Brasil Global e Relações Estados Unidos-Brasil

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1 Relatório da Força-Tarefa Independente No. 66 Samuel W. Bodman e James D. Wolfensohn, Presidentes Julia E. Sweig, Directora do Projeto Brasil Global e Relações Estados Unidos-Brasil

2 Brasil Global e Relações Estados Unidos-Brasil

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4 Relatório da Força-Tarefa Independente No. 66 Samuel W. Bodman e James D. Wolfensohn, Presidentes Julia E. Sweig, Directora do Projeto Brasil Global e Relações Estados Unidos-Brasil

5 O Council on Foreign Relations (CFR) é um think tank e editora, sem fins lucrativos, independente e apartidário, que se dedica a ser um recurso para seus membros, funcionários do governo, executivos, jornalistas, educadores e alunos, líderes sociais e religiosos, e outros cidadãos interessados para ajudá-los a melhor entender o mundo e as escolhas de política externa que enfrentam os Estados Unidos e demais países. Fundado em 1921, o CFR realiza sua missão mantendo um grupo diverso de membros, com programas especiais para promover interesses e desenvolver expertise na próxima geração de líderes de política externa; convocando reuniões em sua sede em Nova Iorque e em Washington, DC, e outras cidades onde representantes sênior de governos, membros do congresso, líderes globais, e pensadores proeminentes se juntam ao CFR para discutir e debater grandes questões internacionais; apoiando um Programa de Estudos que fomenta pesquisa independente, permitindo aos acadêmicos do CFR produzir artigos, relatórios, e livros e realizar mesas redondas que analisam questões de política externa e fazem recomendações de política concretas; publicando a Foreign Affairs, o periódico proeminente sobre assuntos internacionais e política externa americana; patrocinando Forças-Tarefas Independentes que produzem relatórios com ambos opiniões e prescrições de política nos assuntos mais importantes de política externa; e provendo informação atualizada e análise sobre eventos mundiais e política externa americana no seu website, O Council on Foreign Relations não toma posição institucional em questões de política e não tem afiliação com o governo americano. Todas as visões expressadas em suas publicações são de inteira responsabilidade do autor ou autores. O Council on Foreign Relations patrocina Forças-Tarefa Independentes para avaliar assuntos atuais e de crítica importância para a política externa norte-americana e oferecer avaliações e recomendações aos tomadores de decisão. Diversos em suas experiências e perspectivas, membros das Forças-Tarefa visam chegar a consensos significativos mediante deliberações privadas e apartidárias. Uma vez criadas, as Forças-Tarefa são independentes do CFR e únicas responsáveis pelo conteúdo de seus relatórios. Membros das Forças-Tarefa são convidados a participar de um consenso indicando que endossam a tônica geral e os julgamentos feitos pelo grupo, ainda que não necessariamente todas suas conclusões e recomendações. Membros também têm a opção de apresentar visões adicionais ou discordantes. As afiliações dos membros são listadas apenas para fins de identificação e não implicam em representação institucional. Copyright 2011 por Council on Foreign Relations, Inc. Todos os direitos reservados. Impresso nos Estados Unidos da América. Esse relatório não pode ser reproduzido inteiro ou em partes, em nenhuma forma além da reprodução permitida pelas Seções 107 e 108 do U.S. Copyright Act (17 U.S.C. Seções 107 e 108), e trechos por revisores para a imprensa, sem permissão escrita expressa do Council on Foreign Relations. Esse relatório foi traduzido de sua versão original por Dani Nedal, com a ajuda de Daniel Rio Tinto, Isadora de Andrade, e Ligia Alonso.

6 Membros Da Força-Tarefa Membros da Força-Tarefa são convidados a se unir a um consenso significando que eles concordam com o direcionamento geral das políticas alcançado pelo grupo, embora não necessariamente todas as conclusões e recomendações. Eles participam da Força Tarefa em suas capacidades individuais, não institucionais. Jed N. Bailey Energy Narrative Samuel W. Bodman R. Nicholas Burns Harvard Kennedy School of Government Louis E. Caldera* Center for American Progress Eileen B. Claussen Pew Center on Global Climate Change Nelson W. Cunningham* McLarty Associates Eli Whitney Debevoise II* Arnold & Porter LLP Paula J. Dobriansky* Thomson Reuters Shepard L. Forman* Center on International Cooperation José A. Fourquet* DBS Financial Group Maria C. Freire Albert and Mary Lasker Foundation Stanley A. Gacek U.S. Department of Labor Sergio J. Galvis* Sullivan & Cromwell LLP *O indivíduo aprovou o relatório e assinou a visão adicional. Gacek participou na Força-Tarefa sob sua afiliação com a American Federation of Labor e Congress of Industrial Organizations. Como um oficial da atual administração, ele não foi pedido a participar do consenso da Força-Tarefa. v

7 vi Membros Da Força-Tarefa Kevin P. Green* IBM Corporation Donna J. Hrinak* PepsiCo, Inc. Robert L. Hutchings Lyndon B. Johnson School of Public Affairs G. John Ikenberry Woodrow Wilson School of Public and International Affairs Timothy M. Kingston The Goldman Sachs Group, Inc. Thomas E. Lovejoy The H. John Heinz Center for Science, Economics, and the Environment Jennifer L. McCoy Georgia State University Joy Olson* Washington Office on Latin America Brian D. O Neill* Lazard Ltd. Michelle Billig Patron PIRA Energy Group David Perez Palladium Equity Partners Riordan Roett* The Johns Hopkins University David J. Rothkopf* Garten Rothkopf Andrew Small Pontifical Mission Societies in the United States Julia E. Sweig* Council on Foreign Relations Tanisha N. Tingle-Smith* Verdade Consulting James D. Wolfensohn Wolfensohn & Company, LLC

8 Conteúdo Prólogo ix Agradecimentos xi Mapa xv Relatório da Força-Tarefa 1 Resumo 3 Introdução 8 A Economia Brasileira: Motores e Obstáculos 14 A Agenda Brasileira para Energia e Mudanças Climáticas 32 Brasil como um Diplomata Regional e Global 48 O Brasil e os Estados Unidos 68 Conclusão 80 Visões Adicionais 84 Notas de Rodapé 87 Membros da Força-Tarefa 91

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10 Prólogo O Brasil emergiu como um motor de crescimento na América do Sul e uma força ativa na política mundial na década desde que o Council on Foreign Relations (CFR) convocou sua primeira Força-Tarefa Independente no país. Durante este período, o Brasil tirou quase trinta milhões de seus cidadãos da pobreza, aumentou sua classe média significativamente, se tornou cada vez mais ativo em instituições multilaterais e fóruns internacionais, e resistiu à recessão global recente tudo em um contexto pacífico, orientado para o mercado e democrático. Com certeza, o Brasil ainda luta com preocupações internas importantes o restante de sua população desfavorecida, os crescentes desafios das mudanças climáticas, e sua atual transformação de uma economia baseada em commodities para uma economia industrial, para citar apenas algumas. No entanto, a mensagem desse relatório dificilmente poderia ser mais clara: o Brasil é importante não só regionalmente, mas globalmente. Suas decisões e ações irão afetar o futuro da economia, do meio ambiente e da energia mundiais, bem como o futuro da diplomacia e da estabilidade global. O Brasil é um dos países seletos que mais irão influenciar o século XXI. As políticas externas de Brasil e Estados Unidos devem se ajustar de acordo. Essa Força-Tarefa Independente examina a relação Brasil-Estados Unidos em face dos consideráveis desenvolvimentos dos últimos dez anos. Chega em um momento em que o novo governo brasileiro, liderado pela presidente Dilma Rousseff, teve alguns meses para se estabelecer e mapear um curso para o país para os próximos (diversos) anos. A Força-Tarefa recomenda que esse período seja visto como uma oportunidade para Brasil e Estados Unidos aprofundarem sua parceria através de maiores laços econômicos e governamentais. Com seu crescente papel regional e global, o Brasil irá enfrentar novas responsabilidades e expectativas. Enquanto o Brasil busca se tornar mais ativo em sua região e no exterior, alguns irão procurá-lo ix

11 x Prólogo para orientação e alguns irão esperar que este assuma mais responsabilidades no cenário internacional. A Força-Tarefa recomenda que o Brasil receba um assento em um Conselho de Segurança das Nações Unidas expandido, em parte por reconhecimento de seu crescente papel global, mas também para encorajar sua participação construtiva em assuntos globais. Gostaria de agradecer os presidentes da Força-Tarefa, Samuel Bodman e James Wolfensohn, por suas lideranças no decorrer deste projeto. Meus agradecimentos se estendem a todos os membros da Força-Tarefa e observadores por contribuírem com seu tempo, experiência significativa e expertise para produzir um relatório profundo. Também convido os leitores a olhar as visões adicionais escritas por diversos membros da Força-Tarefa, as quais aparecem ao fim do relatório. Esse relatório não seria possível sem a supervisão de Anya Schmemann, diretora do programa de Forças-Tarefa do CFR, que guiou esse projeto do início ao fim, e sem a pesquisadora sênior Julia Sweig, que dirigiu de forma hábil essa Força-Tarefa e supervisionou a pesquisa e a elaboração deste projeto. Todos contribuíram para um documento substantivo e abrangente que irá ajudar formuladores de políticas e outros a entenderem melhor a realidade do Brasil. Richard N. Haass Presidente Council on Foreign Relations Julho de 2011

12 Agradecimentos O relatório da Força-Tarefa Independente sobre o Brasil é o produto de muito trabalho e esforço dos membros dedicados e observadores desta Força-Tarefa. Em particular, agradeço nossos distintos presidentes, Jim Wolfensohn e Sam Bodman, pela liderança e direção séria. Tem sido um prazer trabalhar com eles. Eu sou profundamente grata pelo tempo e atenção dos membros da Força-Tarefa e observadores, bem como por suas expertises e orientações inestimáveis. Agradecimentos especiais são devidos a Jed Bailey, Michelle Billig Patron, David Rothkopf, e Tanisha Tingle-Smith por suas contribuições escritas. João Castro Neves, Luis Cubeddu, Shep Forman, Stan Gacek, Riordan Roett, e David Vergara também ofereceram assistência vital durante o processo. Eu tive a sorte de viajar ao Brasil e à região em três ocasiões para consultas que informaram o relatório. Me beneficiei de briefings com oficiais de governo além de representantes do setor privado e sociedade civil em Montevidéu, Assunção, Brasília, Foz do Iguaçu, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. O ministério das Relações Exteriores, em especial o ministro Antônio Patriota e o embaixador Mauro Vieira e seus escritórios, tornaram possíveis inúmeras consultas de alto nível. Ademais, agradeço aos diversos funcionários de uma série de ministérios que ofereceram seu tempo e opiniões. O embaixador Thomas Shannon abraçou esse esforço e, como o embaixador Vieira, ofereceu briefings aos membros e observadores da Força-Tarefa em Washington, DC, e gentilmente recepcionou uma delegação da Força-Tarefa enquanto estávamos em Brasília. Devo um agradecimento especial ao Matias Spektor por sua inteligência e orientação no decorrer desse esforço. Meus agradecimentos vão para o conselho consultivo brasileiro da Força-Tarefa, cujos conhecimentos e perspectivas abrilhantaram sobremaneira esse esforço e cujas orientações no decorrer desse processo xi

13 xii Agradecimentos permitiram reuniões instrutivas com representantes da sociedade civil brasileira no Rio de Janeiro e em São Paulo. Particularmente, meus agradecimentos vão para Yvonne Bezerra de Mello, José Pio Borges, Leona Forman, Israel Klabin, Celso Lafer, Luiz Felipe Lampreia, Georges Landau, Maria Regina Soares de Lima, Marcelo Neri, Jair Ribeiro, Carlos Ivan Simonsen Leal, Amaury de Souza e Ana Toni. Também recebemos contribuições úteis de diversos membros do CFR. A equipe de Reuniões em Washington organizou um evento com membros do CFR em Washington, com o membro da força-tarefa Riordan Roett e Kellie Meiman como observadora; a equipe de Reuniões de Nova York organizou um evento para membros do CFR em Nova York, liderado pelos membros da Força-Tarefa Sergio Galvis e Donna Hrinak; o Programa Corporativo organizou uma mesa redonda em Washington, DC, para executivos, liderados pelo membro da Força- Tarefa David Rothkopf; e o Programa de Outreach organizou uma sessão em Nova Iorque para líderes de ensino superior com os membros da Força-Tarefa Shepard Forman e Donna Hrinak. Estendo agradecimentos adicionais à equipe de publicação do CFR, a qual assistiu na edição dos relatórios e na preparação deste para publicação, e aos departamentos de Comunicação, Reuniões, Corporativo, Assuntos Externos, e equipes nacionais, que trabalharam para que o relatório alcançasse a maior audiência possível. Meus colegas, Laurie Garret, Michael Levi, Shannon O Neil, e Jonathan Pearl também ofereceram orientação considerável. Anya Schmemann, junto a Kristin Lewis e Shelby Leighton do Programa Força-Tarefa do CFR, foi instrumental para esse projeto do começo ao fim. A sabedoria, experiência, e paciência de Anya e sua equipe mantiveram esse projeto nos trilhos, enquanto suas perguntas e contribuições valiosas ajudaram a criar um produto final o mais forte possível. Minha assistente de pesquisa Eliza Sweren-Becker merece a grande parte do crédito e meus agradecimentos eternos por sua pesquisa e esboços repetidos desse relatório. Tive sorte de me beneficiar do comprometimento, camaradagem e inteligência de Eliza do início ao fim. Também estendo meus agradecimentos ao sucessor de Eliza, David Herrero, por ter guiado o relatório sem dificuldades até sua publicação final. O CFR também expressa seus agradecimentos à Alcoa Foundation pelo seu apoio à iniciativa Brasil Global. Muito obrigada ao presidente

14 Agradecimentos xiii do CFR Richard N. Haass e diretor de estudos James M. Lindsay, além de Janine Hill e Amy Baker, que emprestaram seu apoio a essa iniciativa por reconhecerem a necessidade de que os Estados Unidos entendam e produzam melhores políticas para o Brasil. Eu espero que esse esforço progrida nesse sentido. Julia E. Sweig Diretora do Projeto

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16 Brasil Fonte: Cortesia da Enciclopédia Britância, Inc., copyright 2000; usado com permissão.

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18 Relatório da Força-Tarefa

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20 Resumo Os Estados Unidos agora se deparam com um Brasil que passou por uma mudança econômica e social pacífica para se tornar a pedra angular do crescimento e estabilidade sul-americanos e uma potência e presença significativa no cenário mundial. 1 A Força-Tarefa direciona suas conclusões e recomendações não só a formuladores de políticas americanos que focam nas Américas, mas também àqueles nos Estados Unidos e em outros lugares que sejam responsáveis por decisões sobre questões globais estratégicas ou econômicas, além de mecanismos multilaterais nos quais a voz e as ações do Brasil são relevantes. As conclusões e recomendações desse relatório fornecem um framework para políticas bipartidárias globais, regionais e bilaterais que levam em consideração as oportunidades e desafios da ascensão brasileira enquanto Estados Unidos e Brasil se aproximam de questões importantes do século XXI. P OR QUE O BRASI L? O Brasil é e continuará sendo um força integral na evolução de um mundo multipolar. Está classificado como a quinta maior porção de terra do mundo, quinta maior população, e oitava maior economia. O Brasil, que pode se tornar a quinta maior economia mundial até 2016, é o B de BRICs (junto com Rússia, Índia, e China*), um grupo de mercados em expansão que representaram 23 porcento do Produto Interno Bruto global (PIB) em 2010 e coletivamente chegarão a vinte cinco trilhões de dólares, ultrapassando a economia americana dentro da próxima década. A proeza econômica do Brasil o coloca em posição de liderança na América Latina e no mundo, e impulsiona a *A África do Sul formalmente se afiliou ao fórum BRIC no fim de 2010, formando então o Fórum BRICS. 3

21 4 Brasil Global e Relações Estados Unidos-Brasil importância estratégica da região globalmente, especialmente para os Estados Unidos. Dado o território, economia, população e base de recursos de cada país, Brasil e Estados Unidos necessariamente interagem em um mundo cada vez mais globalizado e multipolar. Além das características geoestratégicas que unem Estados Unidos e Brasil, os dois países também são surpreendentemente parecidos: ambos são multiétnicos, jovens democracias que defendem valores comuns no que diz respeito a liberdade de mercado, Estado de direito, direitos individuais, liberdade religiosa e diversidade e igualdade. Apesar dessas similaridades, a relação Brasil-Estados Unidos é propensa a mal entendidos e colaborações entre os dois países têm sido limitada. A eleição de Dilma Rousseff como nova presidente do Brasil oferece uma oportunidade para uma aproximação renovada. Os presidentes Barack Obama e Dilma ressaltaram um desejo mútuo de melhorar e aprofundar a relação, e a Força-Tarefa urge para que esforços sejam feitos por ambos os países para que esse objetivo seja alcançado. A Força-Tarefa acredita que agora é o momento para Estados Unidos e Brasil avançarem seus interesses de política externa revigorando e aprofundando essa relação crítica. RE SUMO DAS PR I NCI PAIS CONCLUSÕE S E RECOMENDAÇÕE S A Força-Tarefa recomenda que os decisores americanos reconheçam a posição brasileira como ator global, que tratem sua emergência como uma oportunidade para os Estados Unidos, e trabalhem com o Brasil para desenvolver políticas complementares. Dada a ascensão brasileira nas últimas duas décadas, os Estados Unidos deve agora alterar sua visão da região e procurar uma relação mais ampla e madura com o novo Brasil. É hora da política externa americana refletir a nova realidade regional e se ajustar para avançar os interesses americanos, dado o que já mudou e as mudanças que provavelmente virão. Brasil e Estados Unidos estão entrando agora em um período que tem grande potencial de solidificar uma amizade madura, uma que implica confiança sempre crescente de forma a assegurar interesses mútuos. Esse tipo de relação requer que os dois países vão além de suas

22 Resumo 5 oscilações históricas entre interpretações erradas, elogios públicos e repreensão, e, ao invés, abordar a cooperação e as discordâncias inevitáveis com respeito mútuo e tolerância. A Força-Tarefa recomenda comunicação aberta e regular entre Obama e Dilma e entre oficiais sênior de ambos os países. Conforme o Brasil continua em ascensão e os Estados Unidos se adapta a uma ordem multipolar, um diálogo frequente irá ajudar a antecipar e desarmar tensões que irão vir a tona conforme cada país reage e se ajusta a uma dinâmica geopolítica nova e em evolução. O contato em alto escalão irá sinalizar para as burocracias de cada um dos países historicamente desconfiadas umas das outras que a relação é uma prioridade e que o sucesso de cada um é do interesse do outro. A crescente importância geoestratégica do Brasil merece coordenação de alto nível e abrangente de políticas americanas em diversas agências. A Força-Tarefa recomenda que o Conselho de Segurança Nacional (NSC) institucionalize um mecanismo de coordenação interagência permanente para que uma gama de agências americanas responsáveis por questões funcionais incluindo finanças, comércio, trabalho, energia, meio ambiente, agricultura, saúde, segurança nacional, defesa e diplomacia coordene melhor o que ainda é uma política americana altamente descentralizada para o Brasil. Essa reorganização vai requerer um diretor do NSC exclusivamente para o Brasil, ao invés de um diretor para Brasil e Cone Sul. Além disso, a Força-Tarefa recomenda que o Departamento de Estado crie um escritório separado para questões brasileiras fora do escritório para questões do Cone Sul. O objetivo é uma política americana que trate o Brasil como ator global com políticas formuladas não só por experts na região com experiência limitada. A Força-Tarefa encoraja os formuladores de política americanos a reconhecerem que a independência quase certamente continuará sendo uma marca da política externa brasileira, mesmo quando os dois países desenvolverem uma relação mais próxima. Sob Dilma, o Brasil provavelmente continuará a engajar econômica e diplomaticamente em regiões e em questões além do domínio histórico da América do Sul. Brasileiros vão resistir uma aproximação muito estreita com os Estados Unidos, e a intensificação da relação não necessariamente irá resultar no Brasil apoiando os Estados Unidos. Mas os Estados Unidos e o Brasil podem ajudar uns aos outros a avançarem interesses mútuos sem concordância indiscriminada sobre políticas entre os dois.

23 6 Brasil Global e Relações Estados Unidos-Brasil A Força-Tarefa acredita que é do interesse dos Estados Unidos acolher a liderança regional do Brasil e encorajar a promoção brasileira de inclusão, desenvolvimento e democracia. Desenvolver uma política mais abrangente sobre o Brasil não deve vir às custas de aprofundar as relações com outros parceiros americanos nas Américas. Os Estados Unidos precisará se ajustar a um Brasil mais assertivo e independente. E o Brasil deve se ajustar ao seu novo papel de potência global. Enquanto os Estados Unidos se adapta ao Brasil, também deve encoraja-lo a usar sua nova influência diplomática e multilateral de forma que atenda não somente seus interesses nacionais, mas os de seus vizinhos e além. O Brasil e os Estados Unidos enfrentam desafios domésticos similares incluindo educação, inovação, saúde, e infra-estrutura que devem servir como oportunidade para aprofundar a compreensão e cooperação bilateral. A Força-Tarefa nota a importância crítica do progresso contínuo do Brasil em corrigir suas restrições domésticas significativas, as quais poderiam prejudicar a sustentabilidade do crescimento brasileiro no longo-prazo e deter suas ambições internacionais. A Força-Tarefa encoraja ambos os governos a manter e expandir canais de comunicação sobre comércio e política monetária, especialmente com respeito à China. O Brasil e os Estados Unidos se aproximam da China com cuidado, balanceando seus relacionamentos que são complementares, mas também competitivos. Ambos Brasil e Estados Unidos têm preocupações sobre o yuan desvalorizado da China, e apesar de uma aproximação conjunta não ser realista, a Força-Tarefa sugere que Brasil e Estados Unidos concordem em uma linguagem comum para descrever os desafios apresentados pela China para encorajar a China a permitir que o yuan valorize. Com compreensão sobre o ambiente político de divisão nos Estados Unidos, a Força-Tarefa encoraja o Congresso americano a incluir uma eliminação da tarifa ao Etanol em qualquer projeto de lei que diga respeito a reformas no regime de créditos de imposto de etanol e biocombustíveis. A Força-Tarefa recomenda que o governo Obama agora subscreva inteiramente ao Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU). A Força-Tarefa encoraja o governo a resolver dimensões regionais, multilaterais e globais de governança a um passo tal que engaje o Brasil em um diálogo intenso sobre essa questão.

24 Resumo 7 O relatório da Força-Tarefa faz um balanço do crescimento e desenvolvimento extraordinário do Brasil, incluindo recursos domésticos, restrições e fatores internacionais que afetaram a trajetória econômica brasileira. O relatório considera a abordagem brasileira a energia e mudanças climáticas como fator econômico relevante e como forma de ajudar a entender como o Brasil compreende seu papel global e como pretende reformular instituições globais. Examina o estilo, a agenda e o crescente engajamento como ator global e regional brasileiro. Por fim, a Força-Tarefa considera a relação EUA-Brasil e propõe formas como os Estados Unidos pode trabalhar com e ao lado do Brasil para avançar interesses e objetivos comuns.

25 Introdução O Brasil transcendeu seu status de maior país da América Latina e o que dispõe de mais recursos para agora ser incluído entre uma das potências principais do mundo. O Brasil não é uma potência militar convencional, não rivaliza com a China ou a Índia em população ou tamanho da economia e não pode rivalizar com a história geopolítica da Rússia. Ainda assim, como o Brasil define e projeta seus interesses, um processo em andamento, é crítico para a compreensão do caráter da nova ordem global multipolar e imprevisível. No curso de uma geração, a prioridade doméstica brasileira de crescimento inclusivo se traduziu em uma redução significativa da desigualdade, na expansão da classe médiae em uma economia vibrante, tudo isso enquadrado em um contexto democrático. Essas conquistas internas impulsionam a agenda brasileira no cenário internacional. Internacionalmente, o Brasil alavancou suas qualidades domésticas e conquistas para cimentar seu papel em áreas tão diversas quanto energia e mudanças climáticas, paz e segurança e comércio e finanças. Compreender e desenvolver uma estratégia para ajudar no sucesso desse novo Brasil está no interesse nacional dos Estados Unidos. ATUAL P OLÍ T ICA AMER ICANA PARA O BRASI L De acordo com os pronunciamentos recentes do presidente Obama, a política americana para o Brasil é baseada em interesses mútuos e respeito mútuo, baseado na crença que uma relação forte com o Brasil promove ambos os interesses brasileiros e americanos. No entanto, as práticas dos Estados Unidos e do Brasil nem sempre acompanharam essa retórica. Em uma relação que é mais frequentemente caracterizada pela distância do que por amizade próxima, colaboração substantiva tem sido superficial e propensa a mal entendidos. 8

26 Introdução 9 Valendo-se dos alicerces estabelecidos pelos governos Clinton e Bush, os Estados Unidos estão agora formando as bases para um relacionamento bilateral com o Brasil. Brasil e Estados Unidos trabalham juntos em um número de questões distintas, como cooperação de biocombustíveis, defesa, missões de paz, não-proliferação, entre outros. 2 Os presidentes Obama e Dilma recentemente definiram uma agenda em expansão que inclui aviação civil, espaço, inovação, ciência e tecnologia e educação. Oficiais de alto-escalão dos dois países ocasionalmente mantêm canais de comunicação sobre questões importante de segurança internacional. Ainda, por motivos variados, incluindo prioridades concorrentes e política doméstica em cada um dos países, nenhum dos governos ainda foi capaz de tecer os fios díspares de seus empreendimentos comuns em um tecido de projeto estratégico coeso. A Força-Tarefa encoraja formuladores de políticas brasileiros a recorrer às conclusões e recomendações desse relatório para informar suas próprias decisões com relações aos Estados Unidos. A nova presidência no Brasil oferece uma oportunidade para redefinir a relação. A cúpula que se deu recentemente entre presidentes Obama e Dilma em março de 2011 ressaltou o desejo de ambos os países de melhorar e aprofundar suas relações. A Força-Tarefa acredita que é do interesse dos Estados Unidos compreender o Brasil como um ator internacional complexo cuja influência nos assuntos globais mais importantes do dia só tende a crescer. Ademais, o sucesso da transformação pacífica do Brasil um projeto que se estendeu por duas décadas que abraçou a democracia, mercados e políticas sociais robustas também é do interesse americano. Apesar da crescente proeminência brasileira, a Força-Tarefa acredita que as complexidades e a importância do Brasil são insuficientemente compreendidas e subestimadas em Washington. BRASI L HOJE O mundo assiste com grande interesse enquanto Dilma tenta construir em cima do legado do enormemente popular ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) enquanto traça seu próprio caminho. Dilma deteve duas posições de gabinete e serviu como Ministra da Casa Civil do Lula antes de ser escolhida pelo partido dominante como candidata. Filha de um imigrante búlgaro e uma professora escolar, Dilma foi presa e

27 10 Brasil Global e Relações Estados Unidos-Brasil torturada pelo seu ativismo clandestino; ela é uma economista que nunca tinha concorrido em uma eleição. Ambiciosa, impulsionada por resultados e pragmática, Dilma agora se destaca como uma das mulheres mais poderosas e influentes do mundo. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o Lula presidiram ao longo de 16 anos de consolidação democrática e políticas econômicas sólidas. O Brasil estava bem posicionado para sobreviver a recessão mundial de 2008 tendo estabilizado sua moeda, combatido a inflação rampante, fortalecido seu sistema bancário e acumulado reservas de dólar e emergiu em 2009 relativamente incólume. Em uma quebra com o passado, as eleições presidenciais de 2010 e transição política recente não balançaram seu forte mercado de ações, títulos ou moeda, sinalizando a confiança internacional em sua estabilidade. Fluxos de investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil permanecem altos: dentre países fora da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil só perde para a China como destino de investimento estrangeiro. Apesar de pressões inflacionárias continuarem sendo um desafio sério, é esperado que a economia brasileira cresça 4 porcentoporcento esse ano, depois de um 2010 particularmente forte (7,5 porcento de crescimento). O país que Dilma herdou em 2011 é substancialmente diferente do que o que Lula herdou em 2003, assim como o ambiente internacional o é. Nos primeiros estágios de sua presidência, Dilma salientou a necessidade da agenda doméstica brasileira guiar e ser servida pelo engajamento internacional do país. Nessa linha, as prioridades de política externa do Brasil sob sua liderança devem enfatizar a integração com a América do Sul, estabelecendo laços mais profundos e investimentos com a África, gerenciando uma relação complexa com a China, melhorando as relações com os Estados Unidos e fortalecendo a influência brasileira na reestruturação das instituições multilaterais. O Brasil é uma economia de mercado, apesar da participação estatal significativa nas políticas industriais continuar sendo uma característica do modelo econômico brasileiro. A propriedade e operação do governo brasileiro em grandes empreendimentos, seu papel como fonte primária de capital e financiamento de moeda local de longo-prazo, sua intervenção em decisões das companhias e seus altos níveis de gastos sociais são todos aspectos da agenda de desenvolvimento brasileira. Por exemplo, o governo Dilma encorajou as maiores empresas privadas brasileiras, conhecidas como as campeãs nacionais, a reinvestirem

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