Prevenção Secundária da Doença Renal Crônica Modelo Público

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1 Prevenção Secundária da Doença Renal Crônica Modelo Público VIII Encontro Nacional de Prevenção da Doença Renal Crônica Maria Eugênia Fernandes Canziani Universidade Federal de São Paulo Brasília, 2012

2 Riella e col, Principios da Nefrologia, 5a edicao

3 Metas Retardar a progressão da DRC Prevenir complicações Modificar comorbidades Preparar para terapia renal substitutiva (Diálise ou Transplante) Kidney Int 2012, 81:351 Lancet 2010, 375: 1296

4 Retardar progressão Controle da glicemia Controle pressão arterial Controle da ingestão protéica Reduzir o risco de agudização Kidney Int 2012, 81:351 Lancet 2010, 375: 1296

5 Retardar progressão Controle da glicemia Manter níveis de hemoglobina glicada~ 7 % Controle da pressão arterial 130 / 80 mmhg; proteinúria>1g/dia 125 / 75 mmhg Restrição dietética de sal Diurético Tiazídicos-TFG > 30 ml/min Alça Kidney Int 2012, 81:351 Lancet 2010, 375: 1296

6 Controle da pressão arterial Inibidor da enzima de conversão da angiotensina (ECA) ou bloquedores de receptores da angiotensina II (BRA) Ação ( AII) hemodinâmica / anti-hipertensiva (pressão intraglom.) anti-inflamatória / anti-fibrótica proteinúria progressão da DRC DM não DM com proteinúria risco evento CV (HOPE study) Kidney Int 2012, 81:351 Lancet 2010, 375: 1296

7 Retardar progressão Controle da ingestão protéica 0,6 a 0,8 g/kg/dia de proteína Retardam a progressão da DRC? sintomas da uremia Reduzir o risco de agudização Hipovolemia é a principal causa de agudização Drogas nefrotóxicas Diagnóstico precoce de obstrução do fluxo urinário e ITU Preparo adequado para realização de exames contrastados (hidratação + solução salina + N-acetilcisteína)

8 Prevenir complicações Anemia DMO-DRC Infecções Alterações eletrólitos / acidose Doenças cardiovasculares Kidney Int 2012, 81:351 Lancet 2010, 375: 1296

9 Prevenir complicações Anemia Alvo Hb:10-12 g/dl, Tsat> 20%ou ferritina> 100 ng/dl Eritropoetina e Ferro Distúrbios do metabolismo mineral e ósseo Dentro da normalidade Kidney Int 2012, 81:351 Lancet 2010, 375: 1296

10 Prevenir complicações Infecção Vacinação: Influenza, Pneumococo, Hepatite B Alterações eletrólitos/acidose Hipercalemia, Acidose metabólica Kidney Int 2012, 81:351 Lancet 2010, 375: 1296

11 Prevenir complicações Doenças cardiovasculares Tradicionais Idade Sexo masculino Hipertensão arterial Diabetes Tabagismo, Sedentarismo Obesidade Dislipidemia Não tradicionais (relac. uremia) Anemia Inflamação Estresse Oxidativo AGES OPG, Fetuina Metab. Ca x P Desnutrição Kidney Int 2012, 81:351 Lancet 2010, 375: 1296

12 Modificar comorbidades Cardiopatia Neuropatia Retinopatia Dislipidemia Interação com outras especialidades Kidney Int 2012, 81:351 Lancet 2010, 375: 1296

13 Preparo para TRS Apresentar modalidades Escolha modalidade Acesso para diálise (HD e DP) Encaminhamento para diálise ou transplante Kidney Int 2012, 81:351 Lancet 2010, 375: 1296

14 Metas Retardar a progressão da DRC Prevenir complicações Equipe Modificar comorbidades Preparar para terapia renal

15 Grupo de Uremia da Disciplina de Nefrologia da UNIFESP Tratamento conservador População pacientes ativos 350 pacientes/mês 50 pacientes novos/mês

16 Grupo de Uremia da Disciplina de Nefrologia da UNIFESP Tratamento conservador Infraestrutura recepção 8 consultórios sala de coleta reunião (aulas pacientes) emergência

17 Grupo de Uremia da Disciplina de Nefrologia da UNIFESP Tratamento conservador Equipe médicos (residentes e pós graduandos) enfermeiros nutricionistas psicólogos, assistente social (dialise) fisioterapeutas, educadores físicos (pós graduandos) dentista (projeto USP) recepção, administrativos

18 Grupo de Uremia da Disciplina de Nefrologia da UNIFESP Tratamento conservador Atendimento multiprofissional protocolos exames Enfermeiro, médico e nutricionista demais por demanda ou estudos específicos. Protocolos gerenciamento(ex. entrada) e clínicos Exames laboratoriais específicos (Hospital do Rim)

19 Grupo de Uremia da Disciplina de Nefrologia da UNIFESP Tratamento conservador Desafios demanda equipe especialidades exames/medicação emergência

20 Grupo de Uremia da Disciplina de Nefrologia da UNIFESP Tratamento conservador Desafios demanda equipe especialidades exames/medicação emergência Demanda reprimida de pacientes com DRC Qual paciente (critérios)? O que fazer com aqueles não aceitos?) O que fazer com o paciente estável? Dar alta? voltam Referência e contra-referência não funciona

21 Grupo de Uremia da Disciplina de Nefrologia da UNIFESP Tratamento conservador Desafios demanda equipe especialidades exames/medicação emergência Como manter a equipe? Pós graduandos continuidade, motivação? Bolsa parcerias com Baxter, Fresenius e Genzyme-Sanofi

22 Grupo de Uremia da Disciplina de Nefrologia da UNIFESP Tratamento conservador Desafios demanda equipe especialidades exames/medicação emergência Avaliação especialista Ex. -Cardiologista encaminhar para rede / UNIFESP Gastrocirurgia- cateter peritoneal Vascular preparar acesso vascular

23 Grupo de Uremia da Disciplina de Nefrologia da UNIFESP Tratamento conservador Desafios demanda equipe especialidades exames/medicação emergência Ultrassom vaga julho 2013 Clearence, PTH, culturas agilidade e confiabilidade Medicação de alto custo

24 Grupo de Uremia da Disciplina de Nefrologia da UNIFESP Tratamento conservador Desafios demanda equipe especialidades exames emergência 1ª consulta 15 20% no estágio 5 Diálise 10 pacientes saem para diálise/mês encaminhamento das emergências não DRC

25 1,2 milhoesde pacientes, seg3 anos J Am SocNephrol 20: , 2009

26 Mortalidade n=27.997, 2 medidas Cl <90mL/min, seguimento 5 anos FG, Proteinúria(-) (n=14.202) 2 FG= Proteinúria(+) (n=1.741) Estágios da DRC 3 FG= (n=11.278) 4 FG= (n= 777) Saída do plano 14,9 16,2 10,3 6,6 Morte (antes do Tx ou diálise) 10,2 19,5 24,3 45,7 Transplantado 0,01 0,2 0,2 2,3 Iniciou diálise 0,06 0,9 1,1 17,6 Nenhum dos anteriores 74,8 63,3 64,2 27,8 Arch Intern Med. 2004;164:659

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