BRASIL. Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP. Maio de Parceiro estratégico:

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1 BRASIL Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Maio de 2014 Parceiro estratégico:

2 Índice 1.1. Caracterização da comunidade Principais objetivos e aspirações do MERCOSUL Os Estados Membros do MERCOSUL Mecanismos de integração e prioridades de desenvolvimento do MERCOSUL O MERCOSUL enquanto comunidade económica Estrutura produtiva do MERCOSUL Brasil. A maior economia da América Latina Uruguai. Uma pequena economia dependente do comércio Paraguai. Uma economia agropecuária e florestal Venezuela. Forte potencial petrolífero Argentina. País rico em recursos naturais Trocas comerciais no MERCOSUL Complementaridade das economias Comércio intrarregional Brasil. O país com maior intensidade comercial na região Comércio extrarregional Principais parceiros comerciais do MERCOSUL Trocas comerciais entre a CPLP e o MERCOSUL Investimento Direto Estrangeiro no MERCOSUL Setores de oportunidade nos países do MERCOSUL, principais portos e aeroportos Principais produtos importados pelos países do MERCOSUL e oportunidades para as empresas Portuguesas Brasil A principal economia do MERCOSUL Macroeconomia PIB da economia brasileira Orçamento Geral do Estado Dívida Pública Estrutura produtiva Política económica Perspetivas futuras Prioridades estratégicas do Brasil Principais regiões e Estados do Brasil Principais regiões importadoras Principais produtos importados por Região do Brasil Região Sudeste os Estados mais importadores, os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro Lista do 10 municípios mais importadores do Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro (2013)

3 Estado de São Paulo Lista das 100 empresas do Estado de São Paulo mais importadoras Lista das 100 empresas do Estado de São Paulo mais importadoras a Portugal Estado do Rio de Janeiro Lista das 50 empresas do Estado do Rio de Janeiro mais importadoras Lista das 100 empresas do Estado de Rio de Janeiro mais importadoras a Portugal Infraestruturas e energia Fonte: Agência Nacional de Energia ElétricaGrandes projetos de investimento previstos em infraestruturas Abertura da economia e relações comerciais Principais setores de oportunidade Investimento Direto Estrangeiro no Brasil Financiamento à economia Principais bancos presentes Bancarização da população Taxa de juros de empréstimos Bolsa de valores Investir no Brasil Breve descrição do mercado de trabalho e do regime de Segurança Social População Ativa Desemprego Desigualdade Breve descrição do regime de Segurança Social Como investir no Brasil? Restrições ao Investimento Estrangeiro Formas de investimento Fases/Etapas a observar no Processo de estabelecimento no Brasil Outros aspetos relevantes Incentivos e benefícios ao investimento Incentivos estaduais Incentivos regionais Não obstante, elencam-se, a título exemplificativo, alguns regimes especiais: Zona Franca de Manaus (ZFM): Minas Gerais e Espírito Santo Pará MERCOSUL - A Tarifa Externa Comum TEC Principais mecanismos de financiamento Competitividade do Brasil Atratividade do Brasil no contexto regional

4 3.6. Principais constrangimentos ao IDE e Exportação Exportações/Importações Barreiras aduaneiras: tarifas, barreiras não tarifárias, outros impedimentos Entrada e saída de capitais Estabilidade legal e fiscal - Barreiras legais, fiscais e regulamentares Obtenção de vistos, disponibilidade de mão-de-obra Modelos de cobertura de riscos financeiros, operacionais, propriedade Sistema jurídico e judiciário Resolução extrajudicial de litígios Principais características dos Acordos do Brasil no domínio do comércio e investimento Protocolos existentes na MERCOSUL e posicionamento de Brasil face aos mesmos Acordos essenciais do Brasil na área do comércio (ACI, APPRI, ADT) Acordos entre Estados Unidos e o Brasil Acordos entre a União Europeia e o Brasil Atratividade do Brasil no contexto da CPLP

5 Acrónimos ADT Acordo para evitar a Dupla Tributação ASEAN Association of Southeast Asian Nations BM Banco Mundial BNA Banco Nacional Angolano BNT Barreiras Não Tarifárias BTA Bilateral Trade Agreements BT Barreiras Tarifárias BWA Botsuana CAF República Centro-Africana CAGR - Compound Annual Growth Rate - Taxa de crescimento anual composta CCI Câmara de Comércio Internacional CEDEAO Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental CEEAC Comunidade Económica dos Estados de África Central CMR Camarões COD República Democrática do Congo COG Congo CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CPLP Comunidade dos Países de Língua Portuguesa DB Ranking Doing Business EM Estados Membros EUA Estados Unidos da América FMI Fundo Monetário Internacional GAB Gabão GATT General Agreement on Tariffs and Trade GNL Gás Natural Liquefeito GNQ Guiné Equatorial IDE Investimento Direto Estrangeiro II Imposto de importação IPI Imposto sobre produtos industrializados IRPJ - Imposto de Renda Pessoa Jurídica IOF - Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros IDH Índice de Desenvolvimento Humano INE Instituto Nacional de Estatística 5

6 IPA Investment Promotion Agency LSO Lesoto LUPP Luanda Urban Poverty Programme MDG Madagáscar MERCOSUL Mercado Comum do Sul MMTZ Maláui-Moçambique-Tanzânia-Zâmbia MOZ Moçambique MUS Maurícias MWI Maláui NAM Namíbia OEM Original Equipment Manufacturer OMC Organização Mundial do Comércio OPEC Organização dos Países Exportadores de Petróleo PE Projetos Estruturantes PIB Produto Interno Bruto PIS/COFINS Programas de Integração Social/ Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social PPPs Parcerias Público-Privadas PTAs Preferential Trade Arrangements SACU Southern African Customs Union SADC Southern African Development Countries SIDS Small Islands Developing States STP São Tomé e Príncipe SWZ Suazilândia SYC Seicheles TBI Tratado Bilateral de Investimento TCD Chade TIC Tecnologias de Informação e Comunicação TZA Tanzânia UE União Europeia UNCTAD United Nations Conference for Trade and Development USAID United States Agency for International Development WTTC World Travel & Tourism Council ZAF África do Sul ZCL Zona de Comércio Livre ZMB Zâmbia ZWE Zimbabué 6

7 Nota prévia 7

8 Nota prévia O presente documento constitui resultado de um trabalho de pesquisa e análise que decorreu entre 1 de julho e 31 de Dezembro de 2013, ao abrigo de contrato celebrado entre a AIP Associação Industrial Portuguesa ( AIP ) e a PricewaterhouseCoopers&Associados Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda. ( PwC ). Os elementos estatísticos, dados e informação constantes do presente documento e que serviram de base à análise e conclusões obtidas, têm por base informação pública disponível, como referenciado ao longo do documento, as quais foram alvo de apreciação quanto à sua materialidade e aplicabilidade à análise, tendo presente critérios de razoabilidade e aderência às realidades locais e regionais, e que sejam do nosso conhecimento. Foram integrados alguns dados e elementos adicionais que foram publicados após a fase de pesquisa e análise dada a sua relevância para o estudo. Esta comunicação é de natureza geral e meramente informativa, não se destinando a qualquer entidade ou situação particular, e não substitui aconselhamento profissional adequado ao caso concreto. As conclusões obtidas e os cálculos efetuados estão dependentes da qualidade da informação obtida em todos os aspetos materialmente relevantes, sendo que a informação recolhida foi considerada como adequada, não tendo sido realizada qualquer forma de auditoria ou certificação, para além do referido, que não as de consistência com fontes concorrentes ou complementares, salvo indicação expressa em contrário. Os valores e as conclusões apresentados só terão sustentabilidade caso se verifiquem os pressupostos considerados, não podendo este estudo ser entendido como uma garantia ou confirmação de que esses pressupostos se verificarão. Desta forma, as nossas conclusões devem ser analisadas em função das limitações referidas. A PwC e a AIP, não se responsabilizarão por qualquer dano ou prejuízo emergente de decisão tomada com base na informação aqui descrita. Em nenhuma circunstância, assumiremos qualquer responsabilidade relativamente a terceiros que tenham acesso ao presente documento. Projeto Co-Financiado: 8

9 Sumário Executivo 9

10 Sumário Executivo A redefinição das centralidades de dinamismo económico, a par da relativa contração das economias desenvolvidas, confere uma nova relevância às economias emergentes. Entre estas, os países da CPLP e a Região Administrativa Especial de Macau (RAE Macau) assumem um papel relevantíssimo, não só pelo seu potencial intrínseco, mas também por se encontrarem inseridas em comunidades económicas regionais em crescente integração económica. Constituem, assim, um incontornável desafio e uma oportunidade única para os empresários nacionais. Com efeito, os países da CPLP e a RAE de Macau encontram-se integrados em sete espaços regionais económicos distribuídos por quatro continentes. Estima-se que o espaço lusófono tenha cerca de 258 milhões de habitantes e as regiões económicas que integram cerca de 1.8 mil milhões de habitantes. Os estados membros da CPLP e a RAE de Macau apresentam, no seu conjunto, potencialidades e características próprias que podem permitir aumentar as exportações das empresas portuguesas, potenciar novas parcerias para a sua internacionalização e atrair investimento direto estrangeiro. CPLP Características População CPLP 2012, % da população mundial 3,68% % Comércio CPLP (% Quota Mundial) CPLP - Total do comércio mundial % - Valor 3,9% - US$ 706 mil milhões PIB 2012, % do PIB mundial 3,67% Exportações totais CPLP 2,1% - US$ 379 mil milhões Água disponível na CPLP 2012, % mundo 13,53% Importações totais CPLP 1,8% - US$ 327 mil milhões Terra arável disponível na CPLP, % mundo Fonte: Banco Mundial, FAO e UNCTADstat 5,86% Acresce que muito embora os países da CPLP apresentem uma dinâmica de crescimento relevante, quando comparados com o resto do mundo, verificamos a existência de um gap. Ora, este gap deverá poder ser minimizado ou revertido, através do incremento da cooperação e da integração da CPLP, assente na proximidade cultural e na complementaridade de competências. 10

11 Taxa de crescimento estimada 5% 4.37% 4.46% 4.51% 4.49% 4.04% 4% 3.31% 3.24% 3.40% 3.38% 3.54% 3% 2.35% 2.60% 2% CPLP Mundo Fonte: FMI e análise PwC que primeiro acedam ao mercado. O reforço da integração no espaço comum lusófono e o estabelecimento de players regionais e de redes de empresas oriundas desse espaço facilitarão o acesso a novos consumidores, com preferências tendencialmente convergentes, e a mercados com elevadíssimo potencial de desenvolvimento e forte necessidade de investimento. Por outro lado, o desenvolvimento será exponenciado com o desenvolvimento dos grandes projetos de infraestruturas regionais, aumentando ainda o grau de integração de cada uma das comunidades económicas regionais. Adicionalmente, grandes áreas dessas regiões não apresentam, ainda, um nível de concorrência particularmente elevado, podendo conferir uma vantagem relevante (first mover) aos investidores As comunidades económicas regionais a que pertencem os demais países da CPLP e a RAE de Macau, são constituídas por 53 países, aos quais acrescem ainda os EM da União Europeia e do Espaço Económico Europeu. Apesar de Timor-Leste ainda só ser membro observador da ASEAN já apresentou o pedido formal de adesão à ASEAN. Comunidades económicas regionais* SADC Estados Membros: Angola, Botsuana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagáscar, Maláui, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Seicheles, África do Sul, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué. MERCOSUL Estados Membros: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela. CEEAC Estados Membros: Angola, Burundi, Camarões, República Centro - Africana, Chade, Congo, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial, Gabão e São Tomé e Príncipe. ASEAN Estados Membros: Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Brunei Darussalam, Vietname, Laos, Myanmar e Camboja. Membros observadores: Papua Nova Guiné e Timor-Leste. CEDEAO Estados Membros: Benim, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo. *RP China e RAE Macau * A RAE Macau apesar de não se encontrar numa comunidade económica regional foi analisada enquanto plataforma para a China e RAE Hong-Kong. 11

12 O presente guia procura, portanto, enfatizar como os países da CPLP e a RAE de Macau podem contribuir para as exportações portuguesas e o IDE nacional, enquanto plataformas de acesso àqueles mercados de integração regional. E, reciprocamente, enfatizar ainda como Portugal pode tornar-se uma plataforma de acesso do resto do mundo àqueles mercados e, simultaneamente, promover também as exportações e o IDE oriundos daquelas regiões, enquanto plataforma de acesso à União Europeia e ao Espaço Económico Europeu. Para o efeito procurou-se caracterizar, nas suas múltiplas dimensões, os mercados das comunidades económicas regionais, o país com maior representatividade económica na região e o país da CPLP. Foram analisados um conjunto muito alargado de variáveis económicas e oportunidades nestes mercados que resultam no presente guia de investimento não só para os mercados alvo, neste caso o Brasil, como também para as respetivas comunidades económicas regionais, neste caso o MERCOSUL. Conhecer a estratégia regional comum e o nível de integração dos países permitirá antecipar as tendências de desenvolvimento da economia, o comportamento dos mercados e a sua futura evolução que será sempre reforçada pelo processo de integração destas regiões e consequente convergência económica. Brasil No presente estudo procurou-se analisar a atratividade do Brasil, considerando a sua integração no MERCOSUL, na perspetiva dos países da CPLP. Assim como antecipar as tendências económicas resultantes do potencial aumento das relações económicas entre os países desta comunidade económica regional. A possibilidade da CPLP explorar as potencialidades do MERCOSUL deverá assentar no Brasil, maior economia da América do Sul e que apresenta características comuns aos demais países da CPLP, partilha de uma base legal comum, possui significativos laços culturais e uma estratégia de internacionalização da economia e de atração de IDE que poderá beneficiar com a ligação aos países lusófonos. O Brasil apresenta significativas disparidades regionais, em parte reflexo da dimensão do território brasileiro. As regiões mais ricas são o sudeste e o sul do país, respondendo por mais de 54% e 21% do PIB do país, respetivamente, e podendo ser caracterizadas por economias industrializadas e modernas. São ainda as regiões sudeste e sul que têm a maior percentagem (cerca de 56% do total) da população do país. Por outro lado, o nordeste responde por cerca de 28% da população e apenas 11% do PIB. Note-se que, como forma de diminuir as divergências geográficas, o Brasil criou a zona de livre comércio em Manaus, Zona Franca de Manaus, no Estado do Amazonas na Região Norte do País. Após taxas de crescimento muito promissoras durante a primeira década do século (registou taxas de crescimento de 7,5% em 2010), no período entre 2010 e 2013, verificou-se uma contração no crescimento da economia brasileira com as taxas a retrocederem para valores inferiores a 2%. É esperado que o Brasil mantenha um razoável ritmo de crescimento no futuro, no entanto, abaixo do nível dos demais países que compõe os BRIC (a Rússia, a Índia e a China). De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), as previsões do crescimento do PIB do Brasil têm vindo a diminuir prevendo-se que só no final de 2014 possa recuperar para voltar a atingir uma taxa de 4% ao ano até Um dos maiores desafios que se coloca ao Brasil é a execução de uma reforma do Estado e do seu sistema fiscal. Na totalidade, os impostos representam mais de 35% do PIB do país, o que impõe elevados custos às empresas Acresce que o sistema tributário do país é um dos mais complexos do mundo e os impostos sobre os salários podem ascender a 58% do salário nominal. Os setores mais relevantes no país são a agricultura e a agroindústria, a extração mineira, indústria e o setor dos serviços. Agricultura e recursos naturais A agricultura responde por pouco mais de 5% do PIB, a indústria por cerca de 26% e os serviços por perto de 69%. Os principais produtos agrícolas do país são: café, soja, trigo, arroz, milho, açúcar, cacau, citrinos e carne de vaca. A nível industrial o país produz: roupa, sapatos, químicos, cimento, madeira, ferro, estanho, aço, aviões, veículos a motor, entre outras máquinas e equipamentos. 12

13 O Brasil é rico em recursos naturais e tem alguns dos maiores depósitos minerais do mundo, sendo o maior produtor de estanho, quartzo (vidro) e um dos maiores produtos de ferro, magnésio e tântalo. A indústria metalúrgica brasileira é uma das 9 maiores do mundo e muitos outros metais, minerais e pedras preciosas são extraídos em larga escala do solo brasileiro. Adicionalmente, os recursos minerais do país incluem petróleo e energia hidroelétrica (principal fonte de energia do país). As recentes descobertas de petróleo no pré-sal brasileiro poderão fazer do Brasil um dos maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo (segundo um estudo da universidade de Harvard, o Brasil terá a 6ª maior capacidade de produção de petróleo do mundo). Nota-se que apesar de já ser altamente explorada, os maiores potenciais para produção de energia hidroelétrica estão na bacia do rio Amazonas, ainda por explorar. O Brasil tem vindo a desenvolver iniciativas de sucesso no ramo das energias renováveis, nomeadamente, na agroenergia. Consequentemente, o setor do etanol expandiu-se e focou-se na eficiência e produtividade, sendo que o país é hoje líder mundial na produção de biocombustíveis. As vastas áreas de terra arável e o clima perfeito para a agricultura desenvolveram muito o setor agropecuário no Brasil, bem como toda a indústria relacionada. Acredita-se que o Brasil irá ser o maior exportador de aves do mundo e um dos principais em termos de carne em geral, nomeadamente quando se verifica uma expansão da procura mundial destes bens. Acresce que o potencial piscatório brasileiro é gigantesco, com cerca de km de costa, no entanto, este potencial não está ainda a ser explorado em larga escala. Indústria As principais indústrias do país incluem a indústria petroquímica, metalúrgica, automóvel, mineradora, cimento, papel e produtos relacionados, a agroindústria, incluindo a transformação de alimentos. É de referir a existência de restrições ao investimento externo, em alguns destes setores. A base industrial do país é muito diversificada, em parte resultante do nível de protecionismo da economia, pelo que as oportunidades para os agentes económicos são variadas por setor e localização. Serviços Os serviços compõem a maior parte da economia brasileira e estão em franco crescimento. As áreas de maior potencial estão ligadas ao turismo e serviços de informação. Os serviços comerciais são relativamente sofisticados e o país conta com uma forte presença de multinacionais em áreas como o marketing, serviços informáticos e Do total dos produtos importados pelo Brasil aos parceiros económicos, no total de US$ 223 mil milhões, identificamos de seguida, por ordem decrescente, os 25 principais produtos que representam 56% das importações, no total de cerca de US$ mil milhões, e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%; Óleos brutos de petróleo, óleos de xistos; Veículos automóveis para transporte de pessoas; Fertilizantes; Equipamento de telecomunicação; Peças e acessórios dos veículos; Válvulas e tubos catódicos; Gás natural; Compostos organo-inorgânicos; Produtos medicinais e farmacêuticos; Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários); Veículos a motor para transporte de mercadorias; Peças, acessórios para máquinas; Máquinas e aparelhos elétricos; Aparelhos de medição, análise e controle de aparelhos; Motores de pistão de combustão interna, peças; Carvão; Aparelho para circuitos elétricos, tabuleiro, painéis; Aeronaves e outros equipamentos; Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares; Cobre; Máquinas de processamento de dados; Inseticidas e produtos semelhantes, para venda a retalho; Máquinas para a construção civil; Motores e componentes; Bombas, compressores a gás e ventiladores. Fonte: UNCTADStat, dados de 2012 consultoria. Os grandes grupos industriais possuem, em regra, as suas próprias redes de distribuição e transporte (fruto da dimensão do país e das ineficientes infraestruturas). 13

14 Apesar de existirem algumas restrições protecionistas, os investidores estrangeiros estão autorizados a atuar nos serviços de telecomunicações, financeiros e na banca. Importações do Brasil e oportunidades para as empresas Portuguesas Do total dos produtos importados pelo Brasil aos seus parceiros comerciais destacam-se matérias-primas, no montante de US$ 40 mil milhões, os veículos automóveis, camiões, máquinas para a construção civil, aviões, no montante de US$ 18 mil milhões, peças e componentes para a indústria no montante de US$ 36.5 mil milhões, medicamentos, no montante de US$ 7.6 mil milhões e fertilizantes, no montante de US$ 10.8 mil milhões, computadores, no montante de US$ 2.2 mil milhões. Na União Europeia o principal parceiro económico do Brasil é a Alemanha que, além de maquinaria e equipamentos de transporte, fornece produtos químicos. Entre 2009 e 2012, as importações do Brasil a Portugal aumentaram cerca de 57%. As importações do Brasil a Portugal refletem a influência portuguesa na cultura e no consumo interno. Assim, os dois maiores produtos importados a Portugal são o Azeite, com cerca de US$ 193 milhões (na qual Portugal tem uma quota de mercado de cerca de 50%) e o Bacalhau com cerca de 50 milhões. Em termos de crescimento dos produtos exportados para o Brasil, de salientar o crescimento das exportações de frutos secos, que em 2009 eram de cerca US$ 22 milhões e em 2012 atingiram os US$ 47 milhões. Quanto à competitividade do setor agroindustrial português no Brasil é destacar, não só as exportações do azeite mas também da fruta, nomeadamente de pera. Além do setor agroindustrial, há uma procura crescente relacionada com a indústria farmacêutica e química e no turismo. Relembramos igualmente o elevado esforço do Estado em investimentos em infraestruturas, que constam do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2 e PAC 3), poderão trazer novas oportunidades para o setor dos serviços e para um aumento da procura de materiais relacionais com a construção civil e o imobiliário. Do total dos produtos importados pelo Brasil a Portugal, no total de US$ 998 milhões, identificamos de seguida, por ordem decrescente, os 25 principais produtos que representam 78% das importações, no total de cerca de US$ 783 milhões: Gorduras vegetais e óleos, óleo bruto, refinado, do fracionamento (azeite); Peixe seco, salgados ou em salmoura; peixe fumado (bacalhau); Frutas e frutos secos (nozes), frescas ou secas; Peixe fresco ou congelado; Barras de ferro e aço, barras, cantoneiras, perfis e seções; Gás natural; Bebidas alcoólicas; Equipamentos de aquecimento e refrigeração de equipamentos; Os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%; Partes não elétricas e acessórios para máquinas; Materiais para construção (cimento); Minérios e concentrados de cobre; Estruturas e peças de ferro, aço, alumínio; Válvulas e tubos catódicos; Equipamento de telecomunicação e peças; Geradores; Outras matérias plásticas em formas primárias; Produtos residuais de petróleo; Aparelho para circuitos elétricos, tabuleiro, painéis; Peças e acessórios dos veículos; Fios de ferro ou aço; Minerais; Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares; Fertilizantes; Aparelhos recetores de radiodifusão. Fonte: UNCTADStat, dados de 2012 O Brasil tem mantido a sua atratividade na captação de IDE bastante elevada e continuamente crescente. Apesar da sua incrível capacidade para atração de IDE, o Brasil não se posiciona ainda como um dos grandes investidores externos. Condicionado também pelos fracos desenvolvimentos da economia internacional, o país tem vindo a diminuir o seu investimento em outros países consecutivamente ao longo dos últimos anos. Desta forma, o saldo do IDE é bastante positivo para o país, não obstante a necessidade do Brasil passar a posicionar-se como um player internacional estar diretamente ligada com a sua capacidade de investimento em outros países. 14

15 Brasil e o MERCOSUL Os países-membros do MERCOSUL apresentam relevantes assimetrias estruturais e consequente disparidade na dimensão e dinâmica das economias. De acordo com dados do Banco Mundial, Paraguai e Uruguai, juntos, representavam em 2012 apenas de 3% da população e do Produto Interno Bruto (PIB) do Mercosul. No que se refere ao índice de liberdade económica, é de notar que a pontuação geral para a região MERCOSUL em 2013 foi de 57,7%, ligeiramente abaixo da média mundial nesse mesmo ano, de 59,6%. Economicamente, a região é dominada pelo Brasil que representa cerca de 71% do PIB da região, seguido da Argentina e da Venezuela, que representam cerca de 15% e 12%, respetivamente. O nível de complementaridade entre os EM do MERCOSUL é reduzido, a intensificação das trocas comerciais é um dos seus objetivos, pelo que se torna necessário o incremento da especialização em cada EM e consequentemente o desenvolvimento de cadeias de valor regionais. Atendendo que o Brasil já apresenta um nível industrialização e de especialização relevante, este país deverá assumir uma relevância crescente na comunidade económica regional. De facto apenas 15,0% das exportações dos países são intra-mercosul. O Brasil tem um peso substancial nas trocas intra- MERCOSUL (37,4%), exportando uma grande diversidade de produtos na região: maquinaria e equipamentos (43,9%), bens manufaturados (17,3%), químicos (13,0%) e alimentos e animais vivos (9,9%). No entanto dada a sua localização geográfica, e assumindo-se a diminuição dos custos de contexto e as suas próprias necessidades internas, poderá a médio prazo desempenhar um papel de porta de entrada para a região, por parte dos países da CPLP e não só. No entanto, este papel depende em muito da intensidade política do esforço de integração dos diferentes países do MERCOSUL. No comércio extrarregional, os principais mercados de exportações são países com elevada produção industrial, como os EUA, a China, Alemanha, Japão, França, Reino Unido e RAE de Hong Kong, com cerca de 42,6% do total das exportações. O mercado do MERCOSUL tem 280 milhões de consumidores, embora com características distintas, nomeadamente em termos de preferências de consumo. Os principais produtos que a região importa têm origem em países industrializados, sendo de destacar o peso relativo dos EUA, China, Alemanha e México. Do total dos produtos importados pela MERCOSUL no montante de US$ mil milhões identificamos de seguida, por ordem decrescente, os 50 principais produtos que representam 67% das importações, no montante de cerca US$ mil milhões, e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%; Veículos automóveis para transporte de pessoas; Óleos brutos de petróleo e óleos de xisto; Equipamento de telecomunicação; Peças e acessórios dos veículos; Fertilizantes; Gás natural; Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários); Produtos medicinais e farmacêuticos; Veículos a motor para transporte de mercadorias; Compostos organo-inorgânicos, nucl. Ácidos; Válvulas e tubos catódicos; Máquinas e aparelhos elétricos; Motores de pistão de combustão interna; Aparelhos de medição, análise e controle de aparelhos; Máquinas de processamento de dados; Aparelho para circuitos elétricos; tabuleiro, painéis; Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares; Peças, acessórios para máquinas; Aeronaves e outros equipamentos; Equipamentos de aquecimento e refrigeração; Máquinas para a construção civil; Bombas, compressores a gás e ventiladores; Geradores; Inseticidas e produtos semelhantes, para venda a retalho; Motores e motores, não elétricos; partes; Carvão, mesmo em pó; Ferramentas mecânicas, outras; Cobre; Papel e cartão; Outras matérias plásticas em formas primárias; Pneus de borracha e câmaras-dear; Produtos diversos das indústrias químicas; Metais comuns; Tubos e perfis oco de ferro, aço; Ácidos carboxílicos, anidridos, halogenetos; Artigos de plástico; Trigo e centeio em grão; Máquinas, Ferramentas e aparelhos; Instrumentos e dispositivos médicos; Transmissão, eixos; Máquinas agrícolas e peças; Compostos de função amina; Perfumaria e cosméticos; Fios têxteis; Chapas, filmes, papel alumínio e lâminas de plástico; Aparelhos para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas; Carrinhos de bebé, brinquedos, jogos e artigos de desporto; Elementos químicos inorgânicos, óxidos e sais de halogéneo; Polímeros de etileno, em formas primárias. Fonte: UNCTADStat, dados de

16 No Top dos produtos mais importados pelo MERCOSUL são de destacar a maquinaria e equipamentos de transporte e químicos e produtos relacionados, em termos de produtos correspondem a petróleo, veículos, peças para veículos, telemóveis e equipamentos de telecomunicação, fertilizantes e materiais de produtos farmacêuticos. Do total dos produtos importados pelo MERCOSUL a Portugal, no total de US$ milhões, identificamos de seguida, por ordem decrescente, os 25 principais produtos que representam 71% das importações, no total de cerca de US$ 971 milhões: Gorduras vegetais e óleo refinado; Peixe seco, salgados ou em salmoura, peixe fumado; Peixe fresco ou congelado; Barras de ferro e aço, cantoneiras, perfis e seções; Equipamentos de aquecimento e refrigeração; Frutas e frutos secos (nozes), frescas ou secas; Materiais de construção (cimento);máquinas de processamento de dados; Gás natural; Bebidas alcoólicas; Partes não elétricas e acessórios de máquinas; Máquinas de energia elétrica; Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%; Estruturas e peças de ferro, aço, alumínio; Cortiça; Minérios e concentrados de cobre; Hidrocarbonetos e halogenados; Equipamento de telecomunicação; Válvulas e tubos catódicos; Veículos automóveis para transporte de pessoas; Geradores; Peças e acessórios dos veículos; Aparelho para circuitos elétricos, tabuleiro, painéis; Outras matérias plásticas em formas primárias; Produtos residuais de petróleo. As importações do MERCOSUL a Portugal representam cerca de US$ 1.3 mil milhões, encontrando-se concentradas no Brasil (cerca de US$ 1 mil milhões). Dos produtos importados pelo MERCOSUL a Portugal destacam-se o azeite, com cerca de US$ 200 milhões, e o bacalhau, no montante de US$ 50 milhões. Nesta medida, dado o grau de comércio e de alguma dependência regional pelo Brasil dos demais países, enquanto motor económico da região, o Brasil poderá ser utilizado como plataforma de entrada para estes países. A título exemplificativo, apesar da reduzida exportação de óleos vegetais de Portugal para a Venezuela este país tem um elevado volume de importações deste produto que poderá constituir uma oportunidade para as empresas portuguesas. A Espanha, a Itália e a Noruega, surgem Fonte: UNCTADStat, dados 2012 como concorrentes de muitos produtos que formam a base das exportações portuguesas. Com economias desenvolvidas como concorrentes a manutenção e aumento das quotas de exportações serão suportadas pela capacidade de diferenciação dos produtos em termos de qualidade e pelo apoio que possam obter para a sua divulgação. Desde 2009 o MERCOSUL tem vindo a registar uma tendência de crescimento na captação de IDE. Os fluxos de IDE têm-se apresentado heterogéneos entre os países da comunidade. O Brasil é o país mais atrativo ao investidor estrangeiro, responsável por 76,7% do total do investimento captado na região, seguindo-se a Argentina, representando 14,7%, em O MERCOSUL encontra-se num estado ainda preliminar de integração, verificando-se divergências políticas que necessitam de ser solucionadas. As oportunidades geradas pelo desenvolvimento do MERCOSUL deverão ser exploradas pela CPLP. Nas trocas comerciais entre o MERCOSUL e a CPLP, apenas Portugal e o Brasil apresentam montantes exportados relevantes. Conclusão O Brasil apresenta um conjunto alargado de fatores para poder ser uma porta de entrada para a comunidade económica regional (que tem vindo a procurar facilitar as trocas comerciais entre os países e aspira a uma maior integração embora com divergências políticas). Dada a dimensão do Brasil é necessário identificar as oportunidades por regiões e depois por estados (atendendo à sua dinâmica, nível de infraestruturas, estrutura das indústrias, aspetos legais e fiscais, preferência dos consumidores e localização face a outras economias). A concentração do PIB e do consumo interno na região do Sudeste é reveladora da importância dos seus setores como o do petróleo, indústria e turismo. 16

17 A confirmação de reservas de petróleo significativas e a sua efetiva extração gerará um acréscimo de rendimento na economia e consequentemente da procura. Simultaneamente, com o fim do PAC 2 e anúncio do PAC 3, é expectável um reforço na construção de infraestruturas que facilitarão o comércio no Brasil e na região. A abordagem a este mercado pode-se sintetizar no seguinte quadro: 17

18 Forças Fraquezas Forte em alguns setores económicos entre Portugal e o Brasil (cimento e telecomunicações) Forte ligação cultural O Brasil é o principal território de oportunidades de investimento na América Latina e de atração de IDE Abundantes matérias-primas e recursos naturais Forte setor petrolífero com reservas ainda por explorar e perspetivas de concessão de exploração de novos blocos Crescimento exponencial do setor agrícola e da agroindústria Grande mercado consumidor em potencial com uma classe média crescente e próspera Concentração das importações em duas regiões, Região do Sudeste e do Sul Investimento em empresas locais com base de exportação são geralmente favorecidas Os investidores estrangeiros são elegíveis para a maioria dos incentivos disponíveis Forte apoio ao investimento interno financiável através do BNDES Desempenho robusto de IPOs e os mercados de fusões e aquisições (M&A) nos últimos anos Oportunidades S W O T Desaceleração económica Política protecionista Elevados níveis de tributação fiscal Elevadas taxas aplicáveis à importação de produtos Complexidade administrativa no investimento Infraestruturas rodoviárias e ferroviárias do país Elevados custos de contexto e investimento nos centros urbanos mais relevantes. São Paulo é considerada uma das cidades mais caras do mundo. A integração regional dos países do MERCOSUL ainda se encontra numa fase preliminar O Acordo de Promoção e Proteção Reciproca de Investimentos entre Portugal e o Brasil ainda não se encontrar em vigor Ameaças Considerável mão-de-obra e crescente capacidade técnica mas ainda abaixo das necessidades do país em setores relacionados com a construção civil As exportações portuguesas estão concentradas em alguns produtos específicos associados a fatores culturais com forte potencial de crescimento As exportações de Portugal para o MERCOSUL, excluindo o Brasil, são residuais e apresentam capacidade de crescimento O Governo aposta em setores estratégicos (turismo, setor hidroelétrico) para potenciar transformações socioeconómicas relevantes Desenvolvimento de infraestruturas (habitação, educação, saúde, saneamento, transportes - porto e aeroporto) em que as empresas portuguesas têm know how e experiência Necessidade das empresas brasileiras de ganharem dimensão internacional podendo Portugal servir de hub para a Europa Aposta do Governo na substituição dos produtos importados por produção interna Utilização do Brasil como base de produção para as exportações, na região beneficiando dos acordos do Mercosul e oportunidades associadas Crescimento económico lento, abaixo da média mundial, e contração do consumo interno Abrandamento do investimento nos BRICs Retorno financeiro nos investimentos realizados nas infraestruturas Risco cambial Necessidade de obtenção de receita do Estado por via dos impostos Reconhecimento das habilitações Política de vistos e de residência Forte concorrência local e internacional 18

19 1. MERCOSUL Enquadramento regional, político e económico 19

20 1.MERCOSUL. Enquadramento regional, político e económico 1.1. Caracterização da comunidade Principais objetivos e aspirações do MERCOSUL A 26 de março de 1991 foi assinado o Tratado de Assunção, com o objetivo de criar o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL). O objetivo primordial deste tratado é a integração dos EM por meio da livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos, do estabelecimento de uma Tarifa Externa Comum (TEC), da adoção de uma política comercial comum, da coordenação de políticas macroeconómicas e setoriais, e da harmonização de legislações nas áreas pertinentes. O bloco caracteriza-se pelo regionalismo aberto, ou seja, tem por objetivo não só o aumento do comércio interregional, mas também o estímulo às trocas com países terceiros. Em 2000, as partes encetaram negociações com vista a concluírem um Acordo de Associação assente em três pilares: diálogo político, cooperação e comércio. As negociações foram suspensas em 2004 devido a divergências fundamentais relativas ao comércio. No entanto, as relações políticas progrediram, nomeadamente com a assinatura em 2008, durante a Cimeira UE-MERCOSUL de Lima, de um acordo para alargar as relações a três novas áreas: ciência e tecnologia, infraestruturas e energias renováveis. Figura 1 - Principais etapas históricas na criação do MERCOSUL 20

21 O aperfeiçoamento da união aduaneira é um dos objetivos basilares do MERCOSUL. Depois de terem estado suspensas durante seis anos, as negociações para a conformação do Código Aduaneiro do MERCOSUL e o Programa de Consolidação da União Aduaneira foram relançadas em maio de 2010, por ocasião da Cimeira UE-ALC de Madrid Os Estados Membros do MERCOSUL Figura 2 - Países que integram o MERCOSUL O MERCOSUL é constituído pela República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai, a República Oriental do Uruguai e a República Bolivariana da Venezuela. O Estado Plurinacional da Bolívia encontra-se em processo de adesão. A região tem como Estados Associados o Chile, a Colômbia, o Perú, o Equador, a Guiana e o Suriname (em processo de ratificação). O MERCOSUL é o quarto maior agrupamento económico do mundo, com um PIB de aproximadamente milhares de dólares e uma população de aproximadamente 280 milhões de habitantes em Mecanismos de integração e prioridades de desenvolvimento do MERCOSUL No final de 2004, os países-membros do bloco decidiram criar o Fundo para a Convergência Estrutural do MERCOSUL (FOCEM), destinado a financiar programas que pudessem contribuir para a redução das assimetrias, o fortalecimento do processo de integração, o desenvolvimento da competitividade e a promoção da coesão social, em benefício, principalmente, "das economias menores e das regiões menos desenvolvidas". De acordo com o Art.31º do Regulamento do FOCEM (Decisão CMC/DEC 24/05), o FOCEM desenvolverá os seguintes programas: - Programa I (Convergência Estrutural); - Programa II (Desenvolvimento da Competitividade); - Programa III (Coesão Social); - Programa IV (Fortalecimento da Estrutura Institucional e do Processo de Integração). O primeiro regulamento do FOCEM foi aprovado em 2005, mas em 2010 foi aprovado um novo regulamento que incorporou modificações em função da experiência adquirida no período anterior, assim como outras disposições destinadas a reformular a sua estrutura organizacional. Assim, por exemplo, explicitou-se a possibilidade do Fundo receber contribuições voluntárias dos Estados Partes, criou-se um Conselho de 21

22 Administração - responsável pela avaliação do funcionamento e orientação de suas prioridades - e foi criada ainda a figura do Coordenador Executivo do FOCEM, responsável pela administração dos recursos. Desde a sua entrada em funcionamento, em 2007, o FOCEM aprovou um total de 40 projetos em áreas tão diversas como habitação, transportes, energia, incentivos à microempresa, integração produtiva, biossegurança, capacitação tecnológica, saneamento, educação e fortalecimento institucional do MERCOSUL. Este Fundo tem a tarefa de corrigir assimetrias económicas regionais e apresenta características distintas uma vez que: i) o seu financiamento é obtido através dos Estados Parte que contribuem de forma proporcional ao PIB de cada país, ii) os investimentos são realizados nos Estados Parte em preferência inversamente proporcional ao PIB de cada país, beneficiando os países menos desenvolvidos. Os investimentos têm em consideração a necessidade da integração das economias da região explorando a sua complementaridade através de programas como, o programa de convergência estrutural, mas, mais do que isso, aparece pela primeira vez na formulação de políticas para o bloco a preocupação de se financiar projetos de coesão social, principalmente nas populações em regiões fronteiriças. Esta preocupação em financiar projetos relacionados com a coesão social estimula a confiança das populações nas suas instituições políticas nacionais e o seu reconhecimento qualitativo das vantagens desta associação. 1 Programa de Convergência Estrutural Os projetos apresentados no âmbito desse programa deverão contribuir para o desenvolvimento e ajuste estrutural das economias menores e regiões menos desenvolvidas, incluindo a melhoria dos sistemas de integração fronteiriça e dos sistemas de comunicação em geral. Componentes do programa: 1. Construção, adequação, modernização e recuperação de vias de transporte; de sistemas logísticos e de controlo fronteiriço que otimizem o escoamento da produção e promovam a integração física entre os Estados Parte e entre as suas sub-regiões; 2. Exploração, transporte e distribuição de combustíveis fósseis e biocombustíveis; 3. Geração, transmissão e distribuição de energia elétrica; 4. Implantação de obras de infraestrutura hídrica para contenção e adução de água bruta, de saneamento ambiental e de macrodrenagem. Programa de Desenvolvimento da Competitividade Os projetos apresentados no âmbito deste programa deverão contribuir para a competitividade das atividades produtivas do MERCOSUL, incluindo: a) Processos de reorganização produtiva e trabalhista que facilitem a criação de comércio intra- MERCOSUL; b) Projetos de integração de cadeias produtivas e de fortalecimento institucional público e privado nos aspetos vinculados à qualidade da produção (padrões técnicos, certificação, avaliação da conformidade, sanidade animal e vegetal, etc.); c) Pesquisa científica e tecnológica e desenvolvimento de novos produtos e processos produtivos. Componentes do programa: 1. Geração e difusão de conhecimentos tecnológicos voltados para setores produtivos dinâmicos; 2. Metrologia e certificação da qualidade de produtos e processos; 3. Rastreamento e controle de sanidade de animais e vegetais. Garantia da segurança e da qualidade dos seus produtos e subprodutos de valor económico; 4. Desenvolvimento de cadeias produtivas em setores económicos dinâmicos e diferenciados; 1 22

23 5. Promoção de dinamismo em setores empresariais, formação de consórcios e grupos produtores e exportadores; 6. Desenvolvimento de competências associadas à execução, à gestão e à melhoria de processos de manufatura, de serviços e de negócios; 7. Reconversão, crescimento e associatividade das pequenas e médias empresas, dos seus vínculos com os mercados regionais e promoção da criação e do desenvolvimento de novos empreendimentos; 8. Capacitação profissional e em autogestão, organização produtiva para o cooperativismo e o associativismo e incubação de empresas; 9. Promoção e diversificação dos sistemas nacionais de inovação científica e tecnológica. Programa de Coesão Social Os projetos apresentados no âmbito desse programa deverão contribuir para o desenvolvimento social, em particular nas zonas de fronteira, e poderão incluir projetos de interesse comunitário em áreas de saúde humana, educação, redução da pobreza e do desemprego. Componentes do programa: 1. Implantação de unidades de serviço e atendimento básico em saúde, com vistas a aumentar a expectativa de vida e, em particular, diminuir as taxas de mortalidade infantil; melhorar a capacidade hospitalar em zonas isoladas e erradicar enfermidades epidemiológicas e endémicas provocadas pela precariedade das condições de vida; 2. Ensino fundamental, educação de jovens e adultos e ensino profissionalizante, com vista a diminuir as taxas de analfabetismo e de evasão escolar, aumentar a cobertura do sistema educativo formal na população, promover a educação destinada a proteger as necessidades específicas de especialização e diminuir as disparidades no acesso à educação; 3. Capacitação e certificação profissional de trabalhadores, concessão de microcrédito, fomento do primeiro emprego e de rendimento em atividades de economia solidária, orientação profissional e intermediação de mão-de-obra, com vista à diminuição das taxas de desemprego e subemprego; diminuição da disparidade regional incentivando a criação de emprego nas regiões de menor desenvolvimento relativo e melhoria da situação dos jovens no mercado de trabalho; 4. Combate à pobreza: identificação e localização das zonas mais afetadas pela pobreza e pela exclusão social; ajuda comunitária; promoção do acesso a moradia, saúde, alimentação e educação de setores vulneráveis das regiões mais pobres e das regiões fronteiriças. Programa de Fortalecimento de Estrutura Institucional e do Processo de Integração Os projetos apresentados no âmbito deste programa deverão atender ao aprimoramento da estrutura institucional do MERCOSUL e ao seu eventual desenvolvimento, bem como ao aprofundamento do processo de integração. Uma vez cumpridos os objetivos dos projetos, as estruturas e atividades que possam resultar serão financiadas em partes iguais pelos Estados Parte. 23

24 ENAEX Uma Logística Integrada e Competitiva O 32º Encontro Nacional dos Exportadores (ENAEX), realizado no Rio de Janeiro, centrou-se nas questões estruturais dos elevados custos do Brasil. Rubens Barbosa, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESP, procurou mostrar neste encontro os desafios de ordem interna e externa que o comércio exterior brasileiro tem de enfrentar. Propõe que: - Seja definida uma nova estratégia de negociação comercial externa que inclua o aprofundamento dos acordos regionais no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) e acordos com os países desenvolvidos, que possam trazer inovações tecnológicas e integrar as empresas brasileiras nas cadeias produtivas, como o acordo com a UE (se necessário, desvinculado dos parceiros do MERCOSUL); - Haja uma modificação na estrutura decisória do comércio exterior para elevar o nível burocrático do seu tratamento com a criação da função de presidente da Camara de Comércio Exterior (CAMEX), subordinado diretamente ao presidente da República. 13 setembro de 2013, Estado de São Paulo 1.2. O MERCOSUL enquanto comunidade económica Tabela 1 - Caracterização dos países membros do MERCOSUL País Extensão Territorial (milhares de km 2 ) População 3 População (% s/ total região) PIB 2 (milhões de USD) PIB per capita 3 Argentina % Nível de IDH 3 Muito Elevado Índice de Liberdade Económica 4 (ranking 2013) Brasil % Elevado 100 Paraguai % Médio 80 Uruguai % Elevado 36 Venezuela % Elevado 174 Região % Os países-membros do MERCOSUL apresentam profundas e crescentes assimetrias estruturais, que apontam para uma disparidade entre tamanho e riqueza. De acordo com dados do Banco Mundial, Paraguai e Uruguai, juntos, representavam em 2012 apenas de 3% da população e do Produto Interno Bruto (PIB) do bloco. No que se refere ao índice de liberdade económica, é de notar que a pontuação geral para a região MERCOSUL em 2013 foi de 57,7%, ligeiramente abaixo da média mundial nesse mesmo ano, de 59,6%. No entanto, verificam-se evidentes diferenças entre os 5 países da comunidade. Uruguai, país com maior pontuação neste índice (69,7%) é, coincidentemente, também o país da região com maior PIB per capita (USD ). Por outro lado, Argentina e Venezuela encontram-se no fim da tabela situando-se em 160º e 174º lugar do ranking, respetivamente, mais de 100 posições abaixo do Uruguai. 2 World Bank PNUD

25 PIB (milhões USD) Crescimento do PIB (%) Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 1 PIB por setor - MERCOSUL 100.0% 90.0% Em 2012, o PIB da região ascendia no seu conjunto a USD milhões, com uma contribuição de mais de 65% dada pelo setor dos serviços. 80.0% 70.0% % 50.0% 40.0% 30.0% 20.0% % % Fonte: UNCSTAD Serviços Indústria Agricultura Uruguai e Paraguai são economias fortemente dependentes do comércio externo, com os produtos agrícolas a dominar as suas exportações. Já a Venezuela e a Argentina são ambos países ricos em recursos naturais, tendo o primeiro uma das maiores reservas de petróleo da América Latina e do Caribe. O Brasil tem uma economia livre e exportadora, onde se destaca a agroindústria (toda a relação comercial e industrial que envolve a cadeia produtiva agrícola ou pecuária), considerada a principal fonte de recursos para o desenvolvimento da economia brasileira. É um país com extensas reservas de recursos naturais, com destaque para o ferro e o manganês. Nos últimos 5 anos ( ) as economias do MERCOSUL cresceram, em média, 4%, tendo superado as previsões mais otimistas. O país que mais cresceu foi o Uruguai, com uma taxa de crescimento média próxima dos 6%. No entanto, é um país economicamente pobre e que muito pouco contribuiu para o crescimento da região. Gráfico 2 Crescimento médio anual dos países do MERCOSUL ,500, % 2,000,000 1,500, % 5.74% 6.0% 5.0% 4.0% 1,000, % 3.55% 3.0% 500,000 Fonte: Banco Mundial % Argentina Brasil Paraguai Uruguai Venezuela PIB (2008) PIB (2012) Crescimento médio do PIB (08-12) 2.0% 1.0% 0.0% Economicamente, a região é dominada pelo Brasil que representa cerca de 71% do PIB da região, seguido da Argentina e da Venezuela, que representam cerca de 15% e 12%, respetivamente. O Uruguai e o Paraguai, juntos, representam pouco mais de 2% do PIB do MERCOSUL. 25

26 Crescimento do PIB em 2012 Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 3 Contribuição de cada EM para o PIB do MERCOSUL % % 0.8% 12.0% % 0.8% 14.0% Brasil Argentina Venezuela Uruguai Paraguai 14.8% 70.7% 70.9% Nos últimos 5 anos, podemos verificar que a contribuição de cada país para o PIB da região se tem mantido relativamente constante, tendo apenas a Venezuela vindo a perder peso na região (-1,5%), fundamentalmente para a Argentina e Brasil. No entanto, a Venezuela vem dando sinais de inversão desta tendência. Em 2012, foi o único país da região em que se denotou um retomar do crescimento económico, crescendo acima da média que vinha apresentando nos últimos anos. O verdadeiro motor da região, o Brasil, viu o seu crescimento abrandar em 2012, face à média dos últimos 5 anos, mantendo-se entre os 3% e 4%. A Argentina e o Uruguai, apesar de terem abrandado o crescimento no ano de 2012, mantiveram taxas de crescimento elevadas, muito próximas dos 6%. Gráfico 4 - Evolução das economias da região % 6% Venezuela 381,286 5% 4% 3% 2% Brasil 2,252,664 Uruguai 49,060 Argentina 470,533 1% 0% (1%) Paraguai 25,502 (2%) (2%) (1%) 0% 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% Crescimento médio do PIB em Fonte: World Bank 26

27 Taxa de crescimento médio anual do PIB Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP No que respeita ao índice de competitividade, a região apresenta índices reduzidos, com perspetiva de crescimento. Figura 1 - Índice de competitividade global 2013 (Global Competitiveness Report 2013/2014) O país da região que mais evoluiu em termos de competitividade global foi a Venezuela, cujo ranking do Global Competitiveness Index do World Economic Forum aumentou em mais de 30 posições nos últimos 5 anos. No entanto, foi também o país da região que apresentou menor taxa de crescimento do PIB, o que poderá sugerir que, apesar das reformas, existe ainda alguma desconfiança na estabilidade política do país. O Uruguai e a Argentina também evoluíram significativamente neste ranking, aumentando cerca de 10 e 15 lugares, respetivamente. Esta evolução foi acompanhada por taxas de crescimento do PIB próximas dos 6%, em ambos os casos. Já o Brasil e o Paraguai viram as suas posições neste ranking cair entre 5 a 10 posições. Gráfico 5 - Relacionamento do crescimento do PIB e variação no ICG - Global Competitiveness Index % 6% 5% Uruguai 5.74% Argentina 5.45% 4% 3% 2% Brasil 3.16% Paraguai 3.55% Venezuela 2.01% 1% 0% (10) (5) Alteração ao ranking ICG 2008/

28 PIB em milhões US$ Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Para 2013, a grande maioria dos EM da região apresenta perspetivas de crescimento entre 2 a 4%, com exceção da Venezuela que deverá registar um abrandamento e um crescimento inferior a 1%, e o Paraguai, que deverá crescer mais de 6% em Figura 2 - Estimativas de crescimento do PIB em 2013 na América Latina Inform indis. Gráfico 6 - Estimativa de crescimento do PIB dos mercados económicos regionais ,500,000 3,000,000 2,500,000 2,000,000 2,833 2,057 2,903 2,165 2,990 2,285 3,084 2,407 3,184 2,536 Está previsto um aumento de USD 351 mil milhões no PIB anual do MERCOSUL entre 2013 e ,500,000 1,000, , ASEAN CEEAC CEDEAO Mercosul SADC Fonte: UNCTADSTAT; FMI Cálculos PwC 28

29 1.3. Estrutura produtiva do MERCOSUL Brasil 6. A maior economia da América Latina O Brasil é a maior economia da América Latina e a sétima maior economia do mundo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. A agroindústria 7 foi, em anos recentes, e deverá continuar a ser nos próximos, a principal fonte de recursos para o desenvolvimento da economia brasileira. Graças a investimentos tecnológicos que asseguraram o aumento da produtividade dos terrenos sem necessidade da sua expansão, o setor tornou-se extremamente competitivo em termos globais e o país assumiu importante posição no mercado agrícola mundial. A área ocupada pela agricultura representa apenas 8% do território. Mais de 1/3 dessas terras agrícolas é destinado à cultura de soja. Milho, cana e florestas plantadas são os três outros principais cultivos da agricultura brasileira. Gráfico 7 - PIB por setor - Brasil 100.0% 90.0% 80.0% 70.0% % 50.0% 40.0% 30.0% Serviços Indústria Agricultura 20.0% A construção é um dos setores que apresenta um 26.3 ritmo intenso de atividade na economia brasileira, 10.0% reflexo da adoção e ampliação de um conjunto de 5.2 medidas por parte do Governo, de um ambiente 0.0% favorável para a procura, bem como dos Fonte: Worldbank, 2013 investimentos necessários para a realização dos dois grandes eventos desportivos que o país acolhe em 2014 (Mundial de Futebol de 2014) e 2016 (Jogos Olímpicos de 2016). Nas últimas décadas, o Brasil expandiu e diversificou o seu setor industrial, com relevância para a indústria automóvel, a indústria aeronáutica e a indústria aeroespacial. O país é também considerado um dos maiores produtores e exportadores de minerais e possui enormes depósitos que incluem minério de ferro, bauxite, manganês, cobre, estanho e ouro, disfrutando também das maiores reservas mundiais de urânio e nióbio. Entre 2002 e 2011, a produção brasileira de petróleo cresceu 45%, tendo atingido em 2011 o valor mais elevado de sempre. O setor do turismo encontra-se em fase de grande desenvolvimento estrutural, com crescimento da hotelaria e melhoria das infraestruturas, serviços básicos e gestão ambiental, perspetivando-se elevado ritmo de crescimento. O Plano Nacional de Turismo, cujo principal objetivo é a inclusão social, pretende colocar o Brasil entre os primeiros vinte destinos turísticos mundiais até BES Research Também chamado agribusiness, é toda relação comercial e industrial que envolve a cadeia produtiva agrícola ou pecuária. 29

30 Uruguai. Uma pequena economia dependente do comércio O Uruguai tem uma economia fortemente dependente do comércio, com o setor dos serviços a representar mais de 2/3 do PIB do país. O setor agrícola, que em tempos representou uma grande importância na história do país, representava em ,2% do PIB, sendo o principal gerador de divisas estrangeiras. Os principais produtos agrícolas são a soja, arroz, trigo, peixe, madeira e celulose. No que respeita à exportação, destacam-se, em 2012, as carnes (18,1%), sementes e grãos (16,3%) e cereais (12,4%). No que respeita às importações, destacaram-se os combustíveis (16,5%), os automóveis (11,1%), as máquinas mecânicas (10,3%) e os plásticos (7,7%). Gráfico 8 PIB por setor Uruguai 100.0% 90.0% 80.0% 70.0% % Serviços 50.0% Indústria Agricultura 40.0% 30.0% 20.0% % 0.0% 8.2 Fonte: Worldbank, Paraguai 8. Uma economia agropecuária e florestal A economia paraguaia, pequena e aberta, é altamente dependente do comércio exterior, especialmente da exportação de soja e carne bovina, que representa cerca de 50% do total dos produtos exportados. Gráfico 9 - PIB por setor Paraguai 100.0% 90.0% Os setores agropecuário e florestal representam cerca de 75% das exportações, com destaque para produtos como a canade-açúcar, o algodão, a soja e o tabaco. A pecuária é também bastante desenvolvida, contando com a criação de bovinos, suínos e ovinos. 80.0% 70.0% 60.0% 66.8 Serviços Existem também indústrias de erva-mate, cerveja, alimentar, de tabaco, de rum e álcool e de preparação de carnes. Os seus complexos hidroelétricos fornecem um índice de cobertura energética de 175,2% bem acima do consumo interno. 50.0% 40.0% 30.0% 20.0% 17.3 Indústria Agricultura Os principais produtos exportados 9 pelo país no ano de 2012 foram combustíveis e óleos minerais (31,2%), sementes, grãos e frutos diversos (22,9%), cereais (14,3 %) e carnes (10,9%). No que respeita às importações, destacam-se também os combustíveis e óleos minerais (16,0%), as máquinas e aparelhos elétricos (15,2%) e mecânicos (12,9%) e os veículos automóveis e partes (9,3%). 10.0% % Fonte: Worldbank, World Bank, ITC - International Trade Centre 30

31 Venezuela. Forte potencial petrolífero. País rico em recursos naturais, com as maiores reservas de petróleo da América Latina e do Caribe, a Venezuela tem imenso potencial para um crescimento próspero. Em 2012, o petróleo representou 93,7% do total das exportações e 25% do PIB e, em 2013, foi o maior produtor de petróleo de entre os membros da OPEP. Com uma economia centrada na extração, produção e exportação de petróleo, a Venezuela é também rica em minerais como o ferro, o carvão, o ouro e os diamantes. Quanto aos principais produtos importados, destacam-se as máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (16,9%) e elétricos (9%), as pérolas, pedras, metais preciosos e bijuterias (8,7%), os combustíveis e óleos minerais (7,5%) e os veículos automóveis (7,3%). O turismo é um importante setor da economia do país, o qual possui diversas potencialidades na área turística (geografia bastante variada, com praias, planícies e montanhas), algumas com necessidades de investimentos em infraestruturas (como o turismo de negócios). Em 2012, o setor do turismo representou diretamente, 3.1% do PIB venezuelano, e indiretamente, 8.6% do PIB. Gráfico 10 - PIB por setor Venezuela 100.0% 90.0% 80.0% 70.0% % Serviços 50.0% Indústria Agricultura 40.0% 30.0% 20.0% % 0.0% 3.7 Fonte: Worldbank, Argentina 10. País rico em recursos naturais Gráfico 11 - PIB por setor Argentina 100.0% 90.0% 80.0% 70.0% % Serviços 50.0% Indústria Agricultura 40.0% 30.0% % 10.0% % Fonte: Worldbank, 2013 A economia da Argentina é a terceira maior da América Latina, com uma alta qualidade de vida e um PIB per capita elevado, além de ser considerada uma economia de rendimento médioalto. O país possui ricos recursos naturais, uma população altamente alfabetizada, um setor agrícola orientado para a exportação e uma base industrial diversificada. O setor do comércio e serviços é o maior da economia do país. Também a indústria representa uma percentagem significativa do PIB, de 30,5%, sendo metade das exportações industriais do país de natureza agrícola. Os principais setores em termos de valor de produção são: transformação de alimentos e bebidas, veículos e peças produtos de refinaria, biodiesel, produtos químicos e farmacêuticos, aço e alumínio, máquinas agrícolas e industriais, e aparelhos eletrónicos. Estes últimos incluem mais de três milhões de itens, bem como uma variedade de produtos eletrónicos, eletrodomésticos e de telemóveis, entre outros. Quanto ao Turismo, a Argentina é o segundo país mais visitado da América do Sul e o quarto mais visitado da América. Segundo dados oficiais da OMT, o país recebeu mais de 5,3 milhões de turistas estrangeiros em Em 2012, o setor respondeu por 7,41% do PIB do país

32 País importador País importador Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP 1.4. Trocas comerciais no MERCOSUL Complementaridade das economias A intensificação das trocas comerciais exige complementaridade industrial das economias, implicando níveis de especialização diferenciada entre parceiros. O baixo nível de industrialização das economias da região reduz essa possibilidade, que, no entanto, poderá ser estimulada pelo desenvolvimento económico e pelo esforço de diversificação das economias - uma aspiração de muito dos países da região. As exportações intra- MERCOSUL representam 15,0% do total das exportações da região (2012) Tabela 2 - TCI (Trade Complementary Index) intra-mercosul (%) 11 País exportador País exportador Argentina Brasil Paraguai Uruguai Venezuela Bolívia Argentina Brasil Paraguai Uruguai Venezuela Bolívia Fonte: Cálculo realizado pela PwC com base nos dados do UNCTAD, UNCTADstat O nível de complementaridade intrarregional do MERCOSUL é reduzido. De facto 15,0% das exportações dos países da região ficam na região. Não obstante, verifica-se que poderá existir um potencial de complementaridade e maior intensidade no relacionamento comercial entre alguns países do MERCOSUL. O Brasil, enquanto país importador, apresenta um índice de complementaridade elevado apenas com a Argentina. O índice de complementaridade entre Brasil e Argentina (79 pts) revela uma boa correspondência entre a estrutura de importações do Brasil e a estrutura de exportações da Argentina. Por outro lado, a Argentina enquanto país importador, apresenta um índice de complementaridade elevado com o Brasil (76pts), destacando a relação biunívoca entre estes dois países. De realçar que a alavancagem comercial intra-mercosul poderá ser potenciada pelo Brasil com os restantes países (Paraguai, Uruguai e Venezuela) e pela Argentina. 11 O Trade Complementary Index (TCI) é um indicador utilizado para medir a compatibilidade do perfil comercial, através da comparação das estruturas de exportação e de importação entre países. Índices mais elevados revelam potenciais de complementaridade superiores e maior correspondência entra a estrutura de exportações/importações dos 2 países. TCI nulo é sinónimo de não complementaridade. 32

33 PIB a preços correntes (Milhões US$) Exportações (Milhões US$) Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Comércio intrarregional O MERCOSUL regista o 5º maior rácio de trocas intrarregião, medido pelo peso das exportações sobre o PIB dos espaços de integração económica analisados, cujo nível de integração é liderado pela União Europeia ( UE ) e seguido pela ASEAN e SADC. Tabela 3 - Comunidades económicas regionais em perspetiva (2012) Indicador Exportações intrarregião (milhões US$, 2012) Exportações intrarregião (% no PIB da região, 2012) Exportações intrarregião (% das exportações mundiais, 2012) Crescimento anual médio das exportações intrarregião ( ) Fonte: UNCTAD, UNCTADstat SADC União Europeia CPLP CEEAC MERCOS UL CEDEAO ASEAN ,09% 21,90% 0,62% 0,47% 2,10% 2,86% 13,90% 0,15% 19,87% 0,09% 0,01% 0,37% 0,06% 1,77% 6,66% -2,17% 8,12% 3,43% 4,50% 4,27% 6,65% Apesar de apresentar o 3º maior valor de exportações intrarregião, milhões de US$, as exportações do MERCOSUL representam apenas 2,10% do PIB da região, cerca de metade do contributo registado na SADC. Além disso, regista-se um crescimento das exportações intrarregião de 4,5% ao ano, superior ao registado pela União Europeia, pela CEEAC e pela CEDEAO. Gráfico 12 - Evolução do comércio intra-mercosul vs. Evolução do PIB da região 3,500,000 3,311,621 3,179,045 80,000 3,000,000 2,500,000 2,344,593 2,302,924 2,964,453 70,000 60,000 2,000,000 1,500,000 1,000,000 56,477 44,051 56,997 70,045 67,343 50,000 40,000 30,000 20, ,000 10, Exportações (milhões US$) PIB (milhões US$) Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, World Bank Este crescimento de relacionamento comercial vem sendo acompanhado pelo ritmo de crescimento do PIB, que apresenta uma correlação positiva relativamente forte com este indicador, como seria expectável, 33

34 Importações intra-mercosul (%no total das importações intra-mercosul) Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP apresentando, no entanto, uma elasticidade menor, ou seja, crescendo a um ritmo inferior ao do PIB, que desde 2008 cresceu 7,9% ao ano. 12 A dimensão, estrutura, localização das economias e acordos prévios determinam o fluxo atual de trocas comerciais. Verifica-se uma grande disparidade ao nível das relações comerciais dos países membros do MERCOSUL, surgindo 2 clusters. Gráfico 13 - Peso das exportações/importações intra-mercosul no total da região, % 45.0% Brasil 40.0% 35.0% Argentina 30.0% 25.0% 20.0% 15.0% 10.0% 5.0% Uruguai Paraguai Venezuela 0.0% 0.0% 5.0% 10.0% 15.0% 20.0% 25.0% 30.0% 35.0% 40.0% Fonte: UNCTAD, UNCTADstat Exportações intra-mercosul (%no total das exportações da MERCOSUL Venezuela, Paraguai e Uruguai apresentam uma contribuição residual para as trocas comerciais intra- MERCOSUL, derivado, em grande parte, à dimensão pequena das suas economias face aos restantes membros da região, Argentina e Brasil. O Paraguai, Uruguai e Venezuela são os únicos países que apresentam balanças comerciais positivas. Por outro lado, os dois motores de crescimento da região, a Argentina e Brasil, apresentam uma balança comercial deficitária intrarregional, sendo responsáveis por 68,4% das exportações intra-mercosul e 77,5%das importações da região. Os países que mais contribuem para a intensificação das trocas comerciais intra-mercosul são a Argentina e o Brasil que, simultaneamente, melhor se podem constituir como motores de desenvolvimento regional, à luz das conclusões inferidas ao nível da complementaridade comercial das suas economias. 12 World Bank

35 Gráfico 14 - Produtos transacionados intra-mercosul (2012) 11.7% 11.7% 1.0% 3.8% 3.3% 0.8% 35.5% Maquinaria e equipamentos de transporte Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Bens manufaturados Alimentos e animais vivos Químicos e produtos relacionados As principais trocas assentam em maquinaria e equipamentos (35,5%), combustíveis minerais, lubrificantes (19,8%) e bens manufaturados (12,3%). A maioria destes produtos é utilizada na produção agrícola. 12.3% 19.8% Outros artigos manufaturados Matérias-primas (exceto combustíveis) Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras Bebidas e tabaco As bebidas e tabaco (0,8%) e os óleos vegetais e animais (1,0%) são pouco representativos nas trocas comerciais intrarregião (2012). Fonte: UNCTAD, UNCTADstat 35

36 Brasil. O país com maior intensidade comercial na região Brasil tem um peso substancial nas trocas intra-mercosul (37,4%), exportando uma grande diversidade de produtos na região: maquinaria e equipamentos (43,9%), bens manufaturados (17,3%), químicos (13,0%) e alimentos e animais vivos (9,9%). O Brasil, a economia mais desenvolvida do MERCOSUL, mantém vínculos comerciais com todos os países membros da região, destacando-se como principal parceiro comercial a Argentina, para onde o Brasil exportou 61,4% do total das exportações intrarregião em Cerca de 54,4% do total de exportações do Brasil para Argentina dizem respeito a maquinaria e equipamentos. Figura 3 - Principais exportações do Brasil intra-mercosul, por produto (2012) Brasil 37,4% das exportações intra-mercosul Fonte: UNCTAD, UNCTADstat O Brasil exporta também para a Venezuela (17,2%), Paraguai (8,9%),e Uruguai (7,5%). 36

37 Peso das importações totais no MEROCSUL Importações (milhões US$) Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP 1.5. Comércio extrarregional Principais parceiros comerciais do MERCOSUL O MERCOSUL tem historicamente apresentado uma balança comercial positiva em média de USD milhões (média de 2,3% do PIB da região). Contudo, esta tem evidenciado um decréscimo anual de 4,9%, resultante do declínio acentuado das balanças comerciais do Brasil (5,9%), Venezuela (7,1%) e Argentina (0,3%). Importações O MERCOSUL importa maioritariamente de países industrializados (EUA, China, países membros da UE), México, Brasil, República da Coreia e Argentina. Nota-se que os EUA e a China, para além de serem os principais países de destino das importações, são os únicos países a conseguirem aumentar a sua importância relativa nas importações do bloco, em parte pela sua crescente necessidade de maquinaria e equipamentos de transporte. Entre 2008 e 2012, assistiu-se a um crescimento do nível das importações para a região, ao ritmo anual de 6,2%. Gráfico 15 - Evolução das importações do MERCOSUL e principais países de destino, % 450, % 379, , , % 2.3% 2.4% 5.5% 301, % 3.4% 301, % 2.6% 2.6% 2.7% 6.1% 5.6% 5.5% 3.0% 3.0% 5.2% 350, , % 6.3% 7.1% 223, % 6.3% 6.1% 250, % 9.5% 8.9% 9.4% 9.2% 7.9% 200, % 11.5% 12.3% 14.1% 14.7% 14.8% 150, , % 15.7% 16.8% 15.7% 15.4% 15.9% 50, % 2008 EUA 2009 China Brasil 2012 Argentina Alemanha México República da Coreia Importações (milhões US$) Fonte: UNCTAD, UNCTADstat O aumento das importações verificado demonstra um crescimento contínuo e consistente das economias emergentes, como é o caso da China, com forte presença na região. Por outro lado, nos principais produtos importados pelo bloco, verifica-se que a maquinaria e equipamentos dominam os fluxos de importações. 37

38 Gráfico 16 Importações do MERCOSUL - Top produtos 7.5% 11.6% 0.4% 5.6% 2.2% 0.6% 38.8% Maquinaria e equipamentos de transporte Químicos e produtos relacionados Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Bens manufaturados Outros artigos manufaturados Seguidamente às importações de maquinaria e equipamentos de transporte, que representam 38,8% das importações da região, surgem as importações de químicos e produtos relacionados (18,2%) e combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados com um peso de 15,1%. 15.1% Alimentos e animais vivos 18.2% Matérias-primas (exceto combustíveis) Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras Bebidas e tabaco Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, dados 2012 Gráfico 17 - Importações MERCOSUL dos EUA 2% 3% 16% 1% 39% Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados Outros artigos manufaturados Químicos e produtos relacionados Nas importações de maquinaria e equipamento de transporte vindas dos EUA, são de destacar as importações de aeronaves e equipamento associado, equipamentos de telecomunicações e motores e carros. Além disso, os produtos químicos representam 25% das importações do MERCOSUL. Alimentos e animais vivos 25% 6% 8% Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, dados 2012 Matérias-primas (exceto combustíveis) Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras 38

39 Gráfico 18 - Importações MERCOSUL da China 15% 10% 1% 57% Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados Outros artigos manufaturados Químicos e produtos relacionados Alimentos e animais vivos Da China os grandes fluxos de importação referem-se a máquinas automáticas para processamento de dados, partes e acessórios para máquinas, equipamentos de telecomunicações e aparelhos para circuitos elétricos. 16% Matérias-primas (exceto combustíveis) Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, dados 2012 Gráfico 19 - Importações MERCOSUL do Brasil (intrarregionais) 14% 9% 5% 4% 1% 44% Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados Outros artigos manufaturados Químicos e produtos relacionados O Brasil apresenta um peso significativo nas importações do MERCOSUL de maquinaria e equipamentos de transporte, nomeadamente, motores de pistão de ignição por compressão, máquinas agrícolas, veículos automóveis para transporte de pessoas e bens e partes e acessórios de automóveis. Alimentos e animais vivos 5% 18% Matérias-primas (exceto combustíveis) Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, dados 2012 Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Bebidas e tabaco 39

40 Gráfico 20 - Importações MERCOSUL da Argentina (intrarregionais) Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados 2% 11% 1% 2% 40% Outros artigos manufaturados Químicos e produtos relacionados Da Argentina são importados principalmente veículos de transporte de pessoas e de bens e partes e acessórios de veículos. 22% Alimentos e animais vivos 12% 2% 8% Matérias-primas (exceto combustíveis) Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Bebidas e tabaco Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, dados 2012 Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras Gráfico 21 - Importações MERCOSUL da Alemanha Maquinaria e equipamentos de transporte 31% 1% 1% 1% Bens manufaturados Outros artigos manufaturados Relativamente à Alemanha, são de destacar as importações de veículos de transporte de pessoas, partes e acessórios de veículos e ainda outras máquinas. 49% Químicos e produtos relacionados 7% Alimentos e animais vivos 10% Matérias-primas (exceto combustíveis) Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, dados 2012 Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados 40

41 Peso nas exportações totais do MERCOSUL Exportações (milhões US$) Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Exportações Os principais destinos das exportações dos países do MERCOSUL são os EUA, China, Alemanha, Japão, França, Reino Unido e China/RAE Hong Kong, representando cerca de 42,6% do total das exportações extra- MERCOSUL em As exportações do MERCOSUL cresceram, em média, 4,2% por ano, desde 2008 Gráfico 22 Evolução das exportações do MERCOSUL e principais países de destino, % 456, , , % 35.0% 30.0% 25.0% 2.7% 3.1% 3.3% 3.3% 3.6% 280, , , % 4.2% 3.9% 3.7% 3.7% 4.5% 4.6% 4.1% 4.1% 3.7% 4.4% 4.1% 4.2% 4.4% 4.5% 6.7% 6.5% 6.2% 7.1% 7.1% 450, , , , , % 15.0% 6.2% 7.4% 8.4% 8.7% 8.9% 200, , % 5.0% 12.7% 12.1% 12.3% 11.9% 12.1% 100,000 50, % EUA China Alemanha Japão França Reino Unido China, RAE Hong Kong Exportações (milhões US$) Fonte: UNCTAD, UNCTADstat Gráfico 23 Exportações do MERCOSUL - Top produtos, % 1% 2% 6% 2% 1% 27% Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Alimentos e animais vivos Matérias-primas (exceto combustíveis) Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados 13% Químicos e produtos relacionados 18% 21% Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras Outros artigos manufaturados Commodities e transações n.e. Bebidas e tabaco Fonte: UNCTAD, UNCTADstat 41

42 Gráfico 24 - Exportações MERCOSUL para os EUA 11% 6% 6% 1% 3% 2% 1% Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados Alimentos e animais vivos Químicos e produtos relacionados As principais exportações dos EM do MERCOSUL são combustíveis, com especial relevo para o petróleo e seus derivados, alimentos e animais vivos, destacando-se o açúca, mel e rações para animais, matérias-primas e maquinaria e equipamentos. Neste último, destacam-se os veículos a motor de transporte de pessoas e bens, partes e acessórios de veículos e embarcações e estruturas flutuantes 8% Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, dados % Outros artigos manufaturados Matérias-primas (exceto combustíveis) Commodities e transações n.e. Bebidas e tabaco Cerca de 62% das exportações aos EUA são combustíveis, num valor superior a US$ 43 mil milhões. De destacar a exportação de ferro, álcoois, ouro, aeronaves e outros equipamentos, café, celulose e geradores. Gráfico 25 - Exportações MERCOSUL para a China 55% 3% 1% 30% 2% 4% 4% 0% 1% Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados Alimentos e animais vivos Químicos e produtos relacionados Outros artigos manufaturados Matérias-primas (exceto combustíveis) Bebidas e tabaco Com cerca de 85% das exportações do MERCOSUL para a China encontram-se as matérias-primas e os combustíveis. Nos produtos exportados encontram-se as sementes e frutos oleaginosos (excluindo farinha), a celulose, o açúcar, o ferro, o algodão, couro, carnes e miudezas comestíveis, tabaco, minérios e concentrados de cobre e de metais básicos, os polímeros de etileno, em formas primárias. As exportações do MERCOSUL para a República Popular da China são superiores a US$ 61 mil milhões. Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, dados 2012 Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras 42

43 Gráfico 26 - Exportações MERCOSUL para a Alemanha 27% 2% 6% 18% Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados Alimentos e animais vivos O valor total das exportações do MERCOSUL à Alemanha é superior a US$ 10 mil milhões. Da análise à pauta das exportações verifica-se que uma das principais exportações do MERCOSUL à Alemanha é o café que atinge um montante superior a US$ mil milhões. 3% 4% 29% 11% Químicos e produtos relacionados Outros artigos manufaturados Matérias-primas (exceto combustíveis) Além do café destacam-se os minérios, os alimentos para animais, as sementes e frutos oleaginosos e carne animal, que juntos totalizam cerca de US$ 3.7 mil milhões. Bebidas e tabaco Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, dados 2012 Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras Gráfico 27 - Exportações MERCOSUL para o Japão 46% 1% 4% 1% 12% 34% Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, dados 2012 Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados Alimentos e animais vivos Químicos e produtos relacionados Outros artigos manufaturados Matérias-primas (exceto combustíveis) Bebidas e tabaco Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras O valor total das exportações ao Japão é de cerca de US$ 10 mil milhões. As principais exportações ao Japão são ferro, o milho, carnes, café, alumínio, sementes e frutos oleaginosos. De destacar a exportação de ferro que atinge valores superiores a US$ 3 mil milhões, cerca de 30% das exportações ao Japão. Pela natureza das exportações (combustíveis), os principais destinos analisados individualmente continuam a ser os países de elevada produção industrial. Assim, grande parte do petróleo exportado dos países do MERCOSUL tem como destino os EUA, China e Alemanha 43

44 Importações (milhões US$) Qutoa das importações Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Trocas comerciais entre a CPLP e o MERCOSUL Importações do MERCOSUL à CPLP Analisando a relação comercial na vertente das importações do MERCOSUL com os países pertencentes à CPLP, apenas Portugal e Brasil apresentam níveis significativos no contexto global. Portugal merece especial destaque pelo aumento do volume de exportações para o MERCOSUL (crescimento médio anual de 21%, entre 2008 e 2012), embora se apresente residual quando comparado com o Brasil. Gráfico 28 - Importações do MERCOSUL dos países da CPLP As importações do MERCOSUL para estes 2 países cresceram, em média 2,2% por ano 40, % 8.4% 35, % 8.0% 30, % 7.8% 25, % 7.6% 20, % 7.4% 34,387 30,232 15,000 28,210 27, % 10,000 19, % 7.0% 6.8% 5, ,135 1, % - 6.4% Portugal Brasil Fonte: UNCTAD, UNCTADstat Gráfico 29 - Importações MERCOSUL de Portugal (2012) 0% 15% 28% 3% 6% 3% 13% 20% 7% 4% Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, dados 2012 Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados Outros artigos manufaturados Químicos e produtos relacionados Alimentos e animais vivos Matérias-primas (exceto combustíveis) Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Bebidas e tabaco Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras Brasil é o principal parceiro comercial de Portugal no MERCOSUL, absorvendo 88% das exportações portuguesas para este mercado. Quando observados os principais grupos de produtos exportados por Portugal para o MERCOSUL, os que apresentam maior peso são a maquinaria e equipamentos de transporte e os bens manufaturados. 44

45 Figura 1 - Principais destinos das exportações brasileiras para o MERCOSUL (2012) Argentina é o país que mais importa do Brasil no grupo de países do MERCOSUL. Fonte: UNCTAD, UNCTADstat Gráfico 30 - Importações do MERCOSUL ao Brasil (2012) Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados O Brasil apresenta uma forte exportação de maquinaria e equipamentos para o MERCOSUL. 12% 4% 4% 1% 43% Outros artigos manufaturados Químicos e produtos relacionados Destacam-se os veículos de transporte de pessoas e bens e partes e acessórios de veículos. 14% Alimentos e animais vivos 5% 18% Matérias-primas (exceto combustíveis) Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Bebidas e tabaco Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, dados 2012 Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras 45

46 Total (milhões US$) Alimentos e animais vivos Bebidas e tabaco Matérias-primas (exceto combustíveis) Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras Químicos e produtos relacionados Bens manufaturados Maquinaria e equipamento de transporte Outros artigos manufaturados Commodities e transações n.e. Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Numa análise mais detalhada às importações do MERCOSUL à CPLP verifica-se que há um conjunto de países com uma expressão muito reduzida, como sucede com Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor- Leste. Angola e Moçambique, apesar do forte potencial exportador em termos de matérias-primas, apresentam valores baixos nas importações do MERCOSUL, de cerca de US$ 46 milhões e 28 milhões. A RAE de Macau exporta cerca de 12 US$ milhões respeitantes a maquinaria e equipamentos de transporte. Gráfico 31 Importações do MERCOSUL à CPLP* Angola 46,04 0% 0% 0% 99% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Brasil ,29 12% 1% 4% 4% 0% 14% 18% 43% 5% 0% Cabo Verde 0,02 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 99% 0% 0% Guiné-Bissau 4,87 100% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Macau 12,19 0% 0% 0% 0% 0% 4% 2% 87% 7% 0% Moçambique 27,76 0% 20% 1% 77% 0% 1% 0% 1% 0% 0% Portugal 1.357,88 13% 3% 3% 6% 15% 7% 20% 28% 4% 0% São Tomé e Príncipe 0,00 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 100% 0% 0% Timor-Leste 0,01 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 27% 15% 59% *Valores corrigidos, sem casas decimais Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, dados de

47 Exportações US$ milhões Quota das exportações do Mercosul Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Exportações do MERCOSUL para a CPLP A CPLP é o destino de cerca de 6,1% das exportações do MERCOSUL, sendo o Brasil a principal economia de destino. Portugal e Angola apresentam valores dignos de registo. As exportações do MERCOSUL para estes 3 países cresceram, em média, 6,1% por ano, entre 2008 e Em 2012 o Brasil importou cerca de US$ 25 mil milhões dos demais países do MERCOSUL, Portugal e Angola, cerca de 2 mil milhões e 1,4 mil milhões, respetivamente. Gráfico 32 - Exportações do MERCOSUL para a CPLP ,609 25, , , , ,258 1,603 1,859 2,403 2,010 2,246 1,526 1,124 1,331 1, Brasil Portugal Angola % das exportações para a CPLP Fonte: UNCTAD, UNCTADstat Portugal tem vindo a diminuir a sua importância nas exportações do MERCOSUL, entre 2008 e 2012, contrariamente ao Brasil que vem registando um crescimento médio anual de 7,0%. Angola registou um período de diminuição nas exportações do MERCOSUL, entre 2008 e 2010, tendo registado valores semelhantes entre 2010 e Dos demais países destaca-se Moçambique com cerca de US$ 198 milhões de importações ao MERCOSUL, em que 35% estão relacionadas com alimentos e animais vivos, 25% com óleos vegetais e animais e 24% em maquinarias e equipamentos de transporte. Cabo Verde, Guiné Bissau e Timor-Leste, apesar de valores residuais em termos de importações, compram essencialmente produtos alimentares e animais vivos. A RAE de Macau e Timor-Leste apresentam valores anuais de importações inferiores a US$ 1 milhão. 47

48 Total (milhões USD) Alimentos e animais vivos Bebidas e tabaco Matérias-primas (exceto combustíveis) Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras Químicos e produtos relacionados Bens manufaturados Maquinaria e equipamento de transporte Outros artigos manufaturados Commodities e transações n.e. Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 33 Exportações do MERCOSUL para a CPLP* Angola 1.387,38 59% 0% 2% 0% 3% 4% 7% 15% 9% 0% Brasil ,70 19% 0% 2% 29% 0% 9% 6% 32% 2% 0% Cabo Verde 33,90 78% 1% 0% 0% 0% 3% 13% 0% 4% 0% Guiné- Bissau 5,93 93% 0% 0% 0% 0% 0% 1% 5% 0% 1% Macau 0,65 40% 5% 0% 0% 0% 3% 48% 0% 4% 0% Moçambique 197,95 35% 0% 0% 1% 25% 2% 5% 24% 6% 2% Portugal 2.010,48 14% 2% 19% 49% 1% 5% 3% 3% 1% 3% São Tomé e Príncipe 0,55 60% 0% 0% 0% 0% 2% 20% 9% 10% 0% Timor-Leste 2,58 86% 0% 0% 0% 0% 1% 1% 7% 5% 0% *Valores corrigidos, sem casas decimais Fonte: UNCTAD, UNCTADstat 48

49 Milhões US$ Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP 1.6. Investimento Direto Estrangeiro no MERCOSUL Desde 2009 o MERCOSUL tem vindo a registar uma tendência de crescimento na captação de IDE. Gráfico 34 - IDE no MERCOSUL - inward e outward, , , , , , (7 115) ( 689) 730 (20,000) Inward Outward Fonte: UNCTAD, UNCTADstat Os fluxos de IDE têm-se apresentado heterogéneos entre os países da comunidade. O Brasil é o país mais atrativo ao investidor estrangeiro, responsável por 76,7% do total do investimento captado na região, seguindo-se a Argentina, representando 14,7%, em Relativamente ao investimento no exterior verificou-se uma evolução heterógenea, de valores reduzidos tendo, em alguns anos, verificado desinvestimento da comunidade no exterior, nomeadamente em 2009 e Nos últimos 5 anos, verificou-se um crescimento médio acentuado de IDE na Venezuela (16,6%) e Paraguai (11,3%). No entanto, estes países ainda não se apresentam suficientemente atrativos na ótica do investidor estrangeiro, em grande parte devido à dimensão e instabilidade das suas economias. Tabela 4 - Investimento Direto Estrangeiro nos países-membros do MERCOSUL inward flow, Países membros Argentina Brasil Paraguai Uruguai Venezuela (2 169) MERCOSUL Fonte: UNCTAD, UNCTADstat 49

50 Uruguai Soja, arroz, trigo; Carne, os produtos lácteos; Peixe; Madeira serrada; Celulose Transformação de alimentos, máquinas elétricas, equipamentos de transporte, produtos de petróleo, têxteis, produtos químicos, bebidas Industria alimentar, Industria petrolífera, Industria têxtil, Indústria automóvel, Energias renováveis Ángel S. Adami International Airport, Artigas International Airport, Laguna de los Patos International Airport, Zagarzazú International Airport, Santa Bernardina International Airport, Carlos A. Curbelo de Laguna del Sauce International Airport, Cerro Largo International Airport, Carrasco Gral. Cesáreo L. Berisso International Airport, Tydeo Larre Borges International Airport, Pte. Gral. Óscar D. Gestido International Airport, Nueva Hespérides International Airport Montevideo MERCOSUL Paraguai Algodão, cana-de-açúcar, soja, milho, trigo, tabaco, mandioca (tapioca), frutas, legumes; carne bovina, carne de porco, ovos, leite; madeira Açúcar, cimento, têxteis, bebidas, produtos de madeira, aço, metalurgia, energia elétrica Agricultura, Industria têxtil Agronegócio, Industria metalúrgica Silvio Pettirossi International Airport, Guaraní International Airport, Dr. Luis Maria Argaña International Airport, Dr. Augusto Roberto Fuster International Airport International Airport Asuncion, Villeta, San Antonio, Encarnacion Argentina Sementes de girassol, limões, soja, uvas, milho, ta baco, amendoim, chá, trigo, pecuária Transformação de alimentos, automóveis, bens de consumo duráveis, têxteis, produtos químicos e petroquímicos, impressão, metalurgia, siderurgia Agronegócio, Industria automóvel, Industria farmacêutica Biotecnologia, Industria têxtil, Industria alimentar, Industria metalúrgica Ministro Pistarei Internacional Aeroporto, Formosa Internacional Aeroporto, Gobernador Horacio Guzmán Internacional Aeroporto, Ástor Piazzolla Internacional Aeroporto, Governor Francisco Gabrielli Internacional Aeroporto, Presidente Perón Internacional Aeroporto, Cataratas del Iguazú Internacional Aeroporto, Resistencia Internacional Aeroporto, Internacional Aeroporto Hermes Quijada, Internacional Aeroporto Rosario - Islas Malvinas, International Airport Martín Miguel de Güemes, International Airport Teniente General Benjamín Matienzo, International Airport Ushuaia - Malvinas Argentinas Bahia Blanca, Buenos Aires, La Plata, Punta Colorada, Ushuaia Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP 1.7. Setores de oportunidade nos países do MERCOSUL, principais portos e aeroportos Região País Principais produtos agrícolas Principais indústrias Oportunidades para o bloco (produtos e serviços associados aos setores) Principais aeroportos Principais portos 50

51 Venezuela Milho, sorgo (esp. milho), cana-de-açúcar, arroz, bananas, legumes, café; carne bovina, carne de porco, leite, ovos; peixe Produtos agrícolas, pecuária, matériasprimas, máquinas e equipamentos, equipamentos de transporte, materiais de construção, equipamentos médicos, produtos farmacêuticos, produtos químicos, ferro e aço e combustível Agricultura, Materiais de construção, Material hospitalar, Industria farmacêutica, Industria petrolífera General José Antonio Anzoátegui International Airport, Jacinto Lara International Airport, Oscar Machado Zuloaga International Airport, La Chinita International Airport, Simón Bolívar International Airport, Metropolitano International Airport, Del Caribe "Santiago Mariño" International Airport, Josefa Camejo International Airport, Juan Vicente Gómez International Airport, Arturo Michelena International Airport La Guair, Maracaibo, Puerto Cabello, Punta Cardon Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP 51

52 1.8. Principais produtos importados pelos países do MERCOSUL e oportunidades para as empresas Portuguesas O MERCOSUL apresenta algumas oportunidades para as empresas portuguesas em termos de exportações e que, em muitos casos, poderão ser potenciados por via do Brasil. Do total dos produtos importados pela MERCOSUL no montante de US$ mil milhões identificamos de seguida, por ordem decrescente, os 50 principais produtos que representam 67% das importações, no montante de cerca US$ mil milhões, e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%; Veículos automóveis para transporte de pessoas; Óleos brutos de petróleo e óleos de xisto; Equipamento de telecomunicação; Peças e acessórios dos veículos; Fertilizantes; Gás natural; Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários); Produtos medicinais e farmacêuticos; Veículos a motor para transporte de mercadorias; Compostos organo-inorgânicos, nucl. Ácidos; Válvulas e tubos catódicos; Máquinas e aparelhos elétricos; Motores de pistão de combustão interna; Aparelhos de medição, análise e controle de aparelhos; Máquinas de processamento de dados; Aparelho para circuitos elétricos; tabuleiro, painéis; Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares; Peças, acessórios para máquinas; Aeronaves e outros equipamentos; Equipamentos de aquecimento e refrigeração; Máquinas para a construção civil; Bombas, compressores a gás e ventiladores; Geradores; Inseticidas e produtos semelhantes, para venda a retalho; Motores e motores, não elétricos; partes; Carvão, mesmo em pó; Ferramentas mecânicas, outras; Cobre; Papel e cartão; Outras matérias plásticas em formas primárias; Pneus de borracha e câmaras-de-ar; Produtos diversos das indústrias químicas; Metais comuns; Tubos e perfis oco de ferro, aço; Ácidos carboxílicos, anidridos, halogenetos; Artigos de plástico; Trigo e centeio em grão; Máquinas, Ferramentas e aparelhos; Instrumentos e dispositivos médicos; Transmissão, eixos; Máquinas agrícolas e peças; Compostos de função amina; Perfumaria e cosméticos; Fios têxteis; Chapas, filmes, papel alumínio e lâminas de plástico; Aparelhos para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas; Carrinhos de bebé, brinquedos, jogos e artigos de desporto; Elementos químicos inorgânicos, óxidos e sais de halogéneo; Polímeros de etileno, em formas primárias. Do total dos produtos importados pelo MERCOSUL a Portugal, no total de US$ milhões, identificamos de seguida, por ordem decrescente, os 25 principais produtos que representam 71% das importações, no total de cerca de US$ 971 milhões: Gorduras vegetais e óleo refinado; Peixe seco, salgado ou em salmoura, peixe fumado; Peixe fresco ou congelado; Barras de ferro e aço, cantoneiras, perfis e seções; Equipamentos de aquecimento e refrigeração; Frutas e frutos secos (nozes), frescas ou secas; Materiais de construção (cimento);máquinas de processamento de dados; Gás natural; Bebidas alcoólicas; Partes não elétricas e acessórios de máquinas; Máquinas de energia elétrica; Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%; Estruturas e peças de ferro, aço, alumínio; Cortiça; Minérios e concentrados de cobre; Hidrocarbonetos e halogenados; Equipamento de telecomunicação; Válvulas e tubos catódicos; Veículos automóveis para transporte de pessoas; Geradores; Peças e acessórios dos veículos; Aparelho para circuitos elétricos, tabuleiro, painéis; Outras matérias plásticas em formas primárias; Produtos residuais de petróleo. 52

53 Do total dos produtos importados pela Argentina aos parceiros económicos, no total de US$ 68 mil milhões, identificamos de seguida, por ordem decrescente, os 25 principais produtos que representam 57% das importações, no total de cerca de US$ 39.6 mil milhões, e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Veículos automóveis para transporte de pessoas; Peças e acessórios dos veículos; Os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%; O gás natural, com ou sem liquefeito; Equipamento de telecomunicações e peças; Motores de pistão de combustão interna; Veículos a motor para transporte de mercadorias; Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários); Máquinas e aparelhos elétricos; Produtos medicinais e farmacêuticos ; Organo-inorgânicos, heterocycl. compostos, nucl. Ácidos; Fertilizantes; Aeronaves; Bombas e compressores a gás e ventiladores; Papel e cartão; Máquinas de processamento de dados; Aparelhos de medição, análise e controle; Minério de ferro e seus concentrados; Equipamentos de aquecimento e refrigeração; Aparelhos para circuitos elétricos, tabuleiro, painéis; Inseticidas e produtos semelhantes, para venda a retalho; Outras matérias plásticas em formas primárias; Produtos diversos das indústrias químicas; Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares; Metais comuns; Polímeros de etileno, em formas primárias. Do total dos produtos importados pelo Paraguai aos parceiros económicos, no total de US$ 11.5 mil milhões, identificamos de seguida, por ordem decrescente, os 25 principais produtos que representam 62.4% das importações, no total de cerca de cerca de US$ 7.2 mil milhões, e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%; Equipamento de telecomunicação; Fertilizantes; Veículos automóveis para transporte de pessoas; Máquinas de processamento de dados; Carrinhos de bebé, brinquedos, jogos e artigos de desporto; Veículos a motor para transporte de mercadorias; Inseticidas e produtos semelhantes, para venda a retalho; Gravadores de som; Pneus de borracha e câmaras-de-ar; Perfumaria, cosméticos ou de toucador; Recetores de televisão; Bebidas alcoólicas; Papel e cartão; Equipamento tipo doméstico, elétrico ou não; Tabaco não manufaturado; Tabaco; Máquinas agrícolas e peças; Os instrumentos musicais, discos, fitas e semelhantes; Equipamentos de aquecimento e refrigeração; Aparelhos recetores de radiodifusão; Máquinas e aparelhos elétricos; Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários); Calçado; Produtos comestíveis e preparações; Motocicletas e velocípedes. Do total dos produtos importados pelo Uruguai aos parceiros económicos, no total de US$ 11.6 mil milhões, identificamos de seguida, por ordem decrescente, os 25 principais produtos que representam cerca de 57% das importações, no total de cerca de US$ 6.6 mil milhões, e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos brutos de petróleo, óleos de xistos, materiais em bruto; Os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%; Veículos automóveis para transporte de pessoas; Fertilizantes; Veículos a motor para transporte de mercadorias; Equipamento de telecomunicação; Energia; Inseticidas e produtos semelhantes, para venda a retalho; Máquinas de processamento de dados; Poliésteres, de resinas de epóxido; Policarbonato; Máquinas agrícolas e peças; Peças e acessórios dos veículos; Organo-inorgânicos, Heterocycl. compostos, nucl. Ácidos; Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários); Alimentos para animais; Equipamentos de aquecimento e refrigeração; Artigos de plástico; Produtos diversos das indústrias químicas; Mobiliário e peças; Calçado; Máquinas e aparelhos elétricos; Equipamento tipo doméstico elétrico ou não; Produtos medicinais e produtos farmacêuticos; Automóveis; Recetores de televisão. Do total dos produtos importados pela Venezuela aos parceiros económicos, no total de US$ 60 mil milhões, identificamos de seguida, por ordem decrescente, os 25 principais produtos que representam cerca de 43% das importações, no total de cerca de US$ 25 mil milhões e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários); Equipamento de telecomunicação; Geradores; Peças e acessórios dos veículos; Equipamentos de aquecimento e refrigeração; Carne de animais da espécie bovina, frescas, refrigeradas ou congeladas; Leite e produtos lácteos; Outros animais, animais vivos; Motores e motores, não elétricos; Produtos medicinais e farmacêuticos; Tubos e perfis ocos, acessórios de ferro, aço; Os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%; Máquinas de construção civil; Produtos químicos orgânicos; Máquinas Agrícolas e peças; Instrumentos e aparelhos médicos; Produtos residuais de petróleo; Trigo e centeio em grão; Veículos a motor para transporte de mercadorias; Alimentos para animais (sem cereais não moídos); Gorduras vegetais, óleos e produtos do seu fracionamento (azeite); Milho; Bombas de compressores a gás e ventiladores; Máquinas de processamento de dados; Embarcações. 53

54 Analisados autonomamente Do total dos produtos importados pelo Brasil aos parceiros económicos, no total de US$ 223 mil milhões, identificamos de seguida, por ordem decrescente, os 25 principais produtos que representam 56% das importações, no total de cerca de US$ mil milhões, e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%; Óleos brutos de petróleo, óleos de xistos; Veículos automóveis para transporte de pessoas; Fertilizantes; Equipamento de telecomunicação; Peças e acessórios dos veículos; Válvulas e tubos catódicos; Gás natural; Compostos organo-inorgânicos; Produtos medicinais e farmacêuticos; Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários); Veículos a motor para transporte de mercadorias; Peças, acessórios para máquinas; Máquinas e aparelhos elétricos; Aparelhos de medição, análise e controle de aparelhos; Motores de pistão de combustão interna, peças; Carvão; Aparelho para circuitos elétricos, tabuleiro, painéis; Aeronaves e outros equipamentos; Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares; Cobre; Máquinas de processamento de dados; Inseticidas e produtos semelhantes, para venda a retalho; Máquinas para a construção civil; Motores e componentes; Bombas, compressores a gás e ventiladores. Fonte: UNCTADStat, dados 2012 Do total dos produtos importados pelo Brasil a Portugal, no total de US$ 998 milhões, identificamos de seguida, por ordem decrescente, os 25 principais produtos que representam 78% das importações, no total de cerca de US$ 783 milhões: Gorduras vegetais fixos e óleos, óleo bruto, refinado, do fracionamento (azeite); Peixe seco, salgados ou em salmoura; peixe fumado (bacalhau); Frutas e frutos secos (nozes), frescas ou secas; Peixe fresco ou congelado; Barras de ferro e aço, barras, cantoneiras, perfis e seções; Gás natural; Bebidas alcoólicas; Equipamentos de aquecimento e refrigeração de equipamentos; Os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%; Partes não elétricas e acessórios para máquinas; Materiais para construção (cimento); Minérios e concentrados de cobre; Estruturas e peças de ferro, aço, alumínio; Válvulas e tubos catódicos; Equipamento de telecomunicação e peças; Geradores; Outras matérias plásticas em formas primárias; Produtos residuais de petróleo; Aparelho para circuitos elétricos, tabuleiro, painéis; Peças e acessórios dos veículos; Fios de ferro ou aço; Minerais; Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares; Fertilizantes; Aparelhos recetores de radiodifusão. 54

55 2. Brasil A principal economia do MERCOSUL 55

56 2.Brasil A principal economia do MERCOSUL 13 Independente desde 1821, a República Federativa do Brasil é o maior país do MERCOSUL em área geográfica, população e PIB. Brasil O Brasil é o 5º maior país do mundo em termos de população (atrás da China, Índia, EUA e Indonésia), bem como em termos de área (atrás da Rússia, Canadá, China e EUA) e tem ainda o 6º maior PIB mundial. Com uma população crescentemente urbana e onde se encontra uma das maiores cidades do Mundo, São Paulo (com mais de 19 milhões de habitantes), o Brasil apresenta uma população eminentemente cristã, com cerca de 61,5% da população a definir-se como católica (123 milhões de pessoas). O país conta com km 2 (cerca de 92 vezes o tamanho de Portugal), divididos por 5 regiões, que se dividem em 27 Estados e 1 distrito federal, onde se encontra Brasília, a capital do país. O Brasil faz fronteira com o Uruguai, a Argentina, o Paraguai, a Bolívia, o Peru, a Colômbia, a Venezuela, a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa (território francês), beneficiando ainda de uma linha costeira com km. Tabela 5 As 10 maiores regiões metropolitanas brasileiras (2010) Região Metropolitana Estado População São Paulo São Paulo Rio de Janeiro Rio de Janeiro Belo Horizonte Minas Gerais Porto Alegre Rio Grande do Sul Recife Pernambuco Fortaleza Ceará Salvador Bahia Curitiba Paraná Campinas São Paulo Manaus Amazonas Fonte: IBGE 13 IBGE, CIA Factbook, FMI 56

57 Para além do MERCOSUL, o Brasil é membro de várias outras organizações como a CPLP, a Organização dos Estados Americanos, a Organização dos Estados Ibero-Americanos, a União de Nações Sul-Americanas e ainda do G20 e dos BRIC. O G-20 é um fórum informal que promove um debate aberto e construtivo entre países industrializados e emergentes sobre assuntos-chave relacionados à estabilidade económica. O BRICS abre para os seus cinco países espaço para (a) diálogo, identificação de convergências e concertação em relação a diversos temas; e (b) ampliação de contatos e cooperação em setores específicos. Fonte: Ministério das Relações Exteriores do Brasil Seguido de fortes anos de crescimento económico, prosperidade social e estabilidade política, o Brasil candidatou-se, e conquistou, a organização do Mundial de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 (Rio de Janeiro), o que se configuram como oportunidades para o Brasil reforçar a sua imagem a nível mundial, estabelecer-se como um dos maiores destinos turísticos do mundo e assumir-se finalmente como um dos principais players no quadro geoeconómico e geopolítico mundial Macroeconomia 14 Desde a implementação do Plano Real em 1994, que estabeleceu o Real como a moeda nacional, o país conseguiu controlar a hiperinflação e, assim a economia brasileira tem vindo a beneficiar de anos de crescimento estável. A população brasileira tem sido beneficiada destes anos de crescimento económico, o que é refletido em diversos indicadores. A esperança média de vida cresceu substancialmente passando de 66,3 anos, em 1990, para 73,8 anos, em O número médio de anos de estudo quase dobrou, passando de 3,8 anos para 7,2 anos, no mesmo período e o rendimento per capita passou de USD para USD em paridade de compra. Tabela 6 Indicadores sociais (2012) Brasil IDH Esperança média de vida Número médio de anos de estudo Analfabetismo % de pessoas em situação de pobreza multidimensional 153.º 73,8 anos 7,2 anos 9,7% 2,7% Fonte: Human Development Reports United Nations No entanto, grandes disparidades persistem ao longo de todo o território brasileiro. As regiões mais ricas são o sudeste e o sul do país, respondendo por mais de 54% e 21% do PIB do país, respetivamente e sendo caracterizadas como economias industrializadas e modernas. São ainda as regiões sudeste e sul que têm a maior percentagem (cerca de 56% do total) da população do país. Por outro lado, o nordeste responde por cerca de 28% da população e apenas pouco mais de 11% do PIB. Sendo a região Norte do país maioritariamente assente na bacia do rio Amazonas, esta região é caracterizada por uma baixa densidade populacional e condições de vida relativamente melhores do que a região nordeste, devido à riqueza dos seus recursos naturais. O Brasil apresenta uma sociedade mais educada, com melhores condições sociais e uma crescente classe média mais consumidora e exigente 14 Human Development Reports Nações Unidas e IBGE 57

58 O desenvolvimento económico e o surgimento de uma classe média mais forte, estável e com maior representatividade na sociedade trouxe ainda novidades para a economia brasileira. A sociedade torna-se agora reivindicativa, exigindo do Governo melhores gastos e uma governação mais transparente. Tabela 7 Distribuição geográfica da população brasileira em 2012 Região Estado População São Paulo Minas Gerais Sudeste Rio de Janeiro Espírito Santo Subtotal Bahia Pernambuco Ceará Maranhão Nordeste Paraíba Rio Grande do Norte Alagoas Piauí Sergipe Subtotal Rio Grande do Sul Sul Paraná Santa Catarina Subtotal Pará Amazonas Rondônia Norte Tocantins Acre Amapá Roraima Subtotal Goiás Mato Grosso Centro-Oeste Distrito Federal Mato Grosso do Sul Subtotal Fonte: IBGE 58

59 PIB da economia brasileira 15 O Brasil é o país com maior peso na região, representando cerca de 71% do PIB do MERCOSUL. Gráfico 35 - Representação da percentagem do PIB dos EM no MERCOSUL 16 Paraguai 0.80% Uruguai. 1.54% Venezuela % Brasil % Argentina % Argentina Brasil Uruguai Paraguai Venezuela Nos últimos 20 anos, o Brasil apenas viu o seu PIB decrescer ligeiramente (-0,33%) em 2009, tendo enfrentado ainda dois anos de crescimento praticamente nulo (0,04% e 0,3%) em 1998 e 1999, fruto da crise asiática em 1997 e da crise russa em 1998, que tiveram um efeito negativo nas matérias-primas exportadas pelo Brasil. Assim sendo, em 20 anos a economia brasileira teve apenas 3 anos de crescimento negativo ou nulo. Este largo período de prosperidade Fonte: Banco Mundial económica foi baseado essencialmente no controlo da hiperinflação em 1994 (com a implementação do Real), no crescente preço das matérias-primas exportadas pelo país, na descoberta de grandes reservas de petróleo na sua zona marítima, em programas de transferência de rendimento do Governo e impulsionado por melhorias das condições de financiamento da economia. Bolsa Família O mais famoso e bem-sucedido programa de transferência de rendimento contribuiu para retirar 28% da população brasileira da pobreza extrema. Segundo um estudo do Ministério do Desenvolvimento Social brasileiro, o multiplicador económico associado a este programa é de 1,78, o que implica que para cada 1% do PIB gasto neste programa a atividade económica da economia brasileira cresce 1,78%. Apesar de ter crescido 7,5% em 2010, demonstrando uma forte resiliência perante a crise financeira internacional, o crescimento do PIB do Brasil tem vindo a apresentar alguma contração entre 2010 e O maior desafio identificado ao Brasil é a redução da pesada máquina do Estado, com profunda reforma ao seu sistema fiscal. Na totalidade, os impostos representam mais de 35% do PIB do país, o que impõe elevados custos às empresas. Outro enorme desafio que o Brasil atravessa prende-se com a necessidade de investimento nas infraestruturas, cujos escassos investimentos do passado levaram a que se tornassem muito debilitadas. O investimento público em projetos de infraestrutura continua a figurar abaixo de 2% do PIB. 15 Doing Business and Investing in Brazil PwC 16 World Bank 59

60 Gráfico 36 Evolução anual do PIB, em milhares de milhões de USD Gráfico 37 Taxa de crescimento real anual do PIB 3,000 2,500 2,000 1,500 1, ,477 2,143 2,253 1,654 1, % 7% 7.53% 6% 5% 5.17% 4% 3% 2.73% 2% 1% 0.87% 0% -0.33% (1%) Fonte: World Bank Fonte: World Bank O Brasil procura que a sua política fiscal seja conduzida com alto grau de responsabilidade fiscal. O uso equilibrado dos recursos públicos visa a redução gradual da dívida líquida em percentagem do PIB, de forma a contribuir com a estabilidade, o crescimento e o desenvolvimento económico do país. Mais especificamente, a política fiscal visa ainda a criação de empregos, o aumento dos investimentos públicos e a ampliação da rede de segurança social, com ênfase na redução da pobreza e da desigualdade. O Banco Central do Brasil conduz a política monetária do país. O objetivo central do BCB é de assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro sólido e eficiente. O BCB tem trabalhado com metas de inflação estabelecidas em bandas máximas e mínimas. Através da fixação de metas para a Taxa Selic (taxa média dos financiamentos diários, com lastro em títulos federais, apurados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia), o banco tenta controlar a inflação, consoante a análise da conjuntura económica doméstica e internacional. Desde 25 de junho de 2003 que a meta de inflação está estabelecida em 4,5%, funcionando num sistema de bandas (permite a flutuação da inflação para um limite superior e inferior da meta estabelecida). Assim, desde 30 de junho que a banda estabelecida é de 2 pontos percentuais, o que permite ao BCB estabelecer a taxa de juro básica, conforme a conjuntura económica, de forma a obter uma inflação anual entre 2,5% e 6,5%. Gráfico 38 Taxa média anual de desemprego, em percentagem da população ativa Gráfico 39 Evolução do PIB per capita, em USD 10,000 7,900 8,083 8,000 6,742 6,000 5,970 5,500 4,000 2, Fonte: FMI 14,000 12,576 12,000 10,978 11,340 10,000 8,623 8,373 8,000 6,000 4,000 2, Fonte: Banco Mundial 60

61 Os anos de prosperidade económica trouxeram ainda emprego para milhões de brasileiros. A taxa de desemprego registou uma queda significativa, passando de 12,3%, em 2003, para 5,5%, em Ao mesmo tempo, o PIB per capita cresceu de USD para USD entre 2003 e A conciliação entre menos desemprego e maior PIB per capita forneceu as condições ideais para o crescimento do mercado interno, incentivando assim o consumo, o comércio e a própria indústria nacional. A agricultura responde por pouco mais de 5% do PIB, a indústria por cerca de 26% e os serviços por perto de 69%. Os principais produtos agrícolas do país são: café, soja, trigo, arroz, milho, açúcar, cacau, citrinos e carne de vaca. A nível industrial o país produz: roupa, sapatos, químicos, cimento, madeira, ferro, estanho, aço, aviões, veículos a motor, entre outras máquinas e equipamentos. Adicionalmente, o país caracteriza-se por ter uma economia relativamente fechada, pouco dependente do exterior, sendo que tanto as exportações como as importações têm um peso relativamente reduzido. Os 3 grandes parceiros comerciais do Brasil são a China, os EUA e a Argentina, tanto na importação como na exportação Orçamento Geral do Estado 17 No Brasil, as estatísticas sobre as contas públicas compreendem três dimensões: o Governo Central incluindo Previdência; as Empresas Estatais, controladas pelo setor público nos três níveis de governo; e os Governos Estaduais e Municipais (27 Estados, Distrito Federal e mais de municípios). O Brasil enfrenta diversos problemas relativamente às suas contas públicas. Em primeiro lugar os juros nominais suportados pelo Estado (aqui incluídas as esferas do Governo federal, estadual, municipal e as empresas estatais) é consideravelmente elevado, situando-se consistentemente acima de 5% do PIB, bem acima de valores pagos por países desenvolvidos ou mesmo por países comparáveis como a Rússia, a China, o México ou a África do Sul. Em segundo lugar o Brasil enfrenta graves problemas relacionados com o seu sistema de segurança social (designado por previdência social). Num país com uma população idosa muito mais reduzida do que os países europeus, o Brasil paga elevadas quantias em pensões. Mesmo com um sistema de subsídio de desemprego relativamente fraco (pelo menos quando comparado com os sistemas europeus), o país apresenta elevados gastos na rúbrica da previdência social. Ainda assim, o país tem seguido objetivos de consolidação das contas públicas, bem como tem tentado diminuir os custos com juros, no entanto, a receita e assim a intervenção do Estado na economia, continua muito elevada, de forma a sustentar um Estado demasiado grande. 17 Banco Central do Brasil, Orçamento e dados de

62 Tabela 8 Resultado do Governo Central, em milhões de US$ (2012) Receita total Tesouro Nacional Previdência Social Banco Central Transferência a estados e municípios Receita líquida total Despesa total Tesouro Nacional Previdência Social Banco Central Fundo Central do Brasil Resultado do Governo Tesouro Nacional Previdência Social Banco Central Resultado primário em % do PIB 2,4% 2,5% 2,4% Fonte: Ministério da Fazenda/Secretaria do Tesouro Nacional Dívida Pública 18 A dívida pública bruta brasileira tem vindo a aumentar ao longo dos anos, no entanto, o país tem conseguido diminuir a sua dívida líquida em percentagem do PIB, o que implica que apesar do aumento absoluto da dívida, esta tem crescido a um ritmo inferior ao ritmo de crescimento da economia. Com a diminuição do rácio de dívida/pib, bem como com a evolução positiva da economia brasileira, o país tem igualmente alcançado melhores notações perante as agências de notação financeira internacionais, o que geralmente implica uma diminuição do risco associado à emissão de dívida pública e, assim, uma diminuição dos juros pagos pelo Estado. O Brasil alcançou uma importante vitória em 2005, fruto dos anos de prosperidade económica, com o pagamento antecipado ao FMI da sua dívida no valor de US$ 7 mil milhões. Assim, o país deixou de depender dos empréstimos do FMI, com quem tinha uma relação de devedor desde FMI e Banco Central do Brasil 62

63 Gráfico 40 - Dívida pública bruta, em milhares de milhões de BRL Gráfico 41 - Dívida pública bruta, em percentagem do PIB 3,500 3,000 2,500 2,000 1,500 1, Fonte: FMI 3,014 2,456 2,691 2,168 1, % 68% 68% 67% 67% 66% 65% 65% 65% 64% 64% 63% 62% 61% Fonte: FMI Gráfico 42 Dívida pública líquida, em percentagem do PIB 44% 41.5% 42% 39.1% 40% 38.0% 38% 36.4% 35.2% 36% 34% 32% Boa parte da dívida pública brasileira está indexada à taxa de juros de referência, a SELIC e à própria inflação. Mediante o controlo da inflação, da diminuição da SELIC, do incremento do PIB e da contínua consolidação das contas públicas, espera-se que o Brasil continue numa espiral positiva, aumentando sucessivamente a sua notação de crédito obtida de agências internacionais. Fonte: FMI Tabela 9 - Notação de crédito da dívida pública brasileira Indicadores S&P Moody s Fitch Notação BBB BAA2 BBB Perspetivas Negativo Estável Estável Considerações Investimento Investimento Investimento Fonte: S&P, Moody s e Fitch 2.2. Estrutura produtiva 19 O Brasil é rico em recursos naturais e tem alguns dos maiores depósitos minerais do mundo. O Brasil é o maior produtor de estanho, quartzo (vidro) e um dos maiores produtos de ferro, magnésio e tântalo. A indústria metalúrgica brasileira é uma das 9 maiores do mundo e muitos outros metais, minerais e pedras preciosas são extraídos em larga escala do solo brasileiro. 19 Banco Central do Brasil e Doing Business and Investing in Brazil PwC 63

64 Adicionalmente, os recursos minerais do país incluem petróleo e energia hidroelétrica (principal fonte de energia do país). Nota-se que apesar de já ser altamente explorada, os maiores potenciais para produção de energia hidroelétrica estão na bacia do rio Amazonas, ainda por explorar. A barragem de Itaipu é a segunda maior do mundo em termos de produção de energia, perdendo apenas para a barragem das Três Gargantas (Three Gorges) na China. As recentes descobertas de petróleo no pré-sal brasileiro irão fazer do Brasil um dos maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo (segundo um estudo da universidade de Harvard, o Brasil terá a 6ª maior capacidade de produção de petróleo do mundo). Gráfico 43 Contribuição para o PIB dos setores de atividade no Brasil (2012) 5% 26% Agropecuária Indústria 68% Serviços Fonte: Banco Central do Brasil O declínio dos combustíveis fósseis como principal fonte de energia irá fomentar a procura por agroenergia. O Brasil tem vindo a desenvolver iniciativas de sucesso no ramo das energias renováveis, nomeadamente, na agroenergia. Consequentemente, o setor do etanol expandiu-se e focou-se na eficiência e produtividade, sendo que o país é hoje líder mundial na produção de biocombustíveis. A produção brasileira de álcool derivado da cana-de-açúcar é um dos maiores exemplos de sucesso da indústria do biocombustível no país. Desta forma (e devido a tentativas de expansão da produção de biocombustíveis a partir de outras biomassas), todo o setor ligado à produção de álcool está a ser alvo de forte desenvolvimento, tanto por grupos brasileiros como por grupos internacionais. As vastas áreas de terra arável e o clima perfeito para a agricultura desenvolveram muito o setor agropecuário no Brasil, bem como toda a indústria relacionada. O país tem inúmeros investimentos em pesquisa científica ligada à agricultura, tendo atualmente uma das mais avançadas agriculturas tropicais do mundo, a nível tecnológico, impulsionando assim a produtividade e, consequentemente as exportações de produtos agrícolas. O Brasil é atualmente o maior produtor mundial de café, açúcar e sumo de laranja, tendo sido também responsável pela produção de cerca de 31% da produção de soja do mundo em 2012, com um total de 82,5 milhões de toneladas. Adicionalmente, o país é o maior exportador de soja, café, açúcar e sumo de laranja, sendo ainda um importante exportador de milho, cacau, tabaco e carne. O desempenho da agroindústria tem vindo a melhorar ao longo dos últimos 5 anos, maioritariamente impulsionado pelas exportações de soja e produtos derivados, carne de vaca e aves. Acredita-se que o Brasil irá ser o maior exportador de aves do mundo e um dos principais em termos de carne em geral. Desta forma, o Brasil é assim capaz de satisfazer tanto a sua procura interna como contribuir de 64

65 forma significativa para a procura mundial de alimentos, maioritariamente graças aos sucessivos ganhos de produtividade. Como forma de impulsionar o comércio e indústria, o Brasil criou ainda as zonas de livre comércio, nomeadamente a Zona Franca de Manaus, que foi criada em 1967, com o objetivo de atrair investimento para a região amazónica. Existem ainda outras zonas francas, no entanto, para mais informações sobre os benefícios destas, consultar o capítulo 3. Tabela 10 Principais produtos agrícolas brasileiros O Brasil tem a liderança mundial em alguns dos principais produtos agrícolas Produção Quota Mundial (%) Exportação Quota Mundial (%) Soja (milhares de toneladas) % % Milho (milhares de toneladas) % % Carne de vaca (milhares de toneladas) % % Aves (milhares de toneladas) % % Carne de porco (milhares de toneladas) % 645 9% Açúcar (milhares de toneladas) % % Etanol (milhões de litros) % % Café (milhares de sacos de 60kg) % % Sumo de laranja (milhares de toneladas) % % Fonte: PwC Agribusiness Research & Knowledge Center O potencial piscatório brasileiro é gigantesco, com cerca de km de costa, no entanto, este potencial não está ainda a ser explorado em larga escala. As principais indústrias do país incluem a indústria petroquímica, metalúrgica, automóvel, mineradora, cimento, papel e produtos relacionados, a agroindústria, incluindo a transformação de alimentos. No entanto, ainda existe um enorme potencial de expansão em todos os setores listados, apesar das restrições ao investimento externo. A indústria de alta-tecnologia é maioritariamente constituída por fábricas que se limitam a importar os componentes e as partes dos equipamentos eletrónicos e a montá-los no país. As multinacionais dominam o setor da alta-tecnologia, apesar da existência de alguns grupos nacionais de relevo. Como em muitos países emergentes, o Brasil viveu nos últimos anos um forte incremento de negócios online, bem como de negócios financiados através de capital de risco, o que trás novos desafios e oportunidades ao mercado. Os serviços compõem a maior parte da economia brasileira e estão em franco crescimento. As áreas de maior potencial estão ligadas ao turismo e serviços de informação. Os serviços comerciais são relativamente sofisticados e o país conta com uma forte presença de multinacionais em áreas como o marketing, serviços informáticos e consultoria. Os grandes grupos industriais possuem as suas próprias redes de distribuição e transporte (fruto do tamanho do país e das ineficientes infraestruturas). Finalmente, apesar de existirem algumas restrições protecionistas, os investidores estrangeiros estão autorizados a atuar nos serviços de telecomunicações, financeiros e na banca. 65

66 2.3. Política económica Perspetivas futuras Apesar de, em 2001, a Goldman Sachs ter previsto que os BRIC seriam o motor de crescimento da economia mundial, a configuração da economia e da política internacional alterou-se. O Brasil viveu anos de forte crescimento económico nos últimos 20 anos e perspetiva-se que mantenha um razoável ritmo de crescimento no futuro, no entanto, não ao nível dos demais países que compõe os BRIC. Considera-se hoje em dia que o país fez muito pouco no que toca a reformas profundas e estruturais durante os anos de forte crescimento económico. O setor público brasileiro é demasiado grande e impõe um peso desmedido sobre o setor privado. O sistema tributário do país é um dos mais complexos do mundo, os impostos sobre os salários ascendem a 58% do salário nominal e o Governo tem-se atrasado em investimentos prioritários. O sistema de pensões brasileiro é demasiado generoso, o que faz com o que o país gaste tanto em pensões como um país europeu com 3 vezes a sua população idosa. No entanto, os gastos públicos em infraestruturas são ainda muito reduzidos quando comparados com a média mundial. Gráfico 44 - Crescimento anual do PIB real 8% 7% 6% 5% 4% 3% 2% 1% 0% 5.3% 4.4% 2.2% 3.4% 0.3% 0.04% 4.3% 1.3% 2.7% 1.1% 5.7% 3.2% 4.0% 6.1% 5.2% 7.5% -0.3% 2.7% 4.0% 4.2% 0.0% 3.0% (1%) Fonte: FMI O FMI tem apresentado sucessivas revisões em baixa para o crescimento do PIB do Brasil para os próximos anos, revelando uma tendência de crescimento da economia inferior aos valores inicialmente previstos de 4%. No primeiro trimestre de 2014, o FMI estimou um crescimento do PIB de apenas 1.8% para o mesmo ano, perspetivando-se que o alinhamento para os valores previstos de 4% só se inicie no segundo semestre de O crescimento económico brasileiro deverá ser influenciado pelos vários eventos mundiais que irão ocorrer nos próximos anos e pela perspetiva de aumento do número de turistas associados aos eventos e a um maior reconhecimento mundial. Será igualmente influenciado pela perspetiva do crescimento das suas exportações dos setores agrícolas e da agro-indústria, bem como pela recuperação do setor industrial que poderá beneficiar de uma desvalorização da moeda nacional face ao dólar, aumentando a competitividade dos produtos brasileiros. No entanto, essa mesma desvalorização irá ter efeitos sobre a inflação, resultando assim em menor poder de compra interno, o que poderá ter algum impacto, ainda que reduzido, no consumo interno. 20 Banco Central do Brasil e The Economist, PwC,

67 Prioridades estratégicas do Brasil 21 Em 2007, o Governo brasileiro lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), promovendo assim o planeamento (e execução) de grandes obras de infraestrutura social, urbana, logística e energética no país, com vista a aumentar (acelerar) o crescimento económico brasileiro e mantê-lo numa rota sustentável. De acordo com o Governo, o PAC ajudou a dobrar os investimentos públicos brasileiros (de 1,62% do PIB em 2006 para 3,27% em 2010) e ajudou o Brasil a gerar um volume recorde de empregos 8,2 milhões de postos de trabalho criados no período. Considera-se que o PAC teve importância fundamental para o país durante a grave crise financeira mundial entre 2008 e 2009, garantindo emprego e rendimento aos brasileiros, o que por sua vez garantiu a continuidade do consumo de bens e serviços, mantendo ativa a economia e aliviando os efeitos da crise sobre as empresas. Desta forma, o Governo decidiu lançar um segundo PAC que entrou em vigor em 2011, com base na mesma estratégia e com os mesmos objetivos. Oportunidade de desenvolvimento sem precedente O atual nível de desenvolvimento das infraestruturas não tem nenhum precedente na história brasileira; O BNDES estima que os investimentos em infraestrutura possam atingir 2,5% a 3% do PIB até ao final de 2014; Entre 2003 e 2011, aproximadamente 40 milhões de indivíduos passaram a pertencer à classe média, que passou de 65,9 milhões para 105,5 milhões de pessoas; O Brasil tem hoje mais de projetos de infraestrutura que envolverão investimentos de USD 348,5mil milhões (aproximadamente 50% estão na fase inicial). Fatores atraentes do mercado em crescimento Crescimento da população e urbanização; Crescimento económico que aumenta a riqueza pessoal e a procura por infraestruturas de melhor qualidade; Baixa correlação com mercados desenvolvidos; Investimento historicamente baixo em infraestrutura; Melhoria no ambiente de investimento; Privatizações e iniciativas público-privadas. Motores da infraestrutura A melhoria da infraestrutura brasileira e crucial para manter o crescimento estável do país; O Brasil irá concretizar uma grande renovação da sua infraestrutura, incluindo portos e logística, aeroportos e transporte, ferroviais, estradas, energia e arenas desportivas; O Brasil vai sediar o Mundial 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016; O PAC2 prevê investimentos nas 12 cidades-sedes das competições: o USD 3,3 mil milhões para estádios desportivos; o USD 6,8 mil milhões para mobilidade urbana; o USD 400 milhões para terminais e portos; o USD 1,2 mil milhões para a construção e renovação do setor hoteleiro. 21 Ministério da Fazenda 67

68 Principais setores para investimentos em infraestruturas no Brasil Portos Ferrovias Rodovias Aeroportos Energia Pré-sal O Governo abriu os portos públicos brasileiros à concessão do setor privado Investimentos maciços em infraestruturas de ferrovias (incluindo transporte de alta velocidade) Programa de concessão do Governo abrange km de estradas Investimentos maciços nos aeroportos do país, incluindo a construção de novos terminais, tal como uma 2ª ronda de concessão de aeroportos Mais instalações estão previstas, apesar dos atrasos devido a conflitos na obtenção de licenças ambientais Investimentos na área do pré-sal devem transformar o Brasil em um grande exportador de petróleo cru Principais regiões e Estados do Brasil Principais regiões importadoras O Brasil está dividido em 5 grandes regiões, a Região Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e Sul. Esta divisão realizada em pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística procurou reunir os Estados com perfis sociais e económicos comuns. A Região Norte é caracterizada por grandes extensões de território cobertos pela floresta da Amazónia, com umas das biodiversidades mais ricos do mundo, com rios navegáveis e rica em minério. A Região do Nordeste é caracterizada pelas grandes extensões de território, com uma profunda desigualdade em termos de ocupação humana e disponibilidade de água. A Região Centro Oeste é caracterizada pelo setor da Agro Industria e da pecuária. A Região Sudeste é a região economicamente mais desenvolvida do Brasil, com o principal polo industrial do Brasil A Região Sul é a segunda região mais industrializada do País e detém os melhores indicadores sociais. 68

69 Gráfico 45 Importações por região do Brasil Importações por região % (2013) 7% 21% 11% 7% Região Norte Região do Nordeste Região Centro Oeste Região Sudeste Região Sul 54% Em termos de importações, em 2013, a Região Norte importou cerca de US$ 16 mil milhões, a Região do Nordeste importou US$ 28 mil milhões, a Região do Centro Oeste US$ 16 mil milhões, a Região do Sudeste cerca de US$ 131 mil milhões e a Região Sul, cerca de US$ 51 mil milhões. Há uma forte concentração das importações no Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro que serão objeto de análise mais detalhada. Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Principais produtos importados por Região do Brasil Os produtos importados pelo Brasil apresentam características diferentes consoante a região que se analise, porém, é possível detetar características comuns, nomeadamente quanto à importação de produtos de alta tecnologia, componentes e peças para a indústria, veículos automóveis de passageiros e produtos químicos. A importação de matéria-prima é residual. Região Norte Total de Importações em 2013, US$ 16 mil milhões Variação 2012/2013: % Outras partes p/aparelhos recept. radiodif. telev; Microprocessadores mont.p/superf.(smd); Partes p/aparelhos de /telefonia/telegrafia; "gasóleo" (óleo diesel); Outros circuitos integrados monolíticos; Partes e acessórios de motocicletas; Outras unidades de ar condicionado; Memória ram =25ns,eprom, eeprom, prom, Rom, flash; Estireno; Conjuntos cabeça-disco de unid.de disco rígido; Embarcações p/transporte de mercadorias ou pessoas; Hidróxido de sódio em sol. Aquosa (lixivia); Paládio em formas brutas ou em pó; Moto compressora hermética, frig; Ci multicamada c/ isolante res.epoxida/tec; Cond. elétrico peças de conexão; Partes p/aparelhos radio telecomando/camaras; Outras memórias digitais montadas; Trigo e misturas de trigo c/centeio; Unidades de discos magnéticos/discos rígido; Circuitos impr.c/comp. elétr./eletr. montados; Acumuladores elétricos de íon de lítio; Prata; Tela p/microcomputadores portáteis, policromáticos; Outras partes e acess.p/máquinas automat. proc; Circuito integ. monolítico "chipset"; Conectores p/circuito impresso, p/tensão <=1kv; Consolas e maq.de jogos de vídeo; Outras partes para motores de explosão; Outros polietilenos s/carga, d>=0.94,em formas; Polietileno linear, densidade <0.94; Tereftalato de polietileno em forma primária; Outros próprios p/aparelhos telefónicos; Coque de petróleo Região do Nordeste Total de Importações em 2013, US$ 27 mil milhões Variação 2012/2013: % "Gasóleo" (óleo diesel); Outras gasolinas, exceto para aviação; Naftas para petroquímica; Sulfetos de minérios de cobre; Out. trigos e misturas de trigo c/centeio; Automóveis c/motor explosão,1500<cm3<=3000,at; Outros propanos liquefeitos; Querosenes de aviação; Gás natural, liquefeito; Outros veículos automóveis c/motor diesel, p/c; Ácido tereftalico e seus sais; Cátodos de cobre refinado/seus elementos; Outros cloretos de potássio; Diidrogenoortofosfato de amónio, incl. mist; Outros grupos eletrog.; Outras turbinas a vapor, de potencia>40mw; Partes de outros motores/geradores/grupos; Óleos brutos de petróleo; Outros veículos automóveis c/motor explosão; Malte não torrado, inteiro ou partido; Outros grupos eletrog.de energia eólica; Outs. construções e suas partes, de ferro fund/; Lamin. ferro/aço,l>=6dm,galvan.outro proc. e<4; Automóveis c/motor explosao,1000<cm3<=1500; Outs. Inseticidas; Hidróxido de sódio em sol. aquosa (lixivia soda); Butanos liquefeitos; Hulha betuminosa, não aglomerada; Calçados p/desporto; Arroz semibranqueado; Etilenoglicol (etanodiol); Outros querosenes; Coque de petróleo não calcinado; Gás liquefeito de petróleo (glp); Outs. máquinas e aparelhos p/fabr. pasta de mater; Desperdícios e resíduos, de cobre; P-xileno; Lamin.de outras ligas aços, quente, l>=600mm; Policloreto de vinila, 69

70 calcinado; Blocos de cilindros, peças p/motores; Polipropileno sem carga, em forma primária; Outras turbinas a gás de potência>5000kw; Outros circuitos montados; Chapas de liga de alumínio; Retificadores de cristal (semicondutores); Outras bobinas de reactância e de autoindução; Cartões inteligentes smart cards; Parafusos, pinos/pernos, de ferro fundido; Condensadores fixos c/dieletr; Caixas p/relógio de pulso/bolso; Pneus radiais, novos; "Dumpers"; Outras máquinas e aparelhos mecânicos; Dumpers p/transp. De mercadorias; Chapas, folhas, tiras, etc., autoadesiva; Moto compressores herméticos p/equipamentos. obt. proc. suspensão; Navios-tanque; Máquinas ferramentas p/estampar metais, c/comando; Outras formas brutas de chumbo refinado; Automóveis c/motor explosão, cil<=1000cm3; Outras máquinas e aparelhos mecânicos; Outros grupos eletrog. p/motor diesel>375kva; Outros óleos de "palmiste"; Superfosfato, teor de pentóxido de fosforo; Borracha natural; Barras de ferro/aço, laminado, quente, dentadas, etc.; Automóveis c/motor explosão,cm3>3000,até 6 pa. Região Centro Oeste Total de Importações em 2013, US$ 16 mil milhões Variação 2012/2013: % Região Sudeste Total de Importações em 2013, US$ 131 mil milhões Variação 2012/2013: % Gás natural no estado gasoso; Outros cloretos de potássio; Outs. frações do sangue, prod. 9munol. modif.; Automóveis c/motor explosão,1500<cm3<=3000; Anticorpo humano c/afin. especif. antígeno; Cátodos de cobre refinado/seus elementos; Diidrogeno-ortofosfato de amónio; Ureia com teor de nitrogénio>45% em peso; Outs. adubos/fertiliz.miner.quim.c/nitrogénio; Outras partes e acess. de carroçarias p/veículos; Superfosfato, teor de pentóxido de fosforo; Outros medicam. cont. prods. p/fins terapêuticos; Medicamento c/ciclosporina, fluspirileno; Sulfato de amónio; Outros medicamentos c/compostos heterocli.; Outros medicamentos c/comp. heterocicl. heteroat. Nitro; Medicamento contendo outras enzimas, em doses; Outras caixas de marchas; Eixos d/transm. c/diferencial p/veículos automóveis; Carnes desossadas de bovino, frescas; Outras vacinas para medicina humana, em doses; Fios têxteis de poliésteres crus; Motores diesel/semidiesel,p/veic.cap.87, 2500; Carnes desossadas de bovino, congeladas; Outros motores de explosão, p/veic.; Caldeiras "de agua superaquecida"; Outras partes e acess.p/tratores e veículos; Outs. aparelhos e dispositiv. p/ trat. matéria modificada; Outros instrumentos e aparelhos p/telecomunicações; Outros óleos de palma; Imunoglobulina liofilizada ou em solução; Outros aparelhos mecânicos, para projetar; Nitrato de amónio, mesmo em solução aquosa; Coque de petróleo não calcinado ; Motores diesel/semidiesel,p/veic.cap.87, 1500; Tecido de filam. poliester textur>=85%,tintos; Automóveis c/motor diesel,cm3>2500,sup.6 pass; Adubos ou fertilizantes c/nitrogénio, fosforo; Energia elétrica; Automóveis c/motor explosão,cm3>3000,sup.6; Veículos automóveis de combate a incêndios; Lamin. ferro/aço, l>=6dm,revest.ligas; Outras construções e suas partes, de ferro fund; Secadores p/madeiras, pastas de papel, papeis; Outras máquinas e aparelhos p/fabr. Pasta; Tecido de filam. poliéster textura>=85%,estampa; Metanol (álcool metílico); Batatas preparadas ou conservadas, congeladas; Out. trigos e misturas de trigo c/centeio; Preservativos. Óleos brutos de petróleo; "gasóleo" (óleo diesel); Automóveis c/motor explosão,1500<cm3<=3000; Gás natural, liquefeito; Hulha betuminosa, não aglomerada; Outs. parts. p/aparelhos de rádio; Partes de turborreatores ou de turbopropulsor; Naftas para petroquímica; Outras partes p/aviões ou helicópteros; Outras caixas de marchas; Outras inseticidas, apresentados de outro modo; Outras partes e acessórias de carroçarias p/veículos; Querosenes de aviação; Out. trigos e misturas de trigo c/centeio; Outras partes e acess.p/tratores e veículos; Automóveis c/motor explosãoexplosão,1000<cm3<=1500; Outros, cloretos de potássio; Microprocessadores montagem p/superf.; Automóveis c/motor explosão, cil<=1000cm3; Outros medicamentos c/comp. heterocicl. heteroat. nitro; Turborreatores de empuxo>25kn; Circuitos impr. c/comp. elétr./eletr. Montados; Óleos lubrificantes sem aditivos; Outras máquinas e aparelhos mecânicos c/função; Outros circuitos integrados; Outras partes de máquinas e aparelhos de terraplana; Outros fungicidas apresentados de outro modo; Outros circuitos integrados monolíticos; Terminais portáteis de telemóveis; Outras compostos heterocicl.c/1 ciclo pirazol; Coques de hulha, de linhita ou de turfa; Partes de caixas de marchas; Glifosato e seu sal de monoisopropilamina; Outros eixos e partes, p/veículos automóveis; Tela p/microcomputadores portáteis, policromáticos; Ureia com teor de nitrogénio>45% em peso; Outras obras de plásticos; Outras obras de ferro ou aço; Outros helicópteros de peso>3500kg,vazios; Caixas de transmissão, redutores, etc.; Outros motores de explosão, p/veic.cap.87,sup.; Outras partes e acess.p/máquinas automáticas; Outros medicam. cont. prods. p/fins terapêuticos; Outros herbicidas apresentados d/outro modo; Outros veículos p/movim. carga, autopropulsores; Outras hulhas, mesmo em pó, mas não aglomeradas; Outros medicamentos c/compostos heterocicl.; Outras vacinas para medicina humana; Outros motores diesel/semidiesel,p/veic.;outros controladores eletron. automáticos p/veículos. 70

71 Região Sul Total de Importações em 2013, US$ 50 mil milhões Variação 2012/2013: + 3.2% Óleos brutos de petróleo; Outros veículos automóveis c/motor diesel, p/c; Naftas para petroquímica; Automóveis c/motor explosão, 1500 <CM3 <=3000; Outros cloretos de potássio; Cátodos de cobre refinado/seus elementos; Ureia com teor de nitrogénio; Didrogeno-ortofosfato de amónio; Automóveis c/motor explosão, cil<=1000cm3; Out. trigos e misturas de trigo c/centeio; Automóveis c/motor explosão; Outras partes e acess.de carroçarias p/ veículos; Hidrogeno-ortofosfato de amónio; Pneus novos para automóveis de passageiros; Outras caixas; Outras partes e acess.p/tratores e veículos; Automóveis c/motor diesel, cm3>2500,sup.6 pass; Outros pneus novos para autocarros ou camiões; Superfosfato, teor de pentóxido de fosforo; Outs. adubos/fertiliz.miner.quim.c/nitrogénio; Fio de fibras artificiais>=85%,simples; Outros polietilenos s/carga,d>=0.94,em formas; Outros feijões comuns, pretos, secos, em grãos; Policloreto de vinila,obt.proc.suspensao; Outros polímeros de etileno, em formas primárias; Outs. Fungicidas; Garrafões, garrafas, frascos, artigos semelhantes; Outros motores diesel/semidiesel, p/veic.; Outras luvas de borracha vulcanizada; Outros circuitos integrados; Sulfato de amónio; Metanol (álcool metílico); Outros veículos automóveis c/motor explosão; Fios têxteis de poliésteres crus; Outros ladrilhos, etc. de cerâmica/vidrados; Lâmpadas/tubos descarga, fluorescente, de cátodos; Polipropileno sem carga, em forma primária; Batatas preparadas ou conservadas, congeladas; Partes de outs. máquinas e apars.p/colheita; Travões e partes, p/tratores/veículos automóveis; Caixas de transmissão, edutores,etc.; Pasta quim. madeira de conifera, soda/sulfat.; Outras produtos de plástico; Polietileno sem carga, densidade<0.94,em forma; Outs. apars. recep. radiodif. c/apars.som,p/veic.; Azeite virgem; Milho em grão; Outs.máqs.apar.elétr.c/função própria; Outras frações do sangue, prod.imunol.modif.exc.; Outras máquinas e aparelhos mecânicos c/funções. Dados: Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior, Região Sudeste os Estados mais importadores, os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro Os Estados da Região do Sudeste são responsáveis por cerca de 50% das importações totais do Brasil, num montante global de US$ 131 mil milhões e um crescimento de 10.14% em 2013, invertendo a tendência de queda do crescimento das importações que se vinha a verificar desde 2010, tendo, inclusivamente sido registado em 2012, uma diminuição do valor das importações face ao ano anterior. Gráfico 46 Variação anual do CAGR das importações da Região do Sudeste Importações dos Estados da Região do Sudeste US$ milhões 12,343 USD 9% 21,574 USD 16% 7,435 USD 6% 89,756 USD 69% O Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro representam cerca de 85% das importações da Região, tendo atingido em 2013 um total de cerca de US$ 111 mil milhões. O Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo representam, em conjunto, apenas 15% das importações da região. São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais Espírito Santo Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,

72 Gráfico 47 Variação anual do CAGR* das importações CAGR Importações % 43.12% 40.00% 34.26% 30.00% 36.05% 21.24% 20.00% 13.94% 15.33% 22.43% 7.73% 10.00% 5.46% 0.00% -5.30% 10.16% % % CARG Importações da Região do Sudeste ( ) São Paulo Rio de Janeiro O ano de 2013 representa um ano de viragem na queda das importações em consequência da necessidade de matéria-prima para um vasto conjunto de investimentos em infraestruturas que têm vindo a ser realizadas. Conforme se poderá verificar pelo gráfico as importações do Estado de São Paulo influenciam de forma significativa os resultados da região. O Estado do Rio de Janeiro apresenta uma maior resistência à quebra nas importações. (*) CAGR (Compound Annual Growth Rate (Taxa de crescimento anual composta). Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Lista do 10 municípios mais importadores do Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro (2013) Entre os inúmeros municípios que compõem os Estados há municípios que se destacam dos demais pelo seu volume de importações, nomeadamente, no Estado do Rio de Janeiro, os Municípios do Rio de Janeiro, Niterói e Angra dos Reis, com cerca de 76% das importações, e no Estado de São Paulo, São Sebastião, São Paulo, Campinas e São Bernardo do Campo, com cerca de 65% das importações. Gráfico 48 Importações por município Macaé 4% Porto Real 4% Resende 5% Petrópolis 5% 10 Municípios mais importadores do Estado do Rio de Janeiro Belford Roxo 3% Angra dos Reis 12% Duque de Caxias 3% Niterói 26% Itaguaí 0% Rio de Janeiro 38% 10 Municípios mais importadores do Estado de São Paulo Sorocaba 5% Guarulhos 6% São José dos Campos 7% Jundiaí Taubaté 5% 5% São Bernardo do Campo 8% Campinas 8% Barueri 5% São Sebastião 26% São Paulo 25% Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,

73 Valores milhões US$ Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Estado de São Paulo O Estado de São Paulo é um dos maiores centros económicos e industriais da América do Sul. Com cerca de 42 milhões de habitantes, São Paulo é o Estado com maior população do Brasil, concentrando o 3 maior mercado consumidor da América Latina. Composto por 645 municípios, a sua dinâmica regional constituiu uma rede de cidades que compreende, nos estratos superiores de sua hierarquia, um conjunto de metrópoles, aglomerados e centros urbanos. Com o objetivo de manter São Paulo na sua trajetória de crescimento, o Governo do Estado concebeu o plano plurianual , com 180 programas e investimentos de US$ 336 mil milhões, dos quais US$ 331 resultam do Orçamento público e US$ 35 mil milhões de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e empresas estatais Investe São Paulo, 2013 Além de São Paulo, os municípios com maior população do Estado são: Guarulhos, Campinas, São Bernardo do Campo, Santo André, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Sorocaba e Santos. São Paulo dispõe de um conjunto alargado de infraestruturas, entre as quais, os principais aeroportos do Brasil, além do Porto de Santos, maior terminal de contentores da América Latina, responsável por 25% da corrente de comércio brasileira. Entre as várias universidades existentes em São Paulo, as três universidades públicas paulistas figuram entre as melhores do País, dispondo igualmente de uma ampla rede de ensino técnico e profissionalizante do Brasil, com destaque para o Centro Paula Souza, responsável pelas Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs). O Estado de São Paulo dispõe de incentivos fiscais adicionais que beneficiam diversos setores produtivos, entre os quais se encontram, a redução de alíquota no Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 18% para 12%. O Estado de São Paulo é o principal destino de turismo de negócios do Brasil. Com 75% das feiras e eventos realizados, a capital é a sede dos principais encontros brasileiros e internacionais, enquanto o interior e o litoral destacam-se por suas atividades económicas e de lazer. O Estado de São Paulo apresenta uma balança comercial deficitária atendendo às suas características económicas enquanto centro financeiro e centro de importações para o mercado de consumo interno. Gráfico 49 Balança comercial e variação das importações do Estado de São Paulo Balança comercial do Estado de São Paulo 100,000 USD 90,000 USD 80,000 USD 70,000 USD 60,000 USD 50,000 USD 40,000 USD 30,000 USD 20,000 USD 10,000 USD - USD Importações Exportações 40% 30% 20% 10% 0% -10% -20% -30% Variação das importações do Estado de São Paulo % CARG Importações 34% 21% % 15% Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,

74 Dada a contração na economia brasileira, as importações registam um crescimento reduzido entre 2010 e 2012, tendo, inclusive, nesse ano, registando uma diminuição das importações face ao ano anterior. O ano de 2013 retoma o crescimento das importações para valores superiores a 10%. Em termos de setores estratégicos, São Paulo apresenta os seguintes setores: Aeroespacial e Defesa Maior centro aeroespacial da América Latina, São Paulo responde por 73% das unidades locais, 95% da mão-deobra e 96% do valor da transformação industrial do setor aeronáutico brasileiro. Agroindústria É o maior produtor mundial de Laranja e Cana-de- Açúcar, destacando-se ainda na produção de Carne Bovina e outros produtos agrícolas. Alimentos O Estado está entre os principais produtores de alimentos industriais do mundo, responsável por cerca de 35,5% da produção industrial de alimentos no Brasil e referência no comércio e na prestação de serviços no setor. Automóvel O Estado é o 15º maior produtor de veículos do mundo e tem instalado no seu território mais de 41% das fábricas do setor automóvel brasileiro. Economia Verde O Estado detém o maior mercado de economia verde do País, com cerca de 142 mil empresas que dão emprego a cerca de 1.6 milhões de pessoas, com destaque para os setores dos Biocombustíveis e das Energias Renováveis. Petróleo e Gás Natural Além de abrigar 34% dos fornecedores nacionais de equipamentos e serviços voltados para o setor, São Paulo conta com cinco refinarias que representam 42,7% da capacidade do País e um enorme potencial extrativo com as descobertas no pré-sal. Saúde e Ciências da Vida Líder no setor e com excelente estrutura de pesquisa e mão-de-obra qualificada, São Paulo abriga 38% das empresas de biociências e 71% da indústria Farmacêutica do Brasil, bem como 53% do total de pessoas que trabalham no setor. Serviços Financeiros São Paulo concentra mais de 31% das agências bancárias e 32% das operações de crédito no Brasil. A capital do Estado abriga a BM&FBovespa, uma das cinco maiores bolsas de valores do mundo. Tecnologia da Informação e Comunicação Maior polo de tecnologia da informação e comunicação (TIC) do Brasil, São Paulo concentra 41% da indústria nacional de equipamentos de informática, além de uma ampla oferta de serviços voltados para computadores, tablets e smartphones. Fonte: Investe São Paulo Máquinas e Equipamentos Com cerca de 57% do valor da transformação industrial e 49% da mão-de-obra do Brasil no setor (cerca de 288 mil empregados). Mercado Imobiliário Com mais de 90% de sua população concentrada em áreas urbanas, São Paulo dispõe de 20% do total de habitantes do Brasil e representa 28% do PIB nacional da construção civil. Pesquisa e Desenvolvimento São Paulo dispõe de uma rede intensiva de universidades, centros de pesquisa, incubadoras e parques tecnológicos, respondendo por 86% dos investimentos recebidos no setor. A BM&FBOVESPA S.A. Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros encontra-se entre as maiores bolsas do mundo em valor de mercado e é líder na América Latina. Única bolsa de valores, mercadorias e futuros em operação no Brasil, a BM&FBOVESPA exerce igualmente o papel de dinamizar o mercado de capitais do Brasil. Fonte: BM&FBOVESPA S.A,

75 Lista das 100 empresas do Estado de São Paulo mais importadoras PETRÓLEO BRASILEIROS - PETROBRAS SYNGENTA PROTECAO DE CULTIVOS LTDA SAMSUNG ELETRONICA DA AMAZONIA LTDA EMBRAER S.A. LG - ELECTRONICS DO BRASIL LTDA BASF SA SCANIA LATIN AMERICA LTDA HONDA AUTOMOVEIS DO BRASIL LTDA EMBRAER S.A. CATERPILLAR BRASIL LTDA MERCEDES-BENZ DO BRASIL LTDA. GENERAL MOTORS DO BRASIL LTDA DELL COMPUTADORES DO BRASIL LTDA TOYOTA DO BRASIL LTDA FLEXTRONICS INTERNATIONAL TECNOLOGIA LTDA CISA TRADING S/A GENERAL MOTORS DO BRASIL LTDA ROBERT BOSCH LIMITADA FOXCONN BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA HYUNDAI MOTOR BRASIL MONTADORA DE AUTOMOVEIS LTDA NOVARTIS BIOCIENCIAS SA FLEXTRONICS INTERNATIONAL TECNOLOGIA LTDA PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS GOODYEAR DO BRASIL PRODUTOS DE BORRACHA LTDA SANOFI-AVENTIS FARMACEUTICA LTDA HONDA AUTOMOVEIS DO BRASIL LTDA ROLLS-ROYCE BRASIL LTDA. BMW DO BRASIL LTDA USINAS SIDERURGICAS DE MINAS GERAIS S/A. USIMINAS TAM LINHAS AEREAS S/A. DOW AGROSCIENCES INDUSTRIAL LTDA ERICSSON TELECOMUNICACOES S A. CATERPILLAR BRASIL COMÉRCIO DE MÁQUINAS E PECAS LTDA. WYETH INDÚSTRIA FARMACEUTICA LTDA LABORATORIOS PFIZER LTDA VOLKSWAGEN DO BRASIL INDÚSTRIA DE VEICULOS HEWLETT-PACKARD BRASIL LTDA C&A MODAS LTDA. TOYOTA DO BRASIL LTDA LENOVO TECNOLOGIA (BRASIL) LIMITADA JANSSEN-CILAG FARMACEUTICA LTDA NIKE DO BRASIL COMÉRCIO E PARTICIPACOES LTDA VOLVO DO BRASIL VEICULOS LTDA FORD MOTOR COMPANY BRASIL LTDA ASTRAZENECA DO BRASIL LTDA. CNH LATIN AMERICA LTDA DOW BRASIL SUDESTE INDUSTRIAL LTDA. JOHNSON & JOHNSON DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO BRIDGESTONE DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. HUAWEI DO BRASIL TELECOMUNICACOES LTDA COMPALEAD ELETRONICA DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO BAYER S.A. FIH DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ELETRONICOS LTDA PROCTER & GAMBLE DO BRASIL S.A. GENERAL ELECTRIC ENERGY DO BRASIL EQUIPAMENTOS SER CARGILL AGRICOLA S A FORD MOTOR COMPANY BRASIL LTDA BOEHRINGER INGELHEIM DO BRASIL QUIMICA E FARMACEUTICA INTERNATIONAL INDÚSTRIA AUTOMOTIVA DA AMERICA DO SUL LT ABBOTT LABORATORIOS DO BRASIL LTDA GENERAL MOTORS DO BRASIL LTDA CUMMINS BRASIL LIMITADA IBM BRASIL-INDÚSTRIA MÁQUINAS E SERVICOS LIMITADA ARYSTA LIFESCIENCE DO BRASIL INDÚSTRIA QUIMICA E AGROPE FUNDAÇÃO BUTANTAN MONSANTO DO BRASIL LTDA 3M DO BRASIL LTDA MOSAIC FERTILIZANTES DO BRASIL LTDA. PIRELLI PNEUS LTDA. JOHN DEERE BRASIL LTDA NOVELIS DO BRASIL LTDA. TECSIS TECNOLOGIA E SISTEMAS AVANCADOS S.A. FOXCONN BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA DU PONT DO BRASIL S A LOJAS RIACHUELO SA THINKTECH INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE INFORMATICA SA VALTRA DO BRASIL LTDA. CLARIANT S.A MOTOROLA MOBILITY COMÉRCIO DE PRODUTOS ELETRONICOS LTDA AGC VIDROS DO BRASIL LTDA. SMART MODULAR TECHNOLOGIES INDÚSTRIA DE COMPONENTES SCHERING DO BRASIL QUIMICA E FARMACEUTICA LTDA. VALE FERTILIZANTES S.A. UPL DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE INSUMOS AGROPECUA MERITOR DO BRASIL SISTEMAS AUTOMOTIVOS LTDA. TETRA PAK LTDA ELI LILLY DO BRASIL LTDA ZARA BRASIL LTDA DRESSER-RAND DO BRASIL LTDA. SHELL BRASIL PETROLEO LTDA RHODIA POLIAMIDA E ESPECIALIDADES LTDA LUXOTTICA BRASIL PRODUTOS OTICOS E ESPORTIVOS LTDA PIRELLI PNEUS LTDA. SKF DO BRASIL LTDA CONFAB INDUSTRIAL SOCIEDADE ANONIMA SUMITOMO CHEMICAL DO BRASIL REPRESENTACOES LIMITADA NOVARTIS BIOCIENCIAS SA 75

76 Lista das 100 empresas do Estado de São Paulo mais importadoras a Portugal CARGILL AGRICOLA S A BUNGE ALIMENTOS S/A PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS BRASCOD - COMÉRCIO, IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA FORD MOTOR COMPANY BRASIL LTDA PARANAPANEMA S/A CONSTRUTORA ANDRADE GUTIERREZ SA EMBRAER S.A. ZARA BRASIL LTDA LINK COMERCIAL IMPORTADORA E EXPORTADORA LTDA FORD MOTOR COMPANY BRASIL LTDA INTERNATIONAL INDÚSTRIA AUTOMOTIVA DA AMERICA DO SUL LT PROADEC BRASIL LTDA TYCO ELECTRONICS BRASIL LTDA CONTERN-CONSTRUCOES E COMÉRCIO LTDA COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO REPRETEC TRADING LTDA NOKIA DO BRASIL TECNOLOGIA LTDA FERTIBERIA BRASIL LTDA COMPANHIA BRASILEIRA DE VIDROS PLANOS - CBVP DOW BRASIL SUDESTE INDUSTRIAL LTDA. AGC VIDROS DO BRASIL LTDA. MARTIFER - CONSTRUCOES METALICAS LTDA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO SUPERMERCADOS MUNDIAL LTDA SIDEL DO BRASIL LTDA. FERRONORTE INDUSTRIAL LTDA COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO FAMAVAL EQUIPAMENTOS PARA TELECOMUNICACAO LTDA BELGO BEKAERT ARAMES LTDA SENDAS DISTRIBUIDORA S/A M&G POLIMEROS BRASIL S.A. ADEGA ALENTEJANA COMÉRCIO IMPORTACAO E EXPORTACAO INTERCEMENT BRASIL S.A. BRASCOD - COMÉRCIO, IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ELECTROLUX DO BRASIL S/A COMERCIAL BEIRAO DA SERRA LTDA MERCOFRICON S/A ARCELORMITTAL BRASIL S.A. CISA TRADING S/A IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS HUF DO BRASIL LTDA PRONEFRO BRASIL LTDA INTERCEMENT BRASIL S.A. QUALIMPOR IMPORT E EXPORT DE PRODS ALIMENTICIOS LTDA ROBERT BOSCH LIMITADA M2V COMERCIAL IMPORTADORA & EXPORTADORA LTDA - ME CCB - CIMPOR CIMENTOS DO BRASIL S.A. MARTIFER - CONSTRUCOES METALICAS LTDA WAL MART BRASIL LTDA FAURECIA AUTOMOTIVE DO BRASIL LTDA CCB - CIMPOR CIMENTOS DO BRASIL S.A. PADTEC S/A HUSQVARNA DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS PA CARREFOUR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA JBS S/A SAINT-GOBAIN VIDROS S.A. SEA FOODS DO BRASIL IMPORTACAO E EXPORTACAO S.A. INDASA BRASIL LTDA DURIT BRASIL LTDA INTERCONTINENTAL COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA RIO BRANCO ALIMENTOS S/A BOMPRECO SUPERMERCADOS DO NORDESTE LTDA SAINTE MARIE IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA NS IMPORTACAO E COMÉRCIO LTDA VIA VENETO ROUPAS LTDA MINERACAO GUIDONI LTDA IBER-OLEFF BRASIL LTDA BARRINHAS COMÉRCIO IMPORTACAO DE BEBIDAS E CEREAIS OPERGEL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PDTS ALIMENTICIOS CORTICEIRA PAULISTA LTDA NIPPONFLEX INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE COLCHOES LTDA. CONTINENTAL DO BRASIL PRODUTOS AUTOMOTIVOS LTDA VAA BRASIL - COMÉRCIO, IMPORTACAO E EXPORTACAO S/A DIAGEO BRASIL LTDA. VISTEON AMAZONAS LTDA CAPITAL TRADE IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA MOTOFIL COMÉRCIO DE MÁQUINAS LTDA VOLVO DO BRASIL VEICULOS LTDA GENERAL MOTORS DO BRASIL LTDA HEMPEL TINTAS DO BRASIL LTDA AB SISTEMA DE FREIOS LTDA CENCOSUD BRASIL COMERCIAL LTDA BARCELONA COMÉRCIO VAREJISTA E ATACADISTA S/A ASPOCK DO BRASIL LTDA GRUBRAS INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE GRUAS LTDA - ME 'BRUMAR COMERCIAL E IMPORTADORA DE ALIMENTOS LTDA.'' STK SISTEMAS DO BRASIL LTDA ALFAGLASS - IMPORTADORA E DISTRIBUIDORA DE VIDROS LTDA PARAMOUNT TEXTEIS INDÚSTRIA E COMÉRCIO SA VIA VENETO ROUPAS LTDA GESTAMP BRASIL INDÚSTRIA DE AUTOPECAS S/A TETRA PAK LTDA ACSICOMEX - IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - EPP INTERFOOD IMPORTACAO LTDA CERAMICA KASPARY LTDA UTILITY COMERCIAL IMPORTADORA E EXPORTADORA LTDA. 76

77 Milhões US$ Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Estado do Rio de Janeiro O Estado do Rio de Janeiro é considerado um importante hub logístico, com 5 portos e 3 aeroportos (2 maior do país e um dos únicos com capacidade de expansão) sendo igualmente sede das principais empresas do Brasil e de importantes setores como Óleo e Gás, Tecnologia da Informação e Comunicação e Turismo. Composto por 93 munícipios o Estado do Rio de Janeiro é marcado pela sua beleza natural e por uma zona costeira com 635 km 2 de extensão atraindo muitos turistas e dinamizando o setor. A cidade do Rio de Janeiro, com 11 milhões e 700 mil habitantes, é a segunda maior cidade do Brasil e a terceira da América Latina, representa cerca de 50% do PIB do Estado e absorve cerca de ¼ do investimento externo direto no país. Além do Rio de Janeiro, outros municípios com muita população são: São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, Belford Roxo, São José de Meriti, Campos dos Goytacazes, Petrópolis e Volta Redonda. A balança comercial do Estado do Rio de Janeiro revela uma tendência crescente das suas importações. Em 2013, apesar de ter registado uma taxa de crescimento das importações inferior ao ano anterior, pela primeira vez apresentou uma balança comercial deficitária em cerca de US$ 200 milhões. Gráfico 50 Balança comercial e variação das importações do Estado do Rio de Janeiro Balança comercial do Estado do Rio de Janeiro 35,000 USD 30,000 USD 25,000 USD 20,000 USD 15,000 USD 10,000 USD 5,000 USD 21,574 USD 20,456 USD 13,519 USD 18,989 USD 16,666 USD 11,644 USD 20,022 USD 29,445 USD 28,611 USD 21,273 USD 50% 40% 30% 20% 10% 0% -10% Variação das importações do Estado do Rio de Janeiro CARG Importações 43% 14% 7% 5% USD % -30% -19% Importações Exportações Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, 2014 Os principais setores de investimento no Estado do Rio de Janeiro estão intrinsecamente relacionados com 4 setores estratégicos, óleo e gás, mineração, siderurgia e petroquímica. 77

78 Além destes setores o Estado do Rio de Janeiro, e nomeadamente, o município do Rio de Janeiro apresenta oportunidades específicas: Energia O Estado do Rio de Janeiro é o maior produtor de petróleo do Brasil Sede da Petrobras, Agências Reguladoras e instituições de pesquisa Maiores e mais importantes centros de Pesquisa e Desenvolvimento de energia e pré-sal Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) Maior centro de Pesquisa e Desenvolvimento, incubadoras e centros tecnológicos Mais moderno centro de operações para monitoramento urbano do mundo Industria Sede do maior centro industrial siderúrgico do Brasil Industria Criativa Sede da maior empresa de entertainment & media do país, Rede Globo. Hotelaria e Turismo Principal destino turístico do Brasil Cidade referência em estilo de vida Lista das 50 empresas do Estado do Rio de Janeiro mais importadoras CARGILL AGRICOLA S A BUNGE ALIMENTOS S/A PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS BRASCOD - COMÉRCIO, IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA FORD MOTOR COMPANY BRASIL LTDA PARANAPANEMA S/A CONSTRUTORA ANDRADE GUTIERREZ SA EMBRAER S.A. ZARA BRASIL LTDA LINK COMERCIAL IMPORTADORA E EXPORTADORA LTDA FORD MOTOR COMPANY BRASIL LTDA INTERNATIONAL INDÚSTRIA AUTOMOTIVA DA AMERICA DO SUL LT PROADEC BRASIL LTDA TYCO ELECTRONICS BRASIL LTDA CONTERN-CONSTRUCOES E COMÉRCIO LTDA COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO REPRETEC TRADING LTDA NOKIA DO BRASIL TECNOLOGIA LTDA FERTIBERIA BRASIL LTDA COMPANHIA BRASILEIRA DE VIDROS PLANOS - CBVP DOW BRASIL SUDESTE INDUSTRIAL LTDA. AGC VIDROS DO BRASIL LTDA. MARTIFER - CONSTRUCOES METALICAS LTDA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO SUPERMERCADOS MUNDIAL LTDA SIDEL DO BRASIL LTDA. FERRONORTE INDUSTRIAL LTDA COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO FAMAVAL EQUIPAMENTOS PARA TELECOMUNICACAO LTDA BELGO BEKAERT ARAMES LTDA SENDAS DISTRIBUIDORA S/A M&G POLIMEROS BRASIL S.A. ADEGA ALENTEJANA COMÉRCIO IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA INTERCEMENT BRASIL S.A. BRASCOD - COMÉRCIO, IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ELECTROLUX DO BRASIL S/A COMERCIAL BEIRAO DA SERRA LTDA MERCOFRICON S/A ARCELORMITTAL BRASIL S.A. CISA TRADING S/A IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS HUF DO BRASIL LTDA PRONEFRO BRASIL LTDA INTERCEMENT BRASIL S.A. QUALIMPOR IMPORT E EXPORT DE PRODS ALIMENTICIOS LTDA ROBERT BOSCH LIMITADA M2V COMERCIAL IMPORTADORA & EXPORTADORA LTDA - ME CLARIANT S.A CAPROCK COMUNICACOES DO BRASIL LTDA A! BODYTECH PARTICIPACOES S.A SECRET INDÚSTRIA DE CONFECÇÕES LTDA M CASSAB COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA SCHOELLER BLECKMANN DO BRASIL LTDA TOTAL E&P DO BRASIL LTDA INDUSTRIAS GRANFINO S/A 78

79 Lista das 100 empresas do Estado de Rio de Janeiro mais importadoras a Portugal CARGILL AGRICOLA S A BUNGE ALIMENTOS S/A PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS BRASCOD - COMÉRCIO, IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA FORD MOTOR COMPANY BRASIL LTDA PARANAPANEMA S/A CONSTRUTORA ANDRADE GUTIERREZ SA EMBRAER S.A. ZARA BRASIL LTDA LINK COMERCIAL IMPORTADORA E EXPORTADORA LTDA FORD MOTOR COMPANY BRASIL LTDA INTERNATIONAL INDÚSTRIA AUTOMOTIVA DA AMERICA DO SUL LT PROADEC BRASIL LTDA TYCO ELECTRONICS BRASIL LTDA CONTERN-CONSTRUCOES E COMÉRCIO LTDA COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO REPRETEC TRADING LTDA NOKIA DO BRASIL TECNOLOGIA LTDA FERTIBERIA BRASIL LTDA COMPANHIA BRASILEIRA DE VIDROS PLANOS - CBVP DOW BRASIL SUDESTE INDUSTRIAL LTDA. AGC VIDROS DO BRASIL LTDA. MARTIFER - CONSTRUCOES METALICAS LTDA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO SUPERMERCADOS MUNDIAL LTDA SIDEL DO BRASIL LTDA. FERRONORTE INDUSTRIAL LTDA COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO FAMAVAL EQUIPAMENTOS PARA TELECOMUNICACAO LTDA BELGO BEKAERT ARAMES LTDA SENDAS DISTRIBUIDORA S/A M&G POLIMEROS BRASIL S.A. ADEGA ALENTEJANA COMÉRCIO IMPORTACAO E EXPORTAÇÃO INTERCEMENT BRASIL S.A. BRASCOD - COMÉRCIO, IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ELECTROLUX DO BRASIL S/A COMERCIAL BEIRAO DA SERRA LTDA MERCOFRICON S/A ARCELORMITTAL BRASIL S.A. CISA TRADING S/A IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS HUF DO BRASIL LTDA PRONEFRO BRASIL LTDA INTERCEMENT BRASIL S.A. QUALIMPOR IMPORT E EXPORT DE PRODS ALIMENTICIOS LTDA ROBERT BOSCH LIMITADA M2V COMERCIAL IMPORTADORA & EXPORTADORA LTDA - ME CCB - CIMPOR CIMENTOS DO BRASIL S.A. MARTIFER - CONSTRUCOES METALICAS LTDA WAL MART BRASIL LTDA FAURECIA AUTOMOTIVE DO BRASIL LTDA CCB - CIMPOR CIMENTOS DO BRASIL S.A. PADTEC S/A HUSQVARNA DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS CARREFOUR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA JBS S/A SAINT-GOBAIN VIDROS S.A. SEA FOODS DO BRASIL IMPORTACAO E EXPORTACAO S.A. INDASA BRASIL LTDA DURIT BRASIL LTDA INTERCONTINENTAL COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA RIO BRANCO ALIMENTOS S/A BOMPRECO SUPERMERCADOS DO NORDESTE LTDA SAINTE MARIE IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA NS IMPORTACAO E COMÉRCIO LTDA VIA VENETO ROUPAS LTDA MINERACAO GUIDONI LTDA IBER-OLEFF BRASIL LTDA BARRINHAS COMÉRCIO IMPORTACAO DE BEBIDAS E CEREAIS OPERGEL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PRODUTOS ALIMENTICIOS CORTICEIRA PAULISTA LTDA NIPPONFLEX INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE COLCHOES LTDA. CONTINENTAL DO BRASIL PRODUTOS AUTOMOTIVOS LTDA VAA BRASIL - COMÉRCIO, IMPORTACAO E EXPORTACAO S/A DIAGEO BRASIL LTDA. VISTEON AMAZONAS LTDA CAPITAL TRADE IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA MOTOFIL COMÉRCIO DE MÁQUINAS LTDA VOLVO DO BRASIL VEICULOS LTDA GENERAL MOTORS DO BRASIL LTDA HEMPEL TINTAS DO BRASIL LTDA AB SISTEMA DE FREIOS LTDA CENCOSUD BRASIL COMERCIAL LTDA BARCELONA COMÉRCIO VAREJISTA E ATACADISTA S/A ASPOCK DO BRASIL LTDA GRUBRAS INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE GRUAS LTDA - ME 'BRUMAR COMERCIAL E IMPORTADORA DE ALIMENTOS LTDA.'' STK SISTEMAS DO BRASIL LTDA ALFAGLASS - IMPORTADORA E DISTRIBUIDORA DE VIDROS LTDA PARAMOUNT TEXTEIS INDÚSTRIA E COMÉRCIO SA VIA VENETO ROUPAS LTDA GESTAMP BRASIL INDÚSTRIA DE AUTOPECAS S/A TETRA PAK LTDA ACSICOMEX - IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - EPP INTERFOOD IMPORTACAO LTDA CERAMICA KASPARY LTDA UTILITY COMERCIAL IMPORTADORA E EXPORTADORA LTDA. 79

80 2.5. Infraestruturas e energia 22 O estado das infraestruturas no Brasil O Brasil tem vindo a realizar nos últimos anos importantes investimentos no desenvolvimento das suas infraestruturas. Só ano de 2012 o Governo realizou concessões para o desenvolvimento e operação de três dos aeroportos principais do país (Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, Viracopos em Campinas e o aeroporto de Brasília). A terceira fase de concessões ocorreu em Novembro de 2013, para Ampliação, Manutenção e Exploração dos aeroportos internacionais Antônio Carlos Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro (RJ), e Tancredo Neves (Confins), em Minas Gerais (MG). O processo de entrega da infraestrutura aeroportuária brasileira à iniciativa privada teve início em agosto de 2011, quando foi leiloada a concessão para construção e operação do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, sendo expectável a realização de novas fases de concessões. Desde que as estradas controladas pelo estado brasileiro foram privatizadas como parte do Programa Nacional Brasileiro de Privatização, houve investimentos significativos no desenvolvimento e modernização da rede rodoviária nacional. Esta rede está maioritariamente localizada nas regiões sul e sudeste (apesar de alguns planos de extensão para o Norte e Centro-Oeste). Investimentos urgentes têm vindo a ser identificados na região Nordeste do país. Um produtor de soja do Mato Grosso gasta 25% do valor do seu produto para o transportar até ao porto. A proporção para um produtor do mesmo produto no estado do Iowa (EUA) é de 9% Apesar de melhorias na rede ferroviária, o transporte rodoviário ainda domina o tráfego intercidades de longa distância. No entanto, a maioria das autoestradas federais e estaduais estão em fracas condições. A maioria das empresas de transporte rodoviário são privadas, bem como a maioria das estradas principais, sendo que o Governo pretende privatizar as vias que permanecem sob controlo estatal. As infraestruturas de transporte aéreo estão bem desenvolvidas no país. A maioria das companhias aéreas são privadas e o Governo tem vindo a privatizar os maiores aeroportos do país, sendo expectável grandes investimentos nestas infraestruturas com vista ao Mundial 2014 e aos Jogos Olímpicos de O transporte urbano continua a apresentar problemas significativos nos grandes centros urbanos. Sistemas de transporte metropolitanos funcionam no Rio de Janeiro e em São Paulo (as maiores cidades do país). No entanto, até o desenvolvimento de uma rede metropolitana significativa, o metro de ambas cidades não irá produzir efeitos positivos significativos no transporte urbano. O potencial de transporte fluvial e marítimo brasileiro está longe de ser eficazmente explorado. Os serviços de correios, controlados pelo Estado, sofreram desenvolvimentos significativos nos últimos anos e está ao nível dos correios europeus ou norte-americanos. Adicionalmente, serviços de correio privado estão amplamente disponíveis por todo o país, oferecendo serviços de entrega a nível nacional e internacional. Os sistemas de telecomunicações brasileiros estão agora nas mãos do setor privado e são apenas regulados pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Maiores leilões de concessão Aeroportos de Guarulhos, Campinas, Brasília - US$ 11 mil milhões - Aeroportos do Galeão e Confins US$ 9.5 mil milhões - Aeroporto de São Gonçalo do Amarante US$ 77 milhões - 11ª Fase de licitações de petróleo e gás US$ 2 mil milhões - Direito de uso da banda de 2,5 GHz, para prestação de serviço de telefonia e banda larga móvel 4G US$ 1.3 mil milhões 22 Ministério das Minas e Energia e Ministério dos Transportes 80

81 Transportes 23 O Brasil conta com uma rede rodoviária com cerca de 1,6 milhões de km de extensão, sendo que apenas 13,5% desta rede se encontra pavimentada. Transportes Rodoviários Tabela 11 Rede rodoviária brasileira em 2010 Indicadores Densidade rodoviária (km de estrada por 100 km 2 de área) Consumo de combustível do setor rodoviário (% do consumo total de energia) 18,6 24,04% Rede rodoviária (km) Rede rodoviária pavimentada (% do total) 13,5% Fonte: Banco Mundial O Brasil é atualmente o 7º maior produtor de automóveis do mundo (atrás da China, EUA, Japão, Alemanha, Coreia do Sul e Índia), com fábricas de diversas marcas como a Fiat, Renault, Peugeot, Citroen, Chrysler, Mercedes-Benz, Hyundai, Toyota, Ford, Volkswagen, entre outros. No entanto, o Brasil é 4º maior mercado de vendas de automóveis no mundo, sendo até 2012 um importador líquido de veículos automóveis. Figura 4 - Condição da rede rodoviária do Estado de São Paulo Fonte: Ministério dos Transportes 23 Agência Nacional de Transportes Terrestres, Secretaria de Portos e Infraero 81

82 Figura 5 Condição da rede rodoviária do Estado do Rio de Janeiro Fonte: Ministério dos Transportes Transportes Ferroviários A rede ferroviária no Brasil não é muito extensa, dado que durante o século XX os sucessivos governos brasileiros tentaram atrair as fábricas de montagem automóvel para o país, tendo de incentivar a construção de estradas, nomeadamente em desfavorecimento do desenvolvimento da rede ferroviária. A extensão da rede ferroviária no país é de km, o que compara relativamente com países com uma dimensão relativamente semelhante à do Brasil, como os EUA ou a China, cuja rede ferroviária estende-se por km e de km. Principais Ferrovias de Carga do Brasil 24 Controladora Ferrovia Km Produtos EFVM Estrada de Ferro Vitória à Minas 905 Minério de ferro, carvão mineral, soja, produtos siderúrgicos e celulose Vale EFC Estrada de Ferro Carajás 892 Minério de ferro, ferro gusa, manganês, cobre e combustíveis derivados do petróleo e da soja FCA Ferrovia Centro- Atlântica S/A Soja e farelo, calcário siderúrgico, minério de ferro, fosfato, açúcar, milho e fertilizantes 24 Ministério dos transportes

83 Principais Ferrovias de Carga do Brasil 24 Controladora Ferrovia Km Produtos FNS Ferrovia Norte-Sul 420 Soja e farelo, areia, fosfato e cloreto de potássio Vale, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Usiminas e Gerdau MRS MRS Logística S/A Minério de ferro, carvão mineral, produtos siderúrgicos, ferro gusa, cimento e soja ALL América Latina Logística Malha Sul S/A Soja e farelo, açúcar, derivados de petróleo e álcool, milho e cimento ALL América Latina Logística Malha Paulista S/A Açúcar, cloreto de potássio, adubo, calcário e derivados de petróleo e álcool ALL ALL América Latina Logística Malha Oeste S/A Minério de ferro, soja e farelo, açúcar, manganês, derivados de petróleo e álcool ALL América Latina Logística Malha Norte S/A 500 Soja e farelo, milho, óleo vegetal, adubo e combustível CSN Transnordestina Logística S/A Cimento, derivados de petróleo, alumínio, calcário e coque Gov. PR Ferroeste 248 Soja e farelo, milho, contentor e trigo FTC FTC Ferrovia Tereza Cristina S/A 164 Carvão mineral Total Figura 6 Rede ferroviária do Brasil Programa de aceleração de crescimento (PAC) para o setor ferroviário O Segundo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) foi um programa promovido pelo Governo Federal Brasileiro com o objetivo de melhorar as infraestruturas e a competitividade do país. Para o efeito previu-se um investimento inicial de cerca de US$ 433 mil milhões no período entre 2011 e Atual -- Projeto Fonte: Ministério dos Transportes A execução global do PAC 2, até 31 de dezembro de 2013, foi de cerca de US$ 351 mil milhões o que representa uma taxa de execução de cerca de 76,1% face ao valor inicialmente previsto. O Governo anunciou em Março de 2014 a intenção de, durante o ano de 2014, avançar com um novo PAC, que será designado de PAC3 para o período de

84 Figura 7 Rede ferroviária da Região Sudeste Fonte: Ministério dos Transportes Figura 8 Mapa do transporte hidroviário na região Sudeste Fonte: Ministério dos Transportes 84

85 Setor Portuário Existem hoje 34 portos públicos marítimos sob a gestão da Secretaria Especial de Portos. Destes, 18 são administrados diretamente pelas Companhias Docas, que são sociedades de economia mista, que têm como acionista maioritário o Governo Federal. Os principais problemas identificados nos portos brasileiros prendem-se com: (1) exigências burocráticas; (2) portos saturados; (3) insuficientes acessos rodoviários e ferroviários; (4) elevadas tarifas portuária; (5) reduzida capacidade de armazenagem; e, (6) demora na liberalização dos produtos. O porto de Santos é o maior do país. Apesar do porto de Santos possuir bons acessos terrestres, muito ainda precisa ser concretizado de modo a que o porto viva o seu inteiro potencial de desenvolvimento. Figura 9 Mapa dos portos marítimos brasileiros Fonte: Secretaria de Portos 85

86 Tabela 12 Indicadores de infraestruturas de transporte brasileira Indicador Transporte aéreo de carga (milhões ton-km) 1.364,342 Transporte aéreo de passageiros Tráfego de contentores nos portos, em 2011 (TEU: unidade equivalente a um contentor de 20 pés) Índice de conectividade de embarque em navios (valor máximo 100) 38,5324 Qualidade da infraestrutura portuária (1 a 7) 2,6 Fonte: World Bank Os maiores portos do Brasil por valor movimentado são: Local Valores em US$ mil milhões Porto de Santos São Paulo 63,8 Porto de Vitória Espírito Santo 23,9 Porto de Itaguaí Rio de Janeiro 23,4 Porto de Paranaguá Paraná 18,5 Porto de Itaqui - São Luís Maranhão 13,9 Porto de Rio Grande Rio de Janeiro 12,8 Porto do Rio de Janeiro Rio de Janeiro 8,8 Porto de Itajaí Santa Catarina 7,9 Porto de São Francisco do Sul Santa Catarina 5,2 Fonte: MDIC, valores de exportações de 2012 Os maiores portos do Brasil apresentam um conjunto de características e de múltiplas capacidades que deverãos ser atentamente analisadas aquando da exportação. Porto de Santos São Paulo O maior porto do Brasil é gerido pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP). Localizado no centro do litoral do estado de São Paulo, estende-se ao longo de um estuário limitado pelas ilhas de São Vicente e de Santo Amaro a 2 km do oceano Atlântico. Comprimento do cais: m de extensão com profundidade que vaira entre 6,6 m e 13,5 m; 521 m de cais para fins especiais, com profundidade mínima de 5 m, e m para uso privativo, com profundidades de 5 m a 11 m. O Porto dispõe de 45 armazéns internos e 39 armazéns externos, num total de m 2, com uma capacidade estática de t. Dispõe igualmente de terminais especializados de contentores, de fertilizantes e enxofre, granéis sólidos, açúcar, soja e milho, granéis líquidos e terminal de passageiros. O terminal de passageiros ocupa uma área de m 2 e é um dos maiores e mais modernos terminais de passageiros da América do Sul. Constrangimentos do Porto de Santos: Em 2012, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), os navios ficaram, em média, mais de 18 dias no porto até serem carregados com milho, sendo 87,4% do tempo gasto na espera para atracar 86

87 Porto de Vitória Espírito Santo O porto é gerido pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). As instalações para cargas estão distribuídas em ambas as margens da Baía de Vitória, ocupando parte da cidade de Vitória e do município de Vila Velha. O Porto de Vitória dispõe vários pórticos de cais, entre outros: Cais comercial, onde são movimentados principalmente cilindros de papel, celulose, açúcar, grãos agrícolas, produtos siderúrgicos, mármore e granito; Constrangimento do Porto de Vitória: Cais de Ilha do Príncipe possui extensão para Com estrutura de acessos marítimo, receber navios de até 145,00 m; ferroviário e rodoviário que não responde ao aumento da procura, o Cais de Capuaba é composto pelos: Terminal Porto de Vitória tem perdido linhas de Portuário de Vila Velha (TVV), com 2 pórticos de navegações internacionais de carga cais que operam contentores, navios roll-on rolloff, mármore e granito e carga geral; e o terminal para terminais de outros estados CODESA, com 2 berços que operam produtos agrícolas e carga em geral; Cais de Paul é formado por 2 pórticos de cais, um para movimentação de granel sólido, e outro para movimentação exclusiva de ferro-gusa; Terminal de Granéis Líquidos de São Torquato; Terminal Companhia Portuária de Vila Velha destinado a operar cargas da indústria de extração e refinação de petróleo, carga geral e contentores. Porto de Itaguaí Rio de Janeiro O porto é administrado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ). Localizado na costa norte da baía de Sepetiba, no município de Itaguaí, Estado do Rio de Janeiro, ao sul e a leste da Ilha da Madeira. O porto dispõe vários pórticos de cais: cais de carga geral; cais de carvão, cais de minérios, cais de alumínio, cais de carvão e cais de minério. Porto de Paranaguá Paraná O porto é gerido pela autarquia estadual Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) e está localizado na cidade de Paranaguá, no Estado do Paraná, na margem sul da baía de Paranaguá. O porto é composto por um cais de m de comprimento e um cais de inflamáveis com dois pórticos de cais e dispõe de um cais comercial, cais de graneis sólidos, cais de carga geral e contentores e cais de granéis líquidos. O Porto de Itaguaí, na costa norte da baía de Sepetiba, um dos grandes centros de exportação de minério de ferro do Brasil, conta com boa integração ao transporte rodoviário e ferroviário. Ainda assim tem alguns problemas de acesso terrestre As prioridades do terminal são os granéis agrícolas exportação de soja, milho e farelo e a importação de fertilizante. Também há movimentação da exportação de veículos, fabricados na região de Curitiba, e de líquidos, devido à produção de álcool na região noroeste do Paraná e no sul de São Paulo Porto de Itaqui - São Luís Maranhão O porto é gerido pela Empresa Maranhense de Administração Portuária - EMAP. Situa-se na baía de São Marcos, no município de São Luís (MA), próximo ao limite da Região Nordeste. 87

88 O porto dispõe de m de cais acostável com uma profundidade que varia entre 9,50 m a 19,00 m. As instalações de armazenagem existentes no porto incluem um armazém de m² para carga geral, 4 parques de armazenagem com área de m², 4 silos verticais com capacidade de t de grãos, 1 silo horizontal com capacidade de t de grãos, 50 tanques para depósito de granéis líquidos com capacidade de m³; 8 silos verticais com capacidade de t e 2 esferas p ara armazenar m³ de GLP. Porto de Rio Grande Rio de Janeiro É gerido pela Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG). Está localizado ao sul do Estado do Rio Grande do Sul, nas margens do canal que liga a Laguna dos Patos ao oceano Atlântico. O porto de Itaqui, apesar de ser responsável pela exportação de 60% dos bens produzidos nos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, sofre com a morosidade na execução de projetos de investimentos O Porto de Rio Grande é a porta de saída para o Rio Grande do Sul e de escoamento das exportações brasileiras de grão Entre as várias valências que dispõe, destacam-se, o terminal de passageiros, cais de graneis sólidos, carga e descarga geral e contentores, armazéns com capacidade de armazenamento de veículos, parque para veículos de m 2, cais de fertilizantes e contentores e armazéns para sacos, cais para carregamento e descarregamento de petróleo, cais especializado em movimentação de matérias primas para fertilizantes e produtos químicos, área de movimentação de produtos agrícolas,( entre outros, a soja, o trigo e o arroz), cais de movimentação de graneis agrícolas e de grãos, farelo e óleos vegetais para exportação, madeira. Dispõe igualmente, áreas destinadas a carga e descarga de produtos florestais. Porto do Rio de Janeiro Rio de Janeiro O porto é gerido pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ). O Porto do Rio de Janeiro localiza-se na Costa Oeste da Baía da Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro. O Porto do Rio estima aumentar o movimento de contentores em mais de 3 milhões por ano até 2016, cerca de seis vezes o valor registado em 2012, para o efeito possui previsões de investimentos de R$ 3 biliões O porto dispõe de metros de extensão de cais com um conjunto multidisciplinar de valências, entre os quais, armazéns, terminal de granéis líquidos, terminal de contentores, terminal de produtos da siderurgia, terminal de carga geral e offshore, terminal de trigo e um terminal de passageiros. Porto de Itajaí Santa Catarina O porto é gerido pela autarquia municipal da Prefeitura de Itajaí. Está localizado no município de Itajaí, na margem direita do rio Itajaí-Açu, a cerca de 3,2 quilômetros de sua foz, no Litoral Norte do estado de Santa Catarina. Para aumentar a competitividade, o porto de Itajai aposta na "ferrovia do frango", que fará a ligação oeste-leste de Santa Catarina O porto dispõe de metros de cais com 4 pórticos. O porto possui um armazém de 4.800m 2, um terminal de contentores e capacidade de armazenagem e movimentação de carga congelada. Porto de São Francisco do Sul Santa Catarina O porto é gerido pelo governo do Estado de Santa Catarina, através da Administração do Porto de São Francisco do Sul, entidade autárquica criada para este fim. Situa-se na parte leste da baía da Babitonga, em São Francisco do Sul. O porto dispõe de sete pórticos cais, com capacidade, entre outros, de movimentação de contentores, carga geral e óleos vegetais. 88

89 Transportes aéreos O Brasil tem hoje aeroportos e aeródromos, dividindo-se em 739 públicos e privados. Vinculada à Secretaria de Aviação Civil, a Empresa Brasileira para Infraestrutura Aeroportuário, Infraero, administra desde grandes aeroportos até alguns tão pequenos que ainda não recebem voos comerciais regulares e são aeroportos que têm como função representar a soberania nacional brasileira em áreas longínquas. O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos é atualmente o maior aeroporto do país e conta com uma capacidade para atender 35 milhões de passageiros por ano, estando prevista a construção de um novo terminal de passageiros com a capacidade para atender mais 12 milhões de passageiros por ano. Figura 10 Mapa dos principais aeroportos brasileiros Fonte: Infraero 89

90 TIC A Industria Brasileira de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (IBSS) tem vindo a adquirir uma importância cada vez maior na economia brasileira, com um crescimento médio anual do setor a rondar os 8%. Ao mesmo tempo a importância da IBSS tende a ser ampliada em virtude do processo de informatização e automatização dos sistemas de produção, controle e decisão das empresas e, também, da tendência de terceirização de atividades de software e serviços de tecnologia de informação (TI) realizadas em cada empresa. Desta forma, o desenvolvimento do setor no Brasil acompanha o desenvolvimento vivido a nível internacional, com crescimento a taxas elevadas. Consequentemente, o Brasil tem observado cada vez mais o setor das TIC como um setor estratégico, em virtude da sua capacidade de intervir nas diversas cadeias produtivas, permitindo ganhos de produtividade e competitividade. O Brasil tem inúmeras indústrias de alta-tecnologia, bem como operadoras de serviços TIC nacionais e estrangeiras, com cobertura em todo o território brasileiro. No entanto, o desenvolvimento no setor continuará dependente dos preços praticados (muito elevado no caso dos bens de alta-tecnologia) e na capacidade de penetração das TIC. A penetração das TIC no Brasil tem obtido relativamente bons resultados considerando o tamanho do país e o nível de literacia da população. Espera-se assim que a taxa de penetração das TIC continue a evoluir positivamente ao longo dos próximos anos, dando ânimo ao setor, influenciada pelo aumento do PIB per capita, pelo aumento do nível de literacia médio do país e pela modernização da economia. Tabela 13 Indicadores sobre infraestruturas TIC no Brasil Indicador Assinantes de banda-larga fixa (por 100 pessoas) 9,17% Exportações de alta-tecnologia (% exportação de produtos manufaturados) 9,72% Exportações de bens TIC (% exportação total de bens) 0,72% Importação de bens TIC (% importação total de bens) 8,83% Exportação de serviços TIC (% das exportações de serviços) 55,75% Utilizadores de internet (por 100 pessoas) 49,85% Assinantes de telefonia móvel (por 100 pessoas) 125,19% Linhas telefónicas (por 100 pessoas) 22,34% Fonte: Banco Mundial 90

91 Energia Maior consumidor de energia da América do Sul e 10º maior do mundo, o Brasil é também um dos maiores produtores de petróleo e gás na região e o segundo maior produtor mundial de combustível etanol. As agências governamentais responsáveis pela política de energia são o Ministério de Minas e Energia, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O Estado atua ainda através de empresas como a Petrobras e Eletrobrás são os principais intervenientes no setor de energia do Brasil, bem como na América Latina. Nos próximos dez anos, a procura total de energia do país deverá crescer em média 5,3% ao ano, chegando a 372 milhões de tep em A indústria e o setor de transportes continuarão a ser os principais responsáveis por esse consumo, com cerca de 67% do total. Em 2020, estima-se que o consumo de eletricidade será 61% superior ao ano de 2010, atingindo 730 TWh. A indústria brasileira tem um importante papel nessa expansão, sendo responsável por 138 TWh dos 277 TWh adicionais de consumo de eletricidade nesse período. Contudo, a autoprodução do setor industrial cresce a taxas superiores às da procura de eletricidade desse setor, o que reduz a pressão da procura sobre a expansão da oferta na rede do Sistema Elétrico. Outro destaque refere-se ao setor residencial. Estima-se que em 2017 o Brasil recuperará o nível máximo do consumo médio residencial alcançado anteriormente ao período do racionamento (179 kwh/mês, em 1998). No entanto, nota-se que este valor ainda se considera muito reduzido quando comparado com países desenvolvidos como os países europeus ou os EUA. A hidroeletricidade é um elemento diferencial da Matriz Energética Brasileira. Ela é a principal fonte de geração de eletricidade no país e, em 2010, respondeu por 81% do total produzido. Adicionalmente, o Brasil detém 10% do potencial hidráulico mundial e o aproveitamento desse potencial é estratégico para o país. De entre todas as formas de geração de eletricidade, a hidráulica é a única que reúne simultaneamente quatro atributos absolutamente relevantes: é renovável; praticamente não emite gases de efeito estufa; é extremamente competitiva; e, no caso do Brasil, a construção das usinas pode ser feita praticamente com 100% de fornecimento e serviços nacionais, o que significa geração de emprego e rendimento no país. A produção de energia eólica também teve desenvolvimentos interessantes ao longo dos últimos anos, tendo o seu preço (a partir do qual é rentável a sua produção) diminuído para menos de um terço do valor verificado no início dos anos Desta forma, o setor tem-se vindo a desenvolver de forma surpreendente, pelo que se espera que em 2016 a capacidade instalada de produção de energia eólica seja de MW. Esta evolução vai conceder algum destaque à participação da energia eólica no todo da produção brasileira de energia. A extensão do sistema de transmissão interligado, da ordem de km em 2010, irá evoluir para cerca de km em Ou seja, o equivalente a quase a metade do sistema hoje existente será construído nos próximos dez anos. Grande parte dessa expansão virá com os grandes troncos de transmissão associados às interligações das usinas da Região Norte com o resto do país. Na bioenergia, a cana-de-açúcar destaca-se pelos avanços tecnológicos, tanto na fase agrícola quanto na industrial, fazendo que o etanol e a bioeletricidade sejam produtos competitivos no país. O avanço tecnológico, todavia, não se deu apenas do lado da oferta de energia. O veículo flex-fuel, cujos motores funcionam com qualquer proporção de etanol e gasolina, trouxe um novo dinamismo ao setor. A aceitação pelo consumidor brasileiro foi tal que, apenas oito anos após o lançamento em 2003, a frota de veículos flex já corresponde a 49% da frota nacional de veículos leves, ou seja, cerca de 15 milhões de unidades. Para 2020, estima-se que essa participação atinja 78%. 91

92 O setor petrolífero tem vindo a assumir especial destaque na economia brasileira, concentrando boa parte dos investimentos públicos, nomeadamente dos investimentos previstos no PAC2. A maior empresa estatal, a Petrobras tem sofrido sucessivos investimentos por parte do Governo, com vista à sua modernização e capacitação. Tabela 14 Matriz de energia elétrica brasileira Tipo Empreendimentos em operação Capacidade instalada N.º de usinas (kw) % N.º de usinas Hidro ,24% ,24% Total (kw) % Gás Natural ,97% Processo ,26% Petróleo Óleo Diesel ,63% Óleo Residual ,96% ,23% 120 5,60% Biomassa Bagaço de Cana ,87% Licor Negro ,15% Madeira ,32% Biogás ,06% 472 8,43% Casca de arroz ,03% Nuclear ,49% 2 1,49% Carvão mineral ,27% 12 2,27% Eólica ,60% 103 1,60% O Brasil é o oitavo maior consumidor de energia e o 10 º maior produtor do mundo. Mais de 90% da produção de petróleo do Brasil provém de águas profundas. As maiores descobertas mundiais de petróleo nos últimos anos provêm das bacias do pré-sal do Brasil. Desde 2007, houve cerca de dez grandes descobertas na bacia do pré-sal. O Brasil tem 23 projetos no top 50 de novos projetos de exploração de petróleo que se irão iniciar até Ao contrário da anterior estrutura de concessão da exploração de petróleo o Governo pretende que a Petrobas participe em todos os contratos de exploração dos projetos do pré-sal com uma participação mínima de 30%. A produção brasileira é maioritariamente proveniente da região sudeste nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O gás natural constitui apenas uma pequena parte do consumo total de energia do Brasil. Além do aumento potencial daa produção de petróleo no país, as áreas do pré-sal poderão dispor de consideráveis reservas de gás natural. Fonte: World Oil Outlook 2013, Organization of the Petroleum Exporting Countries OPEC & US Energy Information Administration 92

93 2.6. Grandes projetos de investimento previstos em infraestruturas 25 Em dezembro de 2012, o Governo anunciou USD 3,5 mil milhões para programas de investimentos em infraestruturas aeroportuárias que incluem, entre outras coisas, USD milhões destinados a 64 aeroportos regionais no Nordeste e pouco menos de USD milhões para 67 aeroportos no Norte do país, com o objetivo de ter cerca perto de 96% da população brasileira a viver num raio de 100 km de um aeroporto. Em agosto de 2012, o Governo anunciou uma nova ronda de concessões nos transportes, incluindo US$ 41 mil milhões para km de novos caminho-de-ferro, previsto para Todos estes investimentos são uma tentativa de compensar pelos anos perdidos em décadas de subinvestimento em infraestruturas, o que se verificou com um impressionado surgimento da classe média brasileira, o que criou maiores necessidades por infraestruturas (eletricidade, transportes aéreos e rodoviários de passageiros e de carga, entre outros). Muitos dos investimentos previstos têm como pano de fundo o Mundial de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 que se realizarão no país. Estima-se que o país no Mundial de 2014 irá gerar cerca de 250 mil postos de trabalho, com mais de USD 116 mil milhões em benefício direto e indireto. No entanto, a realidade, as promessas e os grandes desafios do país transcendem em grande medida as que são identificadas para fazer face aos desafios levantados por esta Com as novas concessões anunciadas durante o ano de 2012 e 2013, o Brasil reúne as condições para manter-se como um dos grandes recetores de investimento estrangeiro, em diversos setores da infraestrutura, num total de US$ 213 mil milhões previstos. Tabela 15 - Investimento estrangeiro na indústria Brasileira Investimento em concessões planeadas Dada a extensão do programa, todas as semanas são anunciados novos investimentos que visam a expansão das infraestruturas brasileiras Logística Energia Elétrica Petróleo e Gás US$ 110 mil milhões US$ 67 mil milhões US$ 80 mil milhões Total US$ 257 mil milhões Tabela 16 Investimentos no âmbito do PAC2 Grandes projetos de investimento em infraestrutura de logística Objetivo Aeroportos 2 aeroportos internacionais 270 aeroportos regionais Orçamento US$ 5.2 mil milhões US$ 3.3 mil milhões Rodovias km US$ 19 mil milhões Ferrovias km US$ 41.3 mil milhões Portos 191 portos US$ 24.5 mil milhões Trem de Alta Velocidade 511 km US$ 16.2 mil milhões 25 Ministério da Fazenda Economia Brasileira em Perspetiva 93

94 Transporte Além do leilão de concessão dos aeroportos internacionais de Galeão (Rio de Janeiro) e Confins (Belo Horizonte), o Programa de Investimento em Logística dos Aeroportos Brasileiros contempla o fomento da aviação regional, cuja primeira etapa consiste em investimentos de US$ 3.31 mil milhões em 270 aeroportos regionais, permitindo assim o aperfeiçoamento da qualidade do serviço prestado ao passageiro, a agregação de novos aeroportos à rede de transporte aéreo regular e o aumento do número de rotas operadas pelas empresa aéreas. Região Número de Aeroportos Investimento previso Norte 67 US$ 772 milhões Nordeste 64 US$ 954 milhões Centro-Oeste 31 US$ 409 milhões Sudeste 65 US$ 727 milhões Sul 43 US$ 454 milhões Total 270 US$ 3.31 mil milhões As novas regras para as futuras concessões de rodovias trazem vantagens aos investidores, através de taxas de retorno compatível com o montante do investimento. Adicionalmente, as empresas vão gastar menos com as garantias, o que as habilita mais facilmente para os concursos públicos. O prazo de concessão é alargado para 30 anos, a carência sobe de 3 para 5 anos e o prazo total do financiamento aumento de 20 para 30 anos. Tabela 17 Modelo económico-financeiro das concessões rodoviárias Condições Prazo de concessão 30 anos Estimativa da expansão média anual da procura 4,0% Estrutura de garantias Prazo de carência Prazo total do financiamento Taxa de juros Empréstimos-ponte Outras condições de financiamento Project finance (maior facilidade de garantias) 5 anos 25 anos Taxa de Juro de Longo-Prazo + 1,5% (dependendo da notação financeira da empresa) Condições iguais a empréstimos de longo-prazo Património líquido superior ou igual ao total financiado; Ativos totais superior ou igual a duas vezes o valor total financiado. O projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) terá investimentos de US$ mil milhões (entre planeamento executivo e obras de infraestrutura, sistemas e comboios). O objetivo é ligar o Rio de Janeiro (aeroporto de Galeão) a Campinas (aeroporto de Viracopos), passando por São Paulo (aeroporto de Guarulhos). 94

95 Energia Os leilões de energia elétrica contribuirão para investimentos em geração de energia hidroelétrica de aproximadamente US$ 36.2mil milhões entre 2013 e Previsão do leilão Potência Total (MW) Investimento Total US$ 11.1 mil milhões US$ 5.6 mil milhões US$ 2.4 mil milhões US$ 14.3 mil milhões Total US$ 33.4 mil milhões Adicionalmente aos leilões para geração de energia hidroelétrica, também haverá leilões para energias renováveis (US$ 17.2 mil milhões) e para termoelétricas (US$ 1.3 mil milhões), totalizando assim investimentos de US$ 54.7 mil milhões. Com o total de investimentos em transmissão de energia em US$ 12.5 mil milhões até 2017, os investimentos no setor brasileiro de energia totalizarão US$ 67.2 mil milhões. Geração de Energia Elétrica a Contratar nos Leilões Fontes Total previsto (MW) Investimento Hidroelétrica US$ 36.2 mil milhões Outras fontes renováveis (eólica, biomassa e PCH) US$ 17.2 mil milhões Termoelétrica (gás natural) US$ 1.3 mil milhões Total US$ 54.7 mil milhões Estimativa de Investimentos em Transmissão de Energia Elétrica Leilão Extensão (km) Investimento 2013 Investimentos US$ 4.7 mil milhões Empreendimento definidos US$ 5 mil milhões Outros empreendimentos US$ 2.7 mil milhões Total US$ 12.4 mil milhões Finalmente, um dos grandes projetos de investimento previsto para o Brasil nos próximos anos é a produção de petróleo no pré-sal. Na 1ª rodada de leilões, a Petrobras será a operadora com o mínimo de 30% de participação em todos os poços leiloados. Em 2011 foram provadas reservas de 17,9 mil milhões de boe 26, estando estimado volumes compreendidos entre 27,5 e 35,1 mil milhões de boe. Outros investimentos estão previstos com objetivos bem definidos, como a redução da tarifa de energia e a desoneração da folha de pagamento de 42 setores-chave da economia, de modo a incentivar os setores da economia que se encontram direta ou indiretamente ligados aos projetos de infraestrutura anunciados. 26 beo: milhares de milhões de barris de óleo equivalente 95

96 2.7. Abertura da economia e relações comerciais 27 O Brasil permanece uma economia muito fechada e centrada no seu mercado interno, o que se pode comprovar pelo baixo grau de abertura da economia. Dado que tanto as exportações como as importações são relativamente reduzidas e a diferença entre ambas não é muito significativa. No entanto, a balança comercial tem vindo a apresentar saldo negativo. Adicionalmente, a balança corrente também tem vindo a apresentar saldo negativo, apesar de tal como a balança comercial, o saldo não ser muito expressivo. A taxa de inflação tem-se mantido dentro das metas ambicionadas pelo BCB, o que se traduz num teto de 6,5% (exceção para o ano de 2011). Como reflexo, a taxa de câmbio tem-se mantido relativamente estável, com um Real valorizado, reflexo do forte crescimento brasileiro, anémico crescimento das economias desenvolvidas (EUA e Europa) e inflação controlada. No entanto, o BCB está a tentar conduzir uma política de desvalorização do Real com vista ao incentivo da produção interna. Tabela 18 - Abertura da economia de Brasil Brasil Taxa de câmbio (USD / BRL) 1,83 2,00 1,76 1,67 1,95 Inflação 5,66% 4,89% 5,04% 6,64% 5,40% Balança Comercial (em % do PIB) 0,19% -0,16% -1,03% -0,73% -1,43% Balança Corrente (em % do PIB) -1,70% -1,50% -2,21% -2,12% -2,41% Abertura da Economia (em % do PIB) 27,14% 22,12% 22,77% 24,51% 26,54% Fonte: Banco Mundial Importações Os principais países fornecedores do Brasil são a China, os EUA, a Argentina e a Alemanha, representando respetivamente, em 2012, 15,35%, 14,61%, 7,37% e 6,37% das importações totais do país. A China passou a ser o principal fornecedor do mercado brasileiro em 2012, ultrapassando assim os EUA que detinham anteriormente essa posição. Com um crescimento nominal médio de 6,54% as importações não têm, regra geral, acompanhado o crescimento nominal da economia brasileira, o que se traduz num menor peso das importações na economia brasileira. 27 Banco Mundial, UNCTAD e International Trade Centre 96

97 Peso nas importações totais brasileiras Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 51 - Evolução das importações do Brasil e principais países de origem, % 90% 80% 70% 173, , , , , ,000 Índia França México 60% 50% 40% 30% 20% 2.87% 2.67% 2.75% 4.20% 2.78% 2.66% 127, % 3.48% 3.47% 3.93% 3.73% 3.28% 3.71% 3.59% 3.87% 3.77% 4.66% 4.46% 4.08% 3.13% 7.73% 6.51% 6.72% 6.37% 6.94% 7.65% 8.84% 7.99% 7.47% 7.37% 14.93% 15.84% 15.07% 15.13% 14.61% 150, ,000 50,000 Itália Japão Nigéria Coréia Alemanha Argentina EUA 10% 0% 11.57% 12.46% 14.15% 14.49% 15.35% China Fonte: UNCTAD, UNCTADstat As importações brasileiras evidenciam o grau de desenvolvimento do país, sendo 38,41% dos produtos importados maquinaria e equipamentos de transporte (com destaque para veículos automóveis e equipamento eletrónico), 18,89% químicos e produtos relacionados (especialmente químicos orgânicos e produtos farmacêuticos e medicinais) e 18,01% combustíveis minerais (com grande destaque para o petróleo). Gráfico 52 - Importações do Brasil - Top produtos, 2012 Alimentos e animais vivos 3.93% 6.60% 2.14% Bebidas e tabaco Matérias-primas (exceto combustíveis) 18.01% Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras 38.41% Químicos e produtos relacionados 18.89% Bens manufaturados Maquinaria e equipamento de transporte 11.26% Outros artigos manufaturados Commodities e transações n.e. Fonte: UNCTAD, UNCTADstat 97

98 Gráfico 54 - Importações brasileiras provenientes da China, em 2012 Alimentos e animais vivos 14% 2% 10% 18% Bebidas e tabaco Matérias-primas (exceto combustíveis) Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras O principal fornecedor de maquinaria e equipamentos de transporte do Brasil é a China, com forte ênfase no fornecimento de veículos automóveis e equipamento de telecomunicação. Químicos e produtos relacionados 55% Bens manufaturados Maquinaria e equipamento de transporte Fonte: UNCTAD, UNCTADstat Outros artigos manufaturados Commodities e transações n.e. Gráfico 54 - Importações brasileiras provenientes dos EUA, 2012 Alimentos e animais vivos Bebidas e tabaco 36% 7% 1% 19% 27% 0% Matérias-primas (exceto combustíveis) Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras Químicos e produtos relacionados Bens manufaturados Os EUA, além de maquinaria e equipamento de transporte, fornecem ainda químicos e produtos relacionados e combustíveis minerais (petróleo). 6% Maquinaria e equipamento de transporte Fonte: UNCTAD, UNCTADst Outros artigos manufaturados Commodities e transações n.e. Com o desenvolvimento das plataformas petrolíferas no pré-sal brasileiro, espera-se que a importação de combustíveis minerais venha a diminuir. Desta forma, as necessidades de fornecimento externo brasileiras irão se focar em produtos industrializados ou que requeiram know-how especializado não disponível localmente para a sua produção. 98

99 Gráfico 56 - Importações brasileiras provenientes da Argentina, 2012 Alimentos e animais vivos 50% 1% 6% 21% 1% 8% 11% Bebidas e tabaco Matérias-primas (exceto combustíveis) Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Químicos e produtos relacionados Bens manufaturados A Argentina e a Alemanha fornecem maioritariamente produtos relacionados com maquinaria e equipamentos de transporte. No entanto, a Argentina diferencia-se dos demais países fornecedores do mercado brasileiro por fornecer também produtos do setor alimentar (principalmente cereais). Maquinaria e equipamento de transporte Fonte: UNCTAD, UNCTADst Outros artigos manufaturados Gráfico 56 - Importações do Brasil provenientes da Alemanha, 2012 Alimentos e animais vivos 47% 7% 1% 33% Bebidas e tabaco Matérias-primas (exceto combustíveis) Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Químicos e produtos relacionados Além da importação de maquinaria e equipamentos de transporte a Alemanha fornece produtos químicos ao Brasil. Em conjunto estes dois produtos representam cerca de 80% das importações do Brasil. 11% Bens manufaturados Fonte: UNCTAD, UNCTADst Maquinaria e equipamento de transporte Outros artigos manufaturados 99

100 Importações em milhões US$ Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Importações à CPLP De entre os países membros da CPLP apenas Portugal e Angola registam valores com significância estatística, sendo que Angola, praticamente desaparece enquanto fornecedor do Brasil, em 2012, ano em que apenas forneceu combustíveis minerais. Gráfico 57 Importações do Brasil da CPLP 3,000 2,500 2,000 1,500 2,240 1, Portugal Angola Fonte: UNCTAD, UNCTADstat Gráfico 58 - Importações do Brasil provenientes de Angola, 2012 Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados 0% Bens manufaturados Maquinaria e equipamento de transporte 100% Fonte: UNCTAD, UNCTADstat Praticamente 100% das exportações angolanas para o Brasil são compostas por produtos combustíveis minerais, sendo a esmagadora maioria desses produtos relacionados com gás, propano e butano. Nos últimos anos tem-se assistido à diminuição das exportações angolanas para o Brasil, fruto da cada vez menor necessidade de importação de combustíveis minerais por parte do Brasil. 100

101 Estima-se que esta situação venha a acentuar-se no futuro, pelo que, considerando o tipo de produtos produzidos e exportados por Angola, espera-se que as exportações angolanas para o Brasil não voltem a tomar valores muito avultados nos próximos anos. Figura 11 - Principais importações do Brasil provenientes de Angola (2012) Fonte: UNCTAD, UNCTADstat Gráfico 59 - Importações do Brasil provenientes de Portugal, 2012 Alimentos e animais vivos 22% 17% 5% 4% 16% 19% 4% 4% 9% Bebidas e tabaco Matérias-primas (exceto combustíveis) Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Óleos vegetais e animais, gorduras e ceras Químicos e produtos relacionados Bens manufaturados Maquinaria e equipamento de transporte Outros artigos manufaturados Fonte: UNCTAD, UNCTADstat 101

102 Importações em milhões de US$ Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP A pauta de exportações portuguesas para o Brasil é bastante diversificada. Uma vez mais, maquinaria e equipamento de transporte estão em destaque, no entanto, com um peso igualmente significativo encontramse produtos do setor alimentar (peixe e crustáceos), bem como óleos vegetais. Figura 12 - Principais importações do Brasil provenientes de Portugal (2012) Fonte: UNCTAD, UNCTADstat Gráfico 60 Importações brasileiras de serviços comerciais 90,000 80,000 70,000 60,000 50,000 4,757 2,850 3,505 4,854 3,301 4,036 14,153 4,869 3,666 4,447 14,191 40,000 30,000 3,988 4,555 2,697 2,512 2,787 2,795 10,405 7,966 11,339 16,422 21,264 22,233 20,000 10,000-10,962 10,898 25,367 28,346 20,874 13,557 15, Outros serviços comerciais Viagens Transporte TIC Royalties e patentes Outros serviços (financeiros, seguros, outros) Fonte: International Trade Centre 102

103 Numa análise de maior detalhe às importações do Brasil à CPLP, verfica-se que Portugal tem vindo a aumentar gradualmente as suas exportações, sendo expectável que os valores de 2013 e 2014 já ultrapassem mais de US$ mil milhões de exportações. Por outro lado, as importações do Brasil a Angola têm vindo a diminuir a um ritmo acelerado. Em 2008 o Brasil importou cerca de US$ 2,2 mil milhões de Angola e em 2012 o montante das importações atingiu apenas os cerca de US$ 46 milhões. Esta variação resulta do aumento de produção de petróleo do Brasil como na aquisição a outros mercados desta matéria-prima. Gráfico 61 Importações do Brasil à CPLP 3,500,000 USD 3,000,000 USD 2,500,000 USD 615,938 USD 2,000,000 USD 1,500,000 USD 835,603 USD 578,624 USD 1,000,000 USD 433,189 USD 998,986 USD 500,000 USD 2,240,264 USD 500,753 USD 137,760 USD 0 USD 438,079 USD 45,922 USD Angola Cabo Verde Guiné Bissau Macau Moçambique Portugal São Tomé e Príncipe Timor-Leste Angola Cabo Verde Guiné Bissau Macau Moçambique 2,240,264 USD 137,760 USD 500,753 USD 438,079 USD 45,922 USD 44 USD 29 USD 49 USD 8 USD 15 USD N/D 34 USD N/D ,874 USD 11,162 USD 5,548 USD 6,839 USD 10,887 USD USD 2,122 USD 2,003 USD 4,094 USD Portugal São Tomé e Príncipe Timor-Leste 615,938 USD 433,189 USD 578,624 USD 835,603 USD 998,986 USD 8 USD N/D N/D 2 USD 1 USD 19 USD 1 USD 21 USD 18 USD 1 USD Total 2,867,437 USD 578,683 USD 1,088,289 USD 1,288,691 USD 1,049,799 USD Fonte: UNCTADstat 103

104 Exportações em milhões de US$ Peso nas exportaçõestotais do Brasil Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP Exportações Os principais mercados destino dos produtos brasileiros são a China, os EUA, a Argentina e a Holanda, representando respetivamente 17%, 11,07%, 7,42% e 6,2% das exportações totais do país, em 2012, e totalizando 41,68%. Também no Brasil é possível verificar que os EUA estão a perder importância relativa, tendo deixado de ser o principal mercado das exportações do país em 2009, enquanto a China vai ganhando importância. Nota-se ainda que a Argentina tem vindo a perder a sua importância relativa. No entanto, com a adesão da Venezuela ao MERCOSUL, a importância relativa dos países do bloco sul-americano mantém-se forte. Gráfico 62 - Evolução das exportações do Brasil e principais países de origem, % 300,000 90% 256, ,000 80% 242, ,356 70% 197, ,000 60% 152,995 50% 150, % 3.53% 3.00% 3.61% 3.70% 3.28% 40% 4.47% 4.04% 3.09% 2.79% 5.18% 5.33% 6.20% 5.30% 5.33% 9.34% 8.87% 7.42% 100,000 30% 8.89% 8.36% 10.29% 9.75% 10.13% 11.07% 20% 14.01% 50,000 10% 13.20% 15.58% 17.31% 17.00% 8.29% 0% Fonte: International Trade Center; UNCTAD, UNCTADstat Venezuela Índia Alemanha Japão Holanda Argentina EUA China Dos países da CPLP apenas Portugal e Angola são dignos de registo estatístico. No entanto, em qualquer dos casos representam menos de 1% das exportações totais do Brasil, 0,67% e 0,47%, respetivamente. Adicionalmente, ambos países têm vindo a perder peso absoluto e relativo no total das exportações brasileiras. Gráfico 63 - Exportações da Brasil CPLP 4,000 3,500 3,000 2,500 2,000 1,500 1, ,975 1,707 1, ,277 1,474 1,074 2,055 1,145 1, A CPLP representou, em 2012, 1,21% das exportações do Brasil Portugal Angola Fonte: International Trade Center; UNCTAD, UNCTADstat 104

105 Nota-se que o tipo de produtos que o Brasil exporta para Portugal é consideravelmente diferente do tipo de produtos exportados para Angola. Mais de 50% das exportações brasileiras para Portugal são combustíveis minerais, sendo ainda 18,45% referentes a outras matérias-primas (exceto petróleo) e 12,73% a produtos agrícolas e pecuários. Por outro lado, 57,24% das importações angolanas do Brasil são relativas a produtos agrícolas e pecuários, 17,17% são maquinaria e equipamentos de transporte e 10,82% são outros artigos manufaturados. Este facto evidência as diferenças nos estados de desenvolvimento de Portugal e Angola, o que reflete-se de forma acentuada nas relações comerciais com o Brasil e, assim, com as empresas brasileiras que têm presença em cada um dos países. Figura 13 - Principais exportações brasileiras para Portugal (2012) Portugal 0,67% das exportações brasileiras Fonte: UNCTDAD, UNCTADstat Figura 14 - Principais exportações brasileiras para Angola (2012) Angola 0,47% das exportações brasileiras Fonte: UNCTDAD, UNCTADstat 105

106 Numa análise mais detalhada das exportações do Brasil para a CPLP, verfica-se um domínio das economias portuguesas e angolanas e um aumento gradual das importações de Moçambique ao Brasil. Angola depois de 3 anos de contração das importações ao Brasil, entre 2008 e 2010, desde 2011 que vem aumentando as suas importações. A CPLP representou em 2012 cerca de US$ 3 mil milhões de exportações do Brasil. Gráfico 64 Exportação do Brasil para a CPLP 4,000,000 USD 3,500,000 USD 3,000,000 USD 2,500,000 USD 1,706,800 USD 2,000,000 USD 1,500,000 USD 1,276,919 USD 1,473,726 USD 2,054,991 USD 1,624,668 USD 1,000,000 USD 500,000 USD 1,974,576 USD 1,333,009 USD 1,144,542 USD 943,906 USD 1,073,537 USD 0 USD Angola Cabo Verde Guiné Bissau Macau Moçambique Portugal São Tomé e Príncipe Timor-Leste Tabela 19 Exportações do Brasil para a CPLP (milhões US$) Angola 1,974,576 USD 1,333,009 USD 943,906 USD 1,073,537 USD 1,144,542 USD Cabo Verde 39,623 USD 29,629 USD 27,077 USD 32,269 USD 26,217 USD Guiné Bissau 8,428 USD 11,661 USD 14,735 USD 8,809 USD 2,845 USD Macau 443 USD 134 USD 369 USD 46,274 USD 474 USD Moçambique 32,387 USD 108,118 USD 39,338 USD 81,184 USD 122,309 USD Portugal 1,706,800 USD 1,276,919 USD 1,473,726 USD 2,054,991 USD 1,624,668 USD São Tomé e Príncipe 1,205 USD 5,720 USD 929 USD 960 USD 522 USD Timor-Leste 225 USD 1,412 USD 142 USD 924 USD 2,576 USD Total 3,763,687 USD 2,766,602 USD 2,500,222 USD 3,298,948 USD 2,924,153 USD Fonte: UNCTADstat 106

107 2.8. Principais setores de oportunidade A lei das parcerias público-privadas aumentou a transparência e reduziu incertezas regulatórias, mas infelizmente ainda não produziu resultados tangíveis. A infraestrutura oferece melhores retornos do que a taxa de juros de curto prazo, já que o risco de inflação está coberto. Segundo dados do Banco Mundial, o Brasil foi o 44.º país em número de turistas. Apesar do número de turistas ter aumentado significativamente ao longo da década de 90, este estagnou desde os anos 2000, com oscilações à volta de 5 milhões de turistas, com um máximo de 5,433 milhões de turistas recebidos em A título comparativo, o México e a África do Sul receberam mais de 23 e 8 milhões de turistas, respetivamente, em As razões apontadas para um mau desempenho no turismo são relacionadas com as fracas infraestruturas, a insegurança e os elevados preços do turismo no Brasil. No entanto, espera-se que o Brasil aumente substancialmente o número de turistas que recebe anualmente. Dependendo do desempenho do país no Mundial 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016, a sua imagem poderá ficar positivamente mudada para os próximos anos. Fazer uma boa figura nos dois maiores eventos desportivos mundiais que o país irá receber implica conceder boas condições de estadia, bons e rápidos meios de transporte (seja ele aéreo, marítimo ou rodoviário) e garantir a segurança dos seus cidadãos e dos turistas. Mediante estas condições o setor do turismo tem tudo para conseguir dar o salto desejado. Nos próximos anos, as grandes apostas do governo brasileiro, que se irão refletir nas infraestruturas concentram-se no quadro seguinte. Tabela 20 Setores de forte crescimento potencial Grandes projetos de investimento em infraestruturas Oportunidade Aeroportos Concessões de aeroportos internacionais; Construção de novos terminais de passageiros em diversos aeroportos; Alargamento dos serviços comerciais oferecidos em aeroportos internacionais e regionais; Renovação de 270 aeroportos regionais. Rodovias Concessão e construção de km de estradas. Ferrovias Construção de km de ferrovias. Portos Renovação e capacitação de 191 portos. Trem de Alta Velocidade Concessão e construção de um trajeto de 511 km. Energia Leilões para a produção de MW de energia hidroelétrica; Leilões para a produção de energia não-renovável; Orçamento US$ 5.2 mil milhões US$ 3.3 mil milhões US$ 19 mil milhões US$ 41.3 mil milhões US$ 24.5 mil milhões US$ 16.2 mil milhões US$ 91 mil milhões 107

108 Perante o bom desenvolvimento das infraestruturas, espera-se que o setor primário e secundário brasileiro fiquem mais competitivos, com menor pressão inflacionista. Neste cenário o país poderá continuar a reduzir a sua taxa de juros de referência, influenciando assim positivamente tanto o consumo como a produção. Mediante um bom desempenho dos projetos de infraestruturas acima mencionado, identificamos ainda os seguintes setores como de elevado potencial de crescimento. Tabela 21 Setores de forte crescimento potencial Setor Potencial Obras públicas Projetos de infraestrutura planeados; Habitações derivadas do crescimento populacional e do aumento da rendimento per capita. Turismo Serviços de hospedagem, entretenimento e de informação. Telecomunicações Com o crescimento populacional, o aumento do rendimento per capita e o desenvolvimento de infraestruturas chave, identifica-se uma clara oportunidade na comercialização de produtos e serviços de apoio às telecomunicações. Industria A indústria brasileira tem um elevado potencial de desenvolvimento considerando o mercado interno brasileiro e as matérias-primas disponíveis no país. No entanto, restrições regulatórias, fiscais, aduaneiras e de transporte impedem o crescimento sustentável da indústria. Se o país conseguir desenvolver a sua rede de transportes, o potencial poderá ser muito elevado. Agropecuária Produção de carnes, aves e porcos; Produção de cereais; Produção de álcool e outros produtos para biocombustíveis; Enorme potencial piscatório. Agroindústria Produção de biocombustíveis; Transformação de alimentos; Fornecimento de tecnologia e know-how para a obtenção de ganhos de produtividade. China cancela a compra de 2 milhões de toneladas de soja Importadores de soja chineses cancelaram mais de 2 milhões de toneladas de soja brasileira nos primeiros meses de 2013 devido a sucessivos atrasos no recebimento do produto. A maior parte da soja brasileira é escoada através do porto de Santos, no entanto, graças à falta de acessibilidade para muitos navios de grande porte, a carga (cada ano maior) de soja acumula-se. Uma vez que não existem armazéns para guardar a produção, a soja permanece nos camiões até ser carregada para o navio. Este fato originou filas de trânsito de 30 km e aumento o preço do transporte por tonelada de produto em até 64%. 108

109 Fluxos de IDE em milhões de US$ Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP 2.9. Investimento Direto Estrangeiro no Brasil 28 O Brasil tem mantido a sua atratividade na captação de IDE bastante elevada e continuamente crescente. O acentuado decréscimo em 2009 foi resultado da crise financeira internacional que levou a uma contração do investimento a nível generalizado no mundo inteiro. Apesar do ligeiro decréscimo vivido entre 2011 e 2012, o Brasil manteve-se como o maior recetor de IDE na América Latina e alcançou o lugar de 4º maior no mundo. Para o ano de 2013 não é esperado um desempenho muito superior ao verificado em 2012, apesar dos esforços governamentais para tornar o IDE no Brasil mais atrativo, como a desoneração de alguns investimentos. Espera-se que com o crescimento do IDE no Brasil acompanhe de certo modo o crescimento da economia mundial, pelo que se espera que volte a crescer com maior ênfase em 2014, ano que coincide com o Mundial 2014, a realizar no Brasil. Brasil Maior destino de IDE na América Latina e 4º país mais atraente ao IDE no mundo, em 2012, atrás apenas dos EUA, China e Hong Kong Custos altos e falta de mão-de-obra qualificada estão igualmente a afetar o retorno dos investimentos, o que conciliados com dificuldades na obtenção de licenças ambientais e um sistema de tributação insistentemente ineficiente podem criar complicações adicionais inesperadas. A atratividade brasileira centra-se nos seus vastos recursos naturais, com destaque para o petróleo e gás natural, e no crescimento da sua classe média, o que incentiva o desenvolvimento do mercado interno. Gráfico 65 - Fluxos de IDE no Brasil, ,000 70,000 66,660 65,272 60,000 45,058 50,000 48,506 40,000 30,00020,457 25,949 20,000 11,588 10,000 (1,029) (2,821) - (10,084) (10,000) (20,000) Inward Outward Apesar da sua incrível capacidade para atração de IDE, o Brasil não se posiciona ainda como um dos grandes investidores externos. Condicionado também pelos fracos desenvolvimentos da economia internacional, o país tem vindo a diminuir o seu investimento em outros países consecutivamente ao longo dos últimos anos. Desta forma, o saldo do IDE é bastante positivo para o país, não obstante a necessidade do Brasil passar a posicionar-se como um player internacional estar diretamente ligada com a sua capacidade de investimento em outros países. 28 UNCTAD e International Trade Centre 109

110 2.10. Financiamento à economia Principais bancos presentes Em Setembro de 2013, o BCB tinha registado um total de instituições consideradas bancárias e ainda 270 instituições consideradas não-bancárias. Os principais bancos do país são (de acordo com o total de ativos) o Banco do Brasil, o Itaú, a Caixa Económica Federal, o Bradesco, o Santander e o HSBC, que controlam perto de 70% do total de ativos do setor bancário e não bancário no Brasil, que ascende a mil milhões de Reais. Tanto o Banco do Brasil como a Caixa Económica Federal são controlados pelo Estado brasileiro, o Itaú e o Bradesco são bancos privados mas controlados por capitais brasileiros e o Santander e o HSBC são bancos privados controlados por capitais estrangeiros. O sistema bancário brasileiro é bastante rentável, com elevados rácios de capital e pouco expostos a problemas cambiais ou de financiamento externo. Comparativamente com outros países emergentes e até mesmo com economias desenvolvidas, o sistema bancário brasileiro pode ser considerado como de alto nível de capitalização, rentabilidade e liquidez. O rácio de empréstimos não rentáveis (NPL) caiu para cerca de 3,5% do total de empréstimos. Com rácios de adequação global dos fundos (CAR) em 17%, 12,8% de capitais em tier 1, o sistema bancário brasileira demonstra a sua força e resiliência Bancarização da população Figura 15 Agências por km 2, em 2010 Fonte: Relatório de Inclusão Financeira Banco Central do Brasil 29 Banco Mundial, Banco Central do Brasil e FMI 110

111 Com o desenvolvimento do Brasil e o incremento substancial no número de pessoas pertencentes à classe média o sistema financeiro pode desenvolver-se. O desenvolvimento dos indicadores de bancarização da população brasileira evoluiu ao mesmo tempo que evoluiu o PIB per capita e que a taxa de desemprego diminuiu. No entanto, tal como pode ser observado no mapa acima, a bancarização da população não está alheia a constrangimentos geográficos e sociais, pelo que existe uma menor penetração do sistema bancário na região Norte e no interior da região Nordeste. O número de depositantes aumentou substancialmente ao longo dos últimos anos, mesmo com a crise financeira internacional, tendo o mesmo acontecido com o número de mutuários. Por outro lado, o número de sucursais de bancos comerciais e o número de caixas multibancos aumentou a um ritmo mais contido, também reflexo dos tempos de maior contenção financeira internacional. Tabela 22 Acesso ao setor bancário Indicadores Depositantes em bancos comerciais (por 1,000 adultos) 473,71 483,09 541,23 635,43 Sucursais de bancos comerciais (por 100,000 adultos) 43,11 43,91 44,03 46,15 Mutuários de bancos comerciais (por 1,000 adultos) n/a 151, ,14 241,33 Caixas multibancos (ATM) (por 100,000 adultos) 112,25 115,61 119,09 119,63 Fonte: Banco Mundial Tabela 23 Obtenção de crédito Indicador Brasil América Latina e Caraíbas OCDE Índice de eficiência dos direitos legais (0-10) Índice de profundidade das informações de crédito (0-6) Cobertura de órgãos de registo públicos (% de adultos) 46,8 11, Cobertura de órgãos de registo privados (% de adultos) 62,2 33, Fonte: Relatório Doing Business Banco Mundial Taxa de juros de empréstimos Tabela 24 Taxas de juro de referência Indicador Taxa de juros nos depósitos (%) 11,66 9,28 8,87 10,99 7,91 Taxa de juros dos empréstimos (%) 47,25 44,65 39,99 43,88 36,64 Taxa de juros real (%) 35,92 34,95 29,35 34,51 29,70 Fonte: Banco Mundial As taxas de juro no Brasil são consideradas historicamente elevadas. Considerando ainda os desequilíbrios existentes na economia brasileira, o BCB mantém a taxa básica de referência (SELIC) elevada, de forma a controlar a inflação. No entanto, nota-se que a tendência da SELIC tem sido maioritariamente decrescente. 111

112 Gráfico 66 - Taxa de inflação, variação anual em percentagem 7.00% 6.6% 6.00% 5.7% 5.4% 5.00% 5.0% 4.9% 4.00% 3.00% 2.00% 1.00% 0.00% As pressões inflacionistas vividas no Brasil impedem que o BCB reduza a taxa de juro de referência, o que se reflete diretamente nas taxas de juro que consumidores finais e empresas suportam. Desta forma, com a evolução das condições económicas (nomeadamente, das infraestruturas) que possam reduzir as pressões inflacionistas, o Brasil poderá incentivar ainda mais o seu mercado interno, tanto por via do consumo como por via da produção. Fonte: Banco Mundial Bolsa de valores 30 Atualmente, o Brasil apenas possui uma bolsa de valores a BM&FBOVESPA, S.A. Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, sendo esta a maior da América Latina. A BM&FBOVESPA encontra-se sediada na cidade de São Paulo e possui ainda escritório de representação nos EUA (Nova York), no Reino Unido (Londres) e na China (Xangai), de modo a conceder suporte aos participantes daqueles mercados nas atividades com os clientes estrangeiros e no relacionamento com os órgãos reguladores, além de divulgar seus produtos de governança e a potenciais investidores. Em março de 2013 BM&FBOVESPA tinha listado 364 empresas, com uma capitalização bolsista de US$ mil milhões, com um volume médio de transações de US$ 3.2 mil milhões em dezembro de O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) é o principal índice brasileiro, tendo crescido 7,4% em 2012 e atingido pontos. America Trading System Brasil (ATS Brasil) Uma joint-venture entre a America Trading Group (ATG) e a NYSE Euronext pretende lançar uma nova bolsa de valores no Brasil, estando previsto o seu lançamento em 2014 enquanto a empresa aguarda a autorização da Comissão de Valores Mobiliários. A empresa pretende operar a partir do Rio de Janeiro, com uma bolsa de valores inicialmente focada na negociação de ações, com o potencial para expandir futuramente para outros produtos. 30 BMF&FBOVESPA, S.A. Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros 112

113 3. Investir no Brasil 113

114 3. Investir no Brasil 3.1. Breve descrição do mercado de trabalho e do regime de Segurança Social População Ativa O Brasil, com cerca de 193 milhões de habitantes, sofre uma progressiva transição demográfica derivada da crescente quebra na taxa de fecundidade. Nas últimas décadas, esta quebra tem produzido efeitos substanciais na estrutura etária da população, como sendo a redução da população jovem e da população em idade ativa. Os efeitos desta transição demográfica têm-se repercutido no mercado de trabalho quer em termos de dimensão e composição da população em idade ativa brasileira, como também no que respeita à disponibilidade de mão-de-obra no país. Contudo, prevê-se que, até meados da década de 2020, continue a verificar-se um aumento da oferta de trabalho pelo crescimento da população ativa. A tendência demográfica contribuirá para a modificação da evolução da força de trabalho, uma vez que a mortalidade dos cidadãos de idades mais avançadas diminuirá. Assim sendo, esta redução conduzirá a um aumento da permanência da população no mercado de trabalho e, consequentemente, à existência de mão-de-obra, por um lado, mais envelhecida, mas, por outro, mais experiente. As transformações na estrutura etária que têm surgido nas últimas décadas têm também modificado a dinâmica da oferta de trabalho, surgindo novas oportunidades para a economia nacional. Nos próximos anos perspetiva-se a maximização da população em idade ativa, não só pelo aumento do tempo de trabalho, mas também pela crescente participação da mulher e exponencial escolarização da população brasileira. Não obstante as melhorias no nível de escolaridade, cerca de 30% dos jovens entre os 15 e 19 anos não estão ainda incluídos no sistema de educação Desemprego A taxa de desemprego no Brasil tem vindo a decrescer significativamente situando-se, atualmente, nos 5%. A população com maior nível de formação e com idade compreendida entre os 15 e 29 anos foi aquela em que o decréscimo que tem vindo a ocorrer na taxa de desemprego se revelou mais significativo Desigualdade Até à data, o nível de atividade no mercado de trabalho tem vindo a ser dominado pelo sexo masculino, independentemente da respetiva idade. Mas, atualmente há uma redução dessa desigualdade, já que se tem verificado um aumento da taxa de participação feminina no mercado de trabalho, nomeadamente das mulheres mais jovens (com menos de 36 anos de idade). A crescente incorporação das mulheres no mercado formal de trabalho nas últimas décadas tem sido evidente, sendo que, nos últimos 30 anos, o crescimento da participação feminina enfatizou-se nos diferentes grupos etários. Este fenómeno reflete uma consistente alteração do papel da mulher no mercado de trabalho brasileiro. Não obstante não ser a mulher quem mais tem vindo a contribuir para a crescente escolarização da população em idade ativa, estima-se que no curto/médio prazo esta situação venha a mudar na sequência do crescimento exponencial e coerente do papel da mulher no mercado de trabalho. 114

115 Breve descrição do regime de Segurança Social No Brasil, o regime de segurança social é denominado por Previdência social e é um regime geral de caráter contributivo e filiação obrigatória que visa a proteção do cidadão por via da diminuição da pobreza e da contribuição para a garantia da manutenção do nível de vida dos cidadãos em situações de doença, invalidez, reforma, morte ou desemprego involuntário, ou mesmo de maternidade e reclusão. Para o efeito, os contribuintes transferem para a Previdência social montantes (contribuições) que apenas serão utilizados caso o respetivo beneficiário deixe de ter capacidade de trabalhar. A previdência social compreende o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e os Regimes de Previdência Públicos e dos Militares (RPPS), sendo que a adesão ao RGPS pode revestir um carácter obrigatório ou facultativo. (i) (ii) Sistema de previdência social obrigatório: abrange as pessoas, e respetivos dependentes, classificadas como empregados, empregados domésticos, contribuintes individuais, trabalhadores avulsos ou segurados especiais. Sistema de previdência social facultativo: abrange cidadãos maiores de dezasseis anos, mediante contribuição, desde que não estejam a exercer atividade remunerada que os enquadre como segurados obrigatórios do RGPS ou de RPPS. As taxas de contribuição para a Previdência Social variam em função do tipo de contribuinte (conforme se trate, por exemplo, de empregados, empregados domésticos ou trabalhadores avulsos) e do respetivo nível de rendimento. Assim, as taxas de contribuição para o regime obrigatório variam entre 8% e 11% enquanto as taxas de contribuição para o regime facultativo variam entre 5% e 20% Como investir no Brasil? A legislação brasileira que regula o investimento no país encontra-se muito dispersa, fator que representa uma dificuldade acrescida nesta matéria. O Decreto-Lei n.º , de 17 de fevereiro de 1965, define que qualifica como capital estrangeiro aquele que, pertencente a pessoas físicas ou jurídicas (empresas ou indivíduos) residentes, domiciliadas ou com sede no estrangeiro, corresponda a: bens, máquinas e equipamentos introduzidos no Brasil, sem dispêndio inicial de divisas, destinados à produção de bens ou serviços; e recursos financeiros ou monetários introduzidos no país para aplicação em atividades económicas. Por sua vez, IDE, no Brasil denominado de investimento externo direto (IED), é definido como aquele correspondente a: participações permanentes em empresas no Brasil, detidas por investidor não residente, pessoa física ou jurídica, residente, domiciliada ou com sede no exterior, mediante a propriedade de ações ou quotas representativas do capital social de empresas brasileiras; e capital destacado das filiais ou sucursais de empresas estrangeiras autorizadas a operar no País. O IED no Brasil deve ser registado junto do Banco Central, com recurso à plataforma SISBACEN Módulo RDE-IED ( Sistema de Informações do Banco Central Registro Declaratório Eletrônico Investimento Externo Direto ) por forma a assegurar a remessa de lucros e o repatriamento de capital para o exterior. Uma vez que o IDE no Brasil não carece de análise e/ou verificação pelo Banco Central do Brasil, cabe à empresa recetora do investimento estrangeiro e/ou ao representante do investidor a responsabilidade de efetuar o registo do mesmo. 115

116 Restrições ao Investimento Estrangeiro É vedado o IDE nas seguintes atividades: Desenvolvimento de atividades envolvendo energia nuclear; Serviços de saúde; Serviços de correios e telégrafos; Industria aeroespacial. Por sua vez, apesar de autorizado, verificam-se condicionalismos ao IDE nas seguintes situações: a) Aquisições de terras rurais por sociedades brasileiras sob o controle estrangeiro, por estrangeiro residente no Brasil ou por pessoa jurídica estrangeira autorizada a funcionar no Brasil; Aquisições de propriedades localizadas em áreas de fronteira; b) Participações em instituições financeiras; c) Exploração de serviços aéreos públicos, para operação de transporte regular; d) Investimento estrangeiro na propriedade e na administração de jornais, revistas e outras publicações, bem como de redes de rádio e televisão; e) Operação no setor de mineração por empresas brasileiras, sob controlo estrangeiro Formas de investimento O IDE no Brasil pode realizar-se através de qualquer uma das seguintes formas, desde que suscetíveis de avaliação pecuniária: - Investimento em Moeda; - Investimento via Conversão de Créditos Externos; - Investimentos via Importação de bens sem Cobertura Cambial; - Investimentos no Mercado de Capitais Fases/Etapas a observar no Processo de estabelecimento no Brasil As etapas a observar aquando da realização de IDE no Brasil variam consoante a forma de investimento em causa, como seja: a) Investimento em moeda O IDE realizado por via de investimento em moeda não depende de qualquer autorização preliminar por parte das autoridades governamentais. Sendo o objetivo subscrever capital ou adquirir uma participação numa empresa brasileira já existente, os recursos deverão ser enviados para o Brasil por meio de instituição bancária autorizada a efetuar operações cambiais. No prazo de 30 dias a partir do fecho do contrato de câmbio, deve proceder-se ao registo do investimento no Sistema RDE-IED. Caso os fundos estejam já numa conta de um não residente devidamente registado no Brasil, o registo do referido investimento será realizado em moeda nacional. Qualquer movimentação relacionada com o 116

117 investimento deve ser efetuada por meio da respetiva conta de não residente, sendo o registo do investimento atualizado através do Módulo RDE-IED. b) Investimento via Conversão de Créditos Externos A conversão de créditos externos já registados no RDE-IE não depende de autorização prévia do Banco Central. Inclui-se neste ponto a utilização de créditos que são passíveis de gerar transferências para o exterior, com base nas normas vigentes, pelo credor não residente com vista à aquisição ou integração de participações no capital social de empresa localizada no Brasil. Para efeitos de registo no Sistema RDE-IED, é necessário que a empresa nacional recetora do investimento obtenha do credor e promitente investidor os seguintes documentos: (i) (ii) Declaração que define os vencimentos das parcelas e os respetivos valores a serem convertidos; Declaração irrevogável do credor concordando com a conversão. c) Investimentos via Importação de Bens sem Cobertura Cambial A importação de bens, tangíveis ou intangíveis, apenas é possível para a constituição de capital social, devendo o registo de capitais estrangeiros, conforme definidos supra, ser efetuado na moeda do país do investidor ou, por solicitação expressa deste, em outra moeda, mantida a paridade cambial. Este investimento, sendo efetuado sob a forma de bem tangível para a integração de capital social não necessita de aprovação prévia do Banco Central, mas deve ser efetuado o respetivo registo no prazo de 90 dias após a libertação dos bens. No entanto, o IDE, quando decorrente de importação sem cobertura cambial de bens intangíveis, depende da prévia autorização do Departamento de Combate a Ilícitos Financeiros e Supervisão de Câmbio e Capitais Internacionais (DECIC). d) Investimentos no Mercado de Capitais O investimento nos mercados brasileiros (financeiro e de capitais) está acessível a qualquer investidor, pessoa física ou jurídica, não residente, individual ou coletivo. O investidor não residente pode operar nos mercados de rendimento fixo ou variável, podendo migrar livremente de uma aplicação para outra. No entanto, por forma a ter acesso a esses mercados, deve nomear um representante no Brasil, que registará as operações, e obter um registo na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os títulos e os valores mobiliários do investidor estrangeiro deverão estar sob custódia de entidade autorizada pela CVM ou pelo Banco Central, ou, ainda, registados, dependendo do caso, no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC) ou em sistema de registo e de liquidação financeira administrado pela Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (CETIP) Outros aspetos relevantes Repatriamento de capital O capital estrangeiro registado no Brasil poderá ser repatriado para o seu país de origem a qualquer momento sem necessidade de autorização prévia. Desde que devidamente registados no Módulo RDE-IED, não existem restrições à distribuição de lucros e à sua remessa para o exterior. 117

118 Reinvestimento de Lucros Os rendimentos auferidos por investidores estrangeiros reinvestidos em empresas brasileiras, ainda que distintas das que originaram o rendimento, com o objetivo de subscrição de capital ou aquisição de ações ou quotas, são considerados como capital estrangeiro da mesma forma que o investimento inicial. Para este efeito, são considerados reinvestimentos os lucros auferidos por empresas sediadas no Brasil passíveis de remessa a pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no exterior, mas que foram reinvestidos na empresa que os gerou ou noutro setor da economia brasileira Incentivos e benefícios ao investimento O Brasil tem vindo a desenvolver uma estratégia de captação de investimento, nomeadamente com a implementação do Sistema de Promoção de Investimentos e Transferência de Tecnologia para Empresas (SIPRI), concretizada pelo Ministério das Relações Exteriores, e pela Comissão de Incentivo aos Investimentos Produtivos Privados ( Investors Room ), no âmbito da Casa Civil da Presidência da República. Através destes organismos, o Governo Brasileiro tem concentrado forças na divulgação das potencialidades do país em setores estratégicos para o desenvolvimento económico sustentável, tendo em vista a captação de IDE em torno de três grandes eixos: Divulgação de projetos e oportunidade de investimento no Brasil; Desenvolvimento de estudos e ferramentas que subsidiem estratégias e ações de promoção de investimento; e, Capacitação dos operadores da Rede SIPRI, que funciona como rede de informações e núcleo para a articulação de políticas e estratégias para captação de investimentos. O SIPRI, além de identificar e divulgar oportunidades de investimento no Brasil e no exterior, também visa ativamente criar parcerias entre empresas brasileiras e estrangeiras, com a finalidade de promover transferências de tecnologia para o Brasil. Paralelamente, o Brasil realiza eventos de captação de investimentos com o fim específico de atrair, facilitar e difundir informação sobre oportunidades de investimento. A Constituição Brasileira atribui competência em matéria tributária quer à União Federal, quer aos Estados e aos Municípios, pelo que, os Estados utilizam a possibilidade criarem sistemas de incentivos e benefícios como um instrumento de atração de investimento, para acelerar o desenvolvimento da região ou de certas indústrias. Assim, aquando do investimento no Brasil, os investidores deverão assegurar uma análise casuística dos benefícios fiscais disponíveis no Estado onde pretendem efetuar o investimento ou, não sendo a região um fator determinante para o investimento, comprara os benefícios e incentivos atribuídos por cada Estado. Há, contudo, alguns benefícios de índole estadual, muitos dos quais relacionados com a organização pelo Brasil de eventos desportivos internacionais. Adicionalmente, é possível celebrar com as autoridades brasileiras contratos de investimento, ao abrigo dos quais podem ser atribuídas algumas vantagens, nomeadamente: isenções de taxas e alguns impostos na importação de bens; taxas de depreciação aceleradas para equipamento produzido no Brasil; acesso a financiamento com juros reduzidos; isenção de imposto na venda de bens de investimento; isenção de imposto sobre lucros; 118

119 incentivos fiscais para projetos focados em inovação tecnológica. Plano Brasil Maior Incentivos estaduais O Plano tem por objetivo a inovação e o fortalecimento produtivo do parque industrial brasileiro, visando a obtenção de ganhos sustentados da produtividade do trabalho, visando assim beneficiar produtores locais e exportadores de bens e serviços. Concede um conjunto de incentivos fiscais e financeiros que irão vigorar até 2015, caso o prazo não seja prorrogado, relativamente a investimentos nas áreas da inovação tecnológica, investigação para melhoria da produção e facilita vantagens aos exportadores, nomeadamente em termos de seguros de crédito. I. Incentivos fiscais do Plano Brasil Maior PRONON e PRONAS/PCD O Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica - PRONON tem a finalidade de captar e canalizar recursos para a prevenção e o combate ao cancro, e está a ser implementado mediante incentivos fiscais a ações e serviços oncológicos, desenvolvidos por instituições de prevenção e combate ao cancro. O Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência - PRONAS/PCD tem a finalidade de captar e canalizar recursos destinados a estimular e desenvolver a prevenção e a reabilitação de pessoas com deficiência, incluindo-se a promoção, prevenção, diagnóstico precoce, tratamento, reabilitação e indicação e adaptação de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, em todo o ciclo de vida. PROUCA (Programa Um Computador por Aluno) e REICOMP (Regime Especial de Incentivo a Computadores para Uso Educacional) O Programa Um Computador por Aluno - PROUCA tem o objetivo de promover a inclusão digital nas escolas das redes públicas de ensino federal, estadual, distrital, municipal e nas escolas sem fins lucrativos de atendimento a pessoas com deficiência, mediante a aquisição e a utilização de soluções de informática, constituídas por equipamentos de informática, por programas de computador - software - neles instalados e de suporte e assistência técnica necessários ao seu funcionamento. O Programa dispõe de um Regime Especial de Incentivo a Computadores para Uso Educacional - REICOMP, que atribui um conjunto de isenções e benefícios fiscais. Regime especial de tributação aplicável à construção ou reforma de estabelecimentos de educação infantil O regime especial em questão aplicar-se-á até 31 de dezembro de 2018 aos projetos de construção ou reforma de creches e pré-escolas cujas obras tenham sido iniciadas ou contratadas a partir de um de janeiro de Tal regime consiste na unificação de impostos e contribuições, sendo que para cada obra submetida ao regime especial de tributação, a empresa de construção ficará sujeita ao pagamento equivalente a 1% da sua receita mensal. Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga para Implantação de Redes de Telecomunicações - REPNBL-Redes Estabeleceu-se um Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga para Implantação de Redes de Telecomunicações REPNBL - Redes que se destinem a projetos de implantação, ampliação ou modernização de redes de telecomunicações que suportem acesso à Internet em banda larga, incluindo 119

120 estações terrenas de satélites que contribuam com os objetivos de implantação do Programa Nacional de Banda Larga PNBL. REPORTO Estabeleceu-se um Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária REPORTO que concede um conjunto alargado de isenções fiscais nas aquisições de máquinas, equipamentos e peças que se destinem ao ativo imobilizado dos beneficiários do regime. São beneficiários do REPORTO o operador portuário, o concessionário de porto, o arrendatário de instalação portuária de uso público e a empresa autorizada a explorar instalação portuária de uso privativo misto ou exclusivo, inclusive aquelas que operam com embarcações de offshore. Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores - INOVAR-AUTO O Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores - INOVAR-AUTO tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento tecnológico, a inovação, a segurança, a proteção ao meio ambiente, a eficiência energética e a qualidade dos automóveis, camiões e autocarros. Poderão habilitar-se ao INOVAR-AUTO as empresas que produzam e comercializem, no Brasil: tratores, veículos automóveis para transporte de dez pessoas ou mais, automóveis de passageiros e outros veículos automóveis principalmente concebidos para transporte de pessoas (incluindo os veículos de uso misto - station wagons e os automóveis de corrida), veículos automóveis para transporte de mercadorias, entre outros. Também poderão habilitar-se ao programa as empresas que tenham projeto aprovado para instalação, no País, de fábrica ou, no caso das empresas já instaladas, de novas instalações ou projetos industriais para produção de novos modelos dos produtos acima. Para a habilitação a empresa fica condicionada à realização, no País, direta ou indiretamente: (a) de atividades fabris e de infraestrutura de engenharia; (b) de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação; (c) investimento em engenharia, tecnologia industrial básica e de desenvolvimento de fornecedores. As empresas habilitadas ao INOVAR-AUTO poderão usufruir de crédito presumido de IPI Imposto sobre produtos industrializados. Incentivos Fiscais Especiais O Brasil vive hoje um momento próspero, de elevado crescimento económico, que lhe permitiu abrigar importantes eventos mundiais no âmbito do desporto. Assim, entre 2013 e 2016, o Brasil será anfitrião de quatro grandes acontecimentos: Copa FIFA 2013, Copa do Mundo de Futebol 2014, Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de No âmbito destes eventos, o Governo concedeu alguns incentivos fiscais especiais, dos quais se salientam: Copa da FIFA 2013 e Copa do Mundo de Futebol 2014 Aplicável a entidades envolvidas na organização dos eventos, previamente licenciadas pelo Governo. Benefícios incluem: Isenções na importação de inúmeros bens ou mercadorias perecíveis utilizados no âmbito da organização e promoção destes eventos; Isenção de IRPJ, IOF, CSLL, PIS/COFINS e CIDE, para a FIFA e entidades 120

121 relacionadas domiciliadas no estrangeiro, à subsidiária da FIFA Brasil, aos fornecedores de serviços para a FIFA, estabelecidos no Brasil, e aos indivíduos não residentes contratados especificamente para o evento; Isenção de ISS aplicável às mesmas entidades (decididas a nível municipal). Regime aplicável no período compreendido entre 1 de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de Recopa Regime fiscal especial atribuído para a construção, expansão, reforma ou modernização dos estádios de futebol para a Copa das Confederações de 2013 e Copa do Mundo de Futebol de As entidades responsáveis pela obras podem beneficiar de: Suspensão de II, IPI, e PIS/COFINS na importação de máquinas e equipamento; Suspensão de PIS/COFINS e IPI na aquisição local de máquinas e equipamento; Suspensão de PIS/COFINS na aquisição ao exterior de serviços; Suspensão de PIS e COFINS na aquisição local de serviços. Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 Concede isenções às entidades envolvidas na organização e realização dos jogos de 2016, incluindo: Isenção de II (Imposto de Importação), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e PIS/COFINS quanto às importações de bens ou serviços; Isenção de IPI e PIS/COFINS na aquisição local de bens ou serviços; Isenção do IRPF, relativamente aos rendimentos pagos a não residentes contratados e/ou empregados no Brasil, temporariamente Incentivos regionais Não obstante, elencam-se, a título exemplificativo, alguns regimes especiais: Zona Franca de Manaus (ZFM): A zona Franca de Manaus é uma área de comércio livre de importação e de exportação e de incentivos fiscais especiais, estabelecida com a finalidade de promover o desenvolvimento regional, através da criação de um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições económicas que permitam o seu desenvolvimento. Concedem-se os seguintes benefícios: Redução de até 88% do Imposto de Importação (I.I.) sobre os insumos destinados à industrialização; Isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (I.P.I.); Redução de 75% do IPRJ; Isenção da contribuição para o PIS/PASEP e da Cofins nas operações internas na Zona Franca de Manaus; Restituição parcial ou total, variando de 55% a 100% dependendo do projeto do ICMS Minas Gerais e Espírito Santo Como promotora do desenvolvimento sustentável do Nordeste, incluindo municípios dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE, pode conceder Incentivos e Benefícios Fiscais, assim como disponibilizar financiamento ao abrigo de alguns Fundos Regionais. Entre os benefícios fiscais, salientam-se: Isenção de IRPJ Para projetos de implantação, modernização, ampliação ou diversificação de empreendimentos, para as atividades de fabricação de máquinas, equipamentos, 121

122 instrumentos e dispositivos baseados em tecnologia digital, voltados para o programa de inclusão digital; Redução de IRPJ (de 12,5% a 75%) para determinadas indústrias que vão desde o turismo, à agricultura, celulose e papel Pará O Governo do Pará atribui incentivos fiscais a empresas que desenvolvam atividade produtiva na agroindústria, indústria pecuária e indústria pesqueira e que realizem investimentos destinados à modernização ou diversificação de empreendimentos no Estado do Pará, criação de novos empreendimentos ou aquisição de maquinaria e equipamentos para a implantação ou inovação do parque industrial dos empreendimentos. Os incentivos são atribuídos em função da natureza de cada projeto durante um período de tempo definido, que não poderá exceder 15 anos, e poderão revestir a natureza de crédito de imposto, redução da base tributável, isenção ou diferimento MERCOSUL - A Tarifa Externa Comum TEC Nos termos do acordo GATT, art.º 24, para a formação de uma união aduaneira é imprescindível a observância de duas condutas, i) a livre circulação dos bens produzidos pelos EM da união através da isenção alfandegária intra-bloco e outras restrições, bem como, ii) no que respeita ao relacionamento comercial com países terceiros, a adoção de uma pauta alfandegária comum, nomeadamente, Tarifa Externa Comum TEC. Nas trocas comerciais entre os países do MERCOSUL, desde que comprovado por Certificado de Origem que uma determinada percentagem do produto foi produzido no MERCOSUL (pode variar consoante o produto), este não estará sujeito a imposto de importação mas a uma Tarifa Externa Comum acordada entre os EM. A TEC tem por base a Nomenclatura Comum do MERCOSUL (NCM) e é definida mediante a aplicação de uma alíquota a cada item. Atualmente, a NCM compreende cerca de nove mil itens tarifários, e inclui alíquotas ad valorem que variam, em geral, entre 0% a 20% (podendo em alguns itens chegar a 35%), segundo a categoria de produtos e a existência ou não de produção regional. Há assim uma tentativa de harmonização fiscal que visa facilitar as trocas comerciais intra-região. Porém, esta harmonização encontra-se limitada a uma lista de produtos que poderão ser excecionados. Há assim uma lista de exceções à TEC para os quatro Estados Partes, a qual pode ser alterada a cada seis meses, em até 20% dos códigos. Dessa forma, o Brasil poderá aplicar taxas de importação distintas da TEC para 100 códigos tarifários até 31/12/2015. As regras de exceção permitem uma ampla margem de discricionariedade na definição dos produtos excecionados, daí referir-se a uma união aduaneira imperfeita no MERCOSUL, dado que enquanto o Brasil e a Argentina poderão escolher 100 itens para as suas listas de exceções, o Paraguai cerca de 649 produtos até 31 de dezembro de 2019 e o Uruguai 225 até 31 de dezembro de Estas listas poderão ser atualizadas semestralmente. A entidade responsável pela gestão e divulgação da TEC no Brasil é a Câmara de Comércio Exterior, do Conselho do Governo (CAMEX). A TEC poderá ser obtida aqui: Para se obter informações sobre os requisitos do Regime de Origem do Mercosul: 122

123 3.4. Principais mecanismos de financiamento No Brasil existem vários mecanismos alternativos de investimento, sendo que alguns dos bancos comerciais que operam neste território recorrem a financiamento junto de instituições multilaterais financeiras, como por exemplo, o Banco Europeu de Investimento e o Banco Mundial, que lhes concedem financiamento que permite cedência de crédito à economia e às empresas. Algumas destas instituições multilaterais financeiras,constituem instrumentos financeiros que permitem o apoio ao investimento direto às empresas sempre que estejam em causa grandes projetos de investimento com impacto económico em países em desenvolvimento e cujo plano de investimento permita desenvolver a economia. A SOFID Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento é uma sociedade financeira, de capitais maioritariamente públicos, que tem como missão ajudar a promover o crescimento económico e social de países emergentes e em vias de desenvolvimento, nomeadamente alguns dos países da CPLP, como sendo o Brasil. Neste âmbito, podem apresentar projetos de investimento à SOFID empresas privadas e públicas, desde que geridas de forma comercial, e com uma participação acionista portuguesa mínima de 20%, cujos projetos cumpram os seguintes requisitos: Investimentos de raiz, ampliações, reabilitações, modernizações ou aquisições de ativos; Programas setoriais (múltiplos projetos promovidos por um único mutuário, Parcerias Público Privadas, projetos regionais, parcerias entre empresas/empresários portugueses e de outros países); Não podem ser projetos com impactos sociais ou ambientais negativos, nem projetos de caráter especulativo ou que envolvam trabalho infantil, entre outros; São apoiados todos os setores relevantes para o desenvolvimento sustentado dos países de destino e que correspondam aos interesses da economia e das empresas portuguesas, mas privilegiando os setores da agro-indústria, da indústria transformadora, das infraestruturas, da energia, do turismo, comércio e serviços e ainda o setor financeiro. O financiamento mínimo é de 250 mil Euros e o máximo é de 2,5 milhões de Euros. Mutuários que não sejam sociedades offshore sedeadas em locais que integrem a lista da OCDE de regimes fiscais privilegiados não cooperantes. A SOFID é a instituição portuguesa membro da EDFI (Association of European Development Finance Institutions). Regra geral, os produtos financeiros disponibilizados pelas Instituições Financeiras ao Desenvolvimento local podem ser dos seguintes tipos: Empréstimos de longo prazo, com taxas a juros de mercado ou bonificados; Participações de capital; Financiamento mezzanine ; Garantias; Donativos destinados ao financiamento de atividades específicas nos países de menor rendimento; Produtos de gestão de risco; Apoio à realização de estudos de sustentabilidade do projeto. Outro instrumento disponível para o financiamento de investimentos de grande dimensão e com reconhecido impacto económico é o Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China-Países de Língua Portuguesa. 123

124 Este fundo, criado em 2010 com intuito de fortalecer a cooperação e as relações de investimento entre a China e os países de língua Portuguesa, disponibiliza um total de mil milhões de USD para projetos de investimento que promovam a melhoria da qualidade de vida das populações e o desenvolvimento social e económico dos países destinatários do financiamento, que apostem na utilização de tecnologia industrial avançada. O acesso a este fundo faz-se através do preenchimento da candidatura por parte da empresa ou investidor interessado e depende da decisão da comissão de investimento, composta por membros da equipa de gestão do fundo. Os montantes máximos de investimento em cada projeto são determinados pela equipa de gestão do fundo e podem variar entre 5 e 20 milhões de USD. O tipo de financiamento pode variar em função das características das empresas e da natureza dos projetos. Nesse sentido, para além dos instrumentos de capital diretos, tais como aquisição de ações ordinárias de empresas, admite-se ainda investimentos de quase capital (ações preferenciais, instrumentos híbridos de capital e obrigações convertíveis). Por sua vez, o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), é também uma das principais fontes de financiamento no Brasil, concedendo financiamentos de longo prazo para a realização de investimentos em todos os segmentos da economia. Os financiamentos podem ser concedidos a: Empresas de Direito Privado, sediadas no Brasil, controladas por residentes no Brasil ou, em caso especificamente autorizados pelo Estado, controladas por não residentes no Brasil; Empresas, sediadas fora do Brasil, cujo acionista maioritário e que exerça influência dominante sobre as atividades desempenhadas, seja: o o empresa controlada, direta ou indiretamente, por empresa ou grupo societário, domiciliadas e residentes no Brasil; ou empresa controlada por empresa de direito público brasileira; O BNDES concede financiamentos para projetos de investimentos, aquisição de equipamentos e exportação de bens e serviços. Adicionalmente, podem ser efetuadas entradas no capital das empresas e também concedidos financiamentos não reembolsáveis para projetos que contribuam para o desenvolvimento social, cultural e tecnológico. 124

125 3.5. Competitividade do Brasil Atratividade do Brasil no contexto regional Com base nos dados do relatório Doing Business o Brasil ocupa uma posição intermédia no que respeita ao indicador sobre a facilidade de fazer negócios no contexto do MERCOSUL e dos Estados associados. Tabela 25 - Doing Business 2013 Posição por região Países Facilidade de se fazer negócios Abertura de empresas Obtenção de alvarás de construção Obtenção de eletricidade Registo de propriedade Obtenção de crédito Chile Perú Colômbia Uruguai Paraguai Argentina Brasil Equador Venezuela De acordo com o World Investment Report do UNCTAD, publicado em 2013, o Brasil registou um IDE de milhões de dólares, o que representa cerca de 45% do total do IDE no MERCOSUL ( milhões de dólares). Esta elevada percentagem explica-se pelo facto do Brasil: Ser o oitavo mercado mais consumidor do mundo; Possuir cerca de 170 milhões de habitantes; Possuir uma localização geográfica bastante atrativa, fazendo fronteira com 10 países, e possuindo um extenso litoral com inúmeros portos marítimos; Ocupar o quinto lugar na economia mundial desde Dezembro de 2009 (de acordo com relatórios do Banco Mundial; Possuir a maior e mais diversificada base industrial da América Latina e do Caraíbas; Ser um dos principais destinos turísticos, recebendo mais de 5 milhões de turistas estrangeiros por ano. 125

126 3.6. Principais constrangimentos ao IDE e Exportação Exportações/Importações Barreiras aduaneiras: tarifas, barreiras não tarifárias, outros impedimentos Os produtos importados para o Brasil estão sujeitos a Imposto de Importação (II), o qual incide sobre o custo dos produtos importados (custo, seguros e fretes). As taxas de Imposto de Importação são variáveis em função da codificação dos produtos na tabela aduaneira harmonizada do MERCOSUL. Regra geral, as taxas variam entre 10% e 20%, não obstante a existência de muitas exceções (bens sujeitos a taxas inferiores ou superiores ao intervalo referido). O Imposto de Importação representa um custo para o sujeito passivo o importador que introduz os bens no mercado brasileiro na medida em que não é recuperável. Adicionalmente, os bens introduzidos no Brasil são sujeitos a tributação sobre o valor acrescentado, na forma de: Imposto sobre produtos industrializados IPI - (a taxas variáveis, regra geral, entre 10% e 15%, mas que, em certos casos, pode atingir 300%); e Imposto sobre as operações relativas à circulação de mercadorias e sobre a prestação de serviços interestadual e intermunicipal e de comunicação ICMS (a taxas variáveis entre 7% e 25%) Bens em regime de Trânsito Os bens em regime de trânsito, isto é, bens que permanecem no país temporariamente para futura integração na produção de serviços ou de outros bens, são sujeitos ao pagamento de imposto na proporção do tempo que permanecem no Brasil. Bens destinados à exportação Os bens importados para o Brasil com destino à incorporação na produção ou embalamento de produtos para exportação estão isentos de Imposto de Importação. Este incentivo à exportação opera de várias formas: Suspensão de pagamento; Isenção de pagamento; Devolução, total ou parcial, do imposto. Licença de importação A importação de produtos pode estar sujeita a licenciamento, o qual pode ser obtido, na maioria dos casos, de forma automática, através da plataforma Siscomex da Direção Alfandegária. Adicionalmente, a importação de alguns produtos (produtos da área da saúde, produtos agrícolas ou armas) carece de autorização de entidades específicas), a qual pode igualmente ser solicitada através da plataforma Siscomex. 126

127 Entrada e saída de capitais A legislação brasileira exige, para todos os investimentos estrangeiros no País, independentemente da sua modalidade, a realização do seu registo no Banco Central do Brasil para efeitos meramente declarativos, devendo o mesmo ser feito por via eletrónica, diretamente no Sisbacen - Sistema de Informações do Banco Central, no sistema de Registo Declaratório Eletrónico (RDE). Os capitais estrangeiros são registados em módulos específicos do sistema, de acordo com a sua classificação, ou seja, investimento direto, créditos externos (empréstimos, financiamentos de importação com prazo superior a 360 dias), contratos de assistência técnica, royalties e semelhantes ou aplicações no mercado financeiro e de capitais. São também passíveis de registo os contratos de garantia prestada por organismos internacionais em operações de crédito interno. A cada registo é atribuído um número de RDE, que é de utilização obrigatória nas operações de câmbio relativas às remessas para o exterior (retorno de capital, juros, lucros e dividendos, efetuados diretamente da rede bancária autorizada a operar no mercado de câmbio). Atualmente, não há necessidade de qualquer exame ou de autorização prévia do Banco Central do Brasil para efeitos de realização das remessas. Adicionalmente, as pessoas singulares ou coletivas não residentes no Brasil podem ser titulares de contas de depósito em moeda brasileira, exclusivamente em agências que operem em câmbio de instituições bancárias autorizadas a operar no mercado de câmbio. A conversão de moeda brasileira para moeda estrangeira, para remessa ao exterior, de saldos dessas contas é livre Estabilidade legal e fiscal - Barreiras legais, fiscais e regulamentares No sistema fiscal brasileiro, o poder de tributário está dividido em três níveis diferentes: federal, estadual e municipal. A nível federal, os impostos incidem, regra geral, sobre o rendimento, quer de pessoas singulares, quer de pessoas coletivas, bem como sobre o consumo e património. A nível estadual, os impostos incidem, essencialmente, sobre o património. São sujeitas a imposto, nomeadamente, as sucessões e doações em sede de Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD). A propriedade imobiliária é também tributada a nível estadual em sede de dois impostos distintos: o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) - que é pago anualmente e incide sobre a detenção - e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis Inter-vivos (ITBI), que é pago aquando da transferência de propriedade. A taxa agrupada do impostos sobre o lucro é de 34%, que inclui (regra geral) o IRPJ, a CSLL e a sobretaxa de 10%. Os impostos em vigor no Brasil são os seguintes: Tabela 26 - Quadro resumo com os principais impostos do Brasil Imposto Taxa Base tributável/ Sujeito Passivo Imposto de Renda sobre as Pessoas Jurídicas (IRPJ) 15% 25% (15%+10%) Empresas com residência no Brasil: 15% sobre o lucro tributável anual; sobretaxa de 10% no montante que exceda Reais. 127

128 Imposto Taxa Base tributável/ Sujeito Passivo Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) 9% Lucro tributável líquido das sociedades. 15% Lucro tributável líquido das instituições seguradoras e financeiras Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) Progressiva, entre 0% e 27,5 % Incide sobre a totalidade dos rendimentos obtidos pelos residentes no Brasil Imposto de Mais-valias 15% Venda de imóveis, veículos e obras de arte, quer no Brasil, quer no estrangeiro Imposto sobre os Produtos Industrializados (IPI) Entre 10% a 15%, geralmente Tributa o consumo nas importações, transmissões de bens. As prestações de serviços, regra geral, estão sujeitas ao Imposto sobre Serviços de qualquer natureza (ISS), cuja taxa varia entre 2% e 5%. Imposto sobre as Importações (II) Entre 10% e 20%, dependendo do produto Incide sobre o valor do produto importado Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) Depende da operação em causa Incide sobre algumas operações financeiras Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) 7.6% Incide sobre o rendimento das pessoas coletivas Programa de Integração Social (PIS) 1.65% Incide sobre o rendimento das pessoas coletivas Informação sobre a pauta aduaneira Simulador: Obtenção de vistos, disponibilidade de mão-de-obra O Brasil concede os seguintes tipos de vistos: Administrador/ Gerente/ Diretor executivo; Administrar entidades sem fins lucrativos; Artistas e desportistas; Correspondentes de jornais, revistas, rádio, televisão ou agência noticiosa; Estagiários; Estudantes; Filmagem no Brasil; Prestação de serviço /contrato de trabalho/investimento no Brasil; Religiosos ; Rendimentos de aposentadoria; Reunião familiar; 128

129 Viagem de negócios; Turismo. O visto adequado para investidores no Brasil é o de Prestação de serviço/ Contrato de trabalho / Investimento no Brasil, o qual se aplica ao estrangeiro que viaje para o Brasil como cientista, diretor ou executivo, professor, tripulante de embarcação estrangeira, técnico ou profissional de outra categoria, sob regime de contrato de trabalho, estágio, formação, ou para prestação de serviço para o Governo brasileiro. Este visto pode assim ser um visto temporário de trabalho ou um visto permanente por Investimento, neste caso destinando-se aos cidadãos estrangeiros que abram empresas no Brasil. Os vistos de Prestação de serviço/ Contrato de trabalho / Investimento no Brasil devem ser solicitados ao Ministério do Trabalho e Emprego no Brasil e estão sujeitos a aprovação da Coordenação-Geral de Imigração do Ministério das Relações Exteriores. Aquando da requisição de visto, o investidor deverá preencher um formulário de pedido de visto, o qual deve ser acompanhado pelos seguintes documentos: Passaporte com validade mínima de 6 meses; Foto; Atestado de residência; Atestado de registo penal; e Atestado de vacinação contra febre-amarela Modelos de cobertura de riscos financeiros, operacionais, propriedade Apesar de não ser obrigatório, é recomendável estabelecer um contrato de seguro sobre as mercadorias e bens com destino ao Brasil. A cobertura de risco das exportações de Portugal para a Guiné-Bissau poderá ser realizada por empresas seguradoras privadas tendo em consideração que, no caso dos seguros de créditos com Garantia do Estado, o operador único, por protocolo com o Estado Português, é a empresa Companhia de Seguro de Créditos (COSEC) que, para além do seguro de crédito à exportação dispõe de um mecanismo de garantias de seguro de caução. O seguro de crédito à exportação, sem garantia do Estado português, é uma modalidade que tem por objetivo cobrir os riscos de não pagamento nas vendas a crédito de bens ou na prestação de serviços efetuadas no estrangeiro e que consiste na emissão de uma apólice de seguro de créditos, através da qual o exportador português poderá cobrir os riscos associados à empresa importadora ou ao país de importação, quer estes se verifiquem aquando da preparação da encomenda, quer após a sua expedição. Poderão ser beneficiários deste produto as empresas que vendem a crédito nos mercados externos, podendo os créditos abrangidos ser de curto, médio ou longo prazos. A COSEC, S.A., disponibiliza ainda seguros de créditos à exportação com a garantia do Estado português, sendo este tipo de produtos destinado a proporcionar soluções para a cobertura de riscos políticos e extraordinários, designadamente: Atos ou decisão do Governo ou entidade pública do país importador Expropriação, nacionalização, confisco e medidas de efeito equivalente; Dificuldades de transferência ou e conversão e moratória geral; 129

130 Guerras (ainda que não declaradas), revoluções, motins, anexações ou factos de efeitos análogos; Efeitos catastróficos (terramotos, maremotos, erupções vulcânicas, tufões, ciclones ou inundações). O seguro pode, no entanto, incluir igualmente o risco comercial. Através da subscrição do produto em causa, o Estado Português garante o pagamento de indemnização, no prazo de 60 dias a contar da verificação do incumprimento: Seja por interrupção ou suspensão do fabrico (risco de fabrico); Seja pelo não pagamento do crédito concedido ao importador (risco de crédito). O âmbito dos seguros é determinado casuisticamente, abrangendo capital e juros remuneratórios. Existem diferentes percentagens de cobertura, designadamente: Mercados prioritários (definidos pelo Governo África do Sul, Brasil, China, Marrocos, México, Polónia, Tunísia e Rússia): operações a curto prazo: 98 % e operações a médio e longo prazo: 99% Outros mercados, em operações de curto, médio e longo prazo: 95% Sistema jurídico e judiciário O sistema de organização judiciária do Brasil é complexo, na medida em que compatibiliza o nível estadual e federal. Os tribunais estão organizados segundo dois critérios: a justiça comum e a especializada. A distinção entre ambas é feita em termos de competência. A justiça especializada versa sobre as seguintes matérias: Direito do Trabalho, Direito Eleitoral e Direito Militar. Para efeitos de recurso, a organização judiciária do Brasil divide-se em três níveis: 1ª instância, 2ª instância e tribunais superiores. O Supremo Tribunal Federal apenas lida com assuntos de constitucionalidade. Tabela 27- Sistema Judiciário do Brasil Tipos de Tribunais Judiciários Supremo Tribunal Federal Tribunais Superiores Competência Exerce jurisdição em todo o território nacional Trata de assuntos relacionados com a Constituição Exercem jurisdição em todo ou em parte do território, consoante sejam tribunais Estaduais ou Federais Organização O Supremo Tribunal Federal é composto por 11 ministros indicados pelo Presidente da República e por ele nomeados após aprovação pelo Senado Federal Justiça Comum (Estadual e Federal) - Superior Tribunal de Justiça; Justiça Especializada: o Tribunal Superior do Trabalho; o Tribunal Superior Eleitoral; o Tribunal Superior Militar 130

131 Tipos de Tribunais Judiciários Tribunais de 2ª Instância Tribunais de 1ª Instância Competência Exercem jurisdição em todo ou em parte do território, consoante sejam tribunais Estaduais ou Federais Exercem jurisdição em todo ou em parte do território, consoante sejam tribunais Estaduais ou Federais Organização Justiça Comum Estadual - Tribunais de Justiça de 2ª instância Justiça Comum Federal - Tribunais Regionais Federais Justiça especializada: o Tribunal Regional do Trabalho; o Tribunal Regional Eleitoral; e, o Tribunal de Justiça Militar Justiça Comum Estadual - Tribunais de Justiça de 1ª instância Justiça Comum Federal - Tribunais Federais de 1ª Instância Justiça especializada: o Tribunal do Trabalho de 1ª Instância; o Tribunal Eleitoral de 1ª Instância o Tribunal Militar de 1ª Instância Tipos societários No Brasil as sociedades são constituídas por contrato escrito, particular ou público. A legislação nacional prevê seis possíveis tipos de sociedade: empresa individual de responsabilidade limitada; sociedade em nome coletivo; sociedade em comandita simples; sociedade limitada; sociedade anónima; sociedade em comandita por ações. Destas destacam-se as seguintes: Tabela 28 - Tipos societários Tipo societário N.º de sócios Capital social Sociedade Limitada (Ltda.) 2 ou mais (pelo menos um nacional) Sem mínimo legal Sociedade anónima (S.A.) Sociedade fechada: mínimo de 2; Sociedade aberta: mínimos de 3 Sem mínimo legal Empresa individual de responsabilidade limitada (Eireli) 1 sócio Mínimo de 100 vezes o valor do maior salário mínimo vigente no país 131

132 Resolução extrajudicial de litígios No Brasil, há três formas de resolução extrajudicial de litígios: Arbitragem: é uma forma de resolução de conflitos, apenas possível em caso de direitos patrimoniais disponíveis (direitos subjetivos dos quais o seu titular pode livremente abdicar), na qual um terceiro, especialista na matéria em causa e escolhido pelas partes, decide a questão em litígio. A decisão arbitral tem a mesma força de uma sentença judicial e não admite recurso. Mediação: é um meio voluntário de resolução de conflitos no qual o terceiro imparcial orienta as partes, de uma forma imparcial, para a solução da questão. No entanto, a solução é decidida pelas partes. Conciliação: é um mecanismo de resolução de conflitos no qual um terceiro imparcial interveniente procura, em conjunto com as partes, chegar voluntariamente a um acordo. 132

133 3.7. Principais características dos Acordos do Brasil no domínio do comércio e investimento Protocolos existentes na MERCOSUL e posicionamento de Brasil face aos mesmos O MERCOSUL negociou e assinou acordos com países terceiros, grupos de países e organismos internacionais, tendo celebrado mais de 130 instrumentos de cooperação entre os EM, dos quais mais de metade se encontra atualmente em vigor. Por sua vez, o Brasil assinou, de forma independente, outros protocolos e acordos que ainda não foram aplicados. A tabela abaixo apresenta alguns dos Acordos e Protocolos existentes na região e a posição do Brasil face aos mesmos. Tabela 29 - Situação do Brasil face aos Acordos e Protocolos existentes na Zona do MERCOSUL Tipo de Acordo Âmbito e Descrição do Acordo 1- Tratado para a constituição de um mercado comum; 2- Protocolo de cooperação e assistência judicial em matéria civil, comercial, laboral e administrativa; 3- Protocolo relativo a jurisdição internacional em matéria contratual; 4- Protocolo de integração educativa e reconhecimento de habilitações académicas; 5- Protocolo sobre a estrutura institucional do MERCOSUL; 6- Protocolo de assistência mútua jurídica em assuntos penais; Protocolos em vigor assinados pelo Brasil 7- Protocolo relativo à responsabilidade civil emergente de acidentes de viação entre partes de Estados-Membros; 8- Protocolo de integração educativa para a formação de recursos humanos entre os países membros; 9- Protocolo de integração cultural do MERCOSUL; 10- Acordo multilateral da segurança social do MERCOSUL; 11- Protocolo sobre comércio de serviços; 12- Acordo de extradição entre os Estados-Membros; 13- Acordo sobre admissão de títulos e graus universitários para o exercício de atividades académicas nos Estados-Membros; 14- Acordo sobre litigação sem custos e a assistência jurídica gratuita entre os Estados- Membros; 133

134 Tipo de Acordo Âmbito e Descrição do Acordo 15- Acordo sobre isenção de tradução de documentos administrativos para efeitos de imigração; 16- Acordo sobre proteção do meio-ambiente no MERCOSUL; 17- Acordo sobre a facilitação de atividades empresariais entre membros; 18- Protocolo sobre o compromisso com a promoção e a proteção dos direitos humanos; 19- Protocolo constitutivo do Parlamento do MERCOSUL. 1- Protocolo para a promoção e proteção recíproca de investimentos na MERCOSUL; Protocolos com aprovação pendente no Brasil 2- Protocolo sobre a promoção e proteção recíproca de investimentos provenientes de Estados não pertencentes ao MERCOSUL; 3- Protocolo relativo ao Código Aduaneiro do MERCOSUL; 4- Protocolo de harmonização de normas sobre propriedade intelectual no MERCOSUL; 5- Acordo sobre a restituição de veículos terrestres e embarcações de transporte que transpõem ilegalmente as fronteiras entre os EM Acordos essenciais do Brasil na área do comércio (ACI, APPRI, ADT) Há um conjunto de acordos bilaterais que são essenciais para compreender os mecanismos que poderão facilitar o acesso dos investidores portugueses aos mercados: os acordos comerciais de investimento, os acordos de promoção e proteção recíproca de investimentos e os acordos para evitar a dupla tributação. Tabela 30 - Acordos Bilaterais do Brasil Tipo de Acordos Acordos assinados, mas ainda não em vigor Acordos em vigor Acordos de Promoção e Proteção Reciproca de Investimentos Alemanha, Bélgica, Chile, Cuba, Coreia do Sul, Dinamarca, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Holanda, Itália, Luxemburgo, Portugal, Suíça e Venezuela Não Acordos para Evitar a Dupla Tributação Bermuda África do Sul, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, China, Coreia do Sul, Dinamarca, Equador, Espanha, Filipinas, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Índia, Israel, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Peru, Portugal, Eslováquia, República Checa, Suécia, Ucrânia e Venezuela 134

135 O Brasil faz parte da Organização Mundial do Comércio (OMC) desde 1 de janeiro de 1995; O Brasil é membro do FMI, fundador e acionista do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e Estado observador na União Europeia; Para além do MERCOSUL, o Brasil é membro da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e do Sistema Global de Preferências de Comerciais (SGPC); O Brasil tem acordos comerciais de: o o o o Livre Comércio - Bolívia, Chile, Equador, Colômbia e Israel; Preferências tarifárias - Cuba, Guiana, México e Índia; Serviços - MERCOSUL e Chile; Análise nos Congressos - SACU e Egipto; O Brasil está a negociar acordos com a UE, Conselho de Cooperação do Golfo, Jordânia, Turquia e Marrocos, bem como em diálogo exploratório com o Canadá e EFTA; O Brasil assinou a Convenção de Paris para a Proteção da Propriedade Industrial, a Convenção de Berna sobre a Proteção de Trabalhos Artísticos e Literários e a Convenção de Nova Iorque sobre o Reconhecimento e a Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras; O Brasil ratificou o Acordo dos Aspetos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados com Comércio (TRIPS), o Acordo de Estrasburgo Relativo à Classificação Internacional das Patentes e o Tratado sobre Cooperação em Matéria de Patentes (PCT); Este país é membro da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA) e da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI); O Brasil celebrou acordos de cooperação aduaneira com a COMUCAM (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Espanha, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela), com a CPLP, com a África do Sul, com os EUA, com a França, com a Grã-Bretanha, com a Índia, com Israel, com o Chile, com a Holanda e com a Rússia Acordos entre Estados Unidos e o Brasil O Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América assinaram, em 2011, um acordo de comércio e cooperação económica, que tinha os seguintes objetivos: o o o o o Fortalecer os laços de amizade e o espírito de cooperação, expandir o comércio e fomentar as relações económicas entre as duas partes; Promover um ambiente aberto para o comércio e investimentos internacionais; Promover a transparência e a não discriminação no comércio internacional e nas políticas e práticas de investimento; Reduzir as barreiras e os subsídios que distorcem o comércio para facilitar o crescimento do mesmo; Reconhecer a importância da proteção adequada e efetiva dos direitos de propriedade intelectual a fim de evitar a criação de barreiras ao comércio legítimo, e conduzir ao bem-estar económico e social; 135

136 o o o o o o Reconhecer a importância de promover políticas consistentes com a Declaração da OIT sobre os princípios fundamentais e direitos no trabalho (1998) e com o pacto mundial para o emprego (2009); Garantir as boas práticas de utilização da internet; Assegurar o desenvolvimento sustentável das políticas comerciais e ambientais; Aprofundar o envolvimento do setor privado no comércio bilateral e no investimento entre as partes; Procurar solucionar os problemas no comércio e investimento entre as partes de forma tão expedita quanto possível; Reforçar o sistema multilateral de comércio, sem prejuízo dos direitos e obrigações das partes relacionados com a OMC ou com acordos concluídos por estes. Adicionalmente foi celebrado entre estes dois países, um acordo de cooperação e troca de informação em matéria fiscal. Este acordo prevê a troca de informações e amplia o espaço para a cooperação entre as administrações tributárias no que diz respeito às práticas de fiscalização nestes países, não desconsiderando os limites das respetivas legislações nacionais. É estabelecido um conjunto de regras estritas quanto à proteção da informação trocada no âmbito do acordo Acordos entre a União Europeia e o Brasil As relações diplomáticas entre o Brasil e a União Europeia têm vindo a desenvolver-se desde A cooperação entre o Brasil e a União Europeia vai para além das relações diplomáticas já que, em 2007, foi formalmente criada uma Parceira Estratégica UE-Brasil, que promove a cooperação e debate em matérias económico-financeiras, na temática das alterações climáticas e a análise de questões regionais. Atualmente, a cooperação entre a UE e o Brasil é marcada pelos acordos de cooperação entre a comunidade europeia e o Brasil, como o Acordo Quadro de Cooperação em vigor desde Esta cooperação inclui também o acordo entre a UE e o MERCOSUL, em vigor desde 1999, assim como os acordos ao nível da cooperação científica e tecnológica. Para além destes acordos, existem protocolos de cooperação em diversas áreas técnicas, obtidos através da assinatura de acordos bilaterais específicos, o estabelecimento de novos diálogos setoriais e a intensificação do intercâmbio bilateral. A criação de uma agenda comum, a par do trabalho com base na reciprocidade total, serão elementos importantes para a evolução desta parceria estratégica. Adicionalmente, a UE e o Brasil estabelecem importantes relações comerciais dada a posição do Brasil enquanto mercado chave para a UE na América Latina e enquanto ponto de ligação entre o MERCOSUL e a UE. Por outro lado, a UE é o principal parceiro comercial e de investimento do Brasil. Tanto a ciência e tecnologia como a sociedade de informação e os media são outras áreas relevantes onde existe colaboração entre a UE e o Brasil. 136

137 4. CPLP Atratividade do Brasil no contexto da CPLP 137

138 4.Atratividade do Brasil no contexto da CPLP O valor global dos fluxos de IDE nos países da CPLP ascende a 79,5 mil milhões de dólares, sendo que o Brasil representa cerca de 82% desse valor. Gráfico 67 - Valores (milhões USD) e percentagens de IDE na CPLP no ano de 2012, UNCTAD IDE na CPLP Brasil 82% Portugal 11% Moçambique 7% Outros São Tomé e Príncipe 0.06% Timor-Leste 0.05% Guiné- Bissau 0.02% Cabo Verde 0.09% No contexto da CPLP, e relativamente à facilidade de se fazer negócios, o Brasil encontra-se bem posicionado face aos restantes países. Contudo, este indicador poderá ser potenciado se fossem minimizados alguns constrangimentos, quanto, por exemplo, às formalidades para abertura de empresas, registar propriedade ou obter alvarás. Tabela 31 - Doing Business Posição por país da CPLP Países Facilidade de se fazer negócios Abertura de empresas Obtenção de alvarás de construção Obtenção de eletricidade Registo de propriedade Obtenção de crédito Portugal CaboVerde Brasil Moçambique São Tomé e Príncipe Timor-Leste Angola Guiné-Bissau Fonte:

139 País importador Brasil Integração regional no MERCOSUL e relacionamento com os países da CPLP A intensificação das trocas comerciais exige complementaridade industrial das economias, implicando níveis de especialização diferenciada entre parceiros. Tabela 32 - TCI (Trade Complementary Index) da CPLP e Macau (%)31 País exportador Angola Brasil Cabo Verde Guiné-Bissau Moçambique São Tomé e Príncipe Timor Leste Portugal Macau Angola Brasil Cabo Verde Guiné-Bissau Moçambique São Tomé e Príncipe Timor Leste Portugal Macau Fonte: Cálculo realizado pela PwC com base nos dados do UNCTAD, UNCTADstat O nível de complementaridade comercial das economias da CPLP e Macau é muito baixo, excetuando no relacionamento entre Portugal e Angola. De facto apenas 2,9% das exportações dos países da CPLP destinam-se a outros países da CPLP, peso relativo que tem vindo a reduzir-se desde Apesar das exportações intrarregião evidenciarem um decréscimo médio anual 0,4% de 2008 a 2012, verifica-se uma retoma favorável das exportações intrarregião de 20,8% (crescimento médio anual) a partir de Verifica-se um elevado potencial de complementaridade recíproco no relacionamento comercial entre alguns países da CPLP. O índice de complementaridade entre Portugal e Angola (83 pts e 80 pts) revela uma relação potencial biunívoca. A estrutura de importações de Portugal poderá também potenciar as suas relações com o Brasil (48 pts), Guiné-Bissau (38 pts), Moçambique (66 pts), São Tomé e Príncipe (51 pts) e Timor Leste (37 pts). Por seu lado a estrutura de importações do Brasil poderá apresentar algum grau de complementaridade com as estruturas exportadoras de Angola (40 pts) e Portugal (47 pts). Por outro lado, O índice de complementaridade entre Portugal e Cabo Verde evidencia uma relação potencial unívoca, apresentando um grau de complementaridade de 72 pts. De facto, é notório que a alavancagem comercial intra-cplp poderá ser potenciada fundamentalmente por 2 motores, por Angola - país com maior relevância nas exportações intrarregião e por Portugal país CPLP que mais destaca nas importações intrarregião. Nesta medida Portugal poderá potenciar-se como hub comercial da CPLP, assumindo um papel fundamental de porta de entrada para os países da CPLP e destes para a União Europeia. 31 O Trade Complementary Index (TCI) é um indicador utilizado para medir a compatibilidade do perfil comercial, através da comparação das estruturas de exportação e de importação entre países. Índices mais elevados revelam potenciais de complementaridade superiores e maior correspondência entra a estrutura de exportações/importações dos 2 países. TCI nulo é sinónimo de não complementaridade. 139

140 Brasil Valor total das importações, US$ 223 mil milhões, 2012 Principais produtos importados Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais relacionados Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70% Óleos brutos de petróleo, óleos de xistos Potenciais fornecedores CPLP Angola Combustíveis minerais, Moçambique Gás natural lubrificantes e materiais Angola (gás natural Carvão relacionados futuramente) Veículos automóveis para transporte de pessoas Peças e acessórios dos veículos Veículos a motor para transporte de mercadorias Peças, acessórios para máquinas Maquinaria e Máquinas e aparelhos elétricos equipamento de Portugal transporte Motores de pistão de combustão interna, peças Aparelho para circuitos elétricos, tabuleiro, painéis Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares Máquinas de processamento de dados Produtos manufaturados Válvulas e tubos catódicos Portugal Outros artigos Aparelhos de medição, análise e controle de aparelhos Portugal manufaturados Fertilizantes Produtos medicinais e farmacêuticos Medicamentos Produtos químicos Portugal (incluindo medicamentos veterinários) Inseticidas e produtos semelhantes, para venda a retalho Portugal Bebidas Bebidas alcoólicas Angola Gorduras vegetais e óleos, óleo bruto, refinado, do Óleos animais e vegetais Portugal fracionamento (azeite) Peixe seco, salgados ou em salmoura; peixe fumado Alimentos (bacalhau) Portugal Peixe fresco ou congelado Portugal Guiné-Bissau Alimentos Frutas e frutos secos Timor-Leste São Tomé e Príncipe Fonte: UNCTAD, UNCTADstat Alguns dos produtos com potencial de produção local* Veículos automóveis Máquinas e peças industriais Maquinaria e equipamento de transporte Equipamentos e máquinas para a produção de energia Outras Produtos químicos Fertilizantes Petróleo Combustíveis minerais Gás natural Petróleo Combustíveis minerais Gás natural Atividade agrícola e da agroindústria Pecuária Alimentos e animais Gado Outras *Para mais dados ver principais setores. 140

141 Índice de Tabelas Tabela 1 - Caracterização dos países membros do MERCOSUL Tabela 2 - TCI (Trade Complementary Index) intra-mercosul (%) Tabela 3 - Comunidades económicas regionais em perspetiva (2012) Tabela 4 - Investimento Direto Estrangeiro nos países-membros do MERCOSUL inward flow, Tabela 5 As 10 maiores regiões metropolitanas brasileiras (2010) Tabela 6 Indicadores sociais (2012) Tabela 7 Distribuição geográfica da população brasileira em Tabela 8 Resultado do Governo Central, em milhões de US$ (2012) Tabela 9 - Notação de crédito da dívida pública brasileira Tabela 10 Principais produtos agrícolas brasileiros Tabela 11 Rede rodoviária brasileira em Tabela 12 Indicadores de infraestruturas de transporte brasileira Tabela 13 Indicadores sobre infraestruturas TIC no Brasil Tabela 14 Matriz de energia elétrica brasileira Tabela 15 - Investimento estrangeiro na indústria Brasileira Tabela 16 Investimentos no âmbito do PAC Tabela 17 Modelo económico-financeiro das concessões rodoviárias Tabela 18 - Abertura da economia de Brasil Tabela 19 Exportações do Brasil para a CPLP (milhões US$) Tabela 20 Setores de forte crescimento potencial Tabela 21 Setores de forte crescimento potencial Tabela 22 Acesso ao setor bancário Tabela 23 Obtenção de crédito Tabela 24 Taxas de juro de referência Tabela 25 - Doing Business 2013 Posição por região Tabela 26 - Quadro resumo com os principais impostos do Brasil Tabela 27- Sistema Judiciário do Brasil Tabela 28 - Tipos societários Tabela 29 - Situação do Brasil face aos Acordos e Protocolos existentes na Zona do MERCOSUL Tabela 30 - Acordos Bilaterais do Brasil Tabela 31 - Doing Business Posição por país da CPLP Tabela 32 - TCI (Trade Complementary Index) da CPLP e Macau (%)

142 Índice de Gráficos Gráfico 1 PIB por setor - MERCOSUL Gráfico 2 Crescimento médio anual dos países do MERCOSUL Gráfico 3 Contribuição de cada EM para o PIB do MERCOSUL Gráfico 4 - Evolução das economias da região Gráfico 5 - Relacionamento do crescimento do PIB e variação no ICG - Global Competitiveness Index Gráfico 6 - Estimativa de crescimento do PIB dos mercados económicos regionais Gráfico 7 - PIB por setor - Brasil Gráfico 8 PIB por setor Uruguai Gráfico 9 - PIB por setor Paraguai Gráfico 10 - PIB por setor Venezuela Gráfico 11 - PIB por setor Argentina Gráfico 12 - Evolução do comércio intra-mercosul vs. Evolução do PIB da região Gráfico 13 - Peso das exportações/importações intra-mercosul no total da região, Gráfico 14 - Produtos transacionados intra-mercosul (2012) Gráfico 15 - Evolução das importações do MERCOSUL e principais países de destino, Gráfico 16 Importações do MERCOSUL - Top produtos Gráfico 17 - Importações MERCOSUL dos EUA Gráfico 18 - Importações MERCOSUL da China Gráfico 19 - Importações MERCOSUL do Brasil (intrarregionais) Gráfico 20 - Importações MERCOSUL da Argentina (intrarregionais) Gráfico 21 - Importações MERCOSUL da Alemanha Gráfico 22 Evolução das exportações do MERCOSUL e principais países de destino, Gráfico 23 Exportações do MERCOSUL - Top produtos, Gráfico 24 - Exportações MERCOSUL para os EUA Gráfico 25 - Exportações MERCOSUL para a China Gráfico 26 - Exportações MERCOSUL para a Alemanha Gráfico 27 - Exportações MERCOSUL para o Japão Gráfico 28 - Importações do MERCOSUL dos países da CPLP Gráfico 29 - Importações MERCOSUL de Portugal (2012) Gráfico 30 - Importações do MERCOSUL ao Brasil (2012) Gráfico 31 Importações do MERCOSUL à CPLP* Gráfico 32 - Exportações do MERCOSUL para a CPLP Gráfico 33 Exportações do MERCOSUL para a CPLP* Gráfico 34 - IDE no MERCOSUL - inward e outward, Gráfico 35 - Representação da percentagem do PIB dos EM no MERCOSUL Gráfico 36 Evolução anual do PIB, em milhares de milhões de USD Gráfico 37 Taxa de crescimento real anual do PIB Gráfico 38 Taxa média anual de desemprego, em percentagem da população ativa Gráfico 39 Evolução do PIB per capita, em USD Gráfico 40 - Dívida pública bruta, em milhares de milhões de BRL Gráfico 41 - Dívida pública bruta, em percentagem do PIB Gráfico 42 Dívida pública líquida, em percentagem do PIB Gráfico 43 Contribuição para o PIB dos setores de atividade no Brasil (2012) Gráfico 44 - Crescimento anual do PIB real Gráfico 45 Importações por região do Brasil Gráfico 46 Variação anual do CAGR das importações da Região do Sudeste Gráfico 47 Variação anual do CAGR* das importações Gráfico 48 Importações por município Gráfico 49 Balança comercial e variação das importações do Estado de São Paulo Gráfico 50 Balança comercial e variação das importações do Estado do Rio de Janeiro Gráfico 51 - Evolução das importações do Brasil e principais países de origem, Gráfico 52 - Importações do Brasil - Top produtos, Gráfico 54 - Importações brasileiras provenientes da China, em Gráfico 54 - Importações brasileiras provenientes dos EUA,

143 Gráfico 56 - Importações do Brasil provenientes da Alemanha, Gráfico 56 - Importações brasileiras provenientes da Argentina, Gráfico 57 Importações do Brasil da CPLP Gráfico 58 - Importações do Brasil provenientes de Angola, Gráfico 59 - Importações do Brasil provenientes de Portugal, Gráfico 60 Importações brasileiras de serviços comerciais Gráfico 61 Importações do Brasil à CPLP Gráfico 62 - Evolução das exportações do Brasil e principais países de origem, Gráfico 63 - Exportações da Brasil CPLP Gráfico 64 Exportação do Brasil para a CPLP Gráfico 65 - Fluxos de IDE no Brasil, Gráfico 66 - Taxa de inflação, variação anual em percentagem Gráfico 67 - Valores (milhões USD) e percentagens de IDE na CPLP no ano de 2012, UNCTAD Índice de Figuras Figura 1 - Índice de competitividade global 2013 (Global Competitiveness Report 2013/2014) Figura 2 - Estimativas de crescimento do PIB em 2013 na América Latina Figura 3 - Principais exportações do Brasil intra-mercosul, por produto (2012) Figura 4 - Condição da rede rodoviária do Estado de São Paulo Figura 5 Condição da rede rodoviária do Estado do Rio de Janeiro Figura 6 Rede ferroviária do Brasil Programa de aceleração de crescimento (PAC) para o setor ferroviário Figura 7 Rede ferroviária da Região Sudeste Figura 8 Mapa do transporte hidroviário na região Sudeste Figura 9 Mapa dos portos marítimos brasileiros Figura 10 Mapa dos principais aeroportos brasileiros Figura 11 - Principais importações do Brasil provenientes de Angola (2012) Figura 12 - Principais importações do Brasil provenientes de Portugal (2012) Figura 13 - Principais exportações brasileiras para Portugal (2012) Figura 14 - Principais exportações brasileiras para Angola (2012) Figura 15 Agências por km 2, em

144

145 Um estudo realizado no âmbito do projeto nº 30030, apoiado pelo QREN, através do SIAC do Programa Operacional Fatores de Competitividade (COMPETE) pela: Apoio: Projeto Co-Financiado:

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