi esta a intenção do legislador; Considerando que, dependendo do produto pretendido, torna-se conveniente, em razão dos custos fixos envolvidos no seu fornecimento, um dimensionamento do prazo contratual com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a Administração; Considerando a similaridade entre o fornecimento continuo e a prestação de serviços contínuos, vez que a falta de ambos "paralisa ou retarda o trabalho, de sorte a comprometer a correspondente função do órgão ou entidade" (Decisão n 5.252/96, de Processo n 4.986/95); Considerando a prerrogativa conferida a esta Corte no art. 3 da Lei Complementar n 01, de 09 de maio de 1994; Resolve baixar a seguinte DECISÃO NORMATIVA: a) é admitida a interpretação extensiva do disposto no inciso II do art. 57 da Lei n 8.666, de 21 de junho de 1993, às situações caracterizadas como fornecimento contínuo, devidamente fundamentadas pelo órgão ou entidade interessados, caso a caso; b) esta decisão entra em vigor na data de sua publicação. Publicada no DODF de Mesmo com a implantação do plano real no entendimento da SFC continua sendo possível conceder o reequilíbrio do contrato se não houver previsão de reajuste em contrato de prestação de serviço contínuo de acordo com a Lei 8.666/93, conforme parecer 003/COORI publicado no boletim CONED/SET. 95. Serviços contínuos: são aqueles serviços auxiliares, necessários à Administração para o desempenho de suas atribuições, cuja interrupção

8 possa comprometer a continuidade de suas atividades e cuja contratação deva estender-se por mais de um exercício financeiro. IN n 18 de MARE Decreto 2.004, de 11 de setembro de 1996, que dispõe sobre comunicação Social do Poder Executivo Federal. Apresenta definição de serviço contínuo. IN 18 de do MARE. Expedir a presente IN visando disciplinar a contratação de serviços a serem executados de forma indireta e contínua, celebrados por órgãos ou entidades integrantes do Sistema de Serviços Gerais. Em razão da interpretação extensiva ao inciso II do artigo 57, resposta a consulta formulada pelo Tribunal de Justiça do Estado São Paulo, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo decide pila possibilidade, nos casos devidamente motivados pela Administraç o, desde que a prorrogação seja citada no instrumento convocatório: 03 TC /026/06 Consulente: Luiz Elias Tambara Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Assunto: Consulta acerca da possibilidade de ser adotada naquele Colendo Tribunal a interpretação extensiva do inciso II, do artigo 57, da Lei Federal n 8.666/93, em sua atual redação, a fim de que as situações de fornecimento contínuo encontrem melhor situação de execução. Ante o exposto, ponho-me de acordo com os pareceres da Chefia da Assessoria Técnica e da SDG, e VOTO para que a Consulta seja respondida no sentido de que, após a análise de cada caso em particular, poderão ser reconhecidas situações em que há um contexto de fornecimento contínuo, nas quais poderá haver uma interpretação extensiva do artigo 57, inciso II, da Lei de Licitações, para o fim de ser admitida a prorrogação de prazo prevista naquele dispositivo legal, desde que essas situações sejam devidamente motivadas pela Administração e que sejam atendidas as condições cujos aspectos foram desenvolvidos no corpo do voto ora proferido. Assim sendo, esgotadas quaisquer razões para interpretações dúbi s, resta considerar que os serviços em tela, pela interpretação exten va ao inciso II do artigo 57 da lei 8.666/93, devem ser considera os como serviços contínuos.

9 DO PEDIDO: Quanto às falhas apontada na referida Informação, espera a Defendente que, com a presente justificativa, sejam tidas or sanada, ficando no aguardo do abalizado posicionamento de se Egrégio Tribunal de Contas, vindo os respeitáveis técnicos a conc uir pela regularidade das contas de gestão de responsabilidade da Justificante, ao tempo em que esta se coloca à inteira disposi ão dessa Corte de Contas para quaisquer esclarecimentos sobre estes ou outros fatos de sua responsabilidade, pugnando pela produção de todos os meios de prova em direito admitidas, especialmente p la juntada de outros documentos, em sendo o caso, tudo, de lo o, requerido. É o que se requer e aguarda. Santana do Acaraú - CE, 21 de julho de 2009 ANTÔNIO D ADUA SOUZA Ex-Secretário de A ministração e Finanças

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